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Um bebê para o CEO italiano

Um bebê para o CEO italiano

Autor:: Franciele Viana
Gênero: Romance
Gabriela Nolasco estava comemorando a sua formatura em uma boate badalada do Rio de Janeiro, quando conheceu o homem mais incrível que seus olhos verdes já virá. Uma noite de loucura e sexo selvagem, foi o que bastou para ela carregar a marca daquela noite para sempre.. Dois anos depois ela começa a trabalhar para o pai do seu bebê e aquela noite de loucura vai reacender em ambos. Lorenzo Mancini já está cansado de ouvir da sua família que ele já passou da hora de casar.. Como filho único é o responsável por produzir herdeiros, mas no auge dos seus trinta e oito anos, ele nem se quer viveu um grande amor. Exceto por uma noite de loucura em uma das suas boates.. Onde ele virá a mulher mais linda e encantadora que já existiu. Depois de uma noite de loucura a garota sumiu como fumaça.. Agora ela aparecia depois de dois anos, com um segredo que podia salvar a herança de Lorenzo.. E junto com ela vinha todo o desejo reprimido e a descoberta de algo novo.

Capítulo 1 1 Estranho

Quatro anos... Quatro longos e malditos anos, que eu ralei muito na faculdade de administração.. Bem os números são a minha praia, mas eles são e foram a minha maior dor de cabeça nesses quatro anos.. Mas agora eu estava me formando. Eu nem podia me conter de tamanha a felicidade, eu queria agora arrumar um emprego e sair do apartamento do meu irmão. Eu amo o meu irmão e ele é a única família que eu tenho. Nós perdemos os nossos pais em um acidente de avião.. Isso já tem dez anos, eu tinha apenas quatorze anos e Diogo tinha apenas vinte e quatro anos.

Diogo foi o único responsável por mim, ele não abriu mão da minha guarda para ninguém.. Mesmo que como pediatra em formação, ele não tinha muitas condições.. Mas ele deu o jeito dele, eu sempre apreciei isso e fiz valer cada moeda que ele investiu em mim, nunca perdi um ano na escola.. Nunca dei despesas extras, pois sabia que ele se matava de tanto trabalhar para fazer tudo por mim.. Por nós. Era um sonho dos nossos pais nos ver formados.. Diogo foi o primeiro e infelizmente, nem a formatura do meu irmão eles chegaram a presenciar.

Soltei um longo suspiro e me olhei mais uma vez no espelho.. Aquele vestido preto e justo realmente acentuava tão bem nas minhas curvas, aquele salto realmente não era muito a minha cara.. Eu preferia um tênis, mas eu e que não iria destoar o look que Julia montou para mim. Eu sei que ela ficaria realmente chateada.. Depois de meses falando dessa boate.. Passione, ela me mataria se eu a contrariasse junto hoje.

-Você está um arraso Gabi! – levantei os meus olhos para encontrar os dela através do espelho. Julia usava um vestido também justo, só que na cor verde escuro. Ele tinha alguns brilhos e ela usava uma botinha.. Eu senti inveja instantaneamente, aquilo parecia bem mais confortável. -não haverá um homem que não vá ficar louco por você está noite -ela falou e eu inclinei a minha cabeça para trás e soltei uma gargalhada.

-Eu ainda estou seguindo as mesmas regras – falei e ela revirou os olhos azuis. Julia sabia bem quais eram as regras.. De não se envolver com ninguém até estar formada, mas agora eu já estava formada.. Então o que me impedia? Não sei só sei que aquilo era também um jeito de me proteger. Eu nunca fui imprudente.. E não tinha a intenção de ser. -agora falando bem sério.. Nós poderíamos trocar os sapatos – falei com olhos suplicantes.

Julia e eu tínhamos o mesmo corpo, torneado e com um bumbum empinado.. Calçávamos o mesmo trinta e seis, mediamos 1,68.. Talvez ela medisse 1,69. Só o que nós diferenciava era os cabelos e olhos .. Enquanto os meus cabelos eram negros e olhos verdes, ele tinha cabelos castanhos bem claros e olhos azuis cristalinos. Nós éramos grudadas desde que eu passei a morar com o meu irmão.. Fizemos o ensino médio juntas, moramos no mesmo prédio e fizemos a faculdade juntas.. Só que ela optou por gastronomia, o que era de se esperar tendo em vista que ela sempre amou a cozinha e fazia aquilo muito bem.

-Nem pensar.. Esse salto combina com esse vestido, ele é delicado e marcante -ela falou e eu arqueei a sobrancelha -combina com tudo.. Deixou até o seu bumbum mais empinado – ela falou e me deu um tapa ali.. Sem que eu esperasse.

-Eu tenho a impressão que vou cair.. Se eu tiver que ficar muito tempo aqui em cima -falei e ela gargalhou, eu não via a menor graça por outro lado.

-Você não vai! Não é a primeira vez que você o usa – ela falou e tinha razão, não era a primeira vez que eu usava.. Eu tinha ganhado o salto de Diogo, quando eu passei para a faculdade. Eu o usei para comemorar, agora o usava novamente para comemorar a formatura. -Diogo vai? – ela perguntou despreocupadamente, meu irmão não era muito fã de boates.. Ele mal foi na minha comemoração a quatro anos atrás, agora eu duvidava que ele iria.. Diogo preferia me levar para jantar depois, como havia me dito.

-Não.. Ele tem muito trabalho, mas garantiu nos levar para jantar – ele sabia que não tinha chance de eu ir jantar, sem o meu grude junto comigo. Julia abriu um largo sorriso e olhou no celular, quando ele anunciou uma notificação.

-O nosso Uber chegou – ela cantarolou aquilo, eu olhei mais uma vez no espelho.. Ela havia feito baby lis no meu cabelo, deixando ele ainda mais volumoso e muito bonito. -vamos lá, pois eu quero beber e dançar muito – ela cantarolou novamente, toda e completamente empolgada.. Eu apenas balancei a cabeça, peguei a minha bolsa e a segui.

O céu do Rio de Janeiro estava limpo, era o esperado para o dia que fez.. Foi um dia bastante quente, eu digo isso porque Julia me carregou de um lado a outro.. Durante o dia, eu pude sentir bem na minha pele. Ela estava realmente empolgada.. Iríamos encontrar os nossos amigos na Passione, então ela queria estar deslumbrante.

Julia foi tagarelando o caminho inteiro, da Barra da Tijuca até o Leblon.. É ela tinha coisas a falar, mais do que eu tinha disponibilidade de escutar, mas até o pobre do motorista teve que ouvir e dar a sua opinião. Eu quase tive pena do homem, ele não tinha culpa de ter a minha amiga como passageira.

Assim que o carro parou em frente a boate.. Eu abri a minha boca, agora eu entendia o motivo de ela querer ir naquele lugar.. Era realmente incrível, eu nem gostava de boates.. Ou coisas que envolvia música alta e bebida, mas aquele lugar realmente me ganhou. Julia me disse que era uma boate, mas que também funcionava um restaurante no terraço.. O meu queixo foi literalmente ao chão, o lugar era em um prédio de três andares.. Sendo o último o do restaurante.

-Vamos lá gatinha... Se solte por favor, Gabi -ela falou assim que paramos na recepção, até a fila que tinha no lugar era chique.. Ninguém ficava empurrando ninguém, ou pendurados nas grades querendo entrar. Todo mundo que estava ali, deveria saber que iria entrar.. Tendo em vista as suas caras de nojo. Me senti tão incomum ali no meio deles, mas Julia parecia estar em casa.. Eu nem sabia que ela tinha costume com aquele lugar.

-Por que você parece tão a vontade aqui? – perguntei baixinho, enquanto Julia falava com uma recepcionista loura que tinha o nariz em pé e olhava alguma coisa em seu tablet.

-Eu não estou... Mas ninguém precisa saber disso – ela falou para mim, quase em um sussurro. Eu reprimi um riso.. Nesse momento a loura liberou a nossa entrada, dois postes que estavam na portaria deu-nos espaço.

Entramos por um corredor bem iluminado.. Que dava diretamente a área principal da boate, onde encontraríamos os nossos amigos. Julia estava praticamente saltitando.. E Eu estava tentando me equilibrar, o que parecia bem mais fácil depois de um tempo. O lugar estava cheio e as pessoas dançavam animadamente. Julia e eu fomos até o canto mais afastado em que nossos amigos da faculdade estavam, cumprimentamos e fomos cumprimentadas.. Logo estávamos bebendo e se divertindo.

Depois de algumas horas e de muitos drinques na veia, eu estava dançando como uma louca na pista. Aquela era a minha formatura, eu tinha que me divertir.. Com Julia, com os nossos amigos.. Depois de hoje começaremos literalmente a vida de adulto. Aquele era o dia de loucuras, de ser irresponsáveis e de não pensar em nada a não ser nos divertir.

O meu corpo estava tão leve se movendo de uma lado a outro, no ritmo exato da música.. Meu coração batia tão desesperado, eu podia sentir o meu sangue pulsar por toda a minhas veias. Aquilo só me deixava mais instigada a continuar dançando.. Pouco me importava as atenções que eram direcionadas a mim, eu não me importava que alguém me acompanhasse na dança.. Desde que não passe disso.

Estava tão distraída em meus devaneios.. Que não percebi que um corpo se movia junto ao meu, senti duas mãos fortes segurar a minha cintura. Tive vontade de me virar para ver de quem se tratava, mas as mãos que me seguravam.. Impedia-me de virar, apenas conseguia me mover.. Sentindo a quentura do corpo do estranho, contra o meu corpo.

Eu estava alterada demais para me importar com quem quer que fosse.. De uma coisa eu tinha certeza, ele não tentaria nada comigo.. Não com todos os meus amigos a redor, eu também não iria criar caso.. Pois estranhamente eu estava gostando daquele corpo se movendo junto ao meu. Me passava uma segurança, de que eu podia dançar como eu bem entendesse que nada iria me acontecer.. Foi isso exatamente o que eu fiz, pelos próximos minutos enquanto a música soava no lugar.

Eu já estava sentindo o meu corpo todo suado.. O vestido que já era justo, se colou ainda mais ao meu corpo.. Fazendo ele subir em algum momento enquanto eu dançava. A minha boca seca pedia alguma bebida urgentemente.. Eu iria me afastar quando senti a mão do estranho agarrar o meu braço.. Virando-me diretamente para ele. O meu rosto dava diretamente para o peitoral do meu estranho.. E olha que eu estava de salto. Fui subindo de um peitoral firme e encoberto por um blazer preto, Para um queixo anguloso, lábios grosso envolto de uma barba por fazer.. Um nariz lindo e aparentemente natural.

Até me deparar com dois lindos olhos azuis escuros.. Ou talvez fosse só a luz da boate, os cabelos negros penteados calculadamente para trás.. Era um verdadeiro deus grego o meu estranho. Nem podia acreditar que aquela maravilha estava o tempo todo atrás de mim.. Santo Deus de misericórdia. Senti o ar parar de circular pelos meus pulmões.. Eu não pude deixar de notar que ele também me avaliava.

-Ciao Bella -puta merda.. Não era um deus grego.. Era um deus italiano! Bem que eu havia notado que algo nele não me lembrava em nada os homens brasileiros, mas foi só o cumprimento que me fez cair em si.

-Ciao – respondi ainda boquiaberta, o deus italiano deu-me um sorriso largo de dentes brancos e perfeitamente alinhados. -preciso beber algo – falei para mim, enquanto me virava e ia em duração ao bar.. Precisava me afastar do magnetismo daquele estranho. Eu até iria procurar por Julia.. Se não tivesse certeza que ela deveria estar aos beijos com alguém por aí.

-Você dança muito bem.. Bella-oh Deus, eu quase derreti ao ouvir a voz do estranho bem próximo ao meu ouvido. Ele estava novamente atrás de mim.. Enquanto eu estava debruçada no bar, tentando conseguir alguma coisa... Estranhamente o bar deixou de atender as louras siliconadas na outra extremidade, se virando para mim.

-Eu vou querer uma.. – antes que eu pudesse falar o estranho falou por mim, sua voz foi cortante.

-Água! -o barman foi prontamente atender a ele, não a mim que iria pagar.. Me virei para o deus italiano pronta para mandá-lo ir a merda, mas encontrei os olhos tão ternos em mim que desisti.. Com o dedo em riste -Você precisa de água Bella! – naquele momento eu acreditei piamente que eu precisava de uma água, a minha garganta também acreditou naquilo.

-Tudo bem.. Eu preciso achar a minha amiga -falei, vi os olhos azuis escuro me avaliar.. Enquanto eu tentava desesperadamente cair de volta na razão.

-Eu vou achá-la para você Bella – ele falou, santo Deus o que era aquele homem mesmo? Parei de tentar compreender aquilo, quando a minha água foi entregue.. Eu a bebi rapidamente em goles longos.

-Não.. Eu posso fazer isso sozinha! – falei tomando o meu controle novamente.

Enquanto eu me afastava podia sentir os olhos dele em mim.. Seu que tinha várias pessoas ali, mas eu senti que era os olhos dele. Aquilo causava um reboliço dentro de mim.. Eu tinha certeza que era os olhos dele e não a bebida que eu já havia ingerido. Eu não encontrei Julia o que se reforçava a minha teoria de que ela estava realmente com alguém.

Mas eu consegui encontrar os nossos amigos, fiquei com eles algum tempo.. Mesmo assim eu ainda sentia aqueles olhos em mim, olhei em volta de todo o lugar.. Mas eu não o consegui localizar. Estranhamente eu não me sentia amedrontada com aquilo, excitada era a palavra certa. Talvez fosse a quantidade de álcool correndo em minhas veias que estivesse me deixando daquele jeito.

Depois de um tempo Julia apareceu sozinha.. Mas com o batom completamente borrado, ela não falou nada da pessoa que estava com ela, eu também não perguntei muito. Nós continuamos a curtir. Eu ainda podia sentir a intensidade dos olhos do deus italiano em mim. Eu só não sabia como administrar tudo aquilo.. Pedi licença e caminhei até o banheiro, eu precisava jogar ao menos uma água no meu rosto, até porque aquela altura eu pouco me importava com a maquiagem.

Caminhei pelo corredor cheio de pessoas.. Algumas delas se beijando e outras apenas esperando para ir no banheiro também. Quando eu senti o meu braço ser agarrado... Pela segunda vez naquele noite, eu me virei dando de cara com o deus italiano, novamente.. Aquilo não era mais coincidência, aquilo já podia ser considerado perseguição.

-Você.. Novamente -falei -Por acaso é algum perseguidor? -questionei e ele riu.. Eu podia perceber o olhar de cada mulher para ele, não era um olhar qualquer de desejo.. Era olhares de predador, de alguma forma me excitava que ele nem estivesse se dando conta daquilo.

-Apenas quando alguém me interessa.. Bella, você me interessa muito! -senti as minhas pernas tremer, dizer que eu me senti a abalada com aquilo era pouco. Eu estava abalada, excitada e aqueles olhos dele me prometiam tanta coisa.. Eu estava realmente pensando em fazer uma coisa louca, coisa que eu nunca pensei em fazer em todos esses anos.

-Eu.. Por que eu? -o pingo de juízo que ainda me restava me fez questionar.. Era só um pingo mesmo, porque eu já estava quase derretendo na intensidade dos olhos dele.

-É a mulher mais linda que eu já vi -a voz dele saiu baixa, rouca e me causando arrepios por todo o corpo. Eu não protestei quando ele se afastou para um canto mais escuro.. Me levando junto, seus dedos afastaram o meu cabelo, enquanto ele mantinha os olhos presos nos meus.

Sem pedir licença.. A boca dele chocou-se com a minha, seus lábios eram tão macios.. A sua barba por fazer causava um arrepio diretamente a minha intimidade. Eu gemi longamente com o contato, sua língua experiente dominava a minha língua.. Suas mãos fortes e firmes apertavam a minha bunda, trazendo-me mais para perto dele.. Tão perto que não sabia onde um começava e terminava o outro.

Os lábios experientes dele se movia tão torturante nos meus, seu gosto era tão bom... Eu estava sentido a minha intimidade tão encharcada, me sentia tão lânguida de desejo. Ele apertou o seu corpo junto ao meu, me fazendo sentir toda a sua potência.. Soltei um gemido direto em sua boca e me afastei, procurando me recuperar.

-Vem comigo Bella – ele pediu com os olhos brilhando de desejo.. Eu não podia, mas eu queria. Eu não deveria, mas eu queria.. Eu nem sabia quando iria encontrar um homem tão bonito quanto ele, me querendo daquele jeito.. Talvez, nunca mais em toda minha vida. Talvez a bebida estivesse ajudando a minha decisão.. Ou talvez fosse só o meu desejo.

-Eu vou.. Vou mandar uma mensagem para a minha amiga -falei e vi o sorriso dele se alargar.. Ele beijou o meu queixo, meu pescoço.. Tudo isso enquanto eu pegava o meu celular, ele estava me tirando o foco.. Me enlouquecendo por completo. Reclamei e ele se afastou um pouco.

-Avise-a Bella.. Logo depois você será inteiramente minha – senti um frio na barriga só de imaginar tudo o que aquele homem poderia fazer comigo..

Capítulo 2 2 Cartas a mesa

A minha cabeça estava a ponto de explodir.. Flashs do que aconteceu, vinham e iam com facilidade. Era só eu abrir os meus olhos e era tomada de assalto por vários coisas que aconteceram na noite.. Já era de manhã? Não havia claridade nenhuma no quarto.. Quarto? Merda.. O que foi que eu fiz? Será que eu estava tão louca assim para ir para a cama de um estranho.. Um estranho muito gostoso afinal.

É pelo visto eu fui sim.. Sentei na cama, o deus italiano dormia profundamente ao meu lado.. Peguei o meu celular que estava em minha bolsa, já era quase seis da manhã.. Aquilo significava que eu só havia dormido por um hora, desde que chegamos a esse quarto de hotel.. Tudo o que fizemos foi matar o nosso desejo de maneira desenfreada e enlouquecedora. Ele se mexeu na cama, me lembrando que eu tinha que dar o fora dali o mais rápido possível.. Tudo tinha sido muito incrível, mas apenas uma loucura que não vai voltar a se repetir, eu nem se quer sei o nome dele e ele o meu.. Assim é bem melhor!

Catei as minhas coisas espalhadas pelo lugar.. Caminhei lentamente até a porta, mas não sem olhar pra trás mais uma vez e ver dormindo a melhor transa da minha vida.. E a certeza de que nunca mais nos veríamos novamente, o cara deveria ser um turista.. Ou algo do tipo, não costumávamos ter espécimes tão belos como esse por aqui.

Assim que eu cheguei em casa, corri diretamente para o meu quarto.. Eu com certeza iria dormir a manhã inteira, eu estava completamente quebrada.. Meu corpo doía em lugares que eu nem sabia ser possível, mas só de lembrar o porquê de ele estar dolorido.. Me fazia gemer instantaneamente, lembrar dos beijos do meu deus italiano, das suas mãos, sua veneração.. Me deixava quente e cheia de desejo novamente.

-Meu Deus.. Gabi, nem acredito que você chegou -o meu quarto foi invadido por Julia, ela tinha uma expressão de alívio em seu rosto -meu Deus.. Você não é irresponsável sempre, mas quando decide ser. Você praticamente testa o meu coração -ela falou.. Estava com o rosto todo amassado, mas o que me chamou mais atenção foi a camisa de Diogo em seu corpo.

-O que está fazendo aqui? Ou melhor onde você dormiu e por que está com a camisa de Diogo? – perguntei e vi o seu rosto ser tingido por um vermelho carmim, aí meus Deus.. Aí meu Deus, pelo visto não era só eu que tinha irresponsabilidades a confessar.

-Eu... É.. Primeiro me diga que irresponsabilidade foi essa Gabi -ela pediu, claramente mudando de assunto e prolongando mais o seu tempo.. Para inventar qualquer desculpa. -Você vai no banheiro.. Demora hora e eu só recebo uma mensagem sua dizendo que tinha saído com alguém, que eu não precisava me preocupar -ela falou.. Colocando daquele jeito, eu realmente parecia uma irresponsável agora.

-Tudo bem... Eu sei que eu agi muito errado tá, mas caramba eu tive a melhor noite da minha vida nos braços de um desconhecido -falei e ela abriu a boca em choque, percebi que ela tentou verbalizar os seus pensamentos.. Mas nenhuma palavra saiu. -eu prometo te contar tudo.. Mas depois que eu dormi, eu não preguei os olhos -falei.

-É... Eu acho que nós teremos muito o que conversar depois -ela falou e eu levantei a sobrancelha em sua direção, senti que Julia não estava falando aquilo apenas por minha causa. – Eu também preciso dormir.. Posso dormir com você? – perguntou e eu balancei a cabeça oferecendo um sorriso singelo a ela.

Abri espaço na minha cama, para uma Julia que se jogou ali no meu habitat.. Como ela sempre fazia, desde que eu me lembrava. Assim que ela se acomodou, eu coloquei a cabeça no meu travesseiro.. As imagens da noite anterior me invadiram com força total. Enquanto Julia dormiu assim que se deitou, eu fiquei rodando de um lado a outro.. Olhos azuis escuros, sotaque italiano, beijos quentes e sexo selvagem povoavam a minha mente.

Deitei virada para o tento.. Levei a mão abaixo da cabeça, eu tinha que parar com aqueles pensamentos e focar no fato de eu estar cansada.. Foi só deitar e o meu sono se espalhou, eu dava aquele acontecimento como único e irresponsável.. Depois que o efeito do deus italiano passasse eu voltaria ao normal! Eu tinha a plena e absoluta certeza daquilo.

Eu não me lembro exatamente o momento em que eu consegui pegar no sono finalmente, mas em algum momento entre tentar me livrar dos pensamentos sobre o deus italiano e o meu cansaço.. Eu consegui enfim. Quando eu acordei, não tinha a noção mínima de tempo e nem que dia era aquele.. Tudo o que sei era que eu estava sozinha na cama, não sabia se Julia ainda estava em casa, ou se ela já havia ido embora.. O que eu apostava a que não tinha acontecido.

Levantei e joguei apenas uma água no rosto, ao olhar no espelho do banheiro eu quase cai para trás.. O meu rosto estava horrível, mas a minha barriga roncando de fome estava bem pior. Não foi surpresa nenhuma encontrar Julia na cozinha comendo um sanduíche natural.. Aprendemos aquele sanduíche com a avó dela e era ótimo para substituir por um hambúrguer.. O que era mais gorduroso e não ajudava em nada a manter o nosso corpo.

-A bela adormecida acordou – na hora que eu entrei na cozinha Julia falou me paralisando, a palavra "Bella" me lembrava um certo italiano... Me lembrava de quantos vezes eu fui chamada de Bella em menos de vinte e quatro horas. De cada contexto que aquela palavra "Bella" foi colocada. -Eu estou falando com você.. Esta tudo bem? -ela perguntou franzido o cenho e levando o suco de laranja a boca.

-Está... Está sim! – falei, mas ela não desviou os olhos de mim -eu demorei a dormir.. Que hora é essa? – perguntei.

-Quase três da tarde.. Senta aí, ainda tem sanduíche – ela falou – nós precisamos conversar -ela tinha razão, por isso eu cortei a distância da porta, onde eu me encontrava, me sentei na mesa da cozinha de frente a ela.

Contei a ela cada detalhe.. Do que eu senti desde a boate, quando o deus italiano colocou as mãos em mim. Julia ficou irritada por eu não ter lhe contando isso lá mesmo, mas também me entendeu.. Contei da loucura que foi sair da boate com ele, mesmo assim eu não me arrependia de nada.. O homem era maravilhoso, ele me venerou literalmente.. Cada parte do meu corpo, cada célula minha se sentia vibrar... Assim que ele punha as mãos em mim, não só as mão a boca e o pau.

Contei que eu nunca me senti tão bem com um homem.. Bem antes dele eu só tive um idiota na minha vida. Quer dizer ele não era um idiota.. Era só um filhinho de papai que tinha vergonha da namorada pobre, pensando bem ele era um idiota sim. Como eu me arrependia de ter dedicado tanto tempo de mim aquele babaca.. Ele nunca me fez sentir um terço do que eu senti na noite passada.. E nada madrugada também.

-Eu fico feliz por você Gabi.. Mas merda, você quase me matou -ela falou – se esse cara fosse um psicopata.. Você pensou nisso? -ela perguntou e eu ri balançando a minha cabeça.

-Eu seria uma morta feliz agora -ela abriu a boca em ultraje. -Agora a senhora pode me dizer tudo o que me esconde também -falei e vi ela engasgar, agora que eu tinha certeza que havia algo acontecendo com toda a certeza.

-Eu.. É – levantei a sobrancelha quando ela começou a enrolar nas palavras. -Eu e Diogo estamos juntos -ela falou de uma vez.. Me deixando de boca aberta, eu tinha uma certa desconfiança, mas ouvir as palavras da boca dela era.. Outra coisa.

Capítulo 3 3 Eu estou grávida!

-Está bem.. Você, minha melhor amiga e o meu irmão – falei e repeti aquilo na minha cabeça, não era estranho era só Estranho para caralho. Eu não sabia como colocar aquilo em palavras.. Não que eu tivesse alguma coisa contra, amava Diogo e Julia na mesma proporção.. Só não entendia o fato de eles esconderem isso de mim.. Até agora.

-Não faz essas caretas Gabi – ela pediu e eu nem sabia que estava fazendo careta. -Simplesmente aconteceu – ela falou com a voz um pouco baixa

-Desde quando? – perguntei, olhando diretamente em seus olhos. Ela balançou a cabeça, aquilo significava que tinha algum tempo que eles.. Era a minha melhor amiga e o meu irmão tudo bem.. Tudo bem! Aquilo não era nenhuma bicho de sete cabeças, ninguém iria morrer por aquilo.. Eu dava graças a Deus por estar tão relaxada, caso contrário eu poderia ter um pequeno surto.

-Tem um mês – ela falou e eu arregalei os olhos.. Um mês, tem um mês que eu viajei para fazer um trabalho com a minha turma de administração – foi quando você viajou – ela percebeu que eu tinha pensando exatamente naquilo. -Eu tenho tanto medo de perder a sua amizade.. Por isso eu nunca te contei – franzi o cenho.. Nunca me contou? Se só tinha um mês.. Como assim nunca? -Escuta.. Só escuta por favor – pediu e eu Puxei uma respiração forte. -Eu sempre gostei dele, mas eu sempre prezei a nossa amizade.. Nunca quis ter que dividir isso, e eu estava indo bem.. Até o dia que você viajou e eu me esqueci, vim aqui e bem.. – ema parou

-Você não pode mais se segurar? – perguntei e vi lágrimas brilhar nos olhos dela.

-Não.. Não pude, mas não foi uma coisa carnal. Quando eu lembrei que você tinha ido viajar eu estava saindo e ele pediu que eu ficasse – ela falou – tem noção do que é isso.. A pessoa que você pedindo para você não ir, no começo achei que a conversa iria ser sobre você -fez uma pausa – mas ele começou a contar uma história.. Uma história que resumia bem o que sentíamos, mas por medo de magoar você.. Sempre reprimimos e também pela diferença de idade -ela falou e a questão da idade fazia mais sentido, eu jamais colocaria barreira entre eles. Levei a minha mão até a dela por cima da mesa.

-Você sabe que eu jamais os condenaria.. Ou ficaria chateada – falei e ela abriu um sorriso. Seus olhos voltaram a brilhar, dessa vez pelo motivo certo.

-Você é minha melhor amiga.. É a família de Diogo, a prudência fez mais sentido – ela falou e eu me senti mal por saber que pensaram em mim ao invés de se entregarem ao que sentia a tempos. Levantei do meu lugar e me joguei no colo de Julia.

-Agora além de minha melhor amiga.. Você também é minha cunhada é da família – falei e ela gargalhou com vontade.

-Eu achei que já fosse da família – ela falou enquanto eu a apertava em abraço. Balancei a minha cabeça em falsa negativa e ela riu ainda mais.

-Meu Deus.. Acho que eu nunca te vi tão dramática – falei e ela fez um biquinho que me fez retorcer o rosto em uma careta, voltei para o meu lugar rapidamente -por que vocês dois não me contaram isso juntos? -perguntei.

-Eu convenci o seu irmão que era melhor assim.. E eu também precisava conversar com você sobre a noite passada, não foi nada fácil inventar uma desculpa pra ele -ela falou me fazendo levantar a sobrancelha em sua direção. Confesso que estava curiosa para saber o que ela falou.. Julia percebeu a curiosidade estampada em minha cara. – eu disse a ele que você tinha dormido no taxi e acabou indo com uma colega para a casa dela – ela falou dando de ombros, eu só me espantava era de Diogo ter acreditado naquilo.

-O que me espanta é o Diogo ter acreditado nisso – falei balançando a minha cabeça de um lado a outro, de repente a gargalha de Julia invadiu o lugar.. Eu levantei a minha sobrancelha em direção a ela, esperando saber o que eu havia dito de tão engraçado.

-Na verdade.. Ele não acreditou, mas eu o convenci de outra forma -arregalei os meus olhos, horrorizada com o que ela estava dando a entender. Eu quase senti a minha bile vir a boca.. Era o meu irmão, ela não podia me falar aquelas coisas... Com aquelas insinuações.

-Julia.. Por favor, guarde essas insinuações para você – falei e vi ela rir mais ainda, achei que ela estivesse ficando louca.. Ou talvez eu estivesse.

-Não é o que você está pensando Gabi.. Eu juro – ela falou me fazendo suavizar um pouco a minha expressão. – você sabe que quando ele começa a falar do trabalho.. Ele perde horas e horas, eu usei isso como escape -ela falou e foi a minha vez de rir, agora acompanhada por ela. Acho que ela entendeu.. Que eu não queria imagens obscenas do meu irmão com a minha melhor amiga, aquilo seria um pouco demais para mim.

Tivemos um dia apenas para nós duas.. Um dia pós chutar o balde na balada, volta e meia eu não podia de me pagar pensando no deus italiano que me levou as nuvens. Eu mesmo cheguei a pensar nos "e se" e se eu não tivesse saído daquele jeito, e se eu tivesse o conhecido em outro lugar, e tivéssemos mais uma oportunidade. Eu dava um jeito de me livrar daqueles pensamentos rapidamente.

Eu tinha sorte de o cara não ser um traficante internacional de órgão.. Era só isso o que ele iria conseguir de mim, ou se ele fosse um traficante de mulheres para o mercado de escravas sexuais. Balancei a minha cabaça com aquelas possibilidades hediondas. Era tudo a mais pura loucura da minha menta.. E também a ressaca moral, depois de ter meu organismo limpo da bebida eu me via raciocinando e querendo me bater pelas burradas que eu fiz.. Bem, mas tinha sido a melhor burrada da minha vida.

Duas semanas haviam se passado.. Eu me sentia extremamente cansada e dormido bem mais do quê a cama, por duas vezes Diogo teve que me arrastar da cama, quase eu perco as entrevistas de emprego que eu havia conseguido.. Mas no fim uma não deu certo e eu estava esperando apenas a resposta da outra, mas eu já me preparava para começar a procura novamente.. Ninguém gostava de dar empregos a recém formados e aquilo era um saco.

-Eu pedia uma portuguesa e uma de quatro queijos – Júlia falou, enquanto balançava o telefone no ar.. Como passamos o dia resolvendo coisas na rua, ninguém fez o jantar e os pais dela estavam viajando. Pizza era a melhor opção naquele momento, ou morreríamos de fome.

-Por mim.. Parece ótimo -falei, bem eu achei que seria realmente ótimo até que elas chegassem e o meu estômago se revirou completamente ao sentir o cheiro, não podia ser eu amava os dois sabores de pizza.. O que estava acontecendo comigo?

-Você está bem Gabi? – Julia perguntou enquanto segurava o meu cabelo.. Eu estava debruçada no vaso sanitária.

-O que está acontecendo aqui? -ouvi a voz de Diogo.. Aquilo não podia ficar pior. Na verdade podia sim, eu estava enganada se pensava que aquilo era o pior.

-Está tudo bem.. Eu só não comi nada o dia todo, agora que senti o cheiro das pizzas.. O meu estômago não aceitou – falei e levantei o meu rosto, passei uma água do meu rosto até o meu pescoço e escovei os dentes para tirar o gosto ruim. Julia tinha saído com Diogo.. Me dando privacidade ao me ver um pouco melhor, quando eu saí do banheiro os encontrei na cozinha.. Ninguém voltou a abrir as caixas de pizza, mas Diogo tinha uma cara nada boa.

-Pode me contar o que está acontecendo, agora Gabriela! – ele falou em um tom autoritário, que só usava quando preciso.. Ele quase nunca precisou.

-Não está acontecendo nada – falei e ele balançou a cabeça e Julia segurou o braço dele. -eu já falei tudo.. Eu não comi nada durante todo o dia.

-E esse maldito sono? Você sempre acordou cedo para correr na praia, agora mal consegue levantar se eu não arrastá-la -ele falou e eu engoli a seco. -Você está grávida Gabriela? -a sua pergunta me deixou completamente em choque.

-Grávida.. Não, meu Deus é claro que não eu.. – as palavras se perderam ao me lembrar que a minha menstruações estava atrasada a quase nove dias. Ela nunca atrasou tantos dias, nem mesmo nas semanas de maior estresse na faculdade. Senti as minhas vistas escurecer ao me dar conta de que a noite com o deus italiano.. Teve consequências e que eu nunca mais iria esquecê-la, pois eu carregava um fruto daquela minha loucura. -Eu estou grávida! – afirmei quando voltei ao normal.. Ou ao menos quase.

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