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Uma vilã também ama

Uma vilã também ama

Autor:: Igor Davi
Gênero: Romance
- Meu nome Helena significa resplandecente, e em grego é originalmente 'raio de sol'. Então, por que em toda minha vida fui a sombra de outras pessoas e deixei aqueles que me machucaram ditar as regras? - Embora filha legítima do Marquês do império Eldorado e de sangue nobre, Helena sofreu uma cena de maus-tratos por parte de sua madrasta, a quem foi obrigada a chamar de mãe, e de sua irmã bastarda mais nova que em breve se tornaria a favorita de seu pai. Entretanto, Helena já havia presenciado toda aquela situação. Uma morte impiedosa, uma amante que aqueceu a cama do seu marido e até torturas cruéis por parte de sua irmã antes que lhe tirassem a vida em praça pública. Após renascer por algum tipo de milagre, ela percebeu que para salvar a própria pele, precisava ser tão cruel quanto eles. Em seu coração havia apenas veneno, a vingança lhe destruiria com o tempo ou apenas a tornaria uma verdadeira vilã?

Capítulo 1 Tudo menos a verdade

- Meu nome Helena significa resplandecente, e em grego é originalmente 'raio de sol'. Então, por que em toda minha vida fui a sombra de outras pessoas e deixei aqueles que me machucaram ditar as regras...? - sussurrei para mim mesma com as mãos trêmulas entre a camisola fina e branca que estava em meu corpo esculpido.

Meus joelhos estavam juntos e firmemente colados ao chão de mármore, eu não ousaria vacilar mais uma vez diante daquela multidão que esperava pacientemente a execução da nobre sem escrúpulos que supostamente teve relações com o príncipe de um império inimigo e que tentou matar a própria irmã por inveja.

Tudo aquilo era mentira! Como eu, descendente da família Laviolette, poderia ter ciúmes de uma filha nascida fora do casamento?

Olhei para cima e entre a multidão que estavam a poucos metros de distância, encontrei aqueles olhos sem expressão que um dia me fitaram profundamente e disseram que não me amava.

Eu não podia culpar o Duque Laurent por estar comprometido com minha irmã.

Desde o início, nos casamos por conveniência, ele me tratou bem, mas deixou bem claro que não me amava. Eu era boba e me apaixonei quando me mudei para a mansão dele e o encontrei muitas vezes enquanto ajudava administrando a residência.

Não demorou muito para ele se tornar frio e parar de me visitar, arrumou uma amante e não passava mais as noites em casa.

Alguns meses depois o divórcio foi formalmente solicitado, eu finalmente descobri que a "amante" que tanto invejava por receber a atenção total do duque era, na verdade, minha linda irmã.

Aproveitando a falta de minha ausência nos eventos sociais como recém-esposa do duque, Alice utilizou essa oportunidade como meio de sedução para fazê-lo se apaixonar por sua aparência delicada e seu jeito fofo de agir.

Levantei minha cabeça, me recusando a deixar as lágrimas caírem enquanto o observava. No fundo, eu podia ver que ele estava triste por onde tudo tinha acabado, mas neste momento, nem mesmo o duque com grande poder no império poderia me salvar dessa armadilha meticulosa.

Aquele homem que nunca teve interesse romântico por mim era o único que estava realmente triste, não o culpava por não me amar, também não me arrependia de tê-lo amado.

O sol estava se pondo, os sinos tocaram uma terceira vez. Uma figura de preto se aproximou de mim, agarrou a corda que amarrava meu braço e me ergueu.

Eu lutei para ficar de pé enquanto mordia meu lábio inferior.

Aquela dor contínua era resultado das várias torturas que sofri na prisão imperial, não havia marcas mas me lembro como se fosse hoje... As agulhas que enfiaram em meus dedos das mãos e dos pés, deixando-as ali por horas até que meu corpo não conseguisse aguentar mais e ficasse inconsciente.

Para minha surpresa, o príncipe Lewis, herdeiro do trono de Eldorado, simpatizou com minha situação, embora só tenhamos nos encontrado algumas vezes quando éramos crianças.

Por debaixo dos panos, ele interrompeu a sessão de tortura que a nova noiva do duque havia preparado para mim. Minha irmã diabólica certificou-se de que não chegasse aos ouvidos de Laurent, caso contrário, aquele personagem gentil e bondoso que ela havia criado seria desmascarado.

Uma rajada de vento soprou na minha bochecha, meu longo cabelo loiro voando pelo ar enquanto a luz natural marcava minhas feições.

O carrasco estava logo atrás de mim, ele me acompanhou até a forca e colocou a corda em volta do meu pescoço.

Encarei o duque mais uma vez, agora minha irmã estava ao lado dele. Aquela pele branca como a neve, lábios rosados e cabelo loiro platinado sedoso. Não queria admitir, mas no fundo eu estava com inveja de Alice, ela mal conseguia esconder o sorriso presunçoso que se formará em seu rosto assim que me viu naquela situação deplorável.

Mesmo nos meus últimos momentos, me peguei imaginando como o Duque, uma pessoa gentil e de status tão elevado, caiu na manipulação de uma garota com uma atuação ridiculamente ruim.

- Parece que com beleza você consegue tudo - confirmei para mim mesma com frieza. - Sim, deve ser isso.

Olhei para o céu com os olhos lacrimejantes, se a justiça divina realmente existia, por que eu estava prestes a morrer daquela maneira? Fui difamada, traída e humilhada, acusada de coisas que nunca fiz, deixei quem me colocou nessa situação ditar as regras e finalmente me passar para trás como uma peça de jogo.

- Se houvesse outra chance, eu faria com que todos provassem seu próprio veneno. - naquele momento, as emoções finalmente tomaram conta de mim e as lágrimas escorreram pelo meu rosto - Todos que me fizeram entrar em tal situação, devem pagar essa dívida de sangue!

Minha hora havia chegado, o carrasco me empurrou um pouco para frente e alguns segundos depois a lei da física coexistindo em nosso universo agiu, quebrando meu pescoço e deixando a multidão eufórica com a cena que acabará de ver.

Os sinos tocaram uma última vez, como um aviso de que a execução havia sido um sucesso.

Em vez da lua aparecer, o céu escureceu e as nuvens negras se juntaram deixando o tempo completamente nublado.

O frio invadiu o local e as pequenas gotas de água cristalina começaram a cair subitamente, e aos poucos, engrossando como uma tempestade raivosa.

A plateia se dissipou e o corpo ficou no mesmo lugar, deixado lá para apodrecer e ser atração pública.

O vento era forte e trovoadas repentinas podiam ser ouvidas. Talvez essa fosse a raiva do céu pela morte injusta da jovem senhorita que só procurava o melhor em todos ao seu redor.

Capítulo 2 Uma nova oportunidade

Olhei para o meu próprio reflexo no espelho, aquela aparência delicada e jovial...

Quando me casei passei a administrar a residência do Duque, cortei despesas comigo para economizar. Embora não fosse necessário, fiz assim mesmo, o que acabou causando complicações na minha aparência desde muito cedo.

Meus longos cabelos loiros sedosos ficaram quebradiços, eu fiquei muito estressada e minha pele se tornou mais oleosa.

- Pode parar - ordenei gentilmente a empregada que penteava meu cabelo - Nina, saia por um minuto, quando eu precisar de você vou chamar.

Esse era o 4.º dia depois da minha viagem no tempo, e algo especial aconteceu. Não tenho certeza se é algum tipo de sonho interligado, ilusões ou apenas paranoia pré-retorno, mas lembro da vida anterior de alguém ou talvez seja até de mim mesma, são alguns fragmentos que insistem em confundir minha cabeça...

Pelo que entendi até agora, meu suposto nome era Sarah, uma estudante universitária e de uma família influente na cidade A do século XXI. Eu adorava ler livros e jogar otomes no meu celular e usava a universidade como pretexto para me divertir neste mundo ficcional.

Para falar a verdade, minha vida atual é muito parecida com o jogo favorito que Sarah tinha no celular, no começo era a saga de uma autora da 'internet' e depois ficou muito famoso a ponto de ganhar uma adaptação.

A história consistia na mesma situação em que vivo, para não dizer idêntica, uma das poucas coisas que mudou foi o nome de alguns personagens.

Uma bela dama chamada olívia como protagonista, com seus cabelos loiros platinados que chamavam a atenção onde quer que estivesse. Embora fosse a principal, ela "roubou" o marido de sua irmã que sofreu uma morte trágica por inveja e ciúmes.

Tanto no livro quanto na adaptação otome, a olívia que seria Alice, foi descrita como a mulher mais bonita e gentil de todo império, ela nunca provou ser ruim, porque as personalidades não combinam? Talvez ao fazer tudo isso, o autor teve outra ideia, algo que não era visível aos olhos simplistas. Para entender, era preciso se ver além das aparências...

A verdadeira vilã sempre foi a olívia, sua irmã era apenas uma garota maltratada pela madrasta e que perdeu a mãe muito cedo. Sem o amor do pai, viu a necessidade de ter o afeto de um homem e o mínimo carinho que o duque lhe proporcionou, foi o suficiente para se apaixonar.

Essa pessoa da minha memória morreu muito jovem, mas ela foi tão infeliz quanto minha situação atual.

Ninguém em sua família acreditava em sua capacidade e seu pai a via apenas como uma mercadoria de lucro e benefícios. Sua mãe morreu muito jovem, Sarah também tinha uma madrasta e um meio-irmão chamado Nathaniel que a molestou várias vezes secretamente.

A universidade era na verdade uma desculpa para sair da residência e evitar temporariamente qualquer casamento arranjado, os livros e otomes eram apenas uma diversão de longo prazo para esquecer os abusos constantes.

Pouco tempo depois, seu pai, influenciado pelo meio-irmão dela, decidiu tirar-lhe o direito de estudar e trazê-la de volta para casa. Ele tinha planos de casar Sarah com o filho mulherengo de um de seus acionistas mais importantes da empresa.

Sarah não aguentava mais ser abusada por Nathaniel e não ter o poder de decidir seu próprio destino, tendo uma overdose após ingerir vários comprimidos fortes de dormir na tentativa de parar todos os danos que sofreu.

- Ela perdeu a vida da forma mais trágica do que qualquer outra pessoa - cerrei o punho e cravei minhas unhas na palma da mão - não sei como estamos conectadas, se é uma ilusão ou uma vida passada, mas eu prometo que não vou deixar ninguém me controlar.

- Nina - chamei em alto e bom tom, então uma empregada entrou em meus aposentos.

Eu a observei com ternura enquanto ela caminhava em minha direção. Nina é minha empregada pessoal, antes de minha morte ela foi a única que continuou ao meu lado até o fim.

Apesar de jovem, sua morte foi precoce e na residência do Marquês. Alice a acusou de roubar uma de suas joias, não pude deixar de vê-la sendo punida conforme os gostos da minha irmã.

Nina levou 40 chicotadas e também foi entregue a alguns guardas como forma de entretenimento, ela não resistiu e no final morreu em minhas mãos.

"Desta vez, não vou permitir que a mesma coisa aconteça com você..." pensei interiormente, uma dor profunda penetrou em meu peito ao lembrar de tudo que ela sofreu por estar ao lado de uma senhora inútil como eu.

- Nina, escolha o vestido mais gracioso e ordene em meu nome que as empregadas coloquem um prato extra na mesa. Hoje, devo jantar com minha adorável madrasta e irmã. -

Ela ficou evidentemente surpresa, mas apenas acenou com a cabeça e caminhou até o meu guarda-roupa que estava no canto do quarto.

A surpresa dela era de se esperar, já que eu sempre fazia minhas refeições diárias aqui. Era meado de junho, meu pai saíra para trabalhar, eu me lembrava bem dessa época.

Quando voltasse na próxima semana, apresentaria a proposta de noivado.

Eu sabia perfeitamente que não havia como escapar daquele casamento arranjado e da troca entre mim e Alice. Mesmo que eu não tivesse uma decisão sobre o assunto, desta vez seria diferente.

Ainda amo o duque, mas agora com certeza o farei se apaixonar por mim e, quando isso acontecer partirei seu coração, fazendo-o sofrer o mesmo tratamento que sofri, a amargura da desilusão por parte de alguém que ama com todo seu coração.

Desta vez tive que pensar maior, não quero ser uma mera duquesa, quero ser a princesa herdeira deste vasto império.

Devo ter influência absoluta sobre os nobres e poder máximo para completar minha vingança.

- Não devo hesitar em usar ninguém para o meu benefício, não importa o meio e sim o resultado final... - falei baixinho para mim mesma com um sorriso presunçoso.

Capítulo 3 Desgraçadamente ingratos!

Como era de se esperar, nina havia escolhido um dos vestidos mais lindos para aquela ocasião, dava para ver que foi cuidadosamente pensado.

Após colocá-lo, verifiquei minha aparência no espelho.

- Senhorita, você está linda - Nina confessou - esse traje definitivamente caiu bem.

Eu tinha poucas peças de roupa em comparação com Alice que toda semana ia a uma das butiques mais famosas e encomendava tudo o que queria, fazia tempo que não tirava minhas medidas.

Para aquela tarde, eu estava usando um vestido azul-claro com babados e delicados desenhos bordados à mão.

Poderia ser até um vestido considerado simples, mas para aquela situação eu não poderia usar mais do que isso, senão não teria trajes adequados para nenhum evento social.

Desci o corredor, meu coração batendo forte enquanto caminhava lentamente para a sala de estar.

Eu estava chegando mais perto, o aroma do fettuccine de cogumelos me fez lamber os lábios. Aquele era um prato simples servido no almoço para pessoas com dinheiro, consistia em massa com molhos, temperos e diferentes tipos de cogumelos.

Normalmente meu almoço não chegava nem perto, o máximo que eu conseguia eram alguns pedaços de bacon e ovos mexidos.

As servas abriram o portão de madeira maciça, dei alguns passos à frente e me curvei suavemente em respeito.

- Mãe, desejo-lhe muita saúde e paz. Hoje vim acompanhar a senhora e minha irmã nesta pequena refeição da tarde. -

Ela assentiu com um sorriso falso e eu apenas sentei algumas cadeiras depois, tentando ficar o mais longe possível.

A encarei discretamente, apertando meu punho com força. Por que eu deveria chamar aquela puta de mãe? Em toda a minha vida tive apenas uma mãe, a legítima proprietária daquela residência!

Eu nunca conheci meu avô, mas quando criança minha mãe sempre me contava histórias sobre ele antes de me colocar para dormir. Até onde sei, ele se tornou um bom amigo do antigo imperador.

O antigo Marquês foi um homem com grande influência, propriedades, terras e mansões. Tudo foi passado para a filha Lilian Laviolette, que logo depois se casou com Franco, um nobre de família decaída.

O pai de Lilian acabou morrendo defendendo o império em uma guerra contra os bárbaros, e ela acabou tendo uma linda filha a quem deu o nome de Helena.

Os anos se passaram e sua saúde acabou piorando. Lilian não conseguia mais fazer nenhum esforço e, para sua surpresa, o marido que tanto amava tinha uma amante que também engravidou ao mesmo tempo que ela.

Com sua morte, todos os bens foram passados para o homem, desde terras, dinheiro e títulos. A amante e a filha ilegítima foram colocadas dentro da residência e tratadas com mais dignidade do que a própria Helena, que acabou se tornando a suposta bastarda em posição social.

Com o passar do tempo, até as empregadas deixaram de tratá-la com respeito, Alice tomou seu lugar no coração de seu pai e todas as oportunidades que teve fez questão de mostrar estar acima dela.

- Então irmã... - a bela garota me deu um sorriso caloroso - por que você está almoçando conosco?

- Por quê? - questionei categoricamente - não estou autorizada?

Alice foi pega desprevenida, ela parecia surpresa com minhas palavras e então deu uma risadinha enquanto tomava seu suco mais uma vez.

- Você deve estar brincando, certo irmã? - ela disse enquanto deslizava as mãos pelo cabelo - Eu só perguntei isso porque você se tranca no quarto e não costuma fazer suas refeições conosco.

Dei outra mordida no fettuccine de cogumelos enquanto observava as empregadas. Toda a atenção estava voltada para mim porque geralmente não saía do quarto.

- De qualquer forma, a partir de hoje estarei fazendo minhas refeições cotidianas aqui. - falei com satisfação ao notar seu olhar irritado.

Alice não estava nem um pouco feliz que eu a veria diariamente em todas as refeições. Mas o que ela poderia fazer? Era uma questão tão trivial, minha irmãzinha não poderia simplesmente me impedir, não importa quanta autoridade ela tivesse na residência do Marquês.

Olhar para ela me dava nos nervos, geralmente os vilões não eram tão bonitos, certo? Mas neste caso, aquela cadela era tão bela que poderia capturar o coração de qualquer homem poderoso.

Estava no meio de uma bomba-relógio, no futuro uma hesitação da minha parte colocaria minha posição como Duquesa em risco. Qualquer oportunidade de fazer Alice se curvar aos meus pés, eu faria com prazer.

Capturar o coração do duque não era suficiente, ele devia estar tão loucamente apaixonado que se ajoelharia e daria sua vida por mim. Aproveitando seu poder para alcançar o príncipe herdeiro, esta é minha chance de mudar meu destino de uma vez por todas.

Eu estava com inveja de Alice, ela era linda, elegante e graciosa, poderia ter qualquer homem que quisesse e mesmo nessa situação desfavorável eu não fiz nada contra ela em minha vida passada. Então, por que ela me odiava tanto a ponto de cobiçar o que era meu? Comparado com minha meia-irmã, eu não tinha nada, como aquela garota pôde ser tão miserável e armar algo contra a pessoa que a apoiou mesmo com inveja?

"Essas pessoas, todos eles... um dia vão se curvar a mim!"

- Helena! - a Sra. Susana chamou com firmeza - o que você está pensando para ficar tão desatenta?

Minha expressão séria anterior se dissipou e em seu lugar um sorriso caloroso se formou em meus lábios.

- Nada mãe, só pensei o quão delicioso o Fettuccine com Cogumelos é! - afirmei.

- Certo. O Marquês deve estar de volta em uma semana, prepare-se adequadamente para recebê-lo em vez de ficar confinada naquele quarto. - Ela franziu a testa enquanto falava, tomando outro gole de sua bebida.

Isso não foi um pedido, era uma ordem. E quando falou para 'preparar-me adequadamente', a marquesa quis dizer para não causar problemas e saber o meu lugar.

Levantei-me da cadeira e fiz uma leve reverência, depois caminhei até a porta.

- Não precisa se preocupar, ficarei tão quieta quanto um rato. - retruquei sutilmente, saindo logo em seguida e deixando o silêncio absoluto na sala.

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