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Um contrato para o amor

Um contrato para o amor

Autor:: Aldenise Silva
Gênero: Romance
Um playboy bilionário e extravagante, sempre envolvido em escândalos amorosos. Mas quando seu avô, o lendário magnata dos cassinos, Omar King Parker, decide intervir, tudo muda. Em seu testamento, ele inclui uma cláusula surpreendente que pode transformar completamente a vida de James, seu neto mulherengo. Agora, James precisa lidar com uma nova realidade e lutar para herdar a fortuna de seu avô, enquanto lida com as consequências de seu passado de excessos. Ela é jovem, pobre e tem sonhos grandes, mas é maltratada por seu único parente vivo. Parece que a vida nunca lhe deu uma chance, até que uma proposta inesperada muda tudo. Um contrato que promete transformar sua vida de uma vez por todas. Mas o que ela terá que fazer em troca? E até onde está disposta a ir para realizar seus sonhos? Descubra a emocionante história dessa jovem determinada e corajosa em Um contrato para o amor.

Capítulo 1 Reviravoltas!

James...

Adoro sair e me divertir bastante. Meu avô tem um hotel cassino maravilhoso, e eu, é claro, passo horas lá dentro me divertindo. Não apenas com os jogos, mas também com várias mulheres. Meu avô já não vem com tanta frequência por causa da idade avançada. Depois que a mamãe morreu, ficamos só eu e ele. Meu avô me diz que preciso casar e construir uma família, mas com o dinheiro que tenho, posso ter a mulher que quiser. Sou um tipo de playboy convencido e galanteador. Nenhuma mulher resiste ao meu charme. Elas amam meus olhos azuis e se deliciam com meu abdômen trincado.

Meu avô construiu um verdadeiro império. Ele apostou alto e temos uma das maiores fortunas do mundo.

O Black Diamond Hotel é um cassino incrível que fica na Flórida, a apenas 40 minutos de Miami, em Hollywood Beach. Na Flórida, aqui em Miami e Orlando, a lei é super rigorosa e os cassinos são proibidos. Mas o Black Diamond Hotel e Cassino foi estrategicamente construído pelo meu avô em uma reserva indígena chamada Seminole, pois nas reservas indígenas a lei não pode ser aplicada. É o cassino do meu avô! Tem uma estrutura enorme e oferece uma experiência em miniatura de estar em Las Vegas por algumas horas.

Aliás, nosso cassino na Flórida é muito mais do que um cassino. Ele oferece também os mais variados tipos de entretenimento, como shows de artistas e cantores famosos, eventos de lutas como o UFC, bares e muitos restaurantes. O cassino é a atração principal, e nossos clientes se deparam com centenas de máquinas caça-níqueis, onde as pessoas passam horas jogando suas moedas e podem ganhar milhares de dólares. Tem máquina caça-níquel de todos os tipos e de todos os jogos possíveis. Nas mesas, os jogos mais procurados são o Blackjack, a Roleta e o Poker. Conheço pessoas de vários lugares da Flórida, Miami e Orlando que vêm para cá apostar, jogar e se hospedar no hotel, que é ótimo.

A estrutura do Black Diamond Hotel e Cassino é incrível. São mais de 450 quartos, todos muito confortáveis, com camas queen size, roupões, frigobar, televisões de plasma e lençóis egípcios. A área de lazer do hotel também é ótima e tem grandes piscinas, excelentes para o clima de Miami e da Flórida, que faz um calor absurdo, só para constar. Também tem várias lojas para fazer compras e um SPA. A região de Hollywood tem uma das praias mais bonitas da Flórida.

Comer no Black Diamond Hotel também é uma ótima escolha. São mais de 15 restaurantes diferentes, com as mais diversas culinárias. O Diamond Restaurante, por exemplo, é um lugar mais tranquilo e divertido, que fica ao lado da piscina, com ótimos drinks. É um dos meus lugares preferidos, pois conheço várias mulheres interessantes. Tem também vários outros restaurantes. Além desses restaurantes à la carte, o Black Diamond conta com uma praça de alimentação com opções mais rápidas e baratas, como lanches, pizzas e comida chinesa. Tem um Hooters lá, o famoso restaurante americano com garçonetes bonitas e simpáticas, sendo muito divertido.

Mas, quando estou quase pronto para chegar ao meu lugar preferido, o Lucas já me ligou. Ele também não perde um final de semana. No entanto, uma tarde chega, e logo começo a me arrumar. Nesse momento, escuto nossa empregada gritar. Decido ir ver o que aconteceu e vejo que ela saiu do quarto do meu avô em total desespero. Então, vou até ela e seguro seus braços.

- O que foi, Suzete? - falo sacudindo-a.

Ela apenas me olha com expressão de dor, apontando para o quarto do meu avô. Eu resolvo entrar e vejo meu avô muito sereno, com os olhos fechados. Vou até ele e o chamo.

- Vovô! - falo tocando em seu ombro. - Sinto sua pele gelada.

- Vovô, fala comigo! - ele continua inerte e eu grito, caindo de joelhos ao lado da cama. - Não! Meu avô não! - Vejo o Lucas entrar no quarto e me abraçar, dizendo...

- Calma, mano! Vem comigo. - ele fala, tentando me levantar enquanto continuo relutante. - Meu avô, Lucas! Minha única família! Me deixou sozinho. - falo em prantos. - Calma, cara! Sei que dói, mas você precisa ser forte! Ele não ia querer te ver desse jeito. - Eu não vou sair daqui. - falo para o Lucas, segurando a mão do meu avô. Vejo o Lucas sair do quarto, e alguns minutos depois ele volta com um copo de água e um comprimido, e me entrega. - Eu não vou beber isso aí não. - falo, sem querer tomar aquele comprimido. - Ah, você vai, sim. Você precisa se acalmar. É só um relaxante, confia em mim. - o Lucas me fala, estendendo a mão com um comprimido em minha direção. Depois de muita insistência, tomo o comprimido. Após cerca de 20 minutos, sinto meu corpo pesado e meus olhos insistem em querer fechar. Tento mantê-los abertos, mas não consigo e acabo adormecendo.

Acordo assustado, olho para os lados e não vejo o meu avô. Percebo que estou em meu quarto, mas por que estou aqui? Me levanto ainda meio grogue, cambaleando pelo quarto. Vou até a porta, segurando no portal, e vejo a Suzete. - Cadê o meu avô? Por que estou aqui? Ela me encara e diz: - Senhor James! O senhor dormiu a noite inteira. Já é de manhã, mas não se preocupe! Seu advogado já cuidou de tudo, e o corpo do seu avô está sendo velado na sala principal da casa, como era o desejo dele. Não acredito que isso está acontecendo mesmo. Passo as mãos pelo meu cabelo, enquanto as lágrimas rolam. Vejo o Lucas se aproximar rapidamente. - E aí, mano, tá tudo bem com você? - Ele coloca a mão em meu ombro. - Não está não, meu avô se foi de verdade, não é um sonho ruim. - o abraço, chorando. - Calma, mano! Estarei ao seu lado sempre. Você sabe que somos como irmãos. Isso é verdade. O Lucas foi criado junto comigo desde pequeno. Seus pais sempre foram muito amigos da minha família. Ele é o irmão que eu nunca tive.

Volto para o quarto e me arrumo adequadamente para o velório do meu avô. Assim que chego à sala, nosso advogado vem me confortar. Ele também está com a nossa família desde jovem. Seu pai era o nosso advogado, e quando faleceu, passou o trabalho para ele. Sempre foi de nossa total confiança, além de ter sido o melhor amigo do meu avô.

Chega a hora de enterrar o meu avô, e nesse momento, me sinto a pessoa mais solitária de todo o planeta. Meu pai não me quis, minha mãe se foi jovem, e agora o meu avô. Como ele só teve a minha mãe e também só tem um irmão distante, agora sou só eu.

O Dr. Miller me diz que irá até minha casa para a leitura do testamento, pois meu avô havia pedido para ser feito logo após sua morte.

Chegamos em casa e vou para o escritório. O Dr. Miller logo começa a leitura do testamento. - Seu avô, como todos sabem, não tinha herdeiros, então deixou tudo para o único herdeiro, James Leonard King. Porém, com uma única condição: que o herdeiro citado se case em menos de 6 meses e se mantenha casado por no mínimo 3 anos, só podendo se divorciar após esse tempo pré-estabelecido, caso não haja amor entre o casal.

Olho para o Dr. Miller abismado, pois mesmo após morto, meu avô conseguiu me pregar uma peça. Então o Dr. Miller continua falando: - Caso o herdeiro não cumpra esta cláusula estabelecida, o mesmo não receberá 100% da fortuna, e a mesma será dividida em partes iguais para as pessoas aqui abaixo citadas: 25% para caridade, 25% para o meu amigo e advogado Miller, 25% para os meus empregados aqui abaixo citados, e meu neto só ficará com 25% do que restar do meu patrimônio. Coloco as duas mãos em minha boca, arqueio as sobrancelhas e fico ali parado, perplexo, por um minuto.

Capítulo 2 A caçada!

Não acredito que meu avô fez isso comigo. Ele sabia como adoro minha vida de solteiro, sabia que não acredito no amor. Sei que ele queria cuidar de mim, mas isso já é demais! Pergunto ao Dr. Miller se não há outra alternativa, e ele balança a cabeça em negação.

Ele continua falando: - Caso você aceite a cláusula, você irá assumir e administrar os bens, enquanto isso, ficarei sendo seu inventariante. - É obrigatório também que quando vocês dois se casem, durmam no mesmo quarto e saiam juntos para alguns eventos. - Não fique assim, James. Seu avô só queria o seu bem, não queria que você fosse um solteirão solitário. - meu amigo Lucas caçoa de mim.

Infelizmente, tenho que concordar com essa cláusula louca desse testamento. Não posso abdicar da minha fortuna, então assinto com a cabeça, e o Dr. Miller me pede para assinar. Eu assino, meu amigo Lucas assina, e a minha empregada também assina como testemunha. Terminamos de acertar alguns detalhes, e me despeço do meu advogado. Peço para o Lucas ir comigo até a sala.

Ainda estou tentando processar tudo que está acontecendo. Meu amigo só me olha com ar de preocupação, mas não fala nada. Chego na sala principal, vou direto para o bar, pego uma dose de uísque e tomo de uma só vez. Lucas continua me observando.

- Fala alguma coisa, irmão. Estou aqui já ficando louco. Não sei nem por onde começar para arrumar uma noiva. Nem namorando estou, e aquelas mulheres que eu curto à noite, eu não quero nenhuma. - Calma, James. Como eu disse a você, estou com você para o que der e vier. Arrumaremos uma solução, não se preocupe. Desde que saímos do escritório, estou pensando no que a gente pode fazer, e tive uma ideia. Não sei se você vai gostar.

Olho para a cara do Lucas e fico esperando ele falar para saber qual a ideia que ele teve, porque eu ainda não sei o que fazer. - Olha, irmão, sei que você tem pavor de casamento e que você não acredita no amor. Então, do jeito tradicional, não rolará. Sei que se você arrumar alguma mulher, ela pode ficar interessada somente no dinheiro que você tem e pode querer te dar algum golpe. Então eu estava aqui pensando: que tal você fazer um contrato?

Olho para a cara do Lucas incrédulo. Mas como assim um contrato? Já não basta o testamento e aquela cláusula maldita que mudará toda minha vida e meus planos, agora um contrato?

Lucas sorri e começa a me explicar: - Mano, você procura uma mulher com quem você não tenha tido contato e faz uma proposta para ela. Você não tem nada a perder. Oferece um bom salário mensal para que ela se torne sua esposa. Explica para ela que não precisa ter contato íntimo algum com você, que ela precisa apenas fingir na frente dos outros, e que após 3 anos e meio, já que você precisa ficar casado por no mínimo três anos, ela e você estarão liberados do compromisso.

Olhei para Lucas pensando: nossa cara, você é um gênio. Mas ainda temos muito o que deliberar, pois não tenho ideia de onde encontrar essa mulher. Mas Lucas, como sempre, já pensou em tudo e me propõe procurarmos pela tal mulher na faculdade em que estudamos, pois lá podemos encontrar a esposa perfeita para mim.

Ainda não acredito muito que essa ideia dará certo, mas não custa tentar. Tenho muito pouco tempo para encontrar essa mulher que passará tanto tempo comigo. Não entendo por que meu avô me deixou tão pouco tempo para decidir algo tão importante para minha vida. Ele sabia que eu não estava namorando, então como poderia noivar e me casar tão rápido assim? Mas sei que ele acreditava no acaso. Então vou para faculdade e lá encontro Lucas, e começamos a caçada.

Começamos a procurar na faculdade pela mulher que seria minha futura esposa. Na minha sala de aula, não vejo ninguém que se encaixe no perfil desejado. Todas parecem ser patricinhas fúteis que provavelmente tentariam me dar um golpe. Fico desmotivado, mas Lucas está animado, como se estivesse se divertindo com a situação. Ele me incentiva a continuar procurando por toda a faculdade, indo de sala em sala e analisando as meninas.

Passamos duas semanas inteiras procurando e analisando as garotas, mas não encontro nenhuma que me interesse. Na verdade, nem eu mesmo sei exatamente o que estou procurando. Pensei que saberia quando encontrasse. Lucas lembra de uma jovem em sua sala de aula que estuda finanças com ele. Ela está prestes a terminar a faculdade, no último período. Ele conta que ela ganhou uma bolsa integral para estudar na nossa faculdade devido ao seu bom desempenho no colégio. Vem de uma família humilde e trabalha duro. Já recebeu várias propostas duvidosas, mas nunca aceitou se envolver em coisas erradas. Ela estuda à noite e trabalha durante o dia em uma cafeteria em Miami Beach.

Estou cansado de procurar e começo a achar que talvez não consiga encontrar a mulher que me agrade. Mas decido conhecer essa garota, que é uma das minhas últimas esperanças. Encontro várias garotas que aceitariam facilmente minha proposta, mas prefiro paz, já que terei que aguentar essa garota por três anos e meio da minha vida. Preciso escolher com cautela.

Lucas me mostra a garota e a observo de longe durante toda a noite na faculdade. Percebo que ela não dá atenção aos outros rapazes. Durante o intervalo, ela se senta em um canto afastado com um livro, lendo enquanto come. É realmente uma garota interessante e bem diferente das patricinhas que estudam aqui.

No dia seguinte, acordo, tomo banho e decido ir à cafeteria onde ela trabalha. Vou com Lucas, já que ele faz parte dessa busca. Chegamos à cafeteria, vejo-a atendendo algumas mesas e me sento em uma delas, esperando ser atendido. Ela se aproxima e fico parado, sem saber o que dizer. Lucas quebra o gelo e faz o pedido para nós dois. Ela nem nos olha direito, anota o pedido e vai embora. Olho para Lucas, pensando em como abordá-la.

- Cara, sinceramente, estou pensando aqui como abordá-la. Não tenho nem ideia por onde começar. Se eu chegar e dizer que quero casar com ela e fazer um contrato, ela vai pensar que estou ficando louco ou vai me dar um tapa na cara e sair correndo assustada.

- Calma, mano, vamos pensar em um jeito. Mas primeiro você precisa ter certeza de que é ela mesmo que você quer. Decidir o alvo tornará mais fácil encontrar a forma de abordagem.

Lucas parece ter tudo resolvido, mas ainda não estou seguro. Ela retorna com nosso pedido, coloca na mesa e pergunta se desejamos algo mais. Decido então falar com ela.

- Oi, tudo bem? Acho que te conheço de algum lugar!

Ela me olha, arqueando uma sobrancelha, como se estivesse tentando lembrar. Lucas interrompe.

- É verdade, James. Ela estuda na nossa faculdade.

A garota olha para mim novamente, pede desculpas e diz que não se lembra de mim. Olha para Lucas e diz que tem uma vaga lembrança dele, já que estudam na mesma sala. Ela sorri timidamente, pede desculpas novamente e explica que não pode ficar conversando, pois tem muito trabalho a fazer. Respondo que está tudo bem e que ela pode ir. Eu e Lucas comemos, pagamos a conta e deixamos uma boa gorjeta para ela. Depois, voltamos para casa.

O Lucas me conhece muito bem e já sabe que fiquei bastante interessado nessa garota. Ele me olha com um sorriso meio cínico.

- E aí, mano! Encontrou a mulher dos seus sonhos?

- Para aí, cara. Você sabe que é apenas uma questão de negócios, nada mais. - respondo com seriedade.

- Não me diga que você não percebeu como ela é uma tremenda gata, mesmo por baixo daqueles trajes.

Capítulo 3 A proposta!

Lucas é um tanto superficial e aprecia mulheres bem vestidas, "as patricinhas", para ser mais específico. Para ele, qualquer mulher que se vista de forma simples é considerada malvestida.

- Realmente, cara, não vou mentir para você e dizer que ela é feia. Ela tem seu charme. Mas eu só quero alcançar meus objetivos, receber minha herança e voltar à minha vida de sempre. Às vezes, até imagino que quando estiver casado, talvez precise dar umas escapadas de vez em quando. Afinal, nenhum homem aguenta ficar preso a uma só pessoa por três anos e meio, não é?

Lucas concorda plenamente comigo, mas diz que esse esforço é necessário e é pelo bem maior.

Então chegamos em casa e vamos para a sala principal pensar em um modo de abordagem que possa convencer essa garota a concordar com os termos do meu contrato.

Lucas, como sempre, já está à minha frente, elaborando um plano para alcançar meu objetivo. Eu olho para ele, dou um grande abraço e digo:

- Como eu poderia viver sem você, meu amigo?

Ele apenas me abraça e sorri. Ele é realmente um grande irmão.

Lucas aproveita para investigar a vida da pobre garota e descobre que ela mora com o pai, que é alcoólatra e viciado em jogos, acumulando várias dívidas. Seria fácil convencê-la, ou até mesmo o pai dela, a se casar em troca de uma boa quantia mensal. Assim, a segunda parte do plano entra em ação.

James...

Lucas já tem o endereço da garota, então decidimos ir até a casa dela para propor um bom acordo ao pai. Chegamos, batemos na porta e um homem desgrenhado nos olha curiosamente.

- Oi! Quem são vocês? - ele pergunta.

- Somos da mesma faculdade que sua filha! E temos uma proposta para fazer.

Percebo que ele nos olha desconfiado, mas mesmo assim nos convida a entrar. A casa é simples, porém arrumada. Ele nos pede para sentar no sofá da minúscula sala e pergunta se queremos um copo de água. Agradecemos, pois preferimos ir direto ao assunto.

- Bom, meu nome é James King, dono do cassino Black Diamond... - sou interrompido pelo senhor, que arregala os olhos e fala.

- Vou pagar, eu juro. - ele diz assustado.

Olho para Lucas, surpreso. Não sabia que ele também devia ao cassino.

- Não! Não é sobre isso que vim falar.

Vejo que ele respira aliviado.

- Então, sobre o que seria? - ele pergunta curioso.

- É sobre sua filha. Preciso de uma esposa e percebi que sua filha é a pessoa certa.

- Como assim? Não estou entendendo... - ele fala confuso, coçando a cabeça.

- Preciso de uma esposa e gostaria de propor um acordo favorável a todos nós.

- Fale mais claramente para que eu possa entender. - ele me pede.

- Bem, gostaria de fazer um contrato com o senhor e sua filha, oferecendo uma boa quantia mensal em dinheiro. Ela não precisa ter contato íntimo comigo, apenas precisa fingir, perante a sociedade, que é minha esposa. Precisaremos ficar casados por três anos e meio. Após esse tempo, ela estará livre para fazer o que quiser com a vida dela. Eu pagarei todas as suas dívidas, além do valor mensal que o senhor e ela receberão. Enquanto ela estiver casada comigo, não precisará trabalhar nem gastar o dinheiro que darei. Ela poderá guardá-lo em sua conta pessoal. Também disponibilizarei um cartão de crédito ilimitado para que ela possa comprar o que precisar, tanto para ela quanto para o senhor.

Paro de falar e aguardo uma resposta. Vejo um brilho nos olhos do velho e ele logo me pergunta:

- Tudo isso que você falou é verdade, meu rapaz?

- Sim, garanto.

- Então temos um acordo! - ele diz estendendo a mão na minha direção.

- Mas e sua filha? Não precisa falar com ela primeiro? - pergunto curioso.

- Não, meu rapaz. Eu sou o pai dela e sei o que é melhor para nossa família. Ela me obedece e pronto. - ele fala com convicção.

- Certo! Então pedirei ao meu advogado para redigir o documento para que o senhor e sua filha possam assinar. Mas antes, preciso saber o seu nome e o nome dela.

- Ah, me desculpe pela distração. Eu me chamo Mario Solano Bitencourt e minha filha chama-se Lara Suzan Bitencourt.

- Obrigado! - falo estendendo a mão para cumprimentá-lo.

Nos despedimos e saímos. Entro no carro e Lucas me cumprimenta.

- Mano, você foi muito bem! Parabéns pela negociação. - ele diz sorrindo.

- É, mano, mas tenho medo de ela não concordar.

Então Lucas me diz:

- Mano, você viu o que o pai dela falou? Ele manda e ela obedece.

Concordo com Lucas e seguimos para o escritório do Dr. Miller. Somos recebidos e explico tudo para ele. Ele me informa que o documento estará pronto no dia seguinte e poderemos levá-lo para ser assinado. Passo todas as informações corretamente, inclusive os valores a serem pagos mensalmente. Avisamos que os outros valores relacionados às dívidas contraídas pelo senhor Mario serão acertados com ele.

Com tudo acertado, vou para casa. Lucas propõe sairmos à noite para comemorar a vitória, embora eu não ache que seja uma vitória. Será minha prisão pelos próximos três anos e meio. Meu avô realmente me pegou dessa vez.

Passo o restante do dia resolvendo algumas pendências e, quando chega a noite, me arrumo para ir ao meu hotel cassino. Ainda não estou muito animado, mas o Lucas insistiu tanto, dizendo que preciso me divertir um pouco, que meu avô não queria me ver para baixo, então decidi ir.

Visto uma das minhas melhores roupas, pego o carro e sigo para o cassino. O Lucas irá me encontrar lá. Enquanto dirijo, penso o quanto minha vida mudará. Mesmo sem ter nenhum contato íntimo, passaremos bastante tempo juntos, algo que nunca fiz e não gosto. Não sou do tipo que gosta de compartilhar minha vida com ninguém. Faço o tipo "não sou de ninguém, sou de todo mundo, e todo mundo é meu também". Amo ter minha liberdade, e isso será tirado de mim em breve.

Quando percebo, já estou na frente do cassino. O manobrista pega a chave e leva o carro, enquanto olho ao redor procurando o Lucas, que está me esperando em frente à entrada principal.

- E aí, mano, tudo bem? - o Lucas me pergunta.

- Na medida do possível. Você sabe que eu não estaria aqui se dependesse de mim.

- Você precisa se distrair, mano, e hoje a noite é uma criança! - ele fala, me abraçando.

Entramos juntos e logo chamamos a atenção de algumas garotas, mas eu não estou no clima. Chego no bar e peço uma bebida. Olho ao redor e vejo uma loira de aproximadamente 1,75 m, com um corpo violão e olhos verdes penetrantes. Posso afirmar que só de olhar para ela fico sem fôlego. Ela está vestindo um vestido vermelho com uma fenda até a altura da coxa, pele branca. Ela é de parar o trânsito. Quando percebo, ela já está ao meu lado, olhando para mim e dizendo:

- Não vai pagar uma bebida para mim?

O Lucas me cutuca e percebo que estou de boca aberta. Me recomponho e concordo com a cabeça.

- Coloque uma bebida para a senhorita... Aguardo ela me dizer o nome dela.

- Lopes! Beatrice Lopes... - ela fala, esbanjando sensualidade.

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