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Summer: A Queda de um Mafioso

Summer: A Queda de um Mafioso

Autor:: Luna Blair
Gênero: Romance
Summer Monteiro levava uma vida simples no interior da Sicília até que seu mundo foi destruído pelas mãos de Gael Martínez, conhecido como Hades - um mafioso cruel que reina através do sangue e do medo. Forçada a encarar o inferno que ele criou, Summer percebe que sua inocência pode ser tanto sua maior arma quanto sua sentença de morte. Mas o que ela não esperava era despertar algo em Hades, um sentimento que ele nunca conheceu... e que pode ser ainda mais perigoso do que sua fúria. Resgatada pela mãe e pelo meio-irmão de Hades, Lucca Moretti, Summer encontra na Hungria um novo lar - e uma nova missão. Treinada para sobreviver no submundo da máfia, ela se vê cada vez mais envolvida na vingança contra Hades. Mas conforme a guerra se aproxima, Summer se vê dividida entre dois homens que representam extremos opostos: Lucca, o mafioso que a protege e a trata como uma rainha, e Hades, o homem sombrio que prometeu nunca mudar... mas que talvez esteja disposto a quebrar essa promessa por ela. Entre traição, redenção e um passado que se recusa a morrer, Summer terá que fazer a escolha mais difícil de sua vida. Quando o amor e a vingança caminham lado a lado, será possível escapar sem se queimar? ⚠️ Alerta de Gatilhos: Esta obra contém cenas de violência, coerção, abuso emocional e físico, além de lutas pelo poder. Não recomendado aos leitores mais sensíveis. A autora não compactua nem apoia tais ações

Capítulo 1 Noite de Tempestade

~ Summer Monteiro ~

Vivo em Petralia Soprana, um pequeno vilarejo na Sicília que parece parado no tempo. A cidadezinha era tranquila até ser descoberta pela máfia, que a transformou em uma rota discreta e conveniente. Dizem que há um homem que governa a região com punhos de ferro, mas isso pouco me importa. Vivo isolada na fazenda da minha família e raramente saio, exceto para visitar o túmulo da minha mãe no cemitério local.

Hoje é mais um dia comum, acordo às 06 da manhã com o cantar dos galos, faço minha higiene matinal e tomo um café rápido antes de encarar as tarefas do dia. Tudo na fazenda é responsabilidade minha, já que meu pai só sabe beber e, pelo visto, nem dormiu em casa esta noite. Alimentar os animais, consertar cercas, colher o que a terra dá - tudo isso cai sobre mim.

Depois de alimentar os bichos, selo meu cavalo, Príncipe, e vou ao cemitério. É o único lugar onde sinto que realmente posso respirar. Passo horas conversando com minha mãe, contando a ela sobre os dias monótonos e o peso que carrego sozinha. Ela costumava dizer que meu nome era uma promessa.

- Você nasceu no auge do verão - ela dizia, com aquele sorriso que iluminava qualquer dia cinza. - O sol brilhava tão forte que eu soube que tinha que te dar um nome cheio de vida.

Summer. Verão. Para ela, eu era calorosa, luminosa, cheia de possibilidades. Como a estação que pode ser tanto um abraço ensolarado quanto uma tempestade repentina.

Mas, desde que ela se foi, meu nome tem sido um fardo. Porque o verão também queima, consome, e é exatamente assim que me sinto: uma chama que luta para não apagar.

Lembro-me de noites na varanda, quando ela me embalava enquanto o cheiro de terra molhada tomava o ar.

- Você é meu raio de sol, Summer. Não importa o que aconteça, nunca deixe essa luz apagar.

Mas desde que ela partiu, essa luz parece cada vez mais distante. Ser calorosa, cheia de vida, quando tudo ao meu redor desmorona... Às vezes, acho que não sou forte o suficiente para carregar essa promessa.

Ainda assim, me agarro à memória dela, ao jeito como dizia meu nome, como se fosse uma bênção mágica. Summer. Talvez um dia eu consiga fazer jus ao que ela viu em mim. Talvez o verão volte a brilhar dentro de mim.

Volto para casa, e o restante do dia segue sua rotina exaustiva. Tudo tranquilo, até meu pai finalmente aparecer, bêbado e mal-humorado.

- Summer, traz uma cerveja! - ele grita da sala. - E não demora!

Respiro fundo, ignorando a raiva que brota em mim. Obedeço, porque sei que argumentar só piora as coisas. Faço o jantar em silêncio, enquanto ele continua bebendo, dando ordens sem parar.

A chuva cai lá fora, pesada e incessante, como se quisesse lavar tudo. O cheiro de terra molhada invade a cozinha. Cada gota que bate na janela parece um presságio de algo que está por vir.

- Summer! - ele grita novamente. - Não vai fazer isso direito?

Seguro o prato que estou montando e respiro fundo, tentando não gritar de volta. Cada vez mais, a sensação de estar presa nessa vida sufoca, e as palavras da minha mãe ecoam em minha mente.

"Não deixe essa luz apagar."

Mas, naquela noite, o som das garrafas caindo e da chuva batendo nas janelas me faz pensar que talvez seja impossível mantê-la acesa.

- Pai, o senhor está bêbado de novo. - Minha voz sai cansada, quase derrotada.

Ele se vira, o olhar turvo, a barba por fazer. Há algo diferente nele nesta noite, uma ferocidade misturada à vergonha.

- Cala a boca, garota! - ele grita, a voz rouca e arrastada pelo álcool.

Antes que eu consiga reagir, sinto a palma pesada dele acertar meu rosto. O impacto é seco, como uma faca cortando o pouco de dignidade que me resta. A dor vem em ondas, mas o choque é maior.

Levo a mão ao rosto, os olhos marejados, mas não choro. Não na frente dele. Não quando ele já parece mais um estranho do que meu pai.

Antes que eu consiga reagir, a porta da sala se escancara com um estrondo que faz o chão vibrar. Um homem entra, e sua presença preenche o ambiente como uma tempestade iminente. Alto, imponente, facilmente medindo cerca de 1,92m, ele tem cabelos loiros perfeitamente penteados e uma barba alinhada que acentua seus traços brutos. Seus olhos, de um tom gelado, parecem vazios, sem alma, como se carregassem o peso de algo que o mundo não deveria conhecer.

Os ombros largos quase tocam o batente da porta, evidenciando sua postura intimidante. Ele veste um terno azul escuro impecável, mas a gravata frouxa no colarinho sugere um homem que, apesar de controlado, está à beira de perder a paciência. Sua expressão é um misto perigoso de frieza e fúria, o tipo que faz qualquer um pensar duas vezes antes de pronunciar uma palavra.

Meu pai dá um passo para trás, atônito.

- Hades ... O que está fazendo aqui? - ele pergunta, mas sua voz soa fraca, sem o tom autoritário que um dia teve.

O homem ignora a pergunta, tirando uma pistola de dentro do paletó.

- Luís, eu vim pegar o que é meu - diz ele, cada palavra carregada de desprezo.

Antes que meu pai consiga reagir, o som do tiro corta o ar. O impacto faz o corpo dele cair para trás, derrubando a mesa de madeira entre eles.

Eu grito. Meu corpo congela por um instante, mas o pânico logo toma conta, me fazendo recuar.

O homem vira o rosto lentamente na minha direção. Seus olhos escuros se fixam nos meus, e eu sei que ele não sente remorso. Nem culpa. Para ele, é apenas mais uma noite de trabalho.

- Levem ela para o celeiro - ordena, sem desviar o olhar de mim. - Certifiquem-se de que não saia de lá.

Dois homens surgem atrás dele, tão intimidantes quanto. Eles avançam na minha direção. Eu tento correr, mas não tenho para onde ir. Eles me agarram pelos braços com força suficiente para me fazer gritar, arrastando-me para fora da casa.

A chuva encharca minha roupa e minha pele, mas mal consigo sentir o frio. Tudo parece um borrão: o barulho da chuva, o cheiro da terra molhada, o sangue espalhado no chão da sala.

Quando me jogam no celeiro e trancam a porta, sei que minha vida, como eu a conheço, acabou.

Mas o pior ainda está por vir.

Capítulo 2 Hades o Don da Della Notte

~ Gael Martinez (Hades) ~

O mundo da máfia não espera ninguém crescer. Ele te engole antes que você tenha a chance de entender quem é, fui tragado por ele antes mesmo de aprender a amarrar meus sapatos. Aos dez anos, ainda um moleque, meu pai colocou uma arma na minha mão e apontou para o homem que supostamente nos devia algo.

- Puxa o gatilho, garoto. - Ele disse, a voz fria e sem emoção. - Ou morre como um inútil.

Puxei. Não hesitei.

O som do tiro ainda ecoa na minha mente às vezes, mas não sinto remorso. Nunca senti. Foi ali que comecei a entender como o mundo funciona: ou você domina ou é dominado. E eu nasci para dominar.

Minha mãe não viu isso acontecer, é claro. Ela fugiu assim que pôde, me deixando com aquele homem monstruoso que me moldou à sua imagem e semelhança. Nunca a culpei por ir embora. Na verdade, se tivesse a chance, provavelmente faria o mesmo.

Quando minha mãe fugiu, meu pai começou a me chamar de Hades. Na época, achei que fosse só um insulto, uma forma de jogar em mim a frustração que ele sentia por ter sido abandonado. Mas, quando descobri o significado desse nome, percebi que não era uma ofensa - era uma profecia. Hades, o deus do submundo, governava um reino de sombras, temido e respeitado, decidindo o destino das almas. No fim gostei, porque sempre soube que era exatamente isso que nasci para ser.

Cresci em meio ao caos, aprendendo que confiança é uma fraqueza e que misericórdia é uma palavra que só existe para os fracos. Não foi difícil me tornar o que sou hoje: maldoso, traiçoeiro e calculista. Controlo cartéis, faço milhões em negócios ilegais, e não há um canto desta cidade que não conheça o nome Hades.

Mas não é só pelo dinheiro que eu faço isso. É pelo poder. Pelo controle. A sensação de ter tudo e todos sob o meu domínio é o que realmente me alimenta. O deus Hades, da mitologia grega, cresceu em um mundo que não escolheu, relegado às sombras enquanto seus irmãos governavam os céus e os mares. Mas ele fez do submundo o seu reino, governando com autoridade, frieza e domínio absoluto. Fiz o mesmo e sou o Hades deste mundo, o Don da Della Notte.

As mulheres vêm e vão. Algumas imploram para ficar, mas eu nunca permito que passem de uma noite. Exceto por Tiffany. Ela é diferente. Não porque eu a ame - amar não é algo que eu faço. Mas porque ela entende as regras do jogo. Sabe o que esperar e o que não esperar de mim.

E então há dias como hoje, em que negócios exigem mais que palavras.

Um dos meus clientes, um idiota chamado Luís, acha que pode me enrolar. Há meses ele deve uma quantia absurda, e o tempo de esperar acabou. Um dos meus homens me informou que ele possui uma fazenda, e o que ele não sabe é que não faço acordos, tomo o que é meu.

Chego à fazenda sob o som da chuva e o cheiro de terra molhada, chutando a porta com força suficiente para fazê-la ceder de imediato. Dentro, o ambiente é humilde, com móveis simples e uma decoração que parece parada no tempo. Luís está lá, cambaleando, com um copo na mão e o rosto marcado pelo cansaço.

- Hades... O que está fazendo aqui? - ele pergunta, a voz carregada de medo. É quase patético.

- Luís, vim pegar o que é meu. - Dou um passo à frente, e ele recua.

A discussão começa. Ele tenta argumentar, inventar desculpas. Reviro o lugar inteiro enquanto ele implora. Nada aqui vale muito, mas é a terra que me interessa. O que está sobre ela.

No final, quando a paciência se esgota, a pistola já está na minha mão.

- Vim pegar o que é meu, desgraçado. - Sem hesitar, puxo o gatilho. O tiro é certeiro, e o corpo dele cai no chão, inerte.

É então que vejo algo que não tinha notado antes. Um movimento no canto da sala.

Uma garota.

Ela está acuada, com os olhos arregalados, o rosto pálido. É loira, magra, com olhos profundos que me encaram como se eu fosse a encarnação do diabo. Talvez eu seja. Há algo na inocência dela que me intriga. Que desperta as ideias mais perversas na minha mente.

- Ora, ora, o que temos aqui? - murmuro, me aproximando dela com passos lentos, como um predador que avalia sua presa. Minha mão desliza pelas costas de sua mandíbula, a pele dela tão quente quanto delicada.

Ela recua, tremendo como uma folha ao vento, e tenta afastar minha mão, mas sua força é quase inexistente. É patético, e ao mesmo tempo... intrigante.

- Para... por favor, para... - Sua voz quebra no meio do pedido, mal conseguindo formar palavras completas.

Um sorriso frio escapa dos meus lábios. Ignoro seus apelos como se fossem o zumbido distante de um inseto.

- Tudo que está nesta fazenda me pertence, Mia Béla - digo, minha voz baixa e letal. - E isso inclui você.

Não dou tempo para que ela reaja. Seguro seu rosto com firmeza, forçando-a a olhar para mim, e a beijo com uma brutalidade calculada. Sinto suas mãos fracas batendo contra meu peito em uma tentativa patética de resistência, mas é como se estivesse tentando derrubar uma muralha com um suspiro.

Quando finalmente me afasto, vejo o misto de ódio e terror em seus olhos. Isso deveria me incomodar, mas não. Na verdade, há algo perversamente satisfatório nessa reação. Algo que faz meu sangue correr mais rápido.

- Levem-na para o celeiro - ordeno, sem desviar o olhar dela. Minha voz ecoa como um trovão na sala. - Quero que fiquem de olho. Certifiquem-se de que não vá a lugar algum.

Ela grita, esperneia, mas é inútil. Meus homens a seguram pelos braços e a arrastam para fora da casa. Fico parado, observando-a até que sua figura desapareça na escuridão da noite. Há algo nessa garota que me intriga, algo que não consigo ignorar. Mas o quê?

"Merda", penso comigo mesmo, esfregando o queixo. Isso vai ser uma dor de cabeça monumental. Eu não sabia que aquele miserável do pai dela tinha uma filha, e agora essa responsabilidade caiu no meu colo. Uma garota magra, vulnerável, que não duraria dois dias em um dos meus bordéis.

Olho para a garrafa de whisky sobre a mesa e a pego, virando um gole generoso enquanto me permito alguns segundos para pensar.

O que fazer com ela?

Ela não parece ter utilidade prática. Não é forte, nem treinada. Uma mulher comum, frágil demais para o mundo em que eu vivo. Mas há algo nos olhos dela, uma chama que tenta resistir mesmo enquanto ela está apavorada. Isso... isso é interessante. E talvez perigoso.

Solto um longo suspiro e volto a encarar a noite lá fora. O vento uiva como um aviso, mas ignoro. Afinal, já tomei minha decisão. Essa garota pode ser um problema, mas problemas são o que sei resolver com maestria.

Capítulo 3 Seu Dono Mia Béla

~ Summer ~

O silêncio no celeiro é opressor, cortado apenas pelo som dos meus soluços abafados. Minhas mãos estão vermelhas de tanto esmurrar a porta, mas ela não cede. Minhas forças se esvaem, e eu desabo no chão de terra batida, sentindo a humilhação me consumir.

Quanto tempo passou? Minutos? Horas? Não sei. Meu coração acelera ao ouvir passos do lado de fora. A porta range e, de repente, ele está ali - o homem que transformou minha vida em caos num piscar de olhos.

- Quem é você? - minha voz falha, mas eu me forço a encará-lo.

Ele sorri, um sorriso cheio de algo sombrio e predatório.

- Seu dono, Mia Béla.

Me levanto num salto, tentando passar por ele, mas sua mão firme agarra meu braço. Num movimento rápido, ele me joga ao chão como se eu fosse nada.

- Não me machuque... - imploro, minha voz quase um sussurro, mas ele apenas ri, uma risada baixa e ameaçadora.

Ele se aproxima novamente, e eu sinto o peso de sua presença. Ele me puxa de volta para cima, tão perto que posso sentir seu hálito quente contra minha pele.

- Não posso prometer isso, pequena. - Sua voz é rouca, e antes que eu consiga reagir, seus lábios tocam minha orelha, enviando arrepios de pavor pelo meu corpo.

- Por favor, senhor... - gaguejo, tentando escapar de suas mãos grandes e tatuadas.

- Você é minha. - Ele me segura com força, seus olhos brilhando com algo que eu não quero entender. Sua boca encontra a minha novamente, e sua língua tenta invadir, sem pedir permissão.

Tento resistir, mas ele é forte demais. Meu corpo não me obedece.

- Mia Béla... deliciosa. - Suas palavras são um misto de zombaria e desejo.

Por um instante, quando ele finalmente se afasta, sinto uma mistura de nojo e confusão. Meu coração grita em revolta, mas minha mente está entorpecida.

- Ei! Qual é o seu nome? - grito, minha voz ecoando no celeiro.

Ele para na porta, olha por cima do ombro e sorri novamente.

- Para você .... Demônio.

Fico parada, tentando entender o que acabou de acontecer. Meu pai está morto. Eu estou presa. E agora, esse homem... Quem é ele? Por que fez isso?

O tempo passa devagar. Estou andando de um lado para o outro quando um de seus capangas entra no celeiro, sua presença não menos ameaçadora.

- Não se aproxime! - grito, recuando.

- Anda logo, garota. O senhor Hades pediu para que eu te leve.

- Aonde vamos? Me solte! - minha voz é desesperada, mas ele me ignora.

Com um movimento rápido, ele me venda e amarra minhas mãos para trás. Tento lutar, mas é inútil. Sou levada para um carro e, quando o motor ronca, percebo que estou completamente à mercê deles.

Não sei quanto tempo passamos na estrada. Quando a venda é finalmente retirada, estou diante de uma casa imensa e luxuosa. O lugar é isolado, cercado por uma floresta densa. E lá está ele, parado na porta como se fosse o dono do mundo - e, de alguma forma, do meu destino.

- Hades - murmuro, tentando parecer firme, mas minha voz sai fraca. - Eu quero ir embora.

Ele não responde, apenas me observa com aquele olhar frio e calculista.

- Ei! Alguém me tire daqui! - grito, mas antes que eu possa continuar, ele está atrás de mim, tampando minha boca com uma das mãos.

- Você vai me ouvir agora, Summer. - Sua voz é baixa, mas carregada de ameaça. - Vou dizer isso uma única vez.

Ele me vira para encará-lo, seus olhos fixos nos meus.

- Você me pertence. E agora, eu vou te mostrar quem manda.

- Como você sabe meu nome? - pergunto com a voz trêmula.

Ele me ignora e me arrasta pelo corredor, ignorando meus protestos. Sou empurrada para dentro de um quarto grande e luxuoso. Ele fecha a porta com um estrondo, como se selasse meu destino.

- Ajoelha.

O comando é seco e direto.

- O quê? - murmuro, confusa e aterrorizada.

- Não vou repetir, Summer. Ajoelha.

Sinto meu corpo hesitar, mas o medo me domina. Lentamente, faço o que ele manda, lutando contra as lágrimas que queimam meus olhos.

- Quero que você chupe o meu pau! Meus olhos se arregalam.

- Não, não... - Guaguejo nervosa - Não posso fazer isso.

Vejo ele rir maleficamente e abaixo minha cabeça e ele me puxa pelos cabelos enquanto abre o zíper da calça social e retira o pau de dentro da cueca.

Tento recuar ao ver o tamanho de seu membro tão perto do meu rosto.

- Eu... eu.. acho que não consigo, é muito grande.

- Abra a boca - ordena, puxando meu cabelo forte, como se mostrasse quem manda.

Relutante abro e fecho a boca - Não sei fazer isso.

- Mia Béla... Mia Béla, você está testando minha paciência, se eu ouvir sua voz mais uma vez eu vou te deixar uma semana sem andar com a surra que eu vou te dar.

Sinto as lagrimas escorrerem em meu rosto e abro a boca novamente, ele segura seu pau e passa a cabeça em meus lábios.

- Não use os dentes. Escute bem, vou foder a sua boca .... mas é só o começo comparado ao que eu quero fazer com sua boceta.

Sem esperar minha resposta ele enfia o pau dentro na minha boca, arregalo os olhos e ela levanta minha cabeça indo mais fundo, bem mais fundo, até minha garganta.

- Respire pelo nariz - ordena.

Só obedeço e ele enrola meus cabelos em seu punho e empurra minha cabeça contra seu membro. Mais e mais, aperto sua coxa com força o que faz ele parar e retirar o pau da minha boca.

- Você quer parar? - Balanço a cabeça fazendo que sim, mas ele ri negando.

- Mas, eu não.

Enfia o pau com tanta força na minha boca que eu engasgo e sinto a cabeça de seu membro esfregar em minha garganta. Ele impulsiona minha cabeça e então percebo que ele não vai parar, ele pulsa na minha garganta, quase gozando. Segura meu cabelo com mais força e fecha os olhos gozando na minha boca e se retirando.

- Engole.

O olho em choque e minhas mãos tremem, ele tem um sorriso de satisfação nos lábios e eu tento protestar mas ele me dá um tapa no rosto me desequilibro e caio de cara no chão.

- Engole vádia.

Com o susto eu engulo toda sua porra.

Ele sai do quarto batendo a porta e eu caio no chão chorando e me sentindo um lixo acabo dormindo ali mesmo.

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