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Sexo sem amor

Sexo sem amor

Autor:: renata medeirosM
Gênero: Romance
- Está morto? - Ouço uma voz perguntar, mas ela parece vir de muito longe. - Quase, mas ainda respira. O que quer que eu faça com ele? Posso acabar com a agonia do garoto com uma única bala. - Não. Valorizo a lealdade. Ele foi contra o próprio pai para proteger a Organização. Esse aí entendeu que a Irmandade[4] está acima da família. - Dizem que ele é meio maluco. - Quem de nós não é? De qualquer modo, o rapaz é corajoso. Não é qualquer um que enfrentaria um avtoritet[5] para cumprir com seu dever de lealdade ao Pakhan[6]. - Não costuma ser tão generoso, Papa[7]. Alguns diriam que um fruto nunca cai longe da árvore. E se for como o pai? - Nesse caso, por que não permitiu que o maldito seguisse com o plano para me matar? Não, o menino é água de outra pipa. E o que estou fazendo não tem a ver com generosidade, mas com pensar no futuro. Conto nos dedos de uma mão quantas pessoas morreriam realmente por mim e por minha família. É mais novo do que os meus netos. Um dia, Yerik e Grigori[8] vão estar no comando e precisarão de homens de verdade ao lado deles. Eu acho que eles continuam conversando, mas não tenho certeza. Acordo e perco a consciência várias vezes. Entretanto, entendo que o Pakhan acha que eu fiz o que fiz por ele, mas não foi. Minha decisão não teve nada a ver com alguém, mas com algo. Regras. É por elas que eu vivo. Eu nunca as quebro. Elas são o meu verdadeiro deus, muito acima do que as pessoas chamam de sentimentos ou emoções. Não tenho amor e nem raiva dentro de mim. Não consigo entender esses conceitos, já as regras, são simples: siga-as ou quebre-as. Há sempre somente duas escolhas. Preto ou branco. O cinza é uma impossibilidade e também uma desculpa para quem não consegue se manter fiel à sua palavra. Não me ofendo com xingamentos ou me dobro à tortura. Não temo a morte e nem sinto medo de nada, a não ser ter minha vida fora de padrões que estabeleci. Eu preciso dos padrões e os procuro em qualquer lugar. Quando descobriu essa minha habilidade de pensar em cem por cento do tempo de forma lógica, meu pai usou-a por muito tempo em seu trabalho na Organização. O que ele não entendeu, é que essa não era apenas uma característica minha, mas quem sou. Em tudo, todas as áreas da minha vida, busco padrões. É assim que consigo compreender o mundo ao meu redor. Foi assim que descobri a traição dele. Ele não estava somente roubando, planejava entregar o Pakhan nas mãos dos inimigo e isso desordenaria meu plano de continuar servindo à Organização. Atrapalharia as entregas de carregamentos de armas, cujas rotas calculei com precisão matemática. Traria um novo chefe para a Irmandade, que talvez quisesse modificar a planilha de lucro. Iniciar guerras desnecessárias. Eu odeio mudanças. Qualquer alteração me desestabiliza. Até mesmo uma solução alternativa para mim, tem que ser analisada de antemão. Tusso e me sinto sufocar. O ar está impregnado com uma mistura esquisita. Um dos odores é sangue, eu sei. Estou acostumado a esse cheiro desde pequeno. Aos treze anos, matei pela primeira vez. Uma ideia destorcida do meu pai para que eu fosse iniciado dentro da Organização. O outro odor, acredito que seja álcool, então acho que devo estar em um hospital. Eu não me importo, só quero ficar curado. Preciso que me costurem para que eu possa seguir com o meu trabalho. Se demorar muito, vai atrapalhar meu cronograma e eu não tolero imprevistos.

Capítulo 1 Sexo sem amor

Eu olhava para a cena embasbacada. Aquele homem lindo e charmoso estava sentado em seu estofado de couro preto com os braços esticados em cada lado do encosto e com o pau duro para fora da calça enquanto a loira de lábios vermelhos lambia a ponta da glande como se estivesse chupando um sorvete de bola. Era erótico olhar, imagine estar no lugar da loira. Meu chefe era assim. Lindo, poderoso e gostava de sexo. Não importava se tivesse que pagar para ter prazer, ele teria aquela dose extra de distração para esquecer as turbulências de um dia cheio.

A inconveniência é que ele não costumava avisar quando iria receber uma vadia no trabalho para evitar que me flagrasse olhando para ele bem naquela hora. - Senhorita Perez, estou falando com você. – Ouço a voz do meu chefe, tão lindo quanto o do livro que estou escrevendo. Minimizo rapidamente a janela para que ele não perceba o que eu estava escrevendo e justo na hora do expediente. Mas preciso publicar o capítulo que prometi para minhas leitoras, quer dizer, para as leitoras de Walkiria Ross, um nome bem mais sensual do que Petra Perez. Walkiria Ross é a cara do sucesso. - Em que posso ajudá-lo, Senhor Davis? – pergunto empurrando meus óculos com a ponta do dedo indicador. Senhor! Alek Davis é o homem mais maravilhoso do mundo. Pena que costuma sair apenas com mulheres mais jovens. Não que fosse adiantar eu ser mais jovem, sou muito sem sal para um homem como ele: lindo, musculoso e com uma conta bancária impressionante. Homens como ele podem escolher com quem vão transar. E pode ser uma a cada noite. - Quero que faça uma pesquisa para mim – ele diz sério. - Sobre? – pergunto. - Walkiria Ross – ele diz e gelo na hora. Ainda bem que não percebeu que eu arregalei os olhos. - Aquela autora que todo mundo está comentando. Descubra o e-mail dela e me passe. Quero escrever pessoalmente para ela. Engulo em seco. Walkiria Ross sou eu, mas Alek não sabe. E não deve saber. Ele vai ficar puto se descobrir que uso as aventuras sexuais dele como inspiração. Vai cortar meu pescoço que eu sei. Mas ao mesmo tempo não posso fechar os olhos para uma oportunidade de ouro como essa. Sempre quis ser escritora e se pudesse ganhar a vida fazendo o que mais gosto eu já não me importaria em ser a última virgem com 30 anos da América. - É para já, Senhor Davis – prometo e ele volta para sua sala com aquele jeito de andar que faz a calça de alfaiataria colar na bunda de um jeito sexy. Como pode um homem ser tão perfeito? Olho para o monitor do meu computador quando percebo que ele me observa do outro lado da porta de vidro e finjo que estou pesquisando. Minha cabeça ferve sem saber o que fazer. O aplicativo de mensagens corporativo pisca na barrinha debaixo do monitor. É Alek querendo que eu seja rápida. Com o canto dos olhos o observo digitar no iPhone, deve estar programando a próxima transa. Digito rapidamente meu e-mail de autora, antes que mude de ideia. Ele agradece em seguida. Começo a roer as unhas pensando na loucura que havia feito. E se ele resolver ler o livro para avaliar? E se ele descobrir que é uma história sobre ele? Mas existe a chance de ele não ligar uma coisa a outra e simplesmente entender que homens são todos iguais e gostam de sexo. Não demora muito para meu smartphone vibrar. Eficiente enviou o e- mail rapidamente, propondo um encontro. Aliás, eu aprendi com ele que o sucesso só vem para quem age no tempo certo, nunca antes, muito menos depois. Um encontro! Como se eu pudesse aparecer para meu próprio chefe e ainda dizer: Prazer, sou Walkiria Ross! Sabia que não poderia me meter nisso. Mas me meti e o que faço agora? Olho para a mulher perfumada parada diante da minha mesa, que sequer havia notado entrar. Hoje Alek escolheu uma ruiva com olhos azuis. Mais falsa impossível! Mas homens são assim, gostam de serem enganados, fazer o quê? - Alek está me esperando – ela diz com o nariz em pé como se fosse melhor do que eu. Mas uma coisa eu sempre admirei nas mulheres com que meu chefe fode, elas são muito seguras, não têm qualquer problema com autoestima. Talvez esse seja o segredo do sucesso, ser uma mulher confiante, daquele tipo que não se esconde atrás de um pseudônimo para escrever livros porque não confia no próprio taco. A ruiva sequer me deixa anunciá-la e sai entrando como se fosse a dona do lugar. Eu tenho é que rir com a soberba com que cada uma atravessa aquela porta, achando que vai ser a próxima Senhora Davis, como se o homem pudesse voltar a se casar depois daquele divórcio milionário que teve que pagar para se livrar da Senhora Encrenca Davis. A ruiva se debruça sobre a mesa e faz um biquinho para ele. Oferecida que só vendo para acreditar. Alek estica o braço e a puxa pela nuca até sua boca. Quando ele faz isso é porque vai colocar a mulher para chupar o pau dele. O homem tem verdadeira tara por foder bocas pintadas de vermelho. E elas parecem gostar. Jesus! Quando penso que ele nunca se importou com minha presença... Deve me achar feia. Mas foi observando como ele fazia que consegui escrever meu livro, uma vantagem por passar despercebida pelo solteiro mais cobiçado do momento. Mas hoje não estou com vontade de espionar. Ainda estou em choque que Alek Davis queira publicar Walkiria Ross. Digito uma mensagem para minha melhor amiga. Ashley é uma advogada inteligente, cuja carreira está em ascensão, e que vai conseguir me ajudar. Mas ela não resiste ao até logo que enviei e faz uma chamada de vídeo na mesma hora. - Não acredito que ele quer conversar com a Walkiria – ela grita e preciso abafar o smartphone com a mão.

Capítulo 2 Sexo sem amor

Por Deus, fale mais baixo, ainda estou no trabalho – a lembro para que seja menos escandalosa. - Você vai, não vai? - De que jeito? Ficou louca, Ashley? Não posso aparecer para Davis assim na cara dura. - Mas você quer o contrato? - Até quero – admito -, por isso é você quem vai negociar com ele. - Bruce não vai gostar. Bruce é o noivo de Ashley. Eles namoram desde a faculdade e agora que conseguiram dar entrada em um apartamento ficaram noivos. São lindos juntos, mas Bruce costuma ser um namorado ciumento. - Ele não precisa saber. - Claro que precisa.

Acha mesmo que vou me encontrar com Alek Davis, o homem gosta de mulher se alguém ainda não te falou. - E como gosta! – solto um suspiro ao lembrar que ele nota todas menos eu. Até hoje não sei por que me contratou. Dizem que é viciado em sexo e ter mulher atraente como secretária não o deixava trabalhar direito. E quando me falaram, não sabia se chorava ou ria. Imagine o quanto de sexo que perdi com esse homem! Teoricamente não perdi, porque a maioria das vezes eu estava aqui sentadinha na minha mesa fingindo trabalhar enquanto ele sentia e dava prazer para outras mulheres que não era eu; um detalhe apenas. O que me conforma um pouco é que fui escolhida por mérito, não pela aparência ou pelo meu desempenho com as palavras. Sou tímida, já falei. E isso não ajuda muito quando preciso passar por um processo de seleção. Imagine minha alegria quando me ligaram para falar que havia sido contratada. Era a oportunidade de ouro e aceitei. - Se Bruce não gostar, não vou arriscar – Ashley diz. - É só levar Bruce junto. Ele não é advogado também? Posso melhorar a comissão se conseguirmos fechar o contrato – ofereço dinheiro porque sei que eles precisam para pagar as despesas do casamento. - Que livro ele quer? – ela pergunta e já sinto que vai me ajudar. - O que estou postando. - Você ficou louca, só pode! Como vai explicar para o homem que ele virou seu muso para aquele livro de pouca vergonha? – ela gargalha. - Essa parte admito que me preocupa – digo com um sorriso amarelo enfeitando meu rosto. - Não vai dar para dizer: olha, chefe, eu ficava espiando você foder dentro de sua sala. E até já me masturbei enquanto assistia você. - Ashley, menos! – dessa vez sou eu quem grita e ainda bem que os gemidos lá na outra sala estão mais altos do que de costume. Essa ruiva gosta de gemer, hein! - Só me masturbei uma vez – a lembro. - Que valeu por uma foda completa com direito à perda de virgindade. – Ela ainda tem coragem de fazer piada com minha fracassada vida sexual. - Olha – tento desconversar -, não é hora para falar sobre isso. Te encontro mais tarde para a gente tratar dos detalhes. Mas não vou deixar você me abandonar justo agora que estou prestes a realizar meu sonho de ter um livro publicado. E justo por Alek Davis. Eu posso ficar rica. - Se você sobreviver à ira do homem se ele descobrir que você contou para o mundo que ele fode gostoso. - Engraçadinha! – Faço uma careta. - Como se eu estivesse falando uma mentira. Alek Davis gosta de sexo. – Pena que não é comigo. Mas não se pode ter tudo na vida. - Tchau, Ashley – e encerro a chamada. Eu devia ir para casa, mas não resisto em espiar um pouquinho. E bingo, a ruiva estava com o pau dele na boca, estavam praticando o que os sites de pornografia chamam de garganta profunda. Sim, eu tenho pesquisado muito para meu livro. Ossos do ofício, fazer o quê? Volto para minha mesa e abro de novo o arquivo do meu livro. Troco a loira pela ruiva para ter mais emoção. O capítulo de hoje vai estar imperdível. CAPÍTULO 2 Ele olhava para a ruiva com os olhos de um predador enquanto ela sorvia todo o sêmen que ele havia despejado em sua boca. Homens poderosos eram assim: quentes, lindos e dominantes. Ela lambeu a ponta e soltou um miado rouco quando ele se levantou para colocá-la de quatro no estofado de couro preto. Ele levantou a saia dela e deslizou os dedos até o meio das coxas, afastando a calcinha para que o pau pudesse ocupar o espaço. Jesus! Ele estava duro de novo, assim fácil, em questões de segundos... E começou a meter forte enquanto a ruiva gemia como uma gata no cio. Fecho o notebook quando sinto que há alguém nas minhas costas. Sei que é Ashley apenas pelo perfume adocicado que usa. - Essa semana estava quente, hein! – Ela se senta do outro lado da mesa e comenta sobre o capítulo que escrevia. Combinamos de nos encontrar para almoçar em um café próximo da editora. Assim não corro o risco de me atrasar. - Como foi com Davis? – pergunto para mudar de assunto. Escrever sobre as aventuras sexuais do meu chefe é muito diferente de manter uma conversa com outra pessoa a respeito. - Foi produtivo – ela fala enquanto olha para o cardápio. - Ele não te cantou? - Claro que não, Petra! Levei Bruce comigo e ele soube muito bem impor respeito. - Bruce não colocou a perder? - Claro que não! – ela nega com a cabeça. - Ao contrário, ajudou muito. Conseguimos ótimas condições de publicação para você. Uma tiragem inicial de cinco mil exemplares com ótimas chances de ter a história adaptada, talvez por alguma produtora que tem contrato com a Netflix. - Assim tão fácil? – Olho para ela com o canto dos olhos. - É o sucesso do momento, ué! Todo mundo quer ler livro de CEO. E assistir à adaptação no conforto de casa a hora que quiser é o paraíso para a mulherada. Não acha? – Concordo com a cabeça. - Mas ele fez suas exigências.

Capítulo 3 Sexo sem amor

Ele sempre faz! – Reviro os olhos. - Desembucha antes que eu desista dessa loucura. - Ele quer tratar com você os detalhes da edição. - Comigo? Você enlouqueceu?! Davis é meu chefe e eu trabalho diretamente com ele. - Eu sei disso, Petra – ela diz apoiando os cotovelos na mesa para me encarar. - Por isso Bruce sugeriu contato por mensagens de texto. Compre um número extra e use para falar com ele. Trocar mensagens escritas não vai te comprometer. Você escreveu um livro, Petra, e soube muito bem esconder sua identidade. O que virá é apenas consequência.

- Tudo bem! – concordo ao lembrar que é minha chance de mudar de vida. Não posso perdê-la porque tenho medo de ser descoberta pelo chefe. Mas vai ser a última vez que vou viver essa vida dupla. - Tem mais. - Como assim tem mais? – Gesticulo no ar e depois empurro os óculos para cima do meu nariz. - Ele quer você na turnê de lançamento do livro. Por jogada de marketing, já que todo mundo quer saber quem é Walkiria Ross. – Ela ergue o braço para chamar o garçom. Depois de fazermos rapidinhos nossos pedidos, voltamos a falar. - Devo concordar com ele, Petra – prossegue -, o cara sabe que a apresentar na turnê causará um furor. - Eu não posso aparecer sem me comprometer. - Pode sim! Aliás, a ideia foi de Bruce. Queremos a comissão desse contrato, Petra. E vamos ajudá-la até o fim. Você vai passar por um banho de loja, para se livrar desse uniforme largo horrível, vai usar lente de contato e pintar o cabelo, talvez algumas mechas mais claras. Vai se transformar em uma nova mulher! – Ela faz planos empolgada. - Davis jamais saberá que Walkiria Ross e Petra Perez são a mesma pessoa. - Não sei não! – Massageio as têmporas, pois mudar meu estilo me deixa insegura. Eu me sinto bem com as roupas que uso. Além disso, não sou ingênua para acreditar que trocar de roupa e pintar o cabelo possam impedi-lo de me reconhecer. - Não seja covarde. É a nossa oportunidade – ela diz. - Nossa oportunidade? – a questiono. - Sim! Com os honorários que você vai nos pagar vamos conseguir nos casar, entende? Claro que eu entendo seu ponto de vista e o meu também, pois esse contrato pode significar minha aposentadoria se o livro virar filme ou série. E talvez não precise mais trabalhar para ele no fim das contas. - Tudo bem! – concordo. - Mas não vou mudar a cor do meu cabelo, e não vou cortá-lo. Uso peruca, mas não vou tingir de jeito algum. - Soltando o cabelo já fica diferente. – Ela revira os olhos, frustrada. Seu sonho sempre foi me levar para um salão para uma transformação completa. - Vamos redigir a minuta do contrato e logo vocês podem assinar. Eu e Ashley almoçamos e ainda conseguimos tomar um cafezinho. Fizemos muitos planos com o dinheiro que ganharíamos com Walkiria Ross. E apesar das diferenças de opiniões, compartilhamos um ponto em comum: eu preciso confiar no meu taco para não me entregar. Nos despedimos na esquina da rua em que fica o prédio da editora e eu sigo sozinha dali em diante. Cumprimento os seguranças e as garotas da recepção. Ainda bem que o elevador está vazio e sigo direto para o vigésimo andar sem ter que forçar simpatia inexistente. Minha mente ainda borbulha mil e uma ideias e preciso dar um gás para terminar o livro a fim de cumprir os prazos. - Senhorita Perez – Alek me cumprimenta quando estou prestes a me sentar atrás da minha mesa. Odeio quando ele chega de mansinho, sempre me assusto. - Pode digitar a ata da reunião. – Ele joga um maço de folhas de papel com seus garranchos, que parecem mais hieróglifos do que letra de um homem poderoso. Mas ele precisava ter um defeito, não é?! - Deixe comigo. Já salvo na nuvem e envio o link por e-mail para todos – digo. - Sempre tão eficiente. – Ele sorri e me dá as costas, mas se arrepende e se volta novamente para mim. Levanto a cabeça e quase esqueço meu nome. Que homem lindo, senhor! Está sem o blazer e o cabelo está desalinhado de um jeito que mexe com a libido das mulheres. O queixo quadrado se encaixa bem no rosto, criando uma simetria interessante com os olhos verdes. Ele tem alguns fios de cabelo prateados, não muitos, apenas para dizer que é experiente, algo como: eu sei foder gostoso! - Algum problema, Senhorita Perez? – Ele enruga os olhos e me encara à espera de uma resposta. - De minha parte nenhuma – tento desconversar, pois acho que babei demais -, em que posso ajudá-lo, Senhor Davis? - Como dizia, preciso que entre em contato com a advogada de Walkiria Ross e agende uma reunião para assinarmos o contrato. Nossa! Ashley não brinca em serviço. - Sim, senhor! Então, o senhor conseguiu convencê-la finalmente – comento. - Por que eu não conseguiria, Senhorita Perez? – Ele arqueia um canto dos lábios e me esforço para não revirar os olhos. Alek Davis, além de lindo, rico e gostoso, é o homem mais arrogante que conheci na vida. - Foi apenas uma maneira de falar – explico -, mas sabemos que o senhor sempre consegue o que quer. - Nem tudo! – ele solta. - Ainda não conheci pessoalmente a autora. - Não deve ser nada pessoal. – Engulo em seco, porque o jeito com que ele me olha me causa um frisson esquisito e o fato de eu ser quem ele procura não ajuda em nada. - Walkiria deve ser uma mulher tímida. Ele coloca as mãos dentro do bolso, em uma atitude relaxada, bem parecida com o jeito que fica depois de um orgasmo. Não duvido que tenha comido uma das editoras-assistentes que estiveram na reunião. - As tímidas sempre dão mais trabalho, Senhorita Perez, mas sempre valem a pena. – E me dá as costas para voltar para sua sala. Começo a mastigar a ponta do lápis. Ele gosta das tímidas, então, ele também não me considera tímida. Não sei se devo me sentir aliviada ou preocupada. Que inferno! Eu devo é parar de pensar e me concentrar no meu trabalho e no livro que tenho que terminar de escrever. Ainda preciso comprar um chip novo para colocar no meu smartphone. CAPÍTULO 3 Quanto mais ele estocava, mais a ruiva gemia. E eu não conseguia tirar os olhos da cena quando o mais certo era voltar para minha mesa. Mas era impossível, pois o meu corpo convulsionava apenas em olhar. Me encosto na parede e abro o zíper da calça, deslizando com a mão até o meio das pernas. Sim, eu podia me tocar imaginando que meus dedos são os dele dentro mim... Melhor, que são o pau dele dentro de mim, forte, duro, gostoso... Puro prazer. Sinto os dedos molhados, é meu gozo. A ruiva grita de prazer enquanto eu tapo a boca com a mão desocupada para abafar os gemidos. Ah, se meu chefe soubesse o quanto gosto de gozar com ele...

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