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Tensão entre nós

Tensão entre nós

Autor:: Arayam
Gênero: Romance
Amira é secretária em uma multinacional, com um currículo impecável foi contratada a cerca de um ano. Sempre reservada, quase não conversa com os colegas de trabalho e pouco sabem de sua vida particular. Sendo mãe de gêmeos e casada, nunca participa de nenhuma festa ou passeio, até é considerada anti social, mesmo que sempre simpática com todos. Andrus acabou de chegar na empresa, está se preparando para a fusão e já no primeiro dia, não gosta de Amira. Um magnata mal humorado, que vai tirar do caminho, qualquer um que não se enquadrar, nas suas regras.

Capítulo 1 Novo ceo...

Amira tem vinte e nove anos, muito focada e inteligente, sempre soube o que queria para si, desde criança fazia planos e os seguiu sempre que pode.

Namorou com o Kadu desde os quinze anos, saiu do ensino médio direto para a faculdade, noivou e casou antes do vinte e cinco.

Tudo parecia perfeito, nunca houve uma dúvida se quer sobre ter escolhido a pessoa certa para compartilhar a vida e construir uma família. Juntos estudaram, e batalharam por anos, para ter a casa própria, então só faltavam os filhos, que vieram de uma vez, gêmeos Kaleb e Kira.

Amira nunca foi do tipo que desistia de nada na vida, amava seu trabalho e se sentir útil, com um caráter excelente, nunca gostou ou soube mentir, mais em um mundo onde somos instantes, foi forçada a mudar.

Cheia de regras e rotina, gostava de viver assim, as sete da manhã era sempre a primeira a chegar no trabalho, as treze horas ia almoçar e pontualmente, encerrava o expediente as cinco e meia, fazendo chuva ou sol, ela nunca faltou um único dia e nem perdeu qualquer prazo, era a mais competente sem sombras de dúvidas.

Andrus um magnata de temperamento difícil, carregava com orgulho a fama de carrasco, quando passava, os funcionários corriam, o evitando com medo, até em sua própria casa. Nem com a família, ele não conversava com frequência.

Gerenciando uma fusão de empresas, voltou para o Brasil, depois de uma longa temporada na Itália e se mudou para uma cidade nova. Nunca escondeu seu desprezo por tudo, o calor, praias lotadas, festas populares de todos os tipos, odiava fumaça de churrasco e carrinhos que vendiam coisas nas ruas, ignorava os ambulantes e entregadores de panfletos, sem o menor remorso ou empatia.

Adiantado e muito ardiloso, chegou antes do esperado, passou pela portaria sem dificuldade ou apresentação, foi testando cada funcionário que encontrou, assim ficando cada vez mais descontente.

Muito bonito e com aquela pinta de rico, não foi barrado em momento algum, até chegar na mesa de Amira, que estava concentrada preenchendo relatórios, ao vê-lo se aproximando, levantou de imediatoOlá boa tarde, o senhor...

Foi interrompidaBoa tarde, tenho uma reunião!

Sem ter outra opção, se colocou a frente dele, o impedindo de passar

Oi, desculpa, não pode entrar.

Sem ser anunciado.

Quem é você?

Com certeza não tem uma reunião agora.

Ele estava mexendo no celular, a olhou sério com desprezo

Tem certeza que quer me impedir?

Sabe com quem está falando?

Convicta do que fazer, abriu os braços na frente da porta

Moço, eu não sei quem você é, e se tivesse o mínimo de educação, iria respeitar o meu trabalho.

Se afaste da porta, vou chamar os seguranças.

Ele sorriu sarcástico, olhando as axilas dela, marcando suor e um furo mediano

Para comer essa pizza, que se encontra aí?

Seu salário é tão ruim, que não consegue remendar as camisas ou usar um desodorante decente?

Achei que essa empresa tinha um padrão melhor, assim como os incompetentes que me deixaram vir até aqui, sem a menor dificuldade, vou começar demitindo você também.

A porta se abriu atrás dela, seu chefe saiu todo simpático

Andrus já chegou, seja muito bem vindo.

Amira com licença? Traga um café para nós, rápido!

Enquanto ela se afastou contrariada, Andrus sorriu com debocheO meu sem açúcar Anira!

Com o sangue fervendo, ela já soube o tipo de pessoa que ele era, ignorou e foi buscar, começou conversar na cozinha, espalhando a notícia, quando voltou para servir, eles nem estavam mais na sala.

Quase no horário de encerrar o expediente, Andrus voltou sozinhoAnira se vai trabalhar pra mim, precisa ser mais ágil, temos uma reunião e eu não recebi o que te pedi, a meia hora.

Ela o acompanhou com o olharÉ Amira, e eu não sei do que está falando senhor.

Ele havia entrado na sala, voltou com uma cara de poucos amigos

Não verifica seus e-mails?

Para onde pensa que vai?

Anira!

Ela estava organizando a mesa, desligando o computador, foi pegando a bolsa

Meu expediente já encerrou, amanhã posso verificar os e-mails.

Costumo ser muito competente e pontual, sua reunião estava agendada para amanhã.

Perplexo, ficou a encarando fixamente sérioQuem sabe com as horas extras, consiga comprar uma camisa nova, sua mal educada!

Ela foi saindo tranquila

Tenho que buscar meus filhos, na escola.

Seja bem vindo!

Ele ficou bravo, pegou um porta retrato na mesa dela, era uma foto da família, as crianças com os rostos pintados com desenhos artísticos, reparou no quanto pareciam padrão e felizes, ficou pensando que ela não aguentaria uma semana.

Logo saiu embaixo de chuva, estressado com as possibilidades, seco e aquecido dirigindo seu carro de luxo, a duas quadras da empresa, parou no semáforo, foi soltando a gravata e ao olhar para o lado, viu Amira brigando com o guarda chuvas, em um ponto de ônibus, cheio de más intenções, resolveu dar a volta e passar por ela.

Capítulo 2 Chefe implicante

De propósito passou em uma poça dágua a molhando inteira, foi embora sorridente por isso, aliás essa foi a melhor parte do seu dia inteiro, sozinho e exausto mentalmente, bebeu muito até de madrugada e no dia seguinte perdeu hora.

Diferente de Amira que levantou mais cedo para se arrumar mais que o normal, relaxada ela não era, talvez um pouco desajeitada e simplória apenas.

Todos os dias só usava roupas de mangas compridas, até apostas secretas faziam, para descobrir o motivo, pelas costas diziam que era uma carola antiquada ou toda tatuada maloqueira, do tipo que se converteu.

O look do dia foi, uma camisa social azul bebê com listras pretas, fechada até o último botão, por baixo um vestido regata, preto até abaixo do joelho e sapatilha. Maquiagem ela até usava sempre, o básico, pó e batom claro, rosa, lilás, nos olhos as vezes um pouco de rímel, nada muito elaborado.

As unhas estavam sempre feitas, bem cutículadas, aparadas, mais nunca esmaltadas com cores.

O cabelo era bonito por si só, mais vivia preso com uma caneta e o enfeite costumava variar, tiaras e laços aparentemente infantis, coisas de sua filha.

A sala de reunião estava pronta e Amira ligando a uma hora para Andrus, que não atendeu, nem se quer respondeu.

Quando ele chegou ignorou ela desesperada correndo atrás, foi indo para o lado errado, ela se irritou, parou no meio do corredor calada, ele abriu duas salas, se virou confuso

- Onde é a reunião afinal Anira?

Ela se virou, foi caminhando sem falar nada, entrou na frente e sentou, super indiferente com o próprio erro, ele só deu bom dia e começou a reunião, se mostrou irredutível com as novas regras impostas por si, curto e grosso deixou claro que quem não se adaptasse, iria ser desligado ou transferido. O pessoal saiu com medo, espalhando as novidades pela empresa e ele adorava aquela sensação de poder.

Foi direto para sua nova sala, gritou " Anira " duas vezes, ela foi até lá, educada perguntou como poderia ajudar, ele a comunicou com poucas palavras, que iriam viajar a trabalho, dali dois dias, ainda ressaltou que por consideração a rotina dela, não iriam no dia seguinte sábado, ela ficou olhando pensativa e muda, ele estava digitando no computador, levantou o olhar irritado

- E então? Quer falar alguma coisa?

Ela se aproximou apreensiva

- Não posso viajar, quando fui contratada, deixei isso bem claro.

- Se o senhor quiser, posso cuidar de absolutamente tudo, remotamente.

- Já fiz isso até na viagem do Japão, eu sou muito atenciosa e não me esqueço de nada.

- Também, estou doente, um resfriado daqueles, poderia passar para o senhor.

Ele ficou olhando sério batendo os dedos na mesa, sorriu sarcástico

- Tudo bem, como preferir. Pode ir!

Iludida até sorriu aliviada e voltou trabalhar normalmente, faltando meia hora para encerrar o expediente dela, ele saiu e a olhou com aquele mesmo sorriso sujo

- Tem certeza que não consegue fazer a viagem Anira?

Prestativa se levantou, foi indo atrás

- Não, sinto muito! Mais já estou organizando tudinho, vai dar tudo mais que certo!

- Gostaria de agendar reservas para sair no final de semana?

- Tenho os melhores contatos, barzinhos, baladas, casas noturnas, não estou dizendo que façam o seu tipo.

Ele estava entrando no elevador, foi fechando na cara dela

- Não quero nada disso, ótimo final de semana.

Ela permaneceu sorridente acenando

- Muito obrigada, para o senhor também. Tchau!

Assim que voltou para a mesa, correu atender o telefone, era o RH a chamando para ir conversar, com muito medo de ter sido pega mentindo, foi com o coração saindo pela boca.

A comunicaram de que estava sendo desligada da empresa, por causa da falta de verba para manter alguns funcionários antigos, logicamente o motivo não era esse e ela sabia, entendeu perfeitamente porque Andrus saiu tão sorridente.

Ainda que chateada, se manteve calma e tranquila, aceitou cumprir o aviso prévio e ajudar a sua substituta, aprender todo o necessário.

Só chorou de raiva quando chegou em casa e foi investigar a vida do Andrus, descobriu que ele era muito influente, rico, com uma dúzia de ex namoradas, até famosas, ficou horas olhando todas as redes sociais, decidiu sair fora do seu normal e se vingar, bolou um plano.

No dia seguinte sábado, saiu a tarde muito mal intencionada, foi a um salão caríssimo no shopping, fez tudo o que tinha direito, sobrancelhas, unhas, mudou o cabelo e até fez maquiagem, completamente surtada comprou mais de dois mil reais em roupas e sapatos, só passou em casa tomar banho e se trocar, ainda postou uma foto toda produzida, com a legenda " noite das garotas " .

A mais de cinco anos não se arrumava assim, extremamente diferente foi para uma balada de luxo sozinha, com um vestido vermelho bordo de mangas longas, curto, agarrado ao corpo, sandália de salto muito alto preta, chegou toda deslocada, com um camarote reservado em nome da empresa, convidou mulheres desconhecidas pra irem ficar junto, comprou o maior combo de bebidas, garrafas de destilados, vodca, whisky, Gim, gelos de sabor, energéticos, refrigerantes, águas, começou provar de tudo, e pediu tequila.

Desde as compras no shopping, Andrus foi informado, a central entrou em contato com o antigo chefe dela e ele conversou com o atual, foi muito firme dizendo que ela nunca fez absolutamente nada errado, que com certeza algo errado estava acontecendo, ao saber que Amira foi demitida, ainda comentou em sua defesa, que ela parecia ter algumas questões particulares das quais não falava, talvez algum distúrbio leve mental, sendo pressionado, pediu para Andrus repensar no que fez e confessou, achar que ela não tinha mais marido, porque ninguém nunca o viu pessoalmente.

Entendiado e com sete pedras nas mãos, Andrus foi rastreando os gastos, ficou furioso ao vê-la gastando em uma balada, saiu de casa super tarde, e foi caçar sua secretária.

Chegando lá entrou procurando, foi direto a gerencia explicar o que estava acontecendo, soube que ela reservou para seu aniversário e até ganhou bolo e champanhe, pessoalmente foi acompanhar ele até o camarote, chegando lá a encontrou dormindo bêbada deitada no chão, em cima da metade do bolo, ele não sabia o que fazer, tirou uma foto, se abaixou

- Amira, acorde! O que está acontecendo?

- Cadê suas coisas? Celular? Bolsa?

Ela estava inconsciente, uma das meninas mostrou que tudo estava embaixo dela e o celular na barriga, porque ela guardou no decote e ele caiu, já com o endereço em mãos a achando completamente dissimulada, até mal caráter, ele resolveu levá-la embora, para o marido dar um jeito e ir para o hospital.

Pegou tudo e a carregou no ombro, como um saco de batatas, ela não despertou nem disse nada, foi desmaiada no banco de trás.

Chegando na casa dela, tudo estava apagado, era uma casa simples em um bairro meio ruim, ele estava olhando, verificando se era o lugar certo, quando uma vizinha curiosa saiu no portão ao lado

- Moço boa noite.

Ele se aproximou

- Olá boa noite, sou um amigo da Amira, trabalhamos juntos, ela bebeu todas e apagou.

- A senhora sabe se o esposo dela saiu?

Capítulo 3 Bebedeira

A senhora o olhou com espanto, foi saindo na calçada de roupão

- Mais o que aconteceu?

Ele abriu a porta do carro

- Sou o chefe dela e recebi uma ligação, sobre os gastos no cartão, da empresa.

- Fui até lá e a encontrei assim, achei melhor trazê-la para casa.

Prestativa a senhora foi pegando a bolsa dela no carro

- Coitada da Amira, não sabia que ela tinha voltado a beber.

- Ela não tem ninguém, mora sozinha.

Ele a pegou no colo

- Entendi, sou novo na empresa, devo ter me confundido, obrigado pela ajuda.

- Ela sempre bebia assim?

A senhora ficou parada na porta da sala

- As vezes, faziam meses que não se repetia, ela é muito reservada. Você é mesmo o chefe dela?

Ele a colocou no sofá, deu um cartão e mostrou as mensagens deles, daquela semana, para comprovar tudo, mais tranquila e fugindo de ajudar, a senhora foi embora bem rápido, só desejou melhoras.

Ele fechou a porta, foi verificar os cômodos, no quarto principal tinha uma cama e guarda roupa de casal, tudo indicava que moravam mais pessoas lá.

No banheiro tinham produtos infantis, shampoo e sabonete, curioso foi abrir a porta do outro quarto, era todo decorado com temática de floresta, com animais de todos os tipos, duas camas e um guarda roupa com muitas fotos dos Gêmeos.

Ele chegou abrir uma porta e tudo parecia normal, ouviu um barulho na sala e correu ver, ela havia caído do sofá, estava suja de bolo, bebida, com o cabelo coberto de chantilly, ele a pegou no colo, levou para o quarto e precisou tomar uma decisão, mais pensando que marido, ela não tinha, optou por fazer a coisa mais lógica, tirar aquele vestido imundo.

A segurou sentada, enrolou o cabelo como deu, quando foi procurar o zíper e olhou melhor no pescoço, viu cicatrizes, de queimaduras, agindo no impulso, desceu o zíper todo e puxou as mangas também, os braços, costas, eram cheios de marcas, ela estava de sutiã e um shortinho curto de malha agarrado, ao sentir o vestido saindo por baixo, sendo puxado nas pernas, se moveu sonolenta

- Meu amor? Não vai, por favor.

- Fica comigo, só hoje, eu prometo que não vou te decepcionar.

Ele se aproximou a colocando deitada no travesseiro

- Amira o que aconteceu?

- Quem eu posso chamar?

Ela tentou o abraçar, muito desorientada

- Kadu por favor só hoje, eu não quero mais ficar sozinha.

Começou chorar

- Eu te amo muito, me leva com vocês.

- Kadu? Por favor, não me deixe.

Quase tão desorientado quanto ela, Andrus parou de tentar conversar, sentou próximo e a cobriu

- Pode dormir, estou aqui, vai ficar tudo bem.

- Durma Amira, está tudo bem! Estamos em casa.

Ela adormeceu em sono profundo, ele a deixou dormindo e foi embora de madrugada, com muita raiva e a certeza de que ela era maluca.

Achou melhor nem comentar com ninguém, até ela aparecer e se explicar, durante o domingo passou o dia todo olhando o celular, ela não se manifestou, passou o dia na cama arrependida e com medo.

Na segunda feira foi trabalhar, como se nada tivesse acontecido e de fato, não lembrava como chegou em casa, só ficou com a sensação de ter estado com o Kadu.

Chegou pontualmente, começou resolver as pendências, organizar os currículos para ver quem se encaixava melhor, Andrus chegou bem cedo, passou por ela sério

- Amira na minha sala, agora!

Ela se levantou apreensiva, entrou cabisbaixa

- Já terminei as pastas de apresentação, para a viagem e selecionei onze candidatas para...

Ele interrompeu, indo encostar na porta, a barrando de sair caso tentasse

- Não tem nada para me contar?

- Gastou mais de cinco mil reais no cartão da empresa e acha que vai ficar elas por elas?

- Já acionei um advogado de fora, da minha confiança, não confio nada em você.

Mostrou a foto dela desmaiada na balada

- Além de mentirosa, é ladra? Vai pagar cada centavo, que gastou no fim de semana!

- Sua vizinha disse que você não tem marido, então a hora de começar a falar, é agora.

- Todos acham que você é perturbada mentalmente. Posso chamar um psiquiatra também!

- Seus documentos são uma completa bagunça, usa o nome de solteira e não colocou seus filhos como dependentes no convênio.

Ela começou chorar, respondeu alterada

- Você não sabe nada de mim. Cala a boca!

Ele mostrou o celular

- É só ligar e o psiquiatra virá, quero saber o que aconteceu, essas cicatrizes.

- Tire o casaco, ou quer ser vista assim? Descontrolada?

- Quer perder a guarda dos seus filhos? Será que são seus mesmo?

- Tire o casaco!

Ela se aproximou o encarando fixamente, chorando

- Não fale deles.

Estava de vestido social regata e um cardigã por cima, foi tirando

- Porque se importa com as minhas marcas?

- Já me demitiu, eu nunca te fiz mal algum, porque me odeia dessa forma?

Ele passou por ela, olhando

- Odeio mentirosos, pode ir embora, já limparam sua mesa e o advogado irá entrar em contato, para ver o que faremos com a sua dívida.

Ela saiu cabisbaixa, na porta um segurança a esperava, com as coisas dela em uma caixa organizadora, também chateado até se desculpou por aquilo, alguns colegas foram se aproximando sem entender, queriam se despedir, Andrus saiu de sua sala irritado

- Vocês não tem o que fazer?

- Alguém quer ir junto?

Todos voltaram correndo a trabalhar, ela foi embora chorando arrasada, foi pegar um ônibus como de costume, Andrus estava inconformado e curioso, conversou com um amigo da polícia, pedindo para investigar o passado dela, porque algo de muito errado, devia ter acontecido.

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