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Um Novo Amanhecer

Um Novo Amanhecer

Autor:: Bink Moisson
Gênero: Romance
Três anos se passaram desde que Lucas me abandonou no altar, trocando-me por Gabriela. Hoje, ele e a amante grávida, com uma barriga proeminente e um ar de triunfo, retornaram à luxuosa mansão da família Monteiro, a mesma casa que um dia pensei que seria meu lar. Com um sorriso sínico, Lucas, o "artista" boêmio, me rebaixou, pedindo que eu agisse como uma serva para Gabriela. Minha fúria borbulhava, mas mantive a compostura, assistindo-os se vangloriar de que haviam vencido. Foi então que uma pequena voz ecoou do andar de cima: "Mamãe!" Meu filho, Pedro, correu para mim, selando o destino daquele reencontro. Lucas e Gabriela congelaram, seus sorrisos sumindo ao verem meu filho, uma cópia minha. Lucas, banhado em ódio e descrença, lançou acusações vis: "Seu filho? Você teve um filho? Sua vagabunda! Tinha um amante!" Ele apontou para Pedro, chamando-o de "bastardo" e ameaçando jogá-lo na rua. A fúria protetora irrompeu em mim, e eu jurei que ele não tocaria em meu filho. No auge da discussão, Gabriela encenou uma queda, clamando por sua barriga e acusando-me de empurrá-la. Lucas, cego pela raiva e pela manipulação de Gabriela, me forçou a me ajoelhar e pedir desculpas. Mas ele não estava satisfeito; ele queria me aniquilar, ameaçando o futuro de Pedro. Enquanto Lucas arrastava meu filho inerte em direção à porta principal, o Dr. Ricardo Monteiro, meu marido e pai de Pedro, surgiu na entrada. Ele avaliou a cena em segundos: eu ferida no chão, Gabriela fingindo dor, e Lucas com Pedro desmaiado nos braços. Ricardo pegou Pedro, ordenou que chamassem um médico e, com uma calma assustadora, revelou a Lucas a verdade: "Pedro é meu filho. O seu irmão mais novo. Sofia é minha esposa. Ela é sua mãe agora, Lucas." Lucas desabou, o terror no rosto enquanto percebia a magnitude de seus erros. Ricardo ordenou que Lucas fosse açoitado, punindo sua crueldade e arrogância. Um mês depois, após se recuperar, Lucas doou sua herança e se retirou para um mosteiro, deixando para trás seu passado. Sete meses após o ocorrido, nossa filha Clara nasceu, e nossa família floresceu em paz e felicidade.

Introdução

Três anos se passaram desde que Lucas me abandonou no altar, trocando-me por Gabriela.

Hoje, ele e a amante grávida, com uma barriga proeminente e um ar de triunfo, retornaram à luxuosa mansão da família Monteiro, a mesma casa que um dia pensei que seria meu lar.

Com um sorriso sínico, Lucas, o "artista" boêmio, me rebaixou, pedindo que eu agisse como uma serva para Gabriela.

Minha fúria borbulhava, mas mantive a compostura, assistindo-os se vangloriar de que haviam vencido.

Foi então que uma pequena voz ecoou do andar de cima: "Mamãe!"

Meu filho, Pedro, correu para mim, selando o destino daquele reencontro.

Lucas e Gabriela congelaram, seus sorrisos sumindo ao verem meu filho, uma cópia minha.

Lucas, banhado em ódio e descrença, lançou acusações vis: "Seu filho? Você teve um filho? Sua vagabunda! Tinha um amante!"

Ele apontou para Pedro, chamando-o de "bastardo" e ameaçando jogá-lo na rua.

A fúria protetora irrompeu em mim, e eu jurei que ele não tocaria em meu filho.

No auge da discussão, Gabriela encenou uma queda, clamando por sua barriga e acusando-me de empurrá-la.

Lucas, cego pela raiva e pela manipulação de Gabriela, me forçou a me ajoelhar e pedir desculpas.

Mas ele não estava satisfeito; ele queria me aniquilar, ameaçando o futuro de Pedro.

Enquanto Lucas arrastava meu filho inerte em direção à porta principal, o Dr. Ricardo Monteiro, meu marido e pai de Pedro, surgiu na entrada.

Ele avaliou a cena em segundos: eu ferida no chão, Gabriela fingindo dor, e Lucas com Pedro desmaiado nos braços.

Ricardo pegou Pedro, ordenou que chamassem um médico e, com uma calma assustadora, revelou a Lucas a verdade: "Pedro é meu filho. O seu irmão mais novo. Sofia é minha esposa. Ela é sua mãe agora, Lucas."

Lucas desabou, o terror no rosto enquanto percebia a magnitude de seus erros.

Ricardo ordenou que Lucas fosse açoitado, punindo sua crueldade e arrogância.

Um mês depois, após se recuperar, Lucas doou sua herança e se retirou para um mosteiro, deixando para trás seu passado.

Sete meses após o ocorrido, nossa filha Clara nasceu, e nossa família floresceu em paz e felicidade.

Capítulo 1

Três anos. Três longos anos se passaram desde que Lucas me abandonou no altar.

Hoje, ele voltou.

Ele não voltou sozinho. Ao seu lado, estava Gabriela, a mulher por quem ele me trocou, agora com uma barriga proeminente que anunciava sua gravidez.

Eles pararam na entrada da luxuosa mansão da família Monteiro, a mesma casa que um dia eu acreditei que seria meu lar. Lucas vestia roupas de artista, deliberadamente manchadas de tinta, com um ar boêmio e arrogante. Gabriela se agarrava ao seu braço, usando um vestido branco simples que acentuava sua gravidez, o rosto pálido e um ar de fragilidade calculada.

Eles olhavam para mim, que estava no topo da escadaria, com uma expressão de triunfo.

"Sofia, quanto tempo," a voz de Lucas era carregada de uma falsa nostalgia, como se fôssemos velhos amigos se reencontrando.

Ele me abandonou no dia do nosso casamento para perseguir uma suposta carreira artística com Gabriela, sua musa. Na época, ele me disse que a arte era sua única paixão. Mais tarde, descobri que sua paixão tinha nome, corpo e ambição. Agora, ele voltava, não para se desculpar, mas para exigir.

"Lucas. Gabriela."

Minha voz saiu mais calma do que eu sentia. Nesses três anos, aprendi a construir uma fortaleza ao redor do meu coração.

"Não esperava que você ainda estivesse aqui," Lucas continuou, seu olhar percorrendo a decoração suntuosa da sala de estar com um desprezo mal disfarçado. "Pensei que já teria voltado para sua vidinha simples."

Atrás dele, Gabriela deu um passo à frente, a mão repousando protetoramente sobre a barriga.

"Sofia, eu sei que pode ser difícil para você," ela disse com uma voz suave, quase um sussurro. "Mas Lucas e eu, nós nos amamos. E agora vamos ter um filho. Eu só peço que você entenda."

Ela parecia uma vítima, uma pobre moça que simplesmente se apaixonou. Eu sabia a verdade. Sabia da sua manipulação, da forma como ela usou o ego de Lucas para se promover no mundo da arte.

Meu olhar encontrou o dela, frio e sem emoção.

"Entender o quê, exatamente?"

Lucas riu, um som seco e desagradável.

"Não seja difícil, Sofia. Viemos em paz. Na verdade, temos uma proposta para você."

Ele se aproximou, subindo alguns degraus, seu cheiro de tinta e cigarro invadindo meu espaço pessoal.

"Gabriela vai precisar de ajuda nos próximos meses. A gravidez não está sendo fácil. Pensamos que você poderia cuidar dela. Afinal, você sempre foi boa em servir, não é?"

Meu sangue gelou. A audácia. A crueldade. Ele não estava apenas me pedindo para aceitar sua amante grávida, ele estava me rebaixando à posição de empregada dela.

Lembrei-me do dia em que o encontrei, meses depois do abandono. Ele vivia em um ateliê sujo, cercado por outros artistas boêmios. Ele e Gabriela riam, bebiam e planejavam uma exposição para lançar a carreira dela. Quando me viu, ele não mostrou um pingo de remorso. Pelo contrário.

"Sofia! Que surpresa! Venha, seja minha fã número um. Apoie minha arte!"

Naquele dia, eu chorei. Hoje, não.

Um sorriso lento e enigmático se formou em meus lábios. Inclinei a cabeça, fingindo considerar sua "proposta" .

"Cuidar da Gabriela?"

"Isso mesmo," Lucas disse, satisfeito com minha aparente submissão. "Prepare um quarto para nós, o melhor de preferência. E diga para prepararem o jantar. Gabriela tem desejos. Ela quer sopa de lagosta."

"Claro," eu disse, minha voz suave como seda. "Vou cuidar de tudo pessoalmente."

Lucas sorriu, triunfante, e se virou para Gabriela, que retribuiu com um olhar satisfeito. Eles achavam que tinham vencido. Achavam que podiam entrar na minha vida e ditar as regras.

Eles não sabiam de nada.

Nesse exato momento, um som de pezinhos correndo no corredor do andar de cima quebrou o silêncio tenso.

Uma pequena figura apareceu no topo da escada. Um menino de uns dois anos, com cachos escuros e olhos grandes e brilhantes que eram uma cópia dos meus.

Ele correu em minha direção, os bracinhos abertos.

"Mamãe!"

A palavra ecoou na sala silenciosa.

Lucas e Gabriela congelaram. Seus sorrisos desapareceram, substituídos por uma expressão de puro choque. O olhar de Lucas saltou do menino para mim, a confusão e a raiva começando a se formar em seu rosto.

"Mamãe?" ele repetiu, a voz um rosnado baixo e incrédulo. "Que porra é essa, Sofia?"

O menino me abraçou pelas pernas, completamente alheio à tensão. Ele então se virou, apontando para o corredor de onde viera, e sua vozinha clara soou novamente, selando o destino daquele reencontro.

"Papai! Papai tá vindo!"

Capítulo 2

A palavra "papai" pairou no ar, carregada de eletricidade.

Lucas ficou branco. Seus olhos, antes cheios de arrogância, agora ardiam de fúria e incredulidade. Ele olhou para o pequeno Pedro, depois para mim, como se eu tivesse conjurado um fantasma.

"Seu filho?" ele sibilou, cada sílaba pingando veneno. "Você teve um filho?"

A mente dele devia estar a mil. Ele provavelmente estava calculando as datas, tentando me acusar de traição, de ter outro homem enquanto ainda estávamos juntos. Era exatamente o tipo de coisa que seu ego faria.

Eu me abaixei e peguei Pedro no colo. O cheirinho dele me acalmou, me deu força.

"Sim, Lucas. Ele é meu filho. O nome dele é Pedro."

Minha voz era firme, sem espaço para discussão. Abracei meu filho com força, sentindo seu corpinho quente contra o meu. Ele era meu mundo, a prova viva de que minha vida não tinha parado quando Lucas me deixou.

Gabriela, recuperada do choque inicial, viu uma oportunidade. Ela se aproximou de Lucas, a mão em seu braço, o rosto contorcido em uma máscara de preocupação e mágoa.

"Lucas, querido," ela sussurrou, alto o suficiente para que eu ouvisse. "Não me diga que... que ela estava com outro enquanto estava com você? Ela te traiu?"

Era uma acusação vil, calculada para me pintar como a vilã, para justificar o abandono dele.

Lucas a abraçou, seu olhar fixo em mim, a acusação se solidificando em seus olhos.

"Sua vagabunda," ele cuspiu. "Então era isso. Você tinha um amante o tempo todo. E agora tem a audácia de criar o filho bastardo dele nesta casa?"

Ele apontou um dedo trêmulo para Pedro, que se encolheu em meus braços, assustado com o tom de voz dele.

Uma das empregadas mais antigas da casa, a senhora Elvira, que me viu chegar aqui desolada e me ajudou a me reerguer, tentou intervir.

"Senhor Lucas, por favor, não fale assim," ela disse, com a voz trêmula. "O pequeno mestre Pedro..."

"Cale a boca, Elvira!" Lucas gritou, cortando-a. "Quem você pensa que é para me dar ordens? Esta ainda é a casa do meu pai! Eu ainda sou o herdeiro de tudo isso!"

Ele estava cego. Cego pela raiva, pelo ego ferido, pela sua própria insignificância. Ele não conseguia ver a verdade, mesmo que ela estivesse bem na sua frente.

A verdade é que, depois que Lucas me humilhou e me abandonou, foi o pai dele, o Dr. Ricardo Monteiro, quem me amparou. Ele era um homem íntegro, um renomado crítico de arte, o oposto do filho egoísta e imaturo que criara. Dr. Ricardo me ofereceu um ombro para chorar, um teto sobre minha cabeça e, o mais importante, respeito. Ele viu a mulher forte que eu poderia me tornar, não a noiva abandonada que eu era. Com o tempo, nossa amizade se transformou em algo mais profundo. Encontrei nele o amor verdadeiro, a parceria e a segurança que Lucas nunca poderia me dar. Nós nos casamos em uma cerimônia discreta um ano depois. Pedro era o fruto do nosso amor, o neto de Dr. Ricardo, e o meio-irmão do homem que agora o olhava com tanto ódio.

Lucas, ignorando tudo e todos, deu um passo ameaçador em minha direção. Seus olhos estavam fixos em Pedro, não como uma criança inocente, mas como um símbolo da minha suposta traição.

"Tire essa criança daqui," ele rosnou. "Não quero esse... esse erro na minha frente."

Sua hostilidade para com meu filho acendeu uma fúria protetora dentro de mim que eu não sabia que possuía.

Eu me ergui em toda a minha altura, Pedro seguro em meus braços, e o encarei de frente. Minha calma se foi, substituída por um gelo cortante.

"Você não vai chegar perto dele," eu disse, minha voz baixa e perigosa.

"Eu não vou chegar perto dele?" Lucas riu, um som enlouquecido. "Eu vou tirar ele dos seus braços e jogá-lo na rua, onde ele e a mãe vagabunda dele pertencem."

Ele avançou.

Meu corpo reagiu antes que minha mente pudesse processar. Coloquei-me inteiramente na frente de Pedro, criando uma barreira humana.

"Não se atreva a tocar no meu filho."

A advertência não era um pedido. Era uma promessa.

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