Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Xuanhuan > Traído e Renascido: Vingança Amorosa
Traído e Renascido: Vingança Amorosa

Traído e Renascido: Vingança Amorosa

Autor:: Catherine
Gênero: Xuanhuan
Hoje era nosso aniversário de cinco anos de casamento e preparei um jantar especial para Clara e Sofia, minhas maiores alegrias. Cinco anos de dedicação em tempo integral à minha família, tempo em que acreditei ter construído um amor verdadeiro. Mas, a voz inocente de Sofia, nossa filha de quatro anos, soou pelos ares do lar, "Eu desejo que vocês se divorciem logo." Meu sorriso congelou. Na mesa, Clara, minha esposa, empurrou um envelope com o acordo de divórcio e um cheque de cinquenta milhões de reais, revelando a fria verdade: eu era apenas um substituto para meu irmão Ricardo, que estava de volta. Ouvir que fui "conveniente" e que "nunca me amou" pelas pessoas que mais amei desintegrou minha alma. Humilhado, deserdado publicamente pela minha própria família e exposto ao mundo, não aguentava mais. O sistema respondeu ao meu pedido de saída, me dando dez dias de vida neste mundo. Com nada a perder, decidi viver o que me restava de forma extrema. No entanto, em vez de morrer, me vi renascer em um novo mundo, com uma nova identidade: Antônio Reis, um ator aclamado e curado da minha doença terminal. Quando pensei ter finalmente encontrado a paz, Clara e Sofia surgiram como "perseguidoras", determinadas a me ter de volta. A fúria e o ressentimento me dominaram e com a ajuda de Isabella, uma poderosa executiva, decidi rejeitá-las publicamente de forma cruel. Eu me casei com Isabella para apagar Clara e Sofia da minha existência, selando o destino delas. Vivi ao lado de Isabella uma vida plena de amor e aceitação, livre das sombras do passado. Agora, livre e em paz, sigo para a próxima aventura, sabendo que o amor e a liberdade são as maiores curas.

Introdução

Hoje era nosso aniversário de cinco anos de casamento e preparei um jantar especial para Clara e Sofia, minhas maiores alegrias.

Cinco anos de dedicação em tempo integral à minha família, tempo em que acreditei ter construído um amor verdadeiro.

Mas, a voz inocente de Sofia, nossa filha de quatro anos, soou pelos ares do lar, "Eu desejo que vocês se divorciem logo."

Meu sorriso congelou. Na mesa, Clara, minha esposa, empurrou um envelope com o acordo de divórcio e um cheque de cinquenta milhões de reais, revelando a fria verdade: eu era apenas um substituto para meu irmão Ricardo, que estava de volta.

Ouvir que fui "conveniente" e que "nunca me amou" pelas pessoas que mais amei desintegrou minha alma.

Humilhado, deserdado publicamente pela minha própria família e exposto ao mundo, não aguentava mais.

O sistema respondeu ao meu pedido de saída, me dando dez dias de vida neste mundo.

Com nada a perder, decidi viver o que me restava de forma extrema.

No entanto, em vez de morrer, me vi renascer em um novo mundo, com uma nova identidade: Antônio Reis, um ator aclamado e curado da minha doença terminal.

Quando pensei ter finalmente encontrado a paz, Clara e Sofia surgiram como "perseguidoras", determinadas a me ter de volta.

A fúria e o ressentimento me dominaram e com a ajuda de Isabella, uma poderosa executiva, decidi rejeitá-las publicamente de forma cruel.

Eu me casei com Isabella para apagar Clara e Sofia da minha existência, selando o destino delas.

Vivi ao lado de Isabella uma vida plena de amor e aceitação, livre das sombras do passado.

Agora, livre e em paz, sigo para a próxima aventura, sabendo que o amor e a liberdade são as maiores curas.

Capítulo 1

Hoje era nosso aniversário de cinco anos de casamento.

Eu preparei pessoalmente uma mesa cheia de pratos que Clara, minha esposa, e Sofia, nossa filha, adoravam.

Eu me sentia feliz, a casa estava cheia do cheiro de comida, um cheiro de lar.

Cinco anos atrás, para salvar a família Silva de uma dívida enorme, eu me casei com Clara Mendes, a herdeira de uma tradicional escola de samba.

Naquela época, eu era apenas um dançarino de samba desconhecido, enquanto ela era a joia do Rio de Janeiro, desejada por todos. Todos diziam que eu não a merecia, que eu tinha tido sorte.

Eu também achava. Para que ela se casasse comigo, eu usei um sistema misterioso que me prometeu curar minha doença terminal se eu conseguisse o amor dela.

Nos últimos cinco anos, eu me dediquei de corpo e alma a essa família, cuidei de Clara, cuidei de Sofia, e acreditei que ela me amava de verdade.

"Papai, mamãe, tenho um desejo de aniversário para vocês", disse Sofia, nossa filha de quatro anos, com uma voz infantil e fofa, piscando seus grandes olhos.

Eu sorri e disse, "Claro, meu amor, pode dizer."

Sofia juntou as mãos e disse com seriedade, "Eu desejo que vocês se divorciem logo."

Meu sorriso congelou.

Clara, sentada à minha frente, não pareceu surpresa. Ela apenas olhou para Sofia com um leve sorriso, como se esperasse por isso.

"Por que, meu bem?", perguntei, minha voz um pouco trêmula.

"Porque assim o tio Ricardo pode ser meu novo papai", Sofia respondeu, com uma inocência que feria. "O tio Ricardo é incrível, ele é um músico famoso, e a vovó e o vovô gostam muito mais dele."

Ricardo Silva, meu irmão mais velho.

Ele era o verdadeiro orgulho da família Silva, um músico e compositor de sucesso que estava no exterior há cinco anos.

Ouvindo o nome dele, meu coração afundou.

Clara finalmente falou. Ela empurrou um envelope na minha direção sobre a mesa. Sua voz era fria, sem qualquer emoção. "Antônio, vamos nos divorciar."

Abri o envelope. Dentro, havia um acordo de divórcio e um cheque.

Um cheque de cinquenta milhões de reais.

"O que é isso?", perguntei, sentindo um nó na garganta.

"É uma compensação", disse Clara, sem me olhar nos olhos. "Ricardo voltou. Eu nunca te amei, Antônio. Você foi apenas um substituto. Eu precisava de alguém para ocupar o lugar dele enquanto ele estava fora, e você serviu bem a esse propósito."

Suas palavras foram diretas, sem rodeios, e cada uma delas me atingiu com força.

Substituto.

Então, os cinco anos de dedicação, o amor que eu achava que tínhamos construído... tudo era uma farsa.

Eu era apenas uma sombra do meu irmão.

"Você pode ficar com o dinheiro", continuou Clara, seu tom pragmático. "É o suficiente para você viver o resto da sua vida no luxo. A única condição é que você desapareça da nossa vida pública. Não quero que você manche a reputação da nossa família ou da escola de samba."

Eu olhei para ela, para a mulher com quem dividi a cama por cinco anos. Seu rosto era lindo, mas seus olhos eram frios como gelo.

Senti um vazio imenso por dentro, uma dor oca.

"Tudo bem", eu disse, minha voz soando distante para meus próprios ouvidos. "Eu aceito."

Clara pareceu surpresa com a minha rápida aceitação. Ela me olhou por um momento, talvez com um pingo de pena. "Sofia vai ficar comigo. Mas você pode visitá-la uma vez por mês, se quiser. Desde que não cause problemas."

Eu apenas assenti, incapaz de falar.

Naquela noite, eu estava arrumando minhas coisas no quarto de hóspedes. Eu não tinha muito, apenas algumas roupas e livros. Eu ouvi Sofia conversando com Clara no corredor.

Sofia estava falando em inglês, uma língua que Clara a ensinou para que ela pudesse se comunicar melhor com o mundo. Elas não sabiam que eu, um simples dançarino de samba, também entendia. Eu tinha aprendido para ajudar Sofia com seus estudos no futuro.

"Mamãe, por que o papai ainda não foi embora?", perguntou Sofia. "Ele é tão chato e não sabe fazer nada direito. O tio Ricardo é muito melhor."

A voz de Clara era suave, tranquilizadora. "Ele irá em breve, querida. Não se preocupe. Logo o tio Ricardo estará aqui conosco para sempre."

Meu coração, que eu achava que já estava em pedaços, se partiu mais um pouco. O desprezo na voz da minha própria filha era a humilhação final.

Eu terminei de fazer minha mala e saí do quarto.

Clara e Sofia estavam na sala. Clara estava no celular, rindo de algo. Quando me viu, seu sorriso desapareceu.

Eu não disse nada. Apenas peguei o cheque da mesa de centro e me dirigi para a porta.

Antes que eu pudesse sair, o celular de Clara apitou. Ela olhou para a tela e um sorriso radiante iluminou seu rosto, um sorriso que eu raramente via.

Ela abriu o Instagram. Era uma nova postagem de Ricardo. Uma foto dele e de Clara, abraçados, com a legenda: "Finalmente em casa com o amor da minha vida. O futuro começa agora."

A foto tinha sido tirada hoje. Enquanto eu preparava nosso jantar de aniversário.

A humilhação foi pública e instantânea. Os comentários choviam, parabenizando o novo casal e zombando do "ex-marido sortudo" que finalmente foi descartado.

Eu me senti nu, exposto ao mundo inteiro.

Saí daquela casa, o lugar que eu chamei de lar por cinco anos.

Lá fora, a noite do Rio de Janeiro estava abafada. As luzes da cidade pareciam zombar de mim.

Entrei no meu carro, um modelo simples que contrastava com os carros de luxo da garagem de Clara.

Sentei-me ao volante por um longo tempo, olhando para o nada.

Então, peguei meu celular. Abri minhas redes sociais, que eu mal usava.

Escrevi uma única postagem.

"Eu, Antônio Silva, e Clara Mendes nos divorciamos hoje. Agradeço a todos pela preocupação."

Depois, em voz baixa, falei para o vazio do carro.

"Sistema, eu falhei. A missão de curar minha doença falhou. Peço para sair deste mundo. Por favor, me deixe desaparecer."

Uma voz mecânica e sem emoção soou na minha cabeça, uma voz que eu não ouvia há cinco anos.

[Pedido recebido. Procedimento de saída iniciado. Tempo restante neste mundo: 10 dias.]

Capítulo 2

[O procedimento de saída não pode ser revertido. Antônio Silva, você tem certeza?]

A voz do sistema era fria e impessoal, como sempre. Era a única "companhia" que eu tinha naquele momento, o que apenas ressaltava a minha solidão.

"Tenho", respondi em voz alta, olhando para o painel escuro do carro. "Não há nada para mim aqui."

Minha esposa me usou como um substituto. Minha filha me despreza. Meus próprios pais sempre me viram como inferior ao meu irmão.

[Compreendido. O sistema lhe proporcionará uma experiência final confortável. A dor associada à sua doença terminal será suprimida durante os próximos dez dias. Desfrute de sua última jornada.]

"Confortável?", ri amargamente. Não havia conforto para a dor que eu sentia no peito.

Lembrei-me da minha infância.

Ricardo, meu irmão, sempre foi o favorito. Ele era talentoso, charmoso e saudável. Eu, por outro lado, era quieto, desajeitado e sempre doente.

Uma vez, quando tínhamos uns dez anos, nós dois caímos de uma árvore. Ricardo quebrou um braço. Eu apenas ralei o joelho.

Meus pais correram para o hospital com Ricardo, em pânico. Eles me deixaram para trás, sentado na calçada, com o joelho sangrando.

"Tonho, você é forte, aguenta firme", minha mãe disse, sem nem olhar para trás. "Precisamos cuidar do seu irmão."

Naquela noite, a febre me consumiu. Fiquei de cama por uma semana, delirando. Meus pais mal entraram no meu quarto. Toda a atenção deles estava em Ricardo e seu gesso autografado pelos amigos.

Essa foi a história da minha vida. Sempre em segundo plano, sempre o sacrifício conveniente.

Casei-me com Clara para pagar uma dívida que meu pai fez em nome da empresa da família, uma dívida que ameaçava arruinar o futuro "brilhante" de Ricardo.

Meus pais me disseram que era meu dever. "Você deve isso à sua família, Antônio. Ricardo tem uma carreira promissora. Você não pode deixá-lo ser arrastado para baixo por isso."

E eu, como o tolo leal que sempre fui, concordei.

Mas agora, chega.

A lealdade, a bondade, o sacrifício... não me trouxeram nada além de dor e humilhação.

Se eu só tenho dez dias, vou vivê-los por mim.

"Sistema", eu disse, ligando o carro. "Onde está a boate mais cara e decadente do Rio?"

[Calculando... O destino foi definido.]

O GPS do carro acendeu, mostrando um caminho para a Zona Sul.

Dirigi pelas ruas, a cidade passando como um borrão. O cheque de cinquenta milhões de reais estava no banco do passageiro.

Uma hora depois, estacionei em frente a uma boate exclusiva. A música pulsava lá dentro, uma batida alta e hedonista.

Entreguei a chave para o manobrista e entrei.

O lugar era um turbilhão de luzes, som e corpos suados. Modelos, celebridades e empresários se misturavam, bebendo champanhe como se fosse água.

Fui direto para o bar.

"Uma garrafa do seu champanhe mais caro", eu disse ao barman, jogando um maço de notas no balcão.

Ele me olhou de cima a baixo, notando minhas roupas simples. Mas o dinheiro falou mais alto.

Momentos depois, uma garrafa dourada estava na minha frente.

Subi em uma pequena plataforma no centro da pista de dança, segurando a garrafa.

"Atenção, pessoal!", gritei, minha voz amplificada pelo sistema de som que eu não sabia como controlar. "Hoje é o primeiro dia da minha nova vida! A bebida é por minha conta!"

A multidão aplaudiu, sem saber ou se importar quem eu era.

Comecei a derramar o champanhe caro no chão, um ato de puro desperdício.

De repente, senti uma mão no meu braço.

Virei e vi Clara. Seu rosto estava contorcido de raiva. Sofia estava ao seu lado, olhando para mim com desprezo.

"O que você pensa que está fazendo, Antônio?", ela sibilou. "Eu disse para você desaparecer! Não para fazer uma cena!"

"Estou apenas gastando meu dinheiro do divórcio", respondi, dando de ombros. "Você disse que era para eu viver no luxo, não disse?"

"Você está fazendo isso para me provocar! Para envergonhar o Ricardo!", ela acusou.

"Ricardo? Ah, claro. Tudo é sempre sobre o Ricardo", eu disse, um sorriso frio no rosto. "Não se preocupe, Clara. Eu não estou nem um pouco interessado no seu precioso Ricardo. Na verdade, a partir de hoje, eu não estou interessado em nenhum de vocês."

"Papai, você é um perdedor", disse Sofia, sua vozinha cortando o barulho. "Você tem inveja do tio Ricardo porque ele é um sucesso e você não é nada."

Eu olhei para ela, a criança que eu criei. Não senti nada. A dor tinha dado lugar a um vazio gelado.

"Talvez você esteja certa, Sofia", eu disse calmamente. "Mas um perdedor com cinquenta milhões de reais. E eu pretendo gastar cada centavo fazendo exatamente o que eu quero, quando eu quero. E se isso incomoda vocês, ótimo."

Virei as costas para elas e levantei a garrafa para a multidão, que aplaudiu novamente.

Clara me puxou pelo braço mais uma vez, seus olhos faiscando. "Você vai se arrepender disso, Antônio."

"Eu duvido muito", respondi, soltando meu braço. "Eu não tenho mais nada a perder."

Ela me olhou, talvez percebendo pela primeira vez que algo em mim havia mudado para sempre. Ela parecia desconcertada, incerta. Com um último olhar de fúria, ela pegou a mão de Sofia e se afastou, desaparecendo na multidão.

A festa continuou. Eu bebi, dancei e joguei dinheiro fora como se não houvesse amanhã. E para mim, de fato, não havia muitos.

As pessoas me cercaram, atraídas pelo dinheiro fácil. Eu sabia que eram superficiais, mas não me importava. Era exatamente o tipo de companhia que eu queria.

Meu celular tocou. Era um número desconhecido. Atendi.

"Antônio! O que diabos você está fazendo?" Era a voz raivosa do meu pai. "Vimos as notícias! Você está tentando arruinar o nome da nossa família? Pense no seu irmão! A carreira dele está em um momento crucial!"

"Olá, pai", eu disse, minha voz arrastada pela bebida. "Não se preocupe. Depois de hoje, ninguém vai mais associar meu nome ao de vocês."

"É bom mesmo! Você sempre foi uma decepção, mas isso é demais!", ele gritou.

Eu ri e desliguei na cara dele.

Olhei para o meu reflexo no espelho escuro atrás do bar. O homem que me encarava era um estranho.

"Sistema", murmurei. "Cancele todos os meus cartões de crédito e contas bancárias conjuntas. Transfira todo o dinheiro do cheque para uma conta nova, só minha."

[Processando. Tarefa concluída.]

Eu precisava garantir minha independência financeira para os meus últimos dias. Ninguém mais teria controle sobre mim.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022