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Substituta Perfeita

Substituta Perfeita

Autor:: Panthera_Black01
Gênero: Aventura
Substituta perfeita: Vol ll Eu disse que haveria consequências, não disse? Sabrina fez o possível e o impossível para ajudar sua irmã em seu relacionamento "secreto" Chegando até a se passar por ela algumas vêzes para enganar o noivo da mesma enquanto ela estava com outro. Suas primas sabiam que aquela história de troca de lugares não daria certo...e em um certo momento não deu. As consequências dos atos de sua irmã gêmea recaíram sobre ela, que foi obrigada a ser "Substitua perfeita" É assim que o Aaron a chama. -Você não irá voltar atrás, Sabrina. Você não deveria ter apoiado aquela porra.- Aaron rosna encarando suas iris azuis assutadas. -Apesar de tudo, foi até bom a sua irmã ter fugido com aquele filho da puta.- Ele fala sussurra ao próximo ao seu ouvindo. Todos estavam perplexos em suas cadeiras, seus pais estavam visivelmente decepcionados, pois negavam freneticamente com a cabeça, Augusto foi impedido de fazer algo por Adam que o fez sentar novamente. -Você irá até o fim, Sabrina.- Suas lágrimas rolavam com força pelas as palavras ditas por ele mais ela não iria fraquejar. -E eu não to perguntando garota, você vai falar, sim! Agora, diante de todos. Ela sabia das regras....só não esperava que Aaron a obrigasse á se casar com ele. Ela esperava um surto e que ele fosse atrás de Sabina que já deve está bem longe. Isso não ocorreu. -Vamos Sabrina, todos estam esperando a sua resposta. -Ele indica a plateia com a sua mão livre. -Ou irá desonra o nome da família Becker?- Aaron nega com um sorriso sínico. -Você será a substituta perfeita, querida. Sabrina olha para o padre que devolve o olhar com pesar então ela finalmente responde... Essa será suas consequência, Sabrina Becker.

Capítulo 1 Duas semanas

Sabrina Becker.

2 semanas...são exatamente 14 dias.

Há exatos 14 dias que tudo aquilo havia acontecido. Desde a fuga da minha amada irmã até o horário do maldito casamento e o momento exato que Aaron levou um tiro em seu peito...

Ok! Quando eu disse que o queria morto, eu estava me referindo pelas minhas mãos e não pelas mãos daquela vadia encubada.

Que descanse em paz e queime nas chamas do inferno.

Sim! Karla meio que acabou morrendo "Não que faça falta" é claro. Aquele festa foi um vexame total para o nome de ambas famílias! Melissa ficou desapontada e a minha mãe nem se fala.

Soube que o caixão da querida ex do meu cunhadinho nem tinha sido aberto e Dimitri estava lá, para minha total surpresa.

O "Noivo" Baleado, uma mulher atingida com um tiro certeiro que atravessou seu peito e a noiva que fugiu com outro.

E claro! A irmã gêmea substituta.

A substituta perfeita.

Casamento perfeito não é?

Enfim, a lua de mel foi cancelada por causa do chefão internado em estado grave. Aaron foi tão desgraçado que não permitiu minha entrada no hospital para vê-lo assim quando se recuperou do seu ocidente.

Isso mesmo! ele me privou de ir visitá-lo no hospital.

Sabe quando dizem que vaso ruim não quebra? Podem acreditar.

Eu estava preocupada! De certa forma ele salvou a minha vida quando se pós a minha frete e tomou aquela bala por mim.

Eu deveria ter levado aquela bala e não ele.

Na verdade...A Sabina.

Mas isso não importa! Ele não tinha o direito de me proibir de vê-lo! Eu tenho sentimentos e sou sua esposa agora.

O mandarei para o inferno quando estiver melhor.

Depois do casamento e do Aaron ter sido socorrido as pressas, vim para minha nova casa a mando do Adam. Já até me acostumei com o silêncio e a falta das garotas que foram embora no mesmo dia...

Por mim, eu estaria bem plena na casa dos meus pais.

-Obrigado Mari.- Agradeci a cozinheira pela bebida fervente já que fazia um frio intenso em Berlim.

Inalei o vapor do líquido quente sentindo minhas narinas esquentarem por conta do calor que emanava ali.

-De nada garota.- Ela sorri voltando sua concentração para a comida que preparava. -Aaron saíra hoje do hospital.

Olho para Mari por cima da xícara e ela sorri sem tirar os olhos do conteúdo que tanto mexe.

-Como?

-Ele volta hoje, querida.- Ela me olha de relance sem perder seu belo sorriso.

Se recuperou rápido...

Ótimo! Essa casa será pequena demais para nós dois.

-Sabe que horas ele chegará Mari?- Deixo a xícara por cima do balcão sentindo minhas mãos esfriarem e esfrego as palmas.

-Em breve, senhorita.

-Me chame de Sabrina, Mari, já conversamos sobre isso.- Ela assenti concentrada no preparo do jantar.

-Deve ter sido difícil pra você né?- Ela desliga uma das bocas do fogão. -Assumir o lugar da sua irmã da noite pro dia e casar com o líder.

Enquanto o casamento não chegava confesso que era interessante está no lugar da minha irmã. Foi tão interessante que agora tô presa aquele homem aos meus 20 anos de idade.

Isso aconteceria mais cedo ou mais tarde.

Mas tinha que ser o Aaron??

-Nem tanto Mari.- Sorri de lado.

-Aaron era legal as vêzes e outras ele era insuportável. Sabe? acho que ele estava me usando.

-No fundo ele sabia que era você.- A mulher com aparentemente 38 anos dá de ombros focada em seu trabalho.

-Tá dizendo que ele sabia o tempo todo que era eu?- Arqueio uma sobrancelha dando um pequeno gole no chá já morno. -Impossível, então...

-Isso mesmo, Senho...Sabrina.- Ela desliga a outra boca do fogão e se vira para mim. -Acredite, Aaron é inteligente. Se ele não quisesse casar-se com você, ele não casava.

Faço uma careta confusa e Mari segui em direção a geladeira pegando uma caixinha de creme de leite.

Então ele queria se casar comigo?

Eu estou confusa, essa conversa só bagunçou completamente a minha cabeça.

-E Seus pais Sabrina?- desvio a atenção que antes estava nela e encaro o conteúdo da xícara que emanava pouca fumaça.

-Eu não os vejo desde o dia do casamento.- A olho. -Eu vi o desgosto nítido na face do meu pai e a decepção nos olhos da minha mãe.- Suspiro cansada. -Eu não tenho coragem de vê-los, Mari. Não agora.

-Eu entendo senhorita, talvez se vocês conversarem isso se resolva.- ela despeja o creme de leite em umas das panelas e volta a mexer.

-Bom talvez um dia e enquanto esse dia não chega, vou está por aqui.- Me levanto pronta para subir as escadas, não queria ver Aaron mais acho que isso será impossível....

-Sabrina?- Me viro lentamente para encará-la. -Tenha paciência querida, ele está magoado com isso tudo, não fica legal pra fama dele.

-Qual fama? O homem que consegue tudo que quer? Que tem tudo sobre o seu controle?- solto uma risada nasal debochada enquanto nego com a cabeça.

Ela me olha apreensiva.

-Eu cheguei Mari! As coisas vão mudar, será tudo do meu jeito.

A dou as costas e sigo em direção a escadaria de mármore branca.

A palhaçada acabou!

Eu me recuso a dormir no mesmo quarto que aquele homem.

De certa forma, eu me sinto uma traidora por ter me casado com a marido da minha irmã.

Noivo na verdade...

O prometido da minha irmã.

Ou namorado?

Tá! O plano não era esse, era para ele ter desistido.

Mas não, ele teve que levar isso pra frente.

Pois bem! Que seja.

As coisas serão do meu jeito agora.

Agora eu sou uma Duckworth.

Sabrina Duckworth Becker.

Até que eu gostei.

Escuto um carro estacionar em frente a porta da casa o que me leva até a varanda do meu quarto.

E para a minha surpresa era uma ambulância e atrás o carro do Gustavo ele desce do veículo e auxilia alguns profissionais com uma cadeira de roda.

Me afasto da varanda fechando as cortinas que estavam abertas.

Em passos largos, caminho até porta a trancando na chave.

Me escoro na porta apoiando a cabeça na mesma suspirando pesadamente.

-Que comece o inferno.

Capítulo 2 Ela nunca traíra a família

Aaron Duckworth

-Você foi um idiota ao privar a ida da garota.- dei de ombros com as suas palavras irônicas e fúteis. -Não havia necessidade disso, Aaron.

Quem liga?

Me deito com dificuldade por conta do curativo cujo qual causado por um projétil de bala. Ajeito o travesseiro por trás das costas com cuidado sobre a supervisão cautelosa do Gustavo que me olha atentamente.

Por mais que seus argumentos sejam válidos, tenho minhas razões.

Sabrina merecia e merece uma punição pior.

Assim como a irmã dela.

-Eu fiz o que achava certo.- falo calmo após estar perfeitamente aconchegado.

-Além do mais, se ela fosse iríamos brigar.

-Tá preocupado com isso?- Ele cruza os braços sério franzino o cenho.

A única coisa que jamais me importaria era discutir com Sabrina.

Aquela garota tirada a inteligente.

O real problema é que levei a porra de um tiro no peito.

-Só em seus sonhos.-rebato com aspereza.

-Então por que diabos você obrigou ela a casar-se com você?- Gustavo se senta na ponta da cama me encarando com seu olhar questionador. -Você sabia que não era a Sabina, não é?

-Gustavo, isso será uma punição para ela que participou daquela palhaçada toda.- Aponto para mim mesmo. -Aquela arma era um revólver 38 naquela distância ela teria morrido.

-Você daria sua vida por ela.- sussurrou.

-O quê?

-Você daria sua vida por ela, Aaron!- Ele exclama eufórico deixando um sorriso escapar. -Que mudança.

Era só o que me faltava.

-Eu só fiz o meu papel, conforme aprendi.- Falo ríspido encarando às cortinas fechadas do quarto que impedia quê a luz noturna adentrasse.

-Se Sabina estivesse ali e não tivesse se envolvido com aquele infeliz nada disso teria acontecido.

Nada mais importa! Sabina fez a escolha dela, que arque com as consequências dos seus atos.

-Por coincidência seus planos deram certo né?

Nego freneticamente com a cabeça, Gustavo sabe me tirar do sério.

-Eu acabei de sair do hospital, estou de repouso. Você quer mesmo falar sobre isso? faça-me o favor Gustavo.

-Tudo bem.- Ele levanta as mãos em sinal de rendição. -Você ficará nessa cama por um mês, irei contratar uma enfermeira.

Se eu não tivesse uma ideia melhor até aceitaria.

Nego.

-A Sabrina irá cuidar de tudo.

-Você tá louco? Ela é sua mulher, não uma escrava.- ele indagou irritado gesticulando com os braços. -Não vai escravizar minha amiga, Duckworth.

-Eu estou aqui por causa dela, então ela irá cuidar de mim.- aperto os olhos com força ao sentir uma leve dor e me contorço. -Que caralho.

-Está bem?- Gustavo se levanta visivelmente preocupado e faço um sinal com a mão para que pare.

-Sim! Aliás, já sabe o paradeiro da irmã gêmea da minha mulher?- questiono esperançoso e ele nega.

Não que me importe mas Sabina precisa ser punida assim como a irmã.

E as primas.

O termo "minha mulher" Realmente é interressante...

-Sumiram do mapa, não existe registro de telefone ou até mesmo o uso dos passaportes, nada.- Gustavo diz sério. -Sabina sumiu.

Estou vendo que terei que me recuperar mais rápido possível.

-Há uma possibilidade deles estarem sem telefone ou em um lugar sem sinal telefônico.- Olho para o teto e penso um pouco. -A outros meios de transporte Gustavo, cheque isso.

-Irei fazer isso, temos outros problemas também.

Até imagino.

-Deixa eu adivinhar.- o olho. -Começa com D de Dimitri?- Ele concorda. -A surra que eu dei naquele infeliz não foi o suficiente.- Resmungo baixo e Gustavo arqueia uma sobrancelha.

-Por que essa rivalidade toda? Seus pai havia dito que vocês eram muito amigos.

-Amigos um caralho! Dimitri não passa de um homem invejoso e ambicioso que faz de tudo pelo poder, eu só não o matei naquela noite por conta do pai dele.

A família Duckworth chegou sim a ser muito próxima aos Venture mas, Dimitri traiu a aliança que havia feito com a minha família quando sequestrou a minha mãe e pôs a culpa na máfia da Sicília, pagámos cerca de 10 bilhões de euros em troca da minha mãe.

Depois de alguns meses fiz uma investigação que aproximadamente durou 2 meses e para minha surpresa os Ventures estavam envolvido nisso.

Estava acontecendo uma festa em minha antiga casa na época, eu estava furioso! O desgraçado estava comemorando com a minha família o retorno da minha mãe sabendo que ele era um dos mandantes.

Eu quase o matei naquela noite no soco.

-Eu soube através de um informante que ele encontrou a Sabina no spá.- ele conta com receio.

-Aquele filho da puta estava aqui?- levanto o tronco mais logo me arrependo. -Maldito analgésico que não funcionam.

-Ele estava aqui.- direciono meu olhar para a porta onde Sabrina estava encostada, segurando uma maçã.

-Ele queria fazer um acordo com minha irmã, agora eu entendo tudo...

Sabrina usava um baby doll bem curto com alguns ursinhos marrons como estampa em um tecido rosa bebê e os fios loiros caindo sobre seu rosto.

-Como você sabe disso? E que merda de roupa é essa?

-Eles estavam no banheiro.- ela morde a maçã. -A sós, ele havia invadido o banheiro.- ela suspirou. -Eu uso o que eu quiser.

-Sua irmã é uma traidora, Sabrina.- Comento com desdém. -Admiro que teve coragem de substituí-la há 2 semanas atrás.- digo irônico, observando seu rosto ganhar uma coloração avermelhada.

-A chapa vai esquentar.- Gustavo sussurra e sorri de forma divertida.

Sabrina bate o pé inquieta enquanto segura um dos seus braços, ela olha para Gustavo que revira os olhos.

-Tá! Eu tô vazando.- Ele se levanta e ao passar pela loira bagunça seus fios.

-A minha irmã, Aaron. Nunca trairia o nome da família com um inimigo.- ela diz entre os dentes. -Ela foi ser feliz com o homem que ela realmente ama, que deve ser muito melhor que você.

Meu sangue ferve com tamanhas palavras, essa garota está me afrontando?

Fecho o cenho a analisando sem expressão.

-Você tem sorte por eu está nessa maldita cama...- sussurro olhando dentro dos seus olhos, ela cruza os braços e sorrir de lado erguendo uma sobrancelha.

-Vai fazer o que Aaron?- Ela abre os braços dando um passo para trás.

-Vai me bater? Vem! Te garanto que não verá a luz do dia nunca mais.

-Você está me afrontando garota insolente?- me remexi na cama desconfortável. -Eu levei o tiro por sua causa.

-Não lembro de ter falado "Aaron, leve esse tiro por mim."- ela diz maneira debochada enquanto sorri.

-Chega, Sabrina.

-Eu não term...

-Eu disse chega, que porra! Suma daqui.- falo em um tom mais alto. -Sabrina, você não passa de uma garota mimada que sempre teve tudo o quer, inclusive liberdade. Pois saiba que eu não os seus país! e eu não irei tolerar esse seu comportamento infantil e libertino.- Digo ríspido, seus lábios se descolam em uma tentativa falha de argumentar. -Não ouviu? Suma.

Ela deve estar testando meu nível de paciência, ai que ta o problema.

Eu não tenho paciência pra lidar com meninas do tipo dela! Sabrina não foi educada para a função que tem atualmente ao contrário da sua gêmea que cresceu sabendo que pertenceria a mim.

Ela revira os olhos e se vira caminhando até porta.

-Sabrina.- ela para sem se virar. -Esse showzinho que você acaba de fazer não irá ficar assim, você conhece as regras e eu exijo respeito como o seu marido.

Ela sai do cômodo pisando duro e bate a porta com força.

Finalmente posso respirar em paz, descanço a cabeça sobre o travesseiro e suspiro puxando com os dedos alguns fios para trás.

-Essa garota me dará trabalho.

Capítulo 3 Sabrina!

Sabrina Becker.

Era bem cedinho, já havia acordado faz um tempo. Só estava e ainda estou com preguiça de levantar dessa cama macia.

Às coisas que Aaron haviam me dito ontém não haviam saído da minha cabeça.

Minha irmã não é uma traidora.

Ela nunca trairia a própria família.

O jeito que ele falou comigo...

Eu nunca havia me importado com comentários sobre mim por ser diferente da minha irmã mas Aaron conseguiu me atingir de uma maneira devastadora.

Doeu e muito.

Tá! Sabrina fugiu. Foi por amor! Vão dizer que não fariam isso? Eu faria.

Mas né...

Tudo me faz lembrar que eu estou sozinha! somente Aaron e eu.

Meu telefone vibra encima do travesseiro ao lado e estico o braço apalpando o próprio em busca do maldito celular que me tirou dos meus pensamentos.

E NÃO PARA DE FAZER BARULHO!

Finalmente o acho aparelho e observo a tela com os olhos semicerrados observando o número privado então atendo.

-SEJA LÁ QUEM FOR...

-Eu preciso falar com você, cunhadinha.

-Aaron é filho único...- resmungo fechando os olhos.

-Ok! Eu sou a irmã do Kléber que é marido, por assim dizer, da sua irmã.- Ela rir. -Então sim! Automaticamente sou sua cunhada ou não??

Respiro fundo abrindo os olhos e expulso o ar dos meus pulmões fazendo bico encarando o teto forrado por gesso perfeitamente branco.

-O que quer Elisa?

-Já que tocou no assunto, eu preciso te ver com urgência, gatinha. Precisamos conversar.

-Sobre?- levanto o tronco ainda segurando o celular próximo ao ouvido. -Eu não quero mais me envolver em problemas, distância.

-Aaron.- Resmungo ao ouvir o nome do meu marido.

Jogo meu corpo de volta na cama, o mundo gira em torno dele agora?

-Não tô afim, Elisa.

-Mais é importante, essa história ainda não acabou e preciso da sua ajuda.

-Tá legal! Onde?

-Irei passar o endereço por mensagem.

Desligo o aparelho e finalmente levanto encarando o meu quarto com o cabelo totalmente bagunçado e alguns fios impedido minha visão e minha boca aparentemente inchada.

-Isso dará muita merda.

[...]

Depois de um bom banho relaxante e um rabo de cavalo bem feito um gloss e um vestido florido bem soltinho caminho em passos leves pelo o extenso corredor com um tapete aveludado até o final dele.

Eu não sei se é azar ou algo do tipo mais o meu quarto fica antes do quarto do Aaron.

A merda da porta está aberta!

Se meus passos estavam suaves agora pareço que ando nas nuvens.

Continuo a caminhar na ponta dos pés tentando fazer o máximo de silêncio possível.

Então, ouço um pigarreio.

Droga!

-Onde a senhorita pensa que vai?- A voz rouca e meio sonolenta quebra o silêncio me fazendo parar na mesma hora.

Aperto os olhos com força enquanto mordo a lábio inferior pensando em uma bela desculpa, abro os olhos e encaro o final do corredor e logo me viro lentamente e sorrio para ele.

-Bom dia, amor!- falo com sarcasmo dando o passa a frente. -Vim saber se...

-Irei pergunta mais uma vez.- Ele fecha o livro que lia o deixando de lado. -Onde pensa que vai, Sabrina?

-Sair ué!- dou de ombros me apoiando na parede. -Não posso?

Aaron me avalia de cima a baixo com seu olhar questionador.

Seu corpo está coberto por um lençol até a altura do quadril deixando seu peitoral bem definido amostra.

Posso contar os gominhos daqui.

6 gominhos no total.

O desgraçado é bonito até quando acorda?

Eu pareço um espantalho quando acordo.

-Não.- Ele diz seco voltando a atenção para seu livro idiota.

Ele vai me manter em cárcere de privado? Não é assim que a banda toca.

-Escute Aaron.- Ele me olha severamente mas se acha que vou parar está muito enganado. -Eu vou sair por essa porta agora. Se você acha que vai me manter em cativeiro como nesses livros que existe por aí você está muito enganado.

-Sabrina! Não ouse me desobedecer, estou sendo bem paciente e tolerante com você.- ele fala em seu tom calmo, mas pela a veia saltada em sua testa sei muito bem que não está.

Olho para uma instante próxima a mim e ando até ela vendo uma chave aparentemente de um veículo.

-Bela chave.- a pego jogando no ar. -É da sua Lamborghini?- o olho com divertimento.

-Sabrina...- ele rosna em aviso tentando se levantar.

Jogo a chave mais uma vez e aceno um tchau com minha outra mão livre.

-Tchauzinho Aaron. Se comporte.- jogo um beijinho no ar vendo o mesmo ficar agitado na cama.

Caminho em passos lentos em direção a porta ouvindo o seus xingamentos.

-Desgraçada! SABRINA.- Aaron grita mas o ignoro totalmente.

Desço as escadas vendo Mari enxugando as mãos em um pano de prato totalmente agitada e assustada.

-Senhora? Aconteceu alguma coisa?- seu olhar de preocupação é nítido em sua face e apenas suspiro passando por ela.

-Leve o café para Aaron, Mari.- se bem que acho ou melhor tenho certeza que ele perdeu o apetite.

-Sim senhora.

-Aliás.- Abro a porta devagar e a olho por cima dos ombros. -O mande tomar um calmante.

Pisco para ela que me olha confusa e saiu batendo a porta.

Caminho até a garagem observando a queridinha do Aaron.

Deslizo o dedo indicador no capo enquanto caminho até o lugar do motorista.

-Que gracinha.

[...]

Eu aposto que Aaron podia ouvir o rancor dessa gracinha a quilômetros e quilômetros de distância.

Samos casados! O que é dele é nosso e o que é meu é meu.

Saio do veículo fechando a porta com cuidado.

Um veículo preto diminuí a velocidade quando passa por mim logo em seguida acelerando.

Apenas ignoro e atravesso a rua pouca movimentada, entro em um estabelecimento ouvindo o sino acima da porta tocar.

Não foi difícil encontra a mulher de fios castanhos sentada em uma das várias mesas vazias.

O lugar estava vazio em julgar pelo horário, havia uma garçonete atendendo uma moça vestida socialmente e um homem bem ao fundo do estabelecimento lendo jornal .

-Oi Elisa.- Me sento em sua frente e ela finalmente nota minha presença. -Quanto tempo, alias obrigado por se livrar da Karla.

Ela sorrir pondo a xícara de porcelana encima da mesa simples de madeira.

-Então, na verdade faz duas semana. Você quer alguma coisa ou podemos começar?- Ela entrelaça os dedos sobre a mesa enquanto me encara.

-Vamos começar.

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