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Só teu! Volume II

Só teu! Volume II

Autor:: Yana Shadow
Gênero: Romance
A dor da separação era insuportável. Doutor Bittencourt sentia-se incapaz de superar mais uma derrota. No auge do sofrimento, o neurocirurgião e CEO decide lutar e procurar pela esposa que foi embora grávida e com um filho pequeno. O que o ser humano é capaz de fazer para reconquistar o amor e a confiança da pessoa amada? Só o trauma do fim fará com que as mudanças aconteçam, mas desta vez, o caminho de volta não será fácil. O livro Só Teu é volume 2 da trilogia Doce Desejo. Este romance conta a história de um casal que viveu um tórrido relacionamento, porém algumas pessoas são contra esse amor e farão de tudo para mantê-los separados. ʕ•́ᴥ•̀ʔっ Boa Leitura! ♡

Capítulo 1 Apresentação

Olá, amores!

O livro Só Teu é o volume 2 da trilogia Doce Desejo, para entender a trama é necessário ler o livro "Só Minha! Volume 1" que está disponível aqui na Lera.

A trilogia conta a história de um casal que viveu um tórrido relacionamento sensual, mas algumas pessoas são contra esse amor e farão de tudo para mantê-los separados.

Em meio a dor e ao sofrimento, Alexander tomou decisões impensadas que o levaram a consequências avassaladoras. Todavia, o médico e CEO fará de tudo para conseguir mais uma chance para o amor.

O que o ser humano é capaz de fazer para reconquistar a confiança da pessoa amada?

Só o trauma do fim fará com que as mudanças aconteçam, mas desta vez, o caminho de volta não será fácil.

Acompanhe agora o prólogo e descubra outro segredo que Sophie escondeu de Alexander. O romance continua com um enredo não-linear que aos poucos revelará segredos inesperados.

Boa leitura!

Esse livro é uma obra de ficção. Todos os personagens, lugares e acontecimentos descritos nesta obra foram criados pela mente da autora. Toda e qualquer semelhança com nomes, datas ou acontecimentos é apenas uma mera coincidência.

Copyright © 2.021 por Ana Paula P. Silva/ Yana Shadow.

Revisão: Heloisa Braga, Mestra em Língua Portuguesa.

Só Teu! Volume II da Trilogia Doce Desejo.

ISBN DIGITAL: 978-65-00-25666-6

Autora Yana Shadow.

Capítulo 2 Prólogo

Rio de Janeiro

Setembro de 2010.

O sol raiou por entre algumas nuvens enquanto o vidro da janela embaçava com o hálito quente das respirações aceleradas. Ricardo estava exausto, aquele era o quinto dia em que entrava na UTI neonatal para saber o estado de saúde dos netos, mas não conteve a dor que cresceu no peito, por entre soluços e choro, ele lamentou-se pelo sopro de uma vida que se foi.

Olhou mais uma vez para aquele ser tão pequeno e frágil na incubadora e desviou o olhar para a mulher alta e de cabelos grisalhos que adentrou o ambiente frio e impessoal.

― Precisamos contar ao Alexander! ― falou a voz pesarosa ao fixar os olhos em Sophie.

Ricardo tirou um lenço de linho azul do bolso e enxugou as lágrimas que teimavam rolar pelo rosto marcado por algumas rugas.

― Non! ― Sophie se manteve firme.

Ela ajeitou o terninho preto e caminhou em direção ao filho enquanto os enfermeiros abriam a incubadora.

― Você sabe como o Alexander é fraco, se contarmos o que aconteceu, ele vai largar tudo e voltar para o Brasil.

Ricardo fitou o corpo franzino de Rodolpho que não se movia e mirou no bebê franzino que não parava de se mover na outra incubadora, embora estivesse abaixo do peso, Alex lutava pela vida.

― Como a Nicole é desajeitada! Se ela tivesse mais cuidado ― reclamou em voz baixa enquanto tiravam um dos bebês da incubadora ― isso não teria acontecido ao meu neto.

Ricardo apontou para a equipe de enfermeiros que retirava o nenê da UTI neonatal.

― Vai para casa descansar, meu filho! ― Sophie tocou o ombro largo de Ricardo. ― Deixe que eu cuido de tudo.

Sophie acariciou o rosto do filho e o abraçou. A fisionomia impassível encarava o outro bebê que mexia as pernas na incubadora no meio do quarto com paredes em tons terrosos.

― Vou ver a Nicole. Ela está reagindo bem à cirurgia e eu quero observar de perto a recuperação dela. ― Ricardo se afastou da mãe. ― Logo eu vou suspender a sedação.

Uma mulher esguia entrou no quarto e os cumprimentou, a secretária de Sophie entregou uma folha e, logo em seguida, saiu do quarto.

― Vá descansar! ― Sophie o acompanhou até a porta. ― Eu vou visitar a Nicky e verificar o prontuário dela.

Logo que Ricardo se despediu, Sophie seguiu a passos largos até a equipe médica que solicitava a sua presença.

― O que está acontecendo? ― indagou Sophie com certa hostilidade ao notar que o bebê se mexia.

― Doutora Bittencourt! ― O pediatra esbelto e de pele morena cumprimentou. ― Os enfermeiros me chamaram assim que verificaram o pulso. Esse nenê está vivo, mas ainda inspira cuidados.

― Coloquem ele em outra sala da UTI neonatal e não conte a ninguém da minha família. ― Sophie mirou o bebê.

Capítulo 3 Episódio 1

Rio de Janeiro, Brasil.

Setembro de 2015

Por alguns dias, Alexander correu por quilômetros na areia da praia. Nadou no mar e chorou. Depois de sete dias lutando contra as armadilhas da mente, ele passou mais tempo se exercitando na musculação e trabalhou mais do que nunca. Contudo, o sentimento devastador prevaleceu.

Em uma tarde chuvosa, ele ajeitou a haste prateada dos óculos, podia ouvir as batidas suaves da chuva fina contra o vidro enquanto lia a carta do pedido de demissão de Nicole.

Ele tirou o telefone do gancho e ligou para um número que não existia mais. Bateu o telefone com força e olhou para a porta com uma fisionomia inescrutável.

― Entre!

― Com licença!

― O que você quer, Isabella?

― Bom dia para você também, Alexander! ― Isabella jogou as longas madeixas cor de fogo para trás. ― Eu só quero saber como você está e oferecer meu apoio, caso você precise de alguém para conversar. Desde o jantar que eu não vejo você.

― Não pense que eu sou tão ingênuo para confiar na sua boa vontade. Eu vi a troca de olhares entre você e aquela que se diz minha mãe. Isso é culpa de vocês! ― Tirou os óculos e coçou o olho direito com o dedo do meio. ― Eu não preciso de você e muito menos da Josephiné. Entendeu?

Aquela reação inesperada de Alexander a fez se remexer na cadeira. Nada acontecia da forma como Louise planejou.

― Isso é tudo, Dra. Dufour! Pode se retirar. ― Fez um gesto com as mãos mostrando a porta.

― Alexander, eu realmente...― Se movimentou ao ouvir o barulho do punho dele contra a mesa.

― Por favor, doutora Dufour!

Isabella ajeitou o jaleco branco que cobria a saia envelope preta e camisa rosa. Encarou Alexander, mas não disse uma palavra, apenas retirou. Passou por Jenny pela sala de espera e cumprimentou ao acenar a cabeça.

― Com licença!

Jenny ajeitou a blusa azul combinando com a calça da roupa que ainda usava após uma cesariana de emergência. Seguiu até a sala da diretoria assim que recebeu a solicitação de Alexander.

― Preciso conversar com você

― Se é sobre a Nicky, eu não quero me envolver.

― Sente-se! ― A voz gutural ordenou.

― Eu sei que você está com raiva, mas tudo tem um limite. ― A obstetra o enfrentou. ― A Nicky precisa de um tempo.

Alexander levantou da cadeira e seguiu até a janela, olhou para as gotas de chuva que caíam por entre as copas das árvores no pátio do prédio.

― Avise a ela que eu quero ver os meus filhos, é um direito meu e eu não abrirei mão disso! - Colocou a mão no bolso lateral. - Caso ela se negue, eu tomarei as providências necessárias.

― O que está acontecendo com você? ― reclamou, a voz afiada. ― Eu não estou te reconhecendo. O Alex e o bebê que ela está esperando não mereciam passar por tudo isso, muito menos a Nicky. Você devia protegê-la e não a atacá-la desse jeito.

― Chega, Jenny! O jardineiro da mansão viu o David ajudando-a com as malas. Ele viu quando a Nicky entrou no carro do seu primo. ― A carranca de Alexander a encarou. ― Ela foi embora com o David!

― Olha o que você está deduzindo! Você está deixando o ciúme afetar seu julgamento. Eu pedi pro David buscar a Nicky e o Alex e levar pro apartamento da Lana. ― Jenny levou a mão esbranquiçada à boca.

Pegando o telefone, Alexander apertou o ramal da secretária e solicitou os dados da enfermeira Lana Salvatori.

Antes que Jenny dissesse mais alguma palavra, ele organizou e guardou os documentos assinados que estavam sobre a mesa. Colocou o blazer slim preto sobre a camisa branca e pegou as chaves do carro.

― Que merda, Alexander! ― Ela resmungou. ― Por que você é tão impulsivo?

― Preciso vê-los. ― A expressão suavizou. ― Não durmo e não como direito há dias.

Jenny o acompanhou logo que ele pegou o endereço com a secretária e saiu apressado pelos corredores da administração. Nada o impedia de sair em busca da família, nem mesmo os argumentos e os pedidos de Jenny.

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