Eu era Alina Mendonça, uma médica residente, finalmente reunida com a família rica da qual fui separada quando criança. Eu tinha pais amorosos e um noivo lindo e bem-sucedido. Eu estava segura. Eu era amada. Era uma mentira perfeita e frágil.
A mentira se estilhaçou numa terça-feira, quando descobri que meu noivo, Ivan, não estava em uma reunião do conselho, mas em uma mansão deslumbrante em Alphaville com Kiara Rinaldi, a mulher que me disseram ter tido um colapso nervoso cinco anos atrás, depois de tentar me incriminar.
Ela não estava em desgraça; estava radiante, segurando um garotinho, Léo, que gargalhava nos braços de Ivan.
Ouvi a conversa deles: Léo era filho dos dois, e eu era apenas um "tapa-buraco", um meio para um fim, até que Ivan não precisasse mais das conexões da minha família. Meus pais, os Mendonça, estavam envolvidos, financiando a vida de luxo de Kiara e sua família secreta.
Minha realidade inteira - os pais amorosos, o noivo devotado, a segurança que eu pensei ter encontrado - era um palco cuidadosamente construído, e eu era a tola no papel principal. A mentira casual que Ivan me mandou por mensagem, "Acabei de sair da reunião. Exaustivo. Saudades. Te vejo em casa", enquanto estava ao lado de sua família de verdade, foi o golpe final.
Eles me achavam patética. Eles me achavam uma tola. Eles estavam prestes a descobrir o quão errados estavam.
Capítulo 1
Cinco anos. Foi o tempo que me disseram que Kiara Rinaldi estava fora de cena. Cinco anos desde que ela teve um suposto surto psicótico depois de tentar me incriminar por vazar segredos corporativos, uma armação que quase destruiu minha carreira médica. Meu noivo, Ivan Moraes, e meus pais, os Mendonça, me garantiram que ela havia sido enviada para receber ajuda, em desgraça e removida de nossas vidas para sempre.
Eu acreditei neles. Eu era Alina Mendonça, uma médica residente, finalmente reunida com a família rica da qual fui separada quando criança. Eu tinha pais amorosos e um noivo lindo e bem-sucedido. Eu estava segura. Eu era amada. Era uma mentira perfeita e frágil.
A mentira desmoronou numa terça-feira.
Ivan deveria estar em uma reunião do conselho. Ele me mandou uma mensagem: "Pensando em você. Vai ser uma noite longa. Não precisa me esperar."
Mas eu queria fazer uma surpresa. Tinha acabado de sair de um plantão exaustivo de 36 horas no hospital e dirigi até o prédio do escritório dele, a Moraes BioTech, com a comida preferida dele. O segurança do saguão me deu um sorriso educado.
"Dr. Moraes saiu há cerca de uma hora, Dra. Mendonça."
Um nó gelado se formou no meu estômago. Liguei para o celular dele. Chamou uma vez e caiu na caixa postal. Tentei o rastreador do carro dele, um recurso que eu só tinha usado uma vez, quando ele o perdeu em um estacionamento gigantesco. O ponto brilhante na tela do meu celular não estava em nenhuma de suas rotas habituais. Estava indo em direção a um condomínio fechado do outro lado da cidade, um lugar do qual eu nunca tinha ouvido falar.
Eu dirigi, com as mãos apertando o volante. O nó gelado no meu estômago crescia, apertando a cada quilômetro. O endereço me levou a uma mansão moderna e imponente, com luzes acesas e música saindo para os jardins bem cuidados. Parecia uma festa.
Estacionei na rua e caminhei em direção à casa. Através das janelas que iam do chão ao teto, vi uma cena que não fazia sentido. E então, eu o vi. Meu noivo, Ivan. Ele não estava de terno. Estava com roupas casuais, um sorriso relaxado no rosto.
Ele segurava um menino nos ombros, talvez de quatro ou cinco anos. O menino gargalhava, suas mãozinhas entrelaçadas no cabelo escuro de Ivan.
E então vi a mulher ao lado deles, com a mão apoiada no braço de Ivan.
Kiara Rinaldi.
Ela não estava em desgraça. Não estava em uma clínica de tratamento. Estava radiante, vestida com um vestido de seda, parecendo em todos os sentidos uma mãe e parceira feliz. Ela riu, um som que eu lembrava com um arrepio, e se inclinou para beijar Ivan na bochecha. Ele virou a cabeça e a beijou de volta, um gesto familiar e amoroso que ele tinha usado comigo naquela mesma manhã.
Minha respiração falhou. O mundo girou em seu eixo. Eu tropecei para trás, para as sombras de um grande carvalho, meu corpo tremendo.
Eu podia ouvir suas vozes através da porta do pátio, que estava entreaberta.
"O Léo está ficando tão grande", disse Kiara, sua voz escorrendo contentamento. "Ele se parece mais com você a cada dia."
"Ele tem o charme da mãe", respondeu Ivan, sua voz quente com um afeto que eu agora percebia que nunca tinha recebido de verdade. Ele tirou o menino, Léo, de seus ombros e o colocou no chão.
"Você tem certeza de que a Alina não suspeita de nada?", perguntou Kiara, seu tom mudando ligeiramente. "Cinco anos é muito tempo para manter isso."
"Ela não tem a menor ideia", disse Ivan, sua voz carregada de uma crueldade casual que roubou o ar dos meus pulmões. "Ela é tão grata por ter uma família que acreditaria em qualquer coisa que disséssemos. É quase triste."
"Pobre, patética Alina", zombou Kiara. "Ainda acha que você vai se casar com ela. Ainda acha que papai e mamãe Mendonça amam mais a filha de verdade do que a mim."
Ivan riu. Não foi um som agradável.
"Eles se sentem culpados. É só isso. Eles sabem que te devem essa. Todos nós devemos. Esta casa, esta vida... é o mínimo que poderíamos fazer para compensar o que você 'passou'."
Ele disse "passou" fazendo aspas com os dedos. Toda a história do colapso dela foi uma performance. Uma mentira da qual todos participaram.
Senti uma onda de náusea. Meus pais. Eles também estavam nisso. O dinheiro para essa vida de luxo, essa família secreta, vinha deles. Da fortuna dos Mendonça que deveria ser minha.
Minha realidade inteira - os pais amorosos, o noivo devotado, a segurança que eu finalmente pensei ter encontrado depois de uma infância em orfanatos - era um palco cuidadosamente construído. E eu era a tola no papel principal, sem saber que o resto do elenco ria de mim por trás das cortinas.
Afastei-me lentamente, meus movimentos rígidos. Entrei no meu carro, meu corpo tremendo tanto que mal conseguia girar a chave na ignição. Meu celular vibrou no meu colo. Era uma mensagem de Ivan.
"Acabei de sair da reunião. Exaustivo. Saudades. Te vejo em casa."
A mentira casual, digitada enquanto ele estava ao lado de sua família de verdade, foi o golpe final. O mundo não apenas girou; ele se desfez em pó ao meu redor.
Eu dirigi para longe, não em direção ao nosso apartamento, mas em direção a um futuro que eles não podiam controlar. A dor era um peso físico, esmagando meu peito. Mas por baixo dela, uma pequena e dura brasa de determinação começou a brilhar.
Eles me achavam patética. Eles me achavam uma tola.
Eles estavam prestes a descobrir o quão errados estavam.
Na manhã seguinte, entrei no apartamento que dividia com Ivan. Ele estava na cozinha, fazendo café, com uma aparência bonita e completamente despreocupada.
"Você chegou cedo", disse ele, sorrindo ao se virar para me beijar. Eu recuei, virando a cabeça para que seus lábios pousassem na minha bochecha.
"Cansada", murmurei, usando a desculpa que sabia que ele esperaria depois de um longo plantão. "A volta pra casa foi difícil."
"Coitadinha", disse ele, envolvendo-me em seus braços. O abraço dele parecia uma jaula. Cada palavra, cada toque era uma mentira. "Minha reunião foi até muito tarde. Deveríamos fazer algo para comemorar o fechamento do negócio. E... já se passaram cinco anos."
Eu o encarei, minha expressão cuidadosamente vazia.
"Cinco anos desde o quê?"
"Desde que a Kiara... foi embora", disse ele, seus olhos cheios de falsa compaixão. "Sei que foi difícil para você, o que ela fez. Pensei que talvez nós, e seus pais, pudéssemos ter um jantar tranquilo. Para marcar a data. Para celebrar o quão longe chegamos."
A audácia era de tirar o fôlego. Eles queriam celebrar o aniversário da mentira que construíram ao meu redor. Senti uma raiva fria e afiada cortar a dor.
"Isso é... uma ideia atenciosa, Ivan", eu disse, minha voz firme. "Vamos fazer isso."
O rosto dele se iluminou de alívio.
"Ótimo. Vou avisar seus pais. Eles ficarão muito felizes por você estar bem com isso."
Ele estava tão seguro de mim, tão confiante em seu engano. Ele saiu para o trabalho, assobiando, me deixando sozinha no apartamento estéril e bonito que agora parecia uma prisão. No momento em que a porta se fechou, fui direto para o escritório dele.
Estava sempre trancado. Ele me disse que era por causa de documentos de trabalho sensíveis. Eu costumava respeitar isso. Agora, eu sabia que era um cofre para seus segredos. Mas eu era médica. Eu conhecia pontos de pressão, sabia como encontrar fraquezas. E eu conhecia Ivan. A senha dele não era complexa; era arrogante. Era a data em que ele me pediu em casamento.
Eu digitei. A fechadura estalou.
A sala era impecável, dominada por uma grande mesa de mogno. Comecei por ali. Em uma gaveta trancada, encontrei um pequeno álbum de fotos de couro. Minhas mãos tremiam enquanto eu o abria.
Não estava cheio de fotos nossas. Eram fotos e mais fotos de Ivan, Kiara e o filho deles, Léo. No parque, na praia, comemorando aniversários com bolos e velas. Uma família perfeita e feliz. Em uma foto, meus pais também estavam lá. Minha mãe segurava Léo, radiante, enquanto meu pai estava com o braço em volta de Kiara. Eles pareciam mais felizes naquele momento roubado do que eu jamais os vira comigo.
A evidência era esmagadora, mas eu precisava de mais. Fui para o notebook dele. A senha era a mesma. Seus arquivos estavam meticulosamente organizados. Encontrei uma pasta chamada "Pessoal". Dentro, outra pasta: "L".
Era tudo. Vídeos dos primeiros passos de Léo. Suas primeiras palavras. Cópias da certidão de nascimento dele, listando Ivan como o pai. E uma subpasta chamada "Finanças".
Cliquei nela e meu sangue gelou. Havia transferências bancárias mensais de uma conta conjunta pertencente aos meus pais, Ricardo e Eleonor Mendonça, para uma empresa de fachada. Os valores eram impressionantes. Milhões de reais ao longo de cinco anos. A descrição em cada uma era a mesma: "Despesas de Vida K.R."
Eles não apenas permitiram isso; eles financiaram. Cada palavra gentil que já me disseram, cada presente caro, cada promessa vazia de família, foi pago com o mesmo dinheiro que usaram para sustentar a mulher que tentou me arruinar e a família secreta que meu noivo estava criando com ela.
A ilusão do amor deles não era apenas uma mentira; era uma transação. Eu era o preço que eles pagavam para acalmar a culpa que sentiam por Kiara.
Copiei tudo para um pequeno pen drive criptografado. Cada foto, cada vídeo, cada extrato bancário. Enquanto os arquivos eram transferidos, meu celular vibrou. Uma mensagem de um número desconhecido.
"Se divertindo de detetive? Você nunca vai encontrar nada. Eles me amam, Alina. Sempre amaram. Você foi apenas uma substituta conveniente."
Era Kiara. Ela devia ter uma câmera escondida no escritório. O pensamento fez minha pele arrepiar.
Ela enviou uma foto. Era da foto de família que eu tinha acabado de ver, aquela com meus pais.
"Ficamos bem juntos, não acha? Como uma família de verdade."
Outra mensagem se seguiu.
"O Ivan só está com você por pena. E seus pais? Eles estão apenas pagando o que devem. Você sempre será a intrusa, a garota do orfanato que não pertence a este lugar."
As provocações eram para me quebrar. E por um momento, elas conseguiram. Apoiei-me na mesa, com o pen drive na mão, e uma única lágrima quente de raiva e dor escorreu pelo meu rosto.
Mas então, a dor se transformou em outra coisa. Algo frio e claro.
Ela estava errada. Eu não ia quebrar. Eu ia queimar o mundo deles até as cinzas.
A mensagem de Kiara foi uma declaração de guerra. Ela se achava intocável, escondida em sua gaiola dourada. Ela não sabia que eu tinha a chave.
Eu precisava entrar naquela casa mais uma vez, não apenas por evidências, mas para ver a verdade com meus próprios olhos, para ouvi-la de suas próprias bocas, sem filtros. O pen drive tinha o "o quê", mas eu precisava do "porquê".
Subornar um empregado era a escolha óbvia. Revisei os registros financeiros que havia copiado. A equipe da casa de Kiara era paga através da empresa de fachada, mas um nome se destacou - um serviço de limpeza que recebia uma taxa mensal surpreendentemente baixa e fixa. Uma empresa que provavelmente pagava mal seus funcionários. Encontrei o site deles e o nome da gerente. Alguns milhares de reais, transferidos de uma conta anônima, foi tudo o que precisei para conseguir um uniforme e um lugar na equipe de limpeza do dia seguinte para a mansão.
Na tarde seguinte, cheguei à entrada de serviço em uma van discreta com outras três mulheres. Eu usava um uniforme azul simples, um boné de beisebol puxado para baixo e uma máscara descartável. Mantive a cabeça baixa e a boca fechada.
A governanta, uma mulher de aparência cansada chamada Maria, nos deixou entrar. Ela mal olhou para mim.
"Quartos de cima e a suíte principal. Sejam rápidas. A Sra. Rinaldi não gosta de ser incomodada."
Fui designada para a suíte principal. O quarto era enorme, com uma vista deslumbrante da cidade. Mas eu não estava interessada na vista. Estava interessada na vida que eles construíram aqui. Na mesa de cabeceira havia um porta-retrato de prata. Tinha uma foto de Ivan e Kiara no dia do casamento deles. Eles não eram oficialmente casados, é claro - Ivan estava noivo de mim. Isso era uma mentira dentro de uma mentira, uma cerimônia só para eles, uma fantasia que viviam em segredo.
Andei pela casa, limpando mecanicamente, meus olhos examinando tudo. As paredes estavam cobertas de retratos de família. Léo em um pônei. Kiara e Ivan rindo em um barco. Meu pai, Ricardo Mendonça, um renomado arquiteto, havia projetado esta casa. Minha mãe, Eleonor Mendonça, uma filantropa da alta sociedade, a havia decorado. Seu gosto característico estava por toda parte.
Encontrei Maria na cozinha, limpando as bancadas. Mantive minha voz baixa e disfarçada.
"É uma casa linda. Eles parecem uma família muito feliz."
Maria suspirou, sem olhar para mim.
"Eles são. O Sr. Moraes adora aquele menino. E o Sr. Mendonça... ele está mais aqui do que em sua própria casa. Ensinou o pequeno Léo a desenhar. Diz que o menino tem o talento dele."
As palavras foram um golpe físico. Meu pai nunca se ofereceu para me ensinar nada. Eu implorei para que ele me ensinasse caligrafia, sua paixão, mas ele sempre dizia que estava muito ocupado. Ele não estava ocupado demais para Léo.
"E a Sra. Mendonça?", perguntei, minha voz tensa.
"Ah, ela mima a Kiara demais", disse Maria, balançando a cabeça. "Traz joias novas para ela toda semana. Diz que Kiara é a filha que ela sempre quis, tão espirituosa e forte."
A filha que ela sempre quis. Não eu. Não a filha de verdade que passou anos sonhando com o amor de uma mãe.
Meu estômago revirou. Eu tinha que sair dali. Quando me virei para sair da cozinha, ouvi o som de um carro na entrada. Um sedã preto elegante. O carro de Ivan.
"Eles chegaram cedo!", sussurrou Maria, seus olhos arregalados de pânico. "Rápido, se esconda! Na despensa! Eles não podem te ver aqui depois do horário."
Ela me empurrou para a despensa escura e estreita bem a tempo da porta dos fundos se abrir. Pressionei-me contra as prateleiras, meu coração batendo forte contra as costelas. Através da porta de ripas, eu podia vê-los. Ivan, Kiara e Léo.
Léo estava chorando.
"Mas eu queria o azul!"
"Eu sei, querido, eu sei", arrulhou Kiara, acariciando o cabelo dele. "O papai vai te dar o azul amanhã, não vai, papai?"
"Claro", disse Ivan. Ele se ajoelhou e olhou para Kiara, seu rosto marcado pela preocupação. "Mas você está bem? Parecia pálida na loja."
"Estou bem", disse Kiara, mas sua voz estava cansada. "Só cansada. É difícil, Ivan. Fingir o tempo todo. Esperar você finalmente se livrar dela."
Minha respiração ficou presa na garganta.
Ivan se levantou e puxou Kiara para seus braços. Ele beijou sua testa.
"Eu sei, meu amor. Sei que não é justo com você. Mas temos que ter cuidado. Só mais um pouco. Assim que a nova fusão for concluída, não precisarei mais das conexões da família dela. Vou terminar tudo. Eu prometo. Então poderemos ser uma família de verdade, abertamente."
"Você promete?", ela sussurrou.
"Eu prometo", disse ele, sua voz um voto baixo e íntimo. "Você e o Léo são meu mundo inteiro. A Alina... ela é só um meio para um fim. Um tapa-buraco."
Um tapa-buraco.
A palavra ecoou na despensa silenciosa. Era tudo o que eu era. Uma ferramenta que ele estava usando. Uma solução temporária até conseguir o que queria. O amor, o noivado, nossa vida inteira juntos - era uma transação comercial.
Fechei os olhos com força, lutando contra a bile que subia pela minha garganta. Eu tinha toda a prova que precisava. Tinha as fotos, os extratos bancários e, agora, a verdade crua e inegável de seus próprios lábios.
Esperei até que eles se mudassem para a sala de estar, suas risadas ecoando pelo corredor. Saí da despensa, acenei um agradecimento silencioso para uma Maria apavorada e saí pela porta de serviço sem olhar para trás.
Quando estava virando a esquina da casa, em direção à rua, Kiara saiu para o pátio para uma ligação. Ela me viu. Seus olhos se estreitaram, um lampejo de reconhecimento neles, mesmo com meu disfarce. Ela não sabia quem eu era, mas sabia que eu não pertencia ali.
"Ei, você!", ela gritou. "O que ainda está fazendo aqui?"
Eu não respondi. Apenas acelerei o passo, meu coração martelando. Não podia deixá-la ver meu rosto. Ainda não. O jogo não tinha acabado. Tinha apenas começado.