Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Lobisomem > Sou Luna do Alfa
Sou Luna do Alfa

Sou Luna do Alfa

Autor:: Klant
Gênero: Lobisomem
Klant tem os mesmos sonhos todas as noites desde que completou seus vinte quatro anos, à seis meses eles não à deixam dormir. Um lobo nestes sonhos lhe causa calafrios e calor por todo seu corpo ao mesmo tempo, que ela nunca imaginou sentir. Sua joia, ganhada em seu aniversário, reage aos seus sonhos com tamanha intensidade lhe deixando apreensiva sob o mistério que a cerca. Teria a joia alguma ligação com o lobo de seus sonhos? Ou não passavam de sonhos perturbadores? Sua mente fervilhava e quanto mas ela pensava se afundava em desespero pois seu futuro já estava se construindo. Kendreck a muito desitiu de encontrar sua companheira, mas... a lua vermelha aproximava se, e mais uma vez seria forçado a tomar decisões contra sua vontade. A muito tempo seu povo desejava uma Luna a seu lado, mal sabiam que ele também sofria com seu lugar que até agora estava vago. Mas Kendreck não escolheria qualquer uma, teria que ser a que a Grande Luna escolheu, não o que lobos velhos do conselho queriam! Seu lobo estava inquieto dentro de si, mal humorado, agoniado, rosnando para longe, parecendo precentir algo. Será que... não, minhas esperanças já se esvaziam por entre meus dedos, tenho até medo de ser verdade. Nuvens se formavam no céu, mal presságios estavam por virem!

Capítulo 1 Se Preparando

A noite se fazia misteriosamente envolvente, o céu estava salpicado de estrelas, oque não era muito comum na cidade...

Mas, espera ai!

Eu não me encontrava na cidade... Aonde eu está? Tudo ao meu redor se resumia em muitas árvores, que eram extremamente altas, uma vegetação rasteira se formavam entre elas, fazendo assim ter dificuldades em caminhar.

Um arrepio subiu da minha espinha em direção a nuca, um pressentimento me tomou a alma.

Comecei a caminhar mais rápido pois parecia estar sendo observada, morrendo de medo pela sensação que estava sentindo, comecei a correr. Nem acreditei que meu desespero me levou a chegar em uma trilha, ela parecia ser antiga, era facil de reconhecer pelas folhas secas, a muito sem serem pisadas.

A trilha era estreita, mesmo assim resolvi seguir por ela, que me levava cada vez mais para dentro daquela densa floresta. A lua estava grande e redonda iluminando o céu, agradeci por aquele milagre, porquê se não, me encontraria no mas profundo breu da escuridão.

" Oque faz aqui?" __ uma voz soou na minha cabeça, olhei pra todos os lados possíveis, mas não vi nada nem ninguém.

" Não deveria estar aqui! Vá embora, antes que seja tarde de mais" __ nossa, que voz era essa, que fazia meu corpo estremecer? Apesar de ser animalesca, algo me atraía nela. Derrepente ouvi um estalo de galho se quebrando atraz de mim, rezei todas as rezas que conhecia no mundo.

Naquele mesmo instante senti emanar contra a minha costas, um calor muito intenso, virei vagarosamente tremendo mais que tudo.

Para meu total espanto, encontrei um par de olhos mais verde que a própria esmeralda me encarando. Um lobo enorme! Não dava nem pra calcular seu tamanho, exatamente, mas teria facilmente seus três metros de altura.

Seu pêlo era brilhante e se movia com o frescor da noite, em um negro muito raro, pois minha mão pareceu fervilhar em cócegas para acaricia-ló.

Um rosnado me fez voltar de meus devaneios... Seus olhos voltaram a me analisar enquanto eu temia aquelas presas afiadas expostas para mim.

Mais uma vez senti aquele arrepio que me encomodava, mergulhei em transe num gelido mar revolto...

__ Não!__ Acordei cheia de suor com palpitações além do normal, a seda da minha camisola grudava em meu corpo. Apoiei minhas mãos contra o colchão da cama, as mãos espalmadas sentindo a maciez do lençol de algodão branquinho. Pendi a cabeça para trás tentando respirar, fechei meus olhos sentindo minha excitação molhar minha calcinha, estva acontecendo muito isso ultimamente, deslizei uma de minhas mãos por sobre minha intimidade e a pude sentir pulsar, lambi meus labios ao mesmo tempo que fechava meus olhos. Meus mamilos enrijeceram e fui tomada por sensações agradáveis. Balancei a cabeça não teria tempo para essas brincadeiras, naquele momento, senti algo pulsar no meu calcanhar, era ela novamente, toda vez que tinha meus sonhos minha tornozeleira de ouro e pedra de rubi pulsava e brilhava, fraca mais brilhava.

Um dia ainda iria descobrir que mistério cercava aquela jóia, mas por enquanto, precisava se apreçar a reunião com a equipe de exploração, às oito da manhã logo iria começar.

Deslizei os pés para fora da cama, calçando um pé após o outro nas sandália, precisava urgentemente de um banho gelado. Caminhei em direção ao banheiro, abri a porta, parei em frente ao espelho.

Nossa, eu estava horrível!

Não de beleza, pq isso ja achava que faltava algo a muito tempo, mas as olheiras logo a baixo dos olhos castanhos claros como a maioria dos brasileiros tinha me encomodava, cabelo cacheado. Mas não aquele de cachos bem definidos sabe? Aquele que ondula e ficam esvoaçantes e tem que moldar com bobes ou baby lis , um tormento. Rosto jovem por ainda ter meus vinte quatro anos, pelo menos isso pra pontuar.

Sempre almejei a minha graduação em Paleontologia e hoje teria minha oportunidade de ouro, uma grande multinacional iria franquear uma expedição em busca de fragmentos arqueológicos na Amazônia.

E adivinha! Estarei lá!

Nossa, meu sonho quase realizado, a apenas alguns milhares de quilômetros do meu alcance. Entrei em baixo do chuveiro, a água caia gelida escorrendo por meu corpo, mesmo assim, ele continuava a reagir as emoções sentidas em meu sonho, flashes voltavam a minha mente.

Porque será o motivo desses sonhos?

Criada em um orfanato tive muitas crenças e sei que sonhos tem significados, aprendi a ser reservada, distante de homens. Não que eu, não tivesse tido namorados, pelo contrário, tive apenas um, para depois sentir asco de todos os que vinhece após ele.

Cristofer!

Ele ate que sabia conquistar suas vítimas, mas depois se tornava insuportável, cafageste de primeira linha, adorava brincar com as outras mulheres, um sem vergonha sem caráter algum. Desde então me dediquei a estudar, mas com o passar dos anos meu celibato resultou em desejos que se apuravam e meu corpo parecia estar sempre insaciável, algo que não conseguia explicar.

Saio do meu banho pior do quê entrei, me seco, passo meu hidratante, coloco minha langeri, me visto em um jens e blusa branca rendada. Pego minha bolsa, minhas chaves e dou uma última olhada no espelho da sala do meu apartamento alugado.

O café ficava apenas a alguns minutos de distância de onde eu morava, o local era tranquilo, encosto o carro o estacionando, prestando atenção se não estava em área proibida, nem em sonho eu poderia levar uma multa. As coisas ja estavam apertadas, recém formada, preste a pegar a graduação... Só tinha que agradecer pelas bençãos

recebida. Desço do meu unozinho preto e travo meu bebe que consegui com muito esforços e dificudades em uma lanchonete servindo mesas, tempos difíceis, mas que agora começo a colher os frutos.

Logo avisto minha amiga e vou de encontro a ela que ja esta sentada à mesa, tomando concerteza seu café preto e forte que ela amava, quando me vê corre pra me abraçar.

__ Klant!!!__ sempre esqueço-me que Marinete tem um abraço forte e apertado, quase me derrubou apesar de eu ser volumosa.

__ Marinete, como esta minha amiga?__ começo a conversar sem animo nenhum, minhas noites estam acabando comigo.

__ Nossa amiga, oque ouve com você? Parece que foi atropelada__ Marinete me olha curiosa e preocupada.

__ Novamente meus sonhos Nete. Aqueles olhos, juro que podem ler minha alma e estraçalhar ela.

__ Iiii! O lobo dos olhos verdes? Ainda amiga! Quanto tempo faz? Tres mêses, seis...

__ Seis longos mesês__ a interrompo__ desde que completei vinte quatro anos. Que presente ganhei affs!__ bufo reclamando.

__ Calma Klant, em compensação terá sua recompensa por seu martírio, nossa graduação amiga! E só por isso, já deveria ser a unica coisa pelo quê sorrir nessa manhã__ Marinete sorrir fazendo biquinho.

Conheci Marinete ainda no colégio, uma ruiva rebelde, cheia de sardas no rosto, olhos vibrante, com um sorriso inabalável, era muito determinada no que fazia e raras foram as vezes que a vi chorar, fazia dois cursos na faculdade. Mas diferente de mim ela tinha pais que a amavam muito. Mais uma vez ela se joga sobre mim, me tirando das minhas lembranças, me beijava o rosto sorrindo sem parar.

__ Arr, estou vendo que essa reunião não será tediosa__ Jhon chega com gracinhas indesejáveis lançando olhares safados para a Nete, ela puxa a cadeira sentando ao meu lado, logo após eu me sentar. Marcos da uns tapas na cabeça de Jhon, pedindo para ele se comportar e nos respeitar, Nete lhe lança um olhar de desprezo eu apenas o ignoro, ja que logo atraz dele chega Stteves, o unico homem que depois de cinco anos chamou a minha atenção. Ruivo de olhos verdes, com um corpo dentro do padrão exigido, nem muito, nem pouco músculos, perfeito na minha concepção.

Jhon observa meu olhar, e o segue querendo saber o motivo da minha distração, quando o encaro ele esta com ar debochado e sorrisinho sinico.

Cara chato!__ bufo em minha mente.

Logo o restante da equipe chega, todos se acomodam, a garçonete vem nos perguntar sobre nossos pedidos. Todos optam por café, torradas, um bolo de laranja, e pães passados a manteiga, eu prefiro uma jarra pequena de suco de laranja. A garçonete anota tudo dizendo que em quinze minutos estara pronto, assentimos agradecendo e ela sai.

Marcos nosso historiador começa explicando que será uma viagem de uns três a quatro dias nas águas do Amazonas, depois de atracar em um porto simples e humilde logo apos os encontro das águas dos rios Solimões, dizem ser uma obra prima da natureza pois as águas dos rios não se misturam. De la vamos embarcar em uma pequena embarcação ate terra firme.

A garçonete volta com nossos pedidos, estava salivando por meu suco que dividi com Marinete, as torradas estavam muito gostosas com geleia de morango. Discutimos todos os trametes da viagem, acomodações, não diria acomodações né ja que vamos montar acampamentos, formar tendas.

Nossa equipe era realmente boa, ate o mal carater do Jhon, tinha que admitir enquanto arrumava minhas malas. Não queria esquecer de nada, pois uma vez dentro do avião não teria como voltar para pegar, ou comprar ja estariamos no meio da floresta. Nete pediu para dormir em meu apartamento como ela estava muito ansiosa não conseguiria dormir, e isso não estava nos seus planos, sendo que ela queria fotografar, filmar e catalogar tudo. Sendo Nete Geologa e Biologa, conhecendo-a como eu conheço, concerteza ficará eletrica e contará sobre esta aventura até sua segunda geração.

Pronto termino de arrumar minhas malas exatamente no momento que Nete entra em meu quarto com duas xícaras com chá de camomila nas mãos, nesta noite o melhor é evitarmos a cafeína para descansarmos melhor pois nosso dia seria longo. Demos boas gargalhada, conversamos um pouco e fomos dormir, deitei rezando para quê, pêlo menos naquela noite não tivesse sonhos.

Kendreck

A lua estava crescente, brevemente seria lua cheia, todos iriam a caça tentar a sorte em dominar suas parceiras. Já que para achar sua verdadeira companheira era raríssimo, eu mesmo tinha perdido minhas esperanças em acha-la depois de tanto tempo.

__Arrr!__ Kendreck solta o ar dos pulmões agoniado.

Lembro-me bem de quando encontrei essa maravilha perdida na vastidão da floresta amazônica. Um lago excepcional, tranqüilo, nunca havia visto tamanha beleza e o melhor, sem humanos__ ele grunhiu ao pensar em raça tão sem caráter e destruidora, não sabem preservar oque lhe é mais precioso. A natureza!

Pesar que o lago ficava alguns quilometros da fortaleza, não era difícil avista-ló do alto das muralhas.

uma muralha foi construida formando assim nossa fortaleza, para evitarmos outros predadores. No início eramos apenas vinte, entre lobos e lobas, eu kendreck o alfa, Anthony meu beta, e os ômega. Douglas e Islany os mais exelentes soldados de ataque, ágeis e feroz, ensinavam tudo ao seus recrutas, sobrevivência a batalhas. Com o tempo, fomos nos multiplicando e hoje temos um vilarejo com uma centena de homens- lobos em um paraíso perdido, e so temos um inimigo.

Durya!

Durya é um líder vampiro que a muito tempo cerca nosso território, mas somos mais forte, ágeis e em maior número que eles, por isso se mantem distantes.

Como Alfa sou precionado a cada lua cheia a caçar uma loba para emparelhar com ela, mas não é oque eu quero, pois sei que, quando minha verdadeira companheira aparecer estarei condenado ao sofrimento e quem estiver ao meu lado também. Ando impaciente estes ultimos tempos, não entendo o porquê, mas meu lobo esta ansioso, nervoso, mau humorado e muito eufórico, talvez esteja presentindo algo que eu em minha forma humana não consiguia. Espero que não seja algum problema, que eu não possa resolver.

Capítulo 2 Descobertas

Klant

A manhã Véio rápida e radiante apesar de ter tido um novo sonho, levanto da cama vou até o banheiro fazer minha higiene matinal, saiu do banho e Nete ainda está dormindo.

__ Disso que ela tinha medo, dormir e não conseguir acordar a tempo__ apoio minhas mãos na cintura envolvida na toalha de banho e com outra no cabelo pra secar. Nete esta em sono profundo, com um dos braços jogado para fora da cama roncando que chega a babar pelo cantinho da boca. O cabelo ruivo parece mais com uma juba de leão de tão esparramados que estão, a puxo pelos pés chamando-a.

__ Marinete, sua dorminhoca! Ta na hora, vamos perder o avião__ Nete se vira pro outro lado resmungando algo inaudível para mim.

Eu cansei e fui buscar meu borrifador com água que estava sobre o balcão da cozinha, volto e borrifo a água no rosto de Nete que da um salto da cama.

__ Infalível!__ dou aquele sorriso de Vitória.

__ Klant, sabia que não se pode acordar alguem assim! É perigoso___ ela me olhava com olhos arregalados, quase saltando das órbitas.

__ Você não acordava, então decidi pelo metodo que aprendi no convento! As novisas tinham o prazer de acordar às dorminhocas desta forma __ dei de ombros__ e vá logo tomar seu banho, se não vamos perder nosso vôo.

Acho que nessa hora a ficha da minha querida amiga caiu, pois saiu como um raio no mesmo instante pro banheiro. Alguns minutos depois já estavamos fora do apartamento pegando um táxi, quarenta e cinco minutos depois chegamos ao aeroporto de Brasília, toda a equipe estava la nos aguardando.

__ Aonde vocês estavam! Nós pensávamos que íamos sem vocês__ Marcos todo aflito, quando nos vê.

__ Culpa da Marinete que quase não acorda! __ já vou logo dedurando. Nete se zanga e me da língua, eu retribuo rindo logo em seguida.

__ Vão fazer o check-in e voltem o mais rapido possível__ alertou Marcos.

Fizemos o check-in e voltamos rapidamente, nosso vôo logo foi chamado, as malas conferidas e levadas para embarque. No avião fui separada de Marinete ela sentou ao lado de Marcos que estava num mal humor terrível e eu... Bem ao meu ver acertei na sorte grande, fiquei ao lado da minha paixão platônica.

Steves!

Conversamos por um bom tempo durante a viagem, ate que caí no sono e com ele... Sonhos.

Lua cheia, nossa! Como ela estava linda no céu, parecia me chamar, me enfeitiçar. Comecei a caminhar sem tirar os olhos dela ate que um arrepio me fez parar, dei uma olhada para baixo.

Uau, que queda seria!

Afastaei dois passos para trás, do alto do barranco conseguia ver facilmente o rio corre la em baixo, era como se a lua tentasse beija-ló mas estava inalcançável.

__" O quê faz aqui?" __ a voz incanssavel que sempre fazia a mesma pergunta, virei para encara-ló e encontrei um par de olhos amarelados, inegmaticos, questionantes.

__ Acorda Klant__ senti algo me sacudir então cambalheei em direção a beirada do barranco, tentei segurar em algo que não existia.

__ Naooooooo!__ acordei suada e muito assustada.

__ Você está bem?__ Steves me olhava preocupado.

__ Sim, estou bem, só foi um sonho ruim__ tento sorrir mas estava estampado na minha cara pálida, que eu precisava respirar ar puro.

__ Então vamos, pois chegamos.

As palavras de Steves foram musica para meus ouvidos. Desembarcamos em Porto Velho o sol estava escaldante. Nossa, que terra quente!, do aeroporto fomos direto para o porto aonde um barco nos aguardava.

Porto Velho com uma população de 539.354 mil habitantes, cidade pequena mais dizem ser muito rica em seus recursos naturais e o melhor, banhado pelo rio Madeira a saída pluvial da cidade. A cidade tem vários pontos turísticos bem interessantes, o Memorial Rondon, o Marechal da paz, espaço alternativo de Porto Velho, parque natural de Porto Velho, as três caixa d'água, a Estrada de Ferro madeira Mamoré e outro que não pode pesquisar. Chegamos ao Cainagua de onde sai os barcos para turismo pela margens do Rio Madeira e para fazer viagens até Manaus.

Quando chegamos a margem do rio pude ver sua grandeza e beleza, e entendi a causa de crenças ao redor deste rio. Suas águas barrentas e cheia de pedaços e as vezes até toras inteiras de madeiras, desciam com suas correntezas, ele estava em sua época mais plena, tempo das águas como os habitantes do lugar chamam. Mais específico " Inverno amazônico"

__Espero que tenham trazido galochas e capas de chuva, do contrário aconselho comprarem__ Marcos nós alertou, eu como boa pesquisadora que sou, trouxe tudo e um pouco mais. Agora Nete...

__ Aí amiga vamos na loja comigo, as galochas eu trouxe agora capa de chuva... Aiiii, Marcos poderia ter enviado uma lista no zap né__ reviro os olhos pra ela consentido

__ Vamos lá, pois nem o barco conseguiram, ainda teremos tempo__ ela me olha dando pulinhos de alegria.

A avenida Sete de Setembro era bastante sortida em várias coisas, compramos desde a capa de chuva da Nete, entre bolachas, pães e algumas frutas, para aguentar a espera da refeições do barco, comprei uma térmica e um gelo especial que deixaria meus iorgutes fresquinhos até o outro dia pois amo granola com iorgutes e castanha do Pará torrada. Nete comprou duas capa de chuva pra garantir e eu outro par de galochas.

Quando retornamos ao Porto do Cai N água, começou a cair uma serena chuva, que quase não dava de se notar, só consegui perceber por estar olhando em direção ao rio de onde Marcos vinha nos cumprimentar.

__ Compraram tudo que precisavam?

__ Sim__ afirmamos olhando uma pra outra empolgadas__ conseguiram o barco?

__ Estou terminando de resolver isso, parece que nenhum capitão quer nós levar por causa da rota, alegam ser muito perigoso nesta época do ano__ neste momento chega Estela, nossa queridinha fotógrafa, bem, do nosso líder pelo menos. Mas ela era uma boa pessoa, apesar de está nessa expedição apenas pelo prazer da companhia do Marcos.

__ Oi meninas!__ ela chega com aquele sorriso brilhante dela e simpatia inigualável, da até vergonha de tão grande.

__ oiii. Estela__ Nete e eu respondemos uníssono__ então Estela vem cá que queremos conversar com você.

Eu agarro em um dos lado do braço de Estela enquanto Nete pega ao outro, antes que ela se dipendure em Marcos e não largue mais. Estela abre e fecha a boca na direção dele mais não teve tempo.

__ Mas só um beijinho__ ela faz biquinho, se seria possível ter biquinho com aquela boca carnuda, até eu babáva naqueles lábios carnudos. Marcos segue sorrindo até prós pingos d'água que caem da chuva, sua ruiva estava aos seus olhos então estava tudo tranquilo. Às vezes eu tentava compreender a ligação forte que existia entre os dois mas era impossível pra mim. A meu parecer ele sentia ela e sempre sabia exatamente aonde encontrá-la. Sinistro. Mais achava fofo o cuidado que ele tinha com ela, a proteção e só havia uma falha, a possessividade de Marcos, Estela não reclamava... Então era saudável, difícilmente se via um sem o outro, estavam sempre juntos.

__ Então Estela, já está com todos os seus acessórios?__ Nete já saí desenfreada na entrevista.

__ Sim meninas, Marcos nunca deixa eu me esquecer de nada__ fiquei imaginando um amor que nem o dele, e me perguntei. Será que algum dia teria a oportunidade de encontrar o meu? Acho que não. É tão raro tal qual acertar no prêmio da loteria! Assim dizem as mais velhas.

Então Jhon sai do barco se direcionando a nós, meus sonhos acabam e volto a minha realidade de solteirona formada, pois se depender de homem da qualidade de Jhon tô fora.

__ Ei gatinhas, Marcos pediu para informar que o barco sai em 15 minutos__ como sempre o olhar malicioso de Jhon se sobrecai em Nete acompanhado daquele sorrisinho nojento safado dele.

O Barco logo deixou o Porto do Cai N água ele descia suavemente com as correntezas do Rio Madeira, ao longo do percurso, nos barrancos um pouco além das margens do rio, presenciamos casas e até pequenos vilarejos, crianças brincando nas águas barrentas sem medo algum do perigo que elas podem esconder. Pássaros de várias espécies voavam em bandos, duplas ou solitários, enfeitavam o céu com suas cores. E o lendário boto rosa.

Nesse momento todos se reuniram ao redor da mesa aonde Klant estava.

__ Vocês conhecem a lenda do boto rosa__ klant olhava para as águas do rio que começavam a captar os últimos raios de sol, fazendo está pergunta, uns franzira a testa e Marcos afirmou que conhecia.

__" Reza a lenda que em noite de lua cheia, específicamente em noite de festa ele emerge do rio para seduzir as jovens Virgens, ele se traja muito bem arrumado sempre de chapéu isso porquê sua transformação em humano não é totalmente completa e o chapéu serve para disfarçar as narinas do boto. Ele deitasse com a jovem que seduz e a engravida indo embora na mesma noite para o Rio, deixando a criança sem pai."

__ I, olha aí, até no mundo animal existe cafagestes!__ Jhon exclama sorrindo.

__ Então deixem eu lhes contar uma istória de verdade, real, que aconteceu comigo__ o capitão do barco aparece da escuridão assustando a todos. Nesse momento o sol já tinha se posto e as luzes do barco estavam todas acesas, o capitão encosta na beirada da mesa com seu cigarro na boca, aspira uma boa quantidade de fumaça, soltando a em seguida formando um manto, fazendo o recordar de lembranças antigas. Em sua cabeça um chapéu com abas, a barba por fazer, sombreada seus olhos vidrados na escuridão, parecendo enxergar algo a sua frente. Todos o olham com expectativa.

__ Quando eu era rapaz de meus dezenove anos, me juntei a uma caravana de caça, todo meados do mês um grupo de homens da nossa vila saíam para caçar e garantir a mistura do mês. Naquele dia o ar estava sobrecarregado, os animais pareciam estar se escondendo de algo, já tínhamos andado metade de um dia e não havíamos encontrado nada, reinava um silêncio total. O quê não era comum e nem é, pois quando isso acontece significa que a um predador muito poderoso no território, e não era nós pois até mesmo as aves encontravam se em silêncio. Continuamos nossa busca e nada, logo iria escurecer então resolvemos voltar.

Até nós dias de hoje me pergunto como me perdi?

Me afastei do grupo sem perceber e continuei andando dentro da mata, parecia estar em transe. Quando em fim percebi que estava perdido, me deparei com um lago e dentro dele dois enormes lobos se enfrentavam...

__ O Sr falou lobos, eu ouvi direito?__Jhon como sempre estraga prazer, enterrompeu a istória bem na parte emocionante.

__Sim, lobos. Nunca os tinha visto! Nem imaginava que existiam por essas florestas, tão magníficos animais.

__ E não existem Sr Carlos, pelo menos nunca foi datada__ afirma Marcos nervoso com misto ansiedade.

__ O lobo de cor caramelo parecia aprender com o lobo negro. Seu pelo era tão negro quanto o puro ébano!

Por um longo período fiquei ali parado observando os dois, eles pareciam brincar de guerreiros, enquanto um defendia o outro atacava. A água se espalhava, subia e descia molhando o pelo deles, agradeci a Deus pelo vento estar a meu favor e eu poder testemunha tamanha beleza da natureza, mas derrepente o lobo negro parou e pareceu farejar o ar olhando diretamente para dentro da floresta aonde eu estava. Saiu de dentro do lago, só então percebi sua grandiosidade, seu tamanho, ele média aproximadamente três metros de altura, tinha um porte confiante ao sair da água e se sacudir. Ele veio arisco e o outro de cor caramelo veio logo atrás, meus pés pareciam ter enrraizado no chão pois não consegui correr nem me mexer, chegaram tão próximo de mim que pude ver seus olhos amarelos a me ameaçar__ o coração de Klant bateu mais forte em seu peito quando ouviu a cor dos olhos do lobo, a pedra em sua tornozeleira começou a esquentar e brilhar__ ele rosnou e eu me apavorei conseguindo me mexer sai correndo em desespero, laguei a lanterna e a espingarda do meu pai mesmo sabendo que ia levar um baita de sermão por perder sua espingarda. Foi aí que tudo aconteceu, minha vista escureceu fiquei tonto e desmaie, quando acordei estava na minha casa e com uma baita dor de cabeça. Contei a todos o que tinha acontecido mas ninguém acreditou em mim, falaram que eu havia perdido minha razão e estava louco, deixei minha vila a procura dos lobos mas até hoje nunca mais os vi, nenhum vestígio, rastros, nada, era como se nunca existicessem.

__Mas você tem certeza que não bebeu alguns goles de cachaça?__ Steves questionou.

__ Eu nada questionei, apenas senti meu coração pulsar nós meus ouvidos, quente em um ritimo que apenas eu conhecia.

__ Seria o meu lobo?__ murmurei pra mim mesma olhando para a escuridão.

Enquanto eu vagava, todos discutiam algo que cada um acreditava, enquanto isso, nosso capitão voltou ao seu leme, outra noite que não consegui dormir.

Capítulo 3 Perdida

Na manhã seguinte atracamos próximo da margem de uma vila ribeirinha, pois o capitão tinha que entregar algumas mercadorias. Nos reonimos na mesa das refeições e abordamos todo tipo de conversa, Nete e Steves foram para terra firme queriam conhecer o lugar, eu sinceramente estava muito imprecionada com o relato do capitão decidi ficar.

Marinete

__ Uau, que lugar impressionante, simples e maravilhoso ao mesmo tempo, da vontade de fotografar tudo.

Cadê a Estela nesse momento?

Caminhei por entre as casas suspensas em vigas de toras com chão de assoalho, abaixo as galinhas siscavam em busca de pequenos insetos e minhocas. As casas foram feitas no formato de círculo, no centro dele um chapéu de palha para as reuniões féitas pelos os moradores e descendo uma trilha encontramos uma cobertura feita de palha. Com forno e um grande tacho pra se fazer farinha, recebemos essa informação de um ribeirinho morador da vila que estava lá torrando a farinha. Mas a frente encontramos uma pequena roça e vários pés de banana, cupuaçu e açaí, nativa pra ser melhor. Ficamos tão empolgados que quase fomos deixados pra traz, Steves foi na frente e eu fiquei um pouco mais atrás, tive a impressão de estar sendo observada, quase pude afirmar que vi olhos amarelados me observando de dentro da densa floresta. Tive calafrios que subiram pela minha espinha, congelando meu cérebro, sai correndo atrás de Steves aos gritos, pedindo que me esperace, quando o alcancei estava que nem um pimentão e sem fôlego.

__ Poxa Steves me deixou sozinha__ pulei nele lhe dando uns tapinhas no peito, ele por sua vez me arrastou pela cintura sorrindo. E uau! Nunca tinha visto um sorriso tão lindo que me aqueceu todo o corpo.

__ Até parece que eu iria te larga aqui sozinha__ ele se inclina e cheira meu pescoço exposto me causando calafrios. Pude jurar que nessa hora ouvi um rosnado vindo da floresta.

__ Steves vamos deixar isso pra depois né, acho melhor irmos, estou com um mal precentimento__ Steves me larga meio que aborrecido e eu agradeço, como vou explicar isso para a minha amiga, só me meto em problemas.

Antony

__ Temos que comunicar ao alfa oque aconteceu, pelo menos pegamos um deles__ Anthony apontou para o vampiro jogado no chão, amarrado com cordas especiais.

__ Vocês acham que vão conseguir alguma coisa de mim__ Ahraarara, o vampiro começa a gargalhar sem parar conseguindo se livrar das cordas sai em disparada rumo a floresta. Antony ordenou que Douglas fosse avisar o alfa, saindo em disparada com Islandy atrás do vampiro fujão.

Meu dia começou maravilhoso, pra falar a verdade a noite começou maravilhosa, tivemos alarme de invasão pela zona leste das muralhas, fui averiguar com a ajuda dos ômegas Islandy e Douglas. Perseguimos um noturno que no meu ver era muito hábil, rápido, minha sorte era ser um excelente farejador.

A noite passou rápido e o sol nasceu com raios intensos, seria mais fácil rastrea-lo já que estávamos próximos a uma vila bem afastada, eu tenho certeza que ele se escondeu lá. Olhei para o chão, de repente ergui a cabeça o focinho farejando algo diferente, um odor inebriante, irresistível tive que me policiar ao extremo para não uivar, colocaria tudo a perder. Corri o mais rápido que pude diminuindo a velocidade ao sentir o odor mais forte e intenso. Não queria acreditar!

Mas sim!

Era ela, minha companheira, finalmente depois de tantos anos em espera. Me aproximo devagar de onde ela está, fico petrificado com sua beleza, meu lobo chega a encher a boca d'água, cabelos cor do fogo compridos caiam sobre os ombros delineando até sua cintura, pele alva como a lua cheia em sua magnitude no céu. Ela pressente minha presença, olhando em minha direção. Nossa! Como é linda, e seus olhos castanhos claros grandes, se assustam ficando maiores, imediatamente ela sai correndo chamando por alguém. A acompanho por dentro da floresta e então vejo um macho humano e o pior que é um a altura, a pega pela cintura inalando seu cheiro. Perco o controle ao sentir a excitação da minha femia por ele, rosno alto, ela me escuta se assustando. Não quero que tenha medo de mim mais estou possesso de ciúmes, me tranquilizou ao ver que o macho humano fechou a cara, com algo que ela lhe falou. Então não são um casal? Mas ela se exitou com seu toque, rosno novamente a acompanhado. Um canoeiro a leva com mais dois machos até um barco que está atracado no rio, ouço o uivo de Islandy, uivo em resposta e ele vem até mim se transformando em humano eu faço o mesmo.

__Oque ouve estou te procurando a horas!__ Islandy pergunta intrigado, pós seu líder encarava com olhar de tristeza a canoa que já ia ao longe.

__ A encontrei Islandy!__ Islandy franze o cenho sem entender.

__ Quem vc encontrou?

__ Minha companheira__ Islandy arregala os olhos__ mas tem um problema, ela está naquela canoa indo em direção ao barco.

Islandy segue meu olhar, a canoa já emparelhada com o barco sem ninguém a bordo.

__ Tem certeza que é ela?__ as almas gêmeas eram raríssimas, tanto que nosso alfa a estava a procura da dele a mais de cem anos.

__ Sim, absoluta nunca confundiria seu cheiro, ele é único pra mim, chocolate com hortelã fresco, meu lobo quase enlouqueceu. Nesta hora pude visualizar o macho humano subindo no barco e pegando minha fêmea em seus braços, foi como dilacera meu coração. Não suportei Uivei tão alto e dolorido que Islandy me acompanhou em resposta, como queria dilacera aquele humano.

__ Calma Antony vamos pegá-la, não se preocupe, sua companheira já é predestinada, se está aqui é pq a lua assim quis.__ Eu estava enfurecido, o ódio correndo em minhas veias como larva de fogo puro, mas Islandy tinha razão eu precisava por meu pensamentos em ordem, eu era um estrategista nato sempre derrubava as linha de defesa do inimigo__ respira, olha nos meus olhos__ acompanhei o olhar de Islandy um olhar azul como o céu calmo, respirei e fui sentindo o coração se acalmar.

__ Ele já a largou?__ eu sentia meu lobo oscilar, as garras iam e vinham, as presas ansiando por morder aquele macho maldito.

__ Sim...__ vejo Islandy olhar para o barco, sei que é verdade pq ele da um meio sorriso de canto de boca__ ela o empurrou saindo do seu abraço.

Meu coração aquietou se dentro do peito ao ouvir o relato de Islandy, me colocando em pé transformo me calmo falando para Islandy me acompanhar. O barco zarpa e nós dois o seguimos, o noturno não sairia de seu esconderijo até o cair da noite, então nós teriamos tempo para seguir o barco e voltar, eu não perderia de vista minha companheira.

Klant

Observo a canoa emparelha com o barco, Steves sob e logo depois puxa Nete de uma forma muito íntima para seus braços, Nete por sua vez o empurra saindo zangada para nosso camarote. Vi a cena mais não me preocupei, Nete já mais me trairia e Steves não sabia dos meus sentimentos por ele era lógico ele ter uma queda por ela, já que Nete era linda, enquanto eu uma morena comum de olhos castanhos quase cor de mel, até eu

as vezes babava na beleza dela, imagina Steves, o compreendia perfeitamente. De repente um uivo estrondoso corta o silêncio que predominava no barco antes de zarpar, olho em direção ao barulho mas não vejo nada, então outro uivo se segue em resposta. Todos olham desta vez. Será que a istória do capitão era realmente verdadeira?

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022