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União Forçada, Amor Espontâneo

União Forçada, Amor Espontâneo

Autor:: Rutiéle Alós
Gênero: Romance
O amor não era uma escolha para elas. Com um pai inescrupuloso, elas foram dadas em casamento a homens perigosos. Uma em pagamento a uma dívida. A outra vendida por dinheiro. Elas eram apenas negócios. Um matador de aluguel, se viu perdido no emaranhado de cabelos escuros e nos penetrantes olhos verdes. Era mais que um casamento por conveniência! Filho do maior mafioso russo, ele não tinha vontade própria. Mas pensava em como fazer aquela garota pagar por seu sofrimento.

Capítulo 1 Diego Pavinskost

Hoje é o meu aniversário de 33 anos. Para a maioria das pessoas é um dia de festa, de alegrias e abraços. Mas para mim, é só mais um dia inserido em uma teia de mentiras e falsidades.

Aos 13 anos fui levado à Itália por meu avô para conhecer seus amigos. O que eu não sabia é que fechava ali um pacto com a máfia Italiana. E a partir dali fui treinado, dia e noite, para me tornar o melhor e invisível matador de aluguel. Hoje fazem 20 anos desde aquele dia. São incontáveis as mortes que carrego em meus ombros. E nenhum rastro, porque eu sou o melhor, e tudo que me proponho a fazer, faço bem feito!

Construí do zero um Império. Sou CEO da maior rede de Corretora de imóveis do país. Tenho filiais espalhadas por todos os lugares. Somos os melhores em atendimento, agilidade, conforto e condições de pagamento.

Meu pai morreu jovem, em um acidente, quando eu tinha aproximadamente 6 anos. Então fui criado por minha mãe e meus avós paternos, já que os pais da minha mãe moravam no interior. Minha mãe nunca foi uma boa mãe. Tudo o que ela queria era luxo e boa vida. E a criança que havia feito, era apenas para prender um homem rico. Meus avós sabiam, por isso tomavam a frente em manter os meus cuidados e educação.

- Olá querido... - Minha mãe entra pela porta do meu escritório sem bater.

- Quantas vezes já disse que espere ser anunciada antes de entrar? - Digo com uma carranca.

- Não seja assim, Di!

- Diego! - Brado com ela. É muito falsa! Me ignora o ano inteiro, somente em datas comemorativas aparece, e se fosse para me dar um abraço ou presente, ainda toleraria. Mas não... ela vem para me cobrar.

- Diego... - Ela suspira sentando na cadeira em frente a minha mesa. - Preciso lembrá-lo de uma coisa...

- Já sei! - Puxo o meu talão de cheques e escrevo um alto valor. - Toma! - Ela estende a mão e pega sorrindo ao ver o valor.

- Na verdade, não era isso, mas obrigada. - A encaro com a pior cara que encontro.

- O que é então?

- Hoje fecha 5 anos da morte de seus avós. - Passo as mãos no rosto. - Precisa se casar, querido.

- Não pretendo me casar, já lhe falei e repito!

- Mas Diego, perderá a casa e todos os bens do seu avô se não fizer o que ele pediu no testamento!

- Eu não preciso das coisas dele, tenho as minhas próprias. - Me concentro no computador a minha frente, quem sabe assim ela saia da minha frente.

- Você sabe que não é só isso! - Massageio as têmporas com uma dor de cabeça despontando.

- Eu resolvo as minhas coisas, ok? - Ela me olha como se pudesse me fuzilar com os olhos.

- Ok! - Ela levanta-se e sai.

Ponho-me a pensar. Há cerca de cinco anos meus avós foram mortos em um atentado. Ele era envolvido direto com a máfia italiana. Diferente de mim, que tenho ligação, mas é como se eu fosse um terceirizado. Meu avô brigou com um dos chefes de lá, que queria que eu me casasse com uma de suas filhas em troca de uma dívida.O homem que devia e queria escolher como pagar. No fim, com medo mandou matar meu avô, e minha avó acabou sofrendo junto.

Minha mãe descobriu toda a bagunça e começou a me chantagear. Olha o grau de ambição dessa mulher. Todos os meses lhe dava uma alta quantia de dinheiro ou corria o risco de ela denunciar-me e trazer mais desgraça a pessoas inocentes, como os meus avós maternos que viviam no interior, amigos ou funcionários... Eu fui moldado para matar. E fazia-o muito bem. Mas não era como se eu acordasse de manhã e pensasse: Hummm dia bom para torturar e matar alguém.

Já tive duas namoradas. Até gostei delas, mas morreram de maneira suspeita. Nunca descobri quem havia feito o serviço, e temia tentar com outra pessoa. Não sabia se era a máfia italiana, inimigos deles, ou outros que fiz por aí.

No testamento de meu avô, deixou tudo para mim, seu único neto. Mas sob uma condição, que me casasse. Minha mãe queria todos os bens dele, e eu relutava em entregar-lhe, afinal eram lembranças de minha infância. Mas se aproximava o tempo estipulado para cumprir o pedido do testamento, ou tudo seria dado em doação. O que me deixava até feliz.

Minha mãe não valia nada, mas nunca teria coragem de fazer mal a ela. Descobri recentemente que ela vem pagando pessoas, com o meu dinheiro, para avaliar mal os meus serviços, e isso gerou uma insatisfação com muitas empresas que fecham com construtoras e hotéis para conferências, que por sua vez gerou uma baixa na bolsa, que gerou um desfalque, o que me fez entrar em aviso sobre as finanças, o que me obrigava a liberar a herança de meu avô, para girar o capital.

Uma merda! Mas ela não sabe que descobri que foi ela. E não sei ainda qual a atitude que devo tomar em relação a isso. É muito ruim desejar que um raio caia na cabeça dela?

Daqui dois dias tenho um encontro com um político Italiano, outro que se mete com quem não deve, que me pediu um serviço alguns meses atrás, ao qual concluí com sucesso, entretanto ele vem me enrolando para pagar. Mas disse que tinha achado uma maneira de me pagar. Só esperava que não me desse uma maleta cheia de dinheiro. Essa gente precisa se atualizar. Faz um pix, ou até um cheque é melhor para depositar. Me dar uma mala e me fazer contar mais de 500 mil dólares não dá!

Saio do escritório por volta das 17 horas e rumo ao aeroporto. Nem em casa vou passar, pois se eu olhar na cara daquela mulher, que se diz minha mãe, de novo hoje, é capaz de colocar um veneninho em seu chá!

Vou de econômica, não gosto de me aparecer entre os demais, além de que gera muita comoção em quem vai de primeira classe.

Saio de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, até São Paulo. Onde pegarei um voo direto para Itália. 13 horas de viagem, é tempo, aproveito para colocar o meu sono em dia.

Capítulo 2 Lorena Gravetti

Hoje é meu aniversário de 25 anos. Para a maioria das pessoas esse dia é um bom dia. Onde a família e os amigos vão te parabenizar e te dar presentes. Mas não para mim. Esse dia só me lembra que é mais um ano que passo de baixo do teto de meu "pai" mas sem ser tratada como filha. Mais um ano que devo moradia e comida a ele.

Sou filha da empregada com o patrão. Todos sabiam, mas ele me odiava. Assim como odiou a minha mãe. Há pouco mais de dois anos ela veio a falecer. Era mais velha e precisava de cuidados, os quais não teve. E eu, uma bastarda, sem dinheiro e qualquer direito não pude ajudá-la. A vida é uma merda mesmo, não é?! Suspiro enquanto estendo as roupas.

Tenho dois irmãos. Um irmão, mais velho, cerca de 5 anos, Felipe. E uma irmã, três anos mais nova, Isabelle. Ela é linda e boa. A única que se parece com a sua mãe, que também já faleceu. Por que as pessoas boas morrem e as más não? Não consigo entender essa lógica!

- Lore... - Ouço-a me chamando

- Belle, bom dia.

- Veja! - Ela me estende uma caixa. - É para você.

- Ah, não precisava, você sabe!

- Vamos, venha! - Ela me puxa até meu quarto nos fundos da casa. - Abre! - Diz com um enorme sorriso.

Abro a caixa devagar, temendo estragar o meu único presente. Começo a tirar os papéis e o vejo, é um vestido. É azul claro, com pequenos brilhos, e um estojo. Abro-o e vejo um par de brincos e uma gargantilha.

- Isa... o que é isso?

- Mandei fazer, especialmente para você. - Sorrio para minha irmã.

- Obrigada, são mesmo lindos. - Fecho o estojo.

- Você vai comigo em uma festa de gala. - Diz rodopiando animada.

- Não mesmo!

- Papai disse que podia te convidar.

- Ele disse?

- Pois então, também estranhei, mas eu venho pedindo a tanto tempo que ele deve ter se cansado e aceitou.

- Não, melhor não. Você sabe que depois ele desconta me dando mais trabalho.

- Ah Lore, não faz essa desfeita! Eu escolhi essa roupa especial para você. - Sorrio para Isabelle, com aquele imensos olhos verdes. Era capaz de dominar o mundo se quisesse.

- Tá bom, mas vai ter que fazer um penteado em mim! - Digo, sabendo que ela ama fazer penteados.

- Fechado! - Ela me abraça. - Parabéns irmã.

- Obrigada irmã. - Ela é a única que me trata como irmã e amiga. A vida dela também não é fácil, vive sob domínio de nosso pai, e não pode fazer quase nada. Só fica trancada dentro de casa ou na casa de nossa tia, que também é uma maluca, assim como nosso pai.

Volto para a rua onde termino de estender as roupas. Sento por um momento no sol, sobre o belo e verde gramado.

Eu queria ter podido estudar, mas sem a permissão de seu Eduardo Gravetti, aprendi a ler e escrever com minha mãe. E já tinha que agradecer por ele ter me dado seu sobrenome. Nunca pude o chamar de pai, e pra falar a verdade nunca tive vontade. Ele nunca fez papel de pai. Até a sua esposa se importava mais comigo do que ele.

Mas venho recebendo um salário desde os meus 21 anos. Parte tenho de dar a ele, ou seja, devolver não é? Como aluguel e alimentação. A pequena parte que me sobra, guardo. Tenho quase 10 mil, quando fechar 10 mil, que será daqui uns 3 ou 4 meses, vou ir embora daqui. Conseguirei me manter por uns meses até conseguir emprego e então serei livre. Sorrio com o vento batendo em meu rosto.

Eu amo a primavera!

Fecho os olhos, me imaginando naquele belo vestido que Isa comprou para mim. Quem sabe eu não encontrasse um amor para mim? Bem, não nessa festa, pois sei que nessas festas só tem políticos chatos e corruptos. Quero um amor leve, tranquilo e feliz. Quero dançar na chuva e ir no show da Katy Perry. Me ergo e vou para a cozinha ajudar no almoço. Não posso me distrair, preciso fazer tudo certinho e receber meu salário cheio, para enfim por os pés longe daqui!

***

- Ai, Belle. - Grito para Isabelle que puxa meu cabelo, fazendo uma trança embutida em mim.

- Desculpa, Lore. - Ouço-a fungar.

- Ei... - Viro-me para ela.- O que foi que aconteceu? - Ela desaba a meu lado com as mãos no rosto. - Belle, está me assustando o que te fizeram?

- Não Lore... não fizeram nada a mim...

- Então? - Acaricio seus cabelos lisos e loiros.

- Você me perdoa?

- Pelo quê? - Franzo o cenho sem entender. Isabelle recomeça a chorar.

- Papai deve a um homem, parece que é um homem perigoso, matador de aluguel.

- Oh! - levo as mãos a boca.

- Ele disse ao homem que tem uma filha, que podia cedê-la em casamento em troca da dívida.

- Ele não faria isso! - Falo sentindo-me adormecer, pois sei que faria.

- Ele disse para eu ser boazinha, mas eu implorei que não fizesse isso e Felipe sugeriu que entregasse você. - Meu próprio irmão! Era um asqueroso! - E papai gostou da ideia. Me pediu para falar para você fingir ser eu. Mas não posso te pedir isso, eu irei.

Minha cabeça gira. Queriam entregá-la a um louco perigoso? Esse homem não tinha limites!

- Não precisa me pedir irmã. - Abraço-a forte e fecho os olhos. Ela era a única que eu sentia que me amava, não podia deixá-la passar por isso. - Eu faço!

- Não, Lore... ele é perigoso. Pode te matar...

- E se não for eu, vai ser você!? - Sinto minha voz sair embargada. Já estou na merda, passei minha vida toda nela, o que é mais um tempo? Poderia conversar com esse homem e quem sabe não fechamos um acordo? Não custa tentar!

Isabelle chora por mais algum tempo, então digo para ela terminar meu penteado e ir se preparar, deve estar linda, como sempre é. Não deve mostrar a nosso pai, que ele a fez chorar. Ele tinha prazer em nos fazer sofrer, e eu não daria esse gostinho a ele.

- Está linda, Lore.

- Você é linda, Belle. Agora vai e fique ainda mais.

- Você promete se cuidar?

- Só se você prometer também! - Unimos nossos mindinhos e juramos nunca nos abandonar, nem que fosse em pensamentos.

Capítulo 3 Olhares

Diego fechava os punhos ao ouvir o homem lhe falar que queria entregar-lhe sua filha como pagamento pela dívida.

- Diga que está brincando para eu não lhe dar um tiro no meio da testa!

- Calma, escute. Ela é muito bonita, e comportada também... - Diego não conseguia mais ouvir o homem, ele estava vendendo a própria filha, então podia-se dizer que era ainda pior que a sua mãe. - Ela sabe cozinhar, limpar, passar... - Fuzilava o homem com o olhar e podia sentir o cheiro do medo dele.

- E ela está de acordo com ser o pagamento para a sua dívida? - O homem fica mudo por um momento, então o filho, outro ridículo, responde por ele.

- Fique tranquilo, ela não tem boca para nada. - Sua vontade era socar a cara dele. Todos tinham vontade, e não se casaria com uma mulher obrigada. Se bem que... precisava de uma esposa, e ela poderia lhe servir. Mas vai que ela quisesse um marido de verdade? Ele não estava a fim de uma mulher no seu pé. Outra na verdade, afinal já bastava sua mãe o enloquecendo.

- Conversarei com ela antes. Para ver se está de acordo. - Pensou um momento. Tentaria a convencer a fazer um acordo. Assim ajudava-o e ajudava o seu pai, afinal ele poderia matá-lo por não pagar a dívida. É... poderiam se divorciar dali uns dois anos, as coisas já estariam resolvidas com sua mãe e com o pai dela também. Boa!

Lorena caminhava ao lado da irmã. O vestido azul com pequenos brilhos que lhe parecia tão lindo, agora lhe passava uma mensagem de luto.

- Tem certeza? - Isabelle perguntou a ela.

- Sim! Vamos. - Disse pegando a mão da irmã, que a apertou. Se não tinha opções faria isso de cabeça erguida!

Entrou na grande sala, onde sabia que os homens as esperavam e sentiu um frio na barriga. Ergueu os olhos e eles encontraram os castanhos amendoados do homem. Ele era alto e forte. Mesmo de terno percebia-se os ombros largos e as coxas grossas. Engoliu seco. Ele parecia ter o dobro do seu tamanho.

Diego observou as duas garotas entrarem de cabeça baixa. Uma loira de cabelos lisos, mais alta e uma morena baixa, de cabelos castanhos. Ambas magras, mas a morena tinha um pouco mais de corpo do que a loira. As duas ergueram os olhos, a loira tinha olhos verdes e grandes, e pareciam apavorados. Ao desviar para a outra viu os mesmos olhos verdes, mas não tinham medo, tinha força neles. Engoliu seco.

- Bem, essas são as...

- Qual delas? - Perguntou com sua voz alta. viu a loira estremecer e baixar os olhos, mas a morena continuou o encarando, como se estudasse cada um de seus movimentos.

- É, ahn... - Eduardo parecia em dúvida.

- Sou eu. - Lorena respondeu, dando um passo à frente soltando a mão da irmã.

- Gostaria de conversar com ela a sós. - Diz virando-se para Eduardo, que tenta negar, afinal ele sabia que a garota podia dizer que não queria e ferraria com ele. Mas por fim cedeu.

- Comporte-se Lorena. - Ela nem mesmo o olhou. Diego gostou.

Entraram no escritório e pararam frente a frente, se observando por uns minutos.

- O seu pai me deve! Muito muito dinheiro.

- Eu sei. - Ela o encara séria. Não podia fraquejar, por sua irmã.

- E aceitou se casar com um estranho, por ele? - Ele estreita os olhos e se aproxima, quem sabe ela fosse tão dissimulada como o pai. Vê-a engolindo seco, em seguida ela fecha os olhos e solta o ar com força. Sua boca se curva em um sorriso. Ela está com medo.

- Eu sou uma bastarda, ele queria te dar a minha irmã, mas aceitei trocar de lugar com ela, ela não merece essa vida, e...

- Espera aí! - Diego olha para trás, para a porta fechada. - Quer dizer que o velho está me dando a bastarda como pagamento e não a filha oficial? - Era um charlatão mesmo.

- É, mas olha só... - Lorena ficou nervosa, e se ele voltasse lá e quisesse Isabelle? Isa era muito mais bonita que ela, por certo ia querer trocar. - Eu prometo ser legal... - Coçou a cabeça ficando mais nervosa, não devia ter dito o que disse, droga! - Tem algo que eu possa ser que vá lhe agradar? - Diego ergue as sobrancelhas. - Não espera! - Ela faz uma careta.

- No momento parar de falar seria uma boa. - Lorena franze o cenho, então assente. - Não quero uma esposa, mas preciso de uma. Seu pai fez a proposta, e no momento vem a calhar. Quero saber se aceita se casar comigo, mas sem ser de fato minha mulher. - Ele vê um alívio nos olhos dela, que o incomoda. - Seria um contrato muito bem elaborado. Podemos ficar casados um tempo, e no final você estará livre.

- Eu aceito! - Ela diz de imediato.

- Mas nem sabe como será o contrato...

- A outra opção é matar aquele velho ridículo, mas acho que meus irmãos não iam gostar, não é mesmo? Ou pegar a minha irmã, e bem, ela merece mais que um casamento forçado!

- E você não? - Questiona a mulher à sua frente.

- Eu? - Ela pensa um momento enquanto avalia-o. - Corro o risco de você me matar? - Diego sorri, e Lorena engole seco. Que sorriso bonito do caramba!

- Se não ser tagarela como está sendo, não corre. - Vê-a levar a mão à boca e fechar, como se chaveasse e jogasse a chave fora. - Ótimo! Iremos a tal festa, depois te levarei comigo então acertaremos os detalhes do contrato.

- Para onde me levará? - Lorena pergunta baixinho, as coisas tinham dado certo até ali. Iria se casar, mas não seria mulher dele de verdade, isso era bom. Ainda poderia encontrar um amor de verdade depois. Isso! Não seria tão ruim!

- Porto Alegre.

- Onde fica isso?

- Brasil! - Diego responde avaliando a bela jovem. Ela tinha curvas sensuais, e um olhar penetrante. Os cabelos ondulados e castanhos eram brilhantes e sedosos. A boca carnuda e devia ter pouco mais de 1 metro e meio de altura. Sentiu vontade de rir.

- Brasil? - Ela faz uma careta.

- América! América do Sul - Olha-a intrigado, ela não sabia nada sobre geografia?

- Ah... ta bom. Então temos um acordo. Casamento, mas não de verdade, isso?

- Mas precisa parecer de verdade. - Diz apressado. Sua mãe precisava acreditar, assim como o pessoal responsável pela legitimação, para poder ter acesso a herança de seu avô.

- Certo! - Lorena estava resignada, não era sua ideia, mas no momento era o melhor que tinha.

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