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Um Viúvo Irresístível

Um Viúvo Irresístível

Autor:: Betânia Vicente
Gênero: Romance
Alexandre Mendonça Eu vivo só para o meu trabalho e para os meus dois filhos. Aliás, não quero nenhuma outra mulher, quem eu queria mesmo era é a minha esposa, mas, infelizmente, ela se foi. Eu a amava tanto que meu coração ainda dói e sangra, e acabei por me fechar para todas as mulheres, pois nenhuma chegará aos pés da minha falecida esposa querida, Sarah! Mas isso mudou depois da ligação que fiz hoje. De quem era aquela voz atrevida e sensual? Eu me perguntava. Até hoje quando recebi uma ligação estranha. O que eu queria? Era conhecer a dona daquela voz atrevida e sensual. Jackeline Baptista ou Jack Baptista Não sei o que fiz para Deus?! Estou puta da vida. Todas as coisas estão dando errado. Até o meu emprego, que amo de paixão, está me deixando louca. Tudo por causa daquele homem lindo de morrer e que aparentava ter um jeito ogro, merda, lá estou eu pensando no idiota, que vi hoje no elevador da empresa do meu amigo. Logo a curiosidade me bate, toco na tela e, quando olho, vejo o senhor ogro na tela do celular, aí, fodeu. Fiquei com o celular dele, não tenho um nome melhor do que Gelo Irresistível.

Capítulo 1 Capitulo 1

Jack

Acho que vou morrer aqui dentro desse elevador de tão abafado que está. Nunca entendi por que os elevadores estão sempre cheios, é raro quando utilizo esse troço e ele está vazio. Odeio elevadores! Sempre tem gente que fica falando merda. Tenho uma amiga que sempre diz: "Jack, para de ser besta. Só você que tem problema com elevadores". Não tenho paciência com pessoas idiotas como ela, que adoram falar essa merda. Eu tenho pavor.

E para melhorar ainda mais, o filho da mãe do meu amigo tem uma empresa com vários andares aqui em Nova York. Fico pensando... se a empresa dele não podia ter no máximo dois... Ele não podia ter uma empresa no térreo, ou mesmo com um ou dois andares, mas é claro que não, ele gosta de me ver sofrer, só pode.

Olho para minha roupa para ver como estou. Nada mal, em minha humilde opinião: um jeans básico, com uma camiseta de rock, casaco e tênis. Estou bem assim, passo a mão pelas minhas costas de leve para que ninguém perceba que estou portando uma arma. Já é um constrangimento da porra passar pelo saguão e os alarmes apitarem por causa do detector de metais. É nessa hora, que tenho vontade de matar meu amigo. Ainda tive que ouvir a risada dele tirando uma com a minha cara. Dou um suspiro de alívio quando saio do maldito elevador.

Vou caminhando em direção à sua sala, mas antes paro na mesa de sua da secretária, que só de olhar percebo que é uma vadia, não sei como ele pôde contratá-la. Em minha opinião, ele só pode ter algum problema para contratar uma mulher que está escrito na cara: vadiaaaa. Dou um sorrisinho falso e pergunto para loira oxigenada à minha frente:

- Vim ver o senhor Monteiro. - A Barbie falsa do cão me olha de cima a baixo, como se eu fosse uma espécie não identificada. E diz:

- Senhor Monteiro, no momento, se encontra ocupado e não vai poder atendê-la.

A vaca me diz isso em tom bem irônico, que logo imagino que ele deve estar fodendo com ela, que, por sua vez, imagina que sou mais uma que saí com ele. Quem ela pensa que é? Olhando para ela, o burro a deve estar comendo, só pode. E essa daí deve achar que sou um casinho dele.

- Hummm, sério. Avisa que Jackeline Baptista está aqui e, para seu conhecimento, não preciso agendar horário, minha filha - digo isso com a minha paciência já se esgotando.

- Então, senhora Baptista, ele realmente está muito ocupado e não vai poder atendê-la. Eu vou marcar um horário com ele para semana que vem. Dia 3 de novembro, às 09hs.. Tudo bem? A Barbie acha mesmo que eu vou esperar ser atendida na semana que vem?

Ela enlouqueceu? Mesmo? Pego meu celular, ligo para o número do babaca do meu amigo e ouço uma voz dizendo:

- Rafael Monteiro. - Nossa como o filho da mãe sabe ser sério quando quer.

- Por gentileza, senhor Monteiro? - pergunto sabendo, que era o idiota.

- Sim?- ele respondeu.

- Seu idiota! Você poderia por gentileza vir aqui fora e dizer para a "PUTA" da sua secretária que eu não preciso marcar hora para falar com você - falo tudo isso de maneira bem doce e debochada. Ouço uma bela gargalhada e ele diz:

- Só você mesmo, Jack. - E a besta humana continua rindo da minha cara. Otário.

- Acabou? - pergunto. - Obrigada - respondo seca.

- Já estou indo aí, meu amor. - ele diz em tom apaixonado.

- Nem adianta falar desse jeito, usar esse tom comigo, Rafa. Comigo não cola!

Eu desligo o celular. Não demora muito, uns dois minutos, ouço abrir a porta e vejo Rafael apontar na porta da sua sala. Como sempre, um gato. O bom de sermos amigos é que nunca tivemos interesse em ficarmos juntos. Sempre fomos companheiros, confesso que às vezes, ele era um pé no saco, mas o amo do jeito que ele é.

- Meu Deus, como você está linda! - ele diz isso num tom divertido. E eu apenas o olho atravessado, fazendo com que ele ria novamente.

- Rafa, você é tão idiota - resmungo.

- Você me ama - provoca.

- Ah, coitado! Você se acha mesmo - debocho.

Ele vem até a mim e me abraça. Dou o braço a torcer e digo que amo esses momentos. Eu sei e ele sabe disso, porque não sou de demonstrar e ficar dizendo facilmente aos quatro ventos o que eu sinto. Quando ele me solta, vira para a loira burra e aguada da secretária e diz:

- Cristina, sempre que a senhorita Baptista vier aqui no escritório, pode deixar entrar, não preciso ser notificado.

- Mas, senhor Monteiro, nunca a vi por aqui. Achei que ela era mais uma das meninas que vêm aqui para te ver. O senhor me entende? - ela fala me olhando com desdém.

- Não entendi e nem quero entender. Por favor, Cristina, ponha-se no seu lugar. Por favor! - ele diz em tom sério.

- Sim, senhor! - a tal Cristina respondeu em tom triste.

- Agora, por favor, estarei ocupado conversando com a senhorita Baptista e não quero ser interrompido. Entendeu?

- Sim, pode deixar, senhor Monteiro!- Cristina responde com um olhar que me fuzila.

- Ótimo - ele diz e me olha.- E você, senhorita encrenqueira, entre agora na minha sala.

- Sim, senhor. Bato continência e entro na sala dele caindo na risada.

- Jack, pelo amor de Deus, você consegue ser mais simpática com os outros?

- Eu sou simpática, Rafa.- ironizo.

- Nossa, com certeza você é.- debocha e caminha para perto do sofá onde tem um frigobar.

- Rafa, você me conhece. Agora, já que você está perto da geladeira, pega uma Coca-Cola bem gelada? Para mim? - peço para ele já sentindo água na boca do gosto maravilhoso da Coca-Cola.

- Por conhecer você do jeito que te conheço, já sabia que iria querer a bendita Coca-Cola. Meu, você é muito viciada.

- Eu não acho - respondo, sentando-me no sofá, sinto-me como se estivesse em casa.

- Está confortável? - ele pergunta em tom de deboche, ao me ver praticamente deitada no sofá.

- Muito, você tem bom gosto - provoco, recebendo uma lata de Coca-Cola e continuo a dizer:

- Obrigada pela coca - falo tomando um bom gole da bebida, sentindo-a descer pela minha garganta e fico mais tranquila.

- Nossa, não sabia que uma bebida faz milagres, você parece outra pessoa - ele fala com um tom beirando a ironia.

- Como você é infantil. - Eu reviro os olhos.

- Eu sou um bom amigo - ele declara piscando o olho pra mim e eu reviro os meus novamente pra ele.

Eu o observo sentando-se no outro sofá.

- Sei, me tira uma dúvida?

- Qual, Jack? - ele pergunta curioso.

- Qual é da Barbie siliconada lá fora? - pergunto já imaginando a resposta.

- Hahaha. Jack, ela é uma boa secretária - ele responde em tom inocente.

- Rafa, ela deve ser boa de cama mesmo, Aff, você não poderia contratar uma boa secretária, não?

- Mas ela é boa! - ele diz, rindo e piscando o olho. - Sabia que você tem a mesma opinião que o Alex - comenta, revirando os olhos.

Capítulo 2 Capitulo 2

Jack

- Quem é Alex? Não muda de assunto, Rafael. Aposto que deve ser muito boa mesmo, pois é sinal de que você a come ou já deve ter comido. E se não comeu, come logo. Porque a Barbie ali acha que eu sou sua nova amante.

- Que linguajar é esse, Dona Jackeline? - ele diz em tom sério.

- Até parece que você não fala desse jeito com as "mulheres " boas" - comento fazendo aspas com os dedos.

- É normal falar. Sou homem.

- Jura??? Não sabia, pensei que você fosse mulher. - ironizo. Ele rapidamente muda o foco da conversa.

- Nossa, você não dorme, não? - pergunta com ironia.

- Bem que eu queria. Mas tem certa pessoa que acha que eu não devo dormir mais do que oito horas por noite e me chama em seu escritório bem no raiar do dia.

- Nossa. Jack, não sei como você aguenta. Se eu soubesse, nem tinha te ligado.

- Aguentando, Rafa, você sabe que eu sempre estou disponível para te ajudar. Venho aqui sempre que precisar de alguma ajuda. Agora, me conta o que está acontecendo para você ter me tirado da cama logo cedo.

- Você é um doce, né, amor?. - debocha.

- Sou um anjo - afirmo.

- Deixa o anjo ouvir isso - ele brinca.

Observo meu amigo sentado e percebo que ele tem pinta de galã sedutor. Esse deve ser o motivo de tantas mulheres viverem correndo atrás dele, ele só precisa estalar os dedos. Da posição que eu estou, minha arma começa a me incomodar, tiro-a de minhas costas, e quando olho para o Rafa, ele está com os olhos arregalados, surpreso, ao ver que eu carrego uma nove milímetros.

- Puta merda! Jack, você tinha que trazer uma arma com você? - pergunta sério.

- Rafa, até parece que você não me conhece? Tenho que andar armada devido a minha profissão. Esqueceu que sou segurança?

- Eu sei, só que nunca vi você com uma arma nas mãos antes.

- Nem era para você ver mesmo, ninguém a vê comigo, eu a escondo muito bem, ninguém percebe que estou com ela em meu corpo.

- Por isso que me ligou, eu pensei que era sobre a faca que você sempre carrega que tinha feito disparar os alarmes.

- Agora você sabe que não é isso. Olha, quase nem venho aqui no seu escritório, mano, você sabe que eu odeio elevador e já te disse isso. Então, para me receber, você podia ter uma sala no térreo - falo otimista

- Nem pensar, Jack. Você sempre soube que meu escritório fica na cobertura do prédio. Aliás, nunca entendi esse seu pavor de elevador.

- Eu sei, você poderia ter uma sala só quando fosse para me atender, né? - pergunto esperançosa e respondo à sua questão: - Eu também não sei, já até perguntei para minha mãe sobre esse pavor que tenho e nem ela sabe me explicar. - confesso.

- Sinceramente, você tem que ir a um terapeuta!- Ele avisa e sei que ele tem razão.

- Sim, mamãe. Pode deixar que te aviso quando eu for, tá? - declaro revirando os olhos mais uma vez para ele.

- Nossa, como você é brincalhona, muito prestativa - ele me fala fazendo revirar os olhos e ele continua: - Agora mudando de assunto, Jack. Tenho um amigo que está precisando de um segurança.

- Beleza, qual deles? - pergunto curiosa.

- Alex. O cara que eu disse que é muito parecido com você quando se trata da minha secretária.

- Ah, tá! Entendi. Bom, o que está acontecendo exatamente para ele precisar de uma segurança?

- É o seguinte... Ele está sendo ameaçado de morte por umas pessoas.- ele para de falar.

- E por quê? Vamos lá, Rafa, você não está me dizendo coisa com coisa, começa do início.

- Está bem, Jack, primeiro quero que você pense bem se você vai querer pegar o caso. Ok? - pergunta.

- Tudo bem - respondo e ele continua:

- Bom, é o seguinte, Alex é um amigo meu, tem trinta anos e é dono de uma agência de modelos que cresceu muito nos últimos cincos anos. Ele tem um casal de filhos, gêmeos, na idade de dez anos, que são uns amores.

- Nossa, então, ele teve filhos cedo, hein? - comento.

- Sim, é verdade. Sua esposa Sarah faleceu tem quase dez anos e o deixou só, com as duas crianças pequenas...

- Rafa, fala de uma vez, o que está acontecendo? - Quando ele finalmente conta, fico chocada com a revelação.

Capítulo 3 Capitulo 3

Jack

Permaneço em silêncio ao saber que as duas crianças ficaram órfãs. Aquilo era muito triste. Com um nó na garganta, comento:

- Nossa, que dó. Sinto pena daquele homem, que ficou viúvo novo e tem dois filhos pequenos para cuidar.

Rafa continua a falar:

- Sim. Mas no ramo em que ele trabalha acontece muita concorrência, a empresa dele é a umas das melhores e isso causa muita inveja.

- E esse é o motivo das ameaças? Nossa, que bom para ele e por que ele anda sofrendo tanta ameaça?

- Então, ele tem uma agência, nem sempre os concorrentes veem com bons olhos. Sim, é aquela velha história, quando uma empresa faz muito mais sucesso, as outras se sentem ameaçadas. E então ele começou a receber e-mails de ameaças, avisando que iriam destruir seu negócio se ele não se retratasse.

- Não se retratasse? Por quê? - pergunto, curiosa.

- Jack, você deve conhecer a agência dele da TV. Sarah Model's - ele diz e eu fico sem entender nada, o que uma TV tem a ver com o caso que ele está querendo me passar.

- Você sabe que mal tenho tempo para respirar- resmungo pra ele.

- Vou começar tudo de novo, ok? - Rafa diz e fico ali esperando que ele comece a me esclarecer as coisas.

- Beleza, estou ouvindo. - respondo curiosa.

- Vamos lá, Alex tem uma agência de modelos chamada de Sarah.- Ele começa.

- Sim, conheço essa agência, ela tem o mesmo nome da esposa falecida?

- Sim, Sarah era uma modelo belíssima e adorada por todos. O próprio Alex a venerava.

- Nossa, essa Sarah deveria ser bem especial! - digo essa frase sentindo até um pouco de inveja da mulher morta. E que Deus me perdoe.

- Sim, era. Até que ela descobriu que tinha uma doença incurável, no começo, foi um choque, afinal, Sarah era a alegria de todos.

- E o Alex, como reagiu? - pergunto curiosa com a história.

- Muito mal, quando descobriu, quebrou todo o escritório e foi amparado por ela.

- Que horror, Rafa.- Senti-me compadecida pela história da moça que viveu pouco, nem pôde ter a chance de viver com seu marido, o tal do Alex, que deveria amá-la muito. Coitado! - Rafael continua a me contar a história:

- Sim, Sarah tinha problemas cardíacos muito graves. Ela não poderia nunca ter engravidado, se quisesse permanecer viva.

- Deixa ver se eu entendi, Sarah era cardíaca, mas morreu depois de muitos anos que tinha concebido as crianças.

- Sim, vou lhe contar a história de Sarah. Ela nasceu com sopro no coração, mas não sabia que tinha a doença. Seus pais sempre esconderam a verdade dela, deixando-a viver conforme ela queria. Sarah diversas vezes passava mal, e uma vez, em uma conversa comigo, ela disse que foi ao no médico e através de exames, descobriu que era cardíaca. Ela deve ter ficado arrasada com os pais - fala isso com muita empatia.

- Como reagiram quando ela descobriu a verdade? - pergunto curiosa.

- Bem, eles concordaram com tudo o que o médico disse. Ela ficou muito chateada com eles por terem lhe escondido a verdade, mas, depois tudo, ficou bem entre eles.

- E o marido dela? - pergunto curiosa.

- Então, como já lhe disse, ele reagiu mal quando ela lhe contou. Quando a doença veio à tona, ela já estava grávida dos gêmeos. Foi uma gravidez complicada e por pouco Sarah não morreu no parto. Foi feita uma cesariana e as crianças ficaram bem. Sarah entrou em choque e ficou alguns dias na UTI. Foi um milagre ela ter saído de lá. Ela foi melhorando, só o que não sabia era que sua condição de saúde tinha piorado muito. Depois da gravidez, ela começava a ficar cansada por qualquer coisa boba, até que um dia foi encontrada caída no quarto.

- Tive tanto dó do Alex, a esposa enferma e ele cuidando dos bebês! -Após esse acontecimento, Sarah foi mandada direto para o hospital. Seu coração estava falhando e, depois de uma semana internada, não aguentou e faleceu... Alex resolveu se refugiar no trabalho. Mudou o nome da agência de "Belíssima" para "Sarah Model's" em homenagem à esposa. E hoje se dedica exclusivamente aos seus filhos nas horas vagas.

Rafael, com muito pesar, termina a história. Eu fico comovida com tudo que escuto.

- Meu Deus, quanto sofrimento - respondo penalizada com a situação.

- Sim, é verdade! Sarah não durou muito e acabou falecendo uma semana depois de ter sido internada. Seu coração não aguentou - diz com pesar.

- Nossa... - É a única coisa que consigo falar ainda chocada pelo que ouvi. - Que triste que ela tenha morrido. - respondo sentindo pena de um homem que perdeu seu grande amor e pelos seus filhos que perderam uma mãe.

- Verdade! - concorda e continua: - O Alex quase não sai de casa por causa das crianças e eu entendo isso.

- Bom, e as ameaças vêm de onde? E por que ele tem que se retratar?

- Estou chegando lá. Em uma noite de eventos para levantar donativos para o hospital do coração, tinha um agente de talentos e, como era normal a gente tratar desse assunto, a tal Verônica foi apresentada pelo seu agente a Alex, dizendo que ela era o tipo certo de modelo para a agência.

- Qual a reação do seu amigo e o que aconteceu depois? - pergunto curiosa.

- Bom, Alex pediu para que a moça passasse na agência e levasse seu book, para que o pessoal da agência pudesse avaliar. E foi o que ela fez e eu admito que as fotos eram realmente muito boas.

- Pelo amor de Deus, Rafa, você não perde uma... - Ele prossegue:

- Verônica começou a trabalhar, rendendo muito dinheiro para a agência. Até que em uma noite, ela ficou esperando Alex, que estava saindo para pegar o carro no estacionamento. Verônica estava esperando por ele no estacionamento e disse que lhe precisava falar em particular e assim foi a conversa, ela falou um monte de besteira e, chegando mais perto, o beijou.

- Puta merda! Que louca. Cara, isso foi foda!- respondo chocada.

- Foi mesmo. Alex a empurrou e pediu-lhe que nunca mais fizesse isso. Porque senão teria que demiti-la da agência.

- Aposto que a vadia não entendeu e voltou a fazer novamente.

- Isso. Voltou, sei lá, era como se fosse uma espécie de desafio ela fazer isso com o Alex. Numa noite, ela entrou no escritório dele, tirou a roupa e ficou nua. Você acredita?

- Puta, merda! É surreal. E o que Alex fez nessa situação? ─ pergunto incrédula, chocada e também com nojo dessa mulher.

- Sim, aí ele pediu que ela se vestisse e avisou que estava demitida, porque aquilo havia passado dos limites. Verônica ficou louca e disse que ia denunciá-lo por assédio.

- Sinceramente, não sei o que dizer sobre essa história. - respondo.

- Nem eu mesmo sabia o que dizer quando Alex me contou, tive a mesma reação. O pior aconteceu. Logo que ela foi embora, ele me ligou. No dia seguinte, ela procurou a mídia, fez a acusação e a notícia se espalhou. Declarando que ela era um anjo, uma santa, e ele, o próprio demônio. É claro que a mídia caiu em cima dele, atacando por tudo que é lado. E a situação acabou colocando em risco os gêmeos.

- Você está de brincadeira - comento.

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