Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Superando Barreiras
Superando Barreiras

Superando Barreiras

Autor:: R.Costa
Gênero: Romance
Jamile Gonçalves, uma jovem amável, adorava ajudar as pessoas, para ela o respeito e a dignidade têm que andar juntas, mais infelizmente a vida não foi muito fácil, após perder seu emprego na clínica dentaria, aonde trabalhou por anos, foi trabalhar em uma editora que mudou sua vida inesperadamente.

Capítulo 1 A Entrevista de emprego

Já é tarde da noite, Jamile, está na cozinha conversando com sua mãe, quando resolve ir descansar, pois terá uma entrevista de emprego na manhã seguinte, desempregada há seis meses, ela trabalhava em um Consultório dentário de recepcionista, mas a clínica havia fechado.

Após uma árdua corrida em busca de um novo emprego, entregando Currículos e indo em entrevistas sem sucessos, ela é chamada para uma entrevista, seria recepcionista em um escritório numa Editora famosa.

– Mãe, preciso estar lá amanhã às sete horas para a entrevista, a senhora me chama cedo? – pergunta ela para sua mãe que está no fogão .

– Claro filha, fique sossegada te chamarei assim que eu levantar – Carmem fala lhe entregando um copo de leite quente.

– Obrigada mãezinha, vou tomar esse leite e dormir – dando um beijo em sua mãe segue para seu quarto, ela está ansiosa para essa entrevista.

Tomando o leite, se troca e deita, como está cansada não demora muito para pegar no sono.

Na manhã seguinte por volta da cinco e meia da manhã, sua mãe a acorda.

– Mile querida acorda, senão você perderá a hora – fala Carmem descobrindo-a para despertar lá.

–Bom dia mamãe, obrigada eu só vou tomar um banho e já chego na cozinha– já levantando e indo para o banheiro.

Após tomar banho e se arrumar, ela vai tomar café seu pai João Gonçalves está na mesa, ele trabalha a noite e havia acabado de chegar.

– Bom dia filha, aonde vai tão cedo? –pergunta tomando um gole de café.

– Bom dia papai, tenho uma entrevista em uma Editora agora pela manhã.

– Que bom filha, quer que eu te leve?

– Não se preocupe, vai descansar eu chegarei a tempo– ela dá um beijo em seus país e sai.

Chegando lá, ela vê mais três meninas que estão ali para a mesma vaga, fica preocupada, não demora muito é chamada e ao entrar na sala Jamile percebe que seu entrevistador era um jovem aparentando uns trinta anos.

–Bom dia, Jamile Gonçalves certo? – pergunta ele apontando para a cadeira a sua frente.

– Bom dia , sim sou eu.

Ele olha seu currículo, com muita atenção logo após olha para ela.

– Bom Jamile, me diga porque você quer tanto trabalhar aqui conosco?

– Bom, porque eu me considero capacitada para trabalhar numa empresa de grande porte como essa, sei me comunicar muito bem, e conheço o meu lugar, respeito a cada um, e também sou muito comunicativa.

– Interessante, e porque saiu do seu último emprego, aqui diz que você trabalhou lá por cinco anos– ele ergue uma sobrancelha intrigado.

– Sim trabalhei, eles tiveram que fechar, então fui obrigada a sair de lá – uma tristeza invade seu coração.

Ele olha para Jamile, faz mais algumas perguntas e ela responde todas sem hesitar.

– Bom Jamile, vejo que você é bem qualificada para a vaga, passa no RH está contratada.

– Obrigada, agradeço muito pela confiança – ela diz sorrindo.

– Espero mesmo não me arrepender, e a propósito meu nome é Ronaldo Martins. Seja bem vinda – ele estende a mão após ficar em pé.

– Obrigada – o cumprimenta e saindo direto para o RH, faz todos os exames entrega os documentos e volta para casa .

– Chegou filha, nossa estava preocupada, você demorou– Carmem fala parando no meio da sala.

– Eu estou contratada mamãe, tive que fazer exames e assinar o contrato – fala já abraçando Carmem toda feliz.

– Que bom meu amor, estou feliz por você.

– Começo na segunda feira, olha meu uniforme? – Toda feliz, Jamile mostra o uniforme de recepcionista.

– Lindo filha, vem vamos me ajudar com o almoço – elas seguem para a cozinha.

Jamile ajuda sua mãe com o almoço, após almoçar decide ir até o centro da cidade, precisa comprar um sapato para trabalhar.

– Esse aqui é bonito, não é muito alto e nem muito baixo, vou levar– fala para o vendedor da loja.

– Venha comigo por favor, qual o seu número? – pergunta ele apontando para uma poltrona.

– Obrigada, é trinta e seis.

Ela experimenta, paga e vai para casa, no caminho encontra uma senhora caída no chão chorando, que havia acabado de ser assaltada.

– A senhora está bem? – Pergunta ajudando aquela senhora levantar.

– Obrigada querida, acabei de ser assaltada, levaram minha carteira e meu celular – fala em prantos.

– Meu Deus, tem alguém que a senhora possa ligar para vim te buscar? – pergunta após ajudá-la a sentar num banquinho, tira uma garrafa de água da bolsa e entrega para aquela senhora.

– Toma beba essa água, está limpinha nem bebi– fala estendendo a garrafa para ela que está tremendo.

Capítulo 2 Encontrado com o destino

Zuleica sorri para Jamile, pega a garrafinha de água e toma.

– Obrigada meu anjo, tem o meu filho, deixa ver se lembro o número dele – esfregando a testa ela tenta lembrar.

– Não tenha pressa, se acalma primeiro. – Limpando os machucados do tombo tentar acalma-la, ela está muito nervosa.

Lembrando o número do filho, passa para Jamile que liga em seguida.

– Oi querido, eu estou aqui no centro, fui assaltada levaram tudo– fala chorando.

– Como assim mamãe, você está aonde?

– Estou numa praça aqui em frente ao casarão amarelo.

–Não saia daí já estou indo.

– Estou com uma linda jovem, ela me ajudou e emprestou o celular dela para ligar para você.

– Está bom, em quinze minutos eu chego aí.

Ele desliga e Jamile guarda o celular, ela não quer deixar aquela senhora sozinha, está muito preocupada com a segurança dela ali.

– Muito obrigada querida, eu saio pouco de casa, vim no centro, porque amanhã é aniversário do meu filho ele vai fazer vinte e nove anos, e eu estava vendo um presente para ele.

– Aqui é perigoso, mas o melhor horário para andar por aqui com menos riscos é na hora do almoço que tem mais movimentação.

–E eu decidi vim depois do almoço– fala com as mãos na cabeça.

– Graças a Deus que foi só coisas matérias que eles levaram, essas coisas obtemos de volta.

– Verdade minha linda, como você se chama meu anjo?

– Jamile, e a senhora? – pergunta com um sorriso.

– Zuleica querida, eu acabei de arrumar uma amiga mais que alegria.

– Prazer Dona Zuleica, sim eu estou feliz de poder ser sua amiga rsrsrs.

Quinze minutos depois um sedan prato para na frente delas e Zuleica diz que é o seu filho que chegou.

– Querida, vou pegar com ele um papel e você anota seu número para marcarmos um chá.

– Claro, marco sim, será um prazer tomar um chá com a senhora. – diz com sorriso Largo.

– Mamãe, como você está? – ele diz se aproximando.

– Estou bem meu filho, essa é a Jamile meu anjo da guarda– diz ela apontando para Jamile.

– Você.... parece que hoje foi dia de nos encontramos – diz Ronaldo estendendo a mão para Jamile.

– Coincidências acontecem rsrs, eu a encontrei caída aqui e ajudei só isso.

– Não querida, só isso não, você foi solidária a minha dor, hoje em dia é difícil alguém socorrer uma pessoa.

– Dona Zuleica eu só fiz minha obrigação como cidadã, agora estou aliviada que a senhora está entregue.

– Eu vou te levar em casa, venha, vamos para o carro. – Ronaldo fala olhando para Jamile.

– Não há necessidade eu pego o ônibus ali no ponto.

– Por favor querida, é o mínimo que podemos fazer agora. – Zuleica pega no braço de Jamile a levando para o carro.

Eles a deixam na porta de casa, ela anota o número do telefone como combinado e agradece dá um beijo na testa de Zuleica e sai.

–Filha você saiu para comprar um sapato e demorou, estávamos já preocupados com você– João fala ao vê lá entrando em casa.

–Eu ajudei uma senhora que foi assaltada no centro, ela estava caída, fiquei com ela até o filho dela chegar, eles me trouxeram para casa – colocando a sacola no sofá, vai tomar café da tarde com seus pais.

–O centro é muito perigoso, sua mãe disse que conseguiu o emprego?

–Sim papai, começo segunda feira, inclusive o filho da Dona Zuleica quem ajudei, foi a pessoa que me entrevistou lá na Editora.

– Nossa que mundo pequeno – Carmem fala dando risada.

– Jamile, e a senhora? – pergunta com um sorriso.

– Zuleica querida, eu acabei de arrumar uma amiga mais que alegria.

– Prazer Dona Zuleica, sim eu estou feliz de poder ser sua amiga rsrsrs.

Quinze minutos depois um sedan prato para na frente delas e Zuleica diz que é o seu filho que chegou.

– Querida, vou pegar com ele um papel e você anota seu número para marcarmos um chá.

– Claro, marco sim, será um prazer tomar um chá com a senhora. – diz com sorriso Largo.

– Mamãe, como você está? – ele diz se aproximando.

– Estou bem meu filho, essa é a Jamile meu anjo da guarda– diz ela apontando para Jamile.

– Você.... parece que hoje foi dia de nos encontramos – diz Ronaldo estendendo a mão para Jamile.

– Coincidências acontecem rsrs, eu a encontrei caída aqui e ajudei só isso.

– Não querida, só isso não, você foi solidária a minha dor, hoje em dia é difícil alguém socorrer uma pessoa.

– Dona Zuleica eu só fiz minha obrigação como cidadã, agora estou aliviada que a senhora está entregue.

– Eu vou te levar em casa, venha, vamos para o carro. – Ronaldo fala olhando para Jamile.

– Não há necessidade eu pego o ônibus ali no ponto.

– Por favor querida, é o mínimo que podemos fazer agora. – Zuleica pega no braço de Jamile a levando para o carro.

Eles a deixam na porta de casa, ela anota o número do telefone como combinado e agradece dá um beijo na testa de Zuleica e sai.

–Filha você saiu para comprar um sapato e demorou, estávamos já preocupados com você– João fala ao vê lá entrando em casa.

–Eu ajudei uma senhora que foi assaltada no centro, ela estava caída, fiquei com ela até o filho dela chegar, eles me trouxeram para casa – colocando a sacola no sofá, vai tomar café da tarde com seus pais.

–O centro é muito perigoso, sua mãe disse que conseguiu o emprego?

–Sim papai, começo segunda feira, inclusive o filho da Dona Zuleica quem ajudei, foi a pessoa que me entrevistou lá na Editora.

– Nossa que mundo pequeno – Carmem fala dando risada.

Capítulo 3 O inicio da dor.

A noite João sai para trabalhar, Jamile e Carmem após a janta decidem assistir um filme, quando Camila moura, uma amiga de infância liga,

-Oi pretinha tudo bem? Fala Jamile ao atender.

-Mile querida, se arruma logo te pego, tem uma festa maneira numa boate no centro, vamos azarar muitos gatinhos hoje.

-Aí pretinha, me perdoa, depois que o papai passou a trabalhar a noite, não dá para sair e deixar a mamãe sozinha.

-Ah Mile, não acredito que você irá me deixar na mão.

-Desculpa, mas hoje não posso mesmo- ela fala com tristeza no coração.

-Tudo bem então, irei sozinha, mas você fica me devendo uma viu?

-Está bem, quando papai folgar no fim de semana, sairemos eu prometo.

-Tudo bem então, vou cobrar hein, deixa eu ir nos falamos depois, beijos.

Camila se despede, e Jamile fica triste por não poder ir com sua amiga, mas deixar Carmem sozinha não é uma opção para ela.

Ao acordar com raios de sol entrando pela fresta da janela do seu quarto, Jamile lembra que ligou para Camila no dia anterior, e ela não atendeu, levantando toma um banho em seguida indo para cozinha tomar café.

-Bom dia papai, como foi no trabalho?

-Bom dia princesinha, foi tranquilo e você pronta para sua nova jornada amanhã?

-Muito ansiosa, esses meses sem trabalhar estava acabando comigo.

-Entendo filha, mas a partir de amanhã vida nova- fala João dando um beijo em Jamile indo descansar, ela termina o café e vai ajudar Carmem com o almoço na cozinha.

-Oi filha, vê se o macarrão já está cozido, preciso terminar essa salada de maionese.

-Sim mamãe está, vou escorrer ele, vai fazer molho branco ou à bolonhesa?

-Bolonhesa querida, já está pronto aí na panela, só acrescentar ao macarrão.

Jamile então finaliza o macarrão, olha o frango no forno e vai arrumar a mesa para almoçarem.

-Perfeito querida, vou lá chamar seu pai para o almoço.

Carmem vai para o quarto, quando o telefone de Jamile toca.

-Alo.... quem é?

-Jamile querida, sou eu Rosana, a Camila está com você?

-Não tia Ro, ela me ligou sexta para sair com ela, mas eu não pude deixar a mamãe sozinha, e ontem liguei mais ela não me atendeu.

-Ela disse sexta, que iria sair com você e voltaria para casa, mas até agora não chegou.

-A senhora já ligou no telefone dela?

-Sim, mas está desligado desde ontem de manhã.

-Eu liguei ontem à tarde, e também estava tia.

-querida se ela aparecer ai, ou ligar, pede para entrar em contato comigo por favor.

-Peço sim tia, vou falar com as meninas para ver se elas viram a pretinha.

-Obrigada meu amor...

Rosana desliga e Jamile fica preocupada, João e Carmem entram para almoçar, após o almoço Jamile liga para todas as meninas do colégio, mas nenhuma delas viram Camila.

– Estou preocupada, a pretinha me chamou para sair sexta, e até agora não apareceu em casa, as meninas não viram ela.

– Olha filha, vai ver ela conheceu alguém lá e está com essa pessoa, os jovens de hoje em dia saem sem conhecer a outra.

– Pode ser papai, mas ela nunca fez isso– Jamile está extremamente preocupada com Camila.

A noite João vai trabalhar e elas estão em casa, Jamile tentou saber aonde Camila estava mas sem sucesso, Rosana disse que se ela não aparecesse que pela manhã iria fazer um B.O.

Amanhece Jamile levanta toma banho e vai para seu primeiro dia de trabalho, já no seu posto em seus afazeres Ronaldo chega.

– Bom dia Jamile tudo bem?

– Bom dia senhor Ronaldo tudo sim, e como está a Dona Zuleica?

– Ela está bem melhor hoje, e a propósito muito obrigado por ter ajudado minha mãe.

– Que isso, foi um prazer ela é um amor– diz Jamile sorrindo e Ronaldo sorri para ela.

– Bom se precisar de alguma coisa, qualquer coisa pode ir na minha sala, tenha um ótimo dia– fala indo em direção a sua sala.

Jamile trabalha, a parte da manhã é bem tranquila, ela acaba conhecendo alguns colegas de trabalho e entre eles ela conhece Maurício, ele é chefe do RH.

– Jamile quantos anos você tem, parece ser tão novinha.

– Eu tenho vinte e quatro Maurício rsrs

– Nossa parece que tem dezoito, com esse rostinho angelical– fala ele alisando o rosto de Jamile que se esquiva.

Voltando para a recepção ela atende alguns telefonemas, quando o celular dela toca.

– Alô ....

–Mile, filha achamos a Camila– diz Rosana do outro lado em soluços.

– Tia... o que aconteceu porque está chorando?

Nessa hora Ronaldo está chegando do almoço e percebe que Jamile está tensa no telefone.

– Ela foi violentada e morta – o telefone fica mudo e Jamile começar a chorar Ronaldo se aproxima para ver se está tudo bem.

Como Jamile, não fala nada somente chora, ele pega o telefone dela e conversa com Rosana.

– Alô, sou o chefe da Jamile, pode me dizer o que houve?

– Eu liguei para avisar a Jamile que a Camila minha filha e amiga de infância dela, foi assassinada.

– Meu Deus, me passa o endereço da senhora estarei aí com ela em alguns minutos.

Rosana passa o endereço, Ronaldo pega água com açúcar para Jamile tomar.

– Toma Jamile beba tudo. – Fala já entregando o copo de água na mão dela, ele pede para alguém ficar na recepção.

– Ela pediu para eu ir com ela numa festa, eu recusei, se eu tivesse ido ela estaria viva.

– Não fala besteiras, vem vamos vou com você na casa dela.

Ronaldo a ajuda entrar no carro e segue para casa de Rosana, ao chegar elas se abraçam e choram muito, tem muita gente na casa em solidariedade com Rosana.

– Tia, eu deveria ter ido com ela, porque eu não fui?

– Querida, não se culpe talvez agora estaríamos chorando duas perdas.

– Eu disse que assim que tivesse uma folga do papai a gente iria sair, não posso deixar a mamãe sozinha a noite.

– Sim, minha linda você está certa, com João trabalhando a noite é perigoso deixar a Carmem sozinha.

Ronaldo fica ali observando o quanto Jamile é amada por todos ao seu redor, João e Carmem chegam e Jamile chora nos braços deles.

– Aí papai, minha pretinha se foi para sempre. – diz aos prantos abraçada a João.

– Calma princesinha, você precisa ter forças meu amor.

–Se eu tivesse ido com ela, ninguém teria feito esse mal.

–Querida você não tem culpa da maldade das pessoas.

Ela então ao se recompor um pouco, apresenta Ronaldo a seus pais e ele ajuda no enterro, percebendo que são famílias humilde.

Após o enterro, Ronaldo leva Jamile e seus pais para casa.

– Jamile, pode ficar em casa esses dias se você quiser.

– Não senhor Ronaldo, obrigada, mas eu vou trabalhar, preciso ocupar minha mente.

– Está bem então, fica bem até amanhã– ele se despede dela.

Jamile entra toma banho e vai deitar, ela não quer comer.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022