Prólogo
- Você roubou a porra das minhas drogas.
O pé na minha garganta me pressiona ainda mais para o frio pavimento arranhado. Eu suspiro, meus dedos arranhando os tornozelos carnudos. A pele dele não se move; minhas unhas são curtas demais para quebrar a carne que eu estou tão desesperadamente raspando. Isso não faz nada para movê-lo ou enviá-lo para longe. Em vez disso, ele empurra mais duro, cortando mais do meu ar.
- Isso não é exatamente como isso aconteceu, - eu coaxo, lutando.
- Você deveria ter entregado; em vez disso você as vendeu porra e correu com o dinheiro.
Ele está certo sobre isso. Eu peguei as drogas e vendi. Eu tinha um bom motivo - o meu namorado estava com problemas, e eu faria qualquer coisa que eu pudesse pra vê-lo fora de problemas. Eu não pensei no futuro. Eu não sabia que eu ia me ferrar devendo dinheiro a um traficante descontente. Não é o meu melhor momento, isso é uma maldita certeza.
- Eu não tive escolha... Eu estava ajudando alguém muito importante para mim.
Ele aperta a bota ainda mais para baixo na minha garganta, e meu ar se reduz a um nível perigoso. Minha cabeça dói quando o sangue e oxigênio são cortados do meu cérebro.
- Eu aposto que essa pessoa não está aqui te ajudando esta noite, agora, não é?
Não, ele está certo sobre isso. Samuel provavelmente está dormindo com outra pessoa. No momento em que sua dívida foi paga, ele me deixou. O filho da puta sujo me deixou. Agora eu estou lidando com o problema. Um traficante de drogas furioso que quer seu dinheiro.
O dinheiro que eu não tenho.
- Eu não tenho, - eu suspiro, - uma chance de conseguir o seu dinheiro?
Ele olha para mim com os olhos cinzentos de raiva. Eu me contorço novamente quando minha visão começa a ir embora e voltar. Merda, eu vou desmaiar e ele provavelmente vai me matar, ou pior, arrastar o meu corpo indefeso para longe e fazer sabe Deus o que com ele.
- Eu tenho d-d-d-dinheiro, - eu coaxo.
- Se você tivesse dinheiro, você não teria roubado minhas drogas.
- Eu... - Deus, eu estou no limite. - Eu posso conseguir. E-e-e- e-eu juro.
Ele olha para mim, e por um segundo ele faz minha visão desaparecer. Então, para meu alívio, ele levanta a bota, lançando meu corpo fraco para cima. Ele me puxa para perto, tão perto que nossos narizes se tocam. Meus joelhos balançam e eu tenho que empurrar todo o meu foco para não cair de cara no chão e dar a ele outra chance de me esmagar.
- Escute, e escute bem porra. Você tem duas semanas, e confie em mim, isso sou eu sendo generoso pra caralho. Consiga o meu dinheiro, ou vamos acertar nossas contas de outra maneira.
Merda.
Concordo com a cabeça.
- Não tente fugir. Se você tentar, eu vou te encontrar.
Eu fecho meus olhos, tomando uma respiração profunda e acenando novamente.
- Duas semanas.
Em seguida, ele se foi.
E eu sei... Eu apenas sei... Eu estou em uma merda muito, muito fodida.
JAYLAH
- Você não pode estar falando sério, Jaylah!
Me viro de cara feia para a minha melhor amiga, Josie. Ela está encostada no meu balcão da cozinha, com o rosto amassado, seu lindo narizinho empinado. Eu olho para os braços dela, que estão cruzados com raiva através de seu amplo peito. Ela é pequena, peituda e atrevida. É por isso que eu adoro ela.
- É um trabalho, isso me deixa longe de casa. Se eu estiver longe de casa, eu não serei tão facilmente rastreada, - eu indico, estalando um pedaço de cenoura em minha boca e mastigando ruidosamente. Josie olha pra mim.
- Ele vai encontrar você, não importa onde você esteja!
Eu balancei minha cabeça, abanando o dedo para ela. - Foi apenas alguns dias; eu ainda tenho uma semana ou mais sobrando. Eu não sei se eu vou ter todo o dinheiro antes disso, por isso estar longe é mais seguro.
- Ele vai vir aqui...
- E eu não vou estar aqui.
- E se ele vier atrás de mim? Ou alguém que você gosta?
Dou a ela um olhar de ―sério?‖ - Meus pais moram a seis horas de distância e o sobrenome deles é completamente diferente do meu, uma vez que eu mudei. Ele não iria encontrá-los facilmente. Além disso, eu vou dizer ao meu pai e ele estará pronto. Você vive há duas horas daqui; não creio que ele vai ir atrás de você. A pessoa que ele provavelmente iria atrás é Samuel, e, pessoalmente, eu não vou reclamar se Samuel levar um chute no traseiro.
Ela deixa cair a cabeça em suas mãos e suspira alto. - Mesmo se você se afastar... você está esquecendo uma peça vital de informação. - ela levanta a cabeça. - Você não é a porra de uma babá!
Eu bufo, engasgada com um pedaço de cenoura e me jogo em um acesso de tosse. Quando eu termino, eu me endireito, batendo no meu peito e dizendo, - Quão difícil pode ser? Trocar fraldas, alimentar... é fácil.
- É uma criança... - ela estala. - Você sabe, não um cão!
Eu aceno uma mão. - É pra morar lá, é um bom salário, e é apenas um bebê.
- Os bebês fazem cocô, e choram, e vomitam...
- Assim como cães, - eu indico.
- Jesus, Jay. Tem sempre algo mais.
Dou um passo mais perto. - Eu tenho Gregor atrás da minha bunda. Ele não jogo bonito. Eu preciso de algum lugar que ele não pode me encontrar. Ele não vai me encontrar lá; é longe. Posso pagar ele, e então tudo estará terminado. É mil dólares por semana, incluindo comida e um quarto! Tudo para cuidar de um bebê.
Josie suspira e balança a cabeça. - Eu posso ver que não adianta falar com você. Pelo menos vá e tenha certeza que é o que você quer antes de dizer sim.
Eu sorrio. - Boa notícia, estou indo agora para atender a criança e o pai.
- Oh, Deus, - Josie geme.
- Vai ficar tudo bem. - eu aceno minha mão, pegando minhas chaves com a outra. - Você vai ver.
* * * * * *
Não é bom.
Ah, não. Está longe de ser bom.
Estou de pé na frente do que é possivelmente o homem mais deslumbrante que eu já vi na minha vida. Ele é nativo americano, disso eu tenho certeza. Ele tem esses olhos de chocolate e cabelo escuro, eu não vou mentir, me dá vontade de tocá-lo. Ele é tão bonito. Cabelo longo e grosso, que flui ao redor de seus ombros. Ele é alto e musculoso, vestindo um colete de couro por cima, uma camiseta apertada escura.
Oh cara. Oh cara. Oh cara.
- Ah... é você, hum, Mack?
Ele me olha para cima e para baixo, devagar. - Sim.
Deus. Sua voz. Mel derretido, misturado com creme... oh, cara.
- Ah, bom. Eu sou Jaylah. Estou aqui para o, ah, a vaga de
babá.
Ele ergue sua sobrancelha. - Você é uma babá?
Minha coluna se endireita e eu coloco minhas mãos em meus
quadris. - Com licença, amigo, mas eu vou fazer você saber que eu sou a melhor babá maldita que existe.
Ele olha para mim, sem expressão. Ele é um homem duro; você pode ver isso em seus olhos e sua expressão firme que parece determinado em seu rosto.
- O que você esperava? - eu dou um passo a frente. - Senhora Doubtfire?
Seus lábios se contorcem, mas ele não sorri.
- Você está disponível durante todo o dia, todos os dias?
Eu inclino minha cabeça para o lado. - Eu não recebo nenhum dia de folga?
- Não.
Eu arqueio a minha sobrancelha. - Você quer que eu seja babá... todos os dias?
Ele olha para mim, como que já fosse óbvio.
- O que você é, um homem de negócios sexuais ou algo assim?
Eu já sei que é uma piada antes que isso saia de meus lábios, mas eu digo isso de qualquer maneira. Ele me dá um olhar de ―sério?‖ e eu percebo que realmente era uma pergunta estúpida.
- Ok, bem, é evidente que você não é um homem de negócios. - eu rio timidamente. - Mas o que poderia te manter tão ocupado que precisa de mim para cuidar de seu filho sete dias por semana?
- Não é da sua maldita conta, - ele se encaixa.
- Vá com calma, - eu me irrito. - Eu só estava perguntando.
- Ou você quer o trabalho, - diz ele, com a voz baixa e profunda,
- ou você não quer.
- Eu quero, - eu indico. - Mas eu tenho uma vida, você sabe.
Amigos e outras coisas.
- Você pode visitá-los, com o bebê.
- Sério?
Ele faz isso olhando firme novamente.
- Só mil dólares por semana? Para ser basicamente a mãe... da criança?
- Um e meio se você começar agora.
- Mil e quinhentos? - eu respiro.
- Mil e quinhentos fodidos dólares. Oh, um espertalhão. Ótimo.
- E eu moro... aqui?
Ele balança a cabeça bruscamente.
- E... Você mora aqui?
Parece que ele quer dar um tapa em minha estupidez para longe de mim.
- Ok, eu aceito.
Ele balança a cabeça. - Entre.
- Espere, você não vai me fazer algumas perguntas de babá? Assim como, o que você vai fazer se o seu filho correr para a rua e for atropelado por um carro?
Ele me dá uma expressão estranha. - Ele é um bebê. Entre.
- Que tal se ele engasgar?
- Bebês... - ele range. - Bebem fodido leite.
- Subir em uma janela? - eu digo, seguindo-o para dentro. Ele resmunga.
- Brincar com o seu secador de cabelo?
Ele para, gira, e me dá uma expressão mortificada.
- O quê? - eu digo, encolhendo os ombros. - Você tem um cabelo bonito... é apenas uma suposição.
Ok, agora parece que ele quer me dar um soco, ou me estrangular.
- Quero dizer, sério... você não vai me perguntar alguma coisa? Ele rosna. - Você é uma assassina?
- O quê? Não.
- Estupradora?
Eu bocejo. - Eca. Não.
- Você cozinha?
- Isso depende.
Ele aperta os olhos. - Sim ou não?
- Ah, mais ou menos.
Ele balança a cabeça e continua, como se isso fosse uma resposta aceitável. - Você é capaz de aquecer uma mamadeira?
- Sim.
- Se levantar quando ele chorar? Concordo com a cabeça.
- Então você está contratada. Agora se mova. Mandão.
Nós entramos em um lugar realmente agradável, realmente moderno. O piso frio é agradável contra os meus pés enquanto eu o sigo até a sala de estar. Eu derrapo a um impasse quando vejo todas as pessoas na sala. Há algumas garotas realmente bonitas, mas o resto são do sexo masculino. Grandes homens corpulentos que parecem ter caído do céu e enrolados em couro. Eles são lindos.
Eles também são... oh, não.
Oh não, não, não.
Mack acena para uma das meninas e ela se levanta, caminhando para mim, um bebê embrulhado em seus braços. Ela o estende para mim com um sorriso. Deus, ela é bonita, como uma mini Pocahontas ou algo assim. Seus olhos brilham com humor com a minha expressão. Eu estendo a mão, pego o bebê e o mantenho perto. Eu nunca segurei um bebê... merda... onde está a cabeça dele?
- Eu sou Santana. - ela sorri, calorosamente. - Bem-vinda.
Me viro de volta para o grupo, que estão todos olhando para mim, e eu tenho certeza que estou prestes a desmaiar.
Eu sei quem são. Eu vi a notícia. Moto clube. O maior na cidade. Joker's Wrath.
Oh Deus. Eu sou uma babá de um motoqueiro. Isso deve ser interessante.
Capítulo dois
JAYLAH
- Você tem que me levar para conseguir roupas, - eu digo, seguindo Mack em direção à cozinha, seu bebê embrulhado firmemente em meus braços. - Eu não posso cuidar do bebê e pegar as minhas coisas ao mesmo tempo. Eu não tenho lugar. Você vai ter que cuidar dele, enquanto eu vou e....
- Não.
- Sério? - eu choro. - Você queria que eu começasse imediatamente e eu vou, mas eu preciso de todas as minhas coisas e...
Ele vira e olha pra mim. - Então vá e pegue essas porras. Leve o bebê; arranje uma cadeirinha pra bebês. Eu não me importo, apenas faça isso.
O bebê? Nada do nome dele. Não o meu filho. Eu estreito meus olhos e vejo quando ele balança a porta da geladeira aberta e pega uma cerveja, então ele se vira de volta com olhos castanhos queimando através de mim.
- Você é sempre tão mal-humorado? Se for assim, eu acho que nós precisamos de algum tipo de código... então eu saberei quando você não está acessível.
Ele olha para mim, lábios se curvaram em desgosto. - Código?
- Você sabe, como uma chamada de ave. Ka-Kaw! Ka-Kaw2! Ele pisca. - Você é louca porra?
- Não. - eu estreito meus olhos, desconfiada. - Você é?
Ele me dá um olhar insondável, um que diz que não tem ideia de como lidar comigo. - Você é a única a fazer barulhos de pássaros de
2 Aparentemente, nos EUA eles usam muito isso como para dizer algum ―código‖. Não encontrei nenhuma palavra que se igualava ao sentido aqui no Brasil.
merda - não, risque isso. Nenhum fodido pássaro faz barulhos como esse.
- Eles fazem, - eu digo sobre o assunto com naturalidade. - Eu já ouvi.
Ele olha para o teto como se buscando calma.
- Bem... - eu incentivo, batendo o pé contra os azulejos.
Ele murmura algumas maldições e olha de volta para mim. - Eu não faço ruídos de pássaros e nem códigos. Fique longe de mim; eu vou ficar longe de você. Tome cuidado com o bebê. Eu estou no clube metade do tempo, então você não vai precisar se preocupar com nada além disso.
- Será que o bebê tem um nome? - murmuro sarcasticamente.
- Diesel.
- E a mãe dele?
- Não é da sua maldita conta.
- Isso é evidente, - murmuro.
Ele atira adagas em minha direção. - Faça o seu trabalho e nós vamos ficar bem.
Eu rolo meus olhos e olho fixamente para o pacote em meus braços. Ele é definitivamente como seu pai. Todos os cabelos escuros, olhos castanhos e pele morena linda. Meu palpite, ele tem apenas cerca de dois meses. Ele é pequeno, mole e adorável. Eu não sou uma grande fã de bebês ou crianças, mas este... ele é fofo.
- Seu pai é um arrogante, - murmuro, achando que é melhor não xingar na frente de uma criança. - Mas você e eu vamos conviver muito bem.
Mack grunhe. - Eu estou questionando sua sanidade.
Me viro e olho para ele. - Me desculpe, motoqueiro, mas você é a pessoa que me contratou, sem fazer perguntas.
Ele cruza os braços. Eu empurro meu queixo para cima.
- Basta fazer a porra do seu trabalho.
- Jesus, você é um homem mandão. Estou surpresa que alguém decidiu cruzar com você antes. Yeesh.
Um grunhido gutural baixo deixa a garganta dele, mas eu ignoro. Eu ando em direção ao quarto que Santana disse me pertencia ao bebê antes de todos eles nos deixarem sozinhos. - Vamos lá, bonitão. Seu pai precisa de terapia. A culpa não é dele, ele provavelmente nasceu assim...
- Puta merda, - Mack murmura da cozinha. - Eu acabei de contratar uma doida.
Eu sorrio, entrando na sala. Coloco Diesel na mesinha que contém todas as suas fraldas e o desembrulho. Deus, tão pequeno. Suas perninhas chutam o ar. Eu não faço ideia. Nenhuma. Zero. Eu nem sei como usar uma fralda. Pego meu celular e rolo para baixo até encontrar o nome da minha mãe.
- Olá? - ela responde.
- Ei, mamãe, é Jay.
- Jay, - ela canta. - Eu não ouvi de você em semanas. Como você está, querida?
- Eu estou bem, - eu digo, colocando a mão na barriga de Diesel. Eu não sei se ele vai rolar diretamente para fora da mesa. Eu nem sei se ele pode rolar...
- Você parece cansada. O que está acontecendo?
- Bem, - eu hesito, - Eu consegui um emprego.
- Oh, que maravilhoso. O que é? Aqui vai. - Eu sou uma babá. Silêncio.
Silêncio mortal.
- Você está brincando, certo?
- Não, - eu zombo. - É um ótimo trabalho. Dormir na própria casa. Esse pequeno bebê, ele tem cerca de dois meses e o nome dele é Diesel.
Mais silêncio.
- Oh Deus, como você conseguiu um trabalho como esse? Alguém tem de ajudar o bebê, agora mesmo! Você precisa me chamar alguém... a polícia talvez?
- Jesus, mãe, - eu gemo. - Eu não vou matar a criança.
- Você se lembra o que você fez para a sua prima Lucy?
Eu jogo a cabeça para trás e gemo. - Foi um erro, não fui culpada. Na época, parecia que iria funcionar... Ela estava chorando muito.
- Você amarrou uma cesta nas pilhas de roupas e a colocou lá, então você virou e ela caiu para fora.
- Eu tinha doze anos. Meus instintos maternais não tinham aflorado, - eu protesto.
- Coitada da criança, coitada. Ela nunca mais foi a mesma.
- Ela estava bem! - eu choro. - Houve apenas um machucado na cabeça dela.
- Oh, Deus. Você deve parar. Agora mesmo.
- Bem, eu não vou desistir. Então, eu preciso de sua ajuda.
- Você vai para a prisão.
- O quê? Mamãe!
- Você vai fazer coisa pior. Esse pobre bebê. Ele é jovem demais para morrer.
Eu rolo meus olhos e suspiro. Diesel começa a coaxar sobre a mesa, se contorcendo desconfortavelmente. - Mãe, preste atenção. Eu preciso saber como cuidar de um bebê.
- Você não pode simplesmente tomar conta de um bebê! Não há instruções. É, oh Deus é tão difícil... Havia uma época em que você comeu ameixas...
- Mãe, - eu choro. - Foco.
- Certo, - ela diz com firmeza. - Eu não posso acreditar que eu estou ajudando com isso. A morte dele estará em mim.
- Jesus, mãe, eu não vou matar a criança.
Ela fica em silêncio e eu sei que ela está sacudindo a cabeça, não acreditando em uma palavra que eu digo.
- Você disse que ele tem dois meses?
- Em torno disso.
- Então ele vai precisar de uma mamadeira a cada três horas.
- A cada três horas!
Ela suspira. - Faça um favor ao mundo e deixe que outra pessoa faça o trabalho.
Eu adoraria, mas o dinheiro é bom demais para deixar passar e eu preciso dele. Me chame de egoísta, mas eu não posso mudar o que precisa ser feito.
- Não, está tudo bem. Três horas está bem.
Adeus dormir, eu vou sentir sua falta. Foi muito bom conhecer você.
- Ele também vai precisar que sua fralda seja trocada e muito. Você precisa verificar a cada poucas horas. Certifique-se de limpar suas, ah, partes corretamente. Você não quer uma infecção. Ah, e não se esqueça do creme para assadura.
- Creme para assaduras?
- É pra ajudar a prevenir as assaduras nas bundinhas deles, pobres pintinhos.
Deus, minha mãe apenas chamam as crianças de... pintinhos.
- Certo. Mamadeira, fraldas, creme para assadura. O que mais?
- Gases! - ela grita. - Gases vão deixar ele irritado. Você precisa dar um tapinha das costas até que ele arrote depois de comer.
Deus.
- Você precisa mantê-lo quente e agradável; está frio lá fora. Envolva ele à noite, isso vai ajudá-lo a dormir. Não coloque ele em seu estômago. Ele poderia parar de respirar.
Oh, cara. Eu não quero que isso aconteça. Talvez eu não sirva para isso. Diesel começa a chorar ao meu lado e eu olho para ele.
- Oh, - mamãe canta. - É ele?
- Sim, ele está chorando. O que eu faço?
- Talvez ele esteja com fome. Você precisa tentar dar comida. Se ele não está com fome, você precisa trocar a fralda. Se isso não funcionar, dê uns tapinhas leves nas costas dele. Ele pode ter gases. Se ainda não funcionar, talvez ele esteja cansado. Dê a ele uma chupeta e mamadeira para dormir.
Meu Deus. Essa coisa de bebê é tenso.
- Tudo bem, - eu digo, quando os gritos de Diesel ficam mais
altos.
- Se você está cuidando de um bebê, não fale ao telefone! - uma
voz late.
Me viro para ver Mack em pé na porta. Ele tem seus braços cruzados e ele está olhando para mim.
- Eu estou recebendo conselhos, - eu indico.
- Eu pensei que você fosse uma babá porra?
- Quem é esse? - minha mãe grita. - E diga a ele para parar de usar esse tipo de linguagem vulgar. Esse não é o pai do bebê, não é? Meu Deus, não...
Eu tiro o telefone do meu ouvido.
- Agora você deixou minha mãe preocupada. Eu sou uma babá, eu só estou recebendo conselhos sobre padrões... ah... de sono.
Ele me dá um olhar cético. - Bem, impeça ele de chorar enquanto você está nisso.
- Você sempre pode vir, eu não sei, pegar ele. Ele é o seu filho. Ele se vira e vai embora.
E sai.
- Jaylah!
Eu suspiro e pressiono o telefone de volta para o meu ouvido. -
Desculpe, mãe, está tudo bem.
- O que está acontecendo? Quem é este homem para quem você está trabalhando?
- Está tudo bem, ele é um pai solteiro.
- Isso não é bom. Nunca é bom.
- Eu vou desligar agora, mãe, - eu digo, porque os gritos da Diesel estão ficando mais altos. - Eu te amo.
Eu desligo antes que ela possa responder. Eu levanto o bebê em meus braços e caminho para a cozinha. Existem algumas mamadeiras na pia, e uma lata de leite em pó ao lado deles. Certo, eu posso fazer isso. Eu giro a lata, lendo a parte de trás. Não parece tão difícil. Eu prendo Diesel em uma mão e abro a lata, lançando uma garrafa e escavo um pouco do pó dentro dele. Eu perco metade do conteúdo sobre o balcão, mas não é ruim para a minha primeira tentativa.
Então eu despejo um pouco de água da chaleira, achando que fervida deve ser melhor. Está muito frio. Merda. Me lembro de minha mãe testar a temperatura em seu pulso, mas como diabos ela sabia o ponto? Acho um copo e o encho com água quente, colocando a mamadeira lá dentro. Eu tenho certeza que eu não deveria usar o microondas. Certo?
Após dez minutos de gritos de Diesel, a garrafa está quente. Eu mexo mais uma vez e corro para o sofá, ajustando ele sem jeito quando eu pressiono a garrafa nos lábios dele. Ele se agarra como um soldado e começa a chupar com uma força que eu nunca vi vindo de algo tão pequeno. Suas pequenas mãos estão fechadas em punhos e seus olhos castanhos estão nos meus.
Meu peito se sente alegre... Este pequeno calor se arrasta através de mim.
Ele é bonitinho.
Enquanto ele está se alimentando, eu puxo o meu telefone e o equilibro em uma das mãos, mandando uma mensagem com um dedo.
Jaylah - Hey Jos! Eu preciso de um favor...
Josie - O que você fez? Você matou o bebê? Você foi sequestrada?
Eu rio e respondo.
Jaylah - Não, ainda não, de qualquer maneira. Eu preciso das minhas coisas. Consegui o emprego, Ebaaa. Poderia ser boazinha e arrumar o básico para mim?
Josie - Porque você não pode vir buscar?
Jaylah - Bem, o pai é uma espécie de mal-humorado. É uma longa história; você vai ver quando você vir.
Josie - Eu acho que não tenho uma escolha. Te vejo logo!
Eu mando mensagem para ela com o endereço e uma lista do que eu quero, então eu solto o telefone no sofá ao meu lado. Diesel está quase terminando sua mamadeira e seus olhos estão se inclinando.
- Uh-uh, amiguinho, - eu digo, cutucando seu rosto suavemente. - Não é hora de dormir ainda.
Ele não responde. Os olhos dele se fecham e ele para de chupar. Ótimo. Eu nem sequer dei banho nele. Me levanto, tirando a mamadeira dos lábios dele. Ele faz alguns movimentos de sucção, em seguida, sua boca instala e faz um som chiado. Então, ele está dormindo. Droga. Eu gostaria de poder dormir tão facilmente.
Eu o levo para o banheiro. Hmmm. Isso é uma grande, grande banheira. Vai ser impossível dar banho nele nisso. Me viro e caminho para fora, chegando ao corredor. Eu não tenho certeza que o quarto pertence ao Capitão Mal-humorado, mas só há alguns então não vai ser difícil de encontrar. Estou certa; é no segundo quarto à direita. Ele está sentado em sua cama, tocando seu violão suavemente.
Oh Deus, ele troca a porra de um violão.
Eu acho que acabei de fazer um pouco de xixi nas calças. Isso é quente.
- Ah, - eu começo e ele encaixa a cabeça para cima, olhando para mim. - Onde eu dou banho nele?
Ele parece confuso. - Onde você costuma tomar banho?
- A banheira é muito funda.
Ele aperta os olhos. - Então, segure ele.
- Eu vou quebrar minhas costas se eu me inclinar sobre isso.
Ele ergue uma sobrancelha.
- Sério? - eu estalo. - Alguma ajuda seria bom.
- Quem está sendo pago aqui?
- Jesus, não importa.
Me viro e começo a andar. Quando passo pela lavanderia, eu vejo um tanque não muito grande lá. Isso vai ser perfeito. Sorrindo alegremente, eu pego uma toalha, encontro um pouco de sabonete para bebê e abro. Eu coloco uma toalha sobre a máquina de lavar roupa e abaixo Diesel. Eu começo a despi-lo, mas paro quando eu começo a tentar tirar a pequena camisa sobre a cabeça.
Merda.
Eu começo a puxar, mas não passa da cabeça.
Merda. A cabeça dele é grande demais para este pequeno buraco.
Quem inventou essa roupa?
Eu franzo os lábios e uso os dedos para esticá-la tanto quanto eu posso, deslizando-a sobre a cabeça dele. Ele acorda e começa a chorar, suas pequenas pernas se debatendo. - Sinto muito! - eu grito, erguendo o corpo do bebê nu em meus braços. Ahim, ele é tão pequeno, tão pequenininho. - Eu não tive a intenção de te machucar. É a camisa...
Eu estou falando com um bebê. Perdi a cabeça.
Eu ponho um dedo na água. Está quente, então eu gentilmente abaixo Diesel. Seu corpo rapidamente se torna escorregadio e eu tenho que usar minhas duas mãos para me certificar de que ele não afunde. Eu viro o corpinho dele gentilmente, deixando a água correr. Ele para de chorar e começa a fazer sons para mim. Oh Deus.
- Está tudo bem, homenzinho, - eu digo, sorrindo. - Você vai crescer e ser um super cara.
Ele murmura e meu coração se derrete um pouco mais. Quem iria imaginar que os bebês eram tão fofos? Eu o lavo o melhor que posso e, em seguida, o levanto para fora da água. Os gritos começam de novo; alguém não gosta de ser tirado do banho. Eu rapidamente envolvo ele em uma toalha e o levo em seu quarto, colocando-o sobre essa mesa
novamente. Eu tenho certeza que há um nome para isso; eu só não sei o que é.
Eu coloco a mão em sua barriga e me inclino para baixo, pegando uma fralda e uma roupa quente. Quando me levanto, alguma coisa cai no meu olho... meu Deus... o bebê está fazendo xixi no meu olho! Eu grito bem alto, querendo saltar para trás, mas não querendo que ele caia da mesa. Ele continua a jorrar em mim, e meus gritos se tornam mais altos enquanto a urina quente é espirrada sobre o meu rosto.
- Que porra é essa?
- Ele está fazendo xixi em mim! - eu grito. - Seu filho está fazendo xixi em mim. Segure ele, oh meu Deus, meu olho!
Silêncio.
Em seguida, uma risada alta.
- Você é horrível... horrível... horrível... Ele ri mais alto.
- Você vai segurar ele? Eu estou ficando cega!
- Você tem que aprender. Divirta-se com isso.
Então eu ouço seus passos pesados quando ele sai. Sério? Sério?
- Você vai pagar por isso, - eu grito. - Haverá uma doce, doce vingança."
Mais risos.
- Doce vingança. Oh Deus, me ajude.