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Um Bebê Inesperado para o Bilionário

Um Bebê Inesperado para o Bilionário

Autor:: Sandy_Mary
Gênero: Bilionários
Vitória é traída no próprio dia do seu casamento e esta reviravolta na sua vida a faz viajar para Miami, onde acaba por passar a noite com um completo desconhecido que nem o nome sabe. Depois disso, Vitória sofre um acidente terrível e é dada como morta. Todos pensam que ela realmente morreu, mas ela vai acordar em outro lugar sem uma única memória do seu passado. Começa então uma nova vida, com memórias novas. Mas Vitória trouxe uma surpresa da viagem que fez a Miami e mais propriamente da noite que passou com o tal desconhecido. Como ela vai encarar essa surpresa? Já que ela nem se lembra de nada? Como Christian vai ficar depois que descobrir o fruto daquela noite que ele não esquece? Da mulher que ele não sabe sequer o nome, mas que não consegue tirar da cabeça? Do que será capaz um marido furioso, que não conseguiu o que tanto queria? Do que será capaz um desconhecido que descobre um segredo? Do que será capaz Vitória, ao descobrir o impensável? Vitória não é quem pensa ser e isso vai abalar toda a sua vida. Todos lhe mentiram durante 27 anos. Será que ela os vai perdoar? Será que ela algum dia se vai lembrar do seu passado? Venha conhecer esta bela história onde todos têm segredos terríveis, uma história de amor, ódio, vingança, pressão, mentiras e descobertas surpreendentes.

Capítulo 1 O CASAMENTO COMEÇA

Um Bebê Inesperado para o Bilionário

Esta história é apenas e unicamente da minha autoria.

PLÁGIO É CRIME. PDF TAMBÉM.

‼️‼️‼️ADVERTÊNCIAS ‼️‼️‼️

ATENÇÃO : ESTA OBRA CONTÉM GATILHOS

CENAS DE SEXO EXPLÍCITO

PALAVRAS OBSCENAS

MORTES, VINGANÇAS

DOENÇAS DO FORO PSICOLÓGICO

+18 🔞

SE POR ACASO SE SENTIR INCOMODADO COM ALGUMA COISA, POR FAVOR NÃO LEIA.

ESTÁ BEM EXPLICADO O QUE VAI ENCONTRAR NO DECORRER DA OBRA.

CAPÍTULO 1

Austin, Texas

O CASAMENTO COMEÇA

Narrado por Vitória

"As pessoas erradas ensinam-nos sempre as lições certas"

O grande espelho na minha frente, mostra a minha belíssima imagem.

Dentro do meu vestido de noiva branco, com belíssimos cristais brilhantes e uma linda renda ao redor de toda a saia rodada. A parte de cima, um charmoso decote à barco e muito bem comportado.

O meu enorme véu, desce pelos meus cabelos castanhos escuros, perfeitamente penteados, com uma delicada tiara no alto da minha cabeça.

A porta é aberta e a minha mãe entra.

Como sempre, a minha mãe está mal humorada, mas apenas para mim.

Sempre foi assim, desde que me lembro que sou gente, que tanto a minha mãe como o meu pai são um pouco rudes para mim, mas não para a Alicia, a minha irmã mais velha.

Mas hoje, principalmente hoje, não quero pensar em como as pessoas têm um mau íntimo, são cruéis e mesquinhas.

Enfim.

- Já estás pronta? - pergunta rispida ao colocar as suas mãos nas ancas, visivelmente sem paciência nenhuma.

- Sim, mãe, já estou pronta. - falo não me importando com o seu mau humor habitual.

Estou feliz, sinto-me feliz e vou ser feliz.

Isso é o que importa, nada mais importa, senão o meu querido e amoroso noivo, o Patrick.

- Então vamos logo de uma vez, não vais querer que o Patrick fique toda a vida à espera no altar, pois não?

- Não, mãe, claro que não.

Saímos então do meu quarto e o meu pai está logo ali na sala.

- Tanto tempo, vamos logo. - diz se levantando do sofá - Até parece mal deixar a família do Patrick assim à espera, que falta de educação - ele resmunga.

Os meus pais bajulam a família do Patrick, porque eles são ricos e nós somos de uma família de classe média, não temos muitos luxos mas também não vivemos na miséria.

A minha irmã sai do seu quarto como se fosse para um cabaré e não para o casamento da sua irmã.

Alicia é muito descarada, sempre gostou de dar nas vistas e sempre se achou a melhor de todas as pessoas e ficou extremamente furiosa quando soube que eu namorava o Patrick Morris, e pior ficou, quando anunciamos o nosso casamento.

Queria ser ela a casar primeiro, visto que é a mais velha e queria arranjar um homem rico para a bancar em tudo, mas o máximo que ela arranjou foi pilantras, mentirosos e vigaristas.

Vamos então para a igreja e a cerimónia é lindíssima, e depois vamos para a Quinta dos pais do Patrick, onde se vai realizar o copo de água.

Tiramos as famosas e tradicionais fotos e a seguir vamos comer.

As horas passam e os convidados estão alegres e felizes.

Percebo que não vejo o meu agora marido à um bocado, não muito, mas o suficiente para eu dar pela sua falta.

Saio cá para fora para o jardim e tento ver onde ele está. Acabo por me afastar um pouco do local da festa e chego ao pequeno lago que há aqui na propriedade.

Ouço sons estranhos e a minha curiosidade é aguçada por aqueles sons, mas ao chegar mais perto percebo que é alguém que está ali a fazer o amor.

Sinto-me deveras envergonhada por estar ali tão perto de algum casal da festa que ali está a divertir-se, mas também não é sítio para se divertir desta maneira.

Mas o que ouço a seguir, me deixa com os pés colados ao chão.

- Isso, Patrick, mais fundo, mais forte.

O meu coração literalmente pára.

Eu conheço perfeitamente aquela voz, e na festa, o único Patrick é...

Desvio as folhas altas com rapidez e me deparo com a visão do inferno.

Patrick com as calças para baixo de bunda de fora, e a minha irmã com o seu vestido para cima sem calcinhas e de pernas abertas.

Patrick me olha horrorizado, Alicia nem tanto.

Eu não quero ver mais nada daquela sem vergonhice e começo a correr e a chorar em prantos enquanto o ouço me chamar atrás de mim.

- Vitória, Vitória, por favor, pára.

Entro na tenda onde está a ser servido o buffet, parecendo um furacão seguida logo atrás pelo Patrick que tenta apertar as calças desesperadamente mas sem sucesso.

Pelo menos não tem nada de fora.

Eu choro descontrolada.

- Por favor, Vitória, não é o que parece. - ele fala com a maior cara de pau.

A desculpa mais estúpida do mundo.

A frase mais clichê do planeta.

- COMO NÃO É O QUE PARECE, EU VI PATRICK, COM OS MEUS PRÓPRIOS OLHOS, NINGUÉM ME CONTOU, EU VI, TU NO COMPLETO DESFRUTE COM...

A minha irmã entra nesse instante na tenda com o ar mais importante e despreocupado do mundo.

Mas é uma descarada mesmo.

- EU VOU TE MATAR SUA BISCATE DE QUINTA CATEGORIA.

Eu parto para cima dela e caímos as duas no chão.

As pessoas tentam nos afastar uma da outra, mas eu quero tirar a alma dela do seu corpo imundo.

Nos embrulhamos no chão a bater uma na outra até que nos conseguem afastar, mas eu pego nos cabelos dela e quanto mais me puxam a mim, mais eu puxo o cabelo desta maldita.

Com muita pena minha, conseguem afastar ela de mim e a levam embora dali.

A minha mãe chega perto de mim e me olha enojada.

- Mas que espetáculo mais deprimente, que vergonha, tu só nos envergonhas e pior, na frente da família do Patrick.

- AH EU É QUE VOS ENVERGONHO?? ABRAM OS OLHOS, EU APANHEI A ALICIA COM O MEU MARIDO A TRANSAREM NO JARDIM E EU É QUE TENHO QUE TER VERGONHA??

Ela nem parece ter ouvido o que eu falei, porque me vira as costas com o mesmo ar altivo, logo seguida pelo meu pai e também eles vão embora.

O pai do Patrick o puxa para fora dali e a mãe dele tenta me confortar.

Eu choro, sem acreditar no que acaba de acontecer.

Os convidados sem saber o que fazer vão saindo também.

E assim a festa do meu casamento acaba.

Este devia ser um dia feliz, o dia mais feliz da minha vida, mas a Alicia tinha que o estragar.

Mas porque é que a minha família faz isso comigo? Tudo fazem para eu ser uma infeliz.

Eu estou toda descomposta, não sei onde foi parar o meu véu, estou toda despenteada, o meu lindo vestido branco está rasgado, sujo e desalinhado.

Pareço até a noiva do Frankenstein.

- Porquê, porque o Patrick fez isso comigo? - pergunto no meu completo desespero.

A mãe dele me abraça e afaga o meu cabelo.

- Os homens por vezes conseguem ser muito estúpidos, Vitória. Mesmo ele sendo o meu filho, não deixa de ser um homem estúpido. - ela diz bastante irritada.

A mãe dele me abraça forte e eu choro feito uma infeliz nos seus braços.

A única mulher que devia estar aqui a fazer-me carinhos e tentar me acalmar, foi a primeira a sair e ainda me culpou pelo sucedido.

Com toda a certeza foi fazer carinho na filha traidora, naquela piriguete que se finge de santa.

Capítulo 2 UMA AUTÊNTICA VERGONHA

CAPÍTULO 2

UMA AUTÊNTICA VERGONHA

Narrado por Vitória

"Não te prendas a ninguém, se te soltarem vais cair"

Acordo com os tímidos raios de sol que teimam em invadir o meu espaço.

Estou deitada numa cama grande e fofinha, mas ao recordar a noite anterior, sinto o meu coração sangrar de dor, sangrar de desilusão.

Depois do pai do Patrick o levar lá para fora, eu não o voltei a ver.

Passado um pouco, o pai dele voltou a entrar no salão, mas nada do Patrick.

O pai dele disse que ele pegou no carro e saiu.

Desgraçado, nem teve a decência de saber como eu estou, depois de o apanhar a comer a minha irmã ali de bunda de fora no jardim.

Vou ter pesadelos para o resto da minha vida.

Ele sabe bem que eu estou de rastos, mas ele não quis saber e foi embora. Mas onde está o meu namorado e noivo atencioso? Aquele que sempre se preocupa comigo?

Foi sugado para outro planeta, só pode.

Acabei por dormir aqui mesmo, na casa dos pais dele, num dos quartos de hóspedes.

A sua carinhosa mãe, não me deixou ir embora no estado em que eu estava.

Eu acabei por aceitar, não tinha forças sequer para me mexer e nem sabia para onde ir.

Voltar para a casa dos meus pais nem pensar, isso estava fora de cogitação. Não conseguiria olhar sequer nas caras de pau deles.

Levanto-me e visto uma roupa que vejo ali em cima de um pequeno sofá, impecavelmente dobrada.

É um vestido azul claro. Decerto é da mãe daquele idiota.

Ao vestir percebo que está um pouco, mas não muito, largo. Mas devido à situação, está até muito bom.

Saio do quarto e desço ao andar de baixo e ao entrar na sala do café da manhã, vejo apenas o pai e a mãe do Patrick, mas nada dele.

A mãe dele levanta-se de imediato e me pede para me sentar à mesa e tomar o pequeno almoço com eles.

- Anda cá, Vitória, come qualquer coisa.

- Eu já fiquei tempo demais, eu preciso ir. - lhe digo.

- Mas minha querida, ninguém pode sair sem comer alguma coisa.

Eu sento-me então no lugar que ela me indica.

Não tenho fome, não consigo comer nada quando estou nervosa.

- Vitória, - o pai do Patrick chama a minha atenção - tu e o Patrick precisam de conversar. O que aconteceu ontem é muito mau para os negócios, saiu em algumas manchetes da manhã. Uma autêntica vergonha.

- O único culpado por toda esta situação são apenas duas pessoas, o seu filho e a minha irmã - falo triste e revoltada.

Eu aqui desolada e ele preocupado com o que saiu na merda das revistas?

- É verdade, tens toda a razão, mas não deixa de ser um problema, um enorme problema. E por isso, estava aqui a pensar se não podias esquecer isso e dizer que não foi bem assim que aconteceu.

Eu olho para ele, não querendo acreditar no que ele me está a pedir.

- Foi o seu filho que lhe pediu para me dizer isso? - pergunto abismada com a tamanha falta de consideração para comigo.

Ele não responde, porque ouvimos barulho na porta e ele entra.

Patrick claramente acaba de chegar a casa, sabe-se lá de onde, porque ele ainda tem o fato de casamento vestido.

- O meu pai tem toda a razão, podíamos dizer que tu tiveste um surto psicótico por causa de todo o trabalho que dá organizar um casamento, mas que não viste nada do que gritaste aos sete ventos que viste.

Ele fala aquilo despreocupadamente e senta-se ao meu lado na mesa.

Eu levanto-me de imediato me afastando, não quero sequer estar perto dele.

- Mas afinal quem és tu? Onde está o Patrick que eu sempre conheci?

- Sempre não, namoramos dois anos.

Eu sinto todo o meu sangue ferver e começo a andar para a porta.

- Patrick!! - a mãe dele o chama visivelmente desagradada com a sua atitude, mas ele nem parece a ter ouvido.

- Temos que falar o mais rápido possível com os convidados, para desmentir o que tu viste. - ele fala aquilo como se fosse o pedido mais normal do mundo.

Eu paro na porta e me viro para trás.

- Pois fica sabendo, seu idiota, que eu não vou desmentir nada, tu me traíste na nossa própria festa de casamento, com a minha irmã e agora vocês os dois, - olho para ele e para o seu pai - têm o descaramento de me pedir uma coisa dessas?? E já agora, onde tu tiveste toda a noite que nem tiveste a decência de saber como eu estava, depois do que tu fizeste? Foste a correr para os braços da minha irmã, ou para os braços de outra?

Ele não responde.

- Tu és um ordinário nojento.

E saio dali sem sequer olhar para trás.

UMA ÓTIMA IDEIA

Narrado por Vitória

"A ponte mais difícil de atravessar é aquela que separa as palavras dos atos"

Saio dali sem rumo, mas por muito que eu não queira tenho que ir à minha casa. Não tenho nada comigo, nem o que trago vestido é meu.

Apanho um táxi e depressa chego na minha casa.

Peço para ele esperar um pouco que vou buscar o dinheiro para lhe pagar.

Entro em casa e não vejo nem ouço ninguém.

Melhor assim.

Pego o dinheiro e vou pagar ao taxista.

Volto para dentro e vou para o meu quarto.

Olho para a minha mala de viagem, ali pronta num canto.

Hoje íamos de lua de mel para Miami, eu amo o sol, embora aqui seja um bom clima, mas gostava de conhecer Miami.

Desabo a chorar, deito para fora todas as frustrações. Fico ali nem sei quanto tempo, apenas a chorar, a lamentar a minha má sorte.

A minha irmã sempre foi uma cobra, nunca fomos umas irmãs chegadas, é estranho, mas ela sempre me deu patadas e eu sempre tentei me aproximar dela, mas ela dizia sempre que eu não era digna de me dar com ninguém. Que era um lixo.

Nunca entendi o porquê disso.

O porquê de todos eles me tratarem tão mal.

Nunca me senti nem amada, nem acarinhada por ninguém aqui nesta casa. Sempre foram rudes, grossos e antipáticos comigo.

Olho para cima da cómoda e vejo as passagens de avião ali.

Fui eu que as fui buscar na véspera do casamento.

Olho alternadamente para as duas passagens e para a minha mala feita e pronta para viajar, e de repente tenho uma ideia, aliás, uma ótima ideia.

Levanto-me, seco as minhas lágrimas e vou trocar de roupa.

Depois de estar pronta, pego nas duas passagens e as guardo na minha bolsa, chamo um carro de aplicativo, pego na minha mala de viagem e saio do meu quarto.

Ao passar na sala vejo ali a minha mãe.

- Que fazes aqui? Nem sabia que aqui estavas - ela diz indiferente.

- Não te preocupes mãe, já estou de saída - a informo.

- E o teu marido? Onde ele está?

Eu paro perto da porta da rua e viro apenas o meu rosto para ela.

- Pergunta à tua querida filha, ela deve saber melhor do que eu onde ele está - respondo seca.

Abro a porta batendo a mesma com força.

Entro no carro de aplicativo que já ali está à minha espera e que me leva ao meu destino, Aeroporto Internacional de Austin-Bergstrom.

Capítulo 3 BISCAYNE BAY

CAPÍTULO 3

MIAMI, FLÓRIDA

BISCAYNE BAY

Narrado por Vitória

"Tem dias que faltam gavetas para guardar tanta dor"

Quatro horas e meia depois de levantar voo no Aeroporto Internacional de Austin, chego ao meu destino, Miami.

Saio do Aeroporto de Miami e pego um carro de aplicativo em direção ao luxuoso Hotel "Four Seasons", um hotel de 5 estrelas.

Era aqui que vínhamos passar a nossa lua de mel, tudo foi escolhido por mim e pelo Patrick e o melhor de tudo? Tudo está pago e aqui apenas ficou os meus contactos, número de telemóvel e email.

Vou passar o que devia ser a minha lua de mel, mas vou aproveitar tudo sozinha, e vou aproveitar muito, já que posso viver à grande nas próximas duas semanas.

Ao chegar à recepção, a recepcionista do hotel confirma a minha reserva, mas vejo ela um pouco atrapalhada e embora ela não pergunte, percebo o motivo de ela olhar várias vezes para o computador à sua frente e para o número da minha reserva.

- Não há nenhum engano, não se preocupe, eu venho fazer a minha lua de mel sozinha.

Ela me olha ainda mais confusa.

Embora esteja desfeita por dentro, tento mostrar indiferença e sorrio.

- Arrependimento, nada demais. Mas não podia deixar de vir aproveitar o que já estava pago! - falo o mais despreocupada que consigo transparecer.

Ela sorri agradada com a resposta e diz o número do meu quarto, aliás, suíte.

- Desejo-lhe uma boa estadia. - ela diz.

- Vai ser, com toda a certeza. - respondo sorrindo - Muito obrigada.

Patrick foi muito generoso em pagar tudo.

Babaca.

O mensageiro, ou carregador de malas como é chamado, leva-me então ao quarto, uma bela Suite King com 1 Quarto e Vista para a Baía.

Acomodo-me, tomo um longo banho, onde choro quase todo o tempo que lá estou e acabo por vestir um pijama de cetim vermelho.

Me sinto extremamente cansada e por isso vou aproveitar a minha primeira noite e tentar descansar bem.

Peço o jantar para o quarto e olho pela imensa janela a Baía lá embaixo, a Biscayne Bay.

Sonhei tanto em vir aqui, com o homem que pensei que seria para a vida, mas não, a vida foi cruel e o meu destino agora é este, passar a minha lua de mel sozinha.

Deito-me na enorme cama, fofinha e tão confortável e adormeço o sono dos justos.

Austin, Texas

CHAMAR A ATENÇÃO

Narrado por Patrick

"A vida tem a cor que tu pintas"

- Como assim, não sabem onde ela está? - pergunto bastante chateado.

- O que interessa saber onde ela está? Que inferno Patrick, tu devias ter casado comigo, não com a mosca morta da minha irmã - Alicia protesta, como se aquilo fosse adiantar de alguma coisa.

- Eu namorei a tua irmã por dois anos, a ti, eu como-te à apenas 6 meses. - falo grosso mesmo - Claro que eu iria casar com a tua irmã, ela é certinha, às vezes até demais, - faço uma careta - e além do mais, tu sabes perfeitamente porque eu casei com ela, sabes bem o que virá depois disso e o quanto é benéfico para mim.

- Só para ti? - ela pergunta desconfiada.

- Sabes bem que não, benéfico para nós - tento disfarçar.

- Então isso quer dizer o quê mesmo? Que eu sou uma oferecida é?

- Aí, Alicia, estou sem a mínima paciência para essas coisas. Querendo ou não eu e a Vitória agora somos casados, ela não pode andar por aí, sem ninguém sequer saber onde ela foi

- Pois, mas não sei e ninguém sabe. A única coisa que a minha mãe disse foi que ela saiu com a sua mala de viagem e apanhou um carro de aplicativo. Depois disso, não deu mais notícias.

Bufo chateado.

- Mas que merda, alguns repórteres não me largam a pedir uma explicação e a tentar saber porque é que a minha mulher não diz nada nem ninguém a viu mais depois do escândalo do casamento.

- Ela só quer chamar a atenção, Patrick, uma hora ou outra aparece aí com a cara mais deslavada do mundo. Ela é mesmo assim, ela quer é que se preocupem com ela - ela diz desdenhosa.

- Mesmo assim, Alicia, eu preciso que ela desminta toda essa história, o meu pai não pára de me chatear, que estamos a perder clientes por causa do escândalo.

- A empresa vai recuperar, o teu pai é um bom CEO e daqui a nada arranjam outra notícia e te deixam em paz.

- Tens razão, mas enquanto isso não acontece, não me largam e isso me irrita por demais.

Ela chega perto de mim toda melosa.

- Calma gatinho! - ela coloca as mãos na minha barriga e vai descendo, até chegar à parte de cima das minhas calças - O que tu precisas é de relaxar, anda, eu faço tu relaxares.

Ela me puxa pelas calças mesmo e colamos as nossas bocas uma na outra.

Ela me leva então para o quarto onde eu a como de todas as maneiras.

Miami, Flórida

Três Dias Depois

POTENTE PRESENÇA

Narrado por Vitória

"Não fiques à espera do futuro para seres feliz, faz do presente a tua felicidade"

Ao fim de três dias aqui no paraíso, pensei que me sentiria revigorada, mas não, não sinto nada disso.

Sinto-me sim, extremamente sozinha e ver os outros casais tão felizes me deixa ainda mais triste, solitária e melancólica.

Estou aqui deitada na espreguiçadeira junto à piscina no hotel.

Hoje estão aqui muitas pessoas.

Pelo que percebi, vai haver aqui uma palestra sobre negócios e como o hotel tem um Centro de negócios aqui dentro, então hoje está com lotação esgotada.

Decido sair da piscina, vou aproveitar e vou ao SPA, lá deve estar mais sossegado.

Pego as minhas coisas e ao virar-me, bato no que me parece mais uma parede do que outra coisa, mas percebo que é um homem e não uma parede.

Bato mesmo no seu peito.

- Desculpe. - digo rapidamente.

Os meus olhos olham desde os seus perfeitos e bonitos abdominais e começo a subir o meu olhar por aquele corpo moreno, passando pelo seu peito e finalmente paro no seu rosto.

O homem é bonito demais, quer dizer, bonito é ser muito simpática, porque na verdade ele é um sonho de beleza.

A sua pequena barba, muito bem aparada o torna ainda mais sexy, os seus cabelos pretos bem penteados e dono de uns lindos olhos cor de avelã, (castanhos esverdeados). O seu perfume invade o meu espaço e eu gosto, ah como eu gosto.

- Não se preocupe, - ele diz com uma voz que combina perfeitamente com ele, sexy demais - são coisas que acontecem.

Ele sorri para mim e sinto até as pernas bambas.

Dou um sorriso tímido e saio de perto daquele homem que tem uma potente presença.

Vou então para o Spa e passo toda a tarde a ser bem mimada.

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