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Sob Domínio do Mafioso Dominador - Continuação do Vendida para o Mafioso Dominador

Sob Domínio do Mafioso Dominador - Continuação do Vendida para o Mafioso Dominador

Autor:: Lanny Domiciano
Gênero: Romance
A relação entre Mattia e Emma é marcada por uma intensidade avassaladora: ele, um homem perigoso e dominador; ela, atraída e ao mesmo tempo temerosa pelo mundo dele. No "quarto vermelho", a tensão erótica e psicológica explode, enquanto segredos e ciúmes colocam o casal à beira de rupturas. A chegada inesperada da mãe de Emma e as suspeitas de Mattia sobre um colega dela na faculdade fazem crescer um clima de desconfiança, revelando o quanto cada um está disposto a arriscar para proteger e possuir o outro. Nesse ínterim, alguém do passado de Mattia reaparece em busca de vingança, ameaçando sua influência e o frágil equilíbrio que ambos tentam manter. O resultado é um romance sombrio e arrebatador, onde o limite entre amor e submissão se confunde, e qualquer deslize pode ter consequências irreversíveis.

Capítulo 1 Mattia

Deixei o quarto, sentindo um peso inexplicável em meus ombros, mas não podia me deter agora. Lembrei-me de que a chave do quarto vermelho estava no bolso da calça que havia jogado em algum lugar da sala. Um descuido imperdoável. Caminhei com passos firmes, os olhos percorrendo o ambiente enquanto tentava localizar aquela calça. Não podia permitir que ela saísse dali. Não ainda.

Éramos dois lados de uma moeda – ela, a inocência que me desafiava, e eu, a escuridão que a consumia aos poucos.

Finalmente avistei a calça embolada perto da cozinha. Apressado, aproximei-me, abaixando para pegá-la. Vasculhei os bolsos, sentindo o frio do metal contra meus dedos. A chave. Respirei fundo e ergui o olhar, deixando que meu olhar vagasse para a cozinha. Estava vazia. Juliana não estava lá, e isso me deu a certeza de que ela já havia voltado para o quarto dela. Uma conversa séria a aguardaria pela manhã. Agora, no entanto, eu tinha algo mais urgente.

Voltei apressado para o quarto vermelho. Ao abrir a porta, meus olhos a encontraram sentada na cama, um misto de fragilidade e desafio em sua postura. Um alívio silencioso me invadiu. Ela não havia tentado fugir. Ainda assim, fechei a porta e girei a chave na fechadura, certificando-me de que nenhum erro seria cometido novamente. Me aproximei, e ela se levantou, sua expressão oscilando entre medo e coragem.

- Olha, Mattia, eu... - começou, mas ergui o dedo, tocando suavemente seus lábios e silenciando-a.

- Não diga nada. Você ainda não entende? Eu não aceito isso. - Minha voz saiu baixa, mas firme, carregada de uma autoridade que ela não ousaria contestar. Retirei o dedo dos seus lábios, mas antes que ela pudesse reagir, envolvi sua cintura com minhas mãos, puxando-a para perto. Seu corpo encontrou o meu, e eu senti a respiração dela acelerar.

- Você é minha. E ninguém vai mudar isso. - Minhas palavras foram seguidas por um beijo que a prendeu a mim, meus lábios capturando os dela com intensidade. Havia algo de proibido, algo que nós dois compreendíamos sem precisar dizer. Suas mãos hesitaram antes de pousar em meu peito, e senti um tremor leve. Estava sem camisa, e o calor de suas palmas contra minha pele era um contraste com o fogo que ardia dentro de mim.

Ela cedeu, envolvendo meus ombros com os braços, e eu aprofundei o beijo, sentindo seu corpo relaxar e, ao mesmo tempo, resistir à própria entrega. Meus dedos apertaram sua cintura enquanto pressionava meu corpo contra o dela, deixando que sentisse o efeito que causava em mim.

- Mattia... - Ela gemeu contra meus lábios, a voz rouca, carregada de algo que eu sabia que ela não queria admitir. Afastei-me um pouco, meus olhos cravados nos dela. Sua camisa, uma das minhas preferidas, pendia frouxa em seu corpo, escondendo o que eu já conhecia, mas desejava redescobrir.

Sem pensar duas vezes, segurei o tecido com ambas as mãos e o rasguei. O som foi quase tão prazeroso quanto o vislumbre de sua pele desnuda. Ela soltou um grito baixo, mais de surpresa do que de medo, e eu a ergui nos braços, levando-a até a cama.

Coloquei-a suavemente sobre os lençóis vermelhos, que contrastavam com o tom da sua pele. Seus olhos estavam arregalados, mas ela não protestou. Ajoelhei-me aos pés da cama e afastei suas pernas com firmeza, inclinando-me para ela. Meu olhar encontrou o dela por um breve momento antes de me perder no desejo que nos envolvia.

Minha boca encontrou seu íntimo, quente e convidativo, e eu a provoquei com movimentos lentos e deliberados. Seus gemidos quebraram o silêncio pesado do quarto, e eu os saboreei tanto quanto seu gosto. Suas mãos se agarraram aos lençóis enquanto eu alternava entre movimentos suaves e sugadas firmes. Cada arquear de seu corpo, cada suspiro entrecortado, alimentava o fogo que já queimava em mim.

- Mattia... Ai... Por favor... - Ela pediu, e foi o bastante para eu intensificar os movimentos. Sua libertação veio rápida, acompanhada de um grito que fez meu nome soar como uma oração. Afastei-me para observá-la, o peito subindo e descendo, os olhos fechados enquanto ainda tentava recuperar o fôlego.

Levantei-me e me inclinei sobre ela, deixando meu corpo colar ao dela. O calor que compartilhávamos era quase insuportável. Beijei seus lábios mais uma vez, deixando que sentisse o gosto de si mesma em minha boca. Meu controle estava se desfazendo a cada segundo, mas ainda assim, quis prolongar sua agonia. E a minha.

- Agora é minha vez. - Murmurei em seu ouvido, antes de começar um novo capítulo dessa noite que eu sabia que nenhum de nós esqueceria.

Emma

Deitada de quatro sobre a cama, meus cotovelos apoiados no colchão macio, meu corpo tremia a cada movimento que ele fazia. Mattia sabia exatamente o que estava fazendo. Cada toque, cada provocação era uma tortura deliciosa. Senti seu membro roçar em mim, instigando, arrancando de mim suspiros que eu tentava abafar com a mão. Mas era inútil. O calor crescente dentro de mim exigia mais.

- Mattia... - murmurei, virando a cabeça para olhá-lo, implorando por alívio.

Ele não respondeu, apenas aproximou-se. Sua presença era esmagadora, dominadora. Segurou meu cabelo com firmeza, puxando-o para trás enquanto sua boca quente encontrava meu pescoço. O contraste entre a força e o cuidado me fazia perder o controle.

- Pode falar... - ele sussurrou, sua voz rouca vibrando em meu ouvido, arrepiando minha pele.

- Por favor, Mattia... para com isso... - Pedi, mas nem eu mesma acreditava nas minhas palavras. Queria que ele parasse? Não. Eu queria que ele me tomasse de uma vez.

Ele riu, uma risada baixa e carregada de intenções. - Parar com o quê, Emma? Diga o que você quer.

- Enfia logo... Está me matando... - soltei, exasperada, sem filtro algum.

Ele soltou meu cabelo, inclinando-se para trás. Senti a ponta de seu membro roçar na minha entrada, quase me preenchendo, mas não o suficiente. Ele estava me torturando de propósito, o maldito sabia que isso me deixava ainda mais desesperada.

- Está falando disso aqui? - provocou, empurrando apenas um pouco antes de recuar novamente.

- Ai... Mattia! - gemi, minhas unhas cravando no lençol. Ele estava brincando comigo, e eu sabia que não teria alívio até que ele quisesse.

- Pede, Emma. Quero ouvir você pedir direito. Só então vou te dar o que você quer.

- Por favor... Mattia... estou implorando! - minha voz saiu trêmula, carregada de desejo.

Ele riu de novo, dessa vez com um sorriso que eu sabia que carregava perigo e prazer. Então, sem aviso, ele se afastou, deixando-me em suspense. Virei a cabeça a tempo de vê-lo pegar algo em uma gaveta próxima. Quando voltou, vi o brilho negro de um chicote em sua mão.

Meu coração disparou. Não era medo; era a antecipação misturada à curiosidade. Ele passou o chicote devagar pela minha pele, como se testasse minha reação.

- Mattia... o que você vai fazer? - sussurrei, minha voz quase falhando.

- Você confia em mim? - perguntou, sua voz agora baixa, quase terna.

Assenti, mesmo sem ter certeza do que aquilo significava. Então veio o primeiro estalo do chicote, suave, mas suficiente para arrancar um grito baixo de mim.

- Ai! - gemi, minha pele ardendo levemente, mas não era dor que eu sentia. Era uma mistura de prazer e algo que eu não sabia explicar.

Antes que eu pudesse processar, ele me preencheu de uma vez, profundo e com força, tirando o ar dos meus pulmões.

- Mattia! - gritei, meu corpo arqueando sob o impacto.

Ele começou com movimentos lentos, deliberados, enquanto uma mão apertava minha cintura e a outra ainda segurava o chicote. Cada estocada parecia mais profunda que a anterior, e meus gemidos enchiam o quarto.

- É isso que você queria, Emma? - sua voz era rouca, carregada de luxúria.

- Sim... Ai... mais! - implorei, completamente entregue.

Ele aumentou o ritmo, sua respiração pesada ecoando junto com os sons de nossos corpos se encontrando. A dor do chicote, quando ele o usava levemente, se misturava ao prazer intenso que ele me dava. Eu estava perdida nele, no controle que exercia sobre mim.

- Gozando por mim, anjo? - ele murmurou, sua voz agora perto de meu ouvido enquanto suas estocadas ficavam mais intensas.

- Sim... Mattia... estou tão perto... - confessei, incapaz de segurar mais.

Ele segurou meu cabelo novamente, inclinando meu rosto para que nossos olhos se encontrassem. Seu olhar era sombrio, possessivo, mas havia algo mais ali.

- Então goza para mim, Emma. Quero sentir você.

E eu gozei. Meu corpo inteiro tremendo enquanto a onda de prazer me consumia. Ele seguiu logo depois, seu corpo desabando sobre o meu enquanto ambos respirávamos pesadamente.

Por um momento, ficamos ali, imóveis, presos em nossa própria tempestade. Então ele se levantou, seus dedos deslizando pelo meu rosto.

- Está tudo bem? - perguntou, sua voz agora surpreendentemente suave.

Assenti, ainda ofegante.

- Sim... mais do que bem.

Ele sorriu, aquele sorriso que sempre me desarma.

- Bom. Porque você é minha, Emma. Nunca se esqueça disso.

Meu coração disparou de novo, mas dessa vez não era apenas desejo. Havia algo mais. Algo que eu não sabia como lidar. Ele era perigoso, mas eu estava completamente, irrevogavelmente, sob seu domínio.

Capítulo 2 Mattia

Estávamos deitados na cama do quarto vermelho. Emma repousava nos meus braços, os dedos delicados traçando linhas invisíveis no meu peito enquanto eu a admirava. Seu corpo nu, moldado à luz suave do ambiente, era uma visão que me fazia questionar como algo tão perfeito podia ser meu. Ela era linda, etérea, como um anjo caído que havia decidido permanecer na Terra. Mas seus olhos estavam distantes. Aquilo me incomodava.

- O que foi, anjo? - perguntei, tocando seu ombro com suavidade, tentando trazê-la de volta para mim.

Ela ergueu a cabeça para me olhar, suspirou e repousou novamente no meu peito. Silêncio. O silêncio que detesto.

- Emma, pode falar. O que foi? Não gostou do que fizemos? - Minha voz saiu mais baixa, mas carregava um tom de urgência.

- Não é isso... Foi incrível... - respondeu, quase num sussurro.

Ainda assim, eu sentia que havia algo errado. Algo que ela guardava.

- Então por que você está assim? - insisti, buscando em seu olhar uma resposta que suas palavras não traziam.

Ela se levantou um pouco, apoiando o corpo sobre o meu para me fitar. Seus olhos estavam embaçados, como se um peso invisível os puxasse para longe.

- Eu não quero... - Sua voz falhou, e ela abaixou a cabeça, como se as palavras a sufocassem.

Meu estômago revirou. Detesto incertezas. Detesto não ter controle.

- Emma, o que você está tentando me dizer? Não vai me dizer que quer se separar de mim? - A pergunta saiu mais ríspida do que eu pretendia.

Ela arregalou os olhos, assustada com o meu tom, mas logo se recompôs.

- Eu não quero viver assim... Sabendo que você vai... - Sua voz quebrou, e uma lágrima escorreu por sua face.

Me sentei na cama imediatamente, puxando-a junto. Queria vê-la, segurá-la, entender o que diabos estava acontecendo.

- Você não vai passar por isso. - Segurei seu rosto entre minhas mãos, limpando a lágrima com o polegar. - Você é quem eu quero. Não existe outra.

- Se fosse verdade, você não teria ido lá ver aquela puta! - disparou, empurrando minhas mãos para longe.

A acusação me atingiu como um tiro. Fechei os punhos, não de raiva dela, mas de frustração.

- Fui lá pra dizer que não precisaria mais dos serviços da Rafaela.

- Dos serviços? - Ela estreitou os olhos, a voz carregada de desconfiança.

- Sim. Eu pagava para ela ser minha submissa. - Parei, percebendo o peso das minhas palavras, e corrigi: - Minha ex-submissa. Agora é você quem preenche isso.

Ela desviou o olhar, e meu coração disparou. Eu não posso perdê-la.

- Por favor, acredite em mim.

Emma ficou em silêncio por um tempo, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha. Então, finalmente, ergueu os olhos para mim.

- Você foi lá pra dizer que não queria mais... os serviços dela?

- Sim.

O olhar dela mudou. Não era raiva, mas algo mais profundo, mais cortante. Dúvida.

Ela se levantou do meu colo, enrolando o lençol em volta do corpo como se precisasse de uma barreira entre nós.

- O que foi? Por que está fazendo isso? - perguntei, levantando também.

- Bruno, não posso acreditar no que está falando. Que foi só lá pra conversar... e ainda... - Ela parou, a voz falhando.

- Merda! Já disse que foi só uma conversa e nada mais! - explodi, o tom mais alto do que queria.

Ela recuou, e percebi que havia ido longe demais. Suspirei e tentei me aproximar, mas ela se afastou novamente.

- Emma, o que está acontecendo aqui? - Minha voz saiu baixa, quase um rosnado. - Quem esteve aqui?

Ela desviou o olhar, e algo dentro de mim queimou.

- FALA LOGO, PORRA! - gritei, avançando alguns passos.

- Ninguém... - murmurou, mas seu olhar a traiu.

- NÃO MINTA PRA MIM! - agarrei seu braço, fazendo-a me encarar. - ELE ESTEVE AQUI?

- Quem você está falando? - A confusão dela parecia genuína, mas algo estava errado.

Eu a soltei, passando a mão pelos cabelos enquanto tentava organizar meus pensamentos. Respirei fundo, tentando controlar a raiva que fervia dentro de mim.

- Emma, o que aconteceu aqui? - perguntei novamente, a voz mais baixa, mas ainda carregada de tensão.

Ela ficou em silêncio por um momento, mas finalmente ergueu o olhar para mim.

- Mattia... preciso te contar algo.

Meu peito apertou. Ela sabia algo, e não ia gostar do que eu estava prestes a ouvir.

Capítulo 3 Emma

O silêncio no quarto parecia pulsar, quase sufocante, enquanto eu tentava encontrar as palavras certas. Mas antes que pudesse sequer respirar fundo, ele explodiu.

- VOLTE AQUI! EU FIZ UMA PERGUNTA! ELE ESTEVE AQUI? - Mattia agarrou meu braço com força, me forçando a virar para encará-lo.

O toque dele era como ferro quente. Quando olhei para o meu braço, vi seus dedos apertando a minha pele com uma intensidade que beirava a dor.

- Mattia, me solta! Você está me machucando! - reclamei, minha voz saindo trêmula, mas firme.

Ele abaixou os olhos para o meu braço e, por um instante, algo no rosto dele vacilou. Ele me soltou de repente, como se o toque dele fosse tóxico.

- Desculpa... - murmurou, dando um passo para trás. Mas seus olhos, escuros como a noite, não perderam o brilho ameaçador. - Mas só de pensar que ele esteve aqui com você... isso me deixa louco.

Eu o encarei, incrédula, tentando entender do que ele estava falando.

- De quem você está falando? - perguntei, cruzando os braços, tentando proteger a mim mesma do peso de sua presença.

Ele riu, mas era aquele riso frio, carregado de desprezo.

- Como de quem, Emma? Do seu colega da faculdade! Não me faça de idiota. Me diga logo, ele esteve aqui? - Sua voz subiu, a raiva evidente.

Minha mente levou um momento para processar. Ele só podia estar falando de Fabrício.

- Está falando do Fabrício? Claro que não! Por que diabos ele viria aqui? - Minha voz saiu carregada de incredulidade.

Mattia balançou a cabeça, como se eu estivesse mentindo. Seus olhos se estreitaram.

- Ele poderia querer algo de você. Como naquela vez, na faculdade. - Ele deu um passo à frente, diminuindo ainda mais a distância entre nós.

- Isso é ridículo, Mattia! Não acredito que você acha que eu estaria escondendo algo! - rebati, a frustração crescendo dentro de mim. - E você? - apontei um dedo acusador para ele.

Ele arqueou uma sobrancelha, desafiador.

- O que tem eu?

Eu ri, amarga.

- Você tem a audácia de me acusar de algo, mas você pode ir para um bordel e se encontrar com uma mulher qualquer, certo? Mas eu sequer posso falar com um colega da faculdade? É isso mesmo, Mattia?

Ele respirou fundo, visivelmente irritado.

- Isso é diferente.

- Diferente? Como? Porque você é o Mattia Di Lauro? Porque você pode fazer o que quiser e eu não? - O sarcasmo escorria das minhas palavras.

- Eu fui lá para acabar com qualquer coisa que ela pudesse pensar sobre mim!

- Ah, claro, acabar com "os serviços" dela! - disparei, meu tom gotejando ironia.

Ele estreitou os olhos.

- Emma, já chega. Essa conversa não está levando a lugar nenhum. - Ele gesticulou com a mão, como se quisesse encerrar o assunto. - Agora, vamos para o quarto. - Ele estendeu a mão para mim, mas eu recuei, sacudindo a cabeça.

- Não.

Ele parou, claramente surpreso.

- Não quer ir para o quarto comigo? - Sua voz carregava uma mistura de choque e raiva.

- Eu quero, mas não posso... - sussurrei, abaixando o olhar, tentando manter a calma.

Ele deu mais um passo, aproximando-se até que não houvesse mais espaço entre nós. Seus dedos levantaram meu queixo, obrigando-me a olhar para ele.

- Emma, me diga por que não posso ir para o meu quarto.

Engoli em seco, sentindo meu coração bater freneticamente.

- Minha mãe... está lá. - As palavras saíram quase inaudíveis, mas o impacto delas foi imediato.

O rosto de Mattia se contorceu em uma mistura de incredulidade e raiva.

- Sua mãe está no meu quarto? Que merda é essa? - Ele recuou, passando a mão pelos cabelos em um gesto claramente frustrado.

- Ela apareceu de surpresa, Mattia. Eu não tive escolha!

Ele me encarou, os olhos queimando como carvão em brasa.

- Escolha? Emma, nesta casa você sempre tem uma escolha. Sua escolha é me avisar, para que eu resolva as coisas! Você sabe quem eu sou?

- Eu sei muito bem quem você é, Mattia! Mas ela é minha mãe! O que eu deveria fazer? Fingir que ela não existe?

Por um momento, o silêncio tomou conta, enquanto ele lutava com seus próprios demônios. Quando finalmente falou, sua voz era um sussurro perigoso.

- Essa mulher está no meu espaço, Emma. Isso não vai se repetir. Entendeu?

Eu apenas assenti, sentindo as lágrimas queimarem meus olhos, mas me recusando a deixá-las cair. Mattia Di Lauro era implacável, e mesmo no caos, ele sempre precisava ter o controle.

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