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Sob a proteção do Bilionário

Sob a proteção do Bilionário

Autor:: Ana Elói
Gênero: Bilionários
Livro 1 Henry Sanchez tem um nosso desafio, conquistar Nara Ferrari! Uma mulher de pulso forte que está descobrindo o mundo dos negócios com 21 anos. Henry a quer, Nara suspeita que ele queira um casamento sob contrato e ela quer casar por amor. Restando para Henry conquistar o coração de gelo de Nara Ferrari. Não será uma tarefa fácil já que há outra pessoa querendo ser a nova Sra. Sanchez. O bilionário precisa proteger a sua amada e abafar os escândalos que estão por vim, caso ao contrário Nara não será aceita na família Sanchez. Segredos e mentiras, Nara será o teste de paciência para Henry, mas será também quem deixará nosso Bilionário um homem apaixonado. Livro 2 Nara Ferrari, uma jovem herdeira de 24 anos, está prestes a se formar em ciências contábeis e se casar com Henry Sanchez, um bilionário sério e poderoso. Ambiciosa e determinada, Nara enfrenta um desafio quando a tradicional família Sanchez exige que o casamento ocorra imediatamente após sua formatura, seguido de uma rápida gravidez. Dividida entre seu amor por Henry e suas próprias aspirações profissionais, Nara se vê pressionada a escolher entre seus sonhos e as rígidas expectativas familiares. Henry, influenciado pela família e pelo ciúme que sente com a aproximação de Lucian Viturino, um carismático empreendedor que se aproxima de sua noiva fazendo promessas que a encanta. Henry que até então era um homem de demonstrar pouco sentimento, o que também incomodava Nara, começa a mostrar seus ciúmes e controle sobre ela. Mas tudo tende a piorar quando Maria Clara, ex-namorada de Henry, volta à cidade com a intenção de reconquistar Henry.

Capítulo 1 1

Nara Ferrari

A raiva é algo que não consigo evitar, é tudo muito injusto, o trabalho deveria ter saído perfeito se não fosse pelo idiota do Kleber. Uma nota baixa logo no começo do ano? Pior, uma nota baixa no currículo escolar de Nara Ferrari? Não pode acontecer, não quando estudei e sei que mereço uma nota melhor. É o cúmulo ter meu currículo manchado por culpa de outra pessoa.

Sair da sala e não olho para trás é o mínimo ou mato aquele imbecil.

- Nara, você precisa se acalmar... - Sasha, minha amiga, vem atrás de mim.

- Não tem como, Sasha.

Aperto minha pasta com força contra o corpo. É preciso me lembrar que o MacBook está ali dentro, não vou ficar querendo as minhas coisas. Mas nada me impede de acertar a cabeça Kleber caso tenha uma oportunidade.

- Amiga, estamos no começo do ano. - Tenta me confortar. - Recuperar essa nota será fácil para você.

E seria mesmo. Mas me dá raiva porque me empenho para ser a melhor, entregar o melhor que posso e vem uma pessoa que não quer nada da vida e apenas gastar o dinheiro dos pais. Acaba atrapalhando o meu progresso e de quem quer algo a mais.

Dinheiro não é problema, minha mãe nos garantiu uma vida tranquila ao casar com Anthony Ferrari. Um homem maravilhoso que nos ama e não cansa de nos mimar, mas nem por isso fico na aba dos meus pais. A minha vergonha seria de ter que pagar além da mensalidade um valor a mais para não ser reprovada. Ah, não, essa vergonha não dou a eles.

Nem pensar!

- Ele me paga. - Rosno.

Faço faculdade de ciências contábeis, fala sobre dinheiro, é muito bom. E logo estarei pronta para os negócios. Sasha continua falando, querendo me acalmar, passamos pelos corredores e ela entra em um novo assunto.

- Amanhã teremos palestra daquele bonitão. - Ela ri. - Quero dizer do Henry Sanchez. Amiga, essa informação, tem que te animar.

Sasha está falando de um figurão bilionário da cidade, são famosos pela riqueza que possuiu, fácil de saber pelos negócios que tem, mais difícil de saber sobre eles em relação ao assunto pessoal. E nesse momento é quando menos quero saber, Kleber está muito enganado se pensa que deixarei essa vergonha passar.

- Ele é alto, sério e cabelos bem pretos e macios. - Sasha continua falando, suspirando sonhadora. - Bem, parece ser macios. - Sorri, envergonhada. - Nunca passei a mão em seus cabelos, mas um dia fui em um jantar que ele estava, sabia? E sei que é muito cheiroso.

Agito a mão no ar, cansada de ouvir sobre sua paixonite por esse homem.

- Ok, Sasha! Preciso ir agora. Talvez mais tarde continue me contando sobre esse homem aí...

Estou irritada demais para ver as outras aulas, é melhor ir para casa. Me apresso para virar no corredor e não dar espaço para Sasha continuar falando, mas não sai nada como meu plano. Porque ao virar no corredor, meu corpo se choca contra outra pessoa e acabo caindo no chão. Solto um grito curto e agudo, fechando meus olhos. Aí meu bumbum.

- Nara! Você está... - Sasha para de fala.

Abro meus olhos, olhando para a muralha que me jogou no chão. Seu maxilar firme se contrai sob um semblante muito sério, meu corpo todo se arrepia. O homem com as mesmas descrições feitas pela Sasha segundos atrás sabe colocar medo em alguém com um simples olhar. Porém, ver ele pessoalmente, minha amiga poupou muitos detalhes. É lindo e forte, mal-encarado com aquele maxilar firme.

Ele respira fundo, parecendo se controlar e abaixando para pegar minha pasta.

- Não olha para onde anda?! - Questiono, ele deveria estar me ajudando a levantar.

É bonito, mas cavalheirismo zero.

Seus olhos se estreitam, mas sua resposta não é imediata. Olhos castanhos escuros ficam presos em mim, tempo suficiente definido por ele.

- Cuidado como fala comigo, garota.

Garota?! Sou Nara Ferrari e é ele que tem que tomar cuidado.

- Desculpe, Sr. Sanchez. - Sasha diz apressada e me ajuda a levantar. - Minha amiga não quis falar...

- Quis sim. - Rebato, arrumando a roupa em meu corpo.

Toda essa minha raiva pertence ao Kleber? Sim, todinha. Mas o meu humor piora ao ser jogada no chão. Não tem como ignorar e usar uma bordagem melhor e sem brigas, mas meu corpo todo está vibrando querendo liberar essa adrenalina.

- Não deveria derrubar uma mulher jovial e...

- Louca? - Inclina a cabeça para o lado. - Não vou perder meu tempo com você, garota. - Faz questão de repetir a última palavra lentamente.

Ele percebeu que não havia gostado antes e agora menos ainda. Ergue a pasta em minha direção, também não vou perder meu tempo com ele. Mas é porque sou eu que não quero. Quando vou pegar ele solta a minha pasta no chão e dessa vez fazendo um barulho maior. Arregalo meus olhos, ele não fez isso! Cretino! Se meu notebook não quebrou antes, agora com certeza quebrou.

Henry Sanchez arruma o terno no corpo e passa por nós pouco se importando com o que acabou de fazer.

Aperto minhas mãos em punhos e me viro para xingá-lo. Sasha é rápida em colocar a mão na minha boca e me dando a chance de vê-lo ir embora com seu andar superior.

Idiota! Idiota! Homens são idiotas, é o que queria gritar com ele.

[...]

Ouço batidas na porta. Mais cedo pedi para que Helena, minha mãe, me deixasse sozinha e passei o resto da tarde no meu quarto. A maior parte do tempo foi estudando, não me considero nerd, entendo que preciso estar atualizada. Como o trabalho hoje foi em grupo a nota acabou sendo péssima, posso culpar Kleber facilmente, mas tinha outros no grupo que não ajudou em nada.

Detalhes: passei para cada um o que tinham que falar. Uma cópia e cola fácil e rápido, nem isso souberam fazer.

Não há uma cobrança na parte dos meus pais, mas sou uma pessoa ambiciosa com meus desejos para conquistar. Tenho 21 anos, uma mulher negra na flor da idade e rica. Muito rica. Quero ser tão bem sucedida como meus pais são.

A porta é aberta e Anthony aparece, sorrindo. Ele entra e fecha a porta.

- Posso saber por que minha florzinha não sai desse quarto?

Sorri com o apelido e o jeito de me tratar, não tem como segui estressada com Anthony perto. Afasto os livros dando espaço para que sente ao meu lado.

- Teve um dia difícil, querida? - Beija minha testa e passa o braço pelo meu ombro.

Me deixo ser acolhida por ele. Anthony é o melhor pai do mundo, ele me chama de florzinha, porque quando nos conhecemos era muito quieta e com o tempo floresci como ele mesmo diz. Não vejo meu pai biológico desde dos meus 12 anos, meus pais eram separados desde que nasci, só via meu pai quando ele queria. Dá para contar nos dedos.

Anthony chegou na minha vida quando tinha 13 anos e foi a melhor coisa que me aconteceu.

- Sim, mas vai se resolver.

- Quer me contar o que aconteceu?

- Nada de mais. - O tranquilizo. - Apenas mais um dia precisando dar o melhor de mim para pessoas que... poderiam ser extintas do mundo.

Anthony rir.

Sasha está certa, a nota pode ser recuperada. Agora aquele Henry Sanchez? Não quero Anthony se estressando com aquele ogro e sem cavalheirismo, amanhã passo no shopping e compro um notebook novo. Só quero esquecer o acontecido de hoje.

- Você é maravilhosa, meu amor.

- Eu sei. - Olho para ele, entendo muito bem. - As pessoas que não enxergam isso, pai.

Ele sorri mais e aperta minha bochecha.

- Logo vão ver, porque claramente o problema está nessas pessoas.

- Sim! - Praticamente grito de excitação.

Apenas Helena e Anthony realmente me entendem.

- Não demore muito, logo vamos jantar. - Se levanta. - Teremos cupcakes de sobremesa.

Fico mais animada, ele sabe que amo cupcakes. Após jantar com meus pais, me rendo ao sono, mas não sem antes fazer uma boa limpeza de rosto. No dia seguinte teria aulas na parte da tarde na faculdade, aproveito o tempo para passar no shopping e comprar um nono notebook. Me arrumo rapidinho, infelizmente não poderia aproveitar uma carona com meus pais saíram logo depois do café da manhã.

Na sala, um funcionário se aproxima com uma caixa grande em mãos.

- Encomenda para meu pai? - Pergunto a ele.

- Não, senhorita. É para você.

Estranho, pego o cartão, agradecendo e peço que deixe no sofá enquanto vejo no cartão quem havia entregado. Mas essas coisa só ficam mais estranhas, porque no cartão havia somente as iniciais "HS". Minha curiosidade aumenta e não penso duas vezes em abrir a caixa, havia um MacBook, o último lançamento da marca da Apple.

Ergo uma sobrancelha com um sorriso surgindo em meus lábios.

Capítulo 2 2

Henry Sanchez

Os olhos raivosos de Nara Ferrari não deixam minha mente. A mulher negra de porte pequeno faz que estar em uma guerreira e pronta para decapitar qualquer pessoa que estiver no seu caminho, a conversa que vinha do corredor era dela com a sua amiga. Nara que foi imprudente e bateu seu corpo contra o meu, o motivo de está irritada não sei, mas piorou por está caída no chão.

Ouço a conversa que acontece entre os meus pais, mas não interajo. Fazia um tempo que não via a filha mais nova da família Ferrari, a mulher tem a sua beleza podendo ser vista de longe. Por que estava tão irritada? O meu humor não estava muito diferente do dela, ser rude com ela foi impulsivo da minha parte.

Sou um homem de 27 anos e me comportei como uma criança na hora de entregar a sua pasta, deixando-a cair no chão de propósito. Puta Merda! Deixei com que os pensamentos intrusos falassem mais alto. Até mesmo a forma de chamá-la de "garota".

Nara se irrita tão fácil.

Afasto o prato perdendo a fome. É difícil ter um contato com ela e quando tenho acontece esse desastre.

- A família Mercury mostrou interesse em uma afiliação conosco. - Vanina, minha mãe leva a xícara de chá aos lábios. - A filha mais velha é uma mulher encantadora.

Garvin, meu pai, solta um som pela boca aprovando as palavras de minha mãe.

- É uma família importante, podemos considerar. - Ele me olha. - O que você acha, Henry? Tem uma boa relação com todos?

A minha família é tradicional e muito regrada, somos uma das famílias com mais tempo de poder nos Estados Unidos. Negócios passados de gerações há gerações, o plano era de casar com 25 anos e aos 27 anos ter filhos, mas a empresa cresceu mais do que o esperado nos últimos anos. Alavancando de um jeito surpreendedor a riqueza da família Sanchez, precisando mais da minha atenção e da minha família.

O casamento não deve ser baseado somente no amor, foi o que cresci ouvindo e fui orientado a como analisar minha futura esposa.

- Há outra pessoa. - Comento.

Tenho a atenção dos dois. Meu irmão, Zayn, com certeza estar dormindo a essa hora. A menção de outra pessoa não os deixam empolgados, afinal, são negócios apenas.

- Quem, querido? - Vanina quer saber.

- Gostaria de um tempo, ainda nesse mês. - Garanto. - Preciso ter a certeza das possibilidades que há.

- Perfeito. - Garvin me dá carta-branca.

Sabe que não sou o filho de agir de cabeça quente e tomar péssimas decisões como o meu irmão mais novo. Com o fim do café da manhã, entro no meu carro em direção ao shopping. Imagino que o notebook de Nara tenha quebrado, pelo barulho que fez. Vou comprar outro e mandar para sua casa, meu assessor Soren, me encontra no shopping.

- Quero que faça o envio para casa de Nara Ferrari. - escrevo em um papel minhas iniciais. - Mais tarde me encontre na faculdade.

Ele concorda e faz o que mando, sigo com os meus afazeres. Na parte da tarde preciso cumprir o meu horário na faculdade da qual concordei que faria palestra. Apoio o cotovelo no braço da cadeira que estou sentado, passando o dedo indicador pelos lábios. Meus pensamentos estão longes, o destino pertence a mesma pessoa. Nara Ferrari.

Soren, meu assessor enviou um notebook novo para a senhorita Ferrari. A ousadia da mulher me pegou de surpresa e sua amiga tentou contê-la, não fez com que Nara abaixasse a cabeça. Foi a primeira vez que ela falou comigo.

Me enfrentou.

Cabeça erguida e as palavras dançando na sua língua.

Não me lembro quem foi a última pessoa que teve a imbecilidade de falar comigo daquele jeito. Ou alguém da minha família. Ela com certeza sabe quem sou, quem não saberia?

A família Sanchez é uma das famílias respeitadas nos Estados Unidos, sendo umas das mais antigas e com muita riqueza. Temos negócios variados e de grande sucesso, tendo o meu foco na fabricação de avião, a minha empresa principal se chama Sanchez Factory Holding.

Ouço ao longe o que o diretor da faculdade falar. Aceitei o convite para falar sobre finanças e controle patrimonial da empresa, falando sobre a minha experiência. Outros empresários foram chamados, diferentes tipos de negócios. Garvin Sanchez, meu pai, não tem mais paciência para palestras e meu irmão não é o mais experiente, restando para que eu represente a família.

- É uma honra esplêndida ter a sua presença...

- Não gosto de me atrasar. - Olho a hora no relógio em meu pulso. - Poupe o tempo de bajulação.

Me levanto, deixando o homem sem graça.

Caminhamos pelos corredores para o local da palestra. Tenho contato com Anthony Ferrari, temos negócios em comuns e participamos de eventos frequentemente. Vi Nara diversas vezes, mas nunca tivemos a oportunidade de nos falarmos.

Até ontem, e foi... sinto a garganta secar toda vez que me lembro do que aconteceu. Nara tem 21 anos, uma mulher jovem que provavelmente não irá querer se relacionar agora.

Mas tenho que tentar.

Posso dizer que depois de ontem vale a pena tentar.

Claro que toda às vezes que a chamei de garota foi para atormentá-la. E novamente me questiono o porquê? Não gosto de jogos e tão pouco enrolação, Nara é uma mulher fácil de ler.

Anthony Ferrari e sua esposa Helena Ferrari são da alta sociedade, não há atrito entre nossas famílias. Não acredito que meus pais irão se impor com um relacionamento entre mim e Nara. Lua Ferrari é a filha de Anthony do seu primeiro casamento. É uma atriz de sucesso, sei que há atritos na relação entre pai e filha.

Algumas coisas que devemos resolver antes de oficializar algo com Nara, é a sua petulância e a sua má educação. O diretor entra para começar seu discurso, antes que possa entrar ouço alguém me chamar.

- Desculpe, Sr. Sanchez. - O funcionário do prédio se aproxima com uma caixa em mãos. - A senhorita Ferrari pediu para entregar ao senhor.

Olho para a caixa, mas não a pego. Sinto algo estranho que não me agrada, mexo meus ombros. Soren agradece e pega, sabendo que não tocaria naquela caixa.

Ela recusou um presente meu.

Algo que dei, fui pessoalmente comprar.

Ela tem noção que meu tempo é valioso?

Não me importo caso tenha dado tempo de comprar outro aparelho, dei um presente e não deve ser recusado. Não sou de me dar ao trabalho de presentear alguém, um presente que escolhi e não mandei uma terceira pessoa escolher, me poupando tempo.

- Senhor, calma. - O homem asiático me conhece. - A senhorita Ferrari pode...

- Mande de volta para casa dela. - Ordeno. - Não será burra de repetir o mesmo erro.

Me viro e entro, ouvindo meu nome ser anunciado. Conforme as horas passam vejo Nara concentrada, o cabelo preto preso no alto da cabeça com os fios bem alinhados. A todo tempo concentrada e fazendo anotações, uma versão diferente da mulher raivosa que vi ontem.

Nara tem força de vontade e determinação, percebo fácil suas habilidades. A mulher esperta e inteligente.

Sei ler uma pessoa, sou bom em negociação, é algo natural da minha família e não é à toa que nos mantemos no poder por tantos anos. A palestra segue, nossos olhos se encontram diversas vezes, Nara se comporta com indiferença.

E por que me incomoda?

[...]

Visto o meu terno, arrumo o cabelo e saio de casa rumo ao último compromisso da noite. A família Mercury promoveu um jantar comemorando a sua volta à cidade, meus pais foram mais cedo ao encontro deles, somos próximos. Almoçaram juntos e eu vou ao jantar representando a nossa família. Passo o dedo indicador pelos lábios, abaixando o braço na janela.

A intenção era recusar, mas a família Ferrari estará presente. Talvez tenha a chance de ver Nara de novo.

Sr. e a Sra. Mercury são pessoas gentis e amigáveis, Regina Mercury é a filha mais velha, diretora chefe da empresa alimentícias de seus pais. Uma mulher elegante e muito bem vestida, sorriso contido, mas sempre deixando a mostra.

- Não estou surpresa de vê-lo. - A ruiva sorrir, me cumprimenta com um beijo no rosto.

- Lembro de estar na lista.

- Ha. Ha. - Arqueia a sobrancelha com um ar duvidoso. - Por favor, não me diz que ficou engraçadinho como seu irmão?

Levo sua pergunta como um insulto.

- Não, garanto que não. - Olho ao redor em busca de um rosto. - Todos chegaram?

- Procurando alguém?

Na entrada, a família Ferrari aparece. Anthony cumprimenta os pais de Regina, logo sua esposa e Nara surge atrás do homem mais velho, dando um sorriso amigável para a família Mercury. O vestido que usa molda a cintura pequena e o salto lhe dá a altura que não tempo. Uma mulher não uma garota com toda certeza.

- Parece que achou. - A voz da mulher a minha frente chama a minha atenção.

- Perdão? - A olho confuso.

- Estava a procura do Anthony Ferrari, não?

- Sim. - Respondo, firme.

Não a quero envolvida nos meus assuntos.

- Henry, um jantar e você não para de pensar em trabalho. - Apoia sua mão em meu ombro, aproximando seu corpo do meu. - Precisa descansar, ou aproveitar melhor o momento.

Sinto aquela sensação de alguém me olhar, meus olhos automaticamente fixam em Nara que estar me olhando. O vestido vermelho a deixar mais velha do que é, as curvas de seu corpo dar chances a mentes maldosas imaginar cenas maliciosas antes mesmo de olhar em seu rosto. Não que a cor, ou o vestido lhe caia bem, mas é mulher que chama fácil a atenção.

Nara é a primeira a desviar o olhar e ficar desconcertada seguindo os passos de sua mãe. Olho para não muito onde deles, o Sr. Molina, o senhor de 50 anos, um contador famoso na área e a pessoa certa que imaginaria cenas maliciosas com Nara. Seus olhos acompanham os passos da mulher levando o seu copo de tequila aos lábios.

É preciso disfarça o sorriso no rosto malicioso, quando um casal vai falar com ele. Minha respiração fica pesada, dando início ao meu mau-humor.

Quando há oportunidade para falar com a família Ferrari, Nara não estar por perto. Essa mulher parece um sabonete molhado e muito escorregadio, escapando facilmente de minhas mãos. E não gosto disso.

- Conseguiu o que queria com Anthony? - Regina me entrega um copo com whisky.

Ergo o copo no ar antes de beber.

- Estou fazendo como disse: aproveitando o momento em vez do trabalho.

O sorriso em seu rosto deixa claro que não acredita em minhas palavras. Não faço questão de negar, ou prolonga esse assunto.

- Meus pais comentaram sobre a afiliação entre nossas famílias. - Ah, não é esse assunto que quero ter também.

- Sério? - Arqueio a sobrancelha. - Pelo que sei, não existe mais essa conversa.

- Não? - A ruiva fica sem graça.

- Não, foi algo superficial.

Tiro meus olhos nela. Sem dar importância a essa conversa, percorrendo o meu olhar pela sala, sem pretensão e juro que não a estava procurando. Porém, o destino me faz ver o que não deveria acontecer.

Nara conversando com Sr. Molina.

A conversa é animada, ela sorria. E talvez deixasse que as coisas continuassem se não visse eles seguindo para um corredor, preferindo privacidade.

- Regina, preciso ir...

- Ah, não. - entrelaça seu braço no meu. - Quero que conheça umas pessoas.

Me puxa me deixando mais longe de Nara.

Capítulo 3 3

Nara Ferrari

Parece que o paixonite de Sasha é comprometido. Não sabia que Regina é a namorada de Henry, não sei muito sobre a vida do filho mais velho da família Sanchez, mas Regina não é de deixar esse tipo de informação escondida por muito tempo. Pela intimidade que eles têm, não é um relacionamento que começou agora. Não que me importe.

Sasha que ficará arrasada.

Fico tão imersa nos meus pensamentos que não noto que Henry está me olhando. Sem jeito, olho para frente seguindo a minha mãe e fazendo de tudo para não olhar novamente para Henry. O jantar com a família Mercury é quase uma obrigação, como Anthony tem negócios com eles e a volta após longo tempo fora da cidade nos fez ter certeza que a família Mercury nos tem como amigos próximos. Já que as pessoas presentes definitivamente foram escolhidas a dedo.

Ganho passo livre para andar pelos convidados, procuro intencionalmente o senhor Molina. Ele é responsável por organizar um dos principais jantares com grandes empresários em Paris, um jantar que está para acontecer neste final de semana.

Agora preciso convencê-lo a me levar.

Estar com peixe gigante irá abrir portas difíceis de serem fechadas quando terminar a faculdade. Procuro conter a respiração, enquanto me aproximo dele.

- Sr. Molina?

O homem mais velho se vira e sorri ao me ver.

- Senhorita Ferrari?

Poderia optar pela ajuda do Anthony, mas posso dar esse passo sozinha. Eu consigo, sempre consigo.

- A senhorita cresceu. - o seu olhar percorre pelo meu corpo, sinto uma sensação estranha. - Não é mais a criança da última vez que a vi.

Por mais que Anthony e Sr. Molina tem um trabalho juntos e o filho dele estuda na mesma sala que eu, não temos contato direto.

- É, faz alguns anos. Sou da turma do Jaden. - Não posso fazer um elogio ao seu filho.

Jaden é igual o Kleber, os pais precisam pagar a mensalidade e um dinheiro a mais para passar nas matérias. Sr. Molina é o homem conservado para sua idade, pai de cinco filhos, Jaden é o caçula da família Molina. Inclina a cabeça levemente para frente dando um sorriso raso.

- Sei que meu filho não é um dos melhores de sua turma. - Leva o copo com a bebida até os lábios de uma forma lenta, prolongando uma ação que poderia ser rápida. - Diferente de você.

O passo que dou à frente, não me deixa conter a ansiedade, quase tropeço nos meus próprios pés.

- É justamente o motivo de querer falar com você, não que eu esteja falando que seu filho é diferente ou... - agito a mão no ar. - desculpa! - Sorri.

Seu sorriso aumenta, me deixando mais confortável.

- Ei, diga o que quer dizer e tudo bem, querida. Algo me diz que o motivo de querer falar comigo não é sobre o meu filho.

Mordo o canto da boca, mas logo disperso essa insegurança. Eu sou Nara Ferrari e corro atrás do que quero.

- Sr. Molina, sei sobre o jantar que acontecerá nesse final de semana em Paris. - a minha animação fica evidente. - Gostaria que você pensasse sobre a possibilidade de poder estar presente, quero muito participar desse universo e ter uma experiência a mais. Estou no início da faculdade, mas quero que entenda que sou capaz.

Os segundos do seu silêncio, faz sentir passando minutos e até horas, maldita ansiedade. Não me sinto uma boba pedindo algo impossível, o jeito que me ouve atentamente me deixa mais segura. Sr. Molina balança a cabeça e parece considerar, aproveito e comento sobre assinar o termo de confidencialidade e garantindo que não vou atrapalhar nada, podendo ser durante esse final de semana sua secretária.

- E não precisa me pagar. - Me apresso em dizer. - Muito menos estadia e o tempo que estarei em Paris.

Não é como se dinheiro me fizesse falta. Ele ri, é bom ele rir? Sou sutil com um sorriso no rosto, tendo muita expectativa para sua resposta.

- É uma garota esperta, Nara. Entendo que queira muito ir e a coragem de vim até a mim diz muito sobre você.

O meu ego eleva rapidamente.

- É um evento privado...

- Eu sei, provavelmente não sou a primeira a pedir, mas garanto que não irá se arrepender.

Percebo ele olhando para os lados e sei quanto essa conversa não deveria existir. Sr. Molina acena para a gente seguir para varanda, havia algumas pessoas lá, mas não o suficiente para que pudesse nos ouvir.

Prontamente aceito, a esperança exalando em meu peito. Sinto a resposta positiva vir, ou se for negar não será na frente de tantas pessoas.

- Está me colocando em uma posição difícil, realmente não é a primeira que me pede. Meus filhos mesmos já recusei a presença, é muito seletivo a escolha de cada um para esse almoço. - Estou a ponto de fingir um desmaio para não ouvir um não dele. Suspira e balança a cabeça concordando. - Ok, nesse final de semana irá comigo para Paris.

Eu levo a mão à minha boca.

- Você está falando sério?

- Sim.

Me controlo muito para não abraçá-lo, seria completamente sair da caixinha e ultrapassar um limite que não devemos. Não sou aquela adolescente que ele conheceu um dia, sou uma mulher adulta e profissional.

Quando trocamos contatos de e-mail, tenho certeza de que ele concordou e quase choro de emoção. Consegui!

- Sr. Molina. - A voz grave cumprimenta o homem mais velho que está à minha frente.

Ele se vira para falar com Henry Sanchez, meus olhos saindo do celular como um ímã e vai para o homem alto e sério. Arrepio, seus olhos castanhos já estavam em mim, demoro para voltar minha atenção para o celular.

O que não deveria acontecer, o cumprimento foi ao Sr. Molina, não quero que pense que sou uma enxerida.

A conversa entre eles é rápida e procuro não prestar atenção, Sr. Molina se despede e agradeço novamente pela oportunidade que está me dando.

- Muito obrigado. Não irá se arrepender.

- Tenho certeza. Será uma honra, querida. - E sai, indo se juntar com os outros na sala.

Guardo o celular na pequena bolsa, Henry não dá nenhum sinal de seguir o Sr. Molina. Muito pelo contrário, está me olhando descaradamente e de um jeito nada legal.

Evito o seu olhar.

- O que foi...

- É de seu fetiche ficar recusando o presente que lhe dão? - a pergunta é um sussurro grave.

A voz combina com o porte do homem.

- Agradeço, mas não preciso. - Ele tem um cheiro bom, cheiro refrescante de hortelã. - Já havia comprado um aparelho novo...

- Desfaz do que você comprou e fique com o meu. - diz como se fosse o obvio.

Não é preciso pensar muito para saber que está Henry ofendido pela minha devolução do seu presente.

Seguro para não sorrir.

- Ou você pode dar para outra pessoa. - Sugeri.

É mais fácil já que mandei de volta a ele.

- Comprei para você. - O tom curto e grosso faz-me causa algo, e não é de um jeito ruim.

Pisco algumas vezes.

- Bem, mas eu não quero.

Passo por ele, é melhor encontrar meus pais logo. Não quero murmurinhos envolvendo o meu nome com o namorado da Regina. Pior, estamos na sua casa, o jantar dos seus pais. Jesus! Uma fofoca dessa acabaria comigo.

Mas Henry me impedi, segura meu braço e puxa contra o seu corpo. Prendo o ar e gostaria muito de dizer que está fedendo ao algo do tipo, mas não. Estaria mentindo descaradamente.

Não estávamos tão e o cheiro era tão bom, agora é inebriante. O tamanho desse homem, esse braço... Sendo mais alto, preciso erguer meu rosto para olhá-lo nos olhos. Não está machucando ou me forçando a ficar contra minha vontade.

E aí está o erro, eu querer ficar.

É um homem lindo, aquele ar de masculinidade e possessividade, faz a minha mente me trair facilmente. A mão grande em volta do meu braço me deixa tímida e tento não transparecer. Henry parece ser aquele tipo de homem que sabe que você consegue fazer, mas estar disposto a fazer. Não por seu ego ser maior e sim pela forma protetora que aparenta ter.

Regina tem sorte.

Estamos muito próximos e qualquer um poderia interpretar com maus olhos essa aproximação. A brisa gelada que passa pela gente me faz voltar a si, havia pessoas na varanda e parecia estarem entretidas em suas conversas.

Melhor assim!

- Sr. Sanchez. - engoli em seco. - Podem interpretar mal essa aproximação...

- Há poucos minutos estava conversando com o Sr. Molina. - argumenta.

- Não estávamos... tão próximos.

Gosto do toque quente de sua pele na minha.

- Uma aproximação pode não ser o problema e sim, o que é conversado. - Por que ele está tão sério?

Não consigo entender suas palavras.

- O que está insinuando?

- Deveria tomar cuidado, as pessoas não são quem aparentam ser.

Seus olhos estão fixos nos meus. Gosto da cor chocolate dos seus olhos, não tenho que gostar de nada.

- Deveria me soltar, entre mim e o senhor Molina estava acontecendo uma conversa importante, diferente do que estamos tendo agora.

Não quero confusão com a família Mercury, Henry deveria se colocar no lugar e se preocupar com que as pessoas podem deduzir. É o relacionamento dele que está em jogo.

- Mas não estou te segurando.

Abaixo a cabeça vendo que ele não me segura mais e me pergunto quando me soltou, porque ainda sinto como se a sua mão estivesse em mim. É fácil a resposta! Estamos tão perto um do outro que posso facilmente encaixar a minha perna entre suas e abraçá-lo, seu corpo pode ser um longo cobertor que me aquecerá durante a noite.

Não sinto o frio da noite tão forte como deveria, porque a chama entre os dois me aquece facilmente.

O que está acontecendo?

- Preciso ir. - Me afasto muito rápido e o resto da noite meu único plano é ficar longe de Henry Sanchez.

Só fica difícil de controlar os meus pensamentos.

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