Renata Rodrigues
Deixo meus filhos com minha irmã, Iza de quatro anos e Artur de cinco anos, estou indo fazer um bico! A verdade é que estou muito feliz por ter conseguido esse trabalho provisório, afinal está chegando o Natal e preciso comprar roupas novas para as crianças, vou trabalhar em um casamento, vou servir as comidas as convidados.
Me chamo Renata e tenho trinta e um anos, minha vida está um caos e não consigo por em ordem, sou casada com Henrique, estamos juntos a quase dez anos, nos conhecemos na faculdade, eu era a garota mais popular, desejada e simpática da escola, tinha um corpo violão, os cabelos castanhos claros e longos, olhos cor de mel, os garotos se jogavam aos meus pés e eu flertava com todos, mas não ficava com nenhum, até que conheci o Henrique, foi amor a primeira vista, pedir enfim minha virgindade, tudo aconteceu rápido demais e em menos de um anos estava casada! No auge da minha juventude eu me casei.
Meu marido é corretor e é ele quem sustenta a casa, quando engravidei da Iza eu trabalhava num escritório como secretária, mas meu marido me mandou pedir demissão do emprego, falando que eu deveria me dedicar a gestação e depôs a criança, quando a Iza estava perto de completar um ano, falei ao Henrique que queria voltar a trabalhar, ele fez uma cena e me xingou!
Falou que eu estaria abandonando minha filha, que eu era uma péssima mãe e que não merecia que ele sustentasse a casa!
Me sentir péssima, um lixo! Foi nesse período que descobri que estava grávida do Arthur, meu corpo mudou bastante nesse processo, ganhei uns quilos a mais, meus peitos ficaram maiores e meus quadris mais largos, muito mais largo, estava tentando me achar em meio a essa drástica mudança!
Os anos passaram e eu sentia falta de um elogio do meu marido que deixaram de vim, então uma certa noite deixei meu filho com minha irmã que é uma grande rede de apoio para tudo que preciso, depois de deixar as crianças com a Sara, fiz um jantar gostoso e fui me arrumar.
Coloquei uma lingerie nova e bonita, meu corpo estava maior, mas mesmo assim usei, pus um vestido mais curto e justo, vi que tinha algumas gordurinhas aparecendo, porém nada que fosse exagerado, me maquiei e arrumei os cabelos, me perfumei, no final gostei do resultado, me achei linda, achei que Henrique iria dizer que eu estava uma gostosa e teríamos uma noite maravilhosa, doce ilusão!
- porque você colocou essa roupa ridícula?
Foi a primeira coisa que ele disse quando chegou em casa!
- está indo para algum circo?
A princípio achei que ele estava brincando, porém ele continuou e falou palavras duras que nunca conseguir esquecer:
- você está gorda, seus peitos parecem tetas, você é uma piada!
Tentando manter meu orgulho, ergui a cabeça e disse:
- você pode achar isso, mas concertar tem vários homens que me acham uma gostosa!
Henrique deu uma risada seca e feia, depois ele me olhou frio e disse:
- não seja ridícula, nenhum homem vai te querer, quem vai querer uma mulher com dois filhos? Te enxerga! Você tem levantar aos mãos para os céus por eu não me separar de você!
Minha noite perfeita se transformou na pior noite da minha vida, passei a noite chorando sem conseguir dormir, enquanto Henrique dormia tranquilamente, ali eu acreditei em tudo que ele falou: ninguém iria me querer, eu tinha que fazer de tudo para não perder meu marido, eu era um lixo de mulher!
Fui me fechando para todos, minha vida era acordar cedo, preparar o café da mãe do Henrique, das crianças, levá-las a escola, fazer almoço, buscar as crianças da escola, limpar casa, lavar roupa, lavar pratos, fazer jantar, as crianças brigavam e choravam toda hora por tudo, a noite eu estava sempre exausta.
- você está com cara de enterro!
Era isso que Henrique falava toda noite quando chegava do trabalho, eu estava morta, minhas unhas estavam um lixo, meus cabelos secos e sem corte, só usava roupa larga, não estava me importando com minha aparência, afinal não importava o que eu fizesse, eu nunca ficaria bonita novamente.
Foi então que a casa ao lado foi alugada, pela Carol, uma loira linda de 1,70m, ela era tudo que eu j fui um dia, magra e sorridente, muito prestativa Carol se tornou minha amiga e começou a frequentar minha casa, o Henrique não se metia em nossa amizade, eu precisa da Carol ela era minha única amiga após anos, solteira e bem sucedida, Carol trabalhava com eventos e foi ela quem me arrumou esse bico, ela sempre me escalava para trabalhar nas festas em que ela organizava.
Antes de sair para a festa ela passou lá em casa.
- entra amiga, estou quase pronta!
Henrique está no sofá vendo TV com as crianças, mas percebo ele olhar a Carol, nessas horas me bate um ciúmes, eu percebo o Henrique olhando a Carol cobiça, hoje como todos os dias ela está linda, com um vestido vermelho colado em seu corpo magro e sem nenhuma gordinha fora do lugar, meu consolo é que a Carol não olha para o Henrique, eu confio em minha amiga de olhos fechados, ela nunca me faria nada de ruim comigo.
- você vai de branco?
Ela pergunta ao me ver com o vestido tubinho branco que estou usando.
- sim, tem algum problema com cor de roupa?
Pergunto para saber se posso ir com qualquer cor, afinal lá sei que colocarei um uniforme.
- é que você sabe, o branco marca muito.
- não entendi?
Pergunto realmente sem entender, afinal esse vestido vai até o joelho e é muito composto.
- amiga, você sabe que sou sincera, você está um pouco acima do peso, deveria usar apenas roupas escuras, combina mais com você!
Henrique não falou nada, apenas deu uma risada, ali eu me sentir a mulher mais feia, mais acaba, a pior mulher do mundo.
Dei as costas e fui para o quarto chorar, mas nem tinha muito tempo para isso, troquei de roupa, pus uma calça jeans escura e um blusão folgado que mais parecia uma sacola, peguei minha bolsa e fui para sala pegar a crianças!
Quando chego na sala encontrou Carol sentada ao lado de Henrique rindo de algo que ele falou, quando os dois ficaram tão próximos?
- amiga!
Quando me ver, Carol vem até mim.
- espero que não tenha ficado com raiva de mim, sabe que tudo que falou é para seu bem amiga.
- não fiquei, não se preocupe.
- ah vem aqui amiga, me dá um abraço.
Carol me abraça e eu só quero ir trabalhar.
- eu te amo.
Ela diz.
- também amo você!
Nós afastamos.
- agora vamos crianças, eu ainda vou deixar voces na casa da tia de vocês.
Porque estou levando as crianças para casa da minha irmã, sendo que meu marido está em casa?
Ele diz que chega cansado do trabalho e não tem paciência para cuidar dos seus próprios filhos.
- amor você vai me levar?
Pergunto achando que ele pode pegar nossos carro e me levar até a casa da minha irmã, pois estou com duas crianças e com bolsa.
- está louca? Não me amola, estou cansado e não tenho tempo, pede um Uber ou vai andando.
Pego meus filhos e saio de casa, peço um Uber assim como todos os dias, vou vivendo, sem ter, sem esperança e sem motivação.
-mãe!
A Iza me chama quando estamos dentro do carro.
- a senhora está tão linda, eu te amo.
Meus olhos enchem de água e sinto vontade de chorar.
- eu também te amo mãe!
O Artur diz e eu os abraços.
- vocês são minha vida, amo vocês mais que tudo!
Meus filhos eram o motivo de continuar vivendo, pois de mim já tinha desistido.
RENATA RODRIGUES
Já cheguei no trabalho para baixo.
- boa noite, esse é o fardamento!
Recebo a roupa que tenho de usar, me visto, a equipe com a qual trabalharei essa noite está super entrosada, todos comunicativos, faltantes, mas não me sinto bem perto deles, tenho certeza que todos estão julgando meu corpo, me achando gorda e feia, então fico no meu canto, fazendo meu trabalho, respondendo só o necessário, não quero muito papo com ninguém.
Quando estamos com tudo organizado para a chegada dos convidados e os noivos na recepção, uma mulher entra na cozinha esbaforida!
- não vai ter mais recepção!
-COMO ASSIM?
Minha voz sai mais alto do que esperava.
- a mãe do noivo passou mal e foi socorrida, os noivos casaram e estão indo direto para o hospital, parece que foi grave.
Fico chocada em saber disso e com pena dos noivos, principalmente do noivo, coitado!
A moça diz que vai pagar a todos e que podemos ir para casa, penso em avisar ao Henrique que estou largando mais cedo, na mesma hora desisto, ele deve está dormindo.
As crianças vão dormir na casa da minha irmã, ela as levará de volta a amanhã, então pego um Uber e volto para casa.
Entro em casa sem fazer barulho, pois tenho certeza de que o Henrique está dormindo, já entro com meus sapatos nas mãos, coloco ele no canto da porta e vou até a cozinha, bebo um copo d'água, me sentido cansada começo a caminhar para meu quarto, só quero dormir pois sei que amanhã o dia será cansativo cuidando da casa, subo as escadas e quando estou no corredor indo para meu quarto, escuto um barulho, na verdade um gemido!
Henrique está assistindo filmes porno a essa hora? Me aproximo com cuidado e sem fazer barulho, a porta está entreaberta, quando espio dentro do quarto vejo um filme de terror!
Minha melhor amiga Carol dando o cu para meu marido, em cima da minha cama! Ela está montada em cima dele, meu marido com seu pau dentro da bunda de Carol que está pulando sem parar!
Meu mundo inteiro desaba, o chão se abre embaixo dos meus pés, estou tão nervosa que sinto que vou desmaiar.
- Henrique? Carol?
Os dois paralisam e me olham, Henrique está branco como papel e Carol da um sorriso que me faz espumar e fala:
- chegou cedo amiga!
Todo meu nervosismo se transforma em fúria! Eu trabalhando e eles me fazendo de palhaça!
- VAGABUNDA DOS INFERNOS!
vou até ela e arranco de cima do meu marido pelos cabelos!
- comendo meu marido pelas minhas costas!
Nessa hora até agradeci por está com uns quilos mais, pois Carol magricela não teve forças para mim!
- puta safada! Traidora do caralho, vou quebrar sua cara!
Dou um soco no rosto de Carol que berra, mas não solto seus cabelos.
- me larga sua gorducha, me larga!
- desde quando você está comendo meu marido sua vagabunda? Em? desde quando?
- a meses, que culpa tenho se você é uma balofa? Eu sou gostosa e magra!
- desgraçada dos infernos!
Acerto um tapa na cara dela, em seguida finco minhas unhas em sua bochecha e arranho sua cara.
- aí aí aí, Henrique me ajuda, a gorda da sua mulher vai matar!
Quando Henrique fez menção de interferir, eu olho para ele de um jeito, que ele só um passo pra trás.
Puxo Carol pelos cabelos escada a baixo e saio rebocando ela, para fora da minha casa.
- deixa eu pegar minhas roupas!
- pegar suas roupas um caralho, a vizinhança toda vai ver que você é uma puta, vai voltar andando para sua casa nua!
Falo, pois conhecendo meus vizinhos como conheço, sei que já saíram de dentro de casa por conta dos gritos e devem estar ouvindo todo barraco.
Vou estapeando ela no meio do caminho e quando chego na porta de casa, abro e a jogo na rua completamente palada! Como imaginei, a rua está repleta de vizinhos fofoqueiros espiando tudo, então eu enchos os pulmões de ar e berro para todo mundo ouvir:
- PEGUEI ESSA PUTA DANDO O CU PARA MEU MARIDO, EM CIMDA DA MINHA CAMA!
Todos fazem um barulho de espanto e começa o borburinho.
- ISSO É UMA TALARICA!
Bato as mãos uma na outra, como se tivesse pegado em algo sujo, Carol que caiu sentada, se levanta e tenta cobrir os peitos e a boceta com as mãos, enquanto caminha para casa dela.
- AGORA EU TENHO QUE ME LIVRAR DO OUTRO LIXO!
Digo e entro para casa, Henrique já está vestido com uma bermuda, ele anda pela sala de um lado para o outro.
- não era para você ter visto isso Renta, você chegou cedo!
Quando eu escuto a idiotice que ele fala, eu avanço até ele e rodo a mão na cara dele, dou um tapa que sinto a palma da minha mão queimar!
- Seu vagabundo dos infernos! Você quer que eu peça desculpas por ter chegado cedo? Vai te foder!
Eu nunca fui de chamar palavrão e não estou me reconhecendo!
- Renata, calma, vamos conversar, você sabe, eu sou homem!
Não aguento ouvir tanta escrotice e pulo em cima dele, mordo seu pescoço e não solto por nada.
- caralho Renata!
Quando eu o solto, sinto o gosto de sangue na boca, eu só quero que ele sai da minha frente.
- pegue suas coisas e vai embora!
- eu não vou embora da minha casa!
- essa casa é minha!
Essa casa foi da minha mãe, após sua morte passou a ser minha herança, após a divisão de bens.
- eu tenho meus direitos!
- Henrique, eu vou ligar para polícia se você não sair!
Ele me olha e vendo que não estou para brincadeiras, decidi sair.
- eu vou, mas volto para conversamos, você está nervosa!
Ele tem a cara de pau de falar, então ele pede para ir buscar umas roupas e eu digo a ele para esperar lá fora, que vou preparar uma mala com suas roupas, peço a chaves que ele tem da casa, Henrique reluta, mas me entrega a chave, quando ele vai para fora esperar a mala que prometi, tranco a porta de chave, meu corpo treme e minhas mãos também, mesmo assim caminho até o quarto!
Quando abro o guarda roupa e vejo as roupas de Henrique, tenho uma ideia, ele pediu as roupas dele, eu falei que daria, só não disse como...
RENATA RODRIGUES
Peguei uma tesoura e no fervor da raiva, comecei a cortar todas as camisas do meu marido, não sobrou uma para contar a história, desde as mãos baratas, até às mais caras! Cortei as calças, bermudas e até cuecas e tudo virou retalhos! E tão comecei a lançar todas pela janela!
- AI ESTÃO SEUS TRAPOS!
Henrique começou a me chamar de louca e foi embora daqui sem levar nada, apenas a bermuda que estava em seu corpo.
Quando ele se foi eu desabei e comecei a chorar! Mas não era um simples choro, como já tinha chorado várias vezes, era um choro que vinha da alma, um choro sofrido, eu sentia uma dor de luto, como se eu tivesse perdido um ente querido e ali eu chorei até não ter mais forças, chorei até não ter mais lágrimas, até me sentir oca, vazia, eu estava dilacerada.
Meu casamento com Henrique tinha esfriado, entrado na rotina, mas nunca imaginei que ele fosse capaz de me trair e ainda mais trazer sua amante para dentro de nossa casa, em cima da nossa cama! Voltei a chorar, me sentir a pior mulher do mundo, um lixo, feia e sem expectativa de nada, tudo que eu sabia era que amanhã teria que está de pé e bem para ir buscar meus filhos e cuidar deles.
Passei a noite sem conseguir dormir, chorei a madrugada toda, tentei descobrir onde eu tinha errado, me sentir pouca, insuficiente, mas eu tinha que continuar pelos meus filhos.
Quando o dia amanheceu, tomei um banho, coloquei uma roupa qualquer e fui obrigada a passar um corretivo e base no rosto para esconder a noite mal dormida, as olheiras e fui na casa da minha irmã.
Quando chego na casa de minha irmã Sara, ainda era bastante cedo, as crianças ainda dormiam, meu cunhado também estava dormindo, então aproveito para contar a ela o que aconteceu.
- aquele arrombado de merda, eu bem que não ia com a cara da Carol e te falei isso várias vezes, ela era boazinha demais, tinha caroço nesse angu.
Era verdade, Sara sempre me alertou sobre a Carol, sobre ela sempre se enfiar dentro da minha casa toda prestativa, mas eu achava que era implicância da minha irmã e nunca dei ouvidos, agora deu no que deu.
- não chora irmã, aquele trambolho não merece suas lágrimas!
Choro um pouco no ombro de minha irmã.
- deixa as crianças aqui comigo uns dias, até você ficar melhor, não vai ser bom para elas te verem assim, eu cuido de tudo, levo elas a escola, vou seguir toda a rotina!
- você faria isso por mim?
Pergunto com os olhos cheios de lágrimas e minha irmã me responde prontamente em segundos, sem nem precisar pensar:
- eu faria qualquer coisa por você Rê, você é minha irmã amada, minha casula, se você precisar do meu sangue ele é seu, do meu rins eu te dou, eu amo você!
Nos abraçamos e me sinto emocionada, eu faria o mesmo por minha irmã!
- obrigada Sara, eu também amo você!
- eu quero que você fique bem, se precisar conversar é só ligar, se precisar passar uns dias aqui também, minha casa é sua casa!
Eu agradeço e me despeço, já em casa, faço duas mochilas, uma para cada um dos meus filhos, com roupas, fardamento escolar e tudo que eles vão precisar, para passar uns dias na casa de minha irmã, meu cunhado passa em minha casa para buscar as mochilas.
- sabe que pode ir ficar lá com a gente, não sabe Rê?
Ele fala, me olhando com pena, meu cunhado é um cara legal, mas seu olhar de pena acaba comigo.
- eu sei Gustavo, obrigada, mas eu vou ficar bem, vocês já estão fazendo tanto ficando com as crianças.
- imagina, nos amamos seus filhos, assim como amamos a Luiza, vamos cuidar muito bem deles.
Luiza é minha sobrinha, filha da minha irmã e do Gustavo, ela tem 6 anos e eles optaram por terem apenas um filho.
- eu sei disso, obrigada mais uma vez.
Meu cunhado se vai, eu entro em casa e me tranco, me jogo no sofá, só quero ficar aqui quieta, sem fazer nada!
Não sei quantas horas se passaram quando ouço meu celular virar, me arrasto até ele e vejo o nome Marido! Fecho os olhos e deixo o celular tocar, eu não quero falar com Henrique, a cena dele fodendo a Carol não sai da minha cabeça, então começo a pensar várias bobagens! E se eu perdoa-lo e tentar salvar meu casamento? Afinal, temos dois filhos juntos e como ele disse: Ninguém iria me querer com dois filhos!
Não, eu não posso aceitar ele de volta, onde está meu amor próprio? Começo a pensar como será minha vida de mulher separada e sinto medo de não conseguir, eu vou conseguir dar conta de tudo? Fico com medo, a insegurança do futuro bate forte e eu choro!
Henrique liga muitas outras vezes, eu não atendo, será que ele não tem bom senso e não se toca que não quero falar com ele?
Eu não voltaria para Henrique, ele me traiu e não confiava mais nele, não importa o quanto as coisas ficariam difíceis, eu não o aceitaria novamente em minha vida, procuraria um emprego, criaria meus filhos com dignidade, exigira que ele pagasse a pensão pois era direito dos meus filhos, eu sabia o que tinha que ser feito, só precisava ter forças para fazer, por hora eu só conseguia priorizar a minha dor.
continua...
Postado mais um capítulo meus amores.