Atenção! Precisamos de 4 agentes nas alas 406 e 057 cambio.
- Positivo, cambio.
- Agente Smith vá para ala 406 – disse o Comissário de polícia.
- Sim Senhor! – disse fazendo contingência e logo depois saiu.
- E como está a situação do policial Brooke? – disse o comissário atordoado.
- Não sei senhor, não temos resposta.
- Tente de novo – disse friamente.
- Policial Brooke, ala 057, na escuta?
Um enorme silencio surgiu, todos estavam tensos esperando alguma resposta, mas não houve nenhuma. Depois tentaram de novo, e de novo, mas não havia resposta alguma, quando de repente ouviram um ruido, como o de um radio falhando, e escutaram uma voz...
- Central, cambio.
- Estamos na escuta, cambio.
- Aqui é o oficial Mendes, perdemos o contato com o policial Brooke, alguma notícia? Cambio.
- Também, não temos nenhuma noticia – disse o comissário angustiado.
Todos estavam tensos com o sumiço do policial Brooke, e outro chamado de radio chegou, mas dessa vez eram os dos policiais do primeiro andar da delegacia.
Ué-Senhor acabamos de receber um aviso de que um dos criminosos foi preso e está sendo levado para o interrogatório.
- O que? Mas quem...- A porta se abre de repente, todos se viram em direção a porta assustados, e é quando veem o policial Brooke entrando com o criminoso.
- Senhor comissário, esse é um dos criminosos que estamos investigando, eu o trouxe para o interrogatório
Todos o encaram com espanto, ele sem entender nada disse:
- Aconteceu algo? Por que estão com essas caras? – disse confuso.
- Por que não atendeu a chamada do rádio?- perguntou outro policial ali presente.
- Ah, isso... Bem, quando eu comecei a persegui-lo ele atirou no rádio e acho que a conexão foi cortada por conta disso.
- Certo, leve-o a sala de interrogatório – hesitou o Comissário ainda em choque.
Assim que Brooke saiu do local, iniciou-se uma grande balbúrdia, todos estavam pasmos e impressionados com Brooke.
Após o interrogatório, o Comissário chamou Brooke a sua sala.
- O Senhor me chamou Comissário?- disse Brooke apreensivo.
- Sente-se Brooke- disse seco.
Brooke fechou a porta e se sentou. Ele estava muito nervoso, pois não sabia o que tinha feito para ser chamado a sala do Comissário. Suas mãos tremiam, ele suava frio, sua cabeça estava a milhão, Brooke estava perdido em seus pensamentos, quando da tensão do silêncio ele ouve seu nome...
- Policial Brooke? Está tudo bem?- disse o Comissário preocupado.
- Sim, sim está tudo bem senhor- afirmou.
- Então, como eu ia dizendo... O que você fez hoje, com o criminoso, foi muito arriscado... Mas você fez um ótimo trabalho – falou com orgulho.
- O-obrigado senhor – disse Brooke ainda nervoso.
- Eu soube que você foi o melhor de sua turma na academia de polícia.
- É, bem... Eu não quero me gabar, mas fui sim.
- Foi por causa disso que eu te chamei aqui, tem uma vaga pra um detetive no FBI na central de Londres, o que acha?- perguntou o Comissário.
- Uau, essa é uma grande oferta senhor – falou Brooke surpreso.
- Não precisa dar a resposta agora, pense com calma, mas em minha opinião você seria um ótimo detetive – disse o Comissário esboçando um sorriso.
Policial Brooke saiu do local e foi pra casa pensar sobre a oferta...
Deitado em sua cama o jovem policial encontra-se confuso sobre a oferta que o Comissário fez, esse é o sonho da vida dele, mas não sabe o que fazer, pois tem medo de falhar. E então ele se lembrou do que seu pai havia lhe falado quando ele era apenas uma criança:
"Não deixe que que o medo te controle e te impeça de realizar seus sonhos."
Tendo lembrado disso, pensou com si próprio:
-"Eu consigo."- sussurrou o jovem policial, que no dia seguinte estaria no caminho para realizar seu sonho...
Mal ele sabia que reencontraria uma velha amiga....
Enquanto isso em Londres....
- Já conseguiu a confissão dele? – disse o Comissário Andersen.
- Não, ele não fala de jeito nenhum – respondeu um policial ali presente – Só tem um jeito.... Temos que chamar ela- continuou.
O Comissário assentiu com a cabeça e disse:
- Chamem a agente Edwards
Então eles chamaram a agente Edwards que rapidamente chegou no local...
- Me chamou senhor? – perguntou Edwards.
- Sim, precisamos que você faça o suspeito confessar – afirmou o Comissário.
- Essa é a minha especialidade senhor – afirmou com um leve sorriso – Me fale mais sobre o suspeito – disse desfazendo o sorriso.
- Jacob Millers, 24 anos, suspeito de assassinar sua própria namorada...- é interrompido.
- Espera... Esse é o assassinato da rua 3? – perguntou curiosa.
- Sim – afirmou o Comissário.
- Pode deixar, já sei o que fazer.
A agente Edwards sai imediatamente da sala de observação e entra na sala do interrogatório.
- Senhor Millers – indagou Edwards.
- Quem é você? – perguntou o suspeito.
- Eu sou a detetive que vai te interrogar – respondeu seca.
O suspeito explode em gargalhadas, e Edwards o encara confusa.
- Posso saber o que é tão engraçado? – questionou Edwards.
- Sério que mandaram uma mulher me interrogar – respondeu o suspeito ainda rindo – Como se eu tivesse medo de uma mulher o vaso mais fraco – debochou
Enquanto isso ocorria, o comissário e seu colega estava na sala de observação conversando.
- E lá se vai o interrogatório – disse o Comissário Andersen.
- Não seja pessimista, minha sobrinha sabe ser profissional – respondeu o Comissário Roberts.
- Se você diz - retrucou Andersen.
Enquanto isso da sala de interrogatório a detetive Edwards observa o suspeito enquanto ele continua a gargalhar até que ele para.
- Já terminou? – disse Edwards em um tom firme.
- Escuta aqui gracinha, você deve ser uma secretária que nem sabe o que está fazendo aqui, e nem o porquê eu estou aqui então porque você não facilita para mim e...- é interrompido.
- Jacob Millers, 24 anos, acusado de assassinar a própria namorada, provavelmente porque ela quis terminar com você porque você é um verme – o encara friamente – e eu não vou fazer para você "gracinha" – debochou - e a propósito é detetive Edwards pra você, não sou uma secretária.
O suspeito fica surpreso com o que acabou de ouvir, ele está nervoso, mas não demonstra.
- Continuando, a vítima além da bala em seu tórax, havia hematomas em seu corpo, ou seja era agredida.
- E daí? – falou o suspeito com deboche.
- Você gosta de bater em mulheres? – questionou Edwards incrédula.
- Não vejo problema nisso – respondeu o suspeito com tranquilidade.
- Homem que bate em mulher não é homem de verdade, é um nada, um zero à esquerda, um verme. De onde eu venho homem que bate em mulher são tratados pior que serial killers, sabe o que fazem com esses lixos? Eles matam, se você tivesse lá já teria morrido, na verdade eu poderia te matar agora mesmo – o encara com ódio.
O suspeito paralisa e engole seco.
- Você não pode fazer isso!- disse nervoso
- Sim eu posso – de repente ela dá um soco na mesa – Por que você a matou?! – gritou – Diga, vamos lá! Está com medo? Diga!
- Sim, eu a matei, eu matei ela por ciúme, por que aquela idiota saia todo o dia com os amigos dela, nossa como eu odiava aquilo, pronto falei, só não me mata- falou com medo.
A agente Edwards dá um sorriso vitoriosa.
- Obrigada pela cooperação – falou sarcasticamente.
Edwards saiu da sala, para fazer o relatório escrito do interrogatório.... Enquanto isso na sala de observação o Comissário Andersen encontra-se pasmo pelo método que a agente Edwards usou para conseguir a confissão.
- Eu disse que ela conseguiria – comentou o Comissário Roberts.
- Realmente, eu a subestimei, afinal nunca tinha visto ela fazendo o interrogatório- confessou Andersen.
- Seus métodos podem ser um pouco brutos, mas são eficazes – falou esboçando um leve sorriso.
- Ela realmente é sua sobrinha, ela tem a garra do tio – respondeu com convicção.
- Realmente – concordou o Comissário Roberts.
Depois disso a detetive Edwards foi chamada a sala do Comissário Andersen.
- Me chamou senhor? – perguntou Edwards
- Sim, pode entrar detetive – afirmou o Comissário.
Edwards se sentou e encarou Comissário. Ele está bem tranquila, outra pessoa no lugar dela estaria nervosa mas ela está calma.
- Senhorita Avyrie Edwards... Eu fiquei pasmado pelo jeito que você o fez confessar, e... – o Comissário é interrompido.
- Sem querer ser grossa comissário, mas se você for me dar lição de moral, ou sermão por causa dos meus métodos, eu prefiro ser mandada embora porque eu não vou muda-los.
- Senhorita Avyrie, eu não a chamei aqui por conta disso, até porque você fez um excelente trabalho, mas chamei aqui porque um novo detetive irá chegar amanhã e, tanto eu como o seu tio achamos que você deveria mostrar como o FBI funciona, podemos contar com você?
- Claro senhor, farei meu melhor
- Ótimo, pode se retirar.
Avyrie se levanta e sai da sala sem graça pelo que havia dito ao Comissário Andersen.
- Hey Edwards! – alguém gritou no corredor.
Avyrie se virou rapidamente.
- Ah, e aí Nick – falou surpresa
- Por que você fui chamada na sala do Comissário?- questionou Nick.
- Ah, é que um novo detetive vai vir ele quer que eu mostre como tudo funciona por aqui.
- E você está com essa cara por? – perguntou Nick com curiosidade.
Avyrie ficou apenas em silêncio por alguns minutos, e depois respondeu....
- Eu achei que iria falar sobre o jeito que eu fiz suspeito confessar e...- é interrompida
- E você achou que eu ia te dar sermão e fui grossa com ele – respondeu Nick convencido.
- É – concordou Avyrie.
- Mudando de assunto, você sabia que o comissário Andersen ido para uma filial do FBI no Canadá?
- Eu não estava sabendo disso – respondeu surpresa – mas você sabe por quê?- continuo
- Na verdade não sei o porquê, só sei que ele vai embora hoje à noite – respondeu meio cabisbaixo – Enfim, isso significa que só teremos o seu tio como chefe.
- Fala baixo, esqueceu que de todo mundo que sabe queria meu tio – Avyrie falou brava o repreendendo – Agora vamos temos serviço a fazer – continuou.
E quanto dava continuaram conversando sobre o comissário Roberts ser tio da Avyrie...
- Eu não entendo por que vocês não contam que são parentes – perguntou Nick curioso.
- Porque pode pensar que eu só consegui uma vaga no FBI, porque meu tio é o "chefe", por assim dizer – respondeu com tranquilidade.
- E por que contaram para mim? – questionou.
- Porque você foi meu colega na academia de polícia, e sabe que eu ralei para estar aqui, e você é meu amigo também - respondeu dando um soquinho no ombro de Nick.
- Me sinto lisonjeado – disse com deboche.
Avyrie revira os olhos e vai para sua mesa trabalhar...
Após o seu expediente de trabalho, ela vai para casa.
- Tio cheguei! – falou alto entrando em casa.
- Estou de cozinha – respondeu o mesmo.
- O que tem pro jantar? – perguntou entrando na cozinha.
- Espaguete ao molho pesto – respondeu terminando de preparar a comida.
- O cheiro está ótimo – respondeu Avyrie esboçando um leve sorriso.
Depois de um tempo, Avyrie e seu tio estão comendo e silêncio, o clima é um tanto constrangedor, até que Roberts quebra o gelo....
- Então amanhã chega o novo detetive – falou um pouco tenso.
- É, eu sei - respondeu friamente.
- Eu ouvi dizer que ele foi o melhor e sua turma na academia de polícia, quase bateu seu recorde na pista de obstáculos – disse tentando provocá-la.
- Ele não deve ser lá muita coisa, e além disso novato são muito chatos – respondeu seca.
- Vê se pega leve com ele – falou em um tom firme.
- Se você me vence no pôquer eu posso pensar a respeito – debochou Avyrie.
- Malandrinha – falou Roberts com um sorriso.
Eles jogaram quase a noite toda e, embora não admite-se Avyrie estava curiosa sobre o novato, apenas uma pergunta estava em sua mente:
"Como ele é?"
O jovem policial, encontra-se animado para o seu novo cargo, ele mal chegou em seu destino
Londres - e já foi para o trabalho, ele queria chegar o mais rápido possível, infelizmente o
trânsito não o ajudaria.
Enquanto isso no FBI, a detetive Edwards está aguardando o novato, enquanto analisa um
caso de homicídio duplo...
- Bom dia Edwards! – gritou Nick dando um tapinha nas costas de Edwards.
- Não precisa gritar – diz dando um gole em seu café – Bom dia pra você também – continuou.
- Sempre bebendo café, por isso é tão estressada – debochou Nick.
- Café é vida – retrucou Edwards com um sorriso debochado.
- Aliás, não era pra você estar com o novato? – questionou Nick.
- Ele não chegou ainda – respondeu seca.
Nesse momento Brooke sai do elevador chegando ao local.
- Ele chegou – indagou Nick – Pega leve com ele, afinal ele é novo aqui.
- Não garanto nada – falou seca. Edwards o olhava fixamente, pois achou seu rosto familiar,
mas não lembrava onde já o tinha visto.
- Desculpa o atraso – disse Brooke se aproximando.
- Não tem problema, é o seu primeiro dia – falou Nick com um sorriso amigável.
- Não faça de novo – disse Edwards, seca e firme.
- Tá bom – respondeu Nick.
- Como se chama novato? – perguntou Nick.
- Jackson, Jackson Brooke senhor.
Nesse momento Edwards quase se engasga com seu café ao ouvir esse nome...Mas disfarça.
-" Não pode ser, claro que não, estou imaginando coisas, é só uma conhecidencia"- era o que
Edwards pensava naquele momento.
- Bem, chega de papo furado, temos trabalho a fazer – falou Edwards.
- Ok esquentadinha – retrucou Nick – Boa sorte com ela – sussurrou Nick no ouvido de
Jackson e foi embora.
- Ei novato! – Edwards falou alto.
- Sim? – respondeu nervoso.
- Vamos logo isso, temos muito trabalho a fazer – falou seca.
- Ok.
Então Edwards, começou explicar como funciona as coisas no FBI, e explicar onde ficam as
coisas...
- Aqui é a sala do Comissário Roberts – falou apontando pra sala.
- Entendi, eu achei que teria dois Comissários – respondeu Jackson confuso.
- Tínhamos, mas ele foi transferido pra uma filial no Canadá – respondeu.
- Ah sim – falou baixo
- Agora com questão aos horários- indagou Edwards – Você deve chegar no máximo até às
08:00 AM, e se por acaso perceber que vai se atrasar, deve mandar uma mensagem avisando,
entendeu?
- Sim senhora – respondeu Jackson.
Edwards o olha franzindo a testa.
- Algum problema? – questionou Jackson confuso com a expressão de Edwards.
- Senhora? – falou Edwards – Eu não sou tão velha – retrucou seca.
Se você não me falar o seu nome fica difícil eu te chamar de algo que não seja "senhora"-
respondeu curto e grosso.
- Avyrie Edwards – respondeu ainda pasma pela maneira que ele a respondeu – Satisfeito?
Agora vamos continuar- falou firmemente.
E então ela continuou o "tour", por assim dizer.
- Terminamos, alguma pergunta? – questionou Edwards.
- A quanto tempo trabalha aqui? – perguntou Jackson.
- Três anos e meio – respondeu seca – Agora vamos trabalhar – continuou – Nick! – gritou
Edwards.
- Fala! – respondeu o mesmo.
- Vem aqui – o chamou.
- Fala – disse Nick se aproximando.
- Dê alguma tarefa ao novato, tenho um compromisso agora – respondeu Edwards.
- Beleza – concordou Nick.
Avyrie sai do local para ir no seu compromisso e Jackson a olha fixamente.
- Já se apaixonou por ela novato? – falou Nick debochando.
- Que? Não – negou Jackson – Eu só a acho familiar – continuou.
- Relaxa, eu só estava zoando – riu Nick.
- Ela sempre foi fechada assim? – questionou Jackson.
- Uhum, desde que eu conheço ela é assim – afirmou Nick – Eu já me acostumei.
- Entendi – respondeu Jackson pensativo.
- Enfim, é melhor voltamos ao trabalho antes que ela volte e coma nosso fígado – falou Nick
mexendo em alguns papéis, pensando em que tarefa designaria a Jackson – Já sei! – falou
animado – Toma – o entregou alguns arquivos – Veja se tem algum erro nesses relatórios e os
arrume, depois entregue em minha mesa, ok?
- Ok.
- Tem uma mesa vazia ali, é sua – falou apontando para o local.
Jackson vai até a mesa, e começa a fazer o que lhe foi pedido.
Enquanto isso, Avyrie estava em uma reunião com o Comissário e outros detetives.
- Acho que temos que fazer uma busca na ala 43, pode haver mais pistas lá – comentou um
dos detetives.
- Certo, leve reforços – respondeu o Comissário Roberts.
- Acho melhor ir somente dois detetives disfarçados, porque a ala 43 tem muito tráfego de
criminosos, e se formos em grande número vai levantar suspeitas, e toda a investigação vai por
água a baixo – retrucou Edwards contestando.
- Bom ponto detetive – concordou o Comissário Roberts – Vamos fazer assim... Mark e William
vão disfarçados e Edwards fica na central de comando, monitorando a situação.
- Ok – todos concordaram.
- Certo, dispensados – falou o Comissário.
Edwards esperou que todos saíssem para falar a sós com seu tio. Quando todos haviam saído
e ele estavam sozinhos...
- Mais alguma coisa detetive Edwards? – questionou o Comissário.
- Sim, é a respeito do novato – respondeu Edwards.
- O detetive Brooke? – questionou o Comissário.
- Sim – afirmou Edwards.
- Ele fez algo errado? - perguntou o Comissário.
- Não, eu só queria saber de onde ele é – falou Edwards.
- E por que essa curiosidade? – falou sarcástico.
- Não é isso que você tá pensando, ele me é familiar, de alguma forma, mas eu não lembro de
onde eu conheço – respondeu Edwards.
- Entendi, vou ver em quê posso ajudar.
- Obrigada – falou com um leve sorriso, ela ia embora, mas se lembrou de - Ah, a propósito,
não me espere em casa acordado, porque eu vou chegar tarde.
- Posso saber o motivo? – questionou Roberts.
- Eu vou sair – respondeu seca.
- Com quem? – questionou curioso.
- Isso importa por que? – perguntou sarcástica.
- Porque eu quero saber oras – falou levemente irritado.
- Relaxa eu sei me virar – respondeu abrindo a porta – Aliás é com a Kayla que eu vou sair –
respondeu firme, e foi embora.
Edwards se dirige a sua mesa quando Jackson a chama.
- Detetive Edwards – falou Jackson alto.
- Pois não? – respondeu seca.
- Eu terminei de arrumar os erros dos arquivos, aqui estão – falou entregando os arquivos a
ela.
Edwards folheava os arquivos atentamente, para ver se havia algum erro, mas não havia
nenhum.
- Certo, está tudo dentro do regulamento – disse terminando de ler – Agora leve até a sala de
arquivo e coloque-os adequadamente em seu local.
Jackson fique em pé paralisado com olhar confuso e a testa levemente franzida, olhando
fixamente pra Edwards, que o olha e fala...
- Por que está com essa cara? – questiona.
Jackson fica sem graça e desvia o olhar.
- Acho que já sei o que aconteceu...- dá uma longa pausa – Você estava esperando o elogio né
– falou com sarcasmo.
- Eh, bem... Seria legal receber um elogio – respondeu Jackson apreensivo.
- Então eu aconselho a se transferir de departamento – falou seca.
- Como? – perguntou confuso e perplexo.
Exatamente, eu não vou te elogiar por fazer o mínimo que é pedido no seu trabalho, você não
fez mais que sua obrigação, pra você um elogio meu tem que ralar muito, e provavelmente você
vai desistir na metade do caminho.
- Eu não preciso do seu elogio – falou baixo, mas em um tom firme.
- Ótimo, então faça seu serviço sem esperar nada da minha parte, seja elogio, ou ter que
explicar o seu trabalho, e faça direito porque você é pago pra isso – retrucou seca e foi para sua
mesa.
Jackson faz o que foi solicitado. O clima ficou tenso, como se uma rivalidade estivesse
surgindo.
Um tempo depois, já a noite, Avyrie se preparava para ir embora quando Nick a interrompe.
- Já vai Edwards? – questionou Nick.
- Sim – respondeu seca – Por que? – questionou.
- É que tá cedo ainda, normalmente você vai embora mais tarde... Ah não ser que...- dá uma
pausa dramática.
- O que Nick? – questionou Nick.
- Você tem um encontro? – perguntou Nick sarcástico.
- Que? Não – respondeu firme.
- Não mente pra mim – falou rindo
- Eu não tenho um encontro Nick, não enche – falou irritada.
- Então por que tá saindo mais cedo?
- Não é da sua conta, e se você não tem nada importante pra me dizer, eu já vou indo – fala
séria.
- Na verdade, eu preciso que você assine esse documento, é sobre o interrogatório de ontem –
fala entregando a pasta com o documento.
- Deixa eu ver – falou analisando o documento – Ah sim, eu esqueci de assinar a transferência
de prisão, da aí uma caneta.
Enquanto Edwards assinava, Nick fez a mesma pergunta de novo.
- Fala aí pra onde você vai, eu sou seu melhor amigo cara – fala a provocando.
- Tá tá, eu vou sair com a Kayla – fala irritada – Satisfeito?
- Sim, aliás, eu posso ir junto? – perguntou Nick.
- Não, agora tenho que ir, tchau – fala seca inda embora.
Já no local do encontro, Kayla está a espera de Avyrie, que rapidamente chega.
- Oi Avy! Chegou rápido amiga – disse Kayla animada.
- É, eu teria vindo mais cedo, mas tive que resolver uma coisa antes – respondeu Avyrie.
- Não faz mal, afinal sua surpresa já chegou – falou rindo.
- Surpresa? Que surpresa? – perguntou confusa.
- Esqueceu que eu disse que você teria uma surpresa – respondeu Kayla.
- Ah sim, agora lembrei. Qual é a surpresa afinal? – perguntou curiosa.
- O Jack voltou! – falou animada.
Pera... O Jack, Jack? O da nossa infância? – perguntou surpresa.
- Uhum – confirmou – Surpresa! – gritou.
- Por que ele não avisou? – questionou.
- Vocês perderam o contato quando você se mudou, quando éramos crianças, se lembra? –
questiona – Na verdade praticamente todos nós perdemos o contato um com outro, e
recuperamos um tempo depois, por sorte– continuou.
- É – concordou Avyrie.
- Agora chega de baixo astral e vamos entrar para encontrar os meninos – disse animada.
- "Meninos?" O Jason também tá? – perguntou Avyrie.
- Sim – afirmou.
- Achei que ele estava no plantão noturno essa semana.
- Ele trocou os turnos, para de enrolar e entra logo.
As duas entraram na lanchonete, Jack está de costas, a única coisa que é possível ver é seu
cabelo preto e sua jaqueta de couro, ao contrário de Jack, Jason está bem visível, a sua pele
pálida como a neve seus cabelos ruivos, elas se aproximam deles.
- Hey Jackie! Cheguei com a Avy – disse Kayla animada.
Quando Jack se vira, ele e Avyrie ficam cara a cara, eles ficam confusos e surpresos, ambos
falam ao mesmo tempo:
"- Você?!"