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Tuas Verdades

Tuas Verdades

Autor:: Lauriana
Gênero: Romance
Maria Alessandra sempre foi uma mulher batalhadora que lutou para conseguir tudo o que queria.Desde nova trabalhou em diversos lugares em busca de obter dinheiro para ajudar sua mãe que tem uma grave doença que a impede de se locomover.Sempre foram apenas as duas, pois seu pai morrera assassinado por alguém desconhecido que até hoje não pagou pelo crime cometido. Carlos Daniel é um empresário multimilionário, que veio de uma família de grande influência e sempre obteve tudo o que quis de mão beijada, os ventos sempre sopraram ao seu favor. Quando os destinos de ambos se cruzarem, uma história cheia de romance, intrigas e mistérios irá se desenrolar.Será que o amor poderá vencer?

Capítulo 1 Prólogo

_Mamãe, fique tranquila, logo irei conseguir outro serviço._eu disse, tentando não demonstrar toda minha preocupação com minha demissão inesperada.

_Eu já disse, Maria Alessandra, eu posso viver bem num asilo, você não precisa deixar de viver por minha causa._ela sempre dizia isso, mas eu jamais a deixaria sozinha, não era problema para mim cuidar dela.

Toda a minha vida, minha mãe tinha sido minha base para tudo, ela tentou a sua maneira, suprir a falta que meu pai fez e eu era grata por isso.Ele havia sido assassinado e até hoje não entendia porque a polícia simplesmente tinha abandonado todas as investigações e o caso tinha sido arquivado.Minha mãe não tocava mais no assunto desde que havia ficado doente e eu também não a perturbava com minhas divagações, mas eu não estava conformada com a situação, nunca me conformei.

Naquela noite, após ela dormir, fui para o notebook virar a noite mais uma vez procurando emprego, essa era minha rotina ultimamente.Eu já caía de sono quando encontrei um anúncio sobre vagas temporárias em uma empresa de moda.Achei que já estivesse sonhando, mas não, a vaga era para modelos fotográficas e em três horas, era a única que eu havia encontrado.

Eu não tinha nenhuma experiência como modelo e muito menos me achava bonita a esse ponto, mas talvez fosse uma chance de ganhar dinheiro. Salvei o arquivo e fechei o computador, no dia seguinte iria tentar conseguir mais informações e quem sabe, não valia a pena.

No dia seguinte, me encontrei com Aurora, minha melhor amiga, na praça da cidade para tomar um café.

_Alê, como estão as coisas, você estava procurando emprego, conseguiu?_ela perguntou, sentando-se no banco de madeira.

_Ah amiga, minha busca incansável continua, não é?Ontem achei até uma vaga de modelo fotográfica numa empresa, acredita que cogitei até me arriscar nessa?_tomei um gole do café._Mas definitivamente essa não é minha praia, seria uma loucura.

_Como assim loucura, Maria Alessandra?Não é você que sempre diz que temos que aceitar as oportunidades da vida?Não entendo._ela colocou a xícara sobre a mesa._Você é bonita, atraente, se sairia muito bem, deixa de ser boba!

_Talvez você esteja certa, vou pensar nisso.

Voltei para casa no táxi pensando se Aurora realmente teria razão, minha mãe precisava de mim, e aquela chance tinha surgido.Talvez fosse melhor eu aceitar, seria difícil conseguir outra.Abri o notebook e peguei meu telefone para ligar.

_Lokstate, bom dia, em que posso ajudar?_a secretária atendeu, simpática.

_Bom dia, eu estou interessada na vaga de modelo fotográfica._falei, relutante._Queria saber como faço para me candidatar.

_Então, Sra?Qual seria o seu nome?

_Maria Alessandra.

_Então Sra. Maria Alessandra, as vagas estão sendo pouco procuradas, então a senhora tem grandes chances de conseguir.Pode mandar um currículo com foto para o e-mail que está no anúncio?

_Sim, claro.

_Entraremos em contato, boa sorte!_ela desligou e eu senti uma ponta de esperança.

Não perdi tempo, logo mandei o currículo e aguardei, torcendo para que os ventos soprassem ao meu favor.

*******

_Sr, Carlos Daniel, chegou um novo currículo no email referente a vaga de modelo fotográfica.No total foram apenas quatro pessoas procurando a vaga._disse a secretária, deixando os papéis sobre a mesa.

_Tudo bem, Martha, irei dar uma olhada.O mercado fotográfico aqui no México está em baixa, as mulheres não confiam mais em seu próprio potencial._eu me ajeitei na poltrona, antes de pegar os papéis.Cada ano que se passava, ficava ainda mais difícil conseguir boas modelos temporárias para a época de fim de ano, no ano seguinte eu já planejava outro tipo de abordagem.

Eu havia herdado a Lokstate do meu pai que era um homem extremamente ambicioso e que tinha lutado muito para chegar até onde chegou.Ele havia falecido um ano antes, vítima de um infarto fulminante, deixando assim, todo seu legado em minhas mãos.

A vida para mim, sempre tinha sido muito boa, eu realmente não tinha do que reclamar.Graças a empresa que era uma das maiores do México, no ramo da moda, nossa família também se tornara uma das mais ricas de toda a região.No auge dos meus 30 anos, eu tinha conseguido conquistar inúmeros patrimônios mas era conhecido por ser um solteirão.Não gostava de relacionamentos e a maioria das mulheres que havia conhecido, só estavam interessadas em status e dinheiro.

Chequei cada um dos currículos e ao pegar o último papel, fiquei abismado com tamanha beleza.

_Maria Alessandra, ela é a mulher perfeita para essa vaga._eu disse enquanto olhava o pequeno retrato impresso no papel._Liguei para a secretária e pedi que viesse a minha sala.Ela entrou, afoita.

_Pois não, Sr. Carlos Daniel!

_Ligue para a Maria Alessandra, peça para que esteja aqui amanhã para uma entrevista._entreguei seu currículo em suas mãos._Estou ansioso para conhecê-la._Peguei minha maleta e me levantei, ainda havia prometido que iria jantar com minha mãe, então precisava chegar a tempo._Estou indo para casa, está liberada, Martha.

Entrei no carro e fui para a mansão, eu morava com minha mãe desde que meu pai havia morrido, tinha receio de deixá-la sozinha, ela não sabia lidar muito bem com isso.Entrei pela porta de madeira e fui até a sala de jantar, ela já me aguardava e já tinha posto a mesa.

_Me perdoe pela demora, mãe, acabei tendo que avaliar uns currículos._dei um beijo em sua testa antes de me sentar na cadeira em sua frente.

_E escolheu uma candidata para o ano que vem?_ela perguntou segurando minhas mãos e pedindo para Sunir, nossa governanta, trazer o jantar.

_Sim, não foi muito difícil.Além da procura esse ano ter sido muito inferior ao ano passado, tinha uma candidata em especial, perfeita para a propaganda.

_Não me diga que se apaixonou a primeira vista, meu filho?_ela perguntou ao encher minha taça com vinho.

_Ah, mamãe, não começa...Não tenho nenhum interesse em me relacionar com ninguém por enquanto.

_Eu sei disso, mas você já está com 30 anos, Carlos, em algum momento irá sentir falta de uma companheira ao seu lado._ela disse tomando um gole do vinho e me olhando com aquela expressão que sempre fazia quando queria me convencer de algo.

Eu sabia que ela queria uma nora, queria que eu construísse uma família e desse netos para ela mimar, mas eu não sabia se estava preparado para essa responsabilidade.

********

_Alô?

_Srta. Maria Alessandra?Sou eu, a secretária da Lokstate._me sentei no sofá, ansiosa para ouvir o que ela tinha para dizer.

_Sim, sou eu mesma.Teve algo errado com o currículo?Eu posso mandar outro, se for o caso.

_Não querida, não é isso.O CEO da empresa a convocou para uma entrevista, amanhã cedo.

_Minha nossa, não acredito!!!_suspirei aliviada de felicidade._Muito obrigada!_eu disse desligando o telefone depois da secretária me dizer o horário que deveria estar lá.Essa era a minha chance!

Capítulo 2 Oportunidade

Me levantei desesperada achando que tinha me atrasado, mas eram 4 da manhã, fiquei inquieta e não consegui mais dormir.A entrevista estava marcada para as 9 horas, eu já tinha separado uma roupa social que Aurora havia me emprestado.

_Você já está acordada, minha filha?_gritou minha mãe de seu quarto.

_Estou ansiosa, mãe, sabe como sou.Fique tranquila, já pedi para a Verônica vir ficar com você enquanto estou fora._eu disse me sentando ao seu lado.Minha mãe havia tido um AVC que causou paralisia em uma parte de seu corpo, o que a impedia de fazer diversas coisas para as quais precisava de minha ajuda._Tomara que eu consiga esse emprego.

_Você vai conseguir, tem potencial.So tão grata a você por tudo o que faz por mim, minha filha._ela disse segurando minhas mãos.

_A senhora é minha mãe e é tudo o que tenho, não teria motivos para fazer diferente.

Eram sete e meia quando Verônica chegou em nossa casa para ficar com ela e já me apressei em sair, não queria me atrasar nenhum minuto.Peguei um táxi que me levou até a empresa, ao chegar lá, a secretária me recebeu muito simpática e me mandou esperar em uma sala onde provavelmente eram feitas as entrevistas.

_Sim, Agnelo, quero toda a papelada até o meio-dia, preciso de tudo pronto até o fim do mês, antes da viagem._um homem muito bem vestido entrou na sala falando no telefone, estava prestes a entrar no escritório quando olhou para mim._Bom dia, Senhorita.

_Bom dia._nossos olhares se encontraram e eu senti algo parecido com um tremor interno, mas ignorei a sensação._A senhora seria a Maria Alessandra?

_Sim, sou eu mesma, vim para a entrevista.

_Sim, claro, pode entrar._me levantei e entrei no escritório luxuoso que mais parecia uma sala de estar.Me sentei na poltrona e aguardei, enquanto ele chegava alguns papéis._A Srta tem alguma experiência com o ramo da moda?

_Na verdade, não.Eu estou me arriscando e jogando com a sorte, estou desempregada e sem muitas opções ultimamente.

_Sim, compreendo.Bom, o essencial a Srta já tem._ele sorriu, sem graça._me desculpa dizer, mas é uma mulher muito bonita, tem o perfil que procuramos para a propaganda.

_Ah, muito obrigada.

_Mas tem consciência de que a vaga é temporária, certo?Você será garota propaganda da minha empresa na campanha de uma marca de roupas parceira.

_Sim, é claro.

_Então, Srta Maria Alessandra, só posso lhe desejar meus parabéns, a senhora conseguiu a vaga temporária pelo período de três meses.A minha secretária irá lhe passar todos os detalhes mais importantes para sua contratação._ele me olhava fixamente,

ele era um homem muito atraente e eu poderia arriscar dizer que depois de toda a conversa formal, ficou uma tensão no ar, eu fitava o chão quando a secretária entrou com os papéis me convidando a conhecer a empresa.

_Ele é sempre assim, tão misterioso?_perguntei a secretária, enquanto andávamos pelos corredores da empresa.

_Ah, ele é um homem muito focado no trabalho, parece que só vive para isso._ela andava ao meu lado e eu conseguia escutar o barulho dos seus saltos batendo contra o piso._Nunca foi visto com mulher alguma, pelo menos não em relacionamentos sérios.Sua mãe é louca para ganhar uma nora, é o que se diz pelos corredores.

Me questionei em como um homem com tanto dinheiro poderia ser tão desinteressado em relação a mulheres.

_Nossa, mas porquê tanto mistério?

_Ninguém sabe, Maria Alessandra, e preferimos todos deixar assim, nossos empregos são valiosos, não quero perder por ser enxerida._ela me respondeu, empurrando a grande porta de um estúdio de fotos, onde um fotógrafo me aguardava.

_Bom dia, queridas.Você deve ser a Maria Alessandra..._ele passou a mão pelos meu cabelos ondulados._Você tem uma beleza estonteante, seja bem vinda, querida!

_Muito obrigada._agradeci enquanto ele me trouxe duas peças de roupa e já me pediu para trocar, para começarmos.

Tudo aquilo era muito fora da realidade que eu estava acostumada, eu realmente já tinha trabalhado em vários lugares, mas como modelo eu realmente nunca me imaginei.Mas no geral, não era ruim, tirei muitas fotos e o fotógrafo era muito atencioso e paciente para me explicar como tudo funcionava.Cheguei em casa já no horário do almoço e consegui sentir o cheiro da comida que Verônica estava preparando.

_Nossa, isso só me deixou ainda com mais fome!_dei um beijo na minha mãe_estou de volta!

_E aí, como foi lá?_perguntou, Verônica.

_Adivinhem, eu passei, fui aprovada, comecei hoje e ainda ganhei um adiantamento!_as duas vibraram de felicidade comigo.

_Eu disse que você iria conseguir, minha filha!

_ Muito obrigada, mãe, a senhora só me deu forças._eu a abracei, agora finalmente, pelo menos por três meses, eu estava tranquila.

*********

_E como estão as coisas na empresa?_perguntou Miguel, um dos meus melhores amigos.Tínhamos nos encontrado num restaurante para tomar um vinho, comer algo e colocar o papo em dia.

_Está tudo como sempre por lá, Miguel.Hoje eu contratei uma modelo temporária para a nova campanha, acho que vai ser um sucesso, é uma mulher muito bonita._eu disse me lembrando de seus olhos, Maria Alessandra tinha me encantado não só por foto, mas também pessoalmente, era uma mulher doce e batalhadora.

Eu não me permitia deixar se encantar por funcionárias, isso só atrapalhava o convívio dentro da empresa, na minha opinião, mas foi quase impossível não acontecer dessa vez.Tomei um gole do vinho enquanto Miguel sorria para mim, sarcástico.

_Acho que isso foi algum tipo de amor a primeira "entrevista", vamos dizer assim, não é, meu amigo?

_Deixe de bobeiras, você está parecendo a minha mãe falando desse jeito!

_Posso até apostar que daqui a dois meses você estará completamente apaixonado por essa garota._ele se levantou, deixando a conta sobre a mesa._Escreve o que eu estou dizendo.

_Você está se equivocando, isso não vai acontecer, eu mal a conheço._me levantei logo em seguida e seguimos até o estacionamento para buscar nossos carros.

_Vamos ver, meu amigo.Bom, eu vou lá, prometi a Analice que chegaria mais cedo em casa hoje e sabe como são as mulheres, se eu me atrasar um minuto, já viu!_nos cumprimentamos e ele entrou em seu carro.Depois de entrar no meu, fiquei refletindo um pouco antes de partir.E se ele estivesse certo?E se eu acabasse me apaixonando por aquela garota inocente?Eu não devia, não era o certo.Eu era um homem sombrio demais para uma menina tão doce.

Capítulo 3 Rotina agitada

Fazia uma semana que eu tinha começado e o trabalho apesar de não parecer, era bem agitado.Eu chegava, Tom, o fotógrafo já me trazia as roupas que eu usaria no dia e eu me vestia enquanto ao mesmo tempo, a maquiadora e cabeleireira, me arrumava.Era uma correria, eu não conseguia fazer mais nada e quando saía do estúdio, ia direto para casa.

Em uma semana eu ainda não tinha visto o Dono da empresa novamente, não que eu quisesse, mas eu era grata pela chance que ele havia me dado, mesmo sem experiência nenhuma.

_Hoje é sábado, Maria Alessandra, hoje nós geralmente trabalhamos até um pouco mais tarde por conta da quantidade de fotos._disse Tom, assim que eu cheguei.

_Por mim tudo bem, eu não tenho nenhum compromisso além do trabalho._deixei minha bolsa no armário e fui me arrumar.O dia foi intenso e não foi um exagero, realmente foram muitas fotos e quando terminamos, já deviam ser umas oito da noite e eu estava exausta.

_Maria Alessandra, eu não vou poder esperar você se trocar hoje, tenho um encontro e já estou atrasado!_ele disse, empolgado, claro que eu não iria me importar em sair da empresa sozinha.

_Pode ir, Tom, espero que seu encontro seja ótimo!

_Muito obrigado, vou correr, beijos._ele disse saindo pela porta.Naquele horário eu poderia supor que só houvessem os seguranças na empresa, o expediente acabava as cinco e eu não conseguia mais ouvir as vozes lá fora.

Troquei de roupa e saí pelo corredor, o mesmo já estava escuro.Para chegar até os elevadores, eu tinha que passar na frente da sala do Carlos Daniel, que diferente das outras, não estava com a porta trancada.Contive minha curiosidade e continuei andando quando escutei uma voz me chamar.

_Maria Alessandra?_era ele mesmo.

_Oi Senhor Carlos, ainda por aqui?_perguntei, meio sem jeito.

_Ia lhe perguntar a mesma coisa, o que faz por aqui ainda, uma hora dessas?_ele sorriu , foi a primeira vez que vi como seu sorriso era bonito.

_Estava fotografando até tarde hoje._eu sorri, prestes a me virar para entrar no elevador._Bom, vou indo, bom fim de noite para o Senhor.

_Você não quer aproveitar que já estamos aqui e aceitar um convite para jantar?_ele parecia envergonhado, eu me virei e sorri, por quê não?

_Sim, claro, é uma boa idéia.

Ele me levou no seu carro a uns dos restaurantes mais caros da cidade, fiquei fascinada com tanto luxo, eu não estava nem arrumada para isso.

_Esse restaurante é incrível..._eu disse me sentando na cadeira, ele me olhava com um olhar curioso.

_Você gostou, sempre venho aqui quando tenho um tempo, a comida deles é excepcional._ele fez o pedido e enquanto a comida não chegava, tomávamos um vinho._Mas me conte mais sobre você Maria Alessandra, você sempre morou no México?

_Sim, desde sempre, antes da morte do meu pai as coisas eram diferentes, mas aí ele morreu e minha mãe adoeceu._suspirei tomando mais um gole do vinho._Ás vezes eu me culpo pela morte dele.

_E por qual motivo poderia se culpar pela morte do seu pai?

_Porque no dia em que ele foi assassinado, ele estava indo ver uma apresentação minha no colégio._Carlos Daniel me olhava, seu olhar estava distante, vago.

_Eu entendo, imagino como deva se sentir._ele fitava o horizonte, parecia estar bem longe dali, com a cabeça em outro lugar.

********

Jantamos e me ofereci para levá-la em casa, depois do assunto sobre a morte de seu pai, eu não me senti mais a vontade para continuar com aquele assunto, eu acabei me lembrando de coisas horríveis que já havia feito e isso foi um gatilho.

Eu não ia chamá-la para jantar, mas tomei coragem e o fiz.Sabia que não deveria levar isso para frente, mas ela me atraía demais, pela primeira vez em anos, eu me sentia assim.

_É aqui que você mora?_perguntei quando ela me mandou parar numa vila de casas que para mim, não era tão estranha.Era como se eu já tivesse ido ali antes, mas já estava escuro, então não pude ter certeza.

_Sim, é aqui Senhor, muito obrigada por me trazer aqui._ela respondeu, me olhando com um olhar doce, eu conseguia sentir o cheiro do vinho vindo dela.

_Imagina, não precisa me agradecer...Acho que nos vemos na Segunda-feira então?_eu perguntei, sorrindo, estava sendo ridículo falando como um jovem descolado.Ela assentiu e desceu do carro, entrando na vila de casas simples e humildes.Ela era uma mulher que tinha o seu valor e eu tinha constatado isso no jantar, em nenhum momento ela demonstrou interesse no meu dinheiro ou no que eu poderia oferecer ali.Ela demonstrou ser uma pessoa de caráter e isso chamou ainda mais a minha atenção.

_Chegou tarde, meu filho.Onde esteve?_perguntou minha mãe quando eu cheguei, tirando a gravata.

_Trabalhei até tarde hoje, e jantei fora.Não estava me esperando, estava?

_Oh não, meu filho, só estava te esperando por preocupação minha._ela sentou-se no sofá._Você sabe como eu sou.Só acho curioso você jantar fora, não é de fazer isso, pelo menos não sozinho.

_Mas eu não estava sozinho..._eu disse, tomando um copo de água, enquanto ela me olhava com um sorriso.

_Ah, então quer dizer que você estava acompanhado.Posso saber por quem?

_A Maria Alessandra, mãe._ela já sabia o nome dela, depois que eu havia falado sobre ela a primeira vez, ela me perguntava todos os dias.

_E como foi?_perguntou, tentando disfarçar sua felicidade.

_Um jantar, mãe, foi só um jantar._subi as escadas até o meu quarto, me deitei na cama de casal que há anos eu já ocupava sozinho e pensei se isso em breve poderia mudar.

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