NICOLE
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Pra minha família eu sou uma garota reservada, com poucos amigos, e me chamam de antissocial, eu sou a mais quieta da minha turma de amigos, todos me acham inocente e frágil, mas pros meus clientes, eu sou a mais safada, a mais desinibida, e a garota do prazer, a "Mila".
Ninguém sabe o que eu faço da minha vida, nem meus amigos, eu tento manter a todo custo essa parte em completo sigilo.
Eu trabalho em um prostíbulo, enquanto todos da casa dormem, eu saio pra ganhar a vida, e eu sei que pra grande maioria da sociedade, essa é a pior maneira de se ganhar a vida, mas isso porquê não viram a quantidade de dinheiro que recebo apenas por satisfazer os homens que me procuram.
Aparentemente o estabelecimento é apenas um local de música, danças e bebidas, mas na verdade, por trás dos bastidores, nas suítes que compõem o andar de cima do lugar, acontece de tudo, e eu sou uma das garotas vips do local, isso significa que eu só atendo clientes de alto padrão social, e eu não penso em deixar de me prostituir agora, o que eu quero é juntar muita grana pra ter um futuro seguro.
Durante a tarde eu faço faculdade de Gestão em negócios, meus pais pagam a minha faculdade, mas eu mesma poderia pagar, porém eles iriam perguntar de onde estava vindo o dinheiro, e eu não iria conseguir esconder o que eu faço deles por muito tempo, então eu deixo eles pagarem e mantenho uma conta separada onde eu coloco todo o valor que eles investem em mim, pra quando essa bomba estourar, eu possa devolver tudo pra eles, essa conta é intocável.
Eu trabalho de meia noite às 04:00 da manhã, e chego em casa às 05:00, pois as 06:00 os meus pais levantam pra ir trabalhar, então eu chego, tomo um banho, depois faço o café da manhã, e eles nunca desconfiaram de nada, depois que eles saem, eu vou dormir e acordo na hora de ir pra faculdade, quando eu chego, eu durmo mais um pouco, depois estudo, faço trabalhos e tudo relacionado a faculdade antes de ir pro prostíbulo, essa é a minha rotina.
- Huuum, que cheiro bom Nicole, o que temos pro café da manhã?
A minha mãe pergunta ao entrar na cozinha.
- Café, Torradas, queijo e panquecas.
- Bom dia princesa, você caprichou aqui em? Meu pai falou enquanto pegava as torradas.
Toda manhã eles perguntam sobre a faculdade, e a minha resposta sempre é a mesma.
- Estou amando, minhas notas estão excelentes, estou me saindo bem.
É mais do que o suficiente pra manterem eles longe do meu pé.
Quando eles saem, finalmente eu fico livre pra dormir, afinal, dar a xota cansa horrores.
O dia seguiu normalmente, na mesma rotina e pegada de sempre, e a noite chegou trazendo seus mistérios e segredos.
Depois do jantar fui pro meu quarto e aguardei os meus pais subirem pro quarto deles, a minha grande vantagem é dormir no andar de baixo sozinha, pois o risco de ser pega saindo de casa é mínimo.
Coloquei uma roupa sensual na minha bolsa, maquiagem, brinquedos eróticos, e tudo o que costumo usar, eu nunca saio produzida de casa, sempre deixo pra me arrumar no cabaré.
- Boa noite menina.
Falei assim que cheguei na sala que usamos pra nos preparar. Existem duas salas, uma apenas pras garotas vips, a outra pras garotas que não são muito requisitadas, aqui você é a única responsável por fazer o seu nome, se os clientes pedem muito você, uma hora você acaba se tornando uma VIP, por isso, tem que fazer o trabalho direito, sem frescura.
Coloquei minha lingerie na cor vinho, a liga nas minhas pernas, soltei os meus cabelos, fiz uma maquiagem top, e usei um batom da mesma cor da lingerie, depois coloquei um mini vestido por cima, com um salto enorme, e passei um perfume intenso, não demorou muito pra que a Faby, a atendente do prostíbulo me chamasse.
- Cuida Mila, o Sr.Jarbas está aguardando você na suíte 23.
O Jarbas era um dos meus melhores clientes, ele sempre me pagava o dobro, um verdadeiro cavalheiro.
Subi as escadas, peguei o corredor e fui em direção a suíte e bati na porta.
- Entre querida.
- Olá meu bem, que bom ver você aqui essa noite, eu estava com saudades.
Ele se aproximou de mim e me deu um beijo na boca, chupando a minha língua com vontade.
- Você está maravilhosa hoje, Mila, além de cheirosa, claro, tire esse vestidinho pra mim enquanto dança.
Eu comecei a tirar o meu vestido sensualmente, na frente dele, enquanto o via passar a língua entre os lábios.
- Que tesuda gostosa, vem cá vem, deita aqui nas minhas pernas, falou enquanto sentava na cama.
Eu caminhei até ele, me debrucei nas pernas dele, e ele afastou a minha calcinha pro lado e começou a alisar a minha xota de maneira delicada.
- Você está toda lisinha Mila, do jeito que eu gosto.
Ele meteu um dedo na minha xota, e começou a girar, enquanto tirava e metia.
- Que putinha gostosa.
Agora fica de pé, quero ter o prazer de te despir inteira.
Eu fiquei em pé, e ele começou a tirar cada parte da minha lingerie, até me deixar completamente nua.
- Deita na cama Mila.
Eu caminhei até a cama e deitei nela, enquanto ele desabotoava a camisa, e tirava a calça, ficando completamente nu também.
Ele começou a me beijar, começando pelas minhas pernas e foi subindo até chegar na minha xota, onde passou a língua dele com delicadeza, e depois começou a me chupar, e eu comecei a gemer, pois ele sabia muito bem como usar a língua, e ele não parou até sentir a minha xota pulsar na boca dele.
- Seu gosto é maravilhoso Mila, não canso de dizer isso, agora fica de quatro pra mim.
Eu rapidamente obedeci, enquanto ele pegava a camisinha, e então ele me penetrou, bem no cú, enquanto ele dava várias mãozadas na minha bunda.
- Que cuzinho gostoso, rebola nesse pau Mila.
E eu rebolei mais ainda, até ele puxar o meu cabelo, e gozar em meio às estocadas velozes e profundas dele.
O Jarbas era um coroa de 40 anos, e muito sexy, e ele adorava comer o cú das garotas, mas ele só come as outras quando eu não estou disponível, a tara dele por cú vem do fato da mulher dele se recusar a dar isso pra ele, tudo bem que mulher nenhuma tem obrigação de ceder esse tipo de coisa pra homem, mesmo se tratando de um marido, mas eu podia dar isso pra ele, e ele não tinha pena de pagar por isso.
Depois dele satisfazer todos os desejos dele comigo, ele colocou na minha mão 3 mil reais, por apenas 1 horas de foda.
Ele saiu, me dando um beijo gostoso e disse que voltaria na semana seguinte, e eu fui tomar um banho depois disso, e tirar o cheiro de sexo do meu corpo.
Fui pra sala, coloquei uma nova lingerie preta, e me preparei pro próximo cliente.
Vinte minutos depois, a Faby apareceu.
- Meninas, chegou um cliente novo, e não se trata de qualquer cliente, o cara chegou aqui com um carrão da porra, e três seguranças, e disse que quer ver as melhores garotas da casa, então se arrumem bem, que eu vou já trazê-lo aqui pra escolher uma de vocês.
Eu já estava arrumada, a única coisa que fiz foi dar uma retocada na maquiagem, enquanto as meninas estavam loucas pra colocar a mão na grana que certamente esse homem iria deixar com uma de nós.
Geralmente os homens que costumam aparecer no prostíbulo, são homens entre 35 a 50 anos, às vezes vem uns velhos bem tarados, mas temos que atender a todos.
Então eu estava esperando alguém com essa faixa etária.
Assim que a Faby apareceu trazendo o homem pra nos ver, eu fiquei paralisada, pois eu não imaginava que podia existir alguém nesse planeta tão lindo, tão charmoso e tão sexy.
O olhar dele era profundo, e carregava um certo mistério, ele olhou pra cada menina, analisando o corpo de cada uma, como se estivesse procurando algo fora do comum.
Foi então que ele me viu, e ele parou de andar imediatamente, e diferente das outras meninas, ele não olhou pro meu corpo, muito pelo contrário, ele ficou parado com os olhos fixos nos meus, como se estivesse anestesiado.
Existiam outras meninas ainda pra serem notadas, mas ele não quis mais saber de olhar pra ninguém.
O olhar dele me consumiu de uma forma inexplicável, era como se o meu corpo todo estivesse recebendo ondas de calor apenas com o olhar penetrante dele.
Então como se estivesse saindo de um transe, ele deu as costas e saiu sem dizer nenhuma palavra.
Todas nós ficamos sem entender o que de fato aconteceu, e o motivo que o levou a ir embora.
A Faby deu uma leve olhada pra gente, como se também não tivesse entendido nada, e saiu logo depois dele.
Uns cinco minutos depois ela voltou.
- Mila, ele quer você.
Por algum motivo o meu coração começou a bater forte, e eu fiquei nervosa de uma forma que eu nunca havia ficado antes.
- O quê está acontecendo comigo? Eu sou veterana nisso, não tenho motivos pra ficar tão nervosa.
Pensei.
O olhar daquele homem era o real motivo por me deixar dessa forma, ele não precisava tocar em mim pra eu saber que ele poderia fazer um grande estrago na minha vida.
FELIPE
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Eu me chamo Felipe Gutierrez, tenho 29 anos, sou casado a 5 anos com uma modelo, e sou dono de uma grande rede de joalherias espalhadas pelo Brasil.
Eu me casei muito cedo com a Marina, eu a conheci quando fui um dos patrocinadores de um desfile, e ela foi uma das modelos contratadas pra exibir as joias da minha empresa, a famosa "Gutz".
Eu realmente achei que havia encontrado o amor da minha vida, ao vê-la tão perfeita, exibindo suas curvas, e o seu sorriso gracioso no tapete vermelho, mas hoje em dia, a imagem e a presença dela não correspondem mais as minhas expectativas, ela continua linda, e aparentemente perfeita, mas aos poucos o nosso amor foi definhando, a medida que eu fui vendo o que eu estava perdendo, me mantendo em um casamento sendo ainda tão jovem, quando o mundo estava repleto de novas experiências pra serem vividas.
Eu sou conhecido como um homem frio, Inflexível, arrogante e sério, e já perdi as contas de quantas foram as vezes que ouvi as pessoas falando que não sabem como a minha marca faz tanto sucesso, tendo como dono alguém como eu.
Eu não faço a minha marca, e sim as joias que a minha marca vende, trazendo luxo, beleza ,perfeição e delicadeza, e eu definitivamente não preciso beijar os pés de ninguém pra ter minha marca reconhecida, sendo que a qualidade das minhas joias já fazem esse papel.
Só existiu uma única pessoa que conheceu bem mais do que eu mostro pra sociedade, a Marina, somente ela pôde ver que aqui dentro existe um ser humano que é capaz de amar, mas ela vem conhecendo agora um outro lado meu, alguém que é capaz de esquecer, de virar a página e seguir em frente, em uma fração de segundos.
Estamos sem transar há três meses, desde que revelei pra ela que estava pensando em me separar, nossas agendas não batem mais, ela está sempre viajando e eu também, e eu ando perdendo a oportunidade de ter alguém que realmente queira estar ao meu lado.
Ela vive dizendo que conheci ela sabendo como a vida dela era corrida, mas de uns tempos pra cá, nossa convivência ficou cada vez mais difícil e isso acabou tendo um peso tão grande, que nos trouxe a esse ponto.
- Já te disse que não vou poder comparecer a esse jantar com você Felipe, eu tenho um evento muito importante pra ir, e não posso faltar, esse é o meu trabalho, tenha respeito por ele, assim como tenho pelo seu.
- Não sei como você quer se manter nessa droga de casamento, se você está vendo que nada mais está funcionando entre a gente.
- Droga? É isso que o nosso casamento se tornou pra você? Isso tudo é só porque eu não posso deixar de viver a minha vida, pra viver exclusivamente a sua?
- Marina, vai pro seu evento, quando você tiver um tempo sobrando, você me avisa, que a gente conversa sobre o nosso futuro.
- Você vai vir com aquele papo novamente de se separar?
- Talvez Marina, agora faz o que você tem que fazer, eu não vou mais atrasar você.
Ela pegou as malas dela, e me deu as costas, me dando a certeza que a partir de então, eu não iria mais priorizar o nosso casamento em nada, e que ela mesmo iria pedir o divórcio pela quantidade enorme de motivos que eu daria pra ela fazer isso.
Fui pra minha suíte, fiz algumas ligações, mandei preparar o jatinho, enquanto me preparava pra viagem que eu iria fazer pro Rio de Janeiro, onde eu teria um jantar importantíssimo com uns amigos empresários.
Quando cheguei ao Rio de Janeiro, levou apenas uma hora até o horário marcado para o jantar, porém correu tudo bem, e eu pude fechar alguns contratos de eventos próximos que beneficiariam a Gutz.
Eu voltei pra suíte, tomei banho, e tinha planos pra dormir, mas lembrei que eu estava sozinho, sem mulher, e que eu deveria começar a me comportar como um homem solteiro, pois era isso que eu seria em pouco tempo.
No meio dos homens poderosos, eu já ouvi todos os tipos de conversas e comentários, e foi através de um desses comentários que eu descobri a existência de um prostíbulo, onde haviam garotas de programa de luxo.
Eu sabia que eu não precisava pagar ninguém pra ter sexo, afinal, eram muitas as mulheres que gostariam de estar no lugar da minha esposa, mas eu ainda precisava preservar o meu nome, e enquanto o divórcio não saísse, eu precisava ser cuidadoso e evitar fofocas.
Eu consegui sair do hotel sem ser visto por algum fotógrafo fofoqueiro, e fui até o local, que era em um canto bastante discreto, mas tinha bastante luxo, de cara se percebia que não era qualquer um que frequentava o local.
Eu fui acompanhado dos meus três seguranças, que sempre estavam indo em viagens comigo, e eram da minha total confiança.
Pra entrar no lugar, eu precisei pagar um valor significativo.
- Olá, meu nome é Faby, e eu sou a atendente do local, aqui você terá toda descrição, e poderá consumir o que quiser, sinta-se à vontade, e me chame se precisar de algo.
- Eu não vim apenas pra beber, eu soube que aqui funciona uma casa de sexo, e eu quero conhecer as melhores garotas daqui.
Percebi que ela me analisou com cuidado, e depois abriu um sorriso.
- Sua identidade por favor.
- Eu tenho cara de ser menor de idade?
- Não é por isso senhor, mas pra você ser atendido por uma de nossas garotas, você precisa se registrar.
Eu dei a minha identidade enquanto ela batia a foto do meu documento.
Logo depois ela me devolveu.
- Me acompanhe, Sr.Gutierrez.
Passamos pelo imenso local, onde tinha um bar, mulheres dançando e muita música, e depois chegamos a uma porta, onde dava acesso a um longo corredor.
Ela abriu outra porta, e eu entrei, e lá estavam várias garotas, com idades que aparentavam ser entre 18 a 35 anos, e absurdamente lindas e sexys.
Eu olhei pro corpo de cada uma, e imaginei todas as sacanagens que eu poderia fazer com elas.
Em cinco anos de casamento, eu nunca se quer pensei em trair a Marina, mas agora tudo o que existia entre a gente era só um pedaço de papel, pois o casamento em si já havia acabado, e não tinha nada no mundo que me fizesse mudar de ideia, eu iria trepar com uma dessas garotas, e iria fazer com elas o que eu quisesse.
Eu poderia pagar por todas, e fazer uma verdadeira suruba, mas algo me deteve, algo não, alguém.
Uma garota que aparentava ter entre 18 a 20 anos, e com uma beleza fora do comum, ela tinha o olhar intenso, que penetrou a minha alma, eu fiquei perdido em sua beleza exuberante, sendo incapaz de desviar o meu olhar pra qualquer outra garota além dela.
Ela não se intimidou, muito pelo contrário, ela sustentou o olhar até o último momento, quando eu me dei conta do tempo que eu passei admirando-a, eu dei as costas e saí da sala, sem revelar de imediato a minha escolha.
- Nenhuma delas o agradou, senhor?
- Eu quero aquela que eu olhei por último.
- Tudo bem, eu vou entregar a chave da sua suíte, e daqui a alguns minutos, ela irá ao seu encontro, basta você seguir o corredor e subir as escadas.
Ela me entregou a chave da suíte, e eu segui as instruções dela.
Quando entrei, definitivamente parecia uma suíte de hotel, era amplo, com um luxo que valia cada centavo do dinheiro gasto na entrada.
- Só me resta saber se essa garota vai merecer que eu abra o meu bolso pra ela.
Eu fiquei tão fascinado com a beleza dela, que não reparei no corpo, o que eu sabia era que ela não precisou se exibir pra mim, pra chamar a minha atenção, ela a teria em qualquer outro lugar que eu a visse.
Eu estava repassando a imagem do rosto dela em minha mente, quando ela bateu na porta e entrou.
Eu esqueci de respirar por alguns segundos, e ao olhá-la de cima a baixo, percebi que ela era dona de um dos corpos mais lindos e sensuais que vi na minha vida, os peitos tinham a medida certa, e estava em completa sintonia com o restante do corpo, suas curvas era bem definidas, e suas pernas expostas em um vestido curto e chamativo, eram bem torneadas.
- Vire-se.
Falei e ela virou.
A bunda era divinamente linda, atraente e empinada.
Eu caminhei até ela, sentindo um peso nas pernas, como se alcançá-la fosse um trabalho árduo, e eu não tinha uma explicação lógica pra isso.
Quando a alcancei, senti o aroma suave dos cabelos dela, e encostei o nariz no pescoço dela, absorvendo o cheiro impregnante e intenso do perfume dela, enquanto percebia que a respiração dela estava descompassada, com a aproximação do meu corpo ao dela.
Eu finalmente a toquei, desci minhas mãos pelas pernas dela, e puxei o vestido dela pra tirá-lo, e quando eu o fiz, vi que ela usava uma lingerie minúscula, que não cobria quase nada, e o meu pênis endureceu na mesma hora.
- Porquê você está tão nervosa menina? Você não tem o costume de estar na presença de um homem?
Ela ficou calada.
- O gato mordeu a sua língua? Vire-se novamente pra mim.
Ela virou e manteve os olhos baixos e eu segurei no queixo dela e fiz ela me olhar e eu me vi perdendo a noção do tempo e do espaço quando me deixei levar pela imensidão e profundeza dos olhos dela.
Parecia que a gente se conhecia de outras vidas, pois somente algo assim poderia servir de explicação pra tanta intensidade.
Eu grudei o meu corpo no dela, e a fiz sentir a minha ereção, e ela se desequilibrou em cima do salto dela e quase caiu, mas eu a segurei.
- Pensei que você fosse profissional.
Falei enquanto ela desviava o olhar do meu, se sentindo envergonhada. Como você se chama?
- Desculpe, acho melhor você procurar outra garota, eu não estou conseguindo me sentir à vontade com você.
Eu dei um passo pra trás, sem saber exatamente como reagir a essa informação.
Ela recolheu o vestido que eu havia acabado de tirar do corpo dela, e deu as costas pra mim e eu senti raiva por ser rejeitado com tanta facilidade.
Eu puxei o braço dela, e ela me encarou.
- Você acha que eu tenho tempo pra ficar perdendo menina?
-É justamente por esse motivo que estou me retirando, pra não fazer você perder mais tempo, tenho certeza que você encontrará alguém mais qualificada do que eu pra fazer o que você quiser.
A firmeza das palavras dela fez com que eu a soltasse, mas quando ela se retirou me vi com uma fúria que até então era desconhecida pra mim.
- Como essa putinha ousa me rejeitar dessa forma? Quem ela pensa que é pra dizer "não" pra mim?
Eu me retirei da suíte com os passos firmes e desci as escadas disposto a exigir que ela me servisse na cama, e logo avistei a atendente que me olhou assustada.
- O Senhor precisa de algo na suíte?
- Sim, preciso que aquela menina faça o trabalho dela.
Falei com autoridade.
- Quem? A Mila? mas ela não foi atender o senhor na suíte?
- Não, ela foi até lá e disse logo em seguida que não me atenderia pois não estava se sentindo à vontade comigo. Que tipo de profissional é essa que não faz o serviço dela? Eu quero ela na suíte agora.
- Desculpe por isso senhor, eu vou ver o que aconteceu.
Eu fiquei esperando no bar, enquanto a atendente foi resolver o problema e pouco tempo depois ela retornou.
- Desculpe Senhor, mas a Mila foi embora.
- Como assim, embora? Ela pode fazer isso? Deixar um cliente na mão dessa forma?
- Sim, ela pode, aqui ninguém é obrigada a atender quem não quer, eu sinto muito por isso senhor, mas temos várias garotas tão bonitas e tão experientes quanto a Mila.
- Essa Mila não tem nada de experiente, me pareceu mais uma menina mimada e fresca.
- A Mila é a garota mais cobiçada daqui senhor, eu realmente não sei o que falar pra amenizar o seu constrangimento, mas ela de fato não é obrigada a atender ninguém.
Eu dei as costas pra atendente tentando não explodir com ela que certamente não tinha culpa da incompetência da garota, mas eu saí do local disposto a voltar no dia seguinte e oferecer uma grana alta pra tê-la à minha disposição, pois eu queria fazê-la pagar pela ousadia de me rejeitar.
- Ninguém rejeita Felipe Gutierrez, ninguém!