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Sob do domínio do demônio: Um romance Dark.

Sob do domínio do demônio: Um romance Dark.

Autor:: Jihyo_Gostosa
Gênero: Romance
A vida de uma jovem mulher dá uma reviravolta quando ela é falsamente acusada de portar maconha e enviada para a temida Penitenciária do Horizonte, conhecida como um verdadeiro inferno na Terra. Nesse lugar onde a lei e a ordem são quase inexistentes, ela se vê cercada por criminosos implacáveis e uma atmosfera opressora. Para sobreviver e encontrar uma saída, a jovem atrai a atenção do Demônio, o implacável líder da prisão. Dotado de um poder absoluto e uma presença intimidadora, ele enxerga nela uma presa irresistível, decidido a fazer dela sua propriedade. Enfrentando um ambiente onde a violência é a regra, a jovem se envolve em um perigoso jogo de poder e manipulação com o Demônio. Enquanto luta para não perder sua humanidade, ela precisa resistir às tentativas do Demônio de transformá-la em sua marionete submissa. Em um mundo onde as fronteiras entre o bem e o mal se confundem, a jovem deve encontrar uma maneira de desafiar o Demônio e escapar desse pesadelo antes que seja tarde demais

Capítulo 1 ♥ AVISO DE GATILHO♥

Aviso de Gatilho: Este livro é uma obra de ficção. A cidade e a prisão mencionadas foram criadas pelo autor e não têm relação com lugares ou eventos da vida real. Além disso, é importante ressaltar que a coexistência de homens e mulheres em uma mesma prisão, como retratado nesta história, é uma construção fictícia e não reflete a realidade de sistemas prisionais existentes. Este livro contém representações de violência extrema, abuso sexual, coerção e outros temas intensos. As cenas descritas podem ser perturbadoras e desencadear respostas emocionais fortes em algumas pessoas.

Devido à sua natureza extremamente pesada, recomenda-se discrição ao ler. Esteja ciente de que o conteúdo deste livro pode ser difícil de digerir e pode não ser adequado para todos os leitores. Se você estiver desconfortável com esses temas, por favor, considere sua leitura com cautela ou opte por um material alternativo.

Antes de embarcar nesta jornada através da minha história, gostaria de abordar um tema sensível que será explorado: o abuso sexual. Embora esta história se passe em um ambiente fictício, é importante reconhecer que o abuso sexual é uma realidade dolorosa que afeta muitas pessoas em todo o mundo.

Ao retratar esse tema, meu objetivo não é apenas contar uma história, mas também gerar conscientização e compreensão sobre os desafios enfrentados por aqueles que são vítimas de abuso. É uma oportunidade para destacar a importância de apoiar e proteger os vulneráveis em nossas comunidades.

Entendo que o abuso sexual é um assunto extremamente sensível e perturbador para muitos. Como autor, comprometo-me a abordá-lo com a sensibilidade e o respeito que merece. Buscarei retratar suas complexidades de maneira realista, destacando suas consequências emocionais e psicológicas, bem como as dinâmicas de poder envolvidas.

É fundamental ressaltar que, se você estiver em uma situação de abuso ou se estiver lidando com traumas relacionados a esse tema, não hesite em procurar ajuda. Existem recursos e organizações disponíveis para oferecer apoio, orientação e assistência. Entre essas organizações estão a RAINN (Rape, Abuse & Incest National Network) nos Estados Unidos, a APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) em Portugal, e muitas outras ao redor do mundo, dedicadas a oferecer suporte às vítimas de abuso sexual.

Por favor, saibam que a inclusão deste tema na história não é para causar desconforto ou angústia desnecessária, mas sim para promover a compreensão e a empatia. Se, em algum momento, sentir que a leitura está se tornando excessivamente perturbadora, recomendo que considere interromper e buscar apoio emocional. É perfeitamente compreensível e importante priorizar o seu bem-estar emocional e mental.

Agradeço pela sua compreensão e pela disposição em explorar esses temas difíceis comigo. Espero que, juntos, possamos criar uma narrativa que ressoe e inspire mudança.

Capítulo 2 ♥ PRÓLOGO ♥

22:40 ― Horizonte Dourado. ― Zefíria.

Aurelia Dusk.

Fechei meu livro com um suspiro exasperado, meus dedos trêmulos marcando o ritmo acelerado do meu coração. Sabia que estava atrasada de novo. Me levantei apressada, reunindo os meus pertences enquanto uma mistura de raiva e preocupação borbulhava dentro de mim. Na cidade na qual eu moro, a Zefíria não era conhecida por ser amigável durante a noite, especialmente para uma mulher jovem sozinha.

- Merda! - Praquejo de frustração e irritação. - Sempre perco o maldito ônibus! Por que tenho que ficar tão concentrada no livro? Puta que pariu!

Enquanto me apressava pelos corredores vazios da biblioteca, meus passos ecoavam como um lembrete constante de minha corrida contra o tempo. Xingava baixinho a mim mesma por ser tão idiota enquanto pensava nos relatos recentes de assaltos e violência que assombram as ruas de Zefíria. Não era seguro estar fora de casa a essa hora da noite, e eu odiava a sensação de vulnerabilidade que me acompanhava em minhas caminhadas noturnas.

Nunca irei me sentir segura nesta cidade de merda!

Ao chegar à saída da biblioteca, o ar gelado da noite me atingiu como um golpe, e me encolhi dentro de meu casaco, amaldiçoando minha própria idiotice por ter ficado bem focada nos meus estudos. Isso tem acontecido muito, sempre estou correndo risco de ser morta ou assaltada.

- Porra! - Murmurei ao observar o último ônibus que eu pegava ir embora.. Sabia que não havia tempo para alcançá-lo. - Puta merda!! Caralho!! Você é idiota Aurelia.

Me xinguei frustrada, sentindo a impotência se misturar com minha raiva enquanto me resignei ao fato de que teria que caminhar até em casa novamente. Soltei um suspiro pesado, comecei a traçar meu caminho pelas ruas escuras de Zefíria, senti o meu coração batendo forte em meu peito enquanto me forçava a permanecer vigilante contra os perigos ocultos que espreitam na escuridão.

A primeira coisa que se deve fazer, nunca abaixe a sua guarda nesta cidade.

Eu estava quase em casa quando vi as luzes vermelho-azuladas de uma viatura policial piscando atrás de mim. Meu estômago deu um nó de nervosismo enquanto eu observava o carro se aproximando, e então, com um toque de sirene, a viatura parou ao meu lado. Engoli em seco, sentindo um calafrio percorrer minha espinha.

- Encoste aí, agora! - O policial gritou, sua voz carregada de autoridade e rudeza.

Sem hesitar, obedeci às ordens dele, o meu coração está batendo rápido enquanto eu me aproximava da parede. Ele saiu do carro com uma expressão severa, seus olhos fixos em mim com suspeita.

- O que você está fazendo fora tão tarde? - Ele perguntou, sua voz áspera e desconfiada.

- Estou voltando para casa, após ter ficado um bom tempo na biblioteca da faculdade que faço parte, senhor. Eu só quero chegar logo em casa. - Respondi, tentando manter minha voz firme, apesar do medo crescente dentro de mim.

Sempre tem boatos que dizem que os policiais estão colocando drogas nas bolsas das pessoas e levando elas presas. Eu realmente espero que seja apenas um boato, pelo amor de Deus.

O policial revirou os olhos, como se não acreditasse em nenhuma das minhas palavras. Com um movimento brusco, ele arrancou minha mochila dos meus ombros e começou a revirá-la sem cerimônia.

- Coloque suas mãos para trás e se vire, enquanto verifico seus pertences. - Engoli seco, sentindo que algo de ruim iria acontecer se eu me virasse, mas não podia desobedecê-lo.

Fiquei de costas para ele, enquanto verificava os meus pertences.

- O que é isso? - Ele rosnou, retirando um pequeno pacote de maconha da minha mochila e exibindo-o diante de mim.

Meus olhos se arregalaram de choque enquanto eu observava impotente.

Meu coração afundou em desespero quando percebi o que ele havia feito. Era uma armadilha, uma mentira cruel.

- Por favor, eu juro que não usei maconha, não sei como isso foi parar na minha mochila! - Implorei, minhas palavras saindo em uma torrente de desespero. - Eu não fiz nada de errado, eu juro!

Ele que fez isso comigo!

O policial apenas me lançou um olhar cético, seus lábios apertados em uma linha dura.

- Poupe-me das suas mentiras. - Ele respondeu com frieza, ignorando completamente meu apelo. - Você está indo para a delegacia, e lá vamos descobrir toda a verdade.

Fiquei em estado de choque quando sem cerimônia, ele me algemou e me levou para a viatura, seu olhar de desdém cortando-me como uma lâmina afiada. Enquanto éramos levados para a delegacia, estou muito assustada, frustrada e impotente diante da injustiça brutal que estava sendo infligida sobre mim. Tudo o que eu posso fazer é esperar, rezar para que a justiça procure saber a verdade.

*****

As mãos atrás das costas, de repente eu estava sendo puxada brutalmente para fora da viatura policial. O policial segurou o meu braço com força, seu rosto contorcido em desprezo por mim.

- Fora da viatura, sua marginal! - Ele rosnou, me empurrando em direção à entrada do Centro de Polícia do Horizonte.

Meus pés se arrastavam pelo chão enquanto eu tentava acompanhar o ritmo acelerado do policial. Meu coração batia forte em meu peito, uma mistura de medo e indignação borbulhando dentro de mim.

- Por favor, eu não sou uma criminosa! - Implorei, minhas palavras sendo abafadas pelo barulho ao redor. - Você está cometendo um erro!

O policial apenas bufou de desdém, sua expressão impassível enquanto me conduzia para dentro da delegacia. O Centro de Polícia do Horizonte se erguia imponente diante de nós, uma fortaleza sombria de autoridade e controle.

Eu me sentia pequena e vulnerável em contraste com a grandiosidade do prédio, minha mente girando com a injustiça da situação. Eu não pertencia a esse lugar, não merecia ser tratada como uma criminosa. Mas, apesar dos meus protestos, eu sabia que seria forçada a enfrentar o sistema de justiça que agora me engolia.

Eu fui empurrada com força para dentro do escritório do delegado chefe, meu coração martelando no peito enquanto eu olhava ao redor, me sentindo cercada por autoridade e desespero. O policial que me acompanhava me empurrou na frente do delegado com um gesto brusco.

- Delegado, encontrei essa aqui com maconha na mochila. - Ele disse, sua voz carregada de desprezo.

Eu olhei para o delegado, meu coração afundando ainda mais quando vi o sorriso cínico em seu rosto.

- Por favor, eu juro que não fiz isso! - Eu implorei mais uma vez, minhas palavras saindo em uma mistura desesperada de medo e desespero. - Foi o policial, ele que colocou a maconha na minha mochila!! - Digo a verdade, esperando que ele possa acreditar em mim.

O delegado apenas riu, um som frio e cortante ecoou no silêncio tenso do escritório.

- Quantas vezes já ouvi essa história, garota? - Ele disse, sua voz dura e implacável. - Muitos dizem a mesma coisa. Mas as evidências falam por si só.

Minhas pernas tremiam sob mim enquanto eu lutava contra as lágrimas de frustração e injustiça. Eu sabia que não tinha como provar minha inocência, não contra um sistema que parecia tão determinado a me condenar.

Com um gesto de sua mão, o delegado deu o veredito final.

- Levem-na para a Penitenciária do Horizonte. Assim ela aprenderá sua lição de nunca mais usar drogas.

O ar se tornou pesado ao meu redor quando ouvi as palavras do policial, e o desespero tomou conta de mim. Grito, implorando com todas as minhas forças para não ser levada para aquela prisão infernal.

- Por favor, eu não posso ir para lá! - Minhas palavras saíram em um soluço de desespero. - Eu imploro, tenha misericórdia!

Mas o policial apenas riu, seu riso cortante como uma lâmina afiada perfurando meu coração já dilacerado.

- Se você não quisesse ir para lá, não deveria ter cometido esse crime - Ele disse com um sorriso cruel.

As lágrimas rolaram pelo meu rosto, minha voz se tornando um lamento de pura agonia enquanto eu me via sendo arrastada brutalmente em direção ao meu destino sombrio. Eu sabia o que me esperava naquela prisão, uma terra sem lei onde o caos reinava supremo e a humanidade era abandonada à sua própria selvageria.

O pânico se apoderou de mim quando me dei conta de que estava prestes a entrar no ventre do inferno. Eu sabia que uma vez lá dentro, não havia esperança, não havia justiça. Era o lugar onde os desesperados se tornavam ainda mais desesperados, onde a lei era apenas uma memória distante.

E enquanto eu era arrastada para o abismo da escuridão, a sensação de desamparo me envolveu como uma mortalha, anunciando o início do meu tormento na Penitenciária do Horizonte.

Capítulo 3 ♥ Capítulo 1♥

21:00 - Penitenciária do Horizonte. - Zefíria.

Aurelia Dusk.

Enquanto o ônibus avançava pela estrada, eu me sentia como se estivesse presa em um pesadelo interminável. Eu havia chorado a noite toda naquela cela solitária, as paredes frias eram testemunhas mudas da minha angústia.

Mas agora, a solidão da cela tinha sido substituída pela presença opressiva dos outros prisioneiros. Homens e mulheres, todos eles com uma aura de imponência e seriedade que me fazia tremer de medo. Eu estava acorrentada, impotente diante deles, e o medo se instalava em mim como uma sombra negra.

Me encolhi no banco, tentando me tornar o menor possível, como se isso pudesse me proteger da ameaça ao meu redor. Cada olhar, cada movimento, parecia carregar a promessa de perigo iminente. Estou com muito medo, com medo do que esses prisioneiros poderiam fazer comigo, mesmo todos nós estando algemados. Tenho certeza que se algum deles tentar algo comigo, ninguém vai se importar.

O meu coração batia descompassado dentro do peito, uma batida frenética que parecia ecoar no silêncio tenso do ônibus. Eu estou sozinha, cercada por estranhos cujos motivos e intenções eram desconhecidos para mim. E enquanto o ônibus avançava em direção ao meu destino incerto na Penitenciária do Horizonte, eu estou rezando silenciosamente para que eu conseguisse sobreviver a essa viagem.

Enquanto o ônibus seguia o seu trajeto em direção à Penitenciária do Horizonte, eu permanecia encolhida no meu assento, um nó de medo apertando minha garganta. De repente, um homem robusto, coberto de tatuagens e com piercings reluzentes, virou-se na minha direção, um sorriso malicioso dançando em seus lábios.

- Está tudo bem, lindinha? - Sua voz era um sussurro carregado de insinuações.

Meu coração acelerou, minha respiração se tornou superficial. Eu estava completamente indefesa diante daquele estranho intimidante.

- S-sim - Gaguejei, minhas palavras mal conseguindo escapar da minha garganta seca.

O homem apenas soltou uma risada debochada, seus olhos brilhando com diversão cruel.

- Não parece - Ele provocou, sua voz ecoando no silêncio tenso do ônibus.

Um calafrio percorreu minha espinha enquanto eu desviava o olhar, sentindo-me exposta e vulnerável sob o olhar penetrante daquele homem. Eu rezava silenciosamente para que a viagem terminasse logo, desejando fervorosamente nunca mais cruzar o caminho desse homem aterrorizante.

O coração batendo descompassadamente, eu senti um arrepio percorrer minha espinha quando aquele homem sinistro se sentou ao meu lado, sua presença envolvendo-me em um véu de terror. Seus olhos brilhavam com uma malícia que me fazia tremer, e suas palavras eram como garras que arranhavam minha alma.

- Quer carinho, meu amor? Eu posso te dar. - Sua voz era carregada de sugestões obscenas, eu engoli em seco, tentando me afastar dele. Mas era impossível.

- Não... E-Eu só quero ficar sozinha, por favor - Implorei, meu tom repleto de medo.

Um riso maldoso escapou dos lábios dele, ecoando no espaço apertado do ônibus.

- Você nunca vai estar sozinha, meu amor. Esse corpo vai ser meu - Sua voz sussurrante no meu ouvido enviou um arrepio gelado pela minha espinha, e eu me senti encurralada, completamente à mercê desse homem ameaçador.

Me encolhi ainda mais no banco, desejando fervorosamente que alguém aparecesse para me salvar desse pesadelo. Mas no fundo, eu sabia que estava sozinha, presa neste ônibus, com esse homem assustador que parecia determinado a me subjugar.

Meu único desejo nesse momento era estar em casa, longe de toda essa aflição. Eu não mereço passar por isso. A sensação de medo crescia dentro de mim, corroendo minha coragem e deixando-me vulnerável a cada batida do meu coração acelerado.

- Por favor, só me deixem ir para casa - Murmurei para mim mesma, num apelo silencioso aos deuses que pareciam ter me abandonado nessa situação desesperadora.

O homem do meu lado apenas riu, mas não disse nada.

De repente, o policial irrompeu com um grito de "vamos", ecoando no ônibus como um trovão sinistro. Meu corpo inteiro tremeu de horror diante da realidade implacável que se aproxima.

- Vamos logo seu bando de criminosos! - Bradou o policial, sua voz autoritária cortando o ar com uma frieza gelada.

Cada palavra parecia uma sentença, uma confirmação sombria de que eu não podia escapar desse destino cruel. O meu coração martela furiosamente dentro do meu peito, enquanto eu me via sendo arrastada para o desconhecido, para um mundo onde o perigo espreitava em cada sombra e a esperança se dissipando como fumaça ao vento.

Estou apavorada, mas sabia que não podia fraquejar. Eu precisava encontrar forças para enfrentar o que quer que viesse pela frente, mesmo que o medo ameaçasse me consumir por completo.

Me levantei do meu assento conforme os outros prisioneiros, tentando ignorar o aperto crescente de medo em meu peito. No entanto, um arrepio percorreu minha espinha quando senti a presença do homem sinistro que estava ao meu lado, agora atrás de mim. Seu riso malicioso chegou aos meus ouvidos.

- Que bunda gostosa, meu amor - Sua voz sussurrou em meu ouvido, carregada de luxúria repugnante.

Meu estômago se revirou com repugnância, e uma sensação de repulsa inundou meu ser. Me encolhi, tentando me afastar dele, mas me sentia acuada, presa nessa situação perturbadora.

- Afaste-se de mim! - Minha voz saiu num sussurro trêmulo, minhas palavras carregadas de desespero.

Ele apenas riu do meu desespero, me deixando ainda mais assustada e com vontade de chorar.

Mas suas palavras obscenas estão ecoando na minha mente, me lembrando constantemente do perigo iminente que estava enfrentando nesse ônibus em rumo ao inferno.

Assim que desci do ônibus junto com os outros prisioneiros, fomos forçados a nos alinhar lado a lado, como peças de um sinistro quebra-cabeça. O ar ao redor estava impregnado com uma tensão palpável. Então, de repente um policial se aproximou, reparei na sua expressão séria, sua expressão é tão assustadora que causou um arrepio pelo meu corpo. Ele nos encarou com olhos penetrantes antes de proferir suas palavras cortantes.

- Sejam bem-vindos ao inferno. Aqui não há brincadeiras. Se cometerem algum erro, serão enviados para a solitária. Este presídio é dividido em duas partes, a parte sul e a parte norte. Eu mesmo decidirei em qual lado vocês irão. Agora, sigam em frente!!

Engoli em seco, sentindo o peso das suas ameaças pairando sobre mim. Não havia espaço para erros neste lugar, e o medo estava me envolvendo como um manto sufocante enquanto nos encaminhávamos dentro.

Eu quero muito chorar, estou com medo, muito medo.

Enquanto seguia em frente com os outros presos, minha mente estava tomada por uma mistura de incredulidade e desespero. Observo os muros que nos cercam, compreendi a minha situação. Era como se estivesse presa em um pesadelo do qual não conseguia acordar. Não deveria estar aqui. Eu sou inocente. Tudo o que quero é voltar para casa, para a segurança do meu lar. Para os meus pais. Eu não vou aguentar essa maldade, sempre desejei sair dessa cidade, não quero ficar aqui. Tenho apenas vinte e um anos, não quero morrer.

Adentramos o presídio e fomos interrompidos por outro policial, cujas palavras gelaram meu sangue.

- Tirem todas suas roupas. Quero ver se vocês estão com alguma coisa.

Uma onda de vergonha e humilhação me atingiu em cheio. O pânico tomou conta de mim, mas eu sabia que não podia desobedecer. Com as minhas mãos trêmulas, comecei a despir-me lentamente, cada peça de roupa retirada era um golpe na minha dignidade. Meus olhos permaneciam baixos, incapazes de encontrar o olhar dos outros presos ao meu redor. Eu me sentia vulnerável e exposta, desejando desesperadamente que aquela provação chegasse ao fim.

Enquanto os guardas iniciaram a revista minuciosa, uma sensação de invasão tomou conta de mim. Eu me sentia violada, exposta diante de estranhos que vasculharam cada centímetro do meu corpo em busca de qualquer sinal de contrabando.

Cada toque, cada olhar, era uma ferida na minha dignidade já tão fragilizada. Eu me encolhia, tentando me proteger da sensação de humilhação que me consumia por dentro.

O medo pulsava em minhas veias, uma constante lembrança da minha vulnerabilidade naquele lugar hostil. Eu desejava fervorosamente que aquela provação acabasse logo, que eu pudesse escapar desse inferno e encontrar o conforto e a segurança que tanto anseio.

Após a verificação, o policial declarou com frieza.

- Irei decidir agora para qual lado vocês vão.

Um arrepio percorreu minha espinha enquanto ele olhava para nós com um desprezo palpável, aumentando ainda mais meu medo já crescente. Meu coração batia descompassado, e eu lutava para controlar a respiração diante da incerteza do que estava por vir. De repente o seu olhar se fixou em mim, engoli em seco, esperando pelo meu veredito.

- Você vai para o lado norte - Disse ele, e algo em seu tom de voz me fez estremecer. Parecia que ele estava escondendo algo, e o medo se intensificou dentro de mim.

Os policiais nos conduziram, e fui levada para o lado designado. De repente, o policial que me escoltava sorriu para mim de maneira sinistra, enviando arrepios pela minha espinha.

- Quero só ver se você vai sobreviver ao lado norte - Ele disse, rindo, enquanto me deixava com um sentimento avassalador de medo e incerteza quanto ao meu futuro naquele lugar hostil.

Mesmo com o coração martelando no peito, eu reuni coragem para questionar o policial.

- O que tem ao lado norte? - Minha voz saiu trêmula, carregada de medo.

O policial me encarou com um olhar malicioso, e um sorriso sinistro curvou seus lábios.

- Só tem alguns prisioneiros interessantes. Mas como eu sou um policial gentil, irei te colocar na cela da Trix. - Ele respondeu, sua voz carregada de sarcasmo e crueldade.

Um calafrio percorreu o meu corpo enquanto eu tentava processar suas palavras. Cela da Trix? O que isso significa? Minha mente está girando com possibilidades assustadoras, e eu estou me sentindo como uma presa encurralada, à mercê da vontade desse policial sinistro.

Com uma expressão confusa, reuni coragem para questionar o policial:

- Quem é Trix?

O policial apenas lançou um olhar sombrio em minha direção, sua voz carregada de ameaças.

- Você vai conhecê-la, porque se eu te colocar na cela de outros presos famintos por carne nova, você não vai sobreviver.

Um nó se formou em minha garganta, e engoli em seco diante da perspectiva sombria que se apresentava diante de mim.

Percebi que havíamos chegado à minha cela quando um grito de repente ecoou pelo corredor, fazendo o meu coração pular.

- Carne nova no pedaço!

Um calafrio percorreu minha espinha, e eu me encolhi, abraçando meu próprio corpo com medo das palavras assustadoras.

Outro preso ecoou, sua voz cheia de desejo lascivo.

- Que delícia! Evander, traga essa gostosa para a minha cela.

Um homem negro e alto me encara com uma expressão de luxúria, e meu estômago revirou de repulsa e medo diante daquele olhar faminto.

Com o coração batendo descontroladamente, eu olhei desesperadamente para o policial, implorando silenciosamente para que ele não me entregasse àquele homem. Minhas mãos tremiam enquanto eu esperava sua decisão com uma mistura de terror e esperança.

O policial revirou os olhos com desdém e dirigiu-se ao homem negro com firmeza.

- Sossega, eu não vou colocá-la aí. Eu sei muito bem do que você é capaz de fazer.

O homem negro soltou uma risada cruel em resposta, seus olhos brilhando com malícia enquanto ele respondia ao policial.

- Eu não tenho culpa se aquela gostosa era fraca demais para aguentar o meu pau na sua buceta.

Uma onda de repulsa e pavor percorreu todo o meu ser, e meus olhos se encheram de lágrimas diante da crueldade das palavras dele. Eu me sentia como uma presa indefesa diante de predadores, e o medo me envolvia como uma névoa sufocante.

Com as pernas tremendo de medo, consegui reunir coragem para perguntar ao policial.

- O que aconteceu com a garota? - Perguntei com um nó na garganta.

O policial olhou para mim com um olhar frio e indiferente antes de responder.

- Ele a matou de tanto transar.

Um calafrio percorreu todo o meu corpo ao escutar essas palavras, e eu me senti paralisada pelo terror dessa revelação.

De repente, o policial abriu a cela e anunciou:

- Aqui estamos. Trix, você tem uma nova companheira de cela.

Ele me empurrou para dentro da cela, e meus olhos se fixaram na figura da mulher deitada sobre o beliche. Minha boca se abriu em choque diante da cena, mas antes que pudesse dizer algo, o policial fechou a cela com um estrondo e se afastou, deixando-nos ali, sozinhas na escuridão sufocante dessa prisão infernal.

Com o coração ainda acelerado pelo medo, eu encarei a mulher com surpresa quando ela falou.

- Não precisa ficar tão assustada, fofa.

Seus traços começaram a se destacar em minha mente enquanto eu a observava. Ela era um pouco alta, com a pele morena, longos cabelos ruivos que caíam em cascata por suas costas, um corpo definido e olhos castanhos claros que pareciam penetrar a minha alma.

A mulher desceu do beliche e estendeu a mão para mim com um sorriso gentil.

- Sou a Trix desta prisão. Qual é o seu nome, fofa? - Ela perguntou.

Insegura, apertei sua mão e respondi:

- A-Aurelia.

- A-Aurelia, é um prazer te conhecer - Ela repetiu meu nome de forma brincalhona, e um leve sorriso escapou dos meus lábios, aliviando um pouco a tensão que eu sentia. - Não precisa ficar nervosa, fofa. Eu não vou te comer.

Soltei um pequeno suspiro de alívio ao ouvir essas palavras.

- Você está bem acabada, fofa. Vá descansar um pouco, as celas estarão abertas amanhã de manhã. Então você não precisa se preocupar com a sua virgindade - Ela disse, rindo da minha expressão assustada. - Vá dormir, amanhã irei te mostrar a sua nova casa.

Eu respirei fundo várias vezes, tentando controlar as lágrimas que ameaçavam transbordar. Caminhei em direção ao beliche com passos lentos, me sentei na cama de baixo e cobri o rosto, tentando conter o choro que lutava para escapar. Minha mente está uma bagunça, estou me questionando do porquê de estar passando por tudo isso. Tudo o que eu queria era terminar a faculdade, conseguir um bom emprego e seguir em frente com a vida. Agora, tudo havia sido arruinado por causa da maldade daquele policial.

- Porra de vida. - Murmurei baixo para mim mesma e me deitei na cama, sentindo-me completamente exausta e derrotada pelos eventos do dia.

Acabei adormecendo rapidamente.

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