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TE QUERO

TE QUERO

Autor:: Lennie Andrade
Gênero: Romance
Nascido em uma família tradicional e muito rica da grande São Paulo, sendo o primogênito, desde cedo, já estou sendo preparado para um dia assumir os negócios da família Fidellis, uma família poderosa. Mas nada disso me importa se não posso ter o amor da minha vida, só por ela ser a filha da empregada e do motorista da família, meu coração desde menino sofre por ela! Contudo, sou proibido de me aproximar, nem pra dar um simples bom dia, no que pra mim e uma tortura já que a amo em silencio desde cedo! E não me canso de olhá-la pela janela onde meus olhos a encontram no belo jardim dos fundos da casa, onde ela passa a maior parte do dia lendo e estudando, sem perceber que eu não me canso de olhá-la e admirá-la. Imaginando rolando no gramado com ela rindo com aquele belo sorriso deslumbrante. Mas infelizmente, eu e meus irmãos sempre fomos proibidos pelos nossos pais e avós, de irmos até lá. Então só me resta amá-la e admirá-la de longe, mas será até quando eu aguentarei isso, não sei se vou aceitar isso por muito tempo, será que tomarei coragem de enfrentar todos e me jogar nesse amor, e conquistar a linda e amável, Laudy?

Capítulo 1 PRÓLOGO

Anos Atrás

O dia amanheceu lindo! O sol brilha fortemente lá fora, Juliano, está mais uma vez de pé olhando pela janela a procura da pessoa responsável por fazer seu coração bater mais rápido. Até que...

-Vem logo Juliano, você vai ou não jogar comigo? -Para de só querer ficar aí nessa janela olhando sei lá o que, as vezes eu acho que a mamãe precisa te levar ao doutor Zende, pra ele da um jeito de fazer você ficar mais esperto, e querer fazer mais esportes, ao invés de só querer ficar aí nessa janela - Disse Júlio, irmão mais novo de Juliano.

- Tá, vamos lá jogar, o que eu não faço pra você parar de falar besteira. Mas só vou jogar três partidas e se você perder não vai chorar no colo da vovó, hein seu bebezão.

E assim Juliano e o irmão foram jogar basquete na quadra próximo ao jardim na frente da casa, sem perceberem que estavam sendo observados por uma jovem linda, que se escondia na cerca viva de azaléias que dividia os jardins da mansão Fidellis, Laudy, a filha da empregada e do motorista, não podia deixar de suspirar toda vez que via o primogênito da família. Apaixonada por ele desde criança, sofria a cada vez que era proibida de se aproximar dos herdeiros Fidellis.

Sem opção, ela o observa de longe sonhando com um amor que sabia que era impossível.

-Laudy, Laudy, chamou seu pai, se aproximando.

-Xiii, papai, fala baixo, quer que a jararaca me veja aqui.

-Se você sabe, que ela não vai gostar de te ver aí, porque você sempre faz isso, não vai me dizer que está vendo as crianças brincarem novamente!

-Sim! E o que isso tem demais, você não vai me castigar como a mãe deles fazem né?

-Como assim, do que você está falando, quem foi castigado?

-Ué, então o senhor não sabe, a irmã deles, Jillian, está trancada no quarto porque passou pro jardim dos fundos! A mamãe, falou que ela só queria pegar uvas no pomar, mas a madame a castigou, dizendo que elas têm empregados para fazerem isso, que é só mandar! Papai, eles não podem nem viver como adolescentes normais.

-É filha, e por isso que você não pode ser pega aqui, já imaginou o que a madame vai fazer com você, se ela é cruel com os próprios filhos, não quero nem imaginar com os empregados e os seus filhos.

- Verdade papai! Mas eu gosto tanto de vê-los brincando, olha só, apesar de serem tão limitados, ainda assim parecem felizes.

Alguns minutos depois quando o jogo terminou, Júlio, entrou dizendo que iria tomar banho, já Juliano, seguiu para a piscina, ele sempre gostou de nadar para relaxar, pegou essa mania por causa do estresse que a mãe causa em todos, com os seus surtos.

Laudy, continuou seguindo-o e quando o viu tirar as roupas ficando só de sunga, suspirou olhando pros lados para ter certeza que não havia ninguém lhe vendo ali vigiando seu amado, mas em um momento, acabou pisando em folhas secas fazendo barulho.

Juliano ouviu e logo olhou para a direção de onde veio o som.

Deixando-a nervosa, que saiu imediatamente, seguiu pro seu lugar preferido, sentando-se no banco do jardim dos fundos, de olhos fechados com o rosto pro alto deixando o sol aquece-la, e assim ficou relembrando todos os movimentos que seu amado Juliano, havia feito naquele dia, desde a hora que ela o viu logo pela manhã. Mal sabia ela que seus movimentos também eram vigiados por um par de olhos de um azul cinza que sonhava o tempo todo em um dia tê-la nos seus braços e amá-la como ele vem sonhando desde menino.

Sempre que a via no jardim parava o que estivesse fazendo, para lhe olhar e admirá-la em silêncio cada passos que dava, quando não tinha ninguém por perto e claro, já que sua família nunca iria permitiria que ele se envolvesse com a filha de empregados, mesmo que esse amor fosse a sua felicidade!

- Ah, Laudy, eu amo te amar. Mesmo que em silêncio.

-Juliano, vai se arrumar logo pra ir pra empresa comigo!

- De novo vovô, eu pensei que iria ficar em casa esses dias, já que estou em período de provas e preciso estudar!

- Não, Juliano, quando chegarmos você estuda, eu preciso te preparar pra ser meu sucessor um dia meu neto, você sabe que eu não posso correr o risco de deixar a destrambelhada da sua mãe, cuidar do nosso império, ela afundará tudo em horas, assim que eu me for!

-Para de falar isso, vovô, como diz a vovó, vaso ruim não quebra assim tão fácil.

- Até você falando isso Juliano, eu não sou ruim assim!

-Não vovô, claro que não, é só jeito de falar. Eu quero ser como o senhor quando crescer, o senhor além de ser bem sucedido, foi feliz no amor, ficando com o amor da sua vida desde adolescente isso é muito raro hoje em dia, nem todos tem essa sorte, já que o destino complica um pouco as coisas.

-Sim, meu neto, isso é verdade. Eu e sua avó sempre nos amamos, desde novos, e como eu sempre fui esforçado o pai dela não se opôs quando eu a pedi em casamento, mesmo porque eles viram potencial em mim, como ele falou na época, eu iria longe por ser inteligente nos negócios. O que eu não vi até hoje no seu pai.

-Como dizem vovô, não foi sorte, foi sabedoria o senhor mesmo sem ter um pai presente, se esforçou e cresceu no mundo dos negócios e olha pro senhor hoje, é o homem mais rico e poderoso da nossa cidade, todos temem o senhor Fidellis. Agora deixe, eu ir logo me arrumar senão não vamo chegar a empresa hoje, se eu quero ser igual ao senhor, preciso começar agora mesmo, e a primeira coisa a ser fazer e nunca chegar atrasado na sua própria empresa, porque isso gera negatividade aos seus subordinados, mesmo que não precisemos ser agressivo com nenhum deles, como o senhor sempre fala: Seja humilde e honesto sempre com as pessoas. Pois a verdade e honestidade andam juntos rumo ao sucesso.

Vovô, quando eu estiver terminando os estudos e pronto para assumir a empresa eu quero falar sobre a menina que eu amo, desde sempre e vou querer que o senhor me apoie, assim como os seus sogros lhe apoiaram.

-Juliano, você ainda tem muita estrada a percorrer, terá muito tempo pra você ver se é dela mesmo que você gosta, até lá, eu te aconselho não pensar em mulher nenhuma, só se dedique aos estudos e se prepare para assumir o que um dia vai ser preciso. Por enquanto esqueça todas as distrações. Agora vá se aprontar, eu vou ficar aqui te esperando não demore, filho.

Capítulo 2 Aqui começa a história de Juliano Fidelis.

1° Capítulo de uma linda história de amor.

DIAS ATUAIS

Todos começam a desembarcar do avião, a jovem linda, mas também triste e desanimada Laudy, desembarcar no aeroporto de São Paulo, quando, não ver seu pai que já sai da área de desembarque procurando-o muito ansiosa para abraçá-lo apesar de estar muito triste de ter que voltar para essa cidade onde não tinha boas recordações, principalmente amorosa, não para de pensar.

-Fazer o que, aqui estou de volta a contragosto é claro! Apesar de saber quando fui para o exterior, que um dia teria que voltar para essa cidade onde nasci e cresci, mas mesmo assim me recusava a voltar, mesmo sabendo que aqui mora o amor da minha vida, que mesmo não sendo correspondida não consigo deixá-lo de amá-lo, desde criança, mas de que vale amar sozinha!

Por isso não queria ter que voltar nunca mais pra mesma cidade que sei que ele vive.

É Juliano Fidellis, olha o que você é capaz de fazer comigo, mesmo depois de tantos anos, ainda me sinto assim por você! E você papai onde está.

Laudy caminha olhando pros lados procurando seu pai e dizendo pra si mesma:

-Então é isso, de volta! "Brasil" aqui estou eu de volta, espero que não me arrependa de ter voltado!

-Desanimada mas também muito ansiosa e com muita saudade de abraçar meus pais, respira fundo ergue a cabeça, e com passos firmes segue para a esteira para pegar suas bagagens.

Enquanto isso do lado de fora do aeroporto.

-Minha nossa, logo hoje está tão difícil encontrar uma vaga -diz Poubel, muito ansioso para rever e abraçar a filha que há anos não vê pessoalmente e nem a sente em seus braços.

E dizer olhando nos seus olhos o quanto ela é amada como sempre falou, só para ouvi-la dizer as palavras que sempre gostou de ouvir quando ele falava: Laudy, você e a minha filhinha mais amada -E ela dizia:

-Mas é claro que sou né papai, sou sua única filha!

-Como quero ouvir isso novamente de você, Laudy, minha menina.

-Pensava ele muito eufórico enquanto tentava se acalmar e procurava incansavelmente por uma vaga no estacionamento, pois não via a hora de se encontrar novamente com o seu docinho.

Depois que consegui estacionar saiu andando depressa e dizendo:

-É Laudy, já faz mais de cinco longos anos que eu e sua mulher só falamos com você por tela de celular ou tablet, mas agora eu vou poder te abraçar filha.

Andando e pensando, não via a hora de senti-la nos meus braços novamente depois de tanto tempo. Pois desde que ela foi estudar no exterior, não se viram mais pessoalmente.

Enquanto dentro do aeroporto, Laudy, não estava diferente do pai, que era puro nervosismo, falando sozinha.

-Cadê você papai? -não me deixe mais agoniada do que estou em não te encontrar aqui como imaginei a minha viagem toda, que assim que lhe visse iria correr na sua direção assim que saísse do portão de embarque, mas você não está aqui como o combinado.

enquanto seguia para pegar suas bagagens que ao pegar a primeira viu que realmente está bem pesada como a amiga-louca, havia lhe falado que estava, contudo, não podia deixar essas coisas pra trás, já que os seus estudos e a mordomia de ficar no exterior havia chegado ao fim, forçando-a voltar, que apesar de estar morrendo de saudades dos seus pais, não estava nada contente em ter que voltar pra essa cidade, principalmente pra casa dos patrões dos seus pais, já que sua mãe e a empregada e seu pai e o motorista da família Fidellis! A família mais rica da cidade - ela fala torcendo os lábios pro lado.

Pensando nisso ficou ainda mais revoltada, precisava parar de pensar em tudo isso principalmente que já é coisa do passado.

-Mas isso é impossível já que ainda o ama, bom, acho melhor pegar logo essas bagagens -Ai droga, só me faltava isso agora -ela xinga, olhando pro dedo, dizendo:

-Não acredito que quebrei uma unha, ainda mais essa - fala, tirando o pedaço da unha que quebrou. E voltando a pegar a segunda mala pra colocar no carrinho -eu mereço -fala, revoltada.

No momento que estava reclamando ouviu a voz do seu pai que chegou já falando:

- Laudy, Filha!

-Papai - falou se jogando nos braços dele que a abraçou bem firme e falaram juntos.

-Que saudade de você!

-Depois de uns minutos abraçados ele pegou suas bagagens, ela muito estressada falou:

-Porque você demorou tanto? -Olha só pra isso, quebrei uma unha pegando essas malas pesadas!

-Ah meu docinho, eu demorei porque esse lugar hoje está uma loucura, achar uma vaga pra estacionar foi bem difícil! Mas agora estou aqui, olha só pra você, filha, como você conseguiu ficar ainda mais linda! Ah, minha filha amada, você não mudou quase nada!

-Como assim, não mudei papai! Olha pra mim, eu mudei muito! - ela fala sorrindo feliz, por estar na frente do pai depois de tantos anos.

Olhando-a ele falou:

- Sim, sim, eu estou vendo, que você cresceu e ficou ainda mais linda! Como é possível eu ser o seu pai e marido da sua mãe, vocês duas são tão lindas! Olha pra você, está cada vez mais a cara da sua mãe quando tinha a sua idade!

Conversando e sorrindo chegaram do lado de fora do aeroporto.

-Vem logo Laudy, o carro está logo ali - disse, Poubel, sorrindo e bem animado com a presença da filha.

Depois que entraram no carro ele não pode deixar de falar como sempre:

-Já colocou o cinto, filha? -Vou ter que correr um pouquinho, pois hoje a mansão está um alvoroço só. A madame está dando uma festa pro jovem Juliano, filha, você se lembra dele? -Do filho mais velho da família Fidellis? -Então, ele foi premiado por ser o mais jovem empresário do ano. Pela segunda vez.

A empresa deles está rendendo bem mais desde que ele assumiu no lugar do seu avô a três anos, ano passado eles não comemoraram porque perderam a avó! Você se lembra dela?

- De quem papai?

-Da mãe da madame?

-Ah, não muito papai eu quase não tinha contato com ninguém da casa, lembra, que os filhos dos empregados não podiam se misturar com os filhos dos patrões.

-Verdade! Então, esse ano a madame fez questão de comemorar com muito estilo! Como ela faz questão de dizer toda hora.

-Vamos comemorar sim, e vai ser no estilo como deve ser filho, Você merece!

Laudy, acabou rindo muito ao ouvir o pai imitando a patroa. E assim os dois seguiram, viagem conversando e rindo de tudo e de todos. Logo o carro entrou pelos grandes portões da mansão dos Fidellis.

Quando ela entrou pela porta da cozinha que estava uma bagunça só, logo avistou a mãe distraída arrumando um arranjo de frutas em cima da mesa, seguiu e parou atrás dela, e então falou:

- Oi, Mamãe! - A mulher parou suas mãos no ar e com os olhos cheios de lágrimas se virou e já com as lacrimejados descendo pela face, falou:

-Minha filha! Ah meu amor, que saudade de você - elas se abraçaram e assim ficaram até que ouvimos uma voz vindo da porta que dava pra sala, uma voz muito linda que Laudy, jamais esqueceu todos esses anos que esteve fora, longe um do outro, primeiro porque ele foi estudar fora, depois ela que foi.

Aquele homem lindo com aqueles olhos que ela amava tanto, os mesmos que atormentava sua mente todas as noites ao deitar sua cabeça no travesseiro, a mesma voz que a fazia estremecer só de ouvi-la, quando ainda eram apenas adolescentes, a voz que mesmo com o passar dos anos, mesmo estando mais grossa do que ela se lembrava, mas que ainda assim, jamais deixaria de reconhecer, porque mesmo que quisesse não poderia porque só em ouvi-la se estremece imaginando ele falando no seu ouvido tudo que ela sempre quis ouvi.

Juliano, entrou falando:

-Bebel, você pode mandar...

Ele parou de falar e ficou ali parado as olhando. Bebel, logo que o ouviu entrando na cozinha, falando, se afastou do abraço com a filha, já enxugando as lágrimas falou na direção do homem paralisado na porta olhando fixamente para a linda moça no qual também o olha fixamente sem nem mesmo piscar. Os olhares deles se cruzavam, um hipnotizado no outro, perdidos nos olhos sem conseguirem parar de se olharem.

Só saíram do transe quando ouviram Bebel, falar:

- Oi senhor Juliano, em que posso ajudá-lo?

Mas ele continuou calado olhando a linda moça a sua frente, sem reação. Só então Bebel viu como ele olhava para a filha e como ela também o olhava, percebeu que deveria intervir, pois eles estavam totalmente submersos no que estava acontecendo aos seus arredores.

Juliano, só se despertou quando a empregada tocou no seu ombro repetindo a pergunta: -Senhor Juliano, o que o senhor deseja? -Em que posso lhe ajudar?

Foi então que Laudy, também saiu do seu transe disfarçado, seguiu até a pia abrindo a torneira colocando as mãos embaixo da água fria para aliviar a tensão que aquele encontro a causou, foi quando o ouviu se dirigiu a sua mãe falando:

-E meu terno, Bebel, o que eu vou usar esta noite, pede pra alguém ir lá no meu quarto e dar uma escovada nele, por favor, obrigado Bebel.

-Dito isso ele se virou e seguiu para a porta, mas antes de passar por ela, virou-se, me olhando e falou:

- Bebel, essa é a sua filha, Laudy, não é?

- Sim, senhor, ela acabou de chegar do exterior por isso que nós estávamos nos abençoando! Tão felizes - Disse a mulher sorridente mostrando a felicidade no rosto.

Olhando para Laudy ele falou com a voz trêmula:

- Seja bem-vinda!

- Olhando-o ainda trêmula não falei nada, pois eu estava muito emocionada em me deparar com ele logo que cheguei, então só consenti com a cabeça, vendo-o saiu pela porta, sumindo.

Juliano, saiu da cozinha, seguiu pro seu quarto esquecendo totalmente o que tinha que fazer, em pé na frente da janela olhando pro nada, com as mãos no bolso da calça começou a falar consigo mesmo:

-Meu Deus, como é possível ela voltou ainda mais linda! Me lembro como se fosse hoje, as vezes que ficava de pé na janela da sala que dava pro jardim dos fundos da casa, só para vê-la, pois era o seu lugar preferido para estudar ou ler, já que sempre estava com um livro nas mãos. O jardim dos fundos, era o lugar onde ela costumava ficar sentada por horas, já que minha família, sempre foi bem severo com os empregados que tinha filhos, eles jamais podiam passar pro jardim da frente da casa principal, onde era só pros filhos dos patrões, que jamais podia se misturar com os filhos dos empregados.

Os empregados com filhos para viver aqui tinham que seguir as regras.

-Laudy, eu sempre te amei em silêncio e nunca me esqueci de você, como poderia, você é a única mulher existente no meu coração! Desde menino que eu te quero! Eu te quero minha Laudy, nunca te falei isso por covardia e medo do que meus pais podiam fazer com você e seus pais, sendo assim sabendo das ordem deles, eu e os meus irmãos não podíamos brincar com você e as outras crianças! Por causa de um preconceito ridículo, por serem filhos dos empregados da família, então, cresci admirando-a somente pela janela, amando-a em silêncio, quando você olhava pro lado da janela que eu estava, me escondia atrás das cortinas e assim foi até eu ir estudar fora, isso foi há oito anos atrás.

- Nossa, tem oito anos que eu não a vejo, e ela está ainda mais linda! Ah Laudy, eu sempre te amei e vou continuar só que agora eu vou lutar e te conquistar! É você que eu quero! Por isso nunca me apaixonei por mais ninguém, esses anos todos, sempre tive esperança de voltar e declarar meu amor por você, mas quando voltei, você não se encontrava mais, saiu atrás de realizar seu sonho de estudar no exterior. E agora, você está aqui de volta. E eu te quero, meu amor.

Você é a única que faz meu coração bater mais forte desse jeito, quando eu te vejo ele acelerar, meu corpo tremer, como pode passar tanto tempo e eu ainda sentir isso tudo por você! Eu sei que você é uma mulher proibida pra mim, mas eu te quero mesmo assim, você vale qualquer risco, já que sempre foi e continua sendo meu único amor.

Capítulo 3 A FESTA

A noite chegou, e os convidados já estavam chegando, o pátio da mansão já se encontrava com muitos carros, cada um mais luxuoso que o outro!-A festa está linda, não está filho? -Disse sua mãe ao seu lado, que logo percebeu que ele estava totalmente distraído, o chamou: -Filho!- Hã, oi, mãe, o que foi? -Meu filho, o que está acontecendo com você?-Logo hoje, você está tão distraído! Veja, acho bom você melhorar essa sua cara, a sua pretendente está chegando, vê se não estraga tudo. Lembra-se que ela é a única herdeira da família Bozoni. A qual tanto a nossa família como a dela, fazemos gosto que vocês se casem! Então seja gentil com ela -Mamãe eu...agora não meu amor, eles estão vindo. interrompendo o filho, sua mãe, não o deixou dizer o que pensa sobre seus sentimentos, ou pela sua pretendente. A qual ele não quer e nem pretende se casar, -Ah mamãe, quando você vai aprender a me ouvir. Que vontade de gritar que eu não amo e não quero me casar com a senhorita, Alessia Bozoni, que só vejo-a como amiga, e olhe lá, já que não somos nem próximos. Que só a vejo quando ela vem aqui de vez em quando com seus pais para jantar e discutir sobre negócios, apesar dela ser muito bonita, doce e gentil! Não é a mulher que amo, e quero! Enquanto Juliano está perdido em seus pensamentos não perceber os convidados se aproximando que logo os cumprimentam: -Boa noite senhora Fidellis, oi Juliano! -Boa noite, parabéns pela premiação! E por essa festa que está linda! -Disse a jovem Alessia, com os olhos brilhando por estar na frente do seu pretendente. -Obrigado, senhorita, senhor e senhora Bozoni, boa noite, como vocês estão?-Boa noite, Juliano, estamos bem! Parabéns, rapaz, parece que seu avô sabia mesmo o que estava fazendo, ao lhe preparar para substituí-lo na empresa -disse o senhor Bozoni acompanhado pelo sorriso da mulher e da filha.- Obrigado senhor, verdade, meu avô sempre disse que eu levava jeito! Eu cresci ouvindo ele falar isso -respondeu, Juliano seco doido pra sair da presença de todos e ir ver se encontrava com uma certa moça que faz seu coração acelerar cada vez que pensa nela. Mas essa família parece um carrapato, assim como sua mãe. Que logo resolveu lhe pregar uma peça, chamando o senhor e a senhora Bozoni para ir ao encontro do seu esposo deixando os dois jovens sozinhos.-Por que, não vamos ver onde meu esposo está e deixamos Juliano e Alessia, conversarem, e se conhecerem melhor! -Sim, sim! Claro -disse o senhor oferecendo o braço a esposa e seguindo a senhora Fidellis que seguia logo à frente deles.Ao ouvi-la juliano, ficou irado pois o que ele mais queria nesse momento era sair dali e não voltar, mas sua mãe muito ardilosa foi mais rápida, então assim que o senhor Bozoni concordou, eles saíram. Enquanto eles se afastaram, os dois jovens ficaram sozinhos em silêncio, que Alessia, logo quebrou puxou assunto.-Juliano, você sabe que nossos pais querem que nós casemos, né?Ao ouvi-la, ele ficou tão surpreso, dela tocar justo nesse assunto em um momento como esse que não conseguiu falar nada, só a olhou com um nó na garganta e consentiu com a cabeça.Mas parece que seu gesto e olhar não foi o suficiente para a intimidar a não tocar nesse assunto porque ela o olhava com olhos brilhantes de admiração. Contudo, as poucas vezes que ele a olhava era com frieza para que assim ela logo achasse que ele não servisse pra ser seu marido e desencarnasse dele o mais rápido possível, vendo que não tinha futuro com ele, que ele não a amava, mas parece que não foi o bastante porque logo em seguida ela começou a elogiá-lo tanto pela sua beleza, como por ser muito competente na profissão! Parecia que ela estava totalmente impressionada com ele, e isso é bem constrangedor mesmo porque através dos olhos dela, ele viu que ela o tinha como um príncipe. Pensando nisso ele se sentiu desconfortável e simplesmente saiu do ar, imaginando que, o que ele mais queria fazer agora era estar em outro lugar com o amor da sua vida, nos seus braços, e só em imaginar estar com mulher tão bela quanto a sua Laudy, ficou de boca seca, com uma imensa vontade de...Juliano, Juliano -ele se despertou com o toque da mão da senhorita Alessia, que tocou seu braço o chamando:-Hã, oi!-Nossa Juliano no que você estava pensando, ou melhor em quem?-Você estava sorrindo e ao mesmo tempo olhava pro nada!- Ao ouvi-la dizer isso, engolir seco -então ela falou em seguida: - O que você acha disso? -Disso o que?-Do casamento! -Então Alessia, eu só vim saber das intenções dos meus pais hoje,Então ainda não falei com os meus pais sobre isso! Mas não vai rolar porque eu não sinto nada por você, e essa coisa de casamento arranjado já era, isso coisa do passado - ele falou pedindo desculpas e saindo deixando-a plantada ali sozinha. Seguiu em passos firmes e rápidos, olhando para todos os lados, acabou esbarrando no Júlio, que logo falou:- Ei maninho, o que você tanto procura?-Está à procura de alguém? -Não, não, você, viu a Bebel?-Sim, ela está lá na cozinha! Ao ouvir o irmão, Juliano saiu apressado seguindo na direção da cozinha, mas antes que ele atravessasse a porta, sua mãe segurou seu braço puxando-o e falando:- Vem comigo - não dando nenhuma chance dele falar alguma coisa, ela já foi o questionando.-O que você fez com a senhorita Bozoni? -Mamãe eu não posso me casar com ela, eu não a amo!-E quem tá falando em amor!-Você está louco, e tudo pelos negócios. Ninguém aqui está preocupado com amor! Você vai pedir desculpas aquela mimada que agora mesmo estar lá se queixando com o papaizinho dela, querendo ir embora!-Mamãe!-Mamãe, nada, nós precisamos expandir os negócios e essa é a nossa única solução, ou você como empresário não pensa grande, hãm. Vem comigo agora! E vamos reparar esse mal entendido. A mulher saiu o arrastando até onde a família Bozoni estava.Quando chegaram, ela já foi dizendo: -Aqui está ele o encontrei! Ele tinha ido ao banheiro lavar as mãos que sujou com patê, por isso que ele lhe deixou sozinha, meu bem, mas foi só por um instante minha querida, mas como hoje isso aqui está uma loucura com muitos convidados, Juliano precisa dar atenção a todos. Então, eu os convido para um almoço um dia mais calmo. Depois pedirei que liguem para marcar com vocês, tá bom. Agora e hora da apresentação, e Juliano, vai fazer um discurso né filho -dito isso Juliano e a mãe se afastam da família Bozoni. No caminho ela disse: -Filho eu contornei a situação, vê se você não estraga tudo de novo, você vai se casar com aquela mimada e vai expandir os nossos negócios, entendeu! Agora suba naquele palco e dê o seu melhor . E assim, ele com muita raiva da sua mãe, mas que neste momento não pode fazer nada, seguiu mesmo sem a menor vontade de subir naquele palco e fingir que está feliz, porque desde o início, ele não queria nenhuma festa, ainda, mais fazer discurso para trezentas pessoas. Ele sobe e sem nenhum sorriso no rosto, pega o microfone, e começa a falar: -Boa noite a todos, por favor peço um minutinho da atenção de todos vocês, pois chegou o momento de agradecer. Primeiro quero agradecer a presença de todos vocês que aqui estão compartilhando esse momento comigo e minha família. Então, como alguns que estão presentes aqui nesta noite já sabem, esse é o segundo prêmio que eu recebo nesses três anos de diretor geral da empresa Righetto! No ano passado infelizmente não podemos comemorar pois na mesma semana a família Fidellis sofreu uma grande perda, creio que todos que estão aqui estejam cientes do acontecido! Mas hoje nós estamos aqui esta noite em agradecimento pela competência de todos que se sacrificaram para que isso fosse possível, por isso -nesse momento ele levanta o braço pro alto segurando o prêmio e diz: -Esse prêmio não é meu e sim de todos que trabalham na empresa Righetto. Obrigado a todos os funcionários, que fazem parte da família Righetto -Todos o aplaudem. -Obrigado, obrigado -Dito isso ele desce e recebe os cumprimentos de alguns que se aproximaram dele e apertaram sua mão.Quando chegou perto dos seus pais, sua mãe estava furiosa e logo disse:-Hoje você está mesmo afim de estragar a minha noite! -Sem entender ele falou:- Por que você está falando isso?-Porque, você ainda tem coragem de me perguntar, por quê? -o prêmio é seu! Você ganhou! Porque falou em nome de toda a empresa?-Aqueles subordinados não ganharam prêmio nenhum.-Ah, e mamãe, e sem eles eu teria ganhado algum prêmio? -Uma andorinha sozinha faz verão por acaso? -Dito isso, ele saiu de perto dos pais e seguiu pro seu quarto, e lá se trancou. Seu pai virou fala para mulher e falou: -Você podia dormir sem essa minha querida, pois ele tem razão! Se nós não precisamos dos funcionários na empresa, então pra que temos. E outra, pra que você quer expandir os negócios se você não sabe dar valor que os funcionários merecem - Depois de falar o homem saiu deixando a esposa sozinha ali plantada espumando de raiva. A festa continuou noite adentro, mas ninguém viu mais Juliano e nem o pai que também se recolheu se trocando no seu escritório e se deitando no grande e confortável sofá. Todos perguntaram a ela onde estava o Juliano e o senhor Fidellis a deixando ainda mais furiosa. Ela não aguentava mais dar tantas desculpas, com muita raiva por eles a terem deixado sozinha na festa ela bufava doida que todos fossem embora. Mais como uma boa anfitriã, teve que aguentar até o último convidado sair, - Que maldita noite - ela resmungava enquanto subia as escadas, exausta, jogou longe o copo de champanhe que tinha em uma das mãos, dizendo: - Vocês vão me pagar seus dois idiotas, vocês me pagam. Quando chegou no seu quarto pronta para expulsar o marido de lá, não o encontrou, então disse:-Há, seu covarde, você já sabia que eu não ia te deixar dormir na mesma cama que eu né, e se antecipou, ótimo! Pra que eu me casei com você. Você, não passa de um fracassado, como eu fui burra, perdi minha juventude ao seu lado, antes eu tivesse te deixado pra aquelá-la, vocês mereciam-se -ela fala com raiva jogando o sapato no espelho e depois se joga na cama, todos escutam o barulho, mas conhecendo a fúria dela, ninguém se atreve a ir até lá ver o que aconteceu, pois já estão acostumados com o desequilíbrio da mulher.

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