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Um Amor Inesperado para o CEO - Série Mulheres Poderosas

Um Amor Inesperado para o CEO - Série Mulheres Poderosas

Autor:: Dakota D.
Gênero: Romance
Quando o inesperado acontece... De volta a cidade do interior. José Carlos retoma seu cargo de CEO no hospital Smith, reprimindo um amor proibido pela mulher do seu melhor amigo. Uma manhã conhece a paciente Marion, uma jovem de língua afiada, em tratamento contra um câncer raro. Junto de Marion, a irmã mais velha, Lillian, por quem Júnior desenvolveu uma certa...curiosidade. Marion percebendo a gravidade da doença, e sob os conselhos do Médico bola uma lista de desejos, neles ela planeja tudo para quê a vida da irmã siga em frente se o inevitável acontecer com ela.Percebendo os olhares furtivos, Marion entrega essa lista a Júnior e lhe pede que o faça. O médico e a Policial viveram um romance intenso e inebriante.

Capítulo 1 Retorno

Júnior parou o carro na vaga exclusiva, juntou a bolsa, carteira e celular. Fazia horas que havia desembarcado em Marília, as poucas coisas ainda estavam em caixas, e a mãe, Dona Flor não aguentava mais a correria de mudar-se constantemente.

Pelo menos ela havia gostado do clima quente, dizia que os nervos debilitados doíam ainda mais no clima frio.

- Bom dia. - Passou pela recepcionista alta e morena.

- Bom dia, Doutor.

Chamou o elevador, e quando esse se abriu, a mesma funcionária lhe encarou, com um sorriso no rosto.

- Quanto tempo, Doutor.

- Bastante, Maria. - Ele enfiou as mãos nos bolsos. - Estou até com uns fios brancos.

- Ah Doutor, cabelo branco em rico é charme. - Ela deu de ombros, a mulher não sorria para mais ninguém.

O elevador parou no décimo andar, era como voltar ao tempo em que o melhor amigo entrou ali sentenciado a morte, e a agonia de olhar para a cadeira onde Ingrid sentou o fez engolir em seco.

Júnior encarou a placa com seu nome, Doutor José Carlos Alcântara. Passou os dedos na plaquinha de ferro, orgulhoso por todo o caminho que traçou até ali. Ao entrar, o cheiro da limpeza o rodeou.

- Doutor?

Ele virou-se rapidamente para ver uma moça morena, era carrancuda também, usava o famoso terninho feminino.

- Você é a?

- Nadine, sua nova secretária. - Ela o encarou friamente.

- Ah sim, ótimo.

Nadine era intimidadora, baixinha e carrancuda. Não era feia, longe disso, mas também não sorria. O que o levou a procurar as mãos dela.

- Sou noiva, Doutor. - Ela manteve o olhar nele. - Caso em um ano.

- Meus parabéns então. Bom, eu acho que vou começar a me organizar aqui, tenho algumas visitas a fazer pelo projeto.

- Estarei a postos. Com licença.

Que mulher amargurada. Pensou ele enquanto sentava-se na poltrona.

Júnior buscou o celular e digitou, colocou no ouvido e esperou ser atendido.

- Fala boneca.

- Oi princesa, acabei de chegar no hospital. - Júnior esticou as pernas em baixo da mesa. - E adivinha? Alguém me contratou um carrasco.

- Queria o quê? Uma dançarina? Júnior você tem que ir a caça cara, daqui a pouco a Maria Helena arruma um namorado e você aí.

- Primeiro de tudo. - Júnior encarou o céu limpo para fora da janela. - Maria é uma bebê do padrinho, e sabe que caso aconteça, eu posso limitar o garoto, ou garota. Depois, eu não sou velho, ainda não.

Fernando riu do outro lado da linha. Era um alívio para Júnior ouvir essa risada e saber que tudo se resolveu, e que o amigo era feliz.

- Aproveita o clima do interior, bota essa bunda branca para bronzear. - Fernando aguardou o amigo parar de rir. - Lembre-se que foi aí que encontrei minha esposa. Minha eterna namorada.

Luiza. José Carlos sentiu um aperto no peito. Porque tinha de ter aquele sentimento por ela? Engoliu em seco sentindo a empolgação acabar.

- Nando, vou cuidar da minha vida. Sei que está fazendo das unhas, pinta de rosa dessa vez.

- Com toda a certeza, minha manicure já escolheu um bem chamativo.

Ele encerrou a ligação, pensativo nas palavras do amigo. Não era um velho ainda, mas também não tinha mais tempo para se dar ao luxo de sofrer ou iniciar tudo o zero de novo.

- Foda-se. Preciso de uma mulher, depois vejo se darei chance ao amor.

(***)

- Benjamin, tem dez anos.

- Eu posso responder por mim, mãe. - O menino pálido endireitou a cabeça. - Me chamo Benjamin, e faz uma semana que completei dez anos.

Junior viu muito de Fernando no menino, até mesmo as covinhas nas bochechas manchadas.

- Ben, tem um jogo no meu celular, e não sei como passar o nível, pode ver se consegue? - Júnior procurou em seu aparelho e o entregou ao garoto. - Enquanto isso, vou pegar um suco para nós, aqui é muito quente. A sua mãe pode ir comigo?

O menino deu de ombros, a concentração estava totalmente no jogo.

Júnior se afastou do quarto, parou em uma recepção pequena, totalmente infantil e estendeu a mão para a senhora se sentar.

- Ana Cláudia, acho que tem noção da situação do seu filho.

O sorriso da mulher morreu ali. Ana Cláudia era forte na frente do filho, os olhos com poças negras em baixo denunciavam o cansaço físico e mental dela. A mulher respirou fundo, os olhos inundados de lágrimas por cair.

- Eu sei, Doutor. - Abaixou a cabeça. - Meu menininho está muito mal.

- E o pai dele? Ainda não tive a oportunidade de vê-lo.

- Meu marido não aceita a situação dele, prefere vir pouco e volta para casa. Mas eu sei que no fundo está pior que eu.

- Olha, pela situação do Benjamin, vamos iniciar os tratamentos paliativos, infelizmente ele está em estágio terminal, os rins estão apresentando falência, o tumor no estômago está crescendo bastante e fora encontrada metástase nos pulmões. Eu lamento muito Ana, queria lhe dar outra notícia.

- Quanto tempo? - Quando ela levantou os olhos, Júnior precisou colocar em prática tudo o que aprendeu com os anos em sua profissão.

- Impossível te dizer Ana, mas podem ser meses, semanas ou até mesmo anos. Dê tempo a ele, faça o que ele deseja, construa memórias.

Ana Claudia voltou a se encolher, em pouco tempo os ombros se sacudiam pelo choro dela. E isso destruía qualquer homem grande. Júnior se levantou, afagou o ombro da mulher e voltou ao quarto.

- Cadê a minha mãe? - Ben olhou pela abertura da porta.

- Está vindo amigão. Conseguiu?

- Consegui, isso é jogo de bebê. - O menino devolveu o celular á ele.

- Obrigado Ben, agora vou visitar outros quartos.

Ele brincou um pouco com a mão do menino, apertando naquelas saudações de menino. O deixou no quarto e ia encostar a porta quando Ben o chamou:

- Doutor?

- Sim? - Júnior o olhou por cima do ombro.

- Não conta para a minha mãe, mas eu sonhei que estava partindo.

Júnior deixou o quarto dele com um sentimento estranho de perda. Sentindo-se impotente rumou para o outro lado daquele andar recheado de histórias tristes.

Parou frente a porta meio aberta, bateu e entrou.

A menina devia ter seus quinze anos, ainda não estava careca de todo, mas o cabelo ralo denunciava a progressão dos tratamentos.

- Marion Nascimento Gonzales? - Ele entrou no quarto.

A menina desligou a tela do celular e o encarou, os olhos esverdeados brilharam.

- Eu sou o Doutor José Carlos, tudo bem? - Estendeu a mão e quando ela o aceitou a levou aos lábios. - Onde está seu responsável?

A menina emudeceu, estava pensando em uma desculpa quando olhou além dele.

- Ali. - Apontou.

José Carlos virou o rosto e viu passar pela porta uma mulher jovem, era como a menina, com os mesmos cabelos, só que fartos e longos, olhos esverdeados e boca pequena.

- Lillian, esse é o Doutor José Carlos. Tenha educação e se apresente a ele.

- Me desculpa Doutor, eu precisei sair às pressas, - Ela estendeu a mão para ele. - Sou a irmã mais velha da Marion. Lillian.

Capítulo 2 Pedaço de Mal caminho

- Eu tenho quinze anos. - Marion ergueu o queixo, havia um brilho no olhar dela, quase como uma chama viva. - Moro com a minha irmã desde que nossa mãe morreu.

Lillian engoliu em seco, os braços estavam cruzados enquanto encarava a irmã falando como uma quase adulta.

- Nossa mãe faleceu em confronto contra bandidos. - Ela encarou o médico a sua frente. - Desde então somos eu, e a papagaia.

- Mari posso te pedir um favor? - José Carlos tirou o celular do bolso.

- Já sei, eu não vou jogar esses joguinhos bestas, mas vocês podem conversar lá fora, não gosto que falem de mim enquanto eu observo de longe. Ainda não morri.

Mari voltou a mexer no celular, Júnior saiu do quarto, seguido pela irmã mais velha, a levou para o mesmo infeliz lugar que Ana tinha sido informada sobre a morte iminente do filho.

- Ela sabe o que está acontecendo? - Ele cruzou os braços frente ao corpo.

- Sabe, preferi ser sincera desde o início. Marion sabe que está piorando, e que pode morrer. Se perguntar, ela mesma diz que tem Leucemia Moelóide aguda, conta como descobriu, e o tratamento feito até agora.

- Quanto tempo está em tratamento?

- Minha mãe morreu na semana que descobrimos essa doença, já faz dois anos. Acabei vendendo tudo e viemos para cá logo em seguida. A Mari adora a natureza e.. - Lillian emudeceu, a expressão ficou dura de repente. Não iria chorar na frente de um estranho. - Ela me pediu para ter um cavalo, queria montar em um antes de morrer. Ainda estamos vendo isso.

- Eu sinto muito, sei que foram transferidas para cá, e vamos fazer o possível para tratá-la. É um tratamento agressivo, mas ela tem chance de viver. Recebi a ficha dela antes de vir para cá. A oncologista pediu transferência para a Alemanha, mas deixou tudo organizado.

- A Doutora era ótima com a Mari. – Lillian o respondeu. - Obrigada Doutor.

Lillian tinha um olhar duro, era como se quisesse descobrir todos os pecados dele olhando-o dentro dos olhos, sem desviar, ou corar. Ela não parecia ter emoções, nem se abalou como algumas mulheres costumavam.

- Vou fazer visitas regulares a ela. Quero que esteja presente, sua irmã é de menor e se a assistente social ficar sabendo, pode complicar a situação de vocês duas. Pelo que a conheço, aquela mulher é um porre.

- Não vai acontecer, Doutor. Não durante o dia.

Lillian se levantou, os ombros curvados de cansaço, deixou o médico sentado, petrificado no corpo torneado e postura dela. Voltou a quarto destruída, lembrou-se do pedido da mãe, enquanto o sangue esvaía de seu corpo, respirou fundo e entrou no quarto,

- Demorei? - Mari deu de ombros, concentrada no celular. - Presta atenção em mim, é falta de educação dar de ombros, sabia? - Tomou o celular das mãos da menina.

- Não Li, não demorou, até achei que daria uns pegas no médico. - Mari deu uma olhada para a porta e voltou a encarar a irmã. - Sabia que ele é solteiro? Dei uma procurada no Instagram dele, tem umas três fotos, é um pedaço de..

- Chega Mari! - Lillian abriu o zíper da bolsa. - Trouxe o chocolate que me pediu, aqueles livros idiotas da garota princesa.

- Seleção, e não é idiota.

- Que seja bom mesmo, o box me custou os olhos da cara. - Lillian estendeu a mão com os livros e o chocolate em cima. - Coma com moderação. Se vomitar, vou dizer que roubou de mim, e lhe dar uns tapas na cara.

- Quanto tempo eu tenho?

- Todo o tempo do mundo Mari, agora leia, tem atividade da escola também. - Lillian notou o olhar afiado da irmã. - Ele não te deu prazo, falou apenas que o tratamento vai ser agressivo, e que vão fazer de tudo.

- Estou ficando com o saco cheio disso, sabia? Meu corpo todo dói, cansei de ser furada todos os dias, dos vômitos, cansei.

- Lembra o que a mãe disse na volta para casa? - Lillian encarou a irmã. - Você não vai ser enterrada antes dos oitenta anos. Nasceu na linhagem das Nascimento, vai lutar como uma.

- Isso é porque vocês são Maria Machão, eu não. - A menina deu de ombros.

Lillian acomodou-se na poltrona, estava cansada pela noite em claro e as horas de rondas constantes, os ombros doíam e os pés pesavam uma tonelada cada. Mas valia a pena, todo o treinamento ali, as horas em claro, tudo. Enquanto estivesse Marion, tudo valeria a pena. O pior para ela já tinha acabado. Pelo menos em sua carreira.

(***)

Era noite quando Júnior passou pelo portão da casa, parou o carro e viu que a luz da sala estava acesa. Entrou em casa sem fazer barulho, a mãe, Dona Flor, dormia como um anjo no sofá enorme.

- Mãe. - Ele sacudiu a mãe com delicadeza. - Mãe, cheguei.

- Júnior? - Ela abriu os olhos assustados. - Que horas são?

- Dez horas da noite, vá para a cama, vou tomar um banho e me deitar também.

Dona Flor subiu cambaleante, enquanto Júnior a seguia, pronto, caso ela caísse para trás. A deixou na porta do quarto, pediu a benção, como em todas as noites e rumou para o quarto.

Precisou de um bom banho para conseguir relaxar, deitou-se na cama e repassou tudo. Desde Ben até a garota e a irmã mais velha. Algo nele, naquele momento o deixava inquieto. Talvez pela forma fria como Lillian o olhava, os olhos perdidos, lindos aliás, o fizeram querer impressioná-la. Ela era linda e forte. Se soubesse o poder da beleza que tinha, não seria tão mal humorada assim.

Ele pegou no sono, tão logo mergulhou acordou, o celular despertando as seis horas da manhã. E como sempre, tomou um banho frio, arrumou-se com aquela vontade idiota de impressionar a garota estranha e obscura, passou no quarto da mãe e lhe desejou um bom dia.

O trajeto para o hospital fora rápido, chegou cedo e logo recebeu o bom dia seco da secretária. As sete, começou as visitas.

- Bom dia. - Entrou no quarto de Marion, de novo estava sozinha. - Onde está a sua irmã?

- Daqui a pouco ela chega. - A menina deu de ombros. - Minha irmã é muito ocupada, sabe.

- O que faz aí? - Ele apontou para o caderno.

- Escrevendo algumas coisas. - Mari o encarou. - Quer ver?

Ela estendeu o caderno e ele viu que era uma lista com coisas a fazer durante o dia. Anotações com recados para a irmã mais velha.

- Meu amigo criou uma lista de desejos quando ficou doente. - Ele devolveu o caderno a menina. - Esperou ficar adulto para realizar todos eles.

- Eram legais?

- Para ele, sim. - Júnior deu de ombros. - Quem te ensinou esse tipo de lista?

- Lillian. Quando nossa mãe morreu e ela precisou voltar para a academia de polícia e os treinamentos, era assim que organizávamos nosso dia. Ela me deixava recado, deixava os horários dos remédios e com a ajuda da tia Viviane, eu cumpria a todos. De noite, deixava recados para ela.

Então Lillian era policial. Fazia sentido toda aquela postura dela, a negação em chorar na frente dele, e a forma como se arrumava. Como um homem.

- Sua irmã é, policial?

- Não diz que eu contei, é perigoso espalhar essa informação, sabe. A li estava terminando a academia quando a mãe morreu, eu fui a formatura. - Mari respirou fundo. - Posso te pedir um favor?

- Claro. - José Carlos concordou com um movimento.

- Agora não posso te falar porque ela deve estar chegando, antes de ir embora você pode vir aqui? Quero te pedir um favor.

- Pedir o quê? - Lillian entrou no quarto, deixou a bolsa de lado. - Bom dia, Doutor José Carlos.

- Bom dia. - Ele piscou para a menina. - Parece que a sua irmã quer tomar um sorvete mais tarde, e me pediu.

- Que coisa feia Marion! - A irmã ralhou com ela.

- Eu disse que faria, não briga com ela.

Lillian, envergonhada fingiu procurar algo na bolsa, Mari piscou de volta e balbuciou um "Obrigada".

Capítulo 3 Durona

- Ele voltou a ter febre pela manhã, coletamos amostras do sangue.

Júnior tirou o papel do envelope e o analisou, Benjamin apresentara uma piora significativa, havia uma infecção persistente no sangue, os rins já estavam em estado crítico.

- Estão mantendo a diálise? – Ele virou o rosto para enfermeira.

- Sim, Doutor. – A mulher manteve os olhos longe, envergonhada.

- Ótimo. Vamos entrar com antibiótico agora. – Júnior pensou por um tempo, e voltou a falar. - Melhor ainda, transfiram o paciente para a UTI.

- Sim, Doutor.

Júnior deixou os exames na mão da enfermeira, se aproximou do quarto, Ana Claudia encarava o filho que dormia. Em pé na ponta da cama ela fungava baixinho, as lagrimas pingando no colchão e coberta do filho.

- Ele está partindo, Doutor? - Ela virou o rosto para ele.

- Venha comigo Ana, as meninas vão cuidar do Bem agora, acho que temos uns minutos.

Júnior levou a mulher até a capela naquele mesmo andar. Não era grande como a que Fernando se casou com Luiza, mesmo assim era um santuário naquele lugar de sofrimento. Ele se sentou com a mulher ao seu lado. Ambos em um silêncio doloroso. Por fim, ele juntou as mãos e fez como Luiza, pedindo para quem quer que seja guia-lo naquele momento. Tinha de dar a notícia para a mãe e já se preparava para ser o apoio dela ali.

- Eu rezei tanto. - Ela disse entre as lágrimas. - Dia após dia entro aqui e peço, e peço e peço.

- Não á mal em pedir, Ana. - Era tudo o que podia falar. - Seja forte, comunique ao pai dele para vir, hoje pela noite vamos sedá-lo e entrar com os antibióticos para conter a infecção. Amanhã vou me reunir com a equipe e analisar se o Ben terá condições para continuar com os tratamentos, ou se deveríamos deixa-lo confortável de agora em diante.

Ana chorou como criança, e no fim, quando não tinha mais lágrimas, se levantou e voltou para junto do filho.

Ben já estava acordado em uma conversa com uma das enfermeiras do plantão, a febre persistia em continuar. Júnior se aproximou dele.

- Como está se sentindo, Ben?

- Com frio, - O menino engoliu com dificuldade. - Mas a dor passou depois que fui medicado.

- Que bom. Vamos tratar a infecção. Me diz uma coisa Ben, o que você mais tem vontade nesse mundo?

- Assistir um jogo no Mac. Meu pai prometeu me levar e nunca teve tempo. - Ben sorriu, as covinhas apareceram para afundar o peito de Júnior. - Se eu me curar, vou ser jogador.

Ana lançou um olhar a Júnior, ele bateu na perna do menino, não era um desejo como ir à Disney, ou viajar. O menino só queria ir ao estádio da cidade e assistir uma partida do time da cidade. Era hora de entrar em contato com o pessoal do projeto.

O dia passou rápido, Júnior se alimentou na sala, enquanto trabalhava. Por fim, pegou o telefone e ligou para Luiza.

- Oi, Júnior.

- Lu, como vai?

- Estou bem, indo para uma conferência com a Cecilia.

- Estamos perdendo um paciente. - Ele ouviu quando Luiza puxou o ar. Nunca era uma notícia fácil de dar. - Está em tratamento paliativo, os rins estão parando e hoje apresentou uma infecção no sangue. Fiz a pergunta á ele.

- E aí?

- Ele quer assistir um jogo em um estádio daqui. Disse que será jogador.

- Ah Júnior, lamento muito. Eu já levei meu irmão ao Mac, realmente é um pedido simples, mas bonito. Todo menino daí, sonha em jogar pelo menos uma vez ali. - Luiza tinha pesar na voz. - Eu vou informar o pessoal, amanhã mesmo entramos em contato com a mãe dele.

- Obrigada, Lu.

Júnior encerrou a ligação, encarou o retrato dele com a família Olivar Smith. Até uns anos atrás eram somente Felix e Fernando. Agora, estavam crescendo tanto que a foto estava cheia, de rostos pequenos e sorridentes.

A tarde chegou e Júnior se lembrou do pedido de Mari, vestiu o jaleco e tomou o elevador, estava tão distraído que não percebeu que ao fazer a curva, uma pessoa também a fez. Dando de frente com ele, chocando corpo contra corpo.

Lillian praticamente se chocou com o peito de Júnior, sentiu as mãos dele segurando firme em sua cintura impedindo a queda, ao olhar para cima viu os olhos azuis que lhe tiravam a concentração em seu turno.

O cabelo castanho deu uma leve bagunçada enquanto ele a mantinha presa em si. O cheiro dela era cítrico e doce.

Ela engoliu em seco, o peito acelerado e os olhos presos nele.

- Me. Desculpa, eu.

- Eu não percebi que estava vindo. - Ele mantinha o aperto no corpo dela.

Júnior tirou uma mão somente para ajeitar uma mecha do cabelo dela, eram macios e deslizaram pelos dedos dele, leves. Os pensamentos vagaram para algum momento envolvendo algemas, e olhos cobertos.

Lillian se soltou do aperto dele, endireitou a postura, os olhos perderam o brilho enquanto assumia a policial dentro de si.

- Tenha uma boa noite, Doutor. - Desviou os olhos para o corredor. - Até amanhã.

- Sabe que não é o certo. - Ele disse, decepcionado pela quebra do encanto tão repentino e pela falta de agradecimento dela.

- Eu sei, mas preciso mesmo ir. Ela só tem a mim, e o dinheiro da minha mãe não dá para quase nada.

- Entendo. - Ele concordou. - Nesse caso, posso fingir que não te vi.

Lillian o encarou, concordou com um aceno e partiu, caminhando rápido até demais.

Entrou no carro contrariada, não queria sentir nada, era feliz servindo ao estado e cuidando da irmã. Quando queria sexo, recorria à Marcelo. Sua amizade cafajeste e colorida. Por falar nele.

- Marcelo. - Lillian apertou o celular na mão gelada. - Vou passar na sua casa, preciso relaxar.

- Sorte sua que estava indo tomar banho agora.

- Me espera.

No caminho para o batalhão, Lilian comprou camisinhas, já que o infeliz sempre dava a desculpa da mente cansada. Rumou para a casa do amigo sentindo-se estranhamente molhada.

- Mas que porra. - Pensou alto. - Parece que nunca vi um par de olhos azuis, e um corpo bonito. Merda!

Marcelo aguardava, encostado em seu portão, com uma mão na arma em sua cintura e outra na fechadura. Deu passagem para a amiga, duro só de imaginar a brutalidade dela na cama.

Ao entrar, fechou a porta e prensou o membro na bunda de Lillian.

- Está sentindo falta do meu pau? - Ele sussurrou, safado.

- Hum. - Ela gemeu. - Não sei.

- Toma um banho comigo?

Lillian tirou a roupa no caminho até o banheiro, não ia contar sobre a situação da irmã, não queria chorar as mágoas. Queria gozar e tirar aquela impressão da mente.

Marcelo tomou a boca dela com a sua, sentiu a língua quente de Lillian, logo separou as bocas e com a mão enterrada nos cabelos dela, a forçou a se ajoelhar. Lillian o abocanhou, engolindo todo o membro, sugando, repetiu os movimentos, enquanto Marcelo gemia enlouquecido. De todas as fodas, Lillian era a melhor.

Ele estava por um fio quando ela se levantou e saiu do banheiro. Usou a toalha dele, mas não chegou a entrar no quarto quando fora envolvida pelos braços tatuados do amigo, amante.

Marcelo a colocou debruçada na cama, deitou-se em baixo e passou a língua pela vagina molhada e desejosa. Ao ouvir os gemidos de Lillian, enfiou dois dedos em sua abertura, quente e molhada.

Lillian começava a rebolar quando ele parou, se posicionou atrás dela, passou o pau pela intimidade molhada.

- Camisinha. - Ela gemeu.

- Porra, Lilli.

- Agora Caralho! Está ali. - Ela apontou para a penteadeira.

Muito a contragosto ele colocou, estava tão duro que colocaria uma sacola, se ela mandasse.

Ao se aproximar desferiu um tapa forte na bunda redonda. Lillian jogou a cabeça para trás. Adorava sentir dor seguida do prazer de ser penetrada. Então, empinou a bunda ainda mais.

Marcelo com aquela visão se tocou e sem avisos a penetrou, não na vagina, onde Lillian gostava.

Sentiu o orifício apertado lhe envolver o pau e enfiou mais ainda. Viu que Lillian começou a se tocar, então estocou com força. Os gemidos dela se misturavam aos gemidos roucos dele. A bunda redonda estava vermelha pelas batidas, quando Lillian estava totalmente entregue ele tirou o pau e enfiou na vagina dela. Não demorou muito para Lillian o apertar, logo ele sentiu a abertura dela o apertar e relaxar.

Marcelo sabia que não precisava de gentilezas com Lillian então socou, provocando o som do choque dos dois corpos, até se derramar nela com uma estocada forte e a cabeça jogada para trás.

- Puta. Que. Pariu. Lillian. O que foi isso?

Marcelo saiu de dentro dela, ia se livrar da camisinha, quando voltou Lillian já se vestia.

- Sexo Marcelo. - Ela o encarou, um sorrisinho safado nos lábios. - Sexo bruto.

- Depois dessa, eu tenho que me lembrar de me segurar para não machucar as mulheres.

- Simples. - Ela deu de ombros. - Goza como um virgem.

Depois de devidamente arrumados rumaram para o batalhão. Ali, Lillian deixava a garota de lado, e tornava a implacável, Soldado Nascimento.

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