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The Bodyguard

The Bodyguard

Autor:: Hadassa Castro
Gênero: Romance
Melissa Roberts é uma guarda costas treinada e está prestes a viver um dos seus maiores sonhos, trabalhar diretamente para o presidente dos Estados Unidos. Tudo parecia lindo, até ela descobrir que o trabalho não era para proteger o presidente, mas sim o seu filho, Benjamin, que tem a fama de ser uma péssima companhia. Melissa aceita o desafio, disposta a mostrar a sua capacidade para o presidente, o problema é que toda a sua boa vontade se esvai, quando ela conhece o Benjamin e percebe o quão insuportável ele é. Benjamin é um jogador importante no campus, mas além de ser conhecido pelo esporte que pratica, também é conhecido por ter uma extensa lista de conquista. Quando ele percebe que a Melissa sempre está por perto, mesmo que deixe claro que não o suporta, ele vê a grande chance de adicionar ela em sua lista. O que ele não sabia é que o objetivo da Melissa era apenas um, um objetivo bem diferente do que ele estava imaginando. Ambos estão focados em conseguir o que querem, mas tudo desmorona quando o plano de ambos cai por terra e eles começam a sentir mais do que deveriam.

Capítulo 1 Prólogo

Benjamin Demsey P.O.V

Massachusetts - 8h00 a.m.

A frustração está presente em cada parte do meu corpo, enquanto eu ando de um lado para o outro dentro do pequeno cômodo onde estou, o único lugar onde eu consigo ter um pouco de privacidade.

- Benjamin, eu já cansei de te explicar as razões disso, será que você pode entender o lado do seu pai? – a voz suave da minha mãe soa do outro lado da linha.

- Eu sempre entendi o lado dele, mãe! Quero saber em que momento vocês irão entender o meu lado? – pergunto de forma angustiada, tentando conter o meu tom de voz. – Eu não aguento mais esses homens atrás de mim!

- Filho, eles estão aí para te manter seguro.

- Mas eu estou seguro! – falo um pouco mais alto do que gostaria. – Lembra quando ele resolveu entrar para a carreira política? Lembra qual foi o primeiro acordo entre vocês? – mesmo a pergunta sendo retórica, eu faço uma pausa para que ela responda. – O combinado era manter a minha identidade intacta para que a minha vida não fosse prejudicada pela decisão dele. As pessoas não sabem quem eu sou, elas não sabem de quem eu sou filho.

Ouço ela soltando um suspiro.

- Querido, nós sempre estivemos cientes de que a sua identidade não iria se manter anônima por muito tempo e esse momento chegou. As pessoas já estão começando a saber quem você é, e com isso, você precisa de proteção, como qualquer pessoa que é importante para o presidente.

- Eu quero ter uma vida normal.

- É impossível ter uma vida normal sendo filho de quem é. Sinto muito! Nós te poupamos pelo tempo que deu, mas agora não dá mais.

Ouço uma batida fraca na porta e não demora para que um dos seguranças a abra, me olhando com atenção.

- Desculpa interromper, Sr. Mas está na hora de irmos.

- Eu preciso ir. – aviso a minha mãe.

- Tudo bem. Boa aula!

Não respondo nada, apenas finalizo a ligação e agarro a minha mochila.

Era inicio de semestre na faculdade, mas diferente dos outros em que estive aqui, nesse eu iria ter vários seguranças me cercando, para todos os lugares que eu fosse. E isso estava me deixando bastante aflito.

A faculdade era o único lugar onde eu poderia ser eu mesmo, onde eu não era o filho do presidente, mas agora parece que voltamos a estaca zero.

Saio de um dos apartamentos do meu pai, acompanhado de vários seguranças e caminho até o meu carro. Dou partida e começo a ver as SUV me seguindo.

As pessoas nunca mais agirão da mesma maneira comigo quando souberem de quem eu sou filho e não tinha nada que me deixava mais frustrado do que isso.

Paro no sinal vermelho e vejo que os carros dos seguranças me cercam e mesmo que isso me incomode, tento ignorar. Ligo o som do carro e deixo um rock qualquer tocar no volume máximo.

Assim que o sinal abre, eu começo a andar, mas não tenho a chance de ir muito longe.

A SUV ao meu lado é atingida de forma brusca e quando olho em direção a ela, vejo que está vindo para cima do meu carro, ela é empurrada contra mim e meu carro começa a deslizar pela pista. Piso no acelerador e consigo sair do seu caminho, vendo que ela estava sendo empurrada por um caminhão. O carro começa a capotar, até bater contra uma parede. Observo toda a cena em choque, enquanto a porta do meu carro se abre e eu sou puxado para fora pelos meus seguranças, eles me colocam dentro de outra SUV e me tiram dali rapidamente.

Era só um acidente.

Por que estavam tão desesperados?

Capítulo 2 Capitulo 1.

Melissa Roberts P.O.V

Washington, D.C.

10h40 a.m.

Aperto a barra do meu blazer com uma certa força, tentando conter o suor que existe em minhas mãos, enquanto acompanho o homem alto que anda em passos rápidos em minha frente.

Meus olhos tentam captar cada pequeno detalhe existente no local, mas eu não consigo processar muito bem o que está diante de mim, já que estou nervosa demais.

Eu sempre soube que chegaria um momento em que eu estaria aqui, mas não imaginei que seria tão rápido, tão cedo.

Mal posso acreditar!

O homem a minha frente para de forma brusca e eu preciso pensar rápido, antes que meu corpo atingisse o dele.

- Eles estão te aguardando nessa sala. – ele fala seriamente e bate o seu punho contra a madeira, abrindo a porta para mim logo em seguida.

Respiro fundo e passo por ele, entrando finalmente na sala e podendo ver três pares de olhos fixos em mim, não me importando muito com dois deles, já que eu estava encarando o presidente de modo encantado.

Eu faria de tudo para manter esse homem seguro!

- Melissa, que bom que chegou! Nós temos muito sobre o que conversar. – a voz de um dos homens ressoa pela sala.

Viro o meu olhar para ele, era o meu chefe.

- É um prazer estar aqui! – minha voz sai mais baixa do que o esperado.

O homem que havia dito anteriormente, se levanta de onde está e intercala o seu olhar por todos os presentes.

- Senhor Presidente, essa é a mulher de quem eu te falei, Melissa Roberts. Ela é a minha melhor guarda costas. – ele me apresenta e eu mantenho os meus olhos fixos no Presidente, enquanto ele parece me analisar por completo.

- A sua melhor se for comparada com outras mulheres, não é? – o terceiro homem diz de modo debochado. – Sr, você realmente acha que é uma boa ideia colocar uma mulher nessa missão? Ela pode estragar tudo!

Ouço tudo em silêncio, mesmo que por dentro eu esteja a ponto de explodir.

- Melissa é tão capacitada quanto qualquer homem com quem eu já tive o prazer de trabalhar e se você tem dúvidas sobre isso, sugiro que faça o teste você mesmo. – aponta o braço em minha direção e eu tento conter o sorriso que quer escapar dos meus lábios.

O homem ajeita o seu terno e encara a sugestão como um desafio, se virando em minha direção no mesmo instante. Ele caminha em passos lentos até mim e me encara de cima a baixo, mostrando bem o quanto estava indiferente a mim.

- Vou pegar leve com você. – é o que ele diz.

Uma pena que eu não estou disposta a fazer o mesmo. Pegar leve é a última coisa que passa pela minha cabeça agora.

O seu movimento passa pelos meus olhos em câmera lenta, acompanho tudo com atenção. Ele ergue o punho e o aproxima de mim, jogo o meu corpo para trás na mesma hora, desviando do seu soco com êxito. Antes que ele afaste a sua mão, eu agarro o seu punho e viro o seu corpo, prendendo o seu braço nas suas costas e o deixando totalmente imobilizado.

Ele tenta se soltar, mas eu uso toda a minha força para o manter dessa maneira.

- Ela te provou que é boa? – o meu chefe questiona e cruza os braços.

- Provou. Agora pode me soltar, menina. – ele pede, mas eu não o solto.

- Por que não se solta sozinho? – questiono baixo e ouço ele murmurando.

- Pode soltar ele agora, você mostrou que está pronta para essa missão. – o presidente finalmente fala comigo e eu obedeço a sua ordem na mesma hora. – Ela é uma ótima escolha e vai passar despercebida pelo campus.

Campus?

Encaro o presidente de forma confusa, mas antes que eu possa abrir a minha boca para questionar sobre o que ele estava falando, a sua voz soa antes da minha.

- Você está contratada, Melissa. Mas antes de te mandar para Harvard, precisamos discutir algumas coisas.

- Me mandar para Harvard? Eu achei que seria a sua guarda costas.

Ouço uma risada baixa e nem preciso olhar para saber de quem veio.

- Não é a mim que você terá que proteger, é o meu filho. – acho que a decepção fica nítida em meu olhar, já que ele acrescenta. – Mas se fizer um bom trabalho e manter ele seguro, você pode entrar para a minha equipe pessoal. Essa é a sua chance de mostrar o quão capacitada é.

- Tudo bem. Darei o meu melhor.

O presidente abre um sorriso de lado e isso é o suficiente para que eu entenda que entrar no time dele, vai ser bem fácil daqui para frente.

- Meu filho sofreu um atentado hoje mais cedo e eu temo que isso vá se repetir mais algumas vezes, por conta disso, eu preciso de alguém que esteja por perto o tempo inteiro, sem que ele, ou qualquer outra pessoa, saibam que se trata de um guarda costas. Alguém que passe despercebido.

- O presidente tem recebido algumas ameaças contra o filho dele. – meu chefe explica.

- Quando essas ameaças começaram?

- Há algumas semanas. – o presidente explica e me entrega um envelope. – O que me deixou mais preocupado é que aparentemente, é uma pessoa da faculdade.

Agarro o envelope e o abro. Dentro dele haviam várias cartas com ameaças, e em todas elas, a pessoa deixava claro que sabia perfeitamente onde o garoto estava e que poderia chegar nele muito facilmente.

- No início nós estávamos achando que era só uma brincadeira de mau gosto, de algum engraçadinho. Já que a identidade do Benjamin estava privada desde o início da carreira política do presidente, mas depois do atentado de hoje, percebemos que o assunto é sério. – o homem que duvidou da minha capacidade fala.

- Aconteceu algo com ele? – encaro os três.

- Não. Ele saiu intacto disso.

- Mas sabemos que a intenção não era ferir ele de fato, eles queriam dar um susto e deixar claro que poderiam chegar no garoto a qualquer momento. Provavelmente já tinham notado que não estavam sendo levados a sério. – meu chefe explica e eu concordo.

- Eu vou garantir que eles não consigam chegar nele novamente.

Eu vou manter esse garoto seguro e vivo.

Capítulo 3 Capitulo 2.

Melissa Roberts P.O.V

Harvard University – 3h30 p.m.

Quando os meus pés pisam no campus eu sinto um frio na espinha, principalmente quando os meus olhos passam por todos os jovens que andam pelo gramado do local. É difícil acreditar que eu entrei em uma das faculdades mais importantes do meu país e vou ter que encarar uma realidade que não cabe mais para a minha idade, não que eu seja muito mais velha do que esses jovens, mas tenho certeza que deve ter pouquíssimas pessoas da minha idade aqui, e se estiverem, já estão terminando o curso e não começando.

Começo a andar, puxando comigo a minha mala.

Minha conversa com o presidente tinha sido muito breve e bem pouco esclarecedora, as poucas informações que eu tinha recebido era que eu teria que me manter por perto do Benjamin o tempo todo, já que algumas ameaças estavam surgindo contra ele, e não permitir que ele soubesse quem eu verdadeiramente era. Isso incluía não ter acesso ao meu verdadeiro nome.

Aqui eu seria a Scarlett Jones, uma caloura de vinte e quatro anos que finalmente conseguiu ter dinheiro para entrar na faculdade e seguir a carreira dos sonhos, que no caso, é a mesma que a do Benjamin.

Eu teria que me aproximar dele de modo sutil e me infiltrar em seu círculo de amizade.

Meu chefe havia me entregue uma pasta com todas as informações necessárias sobre o garoto, como o curso que ele faz, qual é a posição dele nesse campus, de qual fraternidade ele faz parte etc. Uma pasta que eu não tive a chance de estudar, já que pela urgência, precisei voar em um voo comercial e tinha uma pessoa sentada ao meu lado e não seria nem um pouco agradável analisar uma pasta com todas as informações do filho do presidente ao lado de alguém.

O que eu sabia sobre o Benjamin? Absolutamente nada! Para ser sincera, eu mal sabia como era o seu rosto.

Entro no prédio a onde ficam os dormitórios e faço uma careta imediata ao ver vários jovens andando pelos corredores em busca dos seus quartos.

Passo reto por todos me sentindo aliviada ao ver a porta do meu quarto, começo a ir em direção a ele, mas uma porta se abre diante do meu caminho e uma pessoa bem alta sai dele com um certo desespero, batendo o seu corpo contra o meu com toda a força e me fazendo cambalear para trás.

Uso todo o meu equilíbrio para não cair.

- Não olha para onde anda não, patricinha? – a voz extremamente debochada alcança os meus ouvidos e eu sinto o ódio me atingindo.

Ergo os meus olhos em sua direção.

- Foi você quem esbarrou em mim. Não o contrário, playboy. – falo com a mesma entonação e percebo o incomodo em seu rosto por eu ter o chamado de playboy.

- Você é caloura, não é? – a sua pergunta é retórica então não abro a minha boca para responder. – Te garanto que não vai querer arrumar uma guerra logo comigo.

Solto uma risada baixa e nego com a cabeça.

Não tenho mais idade para lidar com esse tipo de coisa.

- Uma guerra? O que você pensa que é playboy? Um guerreiro? – questiono divertida e ele não me parece nada feliz.

- Não. Mas eu tenho poder nesse lugar.

- Poder? Que tipo de poder? – cruzo os meus braços e arqueio a minha sobrancelha. – Você vai fazer os seus amiguinhos me olharem feio? Ah, já sei! – aponto o dedo indicador em sua direção. – Vai me fazer comer sozinha no refeitório?

O garoto de olhos extremamente claros pisca rapidamente e umedece os lábios, em outra situação, eu até poderia achar ele minimamente bonito.

- Comer sozinha no refeitório? – seus braços se cruzam e eu me permito olhar para os músculos que saltam da sua camisa. Ele era bem forte e não duvido que pratique algum esporte aqui no campus. – Isso aqui não é Mean Girls.

- Tem certeza? Porque você me parece um cosplay da Regina George.

- Aposto que você não tem absolutamente nada para fazer essa noite. – ele começa a piscar rapidamente e eu dou um passo para trás, de forma inconsciente.

A sua mudança brusca de assunto me preocupa.

- Não precisa ter medo, patricinha. Eu não costumo fazer nada maldoso com garotas, a não ser que elas me peçam. – um sorriso sacana surge em seus lábios e eu reviro os olhos. – Só queria dizer que a minha fraternidade vai dar uma festa hoje e que você está mais do que convidada, aposto que todos vão amar te conhecer. – seus olhos passam pelo meu corpo.

- Recuso seu convite.

- Por quê? Está com medo de mim? – seus olhos se estreitam.

- Medo de você? Cai na real playboy.

Passo por ele e paro em frente a porta do meu quarto, mas quando a minha mão agarra a maçaneta, a sua voz soa, muito próxima a mim.

- Vou te esperar na festa.

O encaro uma última vez e abro o sorriso mais falso que eu tenho. Se tem uma coisa que eu não irei fazer, é ir em uma festa com vários jovens bêbados. Ainda não atingi a insanidade para agir dessa maneira.

Encaro o quarto com uma única cama, um armário e um banheiro e consigo me sentir minimamente satisfeita. Já que a ideia de ter que dividir quarto com alguém não me parecia nem um pouco tentadora.

Deixo a minha mala em um canto e agarro a pasta, me sentando na cama e já a abrindo. Precisava saber todas as informações rapidamente para começar a agir de modo imediato.

A primeira coisa que eu tenho visão é a fotografia do Benjamin e assim que meus olhos batem nela, eu sinto a tensão me atingindo.

Não é possível!

Benjamin era exatamente o cara com quem eu tinha me desentendido há alguns minutos, e pelo que parece, eu acabei de destruir qualquer chance que eu tinha de fazer amizade com ele nos meus primeiros dias aqui. Pelo jeito vou ter que me infiltrar de uma maneira mais sutil.

Parece que ele vai mesmo me ver nessa festa idiota.

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