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Sr. Bilionário, sua esposa abandonada voltou com quadrigêmeos

Sr. Bilionário, sua esposa abandonada voltou com quadrigêmeos

Autor:: PR
Gênero: Romance
Qual é o dia mais feliz para qualquer mulher, o dia do seu casamento, certo? Mas não foi o caso de Pamela Grayson. Ela chorou antes, durante e depois do casamento. É difícil para ela entender por que seus pais a obrigariam a se casar com um homem em coma, sem a menor probabilidade de acordar. Mas o que ela poderia fazer além de aceitar? Afinal, sua irmã havia seduzido seu noivo e estava grávida do filho dele. Mas o homem com quem se casou foi ainda mais implacável e cruel com ela do que sua própria família quando saiu do coma. Obrigou-a a interromper as gravidezes de seus bebês de barriga de aluguel, a divorciou e cortou todos os laços com ela. Mas o destino os fez se cruzarem novamente. Agora uma princesa, uma herdeira e CEO da maior empresa do continente: O que o futuro reserva para ambos e seus quadrigêmeos que Louis Hayden pensou terem sido eliminados? Uma história de destino, uma segunda chance, carma e vingança!

Capítulo 1 Capítulo 1 Prepare-se para se casar

Pamela Grayson correu para o seu quarto e fechou a porta. Ela se encostou na porta e deixou as lágrimas rolarem pelo seu rosto.

Seu choro suave se tornou alto. Ela não tinha como se aliviar desse pesadelo em que acordou.

Por que, por que sempre tem que ser ela?

Todas as experiências desagradáveis na família eram jogadas em suas costas - ou a culpavam, ou a forçavam a arcar com as consequências.

Cada prato quebrado na casa era culpa dela, cada cano que vaza, com certeza, problema seu.

Mas aquilo era o último passo. Como seus pais podiam não se importar com sua felicidade e futuro a ponto de decidirem casá-la com um homem incapacitado?

"Escute, Pamela, não temos opção senão forçá-la a este casamento. Você é nossa única esperança e não temos a quem mais recorrer..." explicou Freddie Grayson.

As palavras dele eram como agulhas, espetando o coração de Pamela. Sua mão se fechou de dor. A dor em seu coração estava machucando-a.

Não é a família a herança mais importante que alguém pode ter? Então por que a sua própria família era a fonte de toda a sua angústia?

Machucavam seus sentimentos, pisoteavam sua autoestima e, no minuto seguinte, a arrastavam para fazer a vontade deles.

"Você deve ser boazinha e fazer o que seu pai e eu decidimos para você. Nós te criamos por vinte e dois anos e te tratamos como uma princesa.

Esse é o momento de você se comportar como uma filha devota e nos fazer felizes. Você vai se casar com o jovem mestre da família Hayden..." Freya Grayson.

Freddie e Freya eram os pais de Pamela. Os mesmos que a criaram. Mesmo sendo os pais mais mesquinhos que uma criança poderia ter, Pamela não tinha mais ninguém para chamar de família.

Pamela limbou o nariz e apertou os olhos. Sua mãe realmente tinha dito que a tratavam como princesa?

Sua realidade não era pior que a de uma empregada? Pelo menos uma empregada teria direito a uma refeição depois de cozinhar e folgas para cuidar de si.

Mas ela, não. Vivia no menor quarto da casa e dormia em uma cama estreita, que mal permitia que ela virasse de lado sem medo de cair.

Ela era a filha mais velha, mas Emma vivia com muito mais conforto e regalias. Enquanto Pamela fazia todas as tarefas domésticas, Emma ficava deitada no sofá, comentando sobre as últimas fofocas das redes sociais.

A verdadeira princesa da casa não era ela - era Emma. Pamela era a serva, e Emma, a rainha - mais mandona que qualquer princesa de conto de fadas.

Pamela precisava trabalhar meio período para pagar sua faculdade, enquanto seus pais faziam de tudo para dar à irmã tudo o que ela pedia - e até o que não pedia.

Ela não sentia inveja da irmã, mas queria também ser tratada como parte da família - como a filha mais velha que era.

Mas agora, logo após formar-se na faculdade e sonhar em conseguir um emprego decente, eles a chamaram e exigiram que se casasse com Louis Hayden.

Sem considerar sua felicidade e opinião, marcaram o casamento para a manhã seguinte. Ela foi informada há poucos minutos só para se preparar e ser uma noiva obediente no dia seguinte.

E ainda diziam que a tratavam como princesa?Princesa do reino Grayson, ela pensava.

"Prepare-se, em uma hora, os pais de Louis Hayden estarão aqui", declarou Freya, e o coração de Pamela quase parou.

Leah e Ellis Hayden viriam visitá-los? Ela sentiu as pernas fraquejarem e se deixou cair de joelhos.

Ela começou a chorar de novo. Vai ser casada com um homem por quem não tem nenhum sentimento. Para não dizer mais, o noivo estava em coma.

Louis Hayden é o empresário mais rico de Oak City. Ele era o melhor e mais rico até três meses atrás, quando sofreu um acidente que o deixou em coma.

E agora, seus pais queriam obrigá-la a casar com um homem que talvez nunca acordasse.

Nenhum pai empurraria sua filha para um casamento assim, a não ser o casal Grayson.

Uma hora depois, Pamela foi trazida de volta à realidade pelo som de uma buzina de carro. Ela se levantou do chão e foi ao banheiro. Não demorou muito para que ouvisse sua mãe batendo na porta e ordenando que a abrisse imediatamente.

"Pamela, você não vai nos envergonhar, vai? Então saia e cumprimente seus futuros sogros," tentou persuadir Freya Grayson.

Dessa vez, Pamela não encontrou forças para chorar mais, nem para responder à sua mãe. Ela enxugou suas lágrimas, mas quanto mais tentava, mais elas escorriam por seu rosto. O que os Hayden tinham vindo fazer? Finalizar o plano que tinham com seus pais gananciosos, às custas de sua felicidade?

"Saia logo, Pamela. Você deveria se vestir com sua melhor roupa e se mostrar como a nora ideal..." Freya estava tentando convencer Pamela quando esta a interrompeu.

"Eu não quero conhecer ninguém e também não estou interessada no seu casamento arranjado. Seria melhor se você contasse isso aos seus amigos ou, ainda melhor, casasse a Emma," declarou Pamela.

Pamela finalmente encontrou sua voz para refutar a mãe. Estava chocada e decepcionada com os pais. Seu próprio casamento, marcado em menos de 24 horas, e ela fora a última a saber.

Freya ficou confusa. Como essa garotinha ousava recusar a oferta generosa de casá-la com uma família tão influente? Ela deveria estar agradecendo em vez de ser ingrata. Se não fossem os bilhões que receberia, ela não teria apoiado a união em primeiro lugar.

"Se você ousar dizer não, eu vou expor a verdade..." Freya estava prestes a revelar tudo quando Freddie apareceu no momento certo.

"O que você ia dizer, Freya?" perguntou Freddie, semicerrando os olhos e tentando ao máximo manter a calma.

Capítulo 2 Capítulo 2 Filha inculta

Pamela paralisou. Queria ouvir onde a frase da mãe iria parar, mas foi interrompida novamente. Por que seu pai sempre a interrompia? Já tinha perdido as contas de quantas vezes a mãe começava aquela frase, e ele sempre cortava.

E, mais uma vez, ele o fez. Sempre a interrompia justo quando Pamela estava quase a entender. Pelo amor de Deus, ela só queria saber o que a mãe tanto tentava dizer.

Logo, ouviu os pais sussurrando baixinho antes que o som de seus passos se dissipasse.

Freya voltou para a sala com um sorriso falso. "Desculpem-nos pelo atraso. Minha filha estava com uma dor de cabeça forte e precisou tomar um remédio. Não vai conseguir descer. Peço desculpas em nome dela. Ela está muito ansiosa para se casar com o jovem mestre amanhã", mentiu Freya.

Leah e Ellis Hayden trocaram um olhar. Era mais fácil enxergar a mentira nas palavras dela do que enxergar o próprio reflexo no espelho.

O casal assentiu com educação, ainda pensando no que dizer, quando Emma falou:

"Espero que você não esteja mentindo, mãe. Você é uma mentirosa de carteirinha e faria de tudo para tampar as furadas da minha irmã", disse Emma, sentada no sofá com uma perna em cima da mesa de centro, estourando chicletes sem a menor cerimônia.

Freya deu vontade de dar um beliscão bem dado na orelha da filha. Sorriu forçadamente e respondeu: "Não estou mentindo, querida. Sua irmã realmente está descansando."

Freddie desviou o olhar. Que tipo de filha era aquela? Como ousava falar assim com a mãe na frente de visitas?

"Tanto faz. Ou você tá mentindo ou ela se recusou a casar. Não tô nem aí pra vocês, suas dramáticas", concluiu Emma, pôs os fones e começou a cantarolar.

Leah e Ellis ficaram sem reação. Trocaram uma olhadinha rápida e ficaram em silêncio. O clima ficou pesado, e ninguém disse nada por um tempo.

"Hum... Vou dizer a ela que vocês não se importaram. E, aliás, ficaria muito grata se o cortejo nupcial chegasse cedo amanhã para ajustarmos os últimos detalhes...", disse Freya, inventando sobre a hora.

"É... claro", Leah gaguejou.

Ela segurou a mão de Ellis para disfarçar o desconforto. Estava conhecendo a família Grayson pela primeira vez, e a impressão não estava nada boa.

Eles haviam conseguido o acordo por meio do irmão de Freya, que trabalhava como mordomo na mansão dos Hayden. Ele ouvira a discussão sobre a necessidade de um casamento para acalmar os investidores e sugeriu a família da cunhada.

Foi orientado a procurar uma moça de família respeitável, mas essa tal família Grayson não parecia nem um pouco respeitável.

Ellis apertou a mão trêmula da esposa com suavidade, transmitindo calma.

O casal se levantou para ir embora, mas parou para uma última pergunta:

"Sua filha realmente quer se casar com meu filho nesse estado?", perguntou Leah.

"Sim, sim! Ela está superanimada!" Freya respondeu rápido demais, antes mesmo de Leah terminar.

Leah olhou para o marido e suspirou baixinho. Não imaginava que fossem pessoas tão insuportáveis.

"Vocês disseram a ela que Louis não tem condições de ser um marido de verdade?" Ellis questionou.

"Sim, ela sabe que o jovem mestre não está bem...", Freddie começou, mas Freya o interrompeu.

"Ela já sabe que o Louis está em coma e pode nunca mais acordar. E mesmo assim topou o casamento...", Freya ia detalhar ainda mais quando Freddie a interrompeu, com a voz mais firme.

Como Freya podia ser tão insensível? Leah já estava pálida.

Nenhum pai gostaria de ouvir aquilo. Ela estava praticamente amaldiçoando o filho deles?

Freddie olhou para o casal visivelmente abalado e juntou as mãos.

"Ela está ciente de tudo, e temos fé que o jovem mestre vai melhorar em breve", explicou com respeito.

Leah assentiu com os olhos cheios d'água e saiu rápido. Mal conseguia segurar o choro. Ellis resmungou algumas palavras de despedida e seguiu a esposa, envolvendo-a com o braço e levando-a de volta ao carro.

"Você ouviu o que aquela mulher disse sobre o Louis? Ela já dá como certa que ele nunca vai acordar..." Leah soltou a frase no ar, a voz embargada.

"Louis vai ficar bem. Jamais imaginei que ela fosse tão grosseira", Ellis acalmou a esposa. Deixou que ela encostasse a cabeça em seu peito e acariciou suas costas. Nada disso estaria acontecendo se não fosse o acidente...

"Que tipo de mulher você é, Freya? Precisa mesmo ser tão cruel na frente dos outros?" Freddie cobrou quando ela o interrompeu com aspereza.

"Ah, poupa!" ela gritou e lançou um olhar de fogo. "É melhor você ir falar com aquela sua filha e avisar que amanhã cedo ela se arruma para o casamento. Ela pode ter fingido que não veio hoje, mas amanhã não vai ter como escapar. Se ela der mais um pio, eu amarro ela e levo como um pacote para o altar!" declarou Freya.

Seu rosto estava vermelho, e ela respirava fundo para não explodir. Freddie teve vontade de estrangulá-la. Encarou-a com raiva antes de virar as costas e ir para o escritório.

Freya viu o marido indo embora e rosnou entre os dentes. Ela sempre guardou o segredo dele, e em troca, ele a deixava criar Pamela do jeito que bem entendia.

"Vou ver meu namorado, mãe!" Emma anunciou e saiu batendo a porta, sem esperar resposta.

Pouco antes de Leah e Ellis chegarem em casa, Leah perguntou:

"Acha mesmo que casar nosso Louis com a filha mais velha dos Grayson é a decisão certa?"

Capítulo 3 Capítulo 3 Uma cena feia

Ellis tentou evitar aquele pensamento insistente. Mas agora sua esposa lhe fazia a mesma pergunta que ele não queria admitir em seus pensamentos. Ele desviou o olhar; Leah e ele tinham pensado na melhor maneira de preservar as propriedades e bens da família, na esperança de que Louis eventualmente saísse do coma e se recuperasse.

"Que opção nos resta?" Ellis respondeu num tom que deixava claro o quanto estava angustiado. Eles precisavam fazer isso por Louis, tomar essa decisão no lugar dele, apesar de saber que ele talvez não aprovaria quando acordasse. Estavam entre a cruz e a espada. O casamento precisava acontecer, era necessário para manter todo o legado de Louis intacto até que ele se recuperasse.

"Podemos encontrar outra noiva, de uma família verdadeiramente respeitável e não essa família Grayson. A mãe dela me pareceu tão vulgar..." sugeriu Leah, erguendo a cabeça e olhando nos olhos do marido.

"Não conhecemos a garota. Ela pode ser um lírio branco que cresceu no meio do lodo" respondeu Ellis, olhando pela janela do carro, enquanto disfarçava as lágrimas.

Enquanto isso, Pamela tinha pensado em várias formas de escapar dessa união. Ela aguardava ansiosamente a resposta do amigo. Lucas Wright era o amigo de Pamela e o único homem que ela amava. Quando seus pais falaram sobre o casamento com o jovem mestre da família Hayden, a primeira pessoa em que pensou foi Lucas Wright.

Eles estavam juntos há três anos, e ele sempre fora seu apoio, sempre cuidando bem dela. Lucas já era como da família e frequentemente a aconselhava a ser paciente com as atitudes dos pais. Ele sempre a tranquilizava de que tudo ficaria bem.

Nos piores momentos, quando sua mãe gritava com ela, exigindo que trabalhasse mais e, em vez de valorizar seu esforço, só reclamava dizendo que ela nunca fazia nada direito, Lucas estava ao seu lado, fazendo ela rir mesmo triste. Ela o amava tanto quanto ele a amava. Ele certamente encontraria uma maneira de livrá-la desse casamento arranjado.

Como ele não atendia ao telefone, nem respondia suas mensagens, Pamela resolveu visitá-lo naquela noite. Iriam fugir para algum lugar onde pudessem ser felizes juntos.

Pamela saiu de fininho de casa, usando a porta dos fundos para não ser vista. Correu o mais rápido que pôde em direção ao portão.

Mal saiu e, por sorte, flagrou um táxi. Entrou rápido, insistindo com o motorista para ir com urgência, aliviada por ninguém tê-la visto sair.

Isso a favorecia. Antes que alguém percebesse que ela tinha saído, já estaria longe ao lado de Lucas.

Depois de trinta minutos de viagem - que para ela pareceram uma eternidade - chegou ao apartamento de Lucas.

Saltou do táxi e entrou rapidamente no elevador. Sentiu um alívio enorme por finalmente ter chegado.

Respirou fundo. Fugir do casamento... que alívio! Ela sabia que ficaria bem, assim que estivesse com Lucas. Ele sempre dava um jeito.

Chegou ao andar e tentou girar a maçaneta, mas a porta abriu facilmente, sem que ela precisasse forceçar.

"Será que Lucas está com alguém?" pensou. Entrou e deixou a porta entreaberta.

Mas a sala estava vazia. Estranhou: por que Lucas deixaria a porta aberta se não estava na sala?

"De qualquer forma, ele pode estar na cozinha fazendo um lanche ou no quarto." Ela precisava falar com ele urgentemente.

Mal havia dado alguns passos em direção ao quarto quando ouviu vozes baixas e ofegantes. Parou e prestou atenção.

O som que ouvia não era de conversa, mas algo entre gemidos e suspiros. Ouviu gemidos vindo do quarto e se aproximou em silêncio.

"...ah... ah... me come mais gostoso... ah... Lu...cas... você é demais..."

As pernas de Pamela tremeram. Na verdade, seu corpo inteiro parecia flutuar, e ela quase caiu, precisando se apoiar na parede.

Reconheceu a voz imediatamente. Mesmo no sono, saberia de quem era aquela voz.

Seu coração batia forte. Não, mesmo que fosse ela, não podia estar transando com Lucas. Lucas era só dela e a amava muito. Tinha que ser outra pessoa recebendo aquela foda.

Respirou fundo e decidiu confirmar com os próprios olhos. Chegou à porta e a empurrou devagar; assim como a porta da frente, estava entreaberta. Nem precisou avançar para vê-los, estavam bem à sua frente. Diante de seus olhos, dois corpos se entrelaçavam sobre a cama.

Não, já não estava mais debaixo das cobertas. Estavam tão intensos que as cobertas haviam sido jogadas no chão. A mulher estava por baixo e o homem a penetrando com força.

A perna esquerda da mulher estava erguida, e o homem se movia dentro dela em ritmo acelerado. Seu coração quase parou. O homem não era outro senão Lucas, seu namorado, seu amigo e o único homem que ela amava com toda a força.

Se alguém a traísse, ela até esperaria de pessoas como Emma e Freya. Mas não de Lucas. Ele conhecia sua dor, entendia seu sofrimento e sempre lhe dera colo. Ele era seu porto seguro nos momentos difíceis.

Mas ver seu corpo nu e seus quadris bombando em cima de sua irmã era a pior cena que seus olhos já viram. Lucas Wright, seu namorado, e sua irmã Emma Grayson, se amando e ainda por cima gemendo sem vergonha.

Não soube quando as lágrimas caíram, mas percebeu quando sentiu o aperto no peito. O que fazer agora? Entrar e jogar um vaso na cabeça de Lucas ou simplesmente ir embora e fingir que não viu nada?

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