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Sussurros do Prazer: Jogos do Desejo

Sussurros do Prazer: Jogos do Desejo

Autor:: Janne Vellamour
Gênero: Contos
🔞 AVISO AO LEITOR 🔞 ESTE LIVRO CONTÉM CONTEÚDO EXPLÍCITO E É DESTINADO EXCLUSIVAMENTE A MAIORES DE 18 ANOS. O que acontece quando o desejo sussurra seu nome no silêncio da noite? Você atende? Nesta coletânea ardente, cada conto é um jogo íntimo onde as apostas são altas e a recompensa é o clímax. Segredos são revelados não com palavras, mas com lábios, mãos e a linguagem universal do prazer. Através de encontros casuais que se tornam inesquecíveis e de relações proibidas que desafiam toda a razão, os personagens descobrem o poder transformador de uma simples carícia no lugar certo, no momento exato. Deixe-se levar por estas histórias. O seu próximo sussurro de prazer está esperando na próxima página.

Capítulo 1 A Prima Proibida - Capítulo 1

O carro de Kethlen parou com um rangido suave diante do portão de ferro já conhecido, aquele que demarcava a fronteira entre o mundo real e o santuário de suas memórias. A casa da avó, um casarão do século passado que teimava em resistir ao tempo, erguia-se imponente no fim do caminho de terra batida. A luz do fim de tarde, dourada e preguiçosa, banhava suas paredes de pedra e as madeiras já desgastadas pelo sol e pela chuva.

O jardim, outrora impecável, mostrava-se um pouco selvagem, com roseiras trepadeiras crescendo sem a disciplina de outrora, uma metáfora involuntária para o próprio estado de espírito de Kethlen. Ela desceu do carro, esticando o corpo cansado da longa viagem. O ar carregado do interior mineiro encheu seus pulmões, um cheiro de terra molhada, mato e uma pitada de nostalgia.

A chave deveria estar sob o grande vaso de cerâmica à direita da porta, como sempre estivera. A avó, mesmo na cidade, mantinha os rituais. Kethlen se agachou, a saia justa de linho branco tensionando contra suas coxas. Seus dedos finos, adornados apenas por um anho simples, reviraram a terra úmida sob o vaso. Nada. Uma leve frustração crepitou em seu peito. Talvez a senhora tivesse mudado o esconderijo, ou pior, esquecido de avisá-la. Ela se levantou, esfregando a terra dos dedos, e examinou a porta maciça de madeira. Foi quando o ruído metálico da tranca sendo girada de dentro a fez dar um passo para trás, o coração dando um salto inesperado no peito.

A porta se abriu com um rangido baixo, revelando não a figura frágil da avó, nem uma cuidadora qualquer, mas um homem. Um homem que preencheu completamente o vão da porta, bloqueando a luz interior. Kethlen sentiu o ar faltar por um segundo.

Era Gael.

Mas não o Gael que ela lembrava. O primo de infância, magricela e com jeito de garoto, havia se dissolvido no tempo. Em seu lugar, estava um homem de vinte e cinco anos, com os ombros largos e a postura descontraída de quem conhece bem o próprio corpo. Ele era mais alto do que ela imaginava, facilmente ultrapassando a marca de um metro e oitenta. O rosto perdera a suavidade juvenil, ganhando ângulos definidos: uma mandíbula forte, lâminas salientes e um queixo sulcado por uma covinha sutil. A boca, que ela lembrava ser sempre torta num sorriso fácil, agora parecia carregar uma promessa silenciosa. Seus cabelos escuros, outrora desgrenhados, estavam cortados com um estilo que era ao mesmo tempo casual e intencional, caídos de uma maneira que convidava a mão a penteá-los para trás. Ele vestia uma camiseta branca simples, que se moldava ao torso definido, e um jeans desbotado que assentava perfeitamente nos quadris e nas coxas musculosas. Nos braços, que cruzava diante do peito, serpenteavam tatuagens discretas – padrões geométricos e uma frase em uma fonte elegante que ela não conseguiu ler de onde estava.

Os olhos dele, da cor de um céu de tempestade, a observavam com uma intensidade que era quase física. Eles percorreram seu corpo num piscar de segundos, da ponta dos sapatos de salto baixo aos cabelos loiros presos num rabo de cavalo desleixado, passando pelos seios firmes sob o decote da blusa de seda e pela curva dos seus quadris sob a saia justa. Não era um olhar de primo. Era o olhar de um homem diante de uma mulher que ele não esperava ver.

- Kethlen? - a voz dele era mais grave do que a memória guardava, um baixo que parecia vibrar no próprio ar entre eles. - Achei que você não viria.

Kethlen forçou uma respiração estável, sentindo um calor subir por seu pescoço e colorir suas bochechas. A surpresa e uma atração imediata, proibida e potente, lutavam dentro dela.

- Prometi à vó que cuidaria da casa - ela respondeu, a voz ligeiramente mais rouca do que o normal. - E você? O que faz aqui?

Um sorriso torto, desafiador e irresistivelmente sexy, curvou os lábios dele. Era um sorriso que dizia que ele sabia coisas que ela não sabia.

- Preciso de um lugar pra ficar enquanto reformo meu apartamento - ele disse, os olhos faiscando com um misto de diversão e algo mais profundo, mais carnal. - Achei que teria a casa só pra mim.

Ele recuou um passo, abrindo espaço para ela entrar. A porta era estreita, um convite íntimo e perigoso. Kethlen hesitou por uma fração de segundo antes de avançar. Ao passar por ele, o mundo pareceu desacelerar. O espaço era mínimo. O algodão macio de sua blusa roçou no braço nu dele, e a calor do corpo de Gael irradiou em direção a ela como um convite. Seu quadril quase, quase tocou o dele. Ela sentiu o cheiro dele nesse instante de proximidade forçada – uma mistura limpa de sabão em pó, o amaciante que a avó sempre usava, e algo inerentemente masculino, um fundo terroso de suor seco e pele quente que era exclusivamente dele. Era um aroma primitivo, que lhe acordou algo adormecido nas profundezas do seu ventre, uma faísca que percorreu seu corpo como um choque elétrico de baixa voltagem.

Capítulo 2 A Prima Proibida - Capítulo 2

Ele não se afastou. Permaneceu onde estava, permitindo que ela se espremesse por ele, seu corpo uma barreira sólida e quente. Kethlen manteve a respiração suspensa, os sentidos em alerta máximo, cada fio de nervo em seu corpo vibrando com a consciência aguda de sua proximidade. Por um instante louco, ela imaginou como seria recuar, pressionar as costas contra aquele peito largo e sentir os braços fortes dele envolvendo sua cintura.

Então, o momento passou. Ela estava no hall de entrada, o piso frio de pedra sob seus pés um contraste com o calor que agora a inundava. A casa cheirava a madeira encerada, flores murchas e passado.

- A vó não me avisou - ela disse, virando-se para enfrentá-lo, tentando recuperar alguma compostura.

Gael fechou a porta lentamente, o ruído da tranca ecoando na sala silenciosa. Ele se virou e se apoiou na porta, as mãos enfiadas nos bolsos do jeans, o gesto puxando o tecido ainda mais sobre a área evidente entre suas pernas. Kethlen não pôde evitar um rápido olhar, registrando o volume definido ali. Um novo fluxo de calor correu por suas veias.

- Acho que ela gosta de armar suas pequenas armadilhas - ele disse, o sorriso ainda brincando em seus lábios. - Sabia que a gente ia se esbarrar assim, sem aviso.

- E isso é uma armadilha? - a pergunta saiu antes que ela pudesse detê-la, carregada de um duplo sentido que pairou pesado no ar.

Os olhos de Gael escureceram, a diversão dando lugar a uma concentração intensa e predatória.

- Depende do que você está caçando, prima.

A palavra "prima" soou estranha em sua boca, um rótulo inadequado para a corrente carnal que agora fluía claramente entre eles. Ele a chamou de "Keth" antes, no portão, um apelido de infância que agora soava como uma carícia íntima.

- Preciso levar minhas coisas para dentro - ela disse, desviando o olhar, rompendo o feitiço. Precisava de espaço, de ar.

- Claro. Qual quarto?

- O de sempre. O da torre.

Ele acenou com a cabeça, mas não se moveu para ajudá-la. Kethlen sentiu o peso do olhar dele nela enquanto se virava e caminhava em direção à escada. A mala estava no porta-malas, mas buscar significava passar por ele de novo. Decidiu ir primeiro ao quarto. Subiu os degraus de madeira, consciente de cada movimento de seus quadris, da maneira como a saia se ajustava às suas nádegas a cada passo. Era uma sensação estranhamente poderosa e vulnerável ao mesmo tempo. Sabia, com uma certeza instintiva, que ele estava a observando. Não era a observação casual de um parente. Era o olhar lento, deliberado, de um homem avaliando uma mulher, traçando as curvas do seu corpo com os olhos, imaginando o que havia por baixo das roupas de linho e seda.

Ela chegou ao topo da escada e se virou para o corredor escuro. A respiração estava acelerada. O simples ato de subir escadas sob o olhar dele tinha sido uma provação. Suas coxas estavam fracas, e um ponto úmido e quente de desejo começava a pulsar em seu centro, um latejar insistente e impróprio que a envergonhava e excitava na mesma medida.

O quarto da torre era como ela lembrava – grande, circular, com janelas altas que ofereciam uma vista deslumbrante do vale. O ar estava parado e cheirava a poeira e lençórios guardados. Deixou a bolsa em cima da cama de dossel, as mãos tremendo ligeiramente. Precisava se recompor. Gael estava aqui. Na mesma casa. E a atração que ela sempre sufocou, enterrada sob o rótulo de "primos", havia explodido à superfície com a força de um vulcão adormecido.

Desceu as escadas, determinada a agir com normalidade. Ele não estava mais no hall. Seguiu o som de ruídos vindos da cozinha. Gael estava diante da geladeira, bebendo água diretamente de uma garrafa, o pescoço inclinado, os músculos do seu garganta trabalhando com cada gole. A cena era despretensiosamente íntima e visceralmente erótica. Ele a viu e baixou a garrafa, uma gota de água escorrendo pelo seu queixo.

- Achei que você fosse buscar a mala - ele comentou, passando o dorso da mão pela boca.

- Depois - ela disse, entrando na cozinha. A atmosfera estava carregada. Cada movimento, cada olhar, cada palavra parecia ter uma camada subjacente de intenção sexual. - Está com fome? Podemos pedir algo.

- A vó deixou a despensa cheia. Posso fazer um macarrão, se quiser.

Kethlen arregalou os olhos. - Você cozinha?

- Um homem tem que se virar - ele encolheu os ombros, abrindo a despensa. Ele se esticou para alcançar um pacote de espaguete na prateleira de cima, e a camiseta subiu, revelando uma faixa de pele bronzeada e tensa nas costas, e a borda da cueca preta por sobre a cintura das calças. Kethlen sentiu a boca secar. Era um corpo trabalhado, não o de um garoto. Era o corpo de um homem que sabia o que fazer com ele.

- Macarrão está bom - ela sussurrou, afastando-se e apoiando-se na pia, precisando de algo sólido para se segurar.

Enquanto ele mexia os ingredientes numa panela, com uma eficiência que era surpreendentemente atraente, Kethlen o observava. Observava a maneira como os músculos de seus braços se flexionavam, a maneira como suas costas largas se moviam sob a camiseta, a concentração em seu rosto perfilado. Cada detalhe era uma descoberta, um combustível para o fogo que agora ardia em suas entranhas. Ele era proibido. Era seu primo. Mas naquele momento, naquela cozinha silenciosa e cheia de fantasmas, a única coisa que importava era a atração animal e incontestável que puxava um pelo outro.

- Então, como está a vida na grande cidade? - ele perguntou, quebrando o silêncio pesado. - Projetando arranha-céus?

- Algo assim - ela respondeu, cruzando os braços sob os seios, um gesto defensivo. - E você? Ainda na oficina?

- Sim. Mas é minha agora. Comprei a parte do sócio no ano passado.

- Parabéns - ela disse, e a admiração em sua voz era genuína.

Capítulo 3 A Prima Proibida - Capítulo 3

Ele se virou, pegando uma colher de pau. - É só metal e motor, nada glamouroso como seus projetos.

- O glamour é superestimado - ela retrucou, e seus olhos se encontraram. O ar entre eles pareceu ficar mais denso, mais quente. Ele deu um passo em sua direção, e o instinto de Kethlen foi recuar, mas seus pés estavam enraizados no chão.

- É? - ele sussurrou, chegando perto o suficiente para que ela sentisse novamente o calor do seu corpo. Ele ergueu a mão, e por um momento eletrizante, ela pensou que ele ia tocá-la. Em vez disso, ele pegou uma faca do bloco ao lado dela, seus dedos roçando os dela de relance. Um calafrio percorreu todo o seu braço. - Acho que todo mundo gosta de um pouco de brilho, Keth. Mesmo que seja só por fora.

Ele voltou para o balcão, deixando-a ali, tremendo, o ponto de contato onde seus dedos haviam tocado ardendo como fogo. Ela olhou para suas próprias mãos, então deslizou uma delas discretamente para baixo, sobre o tecido da sua saia, pressionando contra a carne quente da sua coxa. A necessidade era uma dor surda e doce, um latejar que pedia por alívio. Ela se imaginou cruzando a cozinha, girando ele e puxando seu rosto para o seu, sentindo aquela boca dura e experiente sobre a sua, aquelas mãos grandes e ásperas percorrendo seu corpo.

A imagem era tão vívida, tão real, que um pequeno gemido quase escapou de seus lábios. Ela se mordeu, forçando a onda de desejo a recuar. Isso era loucura. Era errado. Era perigoso.

Mas, Deus, era excitante.

O cheiro do alho e do azeite refogando começou a encher a cozinha, uma contradição doméstica à tensão sexual que envenenava o ar. Eles estavam sozinhos. Naquela casa grande e silenciosa. Por dias.

Gael se virou novamente, segurando a colher de pau. Seus olhos escuros percorreram seu corpo mais uma vez, parando nos seios, onde seus mamilos estavam endurecidos, pressionando contra o tecido fino da blusa. Ele viu. Claro que viu. Um sorriso lento, de pura satisfação masculina, se espalhou por seu rosto.

- O jantar vai demorar uns vinte minutos - ele disse, sua voz um rosnado suave. - Talvez você queira... se instalar. Tomar um banho. Você deve estar cansada da viagem.

A sugestão era inocente, mas a entonação era tudo, menos. Era um convite para que ela se limpasse, se preparasse. Para o quê? Kethlen sentiu um novo surto de calor entre as pernas. A ideia de se despir, de ficar nua no chuveiro, com ele apenas a alguns metros de distância, era absurdamente erótica.

- Um banho... sim - ela concordou, a voz um fio de som. - É uma boa ideia.

Ela se afastou da pia, suas pernas ainda trêmulas, e caminhou para fora da cozinha sem olhar para trás. Mas sentia o olhar dele em suas costas, queimando através do tecido, uma marca de posse que ainda não havia sido reivindicada.

No corredor, parou, encostando a testa na parede fria. O coração batia descompassado em seu peito. Um banho. Sozinha. Com a imagem de Gael, seus braços fortes, sua boca sensual, sua promessa silenciosa, queimando em sua mente. Sua mão deslizou para baixo de novo, desta vez para o interior da sua coxa, sentindo a pele macia e quente. Os dedos tremeram, pairando perto do epicentro da sua necessidade. Um longo, baixo gemido escapou finalmente de seus lábios, um som de rendição e desejo puro.

A água do chuveiro escorrera sobre o corpo de Kethlen como uma tentativa de purificação, mas só conseguira avivar os sentidos. Cada gota que deslizara sobre sua pele havia sido um lembrete do olhar de Gael, pesado e carnal, que parecia tateá-la mesmo através das paredes. Enquanto se secava, o toque do tecido macio da toalha era quase uma agressão aos nervos super sensibilizados. As pontas dos dedos, ao passarem pelos próprios seios, fizeram-nos arrepiar, os mamilos endurecendo numa resposta instantânea e traidora à memória do sorriso dele. Vestiu-se com cuidado, escolhendo um shorts de cintura baixa de seda que moldava a curva dos seus quadris e uma camiseta justa, sem sutiã. A justificativa era o conforto, mas a verdade, que ela mal admitia a si mesma, era um desejo profundo de ser vista, de provocar. Era uma isca lançada num mar proibido, e ela esperava, com um frio na espinha e calor nas entranhas, que o tubarão mordesse.

Ao descer, o cheiro do alho e do manjericão já dominava a casa, uma armadilha doméstica e perfumada. Gael estava diante do fogão, mexendo o molho de tomate fresco numa panela de ferro. A cena era absurdamente caseira, mas nada na postura dele transmitia domesticidade. Ele era um predador disfarçado de dono de casa, seus movimentos cheios de uma graça animal contida. A cozinha, com sua iluminação quente e aconchegante, parecia ter encolhido, tornando cada centímetro de ar carregado de potencial.

- Cheira bem - ela disse, parando na entrada, sentindo-se como uma intrusa no próprio cenário que ajudara a criar.

Ele se virou, e seus olhos escuros percorreram-na da cabeça aos pés, sem pressa, como se estivesse saboreando cada detalhe da sua vestimenta casualmente sensual. A avaliação foi tão física que Kethlen sentiu a pele formigar.

- Tomate da horta da vó. Ainda estão bons. Espero que goste de espaguete al dente - a voz dele era um zumbido grave que ecoou direto no seu baixo-ventre.

- Gosto das coisas firmes - ela retrucou, e os cantos da boca de Gael se curvaram para cima, captando o duplo sentido que ela não tinha tido a intenção de lançar, mas que saíra naturalmente.

- Bom saber.

Ele pegou uma garrafa de vinho tinto que já estava aberta em cima do balcão e serviu dois cálices generosos.

- Para ajudar a descontrair - ele disse, entregando-lhe um dos copos. Seus dedos se tocaram durante a passagem, e um choque estático, ou talvez apenas a pura energia da atração, percorreu o braço de Kethlen. Ela levou o cálice aos lábios rapidamente, a necessidade do álcool sendo súbita e urgente.

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