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Sob o Olhar do Magnata

Sob o Olhar do Magnata

Autor:: YLA
Gênero: Bilionários
Ele é o homem mais poderoso e influente de toda a cidade. Ela é a mais linda entre todas Ele a deseja como ninguém mais Ela o teme. Uma noite e um encontro será o suficiente para dois mundos se colidirem causando assim entre os dois uma explosão de ódio, intrigas, segredos e desejos. Onde levará Kira questionar se o mundo que ela criou um dia realmente existiu. Já Éder verá que nem tudo o dinheiro compra, nem mesmo a atenção de uma mulher.

Capítulo 1 ÉDER

Cheguei à empresa, indo diretamente para o meu escritório. Sentei na minha confortável cadeira, aproximei-me da mesa e, devagar, virei-me para trás, observando a grande avenida lá de cima: pessoas andando de um lado para o outro, carros apressados. Respirei fundo.

Porque, anos atrás, se eu não tivesse decidido fazer trabalhos ilegais, não teria chegado onde estou. A minha vida seria igual à de muitos: sem dinheiro e dependente dos outros. Não vence na vida quem é honesto - isso eu senti na pele. O dinheiro é dono de tudo, e quem não tem sofre muito.

Algumas pessoas pensam que a sorte me ajudou. Talvez eu tenha tido um pouco dela quando um homem poderoso cruzou o meu caminho, estendendo-me a mão. Mas, no fim, eu arregacei as mangas e fiz o meu trabalho com maestria, interessado em aprender tudo. Fiz negócios com pessoas de todas as esferas na cidade de Seattle, o que me levou a ser um grande empresário da área imobiliária, à frente de tudo aquilo que movimento internamente.

O destino me fez mudar para uma cidade de médio porte, onde abri várias outras empresas - das quais nem todos sabem que sou o dono.

Em pouco tempo, tornei-me um dos homens mais poderosos dessa cidade.

Fiquei com o olhar vidrado na paisagem da minha janela e não vi Lukas entrar.

- Éder, Éder, está tudo bem? - Lukas chamou mais uma vez, e eu me virei.

- Como ousa entrar no meu escritório assim, sem bater? - disse, nervoso, levantando-me.

- Perdão, Éder. Bati na porta duas vezes, chamei, e você não respondeu. Então entrei. Você parecia longe.

- Afinal, o que quer? Diga logo - falei, estressado.

- O convite do leilão beneficente. O padre Cristiano o convidou novamente. - Lukas falou, com o envelope nas mãos.

- Convite? Todos nessa cidade falam mal de mim pelas costas e ainda querem a minha presença em um leilão beneficente? Jogue o convite fora.

- Como quiser, Éder. - Lukas falou, saindo.

- Volte aqui, Lukas! Quando será o leilão? Deixe o convite aqui. - falei rápido.

- O leilão é hoje! - Lukas respondeu, colocando o envelope sobre a mesa.

- Vou comparecer e arrematar tudo o que houver nesse leilão. O homem sem coração vai entrar em ação. - falei em tom sarcástico.

- Éder, você sabe o coração que tem. Não precisa provar nada para ninguém. - Lukas falou sério.

Sim, eu sei o coração que tenho. Tanto que mantenho total controle sobre ele. Ninguém nunca ousou tocá-lo.

Abri o convite e vi que o bendito leilão seria cedo. Não vou confirmar presença; adoro aparecer de surpresa em alguns lugares. Guardei o convite no paletó e fui me concentrar no trabalho. Não posso mais perder tempo pensando nessa gente linguaruda.

---

Ao anoitecer, vesti o meu terno. Lukas já estava à minha espera no estacionamento da empresa. Olhei a hora no relógio, e o horário estava perfeito para comparecer ao leilão - todos já deveriam estar presentes.

Quando chegamos, paramos em frente ao salão da igreja, e eu olhei sério para Lukas, balançando a cabeça em negativo.

- O leilão será aqui? - perguntei, sem acreditar.

- Sim. É um lugar simples, Éder.

Saímos do carro e entramos no grande salão. É lógico que todos os olhares se voltaram para mim. Afinal, ninguém me esperava ali, já que, nos outros anos, o convite foi recusado.

O padre caminhou na minha direção.

- Seja bem-vindo, Éder. É um prazer tê-lo aqui pela primeira vez. - o padre Cristiano disse, estendendo a mão.

- Obrigado, padre. - cumprimentei-o com um aperto de mão.

Olhei ao meu redor, e um grupo de homens veio me cumprimentar. Alguns empresários bastante curiosos ao meu respeito, querendo saber da minha vida. Sei muito bem lidar com curiosos, então me afastei um pouco deles. Em meio a tanta gente reunida, Lukas e eu fomos conduzidos até uma mesa pelo padre.

Foi então que uma mulher de cabelos claros, fios ondulados, corpo delicado e perfeitamente moldado, olhar firme - simplesmente bela - segurou o braço do padre, e paramos junto com ele.

- Padre, podemos dar início ao leilão? - a mulher perguntou, sem nos olhar.

Quando a encarei, ela me olhou surpresa - ou seria medo? Parecia mais que havia visto um fantasma.

- Filha, espere só um momento. Deixe-me apresentar Éder. Hoje ele veio prestigiar o leilão. - o padre falou, enquanto a mulher me observava de forma cada vez mais estranha.

Estendi a mão para cumprimentá-la, mas ela não quis segurá-la, deixando-me no vácuo e envergonhado.

- Padre, darei início ao leilão em cinco minutos. - A linguaruda nos deu as costas.

Nunca vi mulher mais mal-educada. Fechei os punhos de tanta raiva que senti. Lukas piscou para mim, percebendo que o clima ficou estranho. O padre disfarçou a tensão - eu não. Minha vontade era fazê-la ouvir algumas verdades.

- Sentem-se, filhos. - o padre pediu.

Sentei com o maxilar trincado, com a mente fervendo de ódio. Minha vontade era bater na mesa. Ninguém nunca me tratou assim.

- Você viu o atrevimento daquela mulher? - disse, nervoso, bebendo a água.

- Atrevimento não. Ela parece ter medo de você. Não soube decifrar ao certo o olhar dela.

- Medo? Nunca a vi na minha vida. O que tem de bela, tem de grossa. - respondi com raiva.

De repente, a tal mulher subiu em um pequeno palco. Meus olhos quase soltavam fogo ao encará-la de longe. Apresentou-se como Kira, e todos a aplaudiram de pé, como se ela fosse uma rainha.

Acompanhada de um apresentador, o leilão teve início. Quero ver ela me ignorar agora.

- Éder, não consegue olhar para outra direção que não seja a dessa mulher? - Lukas perguntou, coçando a cabeça.

- Odeio que me tratem como um nada. Não sou um qualquer. Me chamo Éder Vilamout.

Estava sentado em uma mesa lateral, e isso me incomodou imediatamente. Não sou homem de ficar de lado, muito menos atrás - e sim na frente.

Levantei-me da mesa em que estava e sentei-me na primeira mesa, de frente para Kira. Encarei-a, e ela imediatamente desviou o olhar do meu, sem nem fazer questão de disfarçar que não gostou da minha presença.

Capítulo 2 KIRA

Recebi o convite do padre Cristian para apresentar o leilão beneficente esse ano junto com o meu noivo Tecio, mas infelizmente ele não vai poder participar junto comigo hoje pelo fato de estar viajando, infelizmente ele não vai chegar a tempo e como estou morrendo de saudades do meu amor, seguro o porta retrato com a nossa foto, beijo apaixonada e Felipa entrou de uma vez no meu consultório.

- Kira está beijando um porta retrato? Que loucura é essa minha amiga.

- Estou com muita saudades do Tecio, é por isso que estou beijando o porta retrato.

- É tanto amor que chega a dar inveja. - Felipa diz séria e eu sorri.

- Felipa você também vai encontrar o amor da sua vida, vamos comigo hoje ao leilão.

- Obrigada pelo convite, tenho um outro compromisso para ir. - Felipa diz e eu lamento.

Felipa foi embora, não tem jeito, terei que ir para o leilão somente com os meus pais. depois da minha família e do meu noivo ela é a pessoa que mais confio nessa vida. Filha única sempre me senti sozinha e adotei Felipa como irmã.

Sai do meu trabalho diretamente para um salão de beleza me arrumar. Aproveitei e fui comprar um vestido, escolhi um na cor violeta essa cor realça a cor da minha pele e cabelos. O grande espelho me revela

uma mulher tão linda hoje, não sei o que tem no dia de hoje estou me achando mais linda, não sei explicar, acho que é o vestido. Chamei a vendedora e o comprei imediatamente para usar logo mais a noite.

Voltei para a minha casa e os meus pais já tinham chegado dos seus trabalhos mamãe é empresária assim como o meu pai ambos cuidam de empresas diferentes e eu sou mega fã dos dois, os cumprimentei com um abraço.

- Filha você está tão linda, tem um brilho a mais. - mamae diz.

- Também estou me sentindo uma diva, acho que vou mais vezes ao salão. - Sorrimos juntas.

- Esse brilho tem nome. Se chama Tecio, não vejo a hora desse casamento. - Papai falou e eu me emocionei.

Tudo está se concretizando do jeitinho que eu pedi em oração, minha família também ama o meu noivo, isso é um sinal que fiz uma ótima escolha.

Fui me arrumar e pedi aos meus pais que fossem comigo e eles não me negaram isso. Após nos arrumar seguimos para lá, amo a simplicidade das pessoas desse bairro no qual o padre cuida tão bem, sou recebida como uma rainha por eles.

Cadê vez mais gente aparecia no salão e aos poucos foi lotando o padre corria de um lado para o outro organizando e recebendo os convidados e eu fui me preparar póis já estava com um frio na barriga, queria tanto que o meu amor estivesse aqui me dando força.

O salão se encontrava cada vez mais cheio e já estava chegando a hora de darmos início ao leilão, eu acho que o padre perdeu a hora e o vi passando no meio dos convidados, e na minha ansiedade não tive paciência de esperar e fui até a ele e jamais imaginei que os homens que estava com o padre seria o Éder Vilamout, homem esse que não quis vender o terreno para o meu namorado construir a nossa clínica médica, tenho medo de dele porque é uma pessoa ruim e não sabemos do que ele é capaz, o seu olhar firme e intimidador sobre mim, só me faz não querer estar no mesmo lugar que ele. Não quis nem ao menos apertar a sua mão, ignorando-o totalmente, Éder pode ser prestigiado por alguns a sua volta, menos por mim.

Já bastante nervosa e sem a permissão do padre subi ao palco e Jairo veio me ajudar apresentar o leilão e todos ao me verem no palco me aplaudiram. Só assim me senti pronta para continuar e a mesa que foi reservada para o meu noivo está ali na minha frente vazia, mas ao baixar o olhar para ler o que estava escrito na ficha, Éder Vilamout sentou-se à minha frente, na mesa vazia, o meu coração faltou sair pela boca, tive que conter a raiva que estou e eu escolhi não olhar para esse homem mau.

- Sejam todos bem-vindos, mais um ano aqui ao lado do meu companheiro Jairo. - Disse feliz.

- Prazer é todo meu querida - Jairo diz beijando a minha mão.

Éder fechou o semblante ao ver Jairo beijando a minha mão, fiz de conta que não vejo os olhares do Éder sobre mim e apresentamos o leilão. E para chamar a atenção de tudo e todos ao seu redor Éder só arrematava os prêmios que eu anunciava.

- olha essa pulseira com pequenas pedras de esmeraldas, olha a delicadeza - Mostrei a bela joia. Alguem vai querer ? - perguntei mesmo já sabendo que Éder ia arrematar tudo.

- Vinte e cinco mil dólares - Éder se levantou.

- Alguém mais vai concorrer, doli uma, doli duas, doli três - Tentei falar num tom de animação.

Ninguém quis concorrer com Éder, daqui do palco era possível ver as pessoas cochichando ao notar a atitude estranha dele em arrematar somente o que eu anunciava, ele não tirava os olhos de mim era como se só eu estivesse aqui e isso já estava sem graça, e me irritando, mas eu consegui sorrir e disfarçar a grande tensão que estava sobre os meus ombros, e se o meu noivo estivesse aqui, ele não ia aceitar essa situação toda.

Éder comprou todo o leilão e após isso eu não queria falar com ninguém só queria ir para a minha casa e a minha mãe veio me abraçar.

- Filha o que aconteceu que aquele não tirava os olhos de você? Já teve algum contato com ele? - Mamãe perguntou preocupada.

- Nunca o vi pessoalmente, mas sei de quem ele se trata. Hoje pude ver olho a olho o quão soberbo é - Falei nervosa.

- Vamos embora o seu pai nos espera no estacionamento. - Fui embora sem falar com mais ninguém.

Quando chegamos no estacionamento encontramos papai e Éder frente a frente discutindo, hoje não era o meu dia, eu tinha certeza. Andamos apressadamente até os dois e entrei na frente do meu pai.

- O que está acontecendo aqui? - Perguntei encarando Éder e o mesmo sorriu para mim.

- Por mim nada está acontecendo eu ia entrando no meu carro que por coincidência está próximo ao dele e esse senhor começou a me xingar. - Éder diz e eu fechei os olhos.

- Não quero acreditar no que estou ouvindo.

- Filha estou te defendendo desse homem descarado, você é noiva e merece ser respeitada, todos tem medo de você, eu não tenho. - Papai tenta partir para cima de Éder e eu não deixei.

- Já chega papai, esse homem já causou desconforto demais, não percebe que o jogo dele é nos tirar do sério - Disse cansada.

- Espero que você nunca mais ouse cruzar o nosso caminho novamente.

- Lamento decepcionar a família, mas iremos nos encontrar mais vezes, grava isso - Éder falou virando as costas para nós.

Senti um arrepio percorrer o meu corpo com as suas palavras, ele entrou no seu carro de luxo com o seu capanga e foi embora.

- Kira o que esse homem quis dizer que iremos nos encontrar novamente? - Mamãe perguntou preocupada.

- Vamos logo embora, a vida desse homem é querer intimidar as pessoas - Falei tentando acalmar os ânimos.

Voltamos para casa em silêncio e aproveitei para ligar para o Tecio, estou preocupada ele não ligou avisando que chegou, não vejo a hora de abraça-lo, mas na minha mente não consigo esquecer o olhar do Éder sobre mim, não posso ter medo dele e muito menos das suas ameaças.

Capítulo 3 ÉDER

Arrematei todos os prêmios da noite sem deixar chance para mais ninguém Se era para causar impacto, eu causei nível máximo mostrando para a tal de Kira que não sou um homem qualquer e Lukas me olhava sem entender o que de fato eu estava fazendo.

- Éder não acha que já arrematou prêmios demais, as outras pessoas também querem arrematar algo. - Lukas falou baixinho no meu ouvido.

- Não quero saber de nada, mostrarei a todos o quão poderoso sou! - Falei bebendo de uma vez só a água que está sobre a mesa.

- Éder você não precisa mostrar para ninguém o quão poderoso é.

- Algumas pessoas sabem disso, mas aquela ali não - Falei voltando a encarar Kira.

Lukas balançou a cabeça em negativo, Kira faz de conta que não tem ninguém sentado à sua frente, odeio essa sensação de ser tratado como se eu fosse um nada, porque eu já provei o gosto horrível de ser tratado como um nada. Ela não perde por esperar, quero saber tudo dessa mulher, preciso muito saber de onde vem tanta marra e nariz empinado.

Me perdi na beleza e na atitude da mulher a minha frente e arrematei tudo sem me importar com o preço de todas as peças do leilão e quando o evento se deu por encerrado me levantei da mesa.

- Lukas preencha o cheque para efetuar o pagamento de tudo o que arrematei. - Disse saindo da mesa.

Caminhei entre as pessoas indo para o estacionamento e o padre Cristian entrou na minha frente.

- Filho é, precisamos saber onde vamos deixar os prêmios? - O padre perguntou e eu respirei fundo.

- Padre doe para os pobres, Lukas está a sua espera para fazer o pagamento. - Disse e sai sem olhar para trás.

Quando cheguei no estacionamento fui diretamente para o meu carro quando ouvi uma voz saindo do carro ao lado.

- Ei você parado aí. - Um homem já de idade mandando eu parar.

- Quem é você! O que quer? Está pensando que sou qualquer um para falar assim comigo. - Falei indo em direção ao velho.

- Sou o pai da Kira, está pensando que eu ia mesmo ficar calado ao ver você dar em cima dela descaradamente.

- Apareceu um protetor por aqui. Melhor baixar o tom. - Fechei os punhos, irritado

- Acha mesmo que Kira é uma qualquer, ela está noiva e merece respeito, - O velho diz me encarando

- Melhor ainda. Pensando bem acho que vou disputar a sua filha com o noivo dela - Falei e ele partiu furioso para cima de mim.

- Nem tente, se não vai se arrepender para o resto da sua vida - Segurei forte o seu braço.

O velho se afastou e Kira chegou acompanhada da sua mãe e mais uma tensão se formou entre nós, trocamos farpas e nunca pensei iria me irritar horrores essa noite com uma família completa, Lukas chegou do meu lado e entramos no carro.

- Algum problema Éder? - Lukas perguntou.

- Todos os problemas. Eles não perdem por esperar. - Bufei.

- O padre ficou feliz demais com todos os presentes, muitas pessoas irão ser ajudadas. - Lukas diz enquanto dirige o carro.

- Espero nunca mais pisar os pés aqui. Para falar a verdade.

Lukas sorriu concentrado na estrada, não sei qual o motivo do seu sorriso, e nem quis saber para não me estressar mais do que já estou.

Chegando na minha mansão fui direto beber uma bebida porque no leilão só tinha por ser um evento religioso e Lukas entrou.

- Vai beber também? - Perguntei enquanto me servia.

- Vou querer um pouco.

- Lukas quero saber tudo da Tal Kira e família. - Ordenei.

- Saber tudo! Investigar a vida dela? Enlouqueceu ou? - Lukas perguntou curioso.

- Só faça o que eu mando! Sem questionamentos Lukas - disse bravo.

- Não está mais aqui quem falou, aliás, perda de tempo falar algo você nunca me ouve mesmo.

- Lukas de onde eu venho, situação como essa que aconteceu hoje não passa batido. - Falei bebendo a bebida de uma vez.

Lukas não quis mais debater comigo, ele sabe que nunca vou ouvi-lo, mudamos de assunto e continuamos bebendo, ele foi embora para a sua casa e eu continuei sozinho na minha enorme sala, o sentimento de solidão às vezes quer me desolar porque o passado sempre vem me lembrar de onde eu vim e o que passei. Fui até o escritório abri a gaveta com uma chave e nela, algumas fotografias de quando era criança com o meu pai, fotos da minha mãe.

- Família - disse sozinho respirando fundo.

Guardei as lembranças novamente na gaveta e fui para o meu quarto dormir. Me olhei no espelho e as palavras do velho ecoa na minha memória

No dia seguinte, acordei cedo e fui tomar o meu café da manhã e Lukas chegou.

- Acabei de ligar para o investigador e fiz o que você mandou.

- muito bem, quero saber mais sobre o pai dela, não acredito em família perfeita como a deles.

Tomamos café, juntos e Lukas sempre que pode vem e me faz companhia nas manhãs e mesmo ele querendo me fazer um homem mais harmonioso, ele respeita toda e qualquer decisão minha sendo essa certa ou não. O respeito como um irmão e juntos fomos para a empresa.

Quando cheguei a secretaria já veio logo me entregando relatório da construção de mais um condomínio, aprende investir dinheiro em vários empreendimentos nessa cidade, sou dono de hotéis, restaurantes, vários condomínios e pequenos cafés pela cidade, mas nem todos sabem que tudo é meu. Até o melhor hospital dessa cidade, eu sou o dono e aquela família ousou bater de frente comigo.

Sozinho me concentrei no trabalho e Lukas veio também me ajudar com planilhas afinal não confio em todo mundo para analisar faturamentos e juntos podemos chegamos a uma conclusão de contratar mais uma assistente para ajudar Lukas, e deixei ele responsável por isso e antes dele sair do meu escritório, me entregou um jornal.

- O que significa isso? Estou sem tempo para ver besteiras.

- A família Lins. Saiu matéria sua também. - Lukas me mostrou o jornal.

- Deixa eu ver - Falei rápido.

Pouco me importava notícias minhas, voltei o meu olhar para casal, pais da Kira que estampam o jornal local como os dois empresários mais bem sucedidos de toda cidade, por isso ela se comporta como a princesinha da família, empresários de supermercado e têxtil, amei saber disso. Sorrir sozinho segurando o jornal entre as mãos.

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