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Spank Me, Daddy

Spank Me, Daddy

Autor:: brubsverena
Gênero: Romance
Sarah não imagina que ao ir viver com a irmã se apaixonaria pelo único homem que não pode ter. Adam é marido de sua irmã, um homem mais velho e que não deseja ter nada com a irmã mais nova de sua esposa. Porém, tudo muda após uma descoberta de uma possível infidelidade.

Capítulo 1 Bem-vinda ao novo lar, Sarah

SARAH CAMPBELL

Eu cresci em uma cidade com menos de 2.000 habitantes, cercada por montanhas e uma grande floresta ao redor, onde não tinha cinema, shopping, boate ou acesso aos direitos básicos que todo ser humano, teoricamente falando, deveria usufruir.

Como se não bastasse, fui criada por pais extremamente conservadores, religiosos e rigorosos e por esse motivo nunca fui à escola. Estudei em casa, sendo educada somente pela minha mãe, uma cristã fervorosa.

Quando completei 14 anos, perdi a minha mãe e o meu pai em um acidente grave em uma usina hidrelétrica que inundou boa parte da cidade. Muitas pessoas perderam casas, móveis, familiares, animais, e o pior, a própria vida. Foi uma verdadeira catástrofe que tomou conta de várias manchetes do país.

Eu fui uma das poucas sobreviventes. Fiquei em coma durante 18 meses e tenho certeza que sou um milagre de Deus por ter sobrevivido a uma tragédia daquela proporção mesmo que com algumas sequelas físicas e mentais.

Hoje, completa exatos seis meses que acordei e desde o dia que movi meu dedo para tocar a mão da minha irmã mais velha durante uma visita, a Katie, juntamente com o marido dela, tem tentado conseguir a minha guarda definitiva na justiça, visto que ela é minha única familiar viva que tenho conhecimento e sempre tivemos uma ligação forte.

Os dois e alguns amigos do casal fizeram várias visitas ao hospital, no qual passei meus últimos anos lutando pela minha vida, e foi uma boa experiência poder conviver com pessoas diferentes durante esse período.

Apesar de ser uma época triste para mim, porque há algumas semanas completou dois anos do trágico acidente onde perdi meus pais, hoje, eu me permito sentir um pouco de alegria pelo fato de estar indo morar definitivamente com a Katie e o Adam, seu marido.

Inclusive, neste exato momento, estou esperando na frente do hospital e ao lado Michele, a assistente social, que está me explicando tudo sobre o processo de adaptação. Ela afirmou que irá fazer visitas tanto agendadas quanto surpresas para verificar se está tudo certo e que eu poderia ligar sempre que precisasse de algo. Enquanto a mulher fala sem parar sobre meus direitos, tentando me acalmar, eu me perco nos meus próprios devaneios, imaginando em como será a minha rotina ao lado da minha irmã e do meu cunhado. Finalmente, terei a chance de viver uma vida normal? Vou poder frequentar um colégio? Ter amigos?

Só volto a realidade ao avistar Katie e Adam vindo na nossa direção.

- Hey, Sarah! - Katie falou animada e me abraçou apertado. - Eu não acredito que conseguimos sua guarda, meu Deus! Estou tão feliz! Agora, você vai ter uma vida de verdade, vai poder ir a escola, ter amigos, tudo o que uma garota precisa para crescer saudável.

- Às vezes, eu acho que você pode ler meus pensamentos - brinquei, fazendo-a soltar uma gargalhada.

Katie fugiu de casa quando tinha apenas 16 anos - exatamente a minha idade hoje em dia - e conheceu o Adam em uma boate de striptease ilegal, que a ajudou conseguir um emprego digno, acabaram se apaixonando e agora, são casados e parecem muito felizes juntos. O moreno tatuado parece ser extremamente amoroso e carinhoso com ela, apesar de, geralmente, ser mal educado com as outras pessoas ao seu redor.

- Não se preocupa que não irá faltar pretendentes para ser seu namorado também! - Minha irmã me soltou e voltou a ficar ao lado do seu marido.

- Eu não quero um namorado, Katie - disse com um sorriso sem graça e comprimentei o Adam com um aperto de mão.

Eu tenho muita vergonha quando estou perto dele e confesso que sinto até um certo medo, apesar do rapaz nunca ter me tratado mal, sempre foi muito sério e todas aquelas tatuagens espalhadas pelo seu corpo faz com que ele tenha uma cara de mau.

Sei lá, não sou muito fã de bad boys ao contrário da minha irmã que sempre se envolveu com eles.

[...]

Depois de nos despedir da Michele, fomos em direção ao carro de luxo, o qual eu não imagino qual seja o modelo, ano ou marca, pois não entendo absolutamente nada de automóveis, só afirmo que parece caro.

Ao decorrer de todo o percusso, a Katie falava empolgada sobre vários assuntos do momento, principalmente sobre o meu novo quarto, deixou claro que se eu quisesse poderia mudar a decoração e que era para eu me soltar mais perto deles. Eu apenas assentia e sorria sem jeito. A presença do seu esposo ainda me deixava bastante desconfortável.

Não pude deixar de notar que a minha irmã possuía a mesma mania que eu tenho de mexer no cabelo, só que ao contrário do meu - castanho escuro e na altura dos ombros -, o dela é loiro e longo. Sorri ao perceber que o seu amado não parava de admirar sua beleza e eu senti que ele realmente sentia algo forte por ela.

[...]

Quando chegamos no prédio onde fica o apartamento deles, eu tomei um baita susto ao ver algumas pessoas nos esperando no salão de festas do condomínio e mais ainda quando vi que o lugar estava todo decorado com balões, fitas, cartazes e até uma faixa grande escrito "Bem-vinda ao novo lar, Sarah".

Sorri abertamente, não conseguindo acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Meus olhos encheram-se de lágrimas e eu não pude deixar de demonstrar o quanto estava sentimental naquele momento.

Era a primeira vez que alguém fazia algo fofo assim para mim, afinal, os meus pais não eram muito de demonstrar sentimentos. Na verdade, eles eram frios comigo e a Katie durante toda a nossa criação. Sinto falta deles, mas não do modo como era tratada.

- Pessoal, para quem não conhece, essa é minha irmãzinha, Sarah. Sarah, esse é o pessoal - Katie me apresentou, parecendo orgulhosa de mim, deixando-me completamente corada por estar no meio de tantas pessoas que só tinha visto uma ou duas vezes no máximo e outras que eu sequer sabia quem eram.

As atenções estavam voltados para mim e aquela era uma nova experiência um tanto quanto amedrontadora para uma menina que mal falava com o pastor da igreja agora e frequentava.

- Oi, Sarah, lembra de mim? - Um homem tatuado, de cabelos castanhos claros e olhos verdes aproximou-se de mim em um determinado momento da festinha. - Eu sou o Dylan e fui te visitar algumas vezes depois que você...

- Acordei do coma - completei, sorrindo. - Pode falar com todas as letras, eu não me importo. - Dei de ombros. - E respondendo a sua pergunta: sim, eu lembro de você.

- Fico feliz que você se lembre de mim, bebê, e espero que você não se importe com outras coisas que eu tenho vontade de te dizer... - ele susurrou no meu ouvido e mordeu minha orelha, fazendo eu dar um pulo para trás. - Calma, não vou fazer nada que você não queira.

Ia mandar ele se foder, porém disfarcei ao perceber que a minha irmã estava nos encarando com os olhos semicerrados.

Ela amava o Dylan, ele era fofo, carinhoso, sorridente e extremamente simpático, ao contrário do Adam, contudo, não pareceu gostar da atitude do amigo e eu não quis causar problemas no meu primeiro dia no apartamento. Resolvi apenas me afastar e manter uma distância segura do sem noção metido a galanteador.

Quem que morde a orelha de uma garota que mal conhece?

[...]

A festa foi bem divertida, com exceção, dos olhares do Dylan na minha direção, mas o importante é que eu comi bastante doces e ganhei alguns presentes.

No final, sobrou somente o Dylan, Andrew, Peter e Brandon que ficaram jogando videogame com o Adam na sala de estar do apartamento que ficava na cobertura do prédio e esbanjava luxo.

- Vai se foder, Adam - Dylan berrou quando o dono do lugar ganhou uma partida.

Imaturo? Talvez.

Mas que sou eu para julgar?

- Vem jogar, Sarah - Andrew, o primo do Dylan, me convidou depois de me ver observando os cinco jogando.

- Eu não sei jogar, mas obrigada.

- A Sarah vivia em um mundo isolado igual a Katie antigamente - Adam debochou e logo em seguida, o Dylan dá um soco no ombro dele e a Katie repreende-o com um olhar duro.

- Olha bem o que você fala, meu amor.

- Não falei nada demais, Katie. - Revirou os olhos e voltou sua atenção ao jogo.

- Não liga, linda. O Adam é um babaca com quase todo mundo, não é nada pessoal - Dylan dá uma piscadela na minha direção.

- Eu não ligo - menti, tentando amenizar o clima chato. - De qualquer maneira, eu estou cansada e acho melhor ir para o meu quarto.

- Mas já? - o mais paquerador do quinteto lamentou.

- Já sim, mas muito obrigada por tudo que fizeram por mim, sério. Vocês não imaginam o quanto isso foi importante - agradeço com sinceridade.

- Imagina, Sarah - responderam em uníssono, menos o Adam que me olhou com cara de tédio.

- Agradeça a sua irmã, porque por mim você ficaria em um orfanato até completar 18 anos - bufou de raiva.

Automaticamente, meus olhos encheram-se de lágrimas e eu não conseguia entender de onde estava vindo todo aquele ódio. Tudo bem ele não gostar muito de mim ou não curtir tanto a minha presença no seu apartamento, porém, me maltratar na frente dos seus amigos é o cúmulo da falta de empatia.

Será que ele lembra que eu perdi meus pais e fiquei meses desacordada em um leito de hospital?

- Cala a boca, Adam. Você bebeu demais como sempre, por isso odeio quando faço qualquer celebração no nosso apartamento e tem bebida alcoólica - Katie desabafa antes de puxar a minha mão. - Vem, Sarah, vou te mostrar o seu novo quarto.

Subindo os degraus das escadas, ela pede desculpas pela atitude do marido e culpa a bebida, mas eu desconfio que não seja só por isso que ele foi escroto. Provavelmente, o Adam odeia a minha minha presença no seu apartamento e eu não posso culpá-lo. Deve ser difícil ter alguém estranho invadindo sua privacidade, só que não custava ser educado comigo na frente dos convidados.

[...]

Já havia tomado banho, vestido um pijama confortável e estava deitada lendo Harry Potter e a Pedra Filosofal - livro que os meus pais nunca deixaram eu ter acesso por acharem que era coisa do diabo -, quando a porta é bruscamente aberta e o Adam entra com uma feição furiosa, fazendo meu corpo congelar na hora e por instinto, me cubro com o lençol.

- Só vim deixar claro, mais uma vez, que eu só concordei com essa merda de adoção por causa da sua irmã, mas se você atrapalhar minha vida, eu te devolvo para rua. Ouviu, vadia? - ele aperta meu queixo entre seus dedos e eu balanço afirmativamente a minha cabeça, deixando algumas lágrimas rolarem pelo meu rosto.

Eu sabia que tinha alguma coisa de errado, mas não podia imaginar que ele me odiava ao ponto de vir me ameaçar no meio da madrugada.

- Eu não vou atrapalhar sua vida, Adam. Só quero terminar meus estudos e ir embora quando completar dezoito anos - minha voz saiu entrecortada por causa do choro.

- Não precisa se vitimizar, menina. Só estou te avisando para que nenhum de nós dois saia perdendo. - Ele me encara e por um milésimo de segundo seu olhar vai na direção dos meus lábios. - Você até que é bem gostosinha e eu não quero te machucar, então, é só ser uma boa garota.

- O quê? - Arregalo os olhos e ele sorri malicioso antes de sair do meu quarto, deixando-me atordoada com as suas palavras.

Ele deve estar em um nível de embriaguez elevado para ter falado uma coisa tão inapropriada para a própria cunhada de apenas 16 anos.

Que homem doido e doente é esse que a Katie se casou?

Capítulo 2 Brigas de Casal

SARAH CAMPBELL

As coisas ficaram extremamente esquisitas com o Adam, porque eu não conseguia olhar para a sua cara sem lembrar da madrugada que ele esteve no meu quarto, apertando meu queixo e falando que eu era gostosinha. Eu sentia nojo e medo quando estava na sua presença.

Cheguei a cogitar a hipótese de contar para a Katie o que havia acontecido, mas pensei na possibilidade dele expulsar nós duas do apartamento se a minha irmã o confrontasse e provavelmente, não teríamos para onde ir, porque embora ela tenha o seu próprio dinheiro devido ao seu trabalho, não é muita coisa se compararmos com quanto o seu marido ganha por mês

Não sei exatamente no que o Adam trabalha, porém sei que ele é bastante conhecido na cidade e assim como a sua família, é rico. Talvez por esse motivo, a Katie aguente todas as consequências de como ele age como um escroto os outros sem pedir o divórcio.

Após algumas semanas convivendo com ambos, eu continuava tentando me adaptar a minha nova realidade, sem meus pais para me dizer o que fazer 24 horas por dia, poder sair sozinha, apesar de que eu só tenha ido passear na área externa do condomínio, e estar em em uma cidade nova totalmente diferente da que eu cresci, o que é assustador.

Aqui tem prédios gigantescos no lugar das árvores e pessoas transitando de carro para ir a qualquer lugar ao invés de irem andando. Onde eu morava era tão minúsculo que até o local mais longínquo continuava sendo perto.

A Michele me ligou para saber como andava a adaptação durante os primeiros dias e eu disse que estava amando, especialmente por ter a Katie por perto. Ocultei que a parte ruim era o Adam, que vivia sendo ríspido comigo quando a minha irmã não estava por perto e me olhando torto como se eu tivesse culpa por ele ter dado em cima de mim quando estava bêbado.

Sinceramente, esse homem deve ter algum tipo de transtorno psicológico, provavelmente bipolaridade ou psicopatia, segundo o que pesquisei no Google.

O melhor que eu faço é ignorar completamente a sua existência.

[...]

Estávamos os três tomando café da manhã na cozinha do apartamento e eu como sempre, me mantinha calada na presença do Adam, evitando assim receber as respostas rudes do babaca do meu cunhado.

Eles conversavam entre si sobre assuntos relacionados aos seus trabalhos e eu, sinceramente, não entendia nada.

Em um determinado momento, a minha irmã parou de conversar com o seu marido e me encarou com um sorriso animado, me deixando confusa.

- O que foi?

- Nós vamos fazer compras mais tarde. Semana que vem, começa as suas aulas, então precisamos comprar seu material escolar e aproveitamos para comprar roupas novas - ela falou empolgada, fazendo-me sorrir ao mesmo tempo que concentrava-me em comer os ovos mexidos com bacon e ignorar o olhar de Adam em cima de mim.

- Achei que ficaríamos juntos, Katie. Hoje é a minha folga e acho que você anda esquecendo que tem marido - Adam reclamou. - A Sarah já tem 16 anos e pode se virar.

- Podemos ir outro dia ou eu posso ir sozinha - respondo rapidamente antes que aquilo torne-se uma briga entre de casal.

- Ótimo, Sarah. O nosso motorista pode te levar e buscar. - Ele sorri enquanto a Katie não parece muito feliz com a solução.

- Ela é minha irmã, a minha responsabilidade, Adam. Será que você não percebe que eu não posso ficar pedindo para os outros fazerem o que é a minha obrigação?

- Engraçado você falar em obrigações, mas esquecer de cumprir a sua na nossa cama - Adam retrucou na mesma hora e eu engasguei com um pedaço de bacon.

Apesar de ter pais conservadores, eu não era tão ingênua a ponto de não saber o que aquela frase significava, afinal a Katie me explicou o que era sexo, me ensinou a como me defender e até alguns palavrões depois que acordei do coma.

- Adam, a Sarah está na mesa. - Ela levantou-se, indo na sua direção e deu um tapa forte no seu braço. - Você estava ciente que ao adotar a Sarah teríamos novas prioridades. Eu não acredito que você está criando um caso, porque quero ficar com a minha irmã.

Adam ergueu seu corpo, ficando face a face com a sua esposa.

- Eu vou para o meu quarto. - Saio depressa da cozinha antes daquela cena piorar e vou em direção ao meu quarto.

[...]

Mesmo com a porta fechada, eu ainda escuto os dois gritando no andar de baixo e começo a chorar baixinho com o rosto enterrado no travesseiro.

A culpa era minha, eu deveria ter morrido naquele acidente junto com os meus pais. Agora, a minha irmã está brigando com o seu marido, porque tem que cuidar da inútil que não sabe sair sozinha.

[...]

- Sarah? - Ouço a Katie me chamar e bater três vezes na porta minutos depois. - Eu posso entrar?

- Pode - respondi com a voz abafada.

- Você está chorando? - Minha irmã indagou assim que entrou no quarto, senta ao meu lado e começa a acariciar as minhas costas. - Não chora, por favor. A nossa briga não é a sua culpa, se é isso que você está pensando.

- Claro que é a minha culpa.

- Claro que não é. - Ela inicia uma sessão de beijinhos por todo meu pescoço.

- Para, isso faz cócegas! - Comecei a rir.

- Promete que vai parar de chorar?

- Prometo.

Katie se dá por vencida quando levanto meu rosto, limpando as lágrimas e deita-se ao meu lado, dando um longo suspiro e fecha os olhos.

- Eu amo o Adam, Sarah, mas está cada vez mais difícil ficar perto dele - a garota disse de um fôrma tão frustada que eu sinto um aperto no coração. - Eu não sei mais o que fazer.

- Não entendo nada de relacionamentos, eu sequer beijei na boca - confesso, sentindo-me uma fracassada. - Não sei como te ajudar, nem dando conselhos, mas posso colocar um laxante na comida dele.

Minha irmã gargalha e joga um travesseiro no meu rosto.

- Só me abraça, bebê. Eu preciso da minha melhor amiga comigo.

Eu a abracei forte e ficamos assim ali até pegarmos em um sono profundo.

Capítulo 3 Nada melhor que uma garota virgem

ADAM REDWEST

Pode não parecer, porém sou muito apaixonado pela Katie e depois que brigamos pelo fato dela parecer só se preocupar com o bem-estar da Sarah, resolvi dar um tempo na casa do Dylan, porque não quis continuar a nossa discussão para não piorar a relação que já encontrava-se por um fio.

Eu e o meu melhor amigo estávamos sentados um ao lado do outro no sofá e de frente para televisão assistindo um jogo de basquete enquanto bebíamos cerveja.

- E aí, Adam? Vai querer conversar ou fingir que nada está acontecendo? - Dylan provocou depois de quase uma hora de silêncio.

- A Katie sai todos os dias para comprar algo para a Sarah ou resolver algum problema relacionado aquela menina, daí quando vou tentar transar com ela, adivinha? Está muito cansada, com dor de cabeça... - desabafo e o Dylan me olha incrédulo. - Eu não estou mentindo, cara. Aquela vadiazinha só veio atrapalhar a minha vida.

- A Sarah não tem culpa de nada, ok? Tira isso da sua cabeça. Ela só tem 16 anos e perdeu os pais há pouco tempo. Você precisa conversar com a Katie e tentar arranjar uma solução juntos e parar de culpar uma adolescente que já sofreu pra caralho - meu amigo disse com uma certa raiva e eu dei um sorriso sarcástico ao notar seu interesse na minha cunhada.

O pior era que o Dylan tem razão. A minha relação com a Katie esfriou bem antes da Sarah chegar nas nossas vidas, mas como não posso descontar as minhas frustrações na minha esposa, acabo afogando as mágoas na bebida, usando prostitutas para me satisfazer sexualmente e muitas vezes em pessoas inocentes que não tem nada a ver com os meus problemas conjugais.

- Você deveria investir na Sarah, brother - instiguei, pensando em uma solução fácil.

- Não é como se eu não tivesse interesse, só que ela é nova demais pra mim.

- E daí, cara? Em Redwest não é um problema.

- Sempre acho estranho que a nossa cidade tem o mesmo nome da sua família.

- Você deveria estar habituado com o seu melhor amigo sendo membro da família fundadora da nossa cidade - me gabei, tomando mais alguns goles da cerveja.

- Ok, senhor dono do mundo.

- Cala a boca e vê se me ajuda a resolver esse caralho de problema.

- Bom, eu posso ajudar vocês a cuidar da Sarah sempre que precisarem de um tempo a sós - afirmou, piscando um olho e com um sorriso malicioso. - Não é novidade que tenho vontade de ficar com a irmã da sua mulher, mas não quis ultrapassar os limites para não estragar a amizade que tenho com vocês.

Eu sempre soube que ele tem uma paixonite pela Sarah e apesar de nunca ter tentado nada para se aproximar da menina, já flagrei alguns olhares entre eles.

Provavelmente, ela vai sentar no pau dele antes dos 18 anos, principalmente se ela for tão precoce quanto a irmã que perdeu a virgindade antes de me conhecer.

- Não acho que você vai ter muitos obstáculos para conseguir o que tanto quer da minha cunhadinha, Dylan. - Fizemos um brinde com as garrafas de cerveja. - Vamos falar a verdade, ok? É muito mais fácil iludir uma menina mais nova do que uma adulta.

- Fala por experiência própria, né? Porque a Katie tinha 16 anos quando você começou a namorar com ela. A sorte é que na nossa cidade isso não é crime, porque em outros locais, você seria facilmente preso por pedofilia.

- Só eu, filho da puta? Você sempre correu atrás dessas garotas que ainda estão na escola também, Dylan, mas o importante é que nem eu e nem você seremos obrigados a viver na cadeia por gostar de meninas dez anos mais novas.

- Graças a Deus.

- Só toma cuidado para não magoar a Sarah ou a Katie vai surtar. - Cutuquei seu braço e ele franzi a sua testa.

- Eu não pretendo magoar ninguém, vou tratar a Sarah como uma princesa. Será que ela ainda é virgem?

- Certeza que sim. A minha cunhada não deve saber nem pagar um boquete.

- Que bom, porque verdade seja dita: nada melhor do que uma bucetinha virgem de uma novinha. Você deveria experimentar qualquer dia desses se a Katie continuar negando fogo, mas não com a Sarah, pois ela é minha.

Nego com a cabeça rindo e respondo rapidamente:

- Se um dia for experimentar transar com alguma garota inexperiente, não será com a Sarah Campbell.

[...]

Após ter passado quase o dia inteiro com o Dylan, resolvi voltar para o meu apartamento e para a minha surpresa, quando estava chegando no prédio onde moro, vejo a Katie saindo com muita pressa de um carro que me pareceu familiar e logo em seguida, um homem que eu não consigo reconhecer sair do banco de motorista e ir atrás dela.

Katie estava vestida apenas com um vestido florido até a altura do joelho e o homem trajava uma calça e uma blusa de manga cumprida com capuz, o que dificultava saber quem era ele.

Meu carro estava estacionado longe o suficiente para ninguém me ver e como já estava noite, permaneci a alguns metros sem ser notado.

Os dois começaram a discutir calorosamente como se fossem dois namorados por alguns minutos e assim que ambos pareceram se acalmar, Katie abaixou a cabeça e começou a chorar desesperadamente.

Não aguentando mais ver aquela merda de longe, resolvi descer do carro e ir até eles, entretanto, consegui dar apenas três passos e tive que parar no instante que as mãos do desconhecido alcançaram a cintura da minha esposa, puxando-a de encontro ao seu corpo e os dois beijaram-se apaixonadamente.

Eles sequer se preocuparam com o fato de estarem na frente do condomínio onde moramos e todos os moradores saberem que somos casados.

Eu não estava acreditando que Katie estava me traindo. Agora, só agora, comecei a entender o motivo dela nunca estar em casa e de me rejeitar na cama. Ela tinha outro.

Será que todo mundo sabe que estou sendo traído?

Não consigo ficar por muito tempo ali parado, vendo aquela cena nojenta, então volto para o carro sem ninguém notar a minha presença e saio dali para dar uma volta para espairecer.

Precisei ser muito frio e agir com a razão para não chegar arrebentando a cara dos dois. Sabia que se batesse nela ou nele, eu ainda sairia como errado diante de toda a cidade.

Mas uma coisa é certa: eu vou me vingar daquela vadia e irei fazer isso da pior maneira possível.

Ah, Katie. Você vai se arrepender muito de tudo que está fazendo comigo.

[...]

Ao regressar para o meu apartamento, resolvi fingir que nada aconteceu e ao encontrar Katie e Sarah preparando o jantar na cozinha, cumprimentei as duas com um beijo na bochecha e obviamente, mais nova pareceu estranhar o meu jeito repentinamente carinhoso.

Comecei a ajudar ambas e a qualquer oportunidade, passei a ficar mais perto da mais nova e percebi que a garota se arrepiou quando fiz um carinho discreto nas suas costas.

Sorri ao lembrar do que o Dylan falou sobre eu ter que experimentar uma bucetinha virgem e honestamente, teria vingança melhor do que conquistar o coração da irmãzinha da Katie e fodê-la na nossa cama?

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