O amargo do café na boca era familiar, assim como a indiferença da minha família adotiva.
Sentado no sofá, ouço meu irmão adotivo, Bruno, anunciar: "Eu e o Lucas vamos trocar de noivas."
Ele queria a modelo, Juliana, e me empurrava a rica herdeira, Isabella Costa.
Meus pais sorriam, satisfeitos com o arranjo, alheios ao pavor que me invadia.
Fecho os olhos e as lembranças me sufocam: a escuridão de um armazém, a dor dos espancamentos.
Eles me forçaram a assumir dívidas da empresa, e Bruno e Juliana me observaram de longe, sorrindo.
"Ele não vai mais ser um problema", ouvi Bruno dizer, enquanto minha então noiva, Juliana, sorria.
Depois, a escuridão final. Uma morte trágica.
Mas eu não morri.
Acordei três anos antes, o sol entrando pela janela, vivo e renascido.
E agora, a cena se repetia, o mesmo plano diabólico desdobrando-se diante de mim.
Bruno era tolo, não sabia que Juliana era o peão em um jogo muito maior, uma armadilha de dívidas e crime.
Ele não sabia que Isabella Costa, a "empresária rica", era a verdadeira joia, uma mulher de poder.
Mas eu sabia.
Percebi um brilho de reconhecimento nos olhos de Bruno, uma memória compartilhada.
Ele também havia renascido.
Ele queria me dar um presente envenenado, repetindo seu erro de propósito.
A ironia era tão densa que quase ri.
"Como quiser, irmão", eu disse, um sorriso frio. "Eu aceito a troca."
A modelo era um problema, mas a empresária era muito mais perigosa.
Desta vez, eu estava pronto para o jogo.
Naquela noite, Bruno invadiu meu quarto, seu sorriso zombeteiro me informando que ele havia assinado o contrato de transferência da empresa.
Ele me provocou: "A empresária é sua, irmão. Eu vou me casar com a modelo e viver no luxo. Você vai se afogar em dívidas e morrer sozinho, assim como na vida passada."
"Parabéns, irmão", respondi, fingindo indiferença, meus dedos voando no teclado.
Ele varreu os objetos da minha mesa, irritado com minha calma.
Um sorriso sombrio surgiu em meus lábios.
"Você não sabe o que te espera, Bruno", sussurrei para o quarto vazio.
Desta vez, a queda será sua.
O jantar no restaurante de luxo era uma farsa dolorosa. Meus pais me viam como uma ferramenta, não um filho.
Lembrei-me de como me forçaram a entregar meu projeto de programação a Bruno, tudo para "ajudá-lo" .
"Eu não concordo com isso", afirmei, quebrando o silêncio. "Eu deveria ter uma palavra a dizer sobre com quem me caso."
Minha mãe me deu um tapa, sua fúria explodindo.
"Você é um órfão que tiramos da rua! Um pouco de gratidão é o mínimo que esperamos!"
A dor em meu rosto era mínima comparada à dor antiga em meu coração.
Então, Isabella Costa chegou, uma aura de poder e inteligência que fez Bruno salivar.
Eu me levantei e a convidei para sentar ao meu lado.
Com um gesto calculado, servi água a ela, e então, com a voz alta o suficiente para todos ouvirem, disse:
"Irmão, a senhorita Costa será sua cunhada em breve. Não seja tão informal. Um pouco de respeito, por favor."
O rosto de Bruno ficou vermelho de fúria.
Juliana, atrasada e com sinais de ressaca, fez sua entrada.
Bruno a tratou com uma mistura estranha de bajulação e desprezo.
Eu sabia a verdade sobre ela: suas dívidas, suas ligações com o crime, seu uso de Bruno.
Peguei minha taça de vinho.
"Um brinde", eu disse, olhando diretamente para Bruno. "Aos novos começos."
Desta vez, você vai colher exatamente o que plantou.
No café chique, revelei a Isabella que sabia sobre seu projeto de energia renovável e a sabotagem de Xu Jun.
Prometi as provas necessárias e a tecnologia de software para o projeto.
O preço?
Um investimento de dois milhões para meu laboratório de pesquisa particular.
Ela estudou meu rosto. "Senhor Silva, você é um homem cheio de surpresas."
Aceitou a parceria.
Ao sairmos, uma folha caiu em seu cabelo. A removi, sentindo uma eletricidade.
Sua voz sussurrou, rouca: "Em breve seremos casados. Essa formalidade toda... como vamos cumprir nossos deveres conjugais se você continuar me chamando de 'senhorita' ?"
Meu coração disparou.
Pouco depois, em casa, Bruno me atacou com uma garrafa de vinho.
"Lucas, seu desgraçado! Você me humilhou na frente da Isabella!"
"Você deveria chamá-la de cunhada," respondi, limpando o sangue da testa.
Ele tentou me socar.
Agarrei seu pulso, torci seu braço e o joguei no chão.
"Desta vez, não vou te dar mole, playboy!"
Meus pais me chutaram, mas usei o casamento com os Costa como meu escudo.
Bruno, ainda no chão, me olhou com puro ódio.
"Mal posso esperar para ver o seu destino, irmão."
Três dias depois, Isabella apareceu em meu laboratório improvisado.
"Bruno, certo?" ela perguntou, seus olhos fixos na ferida em minha testa.
"Ele não gostou do jantar", eu disse.
Ela parecia satisfeita.
No escritório, ela me entregou um tablet.
"Você estava certo. Xu Jun foi demitido esta manhã."
O nome Xu Jun me trouxe memórias de um trauma indizível.
Eu disse, a voz tensa: "Vou entregar a família de Juliana para você também. A conspiração é maior do que você pensa."
"Lucas. Você parece diferente. Não é o homem que a sua família descreveu."
"Você acreditaria se eu dissesse que morri e renasci?"
Ela não riu.
"Eu tive um sonho", ela sussurrou, seus olhos fixos nos meus. "Que estava correndo para te salvar de um incêndio em um armazém. Não cheguei a tempo."
"Que bom que desta vez", ela continuou, dando um passo em minha direção, "estamos juntos desde o início."
Aproximei-me, tocando seu rosto. A eletricidade entre nós era inegável.
Ela segurou minha mão. "Noivo, por que você se esconde?"
Então, ela me beijou, um beijo que incendiou minha alma.
"Quer ir mais fundo, noiva?" sussurrei, a surpreendendo com minha ousadia.
A partir desse dia, nossa parceria de negócios se transformou em algo mais.
Mas a intriga estava longe de acabar.
Em um shopping, vi Juliana de braços dados com Xu Jun.
"A Senhorita Juliana está disposta a compartilhar seu futuro marido com todo mundo, então com certeza vou garantir que ela consiga aquele projeto," Xu Jun disse, alto e claro.
Juliana riu. "Bruno é um idiota. Eu quero mais do que este projeto, quero um pedaço da empresa da família Costa."
Gravei a conversa, o vídeo confirmando minhas piores suspeitas.
À noite, a encontrei em um bar, bêbada.
"Vim te procurar," eu disse.
Eu representava um novo tolo.
Ela me deu um endereço, marcando um encontro para o dia seguinte.
Cheguei ao restaurante privado. Xu Jun, com seu sorriso oleoso e nojento, me esperava.
"Eu e a senhorita Juliana nos conhecemos há anos. De todos os meus parceiros de negócios, ela é a única que realmente entende meus... gostos."
Apelei para sair, e abri a porta do quarto.
Isabella estava ali, o rosto uma máscara de gelo. Bruno, ao lado dela, sorria vitorioso.
"Eu te disse que ele era um problema", Bruno disse.
Isabella se aproximou.
Com um sorriso sarcástico e cruel, um tapa ressoou na sala.
"Lucas", ela disse, a voz cortante. "Estamos acabados."
Ela foi embora.
"Isabella, espere! Não é o que parece!"
As portas do elevador se fecharam, deixando-me com o riso zombeteiro de Bruno.
Nos dias que se seguiram, a notícia do nosso noivado rompido se espalhou.
Meus pais, desesperados, me pediram para assumir a empresa.
Sorri. Eles estavam me usando como bode expiatório da falência iminente.
No jantar, Bruno anunciou a gravidez de Juliana e o casamento adiantado.
Eu o provoquei: "Mesmo que não aconteça, não será você quem se casará com Isabella."
Ele jogou o prato em mim, as unhas de Juliana arranhando seus braços indicavam o inferno que ele já vivia.
"Desejo-lhe toda a felicidade do mundo, irmão."
Bruno, assustado com minha calma, recuou.
Uma semana depois, no escritório de meu pai, a chuva batia forte.
Ele me empurrou o contrato de transferência de ações.
"Pai, você sente algum remorso?" perguntei.
Seu rosto empalideceu.
A porta se abriu com um estrondo. Bruno, furioso, arrancou o contrato da mesa.
"Eu sou seu filho biológico, e você está transferindo a fortuna da família para esse bastardo adotado?!"
Deixei-os discutir.
No elevador, um sorriso de triunfo.
Lá fora, Isabella me esperava.
"Você deveria ter me contado sobre o seu plano antes", eu disse.
Ela riu. "Bem feito. Você precisava parecer convincente."
Sob as estrelas da cobertura, ela revelou: "Juliana e Xu Jun têm uma rede de negócios sujos, tráfico de pessoas, incluindo menores."
Senti um calafrio.
"Lucas, a justiça pode ser atrasada, mas nunca se ajoelhará diante da injustiça. Nós vamos derrubá-los."
Na véspera do casamento de Bruno e Juliana, ele invadiu meu quarto, bêbado.
"Eu assinei! Assinei o contrato de transferência! A empresa é toda minha!"
Agarrei seu pescoço.
"É mesmo?" sussurrei. "Então, aproveite o seu grande dia amanhã. Eu preparei um presente de casamento para você. Será... inesquecível."
Soltei-o. Em seus olhos, o medo.
No dia seguinte, no casamento, as luzes diminuíram. O telão gigante se acendeu.
Uma gravação de áudio revelou: "Bruno é um idiota. Eu quero mais do que este projeto, quero um pedaço da empresa da família Costa."
Surgiram vídeos de transações ilegais, Juliana com Xu Jun.
Então, o vídeo final. Bruno, amarrado na cama, sendo usado para o entretenimento doentio de outros homens.
Bruno chutou Juliana, que caiu. O caos explodiu.
Vítimas de Juliana e Xu Jun se apresentaram. Eles foram presos. Meus pais, levados para interrogatório.
Bruno desabou no chão, a empresa falida e suas dívidas, todas dele.
Caminhei até ele.
"É o seu grande dia, irmão. Por que não está sorrindo?"
Os Silva e a família de Juliana desmoronaram.
Três meses depois, Isabella me levou à minha antiga escola.
"Você realmente não se lembra de nada?" ela perguntou.
"Aquela foto sua na parede de honra do seu laboratório... fui eu quem tirou."
Ela me contou sobre a garota que queria um livro de programação, a mesma que ele, um menino doce, lhe deu.
A garota que o observava, que sentia sua falta quando ele partiu.
Abraçada a ela, a memória inundou minha mente: uma garotinha chorando, um buquê de jasmins, o cheiro do perfume dela.
"Isabella... me desculpe por ser tão lento. Tantos anos se passaram."
"De agora em diante," eu sussurrei, "serei eu quem vai te observar. Todos os dias."
Era primavera. A estação do renascimento.
Para nós, era o começo de tudo.
Lucas Silva sentia o gosto amargo do café na boca, um gosto que ele conhecia bem. Era o mesmo café que sua mãe adotiva, a Sra. Silva, sempre fazia, fraco e sem açúcar, exatamente como a afeição que ela tinha por ele.
Ele estava sentado no sofá da sala de estar luxuosa, uma sala que nunca pareceu ser sua casa. Em frente a ele, seu irmão adotivo, Bruno, exibia um sorriso presunçoso, o tipo de sorriso que Lucas tinha visto mil vezes, sempre antes de algo ruim acontecer com ele.
"Mãe, pai, eu já pensei bem," Bruno disse, ajeitando a gravata de seda. "Eu e o Lucas vamos trocar de noivas."
A Sra. e o Sr. Silva, sentados lado a lado no sofá maior, não pareceram surpresos. Na verdade, eles pareciam satisfeitos.
"A herdeira rica, a Isabella Costa, fica com o Lucas," Bruno continuou, gesticulando com desdém na direção de Lucas. "Eu fico com a modelo de passarela, a Juliana. Ela é mais o meu tipo, vocês sabem."
Ele riu, e seus pais riram com ele.
Lucas permaneceu em silêncio, o olhar fixo na xícara de café em suas mãos. Sua mente não estava ali, naquela sala abafada com cheiro de dinheiro velho. Estava em outro lugar, em outro tempo, um tempo que cheirava a sangue e desespero.
Ele se lembrava da escuridão, do frio do chão de um armazém abandonado. Lembrava-se da dor lancinante quando os homens da organização criminosa o espancaram. E lembrava-se, com uma clareza aterrorizante, dos rostos de Bruno e Juliana observando de longe, seus rostos iluminados pelos faróis de um carro.
"Ele não vai mais ser um problema," Bruno tinha dito para Juliana, a voz fria e sem emoção. "Com a dívida da empresa no nome dele e ele fora do caminho, a fortuna dele e a empresa dos Costa serão nossas."
Juliana, sua noiva, a mulher que ele amava, tinha sorrido. Um sorriso que o assombrava.
Depois disso, veio a escuridão final. Uma morte trágica e solitária.
Mas ele não morreu.
Ele acordou em sua cama, três anos antes do ocorrido, o sol da manhã entrando pela janela. Ele estava vivo. Ele tinha renascido.
E agora, estava aqui, ouvindo o mesmo plano diabólico se desenrolar mais uma vez.
Bruno achava que estava sendo esperto. Na vida passada, o casamento com Isabella Costa era para ele, Bruno. Mas ele, cego pela beleza superficial de Juliana, insistiu na troca. Ele não sabia que Juliana, a "modelo de passarela" , era um peão de uma organização criminosa, uma mulher com um passado sombrio e dívidas enormes. Ele não sabia que ela o levaria à ruína, o usaria e o descartaria.
Ele não sabia que Isabella Costa, a "empresária rica" , era a verdadeira joia, uma mulher cuja inteligência e visão de negócios a tornariam uma das pessoas mais poderosas do país.
Mas Lucas sabia.
Ele levantou o olhar da xícara de café e encontrou os olhos de Bruno. Havia um brilho de triunfo presunçoso no olhar do irmão. Mas havia algo mais, algo que fez o coração de Lucas gelar. Um lampejo de reconhecimento, de uma memória compartilhada.
Naquele instante, Lucas entendeu.
Bruno também tinha renascido.
Ele não estava apenas repetindo seu erro estúpido por coincidência. Ele estava repetindo de propósito. Em sua mente renascida, ele acreditava que o casamento com Juliana o levaria ao luxo, e que o casamento com Isabella, que na vida passada terminou em desastre para a família Costa por causa das maquinações de Juliana, levaria Lucas à ruína.
Ele queria dar a Lucas o que ele pensava ser um presente envenenado.
A ironia era tão espessa que Lucas quase riu.
Ele sorriu, um sorriso frio que não alcançou seus olhos.
"Como quiser, irmão," disse Lucas, sua voz calma. "Eu aceito a troca."
A modelo de passarela podia ser problemática, mas a empresária... a empresária era muito mais perigosa. E desta vez, Lucas estava pronto para o jogo.
"Está decidido, então," disse a Sra. Silva, batendo palmas com uma satisfação mal disfarçada. "Lucas se casará com a Senhorita Costa. É uma ótima união para a nossa família."
O Sr. Silva concordou com a cabeça, o olhar calculista fixo em Lucas. "Não nos decepcione, Lucas. A família Costa é um peixe grande. Certifique-se de segurá-los bem."
Lucas sentiu uma onda de náusea. Para eles, ele não era um filho, era uma ferramenta, um peão em seus jogos de status e poder. Ele sempre fora. Lembrou-se de quando era mais jovem, um programador promissor com um projeto que poderia ter mudado sua vida. Seus pais o forçaram a abandonar tudo e entregar o código-fonte para Bruno, para que ele pudesse usar em sua própria empresa. "Você é o irmão mais velho, Lucas. Você deve ajudar o Bruno. É sua obrigação," eles disseram.
Ele tinha obedecido. E Bruno levou todo o crédito.
"Eu não concordo com isso," Lucas disse, a voz firme, quebrando o clima de celebração. "Eu deveria ter uma palavra a dizer sobre com quem eu me caso."
O sorriso da Sra. Silva desapareceu. Seu rosto se contorceu em uma máscara de fúria. Ela se levantou e caminhou até Lucas, seu corpo tremendo de raiva.
"Você nos deve obediência!" ela gritou.
E então, sua mão voou pelo ar e o som de um tapa ecoou na sala silenciosa.
A bochecha de Lucas ardeu. Ele não reagiu. Apenas a encarou com olhos frios e vazios.
"Nós te criamos, te demos um teto, comida, uma vida que você nunca teria! Você é um órfão que tiramos da rua! Um pouco de gratidão é o mínimo que esperamos!"
Lucas não disse nada. A dor em sua bochecha não era nada comparada à dor que ele sentia em seu coração, uma dor antiga e familiar.
Mais tarde naquela noite, a porta de seu quarto se abriu com um estrondo. Bruno entrou, o mesmo sorriso de escárnio no rosto.
"A empresária é sua, irmão," ele zombou, aproximando-se da mesa onde Lucas trabalhava em seu laptop, digitando linhas de código para um projeto pessoal que ele mantinha em segredo. "Eu vou me casar com a modelo e viver no luxo. Você vai se afogar em dívidas e morrer sozinho, assim como na vida passada."
A confirmação de que Bruno se lembrava de tudo atingiu Lucas como um soco. Ele continuou digitando, fingindo indiferença. Seus dedos se moviam rapidamente sobre o teclado. Uma pequena lâmina que ele usava para abrir caixas de componentes eletrônicos escorregou de sua mesa e cortou seu dedo. O sangue brotou, uma gota vermelha e brilhante, mas ele não demonstrou dor.
Ele simplesmente pegou um lenço de papel e pressionou contra o corte.
"Parabéns, irmão," disse Lucas, sem olhar para ele. "Que você aproveite sua nova vida."
A calma de Lucas pareceu irritar Bruno ainda mais.
"Espero que você se divirta com a empresária. Quando você estiver preso em um mar de dívidas, não me venha pedir ajuda," Bruno cuspiu as palavras. Com um gesto de raiva, ele varreu os objetos da mesa de Lucas com o braço. Manuais, ferramentas e componentes eletrônicos caíram no chão com um barulho alto.
Lucas não se moveu. Ele apenas observou Bruno sair do quarto, batendo a porta atrás de si.
Quando ficou sozinho, um sorriso sombrio e lento surgiu em seus lábios. Ele olhou para o código na tela de seu laptop. Era um programa complexo, um sistema de segurança que ele estava desenvolvendo.
Na vida passada, ele foi ingênuo. Desta vez, ele estava preparado.
"Você não sabe o que te espera, Bruno," ele sussurrou para o quarto vazio. "Desta vez, a queda será sua."