Emma
Respirei fundo antes de bater na porta dos meu chefe. Eu não tinha certeza de com qual humor ele estaria hoje.
-Quem é? -Ele retrucou, dando-me minha resposta quanto ao seu humor.
-Emma -respondi.
-Desculpe, entre. -Ele suspirou.
Eu lentamente abrir a porta do seu escritório, ele estava de costas para mim, olhando pela janela de vidro para a cidade. Fui até sua mesa, meus saltos batendo contra o chão, fazendo-o virar sua cadeira para mim. Parece que ele teve uma noite difícil, provavelmente festejando até altas horas, como faz com certa frequência ultimamente. Ele nem sempre foi assim. Sua esposa o trocou por outro homem há cerca de seis meses, um homem que ele nem conhecia, desde então ele não é o mesmo.
-Como você está hoje? Posso ajudar com alguma coisa? -Eu perguntei.
-Você sabe, a mesma merda de sempre em um dia diferente. Café e analgésicos seriam um bom começo. -Ele disse.
-Claro, senhor. -Eu sorri.
Eu ia saindo de seu escritório para pegar o que ele havia me pedido, mas antes que saísse ele me chamou.
-Emma. Você já teve seu coração partido? -Ele perguntou.
Eu lentamente me virei para encará-lo. Ele parecia um homem quebrado, triste e envergonhado. Ele era uma pessoa alegre cheio de si mesmo, ele costumava ser feliz. Cheio de vida, cheio de amor... agora ele usa as mulheres apenas para o prazer. Ele tem uma escuridão que faz com que pareça que perdeu todas as esperanças.
-Sim -eu disse.
-Como você superou isso? -Ele perguntou.
-Eu acho que nunca superei. Você apenas aprende a lidar. Espero que um dia você encontre aquele alguém que vai fazer essa mágoa desaparecer. -Eu disse.
-Owhn, isso não parece muito bom. -Ele suspirou, passando a mão em seus cabelos escuros.
-Infelizmente, isso faz parte da vida, senhor. -Eu respondi.
-Acho que sim. De qualquer forma, isso é tudo. você pode sair agora. -Ele não tinha nenhuma emoção em sua voz.
Eu balancei a cabeça, saindo de seu escritório para pegar o que ele pediu.
Eu estava na sala dos funcionários pegando seu café, algumas das outras garotas que trabalhavam aqui conversando sobre o Sr. Simmons rindo
-Ele era bom? Ouvi dizer que ele é um grande amante? -Carmen sorriu.
-Ele é excelente, de fato. -Macie deu uma risadinha.
Eu revirei meus olhos.
Ele realmente precisa observar o que está fazendo. Ele precisa parar de bagunçar sua própria empresa antes de se meter em problemas. Acho que fui a única que nunca olhou para ele dessa forma, para mim, ele era meu chefe e eu era sua assistente executiva. Sim, ele era um homem bonito, e extremamente sexy, ninguém pode negar isso, mas para mim, seria errado.
Sair da sala dos funcionários, ignorando a todos como sempre fiz. Eu nunca realmente falei com eles ou tinha outro relacionamento que não fosse profissional. Afinal, a maior parte do meu tempo era gasto com o Sr. Simmons e fazendo o que ele precisava. Voltei para seu escritório, batendo de leve na porta, esperei até que ele me dissesse para eu entrar. Ele estava ao telefone quando cheguei. Coloquei suas coisas na mesa, indo em direção a porta para deixá-lo sozinho, mas ele estendeu a mão, fazendo com que eu esperasse um momento.
-Ok, mãe, estarei lá. -Ele suspirou, revirando os olhos antes de desligar o telefone. -Você pode se sentar por um momento, Emma? Preciso falar com você sobre uma coisa. -Ele disso em um tom sério.
Eu assenti com a cabeça, sentando-me em frente a ele.
Ele se recostou no assento, olhando para mim com um olhar intenso.
-Fiz algo errado? -Perguntei preocupada.
-Não. Eu preciso te pedir um favor. Você trabalha comigo agora há dois anos? -Ele perguntou.
Eu assenti.
-Nós nos damos bem, não é? -Ele acrescentou, e eu assenti novamente. -Confiamos um no outro, não é? -Ele disse, terminando.
-Sim, senhor. -Eu disse, não tendo muita certeza de onde ele queria chegar com isso.
-Eu preciso te pedir um grande favor? -Ele disse, suas palavras saíram um pouco trêmulas, ele parecia nervoso com o que iria me pedir.
-Um favor? Que tipo de favor? -Eu o indaguei.
-Eu preciso que você seja meu par no sábado para a festa de Gala que eu preciso comparecer. -Ele disse.
Par? Ele quer que eu seja seu par? O quê?
-Seu par? Por que eu? Há muitas outras mulheres que trabalham para você que ficariam felizes de ir com você. -Eu disse confusa.
-Exatamente! Você não me cobiça como as outras mulheres que trabalham para mim. É por isso que preciso de alguém que eu possa levar e que eu sei que não tentará me seduzir, alguém que eu sei que não vou acabar na cama no final da noite. É apenas por uma noite. Finja ser minha namorada, apenas para tirar minha mãe do meu pé. Além disso, Darcy estará lá com ele e não quero aparecer sozinha novamente. Eu sei o que todos eles pensam, eu sei o que todos eles dizem nas minhas costas. -Ele disse.
-Você sabe que ela me odeia, certo? Darcy, quero dizer? -Eu disse. Era verdade; ela me odiava desde o dia em que me conheceu. Ela tentou fazer com que o Sr. Simmons me demitisse, e até hoje, não sei por quê. Eu nunca fiz nada pra ela. Eu fui a única que nunca o quis.
-Sei, outra razão pela qual quero que você venha, para irritá-la. -Ele disse.
-Nunca entendi por que ela me odiava tanto?
- Ela tinha ciúmes de você. Ela estava convencida de que você era a única que poderia me afastar dela, me fazer começar a ter um caso. - disse ele.
- Por que ela pensaria isso? Todos podiam ver que você a amava de todo o coração. Todos podiam ver que ela era a única para você, você a tratava como uma rainha, então por que ela pensaria que você começaria a ter um caso com a única mulher que não baba por você? - perguntei.
- Porque você é mais bonita e elegante do que as outras. Além disso, passamos muito tempo juntos. Você me via tanto quanto ela. - Ele disse.
Sua voz falhava enquanto falava dela. Eu nunca consegui entender por que ela fez isso com ele? Ele deu tudo a ela. Ele cuidou dela, amou e então ela o deixou por um cara que sem comparação, para ser honesta, não tenho nada contra, mas o Brandon é incrível. Não me refiro apenas no departamento de aparência, mas em todos os sentidos.
-De qualquer forma. Sobre esta festa de Gala, você pode vir comigo, por favor? -Ele perguntou, com um olhar esperançoso em seus olhos.
-Senhor Simmons, não sei se isso é uma boa ideia.
-Por favor, Emma? Você é a única em quem confio nesta maldita empresa. Uma noite, apenas uma noite? -Ele perguntou.
Eu queria dizer a ele, não, mas o olhar desesperado em seus olhos estava tornando difícil para eu fazer isso.
-Ok, uma noite. -Eu disse.
-Obrigado. Fico te devendo uma Emma. -Ele disse, com um leve sorriso em seus lábios.
-Sim, fica mesmo. -Disse com um pequeno sorriso.
-Que tal jantar? -Ele perguntou.
Eu franzi o cenho para ele, sem saber o que pensar de sua sugestão.
-Como um agradecimento, nada mais... prometo. -Ele riu.
-Sim, claro. Avise-me quando e onde. -Eu sorri.
-Que tal hoje à noite, por volta das oito da noite? -Ele perguntou -No pequeno restaurante italiano, Franco's? -Ele acrescentou.
-Claro, tudo bem por mim. Bem, é melhor eu voltar ao trabalho. Ligue se precisar de mais alguma coisa, senhor. -Eu sorri, levantando-me.
-Farei isso, obrigada de novo, Emma. -Ele sorriu.
Eu dei a ele um aceno rápido antes de voltar para a minha mesa. Eu tinha muito trabalho para fazer.
Se o Sr. Simmons e eu formos vistos juntos fora do escritório duas vezes em uma semana as pessoas começarão a falar. Espero que concordar com isso não torne as coisas difíceis para mim aqui no trabalho.
Emma
Eu me dei uma olhada no espelho antes de sair no meu carro para encontrar Brandon.
Eu vesti um par de jeans, meu top vermelho favorito e um par de saltos altos. Meu cabelo está lindamente preso em um rabo de cavalo. Não quis me arrumar muito, não queria dar a impressão errada, mas também não parecia muito casual.
não demorei muito para chegar. Combinamos que nos encontraria no restaurante, embora ele quisesse me buscar. Eu disse a ele que não, por que aí sim pareceria mais com um encontro do que com um jantar amigável, e não podemos permitir isso.
-Olá, senhora, você precisa de uma mesa? -A recepcionista do restaurante perguntou com um sorriso.
-Já tem alguém me esperando. Sr. Simmons? -Eu sorri.
-Oh sim, ele disse estar esperando por você. Por favor, siga-me. -Ela sorriu.
-Obrigada. -Respondi, sorrindo para ela.
A recepcionista me conduziu pelo restaurante, subindo pelos fundos, onde ficavam as cabines. Era uma espécie de área VIP.
Eu deveria saber que Brandon estaria lá. Eu cheguei e o vi sentado tomando uísque e checando seu telefone, provavelmente e-mails ou algo assim.
-Boa noite. -Eu sorri, fazendo com ele olhasse para cima.
Quando ele fez isso, seus olhos me fitaram da cabeça aos pés. Sua língua estava correndo ao longo de seu lábio inferior, eu não acho que ele percebeu que estava fazendo isso. Quando seus olhos finalmente encontraram os meus, ele sorriu.
-Boa noite, Srta. Emma, você está linda. -Ele disse.
Senti meu rosto corar com suas palavras antes de assentir e agradecê-lo. Ele estava muito bonito, como sempre. Eu estava acostumada a vê-lo de terno. Era estranho vê-lo de jeans e camisa. Agradeci à recepcionista antes de entrar na cabine e ficar de frente para ele.
-Gostaria de uma bebida? -Ele perguntou.
-Só água, estou dirigindo, então não bebo. -Eu sorri.
-Escolha, sensato -Ele riu.
Alguém se aproximou, anotando nossos pedidos de bebida e logo voltou com os pedidos, antes de deixar Brandon e eu a sós. Eu estava me sentindo um pouco estranha. Não vou mentir. Sim, ele e eu estivemos sozinhos mil vezes. Mas essa situação era diferente. Isso era fora do escritório, nada a ver com o trabalho.
Brandon tomou um gole de seu uísque antes de olhar para mim.
-Você tem um vestido de Gala? -Perguntou.
-Eu tenho vestidos, mas nenhum que sirva para esse tipo de evento. Mas irei arrumar um. -Eu sorri.
-Bobagem, vou escolher um e entregá-lo a você. -Ele sorriu.
-Você não sabe, tamanho ou meu gosto. -Eu ri.
-Tamanho 38. -Ele deu uma piscadela satisfeito.
Como ele sabe disso?
-Como você sabe o meu tamanho. -Perguntei, curiosa.
-Eu posso dizer apenas olhando para você. -Ele piscou brincando. -As belas curvas de seus quadris e bunda me dizem isso também. -Ele acrescentou sorrindo.
Eu ri, balançando minha cabeça meio envergonhada.
Ele deve ter estudado meu corpo cuidadosamente em algum momento para saber meu tamanho. Eu não sei o que pensar sobre isso, especialmente se os olhos dele estiveram na minha bunda.
-Você estava olhando para a minha bunda? -Eu disse franzindo minha sobrancelha para ele, tentando não sorrir.
-Sim. Qual é, Emma. Posso ser seu chefe, mas sou um homem no final do dia. Percebo mulheres bonitas e seus corpos como qualquer outro homem faria. Só nos últimos dois meses, no entanto, depois que Darcy foi embora. -Ele acrescentou.
Eu balancei a cabeça, mordiscando meu lábio inferior nervosamente. Seus olhos estavam olhando para mim de uma forma que eles não costumam fazer. Ele rapidamente passou a língua pelo lábio inferior antes de desviar os olhos de mim. Respirei fundo, não acostumada com ele sendo assim perto de mim. Ele estava flertando e não brincando do jeito que ele costuma fazer, ele estava realmente flertando e eu não sei como responder a isso.
-Você prefere vermelho ou preto? E comprimento no meio da coxa ou na altura do joelho? -Ele perguntou, voltando a conversa para o vestido.
-Não precisa se preocupar, vou comprar meu próprio vestido. Você não precisa fazer isso -Eu disse, sorrindo.
-Não seja teimosa, Emma. Você está fazendo isso como um favor para mim, comprar um vestido para você é o mínimo que posso fazer. Agora, por favor, responda à minha pergunta? -Ele disse, com seu tom de voz mais severa na última parte.
Eu sabia que não adiantava lutar com ele nisso. Eu o conheço há tempo suficiente para saber que, se ele se decidiu, não adianta tentar mudá-lo. Revirei os olhos para ele, fazendo beicinho, o que o fez rir.
-Estou esperando, Srta. Emma. -Ele sorriu.
-Tudo bem. Eu prefiro vermelho no meio da coxa. -Eu disse. -E obrigado.
-Eu adicionei.
-Não precisa me agradecer. Esta é minha maneira de dizer obrigado a você por me fazer esse favor. Ele sorriu. -Pronta para pedir algo para comer?
Eu balancei a cabeça, pegando um menu para dar uma olhada. Brandon e eu fizemos nossos pedidos com o garçom antes de voltar para a nossa conversa.
-Veja se Darcy perguntar, diga a ela que temos nos vistos casualmente há algumas semanas, ok? -Ele disse.
Vendo um ao outro por algumas semanas? Eu pensei que isso era apenas para irritá-la por uma noite.
-Porque? -Eu o questionei -E o que você quer dizer com ver um ao outro causalmente?
-Porque se dissermos a ela que você é apenas meu par esta noite, ela vai descobrir por que estou levando você. Com isso, quero dize sair e fazer sexo casualmente. -Ele disse.
Mais mentiras?
-Sério? O que tenho a dizer se ela perguntar? Sim, Brandon e eu estamos fodendo? -Eu disse logo me arrependendo da minha escolha de palavras, pude sentir minhas bochechas esquentarem.
-Exatamente -Ele piscou com um sorriso malicioso. -Quem diria que você tinha uma boca tão suja, Srta. Emma? -Ele fala de forma debochada e maliciosa.
-Cala a boca, mas tudo bem, vou fazer isso. -Eu ri, balançando a cabeça
-Obrigado. -Ele disse, me dando um largo sorriso.
Brandon me contou tudo o que eu precisava saber sobre essa festa de gala no fim de semana, garantindo que eu soubesse o que esperar dela. Parecia que seria uma ótima noite sem mentir. Eu estava nervosa ao mesmo tempo porque não estava acostumada a ir a eventos como aquele, não como um convidado. Já estive em eventos como este com a ajuda dele, o que significava trabalhar a maior parte da noite. Seria estranho ser atendida também e relaxar, eu sabia que algumas pessoas estariam conversando porque saberão exatamente quem eu sou.
Que clichê.
O chefe e o assistente.
Talvez concordar com isso não fosse uma ideia tão boa, afinal.
Tarde demais agora, não seria muito bom se eu mudasse de ideia.
Emma
-Acho que preciso ir para casa. Bebi demais. -Brandon riu.
Depois do jantar, acabamos em um bar na mesma rua. Brandon estava bebendo muito uísque e cerveja enquanto eu ficava com água e coquetéis sem álcool
-Sim, acho que você pode estar certo. -Eu ri. -Vamos, eu vou te levar para casa.
-Oh, isso será interessante. -Ele disse com um olhar atrevido no rosto.
-Não foi isso que eu quis dizer. -Eu ri.
Ele revirou os olhos para mim, ficando de pé e tropeçou um pouco, eu o agarrei, segurando-o. Consegui levá-lo até o meu carro, foi um trabalho difícil, mas consegui levá-lo até lá sem nenhum ferimento. Ajudei ele a entrar no carro antes e entrei, sentado no banco do motorista.
-Onde você mora? -Eu perguntei.
Eu nunca tinha estado em sua casa antes, então nunca conheci o local onde ele morava. Ele ficou em silêncio, seu dedo indicador batendo no queixo, imerso em pensamentos.
Eu ri do seu jeito tentando se lembrar do próprio endereço. Foi divertido. Demorou alguns minutos, mas ele finalmente conseguiu se lembrar de seu endereço. Ele vai sentir isso amanhã. Coloquei o endereço dele no meu GPS, seguindo nosso caminho. Nunca demorou tanto uma viagem silenciosa, quando chegamos, fiquei maravilhada com o lugar, era uma casa deslumbrante.
O lugar era enorme. Grande demais para uma pessoa só, na minha opinião. Eu dirigi até sua garagem, estacionei meu carro e desci, dando a volta no carro para ajudá-lo.
-Emma, o que você está fazendo? -Ele riu, cutucando meu nariz.
-Levando sua bunda bêbada para casa. -Eu ri.
-Oh. Ok. Você precisa pegar minhas chaves, aí. Ele disse, apontando para o bolso do jeans.
Eu hesitei, não querendo chegar tão perto da sua intimidade. Mas eu não tive escolha, ele estava muito bêbado para pegá-las ele mesmo. Suspirei, deslizando minha mão em seu bolso, procurando por suas chaves.
Eu senti o metal das chaves contra minha mão.
-É um pouco mais para a esquerda. -Ele disse, sorrindo para mim de forma safada e maliciosa.
Eu sabia muito bem que ele não estava falando sobre suas chaves. Eu rapidamente peguei as chaves, removendo minha mão do bolso do jeans. Ele se virou, fazendo beicinho para mim.
-Você não é nem um pouco divertida. -Ele disse cruzando os braços sobre seu peito.
-Leve seu traseiro bêbado para dentro de casa, Brandon. -Eu ri. -Pare de ser um pervertido.
-Eu sou seu chefe, você se lembra disso, certo Senhorita Emma? -Ele disse, olhando para mim tentando ser sério, mas o sorriso estúpido em seu rosto estava denunciando-o
-Mexa-se agora. -Eu ri, apontando para a porta da frente.
Brandon mostrou a língua para mim antes de tentar sair como uma criança que estava aprendendo a andar, ele tropeçava nos próprios pés, estava lutando para andar reto.
Nunca pensei que ele fosse um tipo engraçado de bêbado, mas ele estava me divertindo. Eu segui atrás dele, logo deslizo na sua frente, abrindo a porta da frente.
-Belo traseiro. -Ele resmungou baixinho.
Ignoro, porque sei que ele só está agindo assim por esta bêbado. Abri a porta, ajudando-o a entrar e procurando por uma luz. Eu finalmente encontrei, e meus olhos se arregalaram quando vi a cena na minha frente.
Uau...
Ele tem bom gosto, o lugar era lindo, e era só o corredor e a sala que eu tinha visto. Eu olhei em volta, vendo que ele ainda tinha algumas fotos dele e de Darcy, incluindo as fotos do casamento deles. Eles estavam deslumbrantes. Feliz, eu senti meu coração partido por ele.
Ele claramente não está pronto para abandonar essa parte de sua vida, o que é compreensível. Ele provavelmente pensou que era com ela que ele passaria o resto da vida para, com ela que ele deveria estar.
-Eu preciso de uma bebida. -Ele disse, tropeçando para longe de mim, eu resolvi segui-lo de perto, com medo de que ele caísse.
Ele foi para uma sala que foi transformada em um bar. Ele foi direto para lá, mas antes que tivesse a chance de alcançar qualquer bebida, eu agarrei seu braço, parando-o.
-Você precisa é de café e água. Você tem que trabalhar pela manhã. -Eu retruquei.
Ele lentamente se virou para mim, um olhar desagradável em seu rosto.
-Sim, mãe. -Ele disse sarcasticamente.
-Onde fica a cozinha? -Perguntei.
-Por ali. -Ele disse, apontando para a porta pela qual entramos momentos atrás.
Isso foi útil, não. Eu precisaria encontrar sozinha. Passei meu braço pelo braço dele, certificando-me de que ele estava perto para que eu pudesse ficar de olho nele e mantê-lo longe do álcool. Finalmente consegui encontrar essa bendita cozinha depois de procurar por essa casa enorme por uns dez minutos.
-Sente-se antes de cair, Brandon, por favor? -Eu disse, olhando para ele.
-Ok. -Ele sussurrou, sentando-se na bancada de café da manhã.
Eu vasculhei ao redor, finalmente encontrando a máquina de café, fazendo um café bem forte para ele e um para mim também. Eu fiz meu caminho até onde ele estava, sentado em frente a ele. Ele estava olhando para os próprios dedos, uma expressão triste no rosto.
-Brandon, você está bem? -Eu perguntei, preocupada.
-Não, realmente não estou bem. Eu odeio esta casa, é muito grande e solitária. Eu preciso me mudar. -Ele disse, com a voz muito triste e desanimada.
-Por que não consigo seguir em frente como ela fez, Emma? Ela seguiu em frente antes mesmo de nos separarmos, por que não consigo? Já se passaram seis malditos meses, e aqui estou eu ainda uma bagunça patética, ainda me sentindo como uma desculpa esfarrapada do homem que fui. -Ele rosnou, com raiva e desapontamento em sua voz.
Meu coração estava doendo por ele. A tristeza que vi em seus olhos foi algo que me quebrou, não desejo isso nem ao meu pior inimigo.
Eu me estiquei sobre a mesa, colocando minha mão sobre a dele.
-Porque você a amava profundamente. Você ainda a ama Brandon, e é por isso que ainda dói tanto. Você vai melhorar, mas você precisa de tempo. Isso não o torna patético, Brandon. Isso o torna humano. Você ficará bem, com o tempo... eu prometo. -Eu disse, dando a ele um pequeno sorriso.
Ele suspirou, passando as mãos pelos cabelos escuros.
-Espero que você esteja certa, Emma. -Ele disse, tomando um gole de seu café.
Um silêncio caiu entre nós enquanto ele se perdia em seus pensamentos. Eu sabia que ele estava pensando nela sobre seu casamento desfeito. Eu o deixei em paz. Ele terminou seu café.
-Eu provavelmente deveria ir para a cama. -Ele disse, se levantando, mas como antes tropeçou um pouco.
-Venha, vou lhe dar uma mão. Aponte-me na direção de seu quarto. -Eu disse.
-Obrigado por cuidar da minha bunda bêbada Emma. Você poderia passar por aqui e me pegar antes de você ir trabalhar amanhã? Não quero ligar para meu motorista porque ele vai me atacar por beber de novo. Aparentemente, eu bebo demais. -Ele disse.
-Claro. -Respondi.
Fomos para o quarto dele. Assim que chegamos, ele tirou a cueca e sentou-se na beira da cama. Eu tentei ao máximo não olhar, falhando terrivelmente, me peguei olhar para ele, e assim que percebi me virei rapidamente porque aquilo parecia errado.
-Emma e se ninguém mais me amar? E se eu nunca me apaixonar de novo? -Ele perguntou, olhando para mim, parecia um cachorrinho perdido.
Fui até ele, sentando ao seu lado, meio de frente para ele.
-Tenho certeza que esse não será o caso, Brandon. Você vai se apaixonar novamente quando estiver pronto. E tenho certeza de que a pessoa certa está por aí. -Eu sorri.
-Espero. Não acredito que tenho trinta e dois anos e já estou me divorciando. Não era esse o plano quando nos casamos há sete anos. A essa altura, deveríamos ter filhos, e agora estou aqui sozinha. Não tenho nada Emma. Trabalho é tudo que eu tenho. -Ele disse, parecendo um homem quebrado mais uma vez
Eu me aproximei, colocando minha mão em seu joelho.
-Você terá uma família um dia, Brandon, quando encontrar a mulher certa. Darcy não era a mulher certa para você, porque se ela fosse, vocês ainda estariam juntos -Eu disse.
-Pode ser. -Ele encolheu os ombros antes de se deitar na cama.
-Você precisa de alguma coisa, Brandon? -Eu perguntei.
-Você ficará? Ele perguntou.
Sua pergunta me surpreendeu.
Essa era a última coisa que eu esperava que ele perguntasse. Ele estava olhando para mim com olhos suplicantes. Eu sabia que ele estava perguntando porque ele estava se sentindo sozinho. Eu sei que deveria dizer a ele, não, mas não tive coragem de dizer isso a ele.
-Por favor? Eu poderia lhe fazer companhia. -Ele disse -Tem algumas coisas naquela gaveta que você pode usar para dormir mais confortavelmente. -Acrescentou.
-Tudo bem -Eu sorri carinhosamente. -Onde vou dormir? -Eu adicionei.
Ele sorriu um pouco, passando para o outro lado da cama e dando tapinhas no espaço ao lado dele.
-Eu vou ficar com aquele sofá. -Eu ri, referindo-me ao grande sofá em seu quarto.
-Tudo bem então, eu vou me lembrar disso. -Ele disse, fazendo beicinho para mim.
Ignoro-o e, em poucos instantes, ele adormeceu. Eu me levantei da cama, puxando o edredom sobre ele, acariciando seu rosto suavemente.
-Você ficará bem, Brandon. -Eu disse, esperando estar certa.
Fui para a cozinha, pegando um pouco de água para ele, ele vai precisar de manhã. Olhei em volta, encontrando um cobertor e alguns travesseiros para o sofá. Encontrei em uma gaveta uma camiseta para dormir. Provavelmente não dormiria bem, nunca durmo quando estou na casa de outra pessoa. Tudo o que espero é que quando ele acordar amanhã, ele não fique bravo porque eu estou aqui, provavelmente esquecerá que ele me pediu para ficar, já que está muito bêbado.