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Uma Cowgirl em minha vida

Uma Cowgirl em minha vida

Autor:: Carla Cadete
Gênero: Romance
Cristiano é um homem frio com o irmão e também com as mulheres. Não se importa se magoa as pessoas, tem várias mulheres ao mesmo tempo e para ele isso já é de seu dia a dia. Dono de várias empresas e o mais novo hospital da cidade vizinha, em Pedra Bela, não medirá esforços para magoar mais ainda seu irmão e quem atravessar seu caminho. Christopher ama Cristiano, seu irmão. Tentará mais uma vez conquistar seu amor. Adalberto está em como induzido no hospital. Porque será que ele é tão iluminado? Isis e Juliana, são amigas de infância e realizam seu sonho trabalho no mãos novo hospital da cidade vizinha, Ísis é Técnica em Hemoterapia e Juliana enfermeira. Dara, a cigana, sabe qual é seu destino, mais deve lutar contra ele, para ninguém sair machucado.

Capítulo 1 Hospital de Pedra Bela

Série Cowboys, volumes 6 e 7

Ísis está muito ocupada e pede para sua amiga enfermeira ir cuidar de Adalberto, pois a outra enfermeira ainda não chegou.

- Faz essa gentileza amiga? - Pede Ísis entregando o prontuário dele.

- Sem problemas. - Juliana pega o prontuário do Adalberto. - Soro, medicação... hum, banho? Tenho que ir preparada. Amiga como vou dar banho nele sozinha? Infelizmente não vou poder te ajudar, mais acredito que você consegue dar um jeitinho.

- Tá bom. Vou pegar as coisas e ir até ele, beijos.

- Beijo.

Juliana segue até o leito do rapaz e ao entrar o vê todo entubado, chega perto, observa o quanto ele é bonito.

- Uau... Você é perfeito! - Juliana fica envergonhada por ter se interessado pelo rapaz e vai até seu carrinho arrumar as coisas para começar o banho. - Droga, como vou fazer isso sozinha? Como se a tivesse escutado aparece um enfermeiro.

- Bom dia Ju. - Fala o enfermeiro.

- Ai meu coração!

- Mulher, tem muita gente passando para lá e para cá, como se assusta assim?

- Eu estava com a cabeça em outro lugar.

- Com tanto que não esteja nas nuvens na hora de dar a medicação.

- Foi sem querer. É que esse paciente é incrivelmente lindo.

O enfermeiro começa os preparativos para o banho.

- Venha, Ísis pediu para te ajudar e estou cheio de serviço.

- Muito obrigada por vir.

Eles dão banho no Adalberto e Juliana volta a ficar sozinha.

Pega a medicação do rapaz, ela tem a sensação de que alguém a está olhando.

Olha para o homem e ele está do mesmo jeito, olha para trás e uma sombra sai do quarto.

- Ah Deus! - Fala tremendo de medo, do nada uma mão segura a sua. - Eu vou desmaiar, ainnn.

Ela olha e a mão de Adalberto cobre a sua. Como ele faz isso sem consciência?

Tremendo consegue tirar a mão da dele Se está com esse medo todo trabalhando de dia imagina quando começar a trabalhar a noite que seu horário será mudado?!

- Devo estar sonhando. É isso, devo estar sonhando. - Pega a medicação e coloca no soro, ainda está tremendo, mais o medo passou.

Assim que termina, olha o rapaz novamente e sai do quarto, na sala de medicação ela encontra Ísis passando.

- O que aconteceu? Está estranha.

- Menina se eu falar você não vai acreditar.

- Vem, vamos tomar um café. - Ísis a chama preocupada.

No refeitório elas se servem de café e bolacha.

- Não posso demorar, tenho que trocar a bolsa de sangue de um paciente. Mais me diga, o que aconteceu?

- Eu tive a sensação de estar sendo vigiada. E quando olhei para a porta vi uma sombra saindo. E para quase ter um infarte a mão do paciente Adalberto segurou a minha em seguida, quase morri de susto.

- Que estranho, ele está em coma induzido. Inconsciente, mais apesar que...

- Apesar do quê? Você também viu alguma coisa? Me conta!

- A uns dias atrás ele abriu rápido os olhos e logo os fechou. O moço é muito gato e queria saber a cor de seus olhos, parecia até que estava dormindo e simplesmente acordou e voltou a dormir.

- Misericórdia, e que cor são?

- São azuis.

- Nossa, tirando o medo que estou dele agora, que gato.

- Verdade, gato é pouco.

- Bom, está dando meu horário, vou ver mais três pacientes e vou embora. Meu namorado quer ir ao cinema hoje.

- Humm, hoje tem, RS. - Fala Ísis rindo.

- É acredito que sim. RS

- A tanto tempo não namoro, às vezes tenho uma vontade de fazer amor.

- Arruma um namorado gata e tira esse atraso.

Terminam o café e voltam para o trabalho, o dia se passa e as meninas vão para casa.

Ainda no hospital o dono chega e passa pela recepção, sério.

- Boa tarde a todos. - Fala Cristiano ao chegar na recepção.

- Genteeeee... - Fala um enfermeiro. - Quem é o cara?

- Ele é o dono do hospital, e ficará conosco como diretor. - Fala a recepcionista.

- Mulher do céu, um tremendo gato. - Fala uma enfermeira.

- Gente será que essa delícia é gay? Se for vou me candidatar. - Fala o enfermeiro.

- Entra na fila. - Avisa a enfermeira que também se interessou.

- Ele é muito sério, não tem cara que se envolve com tanta facilidade. E até onde sei só namora mulheres famosas. Modelos, atrizes o cara é exigente. - Fala a recepcionista.

- Exigente até demais. - A enfermeira fala desiludida.

- Também achei. - Fala o enfermeiro.

Cristiano entra no escritório sua mesa está cheia, recebe uma mensagem no celular.

- Já chegou? - Pergunta o Dr. Marcos.

- Sim.

- Vou até seu escritório.

- Ok. - Cristiano arruma a papelada enquanto aguarda.

- Boa tarde Cristiano.

- Boa tarde Marcos, como vai?

- Muito bem amigo. Preciso de uma opinião com relação a um paciente.

- Claro.

- Aqui está o prontuário.

Cristiano pega e examina.

- Vamos até o leito dele. - Fala Cristiano.

- Claro, vamos.

No leito de Adalberto, Cristiano analisa todos os prós e contras.

- Repita amanhã todos os exames, depois me mostre os resultados e veremos se está na hora de tirar esse rapaz do coma induzido.

- Sim, senhor diretor. Vamos tomar um café?

- Eu aceito. Com certeza minha noite será longa.

- RS, poderia trabalhar durante o dia.

- De dia tenho outra empresa. - Fala Cristiano.

- Ok, cuidado para não ficar doente.

Capítulo 2 Cristiano está a perigo

Cristiano anda pelo hospital todo, verifica todas as alas e resolve os problemas que passam por suas mãos.

Não conseguirá ficar muitas horas trabalhando, seu dia foi bem cansativo.

Mesmo cansado, presta atenção nas mulheres do hospital, é um homem com um imenso apetite sexual e se mudando para essa cidade deixou todas suas paqueras para trás.

Demorou para começar a paquerar na cidade nova, passa pelos corredores olhando tudo e todos com seus olhos de águia.

- Ainda por aqui? - Cristiano pergunta.

- Hoje é meu plantão, tenho uma noite longa pela frente. - Responde Dr Marcos.

- Como você se diverte por aqui?

- Nessa cidade ainda tem mais coisas que a cidadezinha do lado. Lá é muito monótono.

- Tá namorando?

- Tô nada, mais estou de olho numa gatinha aqui do hospital.

- Espero que não atrapalhe seu serviço nem o dela.

- Sei separar as coisas já tenho 36 anos, caso você não tenha reparado sou um homem bem crescido.

- RS, cheio de graça. Meu irmão é da cidade vizinha, onde você diz que não tem nada. Aluguei uma casa, ou melhor, um sítio na divisa das cidades e como não fui ainda na outra cidade ver ele, não sei como as coisas estão por lá.

- Como disse não perde nada. A única coisa que sei que tem na cidade vizinha é um Bar muito famoso a anos, e lá tem muita gata. Quer dar um pulo lá?

- Como é o nome?

- Bar dos Primos, ele disse que o bar não é lá essas coisas, mais as garotas são as melhores da região.

- Ouvi falar. É estou precisando tirar a tensão. Estou aqui a uma semana e ainda não tive tempo de namorar.

- Vamos amanhã à noite.

- Droga preciso trabalhar.

- Seu hospital, seus horários. Dá uma bem, gostoso e depois volta para cá.

- Eu não sei se amanhã vai dar, mais eu te aviso qualquer coisa.

- Ok, se você não for eu vou.

- Tá bom.

Eles vão até o refeitório tomar um café.

- Me fala dessa mulher que está de olho. - Fala Cristiano.

- É uma caipira, só quero transar e mais nada. O corpo e o rosto dela são lindos,

loura, olhos claros e uma bundinha, rapaz.

- Ela faz o que aqui?

- Estágio, é Técnica em Hemoterapia.

- Uma estagiária? Fala sério, ela deve ser muito novinha, achei ser uma mulher feita.

- Cara é uma mulher, 23 aninhos, linda que dói, pena que é caipira.

- Meu irmão também é chegado numa caipira, se casou com uma.

- Essa que estou falando é nervosinha. Deu um soco na cara de uma mulher que queria acabar com um casamento, kkk

- Se for pensar por esse lado, ela estava certa, RS.

- Sei lá, acho ela meia bruta. Deve ser uma tigresa na cama. Quando eu pegar rapaz, vou foder ela a noite toda.

- Bom proveito, vou para minha sala.

- Vou visitar o cara em coma induzido.

- Ok, até mais. - Cristiano volta para sua sala e tenta se livrar de todo aquele serviço acumulado, mais está muito cansado e acaba dormindo no meio da papelada.

Fazenda Dois Irmãos...

- Querida? - Christopher.

- Sim, bebê. - Responde Helena.

- A Ísis já te disse que vai começar a trabalhar a noite? Não gostei nada disso, sei que aqui a criminalidade é baixíssima, mais mesmo assim.

- Ela me disse sim.

- E está de acordo?

- Não, mas também não posso impedir.

- E o que pretende fazer?

- Ela terá que ir de carro, será mais seguro que de moto.

- Tá bom, ela vai no meu carro amanhã e amanhã mesmo vou comprar um carro para ela.

- Obrigada, querido.

- Ela é minha enteada querida. A trato como uma filha. Sei que não tenho idade o suficiente para ser pai dela, mais me considero como um. Não sei se ela sente afeto a esse ponto comigo, mais o jeito como ela me respeita para mim já está de bom tamanho.

- Eu sei que ela gosta muito de você meu amor. - No quarto, Helena se deita com o marido.

- Boa noite minha rainha.

- Boa noite meu rei. - Responde Helena se aconchegando no peito do marido.

Capítulo 3 O irmão de Dara

No quarto, Ísis manda mensagem para Juliana.

- Como foi com seu namorado?

- Comum, sinceramente não gosto tanto de fazer amor com ele como antes. Porque será?

- Deve ser porque não é a pessoa certa ainda para você.

- Sei lá amiga, eu amo meu namorado.

- Certo, então talvez esteja de TPM ou muito cansada.

- É pode ser isso mesmo. E nossos horários mudam amanhã, vai ser mais cansativo ainda.

- Vai ser quase igual se você pensar bem. A escola vai ser de dia e o trabalho a noite.

- É...

- E esse horário vai definir se no fim do curso continuaremos nesse hospital.

- Espero que sim, gostei muito de trabalhar lá. - Juliana lembra do rapaz em coma. - Viu, e aquele deus grego em coma, será que ele sai dessa?

- Muito provável que sim, acompanho o caso dele desde o início.

- Você o conhece?

- Não, ele é capataz de um tio vaqueiro.

- Muito lindo, tive uma impressão estranha quando o vi.

- O quê?

- Deu uma leve sensação que já o conhecia. Mais estou ficando louca, sei que nunca o vi antes. Mais ainda tenho essa impressão.

- RS... tá endoidando mulher.

- Sei lá, pode ser, RS.

- Bom, vamos dormir que já é muito tarde.

- Verdade, estou muito cansada.

- Boa noite amiga.

- Boa noite.

De manhã Christopher vai atrás de um carro para a enteada na cidade vizinha.

- Ísis, filha acorda. - Helena bate na porta do quarto da filha.

- Vai chegar atrasada na aula.

Ela acorda cheia de sono:

- Hummm... já vou mamãe.

- Se não levantar em cinco minutos vou te puxar da cama, seu café está na mesa.

- Sim, senhora. - Ela sai da cama se arrastando e vai se arrumar. - Preciso ir dormir mais cedo...

Ela entra na cozinha ainda se arrastando:

- Ainn mamãe que sono.

- Eu também estou querida, dormi muito tarde ontem. Vamos tome seu café e saia, já está na hora.

- Tá bom.

Ísis vai para o curso e encontra Juliana que também está morrendo de sono.

- Estou vendo que não seremos muito produtivas hoje. - Fala Ísis.

- Que merda. Não gosto de dar mancada no trabalho.

- E eu? AFF amo trabalhar, não quero perder meu serviço.

- Também não amiga.

Na volta para casa, Ísis está com tanta fome que para na padaria para tomar um lanche. Estaciona a motoca e uma mulher está indo até ela.

- Olá, meu nome é Dara.

- Sou, Ísis Silva.

- Poderia ler sua sorte por algumas moedas.

Ísis fica pensativa.

- Pode ser.

Sorrindo Dara pega sua mão:

- Ah querida! Vejo um amor não correspondido. Escuridão, muitas lágrimas, muito rancor... sinto muito.

- Mais...

- Se afaste da tentação querida.

- Certo...

Dara ainda segurando sua mão e pergunta:

- Tem tempo para ver uma dança?

Ainda pensando no que ela disse responde:

- Sim, aqui estão suas moedas. - Ísis lhe dá três notas.

- Muito obrigada!

Dara leva Ísis sorrindo, seu grupo já está tocando e dançando. Ela fica no meio da praça vendo os ciganos dançando alegres. Dara é exótica, lindíssima, ninguém da cidade a paquera por ser cigana.

Um fazendeiro passa pela praça para entrar na padaria, observa a dança dos ciganos.

Assim que coloca seus olhos em Dara, ele para como se estivesse petrificado. A olhando o homem diz uma única palavra:

- Maravilhosa! - Fala Hugh para si mesmo.

Dara olha o homem e também para de dançar por um instante. Dara sabe seu destino e volta a dançar, rodopia e volta a sorrir. Ísis segue o olhar dela, que está em seu amigo fazendeiro Hugh, Ísis vai até o amigo o cumprimentar.

- Oi Hugh como está? Que, que é isso? Oiê! - Balança a mão na frente do rosto dele.

- Ah, é... o que foi Ísis?

- Tá aí babando como um cão raivoso.

- RS, como está garota?

- Muito bem! Você gostou da Dara, não é? RS.

- Ela é maravilhosa.

- Pede para ela ler sua mão, seria uma boa desculpa para chegar perto, RS. Vou indo estou caindo de fome.

Ísis sai e Hugh se aproxima de Dara.

- Licença bela dama.

- Senhor?

- Poderia ler minha mão?

Ela sabe que não pode recusar, mais quando está perto de segurar a mão de Hugh, seu irmão a impede.

Manolo

- Seria um prazer ler sua mão senhor. - Manolo segura a mão de Hugh no lugar de Dara.

- Mais...

- A leitura é a mesma senhor. - Insiste Manolo. Vejo uma fazenda que está crescendo é produtor de soja. Tem sua própria marca de óleo, meus parabéns, senhor.

Dara abaixa os olhos aguardando o irmão terminar a leitura.

- Não irá demorar a crescer senhor.

Hugh olha para Dara e pergunta para o cigano.

- E no amor? O que vê?

Manolo vê algo que não pretende contar ao fazendeiro então mente.

- Por agora ficará só, daqui a um tempo conhecerá uma filha de um fazendeiro e se casará.

Hugh olha decepcionado para Manolo.

Manolo lhe solta a mão e Hugh lhe dá uma nota alta.

- Eu pensei que...

- Entendo senhor, mais tem cultura que não pode se misturar. Obrigado senhor. Vamos meninas.

Dara sai de cabeça baixa, Hugh os observa irem.

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