Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Moderno > Um novo começo feliz
Um novo começo feliz

Um novo começo feliz

Autor:: Galina Syrus
Gênero: Moderno
No dia em que Lilah descobriu que estava grávida, viu seu noivo a traindo e quase perdeu a vida por causa dele e da amante dele. Felizmente, ela conseguiu escapar de lá. Cinco anos depois, quando ela voltou para sua cidade natal, salvou a vida de um menino, cujo pai acabou sendo o homem mais rico do mundo. Desde então, tudo mudou para Lilah, porque esse homem sempre a protegia. Quando seu ex-noivo a intimidou, ele apareceu para vingá-la. Além disso, ele também ensinou uma boa lição ao seu pai malvado. Ele fez com que todos que a humilharam ou maltrataram pagassem antes mesmo que ela pedisse. Diante do interesse da irmã de Lilah por ele, ele lhe mostrou uma certidão de casamento e disse: "Tenho um casamento feliz e minha esposa é muito mais bonita do que você!" Lilah ficou chocada. "Quando nos casamos?" Com um sorriso malicioso, ele respondeu: "Querida, estamos casados há cinco anos. Não ahca que é hora de termos outro filho?" Lilah ficou completamente cofusa. Do que diabos ele estava falando?

Capítulo 1 Grávida e traída pelo namorado

"Você está grávida, Lilah."

Essas palavras do médico foram como um soco no estômago para Lilah Phillips, pegando-a de surpresa. Ela achava que seu enjoo matinal era só por causa de um vírus chato que havia contraído.

Vendo a surpresa no rosto de Lilah, o médico prosseguiu: "O mais importante agora é você decidir se deseja prosseguir com esta gravidez. Se não desejar prosseguir, existem outras opções, como o aborto."

Lilah, se recompondo, pediu: "Eu gostaria de algumas vitaminas pré-natais, por favor."

Com os comprimidos em mãos, Lilah saiu do hospital, relembrando a noite quente de um mês atrás. Imagens dos braços musculosos e momentos intensos com o namorado, Iker Lewis, não saíam da mente dela, deixando suas bochechas coradas.

O bebê não planejado era a prova viva do amor dela com Iker. Por isso, ela decidiu prosseguir com a gravidez.

Ao chegar em casa e abrir a porta do quarto, Lilah ouviu alguns gemidos.

"Sim, Iker. Ah! Continue."

O susto foi de verdade. Ela invadiu o quarto, sua voz tremendo: "Mas o que... que diabos está acontecendo aqui?"

Pego de surpresa, Iker puxou as cobertas sobre ele e a mulher misteriosa.

O coração de Lilah desabou ao reconhecer a outra mulher.

Era a irmã mais nova dela, Adaline Phillips.

Adaline, que se perdera na infância e retornara posteriormente, era considerada uma santa na família. Tudo o que Lilah possuía fora usado anteriormente por Adaline. Mas ir atrás do homem dela? Esse era um golpe que Lilah nunca imaginaria receber.

"Calma, Lilah, deixe-me explicar", disse Adaline, com a voz trêmula. "Não é o que está parecendo. É só que... tenho sentimentos intensos por Iker. Não consegui evitar. Se você quiser ficar brava, fique comigo!"

Plaft!

Sem pensar, Lilah acertou um tapa no rosto de Adaline.

Adaline ficou completamente chocada, segurando a bochecha vermelha. "Lilah, desconte o quanto quiser em mim, mas não culpe Iker, pelo amor de Deus."

O coração de Iker até amoleceu, vendo Adaline em apuros. Ele a abraçou gentilmente. "Ela é sua irmã, Lilah. Como você pode fazer isso com ela? O que aconteceu entre a gente foi só uma vez."

O estômago de Lilah deu uma revirada. Logo, ela vomitou nos sapatos de Iker.

A expressão dele ficou séria rapidamente.

Recuperando a pose, Lilah disse: "Não venha bancar o inocente, Iker! Não diga que foi só uma vez! Não torne isso menos errado! Eu te dediquei os melhores anos da minha vida, mas você jogou isso no lixo!"

Iker não sabia nem o que dizer. Mas Adaline interveio: "Lilah, se acalme. Você sempre foi tão reservada e discreta. Você bem sabe que os homens tem necessidades. Eu só estava querendo ajudar, ok? Juro que não vou atrapalhar vocês dois. Vou embora."

Quando estava prestes a sair, ela viu um papel caindo do bolso de Lilah, então o pegou. Depois de dar uma olhada, ficou surpresa e o entregou para Iker.

Lilah encarou Iker, atenta à reação dele.

De repente, ele ficou com muita raiva e gritou: "Lilah! Como você pode julgar a gente? De quem é esse bebê? De outro homem?"

O mundo de Lilah desabou. "Iker, eu nunca faria uma coisa dessas! Lembre da noite, no mês passado, no Hotel Cristal? Ou você esqueceu?"

"Isso é um absurdo! Eu estava viajando a trabalho!" Iker gritou.

Ele ficou furioso com o fato de que outro homem foi a primeira pessoa de Lilah.

Lilah estava totalmente confusa. Será que Iker estava mentindo? Então, ficha de Lilah caiu.

"Foi você, Adaline!"

Vendo a cara de deboche da sua irmã, Lilah entendeu tudo. Ela tinha sido enganada. Num ataque de raiva, ela partiu para cima de Adaline, pronta para brigar.

Mas Iker foi mais rápido, se metendo no meio e empurrando Lilah para o lado.

Com isso, ela bateu em um armário e uma dor absurda tomou conta do seu estômago. A dor foi ficando mais intensa.

Como a gravidez estava muito no início, era um momento delicado.

Em seguida, uma mancha vermelha apareceu lentamente.

O desespero tomou conta e Lilah gritou: "Alguém, pelo amor de Deus, chame uma ambulância!"

Mas, em vez de ajudar, Iker ficou apenas olhando friamente. Com os dentes apertados, ele sussurrou: "Talvez seja até melhor, Lilah. Se você decidir abortar, eu até penso em casar com você."

A crueldade dele deixou Lilah sem fôlego.

Desesperada, ela sentiu a conexão com o bebê se desvanecendo. Em pânico, reuniu todas as suas forças e saiu correndo de casa. De repente, ela viu os faróis de um carro que estava vindo em sua direção. Em seguida, uma dor insuportável a atingiu e tudo ficou escuro.

Capítulo 2 Encontrando um menino fofo na volta para casa

Cinco anos se passaram em um piscar de olhos.

No movimentado aeroporto de Eleywood, uma mulher, vestindo uma elegante blusa preta e uma saia vermelha escura com uma fenda, chamava a atenção ao empurrar uma mala. Ela atraía olhares por todo lugar.

Seus óculos de sol enormes escondiam parcialmente seu rosto, mas seus traços deslumbrantes não passavam despercebidos. Com sua estatura impressionante, pele impecável e passos confiantes, era impossível não notá-la.

A voz firme de Lilah soou ao telefone: "Estou aqui. Confie em mim, sei exatamente o que fazer."

Um sorriso descontraído enfeitou seus lábios, mas seus olhos? Ah, eram como aço.

Cinco anos atrás, Lilah enfrentou a dor devastadora de perder seu filho de apenas sete meses. Com o apoio da pessoa que a salvou, ela foi encontrar a cura e o aprendizado no exterior.

Agora, uma oportunidade de trabalho a trouxe de volta a Eleywood.

E ela tinha contas a serem acertadas.

Chamando um táxi, Lilah estava prestes a entrar quando algo chamou sua atenção.

Um menino, talvez com quatro anos, estava perdido e assustado na estrada.

Além disso, um carro se aproximava em alta velocidade.

Sua mala caiu no chão e Lilah correu em direção ao menino.

Os pneus fizeram um barulho agudo ao rasparem na calçada, os freios gritaram, e Lilah sentiu o impacto do asfalto contra sua pele.

Mas o menino estava seguro em seus braços, a poucos centímetros de escapar do perigo. Os arranhões no corpo dela não importavam. Ela só se preocupava com o menino.

Os olhos assustados e grandes do menino encontraram os de Lilah.

Lilah sentiu um aperto no coração, imaginando que seu próprio filho teria a mesma idade agora.

Como alguém poderia ser tão irresponsável e deixar uma criança solta assim no trânsito?

Se ela não estivesse lá, algo terrível poderia ter acontecido.

"Onde estão seus pais, meu bem?" Lilah perguntou com suavidade.

O menino, chamado Jerrold Harris, apenas balançou a cabeça.

"Eles estão aqui por perto?", ela insistiu, sua voz gentil. "Ou sabe o número deles?"

Os olhos do menino brilhavam de confusão, despertando uma pontada de preocupação em Lilah.

O que fazer agora?

Como a criança parecia não saber responder às perguntas, deixá-la ali não parecia uma boa opção, então, Lilah não sabia o que fazer.

Então, o taxista buzinou, impaciente. "Senhora, você vem ou não? Não posso ficar esperando aqui para sempre."

Ela estava a caminho de uma reunião muito importante, mas não podia abandonar o menino. Por isso, ela tinha que pensar rápido em uma solução. "O que você acha de vir comigo agora?"

Os olhinhos indecisos do menino percorreram o semblante dela. Percebendo a incerteza dele, ela propôs: "E se a gente der um pulo na delegacia? A polícia pode te ajudar a achar sua família. Que tal?"

Como resposta, Jerrold segurou prontamente a mão de Lilah, encarando-a com os olhos cheios de lágrimas.

Um impulso de compaixão inundou seu coração. Ela só queria proteger essa criança.

Assim, ela pegou o menino pela mão e o levou para o carro.

Enquanto eles se afastavam, uma equipe de seguranças chegou ao local, procurando sem sucesso pela criança.

Ao avistarem uma figura imponente que estava caminhando em direção a eles, os seguranças baixaram os olhares, apreensivos.

"Vocês o viram?" Gerard Harris questionou. Seus traços ásperos eram notáveis, mas sua voz era fria, causando arrepios na espinha dos seguranças.

O chefe da equipe de segurança ficou apavorado. "Procuramos por todo canto, senhor. Seu filho simplesmente sumiu."

Os olhos de Gerard ficaram sombrios, indicando que ele estava prestes a explodir.

Os seguranças permaneceram parados, paralisados pelo medo.

"Se não conseguirem achar meu filho, não ousem voltar!", ele esbravejou.

Enquanto isso, do outro lado da cidade, Lilah relatou a situação na delegacia e se instalou em um hotel com o garoto. Mas quando eles estavam se acomodando, a porta do quarto se abriu. Uma tropa de seguranças entrou às pressas, como se estivessem recriando uma cena de ação!

Lilah recuou instintivamente, abraçando o menino com mais força. Seus olhos examinaram os intrusos, focando no líder.

Ele era inquestionavelmente belo: alto, forte e com um rosto esculpido com características marcantes, vestindo um impecável terno preto e irradiando uma aura de sofisticação e autoridade.

Seus olhos profundos e penetrantes transmitiam uma presença intimidadora, indicando que estava acostumado a liderar.

A criança, sentindo a tensão, se aconchegou em Lilah, mas o homem não hesitou em arrancá-la.

"Quem são vocês?" Lilah questionou com a voz carregada de indignação.

Gerard ignorou sua pergunta, seu rosto severo revelando uma ponta de frustração enquanto ele batia levemente na bunda da criança.

Os suaves choramingos de Jerrold ecoaram pelo quarto, e lágrimas escorriam em seu rosto, deixando o nariz avermelhado.

Indignada, Lilah se lançou contra o homem. Porém, com um movimento ágil, ele se esquivou, segurando seus pulsos e pressionando-a contra a parede.

Capítulo 3 O homem poderoso cuidou de sua ferida

No quarto, o clima ficou pesado.

Ao se aproximar, Lilah percebeu que as características do homem se destacavam ainda mais. Seus olhos, profundos e enigmáticos, capturaram a atenção dela por um instante.

"Senhorita..." Do silêncio, a voz delicada de Jerrold ecoou no ambiente.

Todos no quarto voltaram seus olhares para a criança.

A surpresa se manifestou no rosto de Gerard. Seu filho, que normalmente era tímido até mesmo com ele, agora se dirigia a uma mulher que acabou de conhecer?

Ao soltar o aperto, Gerard viu o garoto correr até Lilah e se agarrar à perna dela.

Cuidadosamente, Lilah abraçou o menino e encarou Gerard: "Você é pai dele? Perder um filho é difícil, mas atacá-lo quando o reencontra não é a melhor maneira de tratar uma criança."

O assistente de Gerard engoliu em seco, dando um passo à frente para mediar: "Senhorita, foi tudo um mal-entendido. O incidente de hoje foi uma exceção. O senhor Harris valoriza profundamente seu filho. A reação anterior dele foi pura aflição e preocupação."

Os olhos de Lilah se estreitaram enquanto ela pensava naquelas palavras. O sobrenome "Harris" parecia familiar.

E diante da genuína preocupação do homem e da brigada de guardas, ela concluiu que ele realmente se importava profundamente com o menino.

Deixando seus pensamentos de lado, Lilah perguntou para a criança: "Querido, esse senhor é seu pai? Agora que ele apareceu, você deveria ir com ele."

Jerrold pareceu estar em dúvida. Então, ele chegou mais perto de Gerard e apontou para o cotovelo arranhado de Lilah.

Lilah deu uma risada sem graça, entendendo que o menino queria que o pai cuidasse do machucado dela.

"Está tudo bem, pequeno. Dou um jeito nisso", ela falou, se abaixando para acariciar o cabelo macio dele.

Mas Jerrold insistiu, puxando a perna da calça de Gerard sem parar.

Gerard examinou essa interação, notando como ela tratava bem o menino, bem diferente do desafio que havia entre eles. Isso o deixou ainda mais intrigado.

"Pegue o kit de primeiros socorros", Gerard mandou, a voz sem emoção nenhuma.

Durante a viagem até ali, ele já foi informado do que ela tinha feito para salvar o seu filho. Por isso, ele sentia que era como uma obrigação ajudá-la.

Num hotel tão luxuoso assim, era de se esperar que tivesse kit de primeiros socorros. Quando Gerard começou a cuidar do machucado, Lilah ficou até surpresa.

Com essa proximidade, ela percebeu o quão impressionante ele era. Feições bem definidas, sobrancelhas pontiagudas, olhos profundos. A ponte do nariz e a boca, uma obra de arte.

Mas, apesar da aparência, ele mantinha uma distância e uma postura firme.

Quando o antisséptico encostou na pele, ela soltou um suspiro suave.

"Acho que posso fazer isso sozinha", ela sugeriu.

Levantando os olhos, Gerard respondeu: "Me desculpe. Só tive experiência em tratar machucados no exército. Prometo que serei mais gentil."

Os olhos penetrantes dele se encontraram com os dela, deixando-a sem palavras. Então, ela concordou, permitindo que ele continuasse.

E ele cumpriu sua palavra, com seu toque ficando mais suave.

Jerrold ficou atento ao processo durante todo o tempo. Só depois que o curativo estava fechado é que ele relaxou. No entanto, era nítido que ele não queria sair do lado dela.

Gerard se endireitou e se dirigiu a ela, com um tom ainda frio, mas intrigante: "Agradeço imensamente por ajudar Jerrold. Estou em dívida com você. Se precisar de algo no futuro, não hesite em entrar em contato comigo."

Ele entregou um cartão de visita para ela.

Observando esse gesto, o assistente ficou em choque. Afinal, seu chefe preferia resolver geralmente as coisas com dinheiro. Oferecer um favor pessoal estava fora do comum, ainda mais considerando a influência que Gerard tinha na cidade.

Quando Lilah pegou o cartão, seus dedos se tocaram. Um choque elétrico passou entre eles, deixando uma sensação estranha.

A respiração dela parou por um momento quando viu o nome no cartão. A postura dela até mudou.

Gerard Harris, o chefe da família Harris, que comandava uma dinastia financeira em Eleywood.

Além de ser um sucesso nos negócios, a família Harris também possuía grande destaque na política e no direito.

E Gerard estava no topo disso tudo.

Quando percebeu que o menino que salvou era da família Harris, ela não sabia se devia ficar feliz ou preocupada.

"Ok, entendi", Lilah respondeu.

Em seguida, pairou um silêncio meio estranho.

Será que estava na hora de eles partirem?

O clima no quarto estava tenso.

Lilah respirou fundo e falou: "Vou acompanhar vocês até a porta. Está bem?"

Uma rápida emoção surgiu nos olhos de Gerard, mas ela não conseguia identificar qual seria. Então, ele deu um aceno discreto, pegou o filho e saiu.

Ela desviou o olhar, preferindo não encarar o olhar ansioso e persistente da criança.

Após a saída deles, o clima no quarto mudou de tenso para uma solidão pesada. Foi nesse momento que o celular dela tocou, com uma nova mensagem.

"Bom dia, aqui é Adaline Phillips, CEO do Grupo Phillips. Você estaria disponível para uma reunião?"

Meu Deus, Adaline Phillips!

A mensagem de Adaline deixou Lilah entusiasmada, principalmente porque sua missão em Eleywood era movida pela vingança!

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022