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Tentação da minha vida

Tentação da minha vida

Autor:: SaraLi
Gênero: Romance
Lea uma mulher santificada, mas experiente e perspicaz, casada, frequentadora fiel do lugar religoso, só tinha um problema: não esperava que seu espinho na carne seria o desejo incontrolável pelo marido de umas das irmãs mais jovens de sua igreja. Atração, paixão, ou só capricho?!? Vamos desvendar está história apaixonante!

Capítulo 1 O trabalho

Lea acordara cedo, mas não havia dormido bem a noite. Mas não teria como enforcar no trabalho, pois trabalhava num escritório de advocacia renomado da cidade e tudo o que o advogado João fazia era fazer pedidos durante o dia todo e sem ela ele não tinha como executar a maior parte de seu trabalho.

Seguiu confiante, muito sonolenta, depois de tomar um belo banho, e vestir suas roupas conservadas mas que realçavam muito bem as curvaturas de seu corpo, não muito magro, mas tão lindo que deixava qualquer homem de queixo caído.

Mas conquistar alguém não estava em seus planos em vista que já tinha 40 anos e tivera experiências traumáticas em dois relaciomentos anteriores.

Seu maior interesse na vida hoje era servir a Deus, mas precisava trabalhar para viver, então fazia por amor.

Entrou em seu carro pequeno, e seguiu para o escritório do Dr João.

Quando chegou pegou o elevador e logo encontrou seu chefe que ela sabia que carregava um caminhão por ela.

Com um sorriso molhado João falou:

- Bom dia flor do dia!

Sempre brincalhão, ele fazia de tudo para chamar sua atenção, e Lea levava na brincadeira.

Havia momentos que pensava em desistir.

" Que mulher difícil!"

Pensou muitas vezes.

Então tentava outras, conseguia algo, mas não era Lea, então o sentimento voltava a ser ardente denovo.

- Dia.kkk

Ela respondeu sorrindo.

- O que temos pra manhã de hoje querida?

- Ah pra começar um bom café preto já me anima!

Lea gostava dele como um grande amigo, e se sentia super a vontade com ele, até se tivesse vida pessoal, ela sabia que ele era confiável o suficiente para ouvir e aconselhar.

Sabia de seus sentimentos, mas ele sempre fora respeitoso. Então o trabalho fluía assim sempre, com companheirismo, amizade, um toque de brincadeira e muito respeito.

Assim foi o dia deles, muito trabalho, corre corre e no final do dia quase na hora de ir embora João não perdia tempo:

- Um jantarzinho a luz de velas?

- kkk em outro dia, hoje tenho culto. Bom descanso.

Disse ela saindo de fininho.

Uma outra secretaria do irmão de João," os dois dividiam o escritório", falou entre dentes:

- É uma questão de disponibilidade, eu estou com fome.kkk

Em pensamento:

" Se ela fosse um pouco mais nova, ou pelo menos mais atraente"

Ela pareceu ler seu pensamento:

- não vai rolar né!

Rita era uma mulher beirando os 60 anos, muito competente se comparava fácil, fácil ao trabalho de Lea, mas em formusura passava longe.

- um outro dia quem sabe! Boa noite, querida!

Ela deu um tchau com as mãos como se tivesse ficado chateada, mas logo passava, sabia que não era para o bico de João, só brincava, se colasse...

No estacionamento ele ainda teve tempo de ver Lea saindo em disparada no seu uninho. E suspirou:

"Quem sabe um dia"

Capítulo 2 A igreja

Lea chegou em casa tomou e se aprontou para ir ao culto. Era de uma igreja chamada " O Senhor é a saída!"

Simplesmente amava estar naquele lugar. Se pudesse morava. Já era membro a 15 anos.

Ao chegar sempre uns minutos mais cedo pra cumprimentar os irmãos, parecia dia de festa. Todos trocavam conversa e diziam como foi o dia. Era amiga da maioria das irmãs.

Somente uma delas, Clara, parecia não simpatizar com ela e sempre arrumava um jeito de soltar uma piadinha, que Lea quase sempre deixava passar batido.

- Está um pouco cansada Lea, trabalhou muito hoje? Olhar abatido!

- Noite curta meu bem, normal.

Clara logo fechou a cara, tudo que vinha de Lea lhe dava ranço, mal sabia porque, e nem se podia sentir isso na casa de Deus, mas era inevitável.

De repente um alvoroço na entrada da igreja, era um pessoal batendo palmas e abraçando um casal, com um pouco de dificuldade Lea percebeu que eram os casadinhos de novo, que chegaram de lua de mel, seu primeiro culto depois de casados. Lea estremeceu pois ou estava redondamente enganada ou no casamento dos dois, Ana e Luan, o noivo não tirava os olhos dela e ainda fez menção de dizer- lhe alguma coisa quando ia ao banheiro.

Ela ficou tão assustada que desviou dele e entrou correndo com o coração na mão sem entender o que ele realmente queria.

Não podia acreditar que Luan podeira estar com segundas intenções com ela logo no dia do seu próprio casamento.

Era lógico que Lea que não era marinheira de primeira viagem já havia percebido que Luan a olhava com outros olhos a muito desde que botou os pés naquela igreja a um ano atrás como noivo de Ana que Lea conhecia desde a adolescência.

Mas Lea nunca levou a risca, sempre pensou que fosse meninisse, afinal Lea era muito atraente até mais que sua noiva que era 20 anos mais nova que ela.

Para Luan era isso mesmo. Desde que viu Lea se pudesse teria rompido o noivado com Ana, mas já estava tudo arranjado tanto com as famílias quanto com os procedimentos fornais para o casamento então não lhe cabia desfazer tudo. Mas quando viu Lea pela primeira vez nem sabia explicar o que sentira. Era um misto de paixão, com desejo, e talvez amor.

Seu sorriso, seu rosto macio, sua pele, seu corpo bem delineado, sua experiência, seu traseiro, seu ponto fraco em uma mulher era o traseiro, se ela soubesse, tudo em Lea o agradava, ao contrário de Ana, se amava Ana? Sim a escolhera para ser mãe de seus filhos.

Mas tesão? Não!

E era isso que queria falar com Lea no dia do casamento. Tinha dado vários sinais ao longo do ano, mas ela nunca respondeu positivamente, acho que ela ou pensava que ele era um menino, e se fazia de desentendida ou era tão experiente que jamais daria chance a um rapaz tão novo quanto Luan. E tinha Deus, que nunca aceitaria essa loucura.

Era difícil pra Luan, dormir com uma mulher e pensar em outra. E a culpa de fazer isso na casa de Deus.

Quando chegaram perto de Lea seu coração palpitou, parecia que ia sair do peito. Como esconder!

- Felicidades aos noivos!

Disse Lea abraçando Ana. E enquanto Ana abraçava outra irmã, Lea pegou na mão de Luan que apertou forte e a olhou com um brilho inexplicàvel.

" Estou enganada ou Luan voltou diferente"?

Ele pensando: "sou o mesmo, vc que não notou o quanto eu te quero"!

Sem palavras tudo era dito. Lea sem querer estava muito atraída por Luan, e a noite passada fora uma daquelas que passara em claro pensando nele, em como seria seus toques, seus carinhos, seu amor.

Ai que pecado. Tentava esquecer fazendo qualquer coisa, mas quando pegou em sua mão parecia reviver algo que na realidade nunca aconteceu. E ainda tinha Deus que jamais aprovaria tal situação.

Nesses instantes pequenos muito desejo envolvido, alguém o puxou e foi cortada a ligação.

Louvores e adoração, perdão, remissão.

Capítulo 3 Pegos de saia justa

Trabalhando mais um dia.

No caminho para o escritório Lea sorria pois conseguira dormir uma noite inteira. Será que foi pela chegada de Luan?

Que louca, pecado. Depois dos 40 pirar desse jeito! Que isso! Não se perdoava, mas o jeito que Luan a olhava a levava as alturas.

Chegando no escritório nem percebeu que chegara cedo mais que o habitual. Então ouviu uns barulhos estranhos vindo da sala de Marcos irmão de João.

Nem pensou abriu a porta, levou um baita susto quando pegou Marcos tendo relações sexuais com uma moça até bonita, mas bem mais velha que sua mulher atual e muito diferente também.

Que sena: ele sentado em sua cadeira e ela por cima totalmente despida soltando altos gemidos. Ele com os seios dela dentro daquela boca enorme, Lea soou frio, as pernas bambearam, teve que segurar na parede pra não cair. Marcos era um homem muito bonito e nunca demonstrou ser assim tão vulgar, ou traíra com a esposa que era uma mulher meiga e inteligente. Ele sempre foi sério o oposto de João, ambos estavam na casa dos 40, mas muito conservados.Lea não era nenhuma puritana, mas já fazia bom tempo que não saía com ninguém então por isso o sangue ferveu.

Por um instante os três ficaram parados na mesma posição. Lea foi quem quebrou o gelo:

- Nunca estive aqui.

Repetia ela se afastando sem se virar. E abanando as mãos.

Ele muito sem graça pediu mil desculpas.- depois falo com vc, Lea por favor.

- não é preciso, tudo bem .

E quando Lea fechou a porta e saiu, Marcos perdeu todo o tesão, e afastou Cátia delicadamente.

- o que foi nego? Vai me deixar assim?

- cortou o clima. Poxa, assim não dá, achei que estávamos sozinhos.

- sempre estamos meu bem, não sei pq essa santinha chegou antes!!!!

Disse Cátia raivosa.

- não a culpe, ela é secretaria do João aposto que ele que pediu pra ela vir mais cedo.

- defende, isso, defende. Isso é cobra, quando menos esperar vai te picar.

Dizia Cátia vestindo a roupa com desdém.

- que isso Lea é evangélica, é confiável, e trabalha aqui a anos.

- tá, diaba! Dê asa a ela viu. Vamos ver o que vai ser.

- boca suja, vou conversar com ela.

Meu medo é que ela conhece a minha mulher.

- toma que o filho é seu bem. Vou embora.

- que isso? Assim?

- Claro. O casado aqui é vc! Chupa essa manga!

- se eu perder vc tbém perde. O dimdim sai do bolso da patroa.

- bye querido. Se cuida.

Saiu Cátia abanando a mão e mandando beijo.

Marcos ficou apreensivo. Pensando no que dizer a Lea. Isso não estava cheirando bem.

Quando saiu Cátia olhou bem nos olhos de Lea que estava tomando um café na cozinha e disse:

- o que vemos no escritório morre no escritório! Fica a dica, anjo.

Piscou o olho e saiu sem dar chance de Lea dizer qualquer coisa.

Pra Lea tanto fazia aquela mulher que parecia vulgar. Não a conhecia e nem queria. Só pensava em Beth a esposa de Marcos.

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