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The Thorn of the Roses

The Thorn of the Roses

Autor:: Jessica Silva
Gênero: Romance
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Capítulo 1 A Life From Years Ago

Lily Porter.

Imortalidade, a tão deseja imortalidade me caía muito bem, fui transformada em décadas atrás por ninguém mais ninguém menos que Nathan Harper um híbrido metade vampiro, metade lobisomem, e irmão bastardo dos Sangue Puro Jack e Amélie Harper os três foram os primeiros vampiros existentes na Terra, Nathan, o monstro, me transformou e disse para que eu desaparecesse caso contrário ele me mataria tudo isso porque me envolvi com seu irmão Jack, Nathan não podia ver nenhum dos seus irmãos felizes ele sempre dava um jeito de acabar com a felicidade deles.

Eu me lembro como se fosse hoje o dia em que eu conheci o Jack, era em uma evento na casa dos Harper para a alta sociedade e eu como uma Porter estava lá, meu pai era um governante estava sempre presente nesses eventos.

Eu me lembro que fazia muito calor, e aquele vestido vinho que eu vestia estava me matando e então resolvi ir ao lado de fora da casa tomar um ar, estava andando tranquila pelo belo jardim, quando vi minha flor preferida, rosa vermelha, tirei uma com cuidado e levei até o meu nariz para sentir o perfume agradável da flor que me fez fechar os olhos de tão agradável que era o seu aroma.

-Presumo que terá que pagar por arrancar uma flor do nosso jardim - ouço aquela voz, grossa e me viro assutada - me desculpe, não foi minha intenção assutá-la - ele diz de forma gentil.

-Então quanto terei que pagar pela rosa? - pergunto com humor fazendo o mesmo esboçar um belo sorriso.

-Dessa vez, não irá precisar pagar - ele diz - Sou Jack Harper - ele diz estendendo a mão.

-É, eu sei bem que você é - digo - Sou Lily Porter - digo esticando a mão para o mesmo que leva até seus lábios e a beija de forma sutil me fazendo sorrir envergonhada por ter me arrepiado.

-Não sabia que o governante Porter tinha uma filha tão bonita - ele diz fazendo-me sorrir.

-É isso que costuma dizer para todas as donzelas? - pergunto me divertindo.

-Não existe nenhuma donzela como você, então é a primeira vez digo isso - ele fala me deixando surpresa. - Mas me diz o que faz aqui fora sozinha?

-Hoje está um dia quente, esse vestido me deixou com calor então vim tomar um ar - digo.

Lembro que ficamos a tarde daquele dia inteiro conversando, Jack era cavalheiro exemplar, um bom ouvinte e muito respeitador, mas não impediu que o mesmo me beijasse.

Depois daquele dia passamos a nos encontrar escondido com frequência, nem meu pai nem o Nathan poderia saber da nossa relação.

-Temos que ter cuidado Nathan não pode nem sonhar sobre nós - Jack diz.

-Por que tem tanto medo do Nathan? - pergunto.

-Não se trata de ter medo, é que eu sei do que ele capaz - ele diz.

-Então vamos aproveitar, pois meu pai já está voltando de viagem não sei quando vamos nos ver de novo - digo.

-Não diga isso, eu não poderia ficar tanto tempo longe de minha amada, se for preciso eu invado seu quarto de madrugada e te sequestro - ele diz me fazendo rir.

-Adoraria ser sequestrada por você - digo e mesmo sorri, tomando os meus lábios para si logo em seguida.

Aquela noite foi especial pra mim, foi a minha primeira vez com Jack que foi extremamente cuidadoso comigo, eu me sentia nas nuvens tanto que acabei adormecendo em seus braços e quando acordei já havia adormecido.

-Droga! - digo me levantando rapidamente da cama - Jack por que deixou que eu dormisse tanto? - pergunto enquanto vestia minhas roupas.

-Estava tão bom aqui com você, e você dormia tão perfeitamente que eu não tive coragem de te acordar - ele diz de forma fofa.

-Que horas são? - Pergunto.

-09h00 - ele responde.

-Aí, meu Deus meu pai já deve ter chegado de viagem - digo e a expressão do mesmo fica séria - ele vai me matar - digo desesperada e então sinto os braços do Jack me rodearem em um abraço gostoso.

-Ele não é louco de fazer nada com você, eu acabo com ele - Jack diz seriamente olhando nos meus olhos - Eu te amo Lily, não vou permitir que ninguém te faça mal - sorrio para o mesmo e então nos beijamos apaixonadamente.

-Agora eu tenho que ir - digo.

-Eu te levo - ele diz.

-Está enloquecendo? Se virem nós dois juntos é o nosso fim - digo e ele sorrir.

-E quando vamos nos ver de novo? - ele pergunta.

-Eu prometo que logo, te mandarei uma carta - digo.

-Estarei esperando ansiosamente - ele diz e me rouba um beijo.

Nos despedimos e então vou embora. Eu estava chegando em casa quando vi que havia guardas por toda a parte, então me deu um aperto no peito. Entrei em casa rapidamente e vi a pior cena de minha vida, meu pai já sem vida no colo de minha mãe que chorava horrores.

-Não! - grito tampando minha boca horrorizada, atraindo a atenção de todos. -Papai, acorda! - digo me ajoelho em frente ao seu corpo e o chacoalhando de forma brusca - Acorde, para com isso pai, que brincadeira doentia é essa, acorde vamos - digo sentindo as lágrimas escorrerem.

-Minha filha, ele se foi - as palavras da minha mãe ecoaram em minha cabeça, me deixando um pouco zonza e então vi tudo escurecer, ouvi a voz de minha ao longe, gritando meu nome.

Acordo e percebo que estou em minha cama e então respiro aliviada por tudo ter sido apenas um sonho, olho e vejo que minha mãe estava sentada em minha mãe cama com um olhar tristonho.

-Mamãe - a chamo e a mesma me encara com lágrimas nos olhos.

-Não pode ser, aquilo não foi um sonho? O papai está mesmo morto? - pergunto entrando em desespero e a mesma assente e me abraça.

Ficamos ali abraçadas por um bom tempo até que a mesma separa o abraço.

-Filha precisa se arrumar para enterro, os guardas já foram espalhar a notícia pela cidade, o enterro será dentre algumas horas - ela diz se levantando da minha cama e saindo do meu quarto.

Eu fico ali sozinha em meios aos meus pensamentos, ainda não conseguia acreditar que meu pai havia morrido.

Eu já estava pronta para o velório, com um vestido preto, assim como minha mãe. Estavamos a caminho no velório, e no caminho vi vários conhecido.

O enterro do meu pai lotou de pessoas, e ele estava lá, Jack e seus irmãos, eu queria poder estar nos braços do mesmo nesse momento, pois ele tem o dom de me acalmar e tirar toda a dor que estou sentindo, mas nesse momento eu preciso estar com a minha mãe que está tão desolada quanto eu. Jack e eu trocamos alguns olhares durante o enterro e sua expressão era triste, como se ele estivesse sentindo a minha dor.

Foi a hora de enterrá-lo, então minha mãe disse algumas palavras, eu não consegui dizer nada, e então alguém me surpreendeu, Nathan pediu para dizer algumas palavras.

-O governante Porter, era um homem bom e justo, que amava muito sua esposa e sua filha, ele era um dos homens que eu mais confiava, e tenho certeza que fará muita falta para nós - ele diz.

Depois do enterro várias pessoas vieram prestar suas condolências, inclusive os Harper.

-Eu sinto muito por tudo isso - diz Amélie me abraçando e depois abraçando a minha mãe.

-O governante Porter amava muita vocês duas nunca se esqueçam disso - Nathan diz abraçando minha mãe e a mim. -Principalmente você Lily - ele sussurra no meu ouvido.

-Eu sei disso - respondo.

-Minhas condolências Sra. Porter - Jack abraça a minha mãe - Srta. Porter sinto muito por sua perda, não consigo nem imaginar a dor que você está sentindo - o mesmo me abraça e eu me sinto bem em seus braços - Precisamos nos ver hoje a noite, apareça no lugar de sempre - ele sussurra no meu ouvido e depois apenas nos encaramos.

Depois de toda aquela melancolia do enterro, finalmente voltamos para casa, minha mãe ficou em silêncio o tempo todo, principalmente durante o jantar.

-Vou para o meu quarto - digo a minha mãe que apenas assentou com a cabeça.

Subi as escadas e me entrei no meu quarto trancando a porta, peguei minha capa preta e vesti, e então fui para a janela do meu quarto que dava acesso para uma árvore, sai pela janela subindo na árvore e desci para o chão, eu já estava acostumada a fazer isso para ir encontrar Jack.

Fui até o local onde sempre nos encontrávamos, e o mesmo já estava lá a minha espera, ele nota minha presença e me olha se forma séria, ele estava sério demais eu nunca tinha visto o mesmo assim.

-Eu te chamei aqui porque precisamos conversar - ele diz.

-Jack você me conhece, vai direto ao assunto - digo.

-Não podemos mais continuar com isso - ele fala e suas palavras me atingiram em cheio, senti uma pontada forte no coração.

-Você está me dizendo que o que há entre nós não existe mais? - Pergunto.

-Por favor não dificulte as coisas - ele diz friamente.

-Você vai me deixar no meu pior momento - digo dando uma risada irônica. - E eu pensando que você havia me chamado para ficarmos juntos para me dar apoio com a morte do meu pai, como eu sou idiota - falo virando as costas para o mesmo e indo embora.

Eu não sei o que aconteceu com Jack não parece mais aquele homem cavalheiro, ele estava frio comigo.

A dor que eu estava sentindo por perder o meu amor era forte demais e mistura com a dor da perda do meu pai ficava mais insuportável, até que distraída acabei esbarrando em alguém.

-Me desculpe - digo olhando para ver quem era e me deparo com Nathan.

-Lily Porter, o que faz por aqui sozinha? - ele questiona.

-Eu...eu... - não consigo dizer nada apenas deixou as lágrimas escorrerem pelo meu rosto e sinto o mesmo me abraçar.

-Não precisa dizer nada, venha eu vou te levar para casa - ele diz e então entramos em sua carruagem.

Fomos em silêncio o caminho todo, até que percebo que o mesmo está fazendo um caminho diferente.

-Para onde está me levando? - pergunto desconfiada, então o mesmo para a carruagem e percebo que estamos no meio de uma floresta. - O que estamos fazendo aqui? Por que me trouxe pra cá?

-Calma, eu só quero conversar - ele diz com um sorriso nos lábios.

-Conversar sobre o que? - pergunto.

-Eu sei do seu envolvimento com o meu irmão - ele diz me deixando surpresa - mas você não sabe nada sobre nós, então quero esclarecer algumas coisas, a primeira é que somos vampiros - ele diz me assustando então vejo seus olhos mudarem e suas presas aparecerem, me deixando com medo do mesmo.

-Nathan por favor me deixa ir embora - peço implorando.

-Calma ainda não terminei - ele diz - Foi eu quem matei o seu pai - ele fala me deixando surpresa novamente - e o Jack sabia que isso iria acontecer eu avisei a ele.

-Você...ele...vocês são uns monstros - digo e sinto um nó na minha garganta e as lágrimas caírem involuntariamente.

-O minha querida, e mesmo assim eu estou disposto a ser bonzinho com você - ele diz chegando mais perto de mim - Seu cheiro é tão bom, não sei como Jack se controlou, e então em um instante sinto suas presas cravarem em minha pele me causando uma dor aguda, eu sentia o mesmo drenando o meu sangue. - não vou beber tudo seu sangue, quero que se torne como nós.

Meu corpo todo ardia, parecia que eu estava com febre, a dor era dilacerante. E então quando a dor passou e eu abri meus olhos vi Nathan me encarando.

-Finalmente acordou - ele diz.

-O que fez comigo? - pergunto desesperada.

-Veja você mesma, não está com sede? - ele pergunta e então sinto minha garganta arder.

-Muita sede - falo.

-Eu te transformei minha cara, agora o único pedido que tenho para você é que desapareça da vida do Jack se não dá próxima vez eu irei matar você - ele diz bem ameaçador, agora eu entendo o que o Jack quis dizer com " eu sei do que ele é capaz" - mas eu acho que pra você será fácil sumir, perdeu o pai, perdeu seu amor, mas cai entre nós Jack só te usou, só quis se deitar com você, veja bem, logo ele vai estar se deitando com outras mulheres por aí - ele diz me deixando enojada.

-Tudo bem eu vou embora - digo baixo.

-Claro que vai eu não te dei escolha - ele diz.

Então naquela mesma noite eu saí de Los Angeles , fiquei vagando pelas cidades. Até voltei um tempo eu queria confrontar Jack, mas foi a pior decisão de minha vida pois o vi beijando outra mulher assim como Nathan disse, e então desisti dele e Los Angeles para sempre.

Capítulo 2 New Orleans, Alliances, Saving a Life

Alguns anos depois da minha transformação, eu havia mudado bastante, eu descobri que a mordida ou sangue tomado de um vampiro te transforma no que você realmente é, eu não sabia que eu tinha uma linhagem de seres tão poderosos quanto a fadas e bruxas. Mas eu não mudei só por causa da transformação, eu também mudei minha forma de pensar e agir, eu não era mais aquela garota romântica, doce e amigável.

Criei um pequeno exército de vampiros para chamar de meu, eles me serviam fielmente, e então em menos de um ano eu já era conhecida com uma mafiosa e tanto, e não como uma vampira.

Foi então que eu decidi voltar para Los Angeles e fazer daquela cidade minha, eu soube que a cidade não estava mais sobre os comandos dos Harper.

Eu e meus seguidores chegamos em Los Angeles e para a minha surpresa havia um vampiro chamado Mark que estava tomando conta da cidade e então resolvi falar com ele e fazer ou melhor obrigar ele a aceitar um acordo, uma aliança.

-Essa é a casa? - Perguntei, estranhando era a antiga casa do Harper.

-É sim - Phillipe um dos meus homens diz.

-Certo, vamos entrar - digo.

Phillipe e os outros arrombaram a porta e então entramos fazendo os vampiros que estavam lá dentro de assustarem e olharem em nossa direção, e se prepararem para atacar.

-Calminha aí, eu só gostaria de falar com o líder de vocês, o Mark - digo e então um moreno alto e forte da um passo a frente.

-Posso saber o que quer comigo? - Perguntou ele.

-Hmm, então você é o Mark, por acaso você conheceu os Harper? - tiro minha dúvida.

-Sim, Nathan me criou como um filho - ele diz - Quem é você?

-Muito prazer, sou Lily Porter - digo estendendo a mão para ele que me encara surpreso e mesmo assim pega na minha mão e beija de forma gentil me fazendo lembrar de Jack.

-Você é a garota do Jack? - ele pergunta e me surpreende ele saber dessa história.

-Me recordo desse ser, mas meu querido eu não sou de ninguém - sorrio para o mesmo - será que podemos conversar a sós?

-Claro, me acompanhe - ele diz.

-Se comportem meninos - digo aos meus homens e sigo o Mark.

Ele me levou até um escritório.

-Pronto, o que deseja falar comigo? - ele pergunta.

-Simples eu quero uma aliança com você, um acordo, eu quero tomar conta de Los Angeles - digo.

-Mas eu sou quem toma conta da cidade - ele diz.

-Nossa que grosseria, por favor não me interrompa - digo. - Eu poderia tomar a força em um estalar de dedos, mas eu prefiro fazer uma aliança com você, não preciso tomar conta de tudo, só de uma parte da cidade - explico - Já ouviu falar na mafiosa de San Diego? - Pergunto.

-Sim, não vai me dizer que...

-Sim, sou eu - digo sorrindo - olha isso aqui é meu lar muito antes de você nascer, eu quero fazer desse lugar uma cidade que lucre e eu nem preciso me exibir, você pode continuar sendo " o chefe" e meus homens estariam dispostos a te servir, só você e seus homens saberiam de mim.

-Entendi você quer comandar das sombras - ele fala.

-Exatamente - digo.

-Metade da cidade para você... - ele fala pensativo - Acho que vai ser um bom negócio, será bom ter uma pessoa que conhece os Harper perto de mim, tudo bem nós temos um acordo - ele diz esticando a mão e eu aperto sua mão para celarmos o nosso acordo.

-Isso quer dizer que seremos leal um ao outro - digo e ele assente - pois bem, direi ao meu pessoal para seguir as suas ordens.

Anos se passaram e a nossa amizade e lealdade cresceu assim como a nossa aliança, Mark era um homem bom diferente de mim, as vezes era ele que me trazia o meu lado bom de volta.

Juntos conseguimos expandir a cidade fazer a cidade crescer e lucrar, eu abri um cassino, assim como alguns pontos de tráfico de armas, eu estava sempre fechando algum negócio.

Em um desses negócios com um mafioso chamado Marcone eu conheci o Ryan Wade o mesmo trabalhava para o Marcone mas me parecia insatisfeito com aquela situação.

-Você gosta de trabalhar para ele? - Pergunto me aproximando do jovem.

-Eu não tenho escolha, estão com a minha irmã - ele diz me fazendo sentir dó do mesmo.

-Senhorita Porter esse fedelho está te importunando? - Marcone pergunta.

-Não de forma alguma - digo mas ele não dá a mínima importância para o que eu falei.

-Rapazes dêem uma lição a ele - ele ordena para seus homens e então eu entro na frente e meus homens aparecem do meu lado.

-Eu disse que ele não me fez nada - digo olhando para o Marcone - Quanto você quer por ele e por sua irmã? - pergunto e tanto Ryan quanto Marcone me olham surpresos.

-Está disposta a pagar caro por eles? - Marcone pergunta se aproveitando da situação.

-Pago o que for preciso - digo.

-Muito bem eu quero oitocentos dólares por cada um - ele diz.

-Como se essa quantia fosse um problema para mim - digo - Phillipe pague a ele - ordeno.

Assim que o mesmo recebe ele traz a irmã criança do garoto chamada Julie, me fazendo pensar o que essa criança deve ter passado na mão desse monstro.

A mesma corre para abraçar o seu irmão que me olha.

-Obrigado, senhora eu serei eternamente grato - ele diz e eu sorrio.

-Vamos embora - digo.

Saímos do local e estávamos indo para o carro quando de repente um disparo foi feito nos fazendo assustar, ouço a criança gritar, olho para o lado e vejo Ryan ferido.

-Phillipe coloque ele no carro - falo desesperada - Dave mate aquele homem - digo e ele assente.

Entro no carro junto com Ryan e sua irmã e coloco a cabeça dele no meu colo.

-Phillipe para o hospital agora - digo.

Havia muito sangue nele, o cheiro dele estava deixando eu e os meus homens desnorteados.

-Merda não vai dar tempo - digo enquanto a Julie só chorava. - Pare o carro, Phillipe tire a Julie do carro por um instante - falo e ele já entendi o que eu vou fazer.

-Não, eu quero ficar com o meu irmão - Julie diz.

-Confia em mim eu vou salvar o mesmo - digo - agora saia do carro.

Phillipe tira a Julie do carro e então eu olho para o Ryan, aproximo o meu rosto de seu ouvido.

-Eu sou uma vampira e vou te transformar tudo bem? - pergunto e então encaro o mesmo que me olha surpreso mas assente.

-Não vou te morder eu sei o quanto dói - digo mordendo meu próprio braço e fazendo com que o mesmo bebesse o meu sangue - o seu corpo vai arder um pouco é por conta da transformação mas logo passa - digo e vejo o mesmo assentir.

Fico com ele até o final de transformação, e então o mesmo abre seus olhos.

-Que bom que está de volta - digo abraçando o mesmo.

-Eu não sei como agradecer, você salvou minha vida, vou servir a você para o resto de minha vida - ele diz.

-Não me agradeça eu te transformei em um mostro como eu - digo.

-Mas se não fosse isso eu estaria morto - ele diz.

-Você está com sede? - pergunto e ele segura sua garganta.

-Muita - ele diz.

-Consegue se controlar até levarmos sua irmã para casa? - Pergunto e ele assente - Sabe que terá que se afastar dela até ter seu controle absoluto.

-Tudo bem eu entendo - ele diz.

Logo Phillipe voltou com a Julie, a expressão de felicidade dela ao ver que o Ryan estava bem aqueceu meu coração se é que ey tenho um.

Levamos a garota para casa e depois voltamos para a minha casa eu teria muito o que explicar ao Marcel.

Capítulo 3 The Return

Depois daquele dia em que levei Ryan pra casa expliquei tudo para o Mark que ficou impressionado por eu ter feito um ato de bondade, um pouco depois de eu ter transformado Ryan descobrimos que o mesmo era um híbrido metade vampiro metade Besta de Gévaudan um ser místico muito antigo da França que é aterrorizante por isso fiz questão de treiná-lo para que ele se controle, pois nem mesmo eu seria capaz de impedir ele de cometer uma matança.

E hoje Ryan é o meu braço direito, eu não deixo que ele sirva ao Mark, o mesmo se tornou um irmão para mim, e mora comigo em minha propriedade junto com os meu homens.

Estava discutindo alguns assuntos sobre o cassino junto com o Ryan, o mesmo me deu uma idéia de fazer um evento beneficente assim as pessoas frequentariam ainda mais o lugar.

-Com licença - diz Phillipe.

-Pois não? - falo.

-Mark está aí - ele diz.

-Ele é de casa deixe o entrar - digo e o mesmo assente se retirando do escritório.

Logo o Mark entra.

-Olá - ele diz sorridente.

-Oi desculpa, eu já avisei que você é de casa e pode entrar aqui sempre que quiser - digo.

-Relaxa eu sei disso, mas ele só está fazendo o trabalho dele, te proteger - Mark diz.

-Não, isso sou eu quem faço - Ryan diz me fazendo sorrir para o mesmo.

-Vemos que você tem um fiel escudeiro - Mark diz e nós três rimos.

-Então, o que te traz aqui? - questiono.

-Preciso de alguns dos seus homens - ele diz.

-Posso saber pra que? - Pergunto e então me lembro que na noite anterior eu senti que alguém estava usando magia. - As bruxas?

-Sim, não vou fazer mal a elas vou apenas dar um aviso, não próxima eu parto pra ação - ele diz sorrindo.

-Nossa que bom garoto que você é - digo o provocando e o mesmo revira os olhos - Leve quanto homens quiser.

-Eu quero ir - diz Ryan me surpreendendo por sua atitude, e como não era nada de perigoso não tem problema.

-Tudo bem - digo - Mas antes de irem, Mark estava pensando em um evento beneficente no cassino, o que acha? - pergunto e ele me dá um sorrisinho debochado.

-Eu acho uma boa idéia, desde quando ficou boazinha? - ele me provoca.

-Não se anima muito não, a idéia foi do Ryan - digo.

-É faz sentido - Mark diz me fazendo rir - então que bom que ele está ao seu lado, ele consegue trazer o seu lado bom, ou melhor ele é o seu lado bom.

-Eu sei disso - digo olhando e sorrindo para Ryan que sorri de volta.

-Então vamos - disse Mark e os dois saem do meu escritório.

Volto a me sentar na cadeira e começo a fazer uma lista das coisas que vou precisar para o evento beneficente.

Jack Harper

Los Angeles. Cidade em que tive momentos felizes mas também os piores de toda a minha vida, Lily Porter a mulher por quem eu fui perdidamente apaixonado, ela pagou caro por eu ter me envolvido com ela, pois Nathan meu irmão descobriu sobre o nosso relacionamento e tenho certeza que ele fez algo com ela, já que o mesmo teve a coragem de matar o pai da Lily, tenho certeza que ele a matou também, o que deixa pior é eu tive que magoar ela mas ela acabou morrendo de qualquer jeito, eu fiz ela me odiar só pra na ver o Nathan a machucar e mesmo assim ele fez.

Me lembro bem de quando recebi a notícia de que Lily havia desaparecido eu praticamente enloqueci, a mãe dela estava devastada afinal havia acabado de perder o marido e logo em seguida sua filha desapareceu, eu me sentia culpado, e noite em que terminamos não sai da minha cabeça, era tarde da noite naquele dia, eu pelo menos devia ter acompanhado ela até sua casa, só para garantir a sua segurança. Comecei a procurar ela por todo canto, foi quando perguntei ao dono de um bar que vivia falando da vida alheia, talvez o mesmo soubesse de algo.

-Ah, sim a jovem Porter, eu vi ela, a mesma estava aos prantos - ele diz eu sei bem o porque ela estava aos prantos - mas então seu irmão Nathan apareceu e ela foi com ele - essas foram suas palavras.

O Nathan foi o último a estar com ela, não poderia ser apenas coincidência, então fui tirar satisfações com ele. Mas o mesmo me jurou que não havia matado ela, eu sentia que o mesmo estava falando a verdade, mas mesmo assim eu sabia que alguma coisa ele tinha feito pra ela.

O tempo foi passando e eu acabei desistindo de encontrar a Lily, e passei a aceitar que a mesma estava morta. E aos poucos voltei a viver a minha vida, mas nunca iria conseguir esquecer ela, mesmo que eu me envolvesse com outras mulheres, jamais me esqueceria da mulher de minha vida me doce e gentil Lily.

E agora estou aqui nessa cidade e as lembranças vieram a tona, maldita hora que eu fui concordar com Nate de voltar para Los Angeles.

-Jack está tudo bem? - Rebekah minha irmã pergunta preocupada.

-Tô sim - digo.

-São as lembranças né? - ela fala e eu assinto.

-Que lembranças? - Cody pergunta.

- Você não estava com a gente nessa época, mas o Jack havia encontrado a mulher de sua vida - Amélie explica.

-Pena que ela desapareceu - Nathan diz de uma forma provocativa.

-Simplesmente desapareceu?- Felicity perguntou.

-Ou desapareceram com ela - digo olhando para o Nathan que fingiu não ser com ele.

-Acha que ele faria isso? - Amélie pergunta.

-Ele matou o pai dela - digo - e quantas vezes ele matou seus romances?

-É ele faria - ela responde.

-Nossa vocês só pensam mal de mim não é mesmo - ele diz se vitimizando.

-Por que será? - Amélie fala ironica.

-Ora ora, o que temos aqui? - Ouvimos uma voz conhecida e olhamos na direção era o Mark o que nos deixou surpreso e com ele um exército de vampiros.

-Mark meu velho amigo - disse Nathan o cumprimentando com um abraço, sinto Amélie apertar o meu braço, afinal ela e o Mark teve o romance deles interrompido pelo Nate mas isso não quer dizer que o amor deles acabaram.

-Jack, Amélie - ele nos cumprimenta com um aceno de cabeça, mas troca de olhares dele com a minha irmã foi duradouro, o mesmo então olha para Cody e Felicity e franze a testa. - Quem são eles?

-Cody e Felicity - Nate responde.

-Ah, os que ficavam no caixão - ele diz e Nate ri.

-Sim, eles mesmos - Nate responde. - No caminho eu percebi que a cidade tá mudada tem até um cassino.

-Pois é eu expandi a cidade - ele diz orgulhoso de si mesmo - o que fazem na minha cidade?

-Sua cidade? Ela nossa muito antes de você existir - digo.

-Mas quem manda e cuida dela agora sou eu - ele diz.

-Vamos acalmar os ânimos - Nate diz se divertindo - Mark meu amigo, esse é o nosso lar e eu quero tudo que era meu de volta - Nathan diz em tom ameaçador - ou me devolve ou eu tomo a força.

-Tem certeza? Eu tenho um exército pra te enfrentar - Mark diz.

-Acha que eles dão conta de mim? - Nate pergunta eu já estava me preparando caso precise lutar, vejo a expressão séria no rosto do Mark.

-Antes de discutirmos, eu tenho algo, na verdade uma pessoa importante pra um de vocês - ele diz me olhando e eu fico sem entender - e essa pessoa está sob o meu controle, não gostariam de ver primeiro pra depois discutirmos sobre isso? - ele esboça um sorriso diabólico.

-Nos leve até lá então - Nate diz.

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