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Uma Noite Com Meu Chefe

Uma Noite Com Meu Chefe

Autor:: PageProfit Studio
Gênero: Romance
Álcool e desilusão amorosa nunca foram uma boa combinação. pena que descobri isso tarde demais. Sou Tessa Beckett, recém-abandonada pelo namorado de três anos. Em meio à dor, afoguei as mágoas em um bar e acabei numa noite de paixão com um completo estranho. Para não parecer vulnerável, no dia seguinte joguei dinheiro na mesa, fingi indiferença e ainda critiquei seu desempenho na cama. Só não esperava que aquele mesmo estranho. seria meu novo chefe. Agora, preciso encarar todos os dias o homem que humilhei - e que detém o poder sobre meu emprego. Como sair dessa? O pior ainda está por vir.

Capítulo 1 Uma Noite Inesperada

*TESSA*

"Nunca mais vou me apaixonar." Murmurei, tomando um gole de vodka que queimou a garganta.

Não devia estar bebendo. Sabia muito bem. Nunca fui de aguentar álcool, mas naquela noite, só queria anestesiar a facada no peito.

Três anos. Três anos juntos, e Marcus me jogou na cara que eu não era mais gentil, nem interessante, nem sexy. Como pode? Ele que sempre me idolatrou. Onde foi que errei?

E, poucas horas atrás. eu vi fotos dele na internet. Ele já estava em Londres, com outra. Uma mulher chique, sofisticada.

A gente terminou faz uns três dias e ele já está com outra.

Isso me deixou curiosa para saber quando ele conheceu ela.

Foi antes de terminarmos.

Ele estava me traindo.

Eu realmente tinha me tornado tão insuportável?

A dor era física, como se esfaqueassem meu coração. Como foi tão fácil para ele jogar tudo fora?

Enchi o copo de novo e virei tudo de uma vez.

Alguém sentou ao meu lado e eu imediatamente me senti desconfortável.

Eu não queria que ninguém me visse no meu pior momento.

Tentei descer do banco, mas me virei antes.

E então, eu o vi.

Um silêncio pesado caiu sobre nós. Contra minha vontade, ergui o olhar.

E me deparei com ele. Um anjo caído das trevas. Olhos que mesclavam verde e ouro sob cílios escuros, maçãs altas, lábios. lábios perfeitos. Um desejo absurdo e urgente me invadiu: beijá-lo, sentir o toque da sua pele.

Tudo isso em um nanosegundo.

"Ei, linda," ele disse.

Um calor inesperado tomou conta do meu estômago, um zumbido percorreu minhas veias. Fiquei sem ar, tonta, ainda presa ao banco.

Se controla, Tessa.

Me levantei, trêmula.

"Ah, por favor, não vá por minha causa."

"Eu. eu já estava indo embora."

"Que pena. Não aceitaria um drink comigo?"

Eu devia recusar, mas a voz dele - quente e profunda - derrubou todas as minhas defesas.

Me sentei de novo, dominada por uma onda de calor que incendiou cada veia do meu corpo. Quando ele sorriu, leve e perigosamente, o ambiente pareceu girar.

"Eu.", foi tudo o que consegui soltar, inútil e patética.

Ele tirou o paletó, e a camisa de seda revelou o corpo que a roupa apenas sugeria: ombros largos, um torso definido. Meu Deus.

É o término. É a bebida. Pensei, tentando me convencer.

---

O som do chuveiro me arrancou do sono.

Pisquei, a cabeça latejando. Meus olhos se ajustaram e o pânico veio: não estava no meu quarto.

Era um lugar luxuoso. A luz do dia entrava pelas cortinas abertas. Roupas espalhadas no chão.

Deitei de novo, tremendo, puxando o edredom. Meu Deus, estou nua!

A confirmação veio quando eu levantei o lençol. Um choque. E uma sensibilidade estranha, íntima. entre as pernas.

Então, como um filme, os flashes da noite voltaram. A bebedeira, aquele homem, uma conversa truncada, e depois. um quarto de hotel.

Meu rosto queimou. Lembrei dele sobre mim, o movimento, o toque. Ele foi. tão bom.

Ah, não. Não era hora de pensar nisso. Acabei de transar com um estranho! Nunca fiz isso. Como encará-lo? O que dizer?

Tenho que fugir. Agora.

Saí da cama às pressas, me vesti em segundos. Bolsa na mão, rumei à porta.

Foi quando a porta do banheiro se abriu.

E ele surgiu.

Quase parei de respirar. Ele era. impressionante. Gotas d'água escorriam por ombros largos, um torso esculpido, coxas fortes. Marcus não chegava nem perto desse homem.

As memórias da noite me invadiram de novo – seus beijos, seus braços, a forma como nos movíamos – trazendo uma onda de calor insuportável.

Sacudi a cabeça, tentando me controlar. Enquanto eu estava um caco de nervos, ele parecia absurdamente tranquilo, sereno.

E seu olhar. frio. Ele me olhava como se examinasse um objeto.

Com a sobrancelha levemente arqueada, pegou a carteira da mesa de cabeceira. Estava cheia de notas.

Meus olhos se arregalaram. Ele acha que sou uma prostituta?

A indignação feriu fundo.

Pensa rápido, Tessa.

Tirei duzentos dólares da minha bolsa e joguei na cama antes que ele pudesse me oferecer qualquer coisa, com um ar de quem fazia aquilo todo dia.

Cruzei os braços, firme, e encarei seus olhos agora cintilantes de raiva.

"Até que você é bonito," disse, a voz gelada. "Mas na cama. é tão medíocre que só vale isso aqui mesmo."

O objetivo era um só: humilhá-lo antes que ele me humilhasse.

"O que foi que você disse?" A voz dele era um rosnado perigoso.

Ignorando o constrangimento interno, dei um passo à frente e bati de leve em seu ombro, num gesto falsamente conselheiro.

"Olha, tenta cobrar menos no começo. Depois que aprender a satisfazer uma mulher de verdade, aí aumenta o preço."

Virei as costas e escapei do quarto como se tivesse demônios na cola, enquanto sua voz ecoava furiosa pelo corredor:

"VAI SE FERRAR!"

Pois é. Eu tinha realmente acabado de irritar aquele homem.

Capítulo 2 Meu Novo Chefe

*TESSA*

Não olhei para trás, nem parei de correr.

Se ele me perseguisse, eu não teria a menor chance.

Só quando a falta de ar me obrigou é que ousei espiar. Ninguém. Ele não tinha vindo atrás de mim.

Fui diminuindo o ritmo até começar a andar rápido em direção à saída do hotel. Esfreguei o peito, tentando controlar o coração descompassado.

Tudo bem. Tudo vai ficar bem.

Cometi um erro. Fiquei bêbada e tive uma noite com um estranho. Fim do mundo, não é? O lado bom: certamente nunca mais o veria na vida.

Em casa, engoli um café rápido e corri para o trabalho.

Chegando à entrada do prédio, meu celular tocou. Era minha mãe.

"Oi, mãe."

"Minha querida! Não esqueceu que hoje é o jantar de 60 anos do seu tio Wilson, no Cromwell, né? Você vai, claro."

"Mãe, não quero ir."

Se fosse, teria que encarar meu pai e a madrasta. Hoje, não tinha estômago para isso.

"Tessa, pelo amor de Deus. Seu tio e a tia sempre nos ajudaram. O mínimo é fazermos uma aparição", ela insistiu, com aquele tom que não admitia negação.

Soltei um suspiro. Ela tinha razão. Quando eu tinha dez anos, meu pai traiu minha mãe e nos largou. Se não fosse pela ajuda do tio Wilson, não saberíamos o que teria sido de nós.

"Tá bom. Eu vou."

"E tenta não arranjar briga com seu pai", ela avisou.

"Se ele não me provocar, não vou." Desliguei.

Anos atrás, minha mãe ajoelhou no chão e implorou para que meu pai não fosse embora. Ela disse que perdoaria tudo, mas ele simplesmente a descartou. Divorciou-se, levou quase tudo e deixou a nossa vida virada de cabeça para baixo.

Perdoar? Jamais.

Entrei na empresa bem a tempo e me sentei na minha mesa.

Minha colega Audrey se aproximou.

"Nossa, você tá diferente hoje, Tess."

Franzi a testa. "Diferente como?"

"Desde que Marcus terminou com você, você era uma nuvem cinza. Mas hoje. tem um ar aí. O que houve?"

Suspirei. Era difícil esconder algo dela. "Ah, talvez porque eu tive uma noite bem louca. Até gastei duzentos dólares num acompanhante para confortar o coração", brinquei, tentando soar descontraída.

"Sai fora!", ela deu uma risadinha, achando que era piada.

A gente tirava onda de ser especialista em homens, mas, no fundo, éramos duas caretas.Por isso a noite passada aindame tirava o sono. Aquilo não combinava nada comigo.

"Ah, o novo chefe começa hoje", ela anunciou, mudando de assunto.

"E daí?"

"Ouvi dizer que é o herdeiro do Grupo Hudson. Pai é político influente, mãe é CEO. a maioria das mulheres aqui está morrendo de vontade de conhecer ele... aposto que é lindíssimo."

Revirei os olhos. "Só espero que não seja mais um daqueles playboys metidos a besta. Eu não aguentaria trabalhar pra um idiota como chefe."

Nosso supervisor, Ethan, apareceu então. "Reunião geral na sala de conferências, agora!"

Peguei meu bloco e caneta e o segui.

A sala já estava cheia. Me sentei num canto, tentando passar despercebida.

Mas minha mente voou direto para as primeiras horas da manhã. Para aquele rosto. A expressão de fúria pura quando joguei o dinheiro na cama. Levei a mão à boca para conter um riso nervoso. Talvez tivesse exagerado. Mas aquele olhar de desdém dele. e pensar que ia me pagar como uma garota de programa? A humilhação teria sido pior.

Uma salva de palmas repentina me arrancou do devaneio.

Um homem entrou na sala de conferências. Terno azul-marinho impecável.

E então, eu o vi.

O mundo desabou.

Meu queixo literalmente caiu.

Não. Não pode ser. Tem algo errado com meus olhos.

Esfreguei-os com força, fechei, abri.

Era ele. O mesmo. Exatamente o mesmo homem.

O desconhecido. A noite maluca. Os duzentos dólares.

Meu Deus.

Para onde eu corro AGORA?

Capítulo 3 Uma Coincidência

*TESSA*

O pânico ainda me dominava, agudo e gelado.

Por quê?

Por que essa falta de sorte justo comigo?!

Ainda não conseguia processar. Aquele homem era meu novo chefe.

Revirei na mente cada palavra dura que lhe disse naquela manhã.

Ahh, por que falei aquilo? Devia ter medido as palavras.

Será que ele ia me demitir por causa do que disse?

Não. Não podia ser demitida. Tinha minha mãe e minha irmã para sustentar.

Precisava me acalmar e pensar.

Respirei fundo algumas vezes para tentar me acalmar.

Olhei de relance para o homem sentado à frente. Ele se apresentou como Declan Hudson.

Quando ele não olhou na minha direção, abaixei a cabeça e deixei meu cabelo comprido cobrir metade do meu rosto. Naquele momento, tudo que eu queria era que ele não me notasse.

Cada minuto e cada segundo eram insuportáveis para mim.

Fiquei extremamente aliviada quando a reunião finalmente terminou. Saí de fininho, acreditando que ele realmente não tinha me visto.

De volta à minha mesa, a primeira coisa que fiz foi despejar toda a história na Audrey.

"Você tá de brincadeira, né?"

"Parece que tô brincando?", retruquei, a voz ainda trêmula.

Seus olhos se arregalaram de verdadeiro choque. "Então você devia é estar feliz, mulher! Dormiu com um deus grego!"

"Para com isso, Audrey! Tô morrendo de medo que ele queira se vingar e me demita. Eu não posso ficar desempregada agora, você sabe."

Meu Deus.

Não devia ter ido àquele bar. Queria tanto voltar no tempo.

Devia ter sido mais cuidadosa. Não devia ter cedido àquela noite. Não devia ter jogado os duzentos dólares. E definitivamente não devia tê-lo insultado.

Por que me meti numa enrascada dessas?

Audrey tocou meu ombro. "Não pira assim. Talvez ele nem tenha te visto."

Foi quando a voz do gerente ecoou pelo corredor:

"Tessa! O Sr. Hudson quer você em seu escritório. Agora!"

Ah.

Estou ferrada.

---

Minhas mãos tremiam quando bati na porta do escritório dele.

"Entre." A voz barítona, profunda e agora terrivelmente familiar, veio de dentro.

Entrei, relutante.

A ansiedade tomava conta de mim. Era surreal: o homem de roupão naquela manhã estava agora, de terno impecável, atrás de uma enorme mesa de chefe.

A vida é cheia de surpresas. Pena que essa era do tipo que eu queria muito devolver.

Fiquei parada em silêncio enquanto ele, deliberadamente, continuava a examinar alguns documentos, ignorando minha presença.

Soltei um suspiro que nem sabia estar prendendo. "Sr. Hudson, o senhor me chamou?"

Ele ergueu a cabeça. Ofereci meu sorriso mais profissional e inofensivo.

Talvez ele me veja de outro jeito, pensei, desesperadamente. Como uma funcionária dedicada.

Seus olhos me percorreram de cima a baixo. Eram escuros, gélidos, impenetráveis. Senti um desconforto tão intenso que precisei me concentrar para não tremer.

Ele recostou-se na cadeira giratória, com uma casualidade que não enganava ninguém.

"Imaginei que as pessoas que trabalham para mim fossem. responsáveis", começou, sua voz suave como uma lâmina. "Não esperava vê-la aqui."

A frase caiu como um tapa.

Sim, eu tinha cometido um erro. Mas aquilo não lhe dava o direito de questionar meu caráter profissional. Se havia uma coisa que eu detestava, era ser menosprezada.

A resposta saiu antes que meu cérebro pudesse filtrar:

"Bom, não é profissional falar da nossa vida particular no trabalho, senhor, mas já que estamos nisso. o senhor talvez não devesse se apressar tanto em julgar."

A expressão no rosto de Declan Hudson congelou instantaneamente, os traços endurecendo ainda mais.

Droga.

Parece que o deixei ainda mais furioso.

Vou ser demitida. Com certeza absoluta.

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