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Sua Decepção, o Destino Dela em Londres

Sua Decepção, o Destino Dela em Londres

Autor:: Xin Ning
Gênero: Romance
A vaga está te esperando há três anos, Elisa. É só dizer sim. A voz no telefone era calma, profunda e familiar. Era Heitor Montenegro, seu antigo mentor, agora um arquiteto de renome mundial. Uma hora antes, ela havia assinado os papéis para que seu irmão mais novo, Caio, fosse transferido para os cuidados paliativos. O tratamento experimental que poderia salvá-lo exigia um depósito de duzentos e cinquenta mil reais que ela não tinha. Suas economias tinham acabado, e sua empresa, construída do zero com seu namorado, Breno Vargas, era um sucesso, mas ele a havia bloqueado de todas as contas. Quando ela se levantou para penhorar seu relógio Rolex, uma comoção explodiu. Breno irrompeu pelas portas, amparando Daniela Chaves, que se queixava dramaticamente de um tornozelo torcido. Ele nem sequer olhou na direção dela. Ele a viu, a puxou para dentro de um almoxarifado e sibilou: "O que você está fazendo aqui? Isso tudo faz parte do plano. Estou fazendo ela pensar que venceu." Ele enfiou dois mil reais na mão dela, dizendo para ela sair antes que Daniela a visse. Ele achava que ela estava ali por dinheiro, por uma merreca. Ela deixou as notas caírem no chão. Ele era tão bom em mentir, em atuar. Ele não via sua dor, seu luto, apenas um inconveniente para seu grande esquema. Tinha acabado. Ela soube com uma certeza que era ao mesmo tempo aterrorizante e libertadora. Era hora de ir para Curitiba.

Capítulo 1

A vaga está te esperando há três anos, Elisa. É só dizer sim.

A voz no telefone era calma, profunda e familiar. Era Heitor Montenegro, seu antigo mentor, agora um arquiteto de renome mundial.

Uma hora antes, ela havia assinado os papéis para que seu irmão mais novo, Caio, fosse transferido para os cuidados paliativos. O tratamento experimental que poderia salvá-lo exigia um depósito de duzentos e cinquenta mil reais que ela não tinha. Suas economias tinham acabado, e sua empresa, construída do zero com seu namorado, Breno Vargas, era um sucesso, mas ele a havia bloqueado de todas as contas.

Quando ela se levantou para penhorar seu relógio Rolex, uma comoção explodiu. Breno irrompeu pelas portas, amparando Daniela Chaves, que se queixava dramaticamente de um tornozelo torcido. Ele nem sequer olhou na direção dela.

Ele a viu, a puxou para dentro de um almoxarifado e sibilou: "O que você está fazendo aqui? Isso tudo faz parte do plano. Estou fazendo ela pensar que venceu." Ele enfiou dois mil reais na mão dela, dizendo para ela sair antes que Daniela a visse.

Ele achava que ela estava ali por dinheiro, por uma merreca. Ela deixou as notas caírem no chão. Ele era tão bom em mentir, em atuar. Ele não via sua dor, seu luto, apenas um inconveniente para seu grande esquema.

Tinha acabado. Ela soube com uma certeza que era ao mesmo tempo aterrorizante e libertadora. Era hora de ir para Curitiba.

Capítulo 1

- A vaga está te esperando há três anos, Elisa. É só dizer sim.

A voz no telefone era calma e profunda, um som familiar de outra vida. Heitor Montenegro. Seu mentor da pós-graduação. Agora, um arquiteto de renome mundial em Curitiba.

- Todo mundo no escritório de Curitiba sabe o seu nome. Eles acham que sou louco por manter uma vaga de sócia sênior aberta para uma aluna que não vejo há sete anos.

Elisa Magalhães encostou a cabeça na parede fria e estéril da sala de espera do hospital.

- Eu aceito - disse ela, com a voz vazia.

Ela desligou o telefone.

O silêncio do corredor era pesado, quebrado apenas pelo bipe rítmico e distante de uma máquina.

Uma hora atrás, ela havia assinado os papéis. Caio, seu irmão mais novo, estava sendo transferido para os cuidados paliativos.

O tratamento experimental que poderia tê-lo salvo exigia um depósito de duzentos e cinquenta mil reais. Ela não tinha. Suas economias tinham acabado, gastas nos ciclos intermináveis de tratamentos convencionais que haviam falhado.

Sua empresa, o escritório que ela construiu do zero com seu namorado, Breno Vargas, era um sucesso. Mas sua parte nos lucros era intocável. Breno a havia bloqueado das contas. Ele disse que era temporário, uma jogada de negócios. Ele dizia muitas coisas.

Ela havia sido afastada dos amigos e até mesmo de sua própria família, que pensava que ela estava vivendo uma vida perfeita em São Paulo com seu parceiro brilhante e bem-sucedido. Eles não sabiam que ela estava sozinha.

Ela havia tentado de tudo para conseguir o dinheiro. Empréstimos foram negados. Amigos com quem não falava há anos não atendiam o telefone. Seu mundo havia encolhido para essa única e desesperada necessidade.

Seu polegar traçou o metal frio do relógio em seu pulso. Um Rolex. Um presente de Breno em seu quinto aniversário. Ele havia dito que era um investimento, um símbolo do futuro deles.

Seu valor real deveria ser uma rede de segurança. Agora, era apenas um lembrete de uma promessa que não significava nada.

Ela já havia verificado online. Uma avaliação rápida oferecia quarenta mil reais. Era uma piada cruel. O suficiente para mais algumas semanas de medicação inútil, mas nem de perto os duzentos e cinquenta mil que salvariam uma vida.

Ainda assim, era alguma coisa. Ela respirou fundo, pronta para encontrar uma casa de penhores, pronta para fazer qualquer coisa.

Quando se levantou para sair, uma comoção explodiu no final do corredor. Um homem irrompeu pelas portas, uma mulher agarrada ao seu braço.

O sangue de Elisa gelou. Era Breno. E com ele, Daniela Chaves.

A tela do celular de Elisa, que ela ainda segurava, se estilhaçou ao atingir o piso de linóleo polido. Ela havia sido esbarrada por uma enfermeira que corria em direção ao barulho.

Breno nem sequer olhou em sua direção. Todo o seu foco estava em Daniela, que se queixava dramaticamente sobre o tornozelo torcido. Ele a amparava como se ela fosse feita de vidro, seu rosto uma máscara de preocupação.

- A do tornozelo torcido ganha toda a atenção - uma mulher sentada perto murmurou para o marido. - É sempre assim. Um draminha e você consegue tudo.

Elisa rapidamente se abaixou para pegar seu celular quebrado, escondendo o rosto. Ela não podia deixar que a vissem ali. Não daquele jeito.

Mas era tarde demais. Breno, depois de acomodar Daniela com uma enfermeira, a avistou. Seu rosto mudou. Ele caminhou até ela e agarrou seu braço, puxando-a para um almoxarifado vazio.

- O que você está fazendo aqui? - ele sibilou, a voz baixa e urgente.

- E por que você está com ela? - ele acrescentou, seus olhos dardejando em direção ao corredor. - Eu te disse, isso tudo faz parte do plano. Estou fazendo ela pensar que venceu.

Ele pegou a carteira e tirou algumas notas, enfiando-as na mão dela. Dois mil reais.

- Vai. Sai daqui antes que ela te veja. Isso vai estragar tudo. Apenas confie em mim.

Elisa olhou para as notas amassadas em sua palma. Ele achava que ela estava ali por dinheiro. Por uma merreca.

Uma risada amarga quase escapou de seus lábios. Ela estava no mesmo hospital onde seu irmão estava morrendo por causa desse homem, e ele estava lhe dando dinheiro para calar a boca.

Ela não disse nada. Apenas abriu a mão e deixou os dois mil reais caírem no chão.

Os olhos de Breno se arregalaram, um lampejo de confusão cruzando seu rosto. Ele estava acostumado à sua obediência, à sua compreensão silenciosa.

- Elisa, não seja difícil - disse ele, sua voz suavizando para o tom manipulador que ele usava quando queria algo. - Só mais um pouco. Estou prestes a fechar o negócio. A cobertura está quase nossa.

A cobertura. O plano. O futuro deles. Tudo parecia uma história da vida de outra pessoa.

Ela não sentia nada. A parte dela que podia sentir traição já havia sido arrancada. A parte que podia sentir esperança estava com Caio em um quarto no final do corredor, desaparecendo a cada bipe do monitor.

Ela havia perdido tudo. A empresa que co-fundou. O homem que amava. Sua família, para quem não suportava contar a verdade.

E agora, Caio.

Ela viu claramente então. O Breno que ela amava não existia mais. Talvez nunca tivesse existido.

A porta do almoxarifado rangeu ao se abrir, e uma enfermeira espiou.

- Com licença, vocês estão com a paciente que acabou de chegar?

Breno deu um pulo, assustado. Ele olhou para Elisa, seus olhos suplicantes.

Ele respondeu à enfermeira, sua voz suave e charmosa novamente.

- Sim, essa é minha... colega. Ela está bem?

Ele era tão bom nisso. Mentir. Atuar.

A voz de Daniela ecoou pelo corredor, um grito estridente e exigente.

- Breno! Onde você está?

Breno agarrou os ombros de Elisa.

- Vá para casa. Eu te ligo mais tarde. A gente resolve isso.

Ele olhou para ela, esperando que ela assentisse, que aceitasse sua história, que fosse a namorada boa e paciente que sempre fora.

Mas Elisa apenas o encarou de volta, seus olhos vazios.

Ele não via a dor. Ele não via o luto. Ele só via um inconveniente para seu grande esquema.

Ele a soltou e saiu correndo do almoxarifado, seus passos ecoando enquanto ele corria de volta para Daniela.

Elisa ficou sozinha na penumbra, o cheiro de antisséptico enchendo seus pulmões.

Ela se abaixou lentamente, não para pegar o dinheiro, mas para limpar o toque de Breno de seus braços.

Tinha acabado. Ela soube com uma certeza que era ao mesmo tempo aterrorizante e libertadora.

Era hora de ir para Curitiba.

Capítulo 2

Dois dias depois, a transferência para a clínica de cuidados paliativos estava completa. Caio estava estável, por enquanto. A palavra parecia uma mentira.

Elisa estava no apartamento que um dia dividiu com Breno, um fantasma em sua própria casa. O espaço estava cheio de sete anos de memórias, agora todas manchadas.

Uma mensagem curta de Breno havia chegado naquela manhã: "Conferência em Campinas. Volto amanhã. Se comporte."

Ela respondeu com uma única palavra: "Ok." Era mais fácil do que lutar.

Ela já havia enviado seu e-mail de demissão para o RH da empresa. Não houve resposta. Ela não se surpreendeu. Breno controlava tudo.

Ela começou a fazer as malas. Sua vida, ao que parecia, cabia em uma mala grande e uma de mão. Desenhos de arquitetura, alguns livros queridos, roupas. O resto eram apenas coisas, coisas que pertenciam a uma vida que ela não reconhecia mais.

De repente, uma chave girou na fechadura. Era a assistente de Breno, uma jovem chamada Clara que sempre fora mais leal a ele do que à empresa.

- Elisa - disse Clara, seu tom profissional, mas frio. - Breno precisa de você. Venha comigo.

Os olhos de Clara piscaram para a mala semi-pronta no chão.

- Indo a algum lugar?

Antes que Elisa pudesse responder, Clara agarrou seu braço. Não adiantava resistir. Ela foi puxada para fora do apartamento e para um carro preto que esperava na calçada.

Eles dirigiram até um arranha-céu reluzente na região da Avenida Paulista. Um elevador privativo os levou direto para a cobertura.

As portas se abriram para um espaço vasto e vazio. Janelas do chão ao teto revelavam uma vista deslumbrante da cidade. Este era o projeto com o qual Breno estivera obcecado no último ano.

Clara a levou a um quarto onde uma arara de roupas de grife e uma maquiadora a esperavam.

- Deixe-a pronta - instruiu Clara, e depois saiu.

Uma hora depois, Elisa estava vestida com um elegante vestido de seda, seu rosto uma máscara de maquiagem. Ela se sentia como uma boneca, oca e manipulada.

Breno apareceu, um sorriso triunfante no rosto. Ele a abraçou por trás, puxando-a contra ele.

- Olhe só, meu amor. O nosso futuro.

Ela encarou seu reflexo na janela, a mente entorpecida. Pensou em Caio, deitado em um quarto estéril, a vista de sua janela uma parede de tijolos.

- Cadê o relógio? - A voz de Breno era um murmúrio baixo contra sua orelha. Ele notou a ausência em seu pulso. - Não me diga que você o perdeu.

- Este é o ato final - ele continuou, ignorando o silêncio dela. - A festa é hoje à noite. Vou dar à Daniela a celebração de 'lançamento do projeto' dela. Bem aqui. Na frente de todo mundo, vou fazê-la acreditar que tudo isso é para ela.

Ele a girou, seus olhos brilhando com uma luz febril.

- E então, quando ela estiver no auge de sua glória, vou demiti-la. Vou expô-la como a fraude que ela é. Será perfeito.

Ele falou sobre o futuro deles, sobre os filhos que teriam naquele palácio vazio. Ele até mencionou Caio, como ele teria o melhor quarto, os melhores médicos.

As palavras eram como agulhas em seu coração. Caio, que não conseguia nem abrir os olhos. Caio, que nunca veria essa vista.

Ela se lembrou da última visita de Caio ao antigo apartamento deles, antes de ele ficar doente demais. Ele se sentou na pequena varanda, olhando para a fresta de céu entre os prédios. Ele havia dito a Breno: "Você é o melhor irmão mais velho do mundo."

Breno havia lhe prometido uma vista de verdade um dia. Uma vista como esta.

O sonho estava morto. Morreu no momento em que Breno escolheu seu jogo em vez da vida de Caio.

- Breno, eu... - ela começou, as palavras presas na garganta.

Antes que ela pudesse terminar, as portas do elevador se abriram com um estrondo.

Daniela Chaves entrou furiosa, o rosto uma nuvem de fúria.

- Então essa é a sua 'reunião de negócios'?

Breno congelou, seu sorriso confiante desaparecendo. Ele parecia genuinamente chocado.

Os olhos de Daniela estavam selvagens.

- Você achou que podia me enganar? Acha que sou estúpida?

Ela arrancou as chaves do carro da empresa de sua bolsa e as atirou em Breno. Elas caíram inofensivamente no chão de mármore.

Então ela se virou para Elisa. Arrancou o crachá de Vice-Presidente de seu próprio paletó e o atirou diretamente no rosto de Elisa. O canto afiado de plástico cortou sua bochecha.

Uma única gota de sangue brotou e escorreu por sua pele.

Mas Breno não estava olhando para ela. Ele não estava correndo para o seu lado.

Seus olhos estavam fixos em Daniela.

E em sua expressão, Elisa viu a mesma pena de coração partido, a mesma ternura dolorida que ele costumava dar apenas a ela.

Ele a olhara daquele jeito quando a mãe dela morreu. Ele a olhara daquele jeito quando Caio foi diagnosticado pela primeira vez.

Agora, aquele olhar era para outra mulher. A mulher que acabara de agredi-la.

Daniela, vendo a reação dele, soltou um soluço engasgado. Sua raiva se dissolveu em uma exibição teatral de dor.

- Não acredito que você faria isso comigo, Breno.

Ela tropeçou dramaticamente, agarrando o peito.

Breno correu para o lado dela, segurando-a antes que ela pudesse cair.

- Daniela, não é o que você está pensando.

Ela o empurrou fracamente.

- Não me toque.

Elisa tentou falar, explicar que Clara a trouxera até ali, que não fora ideia dela.

- Breno, eu não...

- Cala a boca, Elisa! - Breno rosnou, seus olhos faiscando com uma frieza que ela nunca tinha visto antes. - Apenas fique fora disso.

Seu corpo estava rígido, sua mente completamente consumida pela mulher chorando à sua frente.

Elisa ficou paralisada, uma única gota de sangue na bochecha, o coração um bloco de gelo no peito.

Capítulo 3

Breno correu atrás de Daniela, sua voz um murmúrio desesperado enquanto a seguia para o elevador. As portas se fecharam, deixando Elisa sozinha na cobertura cavernosa.

Uma assistente de maquiagem correu com um lenço de papel.

- Senhorita Magalhães, você está sangrando.

Elisa a dispensou com um aceno. Caminhou até a janela e tocou a bochecha, seus dedos voltando vermelhos.

Ela pegou o celular. A tela ainda estava estilhaçada, mas funcionava. Abriu seu e-mail e encaminhou sua carta de demissão diretamente para o endereço pessoal de Breno.

O assunto era simples: Demissão.

O corpo era ainda mais simples: Eu me demito.

Menos de um minuto depois, uma notificação apareceu. E-mail lido. E então, outra. Uma mensagem automática do RH. Sua demissão foi processada. Seu último dia é hoje.

Ele deve ter aprovado do celular no elevador. Era tão fácil assim para ele deixá-la ir.

Ela tirou o vestido de seda e vestiu suas próprias roupas simples. Deixou o vestido amontoado no chão.

Foi ao escritório para pegar o resto de suas coisas. Era um sábado, mas o andar de design estava movimentado. Os sussurros começaram no momento em que ela entrou.

- É ela. A que o Breno largou.

- Ouvi dizer que a Daniela é a nova vice-presidente. Vai ficar com a sala da Elisa.

Ela se lembrou de todas as vezes que cobriu Breno, trabalhou até tarde para terminar suas propostas, sacrificou seus próprios projetos pelo "sonho compartilhado" deles. Não significava nada.

Ignorou os sorrisos de escárnio e foi para sua mesa. Sua placa de identificação já havia sumido.

Enquanto embalava sua última caixa, ela rolou o feed do Instagram. Uma nova postagem de Daniela.

Era uma foto da mão dela entrelaçada com a de Breno. A legenda dizia: "Ele disse que começou como um jogo, mas o coração dele sempre soube a verdade."

O Rolex era claramente visível no pulso de Breno.

A postagem havia sido curtida por metade de seus colegas.

Até a própria conta de Breno havia curtido.

Elisa sentiu uma estranha sensação de calma. Não havia mais esperança a ser esmagada. Havia apenas a verdade fria e dura.

Ela levou sua caixa para casa, para o apartamento agora vazio. Sentou-se no chão e comeu um copo de miojo. Breno sempre o chamava de "comida de pobre". Ele o jogaria fora se o encontrasse na despensa.

A chave girou na fechadura tarde da noite. Breno entrou, cheirando a uísque caro. Ele estava sorrindo.

Obviamente, ele havia se reconciliado com Daniela.

Ele tropeçou na mala dela perto da porta. Seu passaporte e a confirmação do voo caíram.

Ele os pegou, seu sorriso se transformando em um escárnio bêbado.

- Curitiba? Você vai mesmo fugir por causa de uma briguinha?

Ela não respondeu, apenas continuou a comer seu miojo.

Ele se aproximou e chutou o copo da mão dela. O caldo quente espirrou em sua calça jeans.

- Eu te disse, isso é um jogo - disse ele, a voz um pouco arrastada. - Eu precisava acalmá-la. Me dê um mês. Só mais um mês, e eu encontrarei uma nova maneira de arruiná-la. Eu prometo.

Elisa olhou para ele, o rosto impassível.

- Breno - disse ela, a voz firme e clara. - Nós terminamos.

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