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VINGANÇA - SEU DESTINO SERÁ PIOR QUE A MORTE (MÁFIA CHRONICLES)

VINGANÇA - SEU DESTINO SERÁ PIOR QUE A MORTE (MÁFIA CHRONICLES)

Autor:: A.Fagundes
Gênero: Aventura
Growl Ele nunca tinha tido algo para si mesmo, nunca ousou sonhar em possuir algo tão precioso. Ele era o filho bastardo indesejado que sempre teve que se contentar com as sobras dos outros. E agora eles haviam lhe dado o que apenas algumas semanas atrás estava fora de seu alcance, alguém que nem sequer lhe permitia admirar de longe, uma de suas mais preciosas posses. Atiraram a seus pés, porque ele era quem ele era, porque estavam certos de que ele iria quebrá-la. Ele era o castigo dela, um destino pior do que a morte, uma forma ´çpjg8cyfcde entregar o castigo final a seu pai, que tanto os tinha desagradado. Cara Ela sempre fora a boa menina. Isso não a protegeu. Ela não sabia o verdadeiro nome dele. As pessoas o chamavam de Growl na cara dele, e de Bastardo por trás das costas. Ambos eram nomes que ele não poderia ter escolhido para si mesmo. Os olhos dele eram vazios, um espelho devolvia seu próprio medo para ela. Ele era uma mão brutal da Camorra de Las Vegas. E agora ela estava à sua mercê.

Capítulo 1 1

Prólogo

GROWL

Olhos arregalados. Lábios separados. Bochechas coradas. Pele pálida. Ela parecia uma boneca de porcelana: Grandes olhos azuis, cabelos cor de chocolate e pele branca e cremosa; beleza quebrável, algo que ele não estava destinado a tocar com suas cicatrizes e mãos letais. Seus dedos encontraram seu pulso; Seus batimentos cardíacos pulsando rápido como um pássaro. Ela tentou lutar, tentou ser corajosa, tentou machucá-lo, talvez até mesmo matá-lo. Teria ela realmente esperado que pudesse ter sucesso?

Esperança; Deixam as pessoas tolas, as fazem acreditar em algo além da realidade. Ele tinha desistido da esperança há muito tempo. Sabia do que era capaz. Ela tinha esperança que ela poderia matá-lo. Ele sabia que poderia matá-la, sem dúvida.

Sua mão rastejou a pele macia da sua garganta, então seus dedos enrolaram em torno dela. Suas pupilas dilataram, mas ele não colocou pressão em seu toque. Seu pulso batia contra a palma da mão calejada dele. Ele era um caçador, e ela rezava. O fim era inevitável. Ele viera reinvidicar seu prêmio. Foi por isso que Falcone a deu a ele.

Growl gostava de coisas que doíam. Ele gostava de causar dor. Talvez até amasse; Se ele fosse capaz desse tipo de emoção. Ele se inclinou até que seu nariz estivesse a centímetros da pele abaixo de sua orelha e respirou fundo. Ela cheirava a floral com uma pitada de suor. Medo. Ele imaginou que ele podia cheirar assim também. Ele não podia resistir e ele não precisava, não mais, nunca mais com ela. Dele. Ela era dele.

Ele baixou os lábios para sua pele quente. Seu pulso pulsava sob sua boca onde ele beijou sua garganta. O pânico e o terror batiam em um ritmo frenético sob sua pele. E isso o deixou fodidamente duro.

Seus olhos procuraram os dele, esperansosos, ainda esperansosos, mulher estúpida, e implorando por misericórdia. Ela não o conhecia, não sabia que a parte dele que não tinha nascido um monstro, tinha morrido há muito tempo. A misericórdia era a coisa mais distante da sua mente enquanto seus olhos reivindicavam seu corpo.

Capítulo 2 2

Capítulo um

CARA

A primeira vez que o encontrei, ele estava disfarçado, vestido com um elegante terno preto, fazendo parecer que ele era um de nós. Mas enquanto as camadas de tecido fino cobriam suas muitas tatuagens, elas não podiam esconder sua verdadeira natureza. Ela transpareceu, perigosa e assustadora. Naquela época eu nunca teria pensado que eu iria conhecer ele, e o monstro dentro dele melhor do que eu conhecia qualquer outra pessoa, e que iria virar toda a minha vida de cabeça para baixo. Que isso mudaria todo o meu ser para a própria essência.

* * *

- Eu não posso acreditar que eles te deixaram ir com eles, - Talia murmurou. Eu me afastei do espelho para olhar para ela. Ela sentou-se de pernas cruzadas na minha cadeira da escrivaninha, vestida com suas calças gastas de corrida, e seus longos cabelos castanhos estavam empilhado em cima de sua cabeça em um bolo desarrumado. Sua camiseta, uma coisa cinzenta e desbotada, cheia de buracos e manchas, levaria nossa mãe a um colapso. Talia sorriu sombriamente quando ela seguiu meu olhar. - Não é como se eu precisasse me vestir para qualquer um, você sabe.

- Há uma diferença entre não se vestir e entre o que você está fazendo, - eu disse com uma pitada de desaprovação. Eu não estava realmente irritada com minha irmã por usar suas roupas mais surradas, mas eu sabia que seu único propósito era irritar a nossa mãe, e era um cenário provável dada à tendência da nossa mãe para o perfeccionismo e exageros. Eu realmente não queria que seu humor azedasse tão pouco tempo antes da reunião. Eu seria a única a sofrer desde que papai estava definitivamente fora de questão quando se tratava de se tornar alvo favorito da nossa mãe. Ela tinha uma tendência em torna-lo pessoal se Talia ou eu não estivéssemos perfeitas.

- Estou fazendo um ponto, - disse Talia com um pequeno encolher de ombros.

Suspirei. - Não, você está sendo mesquinha e infantil.

- Você é uma criança, muito jovem para uma reunião social na mansão do Falcone, - Talia entoou em sua melhor imitação do tom repreensivo de nossa Mãe.

- Este é um evento para adultos. A maioria das pessoas terá mais de dezoito anos ou muito além. A mamãe está certa. Você não teria ninguém para conversar e alguém teria que ficar de olho em você a noite toda.

- Tenho quinze anos, não seis. E você é apenas quatro anos mais velha do que eu, então não banque a adulta - disse ela, indignada, levantando-se da cadeira, deixando-a girar em torno de si mesma, cambaleando para mim. Ela me olhou de frente, me desafiando. - Você provavelmente disse à nossa mãe para não me levar com você porque você estava preocupada que você teria que me vigiar e que eu iria envergonhá-la na frente de seus amigos oh-tão-perfeitos.

Eu arqueei a sobrancelha. - Você está sendo ridícula. - Mas um lampejo de culpa me invadiu mediante com as palavras de Talia. Eu não tinha falado com nossa mãe para deixar Talia ficar em casa, mas eu realmente não tinha me esforçado para minha irmã se juntar a nós também. Talia estava certa. Eu estava preocupada que eu ficaria presa a ela durante toda a noite. Meus amigos a toleraram quando nós ficávamos em casa, mas ser vista com uma menina quatro anos mais jovem em um encontro oficial não iria cair bem. Uma festa nos Falcone sempre significou a melhor chance de conhecer bons partidos, e ter que cuidar da irmã realmente não ajudaria com esse esforço. Queria que esta noite fosse especial.

Algo na minha linha de pensamentos deve ter mostrado em meu rosto, porque Talia zombou. - Eu sabia. - Ela girou sobre os calcanhares e saiu do quarto, fechando a porta com tanta força que eu não pude evitar de estremecer.

Eu soltei um pequeno suspiro, depois voltei para o meu reflexo, verificando minha maquiagem e meu penteado uma última vez. Eu assisti a incontáveis tutoriais de beleza para me certificar de que eu tinha os olhos esfumaçados. Tudo precisava estar perfeito. Minha mãe era crítica, mas Trish e Anastásia eram ainda piores. Elas perceberiam se eu combinasse o tom errado da sombra dos olhos com o meu vestido ou se a minha mão estivesse tremula enquanto segurava o meu delineador, mas suas fiscalizações tinham feito meus preparativos serem meticulosos. Elas eram a razão pela qual eu nunca me descuidei. E era para isso que os amigos serviam.

Meu vestido era verde escuro, e minha sombra dos olhos apenas alguns tons mais claros. Perfeito. Eu verifiquei minhas unhas uma última vez, mas elas também pareciam impecáveis em seu brilho verde escuro. Eu alisei o meu vestido algumas vezes até que fiquei satisfeita com a forma como a bainha roçou em meus joelhos, então verifiquei meu cabelo novamente, virando-me para ver se os grampos ainda estavam todos no lugar segurando minha mecha marrom do cabelo para cima.

- Cara, você está pronta? Precisamos ir - disse a minha mãe do andar de baixo.

Eu verifiquei meu reflexo e alisei meu vestido novamente, examinei minha meia-calça, e finalmente me forcei a sair correndo do quarto antes que minha mãe perdesse a paciência. Mas poderia ter passado horas verificando minha roupa para possíveis erros se eu tivesse tempo.

Mamãe estava parada na porta quando desci, deixando o ar fresco do outono entrar na casa. Ela estava verificando seu relógio dourado, mas no momento em que me viu, ela agarrou seu casaco de inverno favorito, uma coisa esplêndida que custou a vida de muitos arminhos e o colocou sobre seu vestido longo. Mesmo com a temperatura sendo excepcionalmente fria em novembro para Las Vegas, um casaco de pele estava completamente exagerado, mas desde que minha mãe tinha comprado há muitos anos na Rússia e o amava, ela o usava em todas as chances que tinha, não importa o quão inapropriado fosse.

Caminhei na direção dela, ignorando Talia, que se apoiava no corrimão da escada, com um mau humor estampado no rosto. Eu senti pena dela, mas eu não queria que ninguém ou nada arruinasse esta noite. Meus pais quase nunca me permitiram participar de festas e esta noite era o maior evento do ano em nossos círculos sociais. Todo mundo que desejava ser alguém em Las Vegas tinha tentado conseguir um convite para a festa de Ação de Graça de Falcone. Este seria o primeiro ano que eu frequentaria. Trish e Anastásia tiveram a sorte de ter estado lá no ano passado também, e se meu pai não tivesse me proibido de ir, eu teria ido também. Eu me sentia pequena e deixada de fora sempre que Trish e Anastásia falavam sobre a festa nas semanas antes e depois, e depois, e elas tinham feito isso sem parar, provavelmente porque isso lhes dava a chance de se divertir.

- Mostre a Trish e Anastásia seu melhor, e a Cosimo um beijo, - Talia disse docemente.

Eu ruborizei. Cosimo. Ele estaria lá também. Eu só o encontrei duas vezes antes e nossa interação tinha sido mais do que um pouco estranha.

- Talia, coloque esses trapos horrendos no lixo. Eu não quero encontrá-los em qualquer lugar dessa casa quando voltarmos.

Talia levantou seu queixo teimosamente, mas mesmo do outro lado da sala pude ver o brilho de lágrimas em seus olhos. Mais uma vez a culpa inundou-me, mas eu fiquei parada ao lado da porta da frente. Minha mãe hesitou, como se ela também percebesse o quanto Talia estava magoada. - Talvez no próximo ano você venha junto. - Ela fez soar como se não tivesse sido sua decisão de excluir Talia da festa. Embora, para ser honesta, eu realmente não tinha certeza se Falcone ficaria feliz se as pessoas começassem a trazer seus filhos mais jovens, considerando que Falcone não era conhecido por sua paciência ou senso familiar. Até mesmo seus próprios filhos foram enviados para internatos na Suíça e na Inglaterra, de modo a não lhe causarem problemas. Pelo menos, se alguém acreditasse nos rumores.

- Vista um casaco - disse minha mãe. Agarrei um que não era de pele, o que não era uma façanha fácil no guarda-roupa da minha mãe, e a segui para fora de casa. Não olhei para Talia quando fechei a porta. Papai já estava esperando no banco do motorista da Mercedes preta em nossa entrada. Atrás dele, outro carro com nossos guardacostas, estava estacionado. Eu me perguntava como era para as pessoas que não eram seguidas.

Mãe abriu o casaco um pouco mais. Era Vegas, e não a Rússia, eu queria dizer a ela. Mas se ela preferisse derreter para que ela pudesse andar por aí com seu casaco de pele, então esse era seu problema. Sem dor, sem ganho, eu supus. Anos de aulas de balé me ensinaram isso.

Ela afundou no assento do passageiro enquanto eu deslizava na parte de trás do carro. Eu fiz outra varredura rápida em minha meiacalça, mas elas estavam impecáveis. Eu pensei que as empresas deveriam colocar uma advertência em suas embalagens, como 'Somente para ficar de pé, movimentos não permitido', considerando o quão fácil era puxar fio, enquanto não fazia nada além de andar. É por isso que eu coloquei duas meias novas em minha bolsa, apenas no caso de precisar.

- Apertem os cintos, - disse papai. Mamãe inclinou-se e acariciou sua cabeça calva com um lenço de papel, absorvendo as gotas de suor que haviam se reunido ali. Eu não conseguia me lembrar de papai com cabelo.

- Cara, - disse papai, com um ar de irritação entrando em sua voz.

Eu rapidamente afivelo o cinto, e ele desliza o carro fora de nossa entrada.

- Cosimo e eu tivemos uma pequena conversa esta tarde - disse ele com naturalidade.

- Oh? - Eu disse. Um nó de preocupação se formou em meu estômago. E se Cosimo tivesse mudado de ideia? E se ele não tivesse? Eu não tinha certeza de qual opção causou ao meu estômago uma contração mais forte. Eu forcei meu rosto em uma expressão neutra quando notei minha mãe me observando por cima do ombro.

- O que ele disse? - Eu perguntei.

- Ele sugeriu que vocês se casassem no próximo verão.

Engoli em seco. - Tão cedo?

Um pequeno olhar franzido apareceu entre as sobrancelhas do meu pai, mas mamãe falou primeiro. - Você tem dezenove anos, Cara. Você vai ter vinte no próximo verão. É uma boa idade para se tornar esposa e mãe.

Minha cabeça girou. Enquanto eu poderia de alguma forma envolver minha mente em torno de ser a esposa de alguém, eu me sentia muito jovem para ser mãe de alguém. Quando eu teria a chance de ser eu mesma? Para descobrir quem eu realmente era e queria ser?

- Cosimo é um homem decente e isso não é uma coisa fácil de encontrar, - disse papai. - Ele é responsável, e ele é consultor financeiro de Falcone há quase cinco anos. Ele é muito inteligente.

- Eu sei, - eu disse calmamente. Cosimo não foi uma má escolha, não por qualquer padrão. Ele nem sequer era mau. Só que não havia a vibração que eu esperava quando encontrasse o homem com quem eu teria que me casar. Talvez esta noite. Ocasiões como uma festa não eram o melhor lugar para cair de cabeça por alguém? Eu só precisava estar aberta a esta possibilidade.

* * *

Entramos nas instalações da mansão Falcone quinze minutos mais tarde e dirigimos por mais dois minutos até a garagem, finalmente chegando a uma majestosa casa e a uma enorme fonte em frente a ela. A estátua romana jorrava água em tons azul, vermelho e branco. Aparentemente, um artesão da Itália tinha criado a coisa para Falcone. Isso deveria ter custado mais do que o carro do papai. Foi apenas uma das muitas razões pelas quais eu não gostava do Falcone. Pelo que papai havia me dito sobre o homem, ele era um exibicionista sádico. Fiquei feliz que minha família e eu estivéssemos do lado dele. Ninguém queria Falcone como seu inimigo. Onde quer que você olhasse, carros luxuosos estavam estacionados. A partir do grande número de pessoas, eu me perguntava como todos os convidados caberiam na casa sem pisar nos pés um do outro. Diversos manobristas correram em direção ao carro no momento em que ele parou e abriu as portas para nós. Um tapete vermelho subia as escadas e atravessava a porta da frente. Eu balancei a cabeça, mas rapidamente parei no olhar de minha mãe. Ela e o papai me fizeram caminhar entre eles enquanto nos dirigíamos para a porta da frente. Lá, outro criado estava esperando por nós com um sorriso profissional em seu rosto. Nem Falcone, nem sua esposa, estavam em qualquer lugar para nos receber. Por que eu não estava surpresa?

O hall de entrada era maior do que qualquer outro que eu já vira. Uma miríade de figuras de cristal de todos os tamanhos estava de encontro às paredes e nos armários, e vários retratos enormes de Falcone e de sua esposa decoravam o topo da parede.

- Seja educada, - sussurrou minha mãe em voz baixa enquanto éramos conduzidos para as portas duplas que se abriam para o salão de baile com lustres de cristal e mesas altas com babados que cercavam a pista de dança. Uma das paredes era delineada por uma longa mesa cheia de canapés, pilhas de lagostins e lagostas, tigelas cheias de gelo triturado que estavam cobertas com as maiores ostras que eu já tinha visto, latas com caviar Ossetra e cada peça de luxo que eu poderia imaginar. O mordomo se desculpou no momento em que chegamos dentro do salão do baile e apressado se encaminhou para os próximos convidados.

Uma vez lá dentro, deixei meu olhar deslizar sobre os convidados à procura de meus amigos. Eu estava ansiosa para me juntar a eles e deixar os meus pais procurem suas próprias companhias, mas minha mãe não me deu uma chance de procurar por muito tempo. Ela tocou meu antebraço levemente e sussurrou em meu ouvido. - Comporte-se. Teremos de agradecer primeiro ao Sr. Falcone pelo convite.

Olhei por ela para onde papai já estava falando com um homem alto de cabelos negros. Ele segurou seus ombros em uma suposição, como se estivesse tentando curvar-se diante de seu chefe sem se curvar. A visão deixou um sabor amargo em minha boca. Com a palma da mão da minha mãe descansando contra as minhas costas, eu me aproximei de meu pai e de seu chefe. Paramos um par de passos atrás deles, esperando que eles se virassem para nós. Os olhos escuros de Falcone me encontraram primeiro antes que papai percebesse nossa presença. A frieza deles me fez tremer. Sua camisa branca e gravata preta fez com que ele parecesse ainda mais intimidante, o que era incomum, considerando que as gravatas borboletas geralmente deixam seus usuários parecerem engraçados para mim.

Depois da troca de algumas gentilezas sem sentido, fui finalmente liberada e corri em direção a um dos garçons equilibrando uma bandeja cheia de taças de champanhe em sua palma. Ele estava vestido com um smoking branco e sapatos branco polidos. Pelo menos seu traje o tornou mais fácil reconhece-los.

Um de nossos guarda-costas seguiu alguns passos atrás de mim, enquanto eu andava para longe dos meus pais, o outro se posicionou na beira perto dos convidados reunidos e manteve um olho em meus pais. Eu me perguntava por que era mesmo necessário ter nossos guarda-costas conosco em uma festa de nossos supostos amigos. Eu empurrei o pensamento para o lado, querendo aproveitar esta noite, e tomei uma taça de champanhe com um agradecimento rápido, então tomei um longo gole do líquido, fazendo uma careta ao gosto azedo.

- Como você pode fazer uma careta enquanto bebe Dom Perignon, a melhor bebida deste mundo, - disse Trish, aparecendo ao meu lado do nada e pegando uma taça de champanhe para si mesma.

- É a bebida dos deuses, - entoou Anastásia, e era irritante que eu não sabia se ela estava fazendo uma piada ou estava sendo honesta.

- Estou tentando me acostumar - admiti, abaixando a taça de meus lábios. O álcool estava começando a fazer sua mágica e por isso fiquei grata depois da curta conversa com Falcone. Ambas as minhas amigas estavam vestidas de forma impecável. Anastásia em um vestido longo prata, e Trish em um vestido de cocktail verde claro que escovava seus joelhos. Não que eu tivesse esperado nada menos delas. Elas me contaram cada detalhe sobre sua viagem as compras dos novos vestidos para a ocasião. Claro que eu não tinha sido permitida a ir com elas apesar de minhas melhores tentativas de convencer meus pais. Em vez disso, minha mãe me fez usar um vestido que eu tinha comprado para o Natal no ano passado. Meu único consolo era que ninguém, a não ser minha família, tinha me visto usá-lo, então eu não me constrangeria na frente de meus amigos.

- Ouvi dizer que é um gosto adquirido. - Acrescentou Trish, pensativa. Ela tomou um pequeno gole de seu copo, sua expressão transformando em um tom de felicidade. - Suponho que sempre tive um dom para Dom Perignon e no ano passado eu certamente tive chances suficientes para me acostumar ao seu gosto, e eu pretendo beber ainda mais vezes no futuro. - Ela e Anastásia compartilharam um riso, e eu amaldiçoei meus pais novamente por me protegerem tanto quanto eles poderiam. Se Trish e Anastásia pudessem enfrentar os supostos perigos do nosso mundo, eu também poderia.

Trish me deu um sorriso provocante, então me abraçou com um braço, com cuidado para não arruinar os nossos penteados e nem a maquiagem. Anastásia apenas sorriu. Seu corpete era uma obra-prima de pérolas e bordados. - Estou preocupada que vá puxar fio se nos abraçarmos, - disse ela em meia desculpa.

- Isso é razoável, - eu disse, tomando outro gole de minha bebida e forçando meu rosto em prazer em vez de repulsa com o gosto. Eu sabia que para a maioria das pessoas este champanhe era o auge de suas fantasias de bebida, mas eu simplesmente não poderia desfrutar. Eu teria que me esforçar mais se eu não quisesse ver a expressão de piedade de Anastásia novamente.

- Uma de suas mechas de cabelo está solta, - disse ela.

Minha mão livre voou até o ponto que ela estava olhando e eu tentei encontrar o grampo antes que isso pudesse arruinar meu penteado. Outros convidados estavam jogando olhares na minha direção de qualquer maneira, já que esta era a minha estreia em uma festa. Eu não poderia arriscar aparecer nada menos do que impecável.

- Permita-me, - Trish disse, simplesmente empurrando o grampo alguns centímetros para trás. - Feito, tudo pronto. - Seu sorriso era amável.

Isso é tudo? Pela reação de Anastásia poderia ter pensado que eu tinha cometido um pecado imperdoável.

- Há uma boa seleção hoje à noite. - Disse Anastásia. Seus olhos persistentes em um grupo de homens em frente de nós deixando claro que ela não estava falando sobre o aparador de comida.

Os homens que estavam em seu foco eram todos pelo menos dez anos mais velhos do que nós, e enquanto eu examinava o resto da sala, eu constatei que nós estávamos entre os convidados mais novos. A maioria dos convidados trabalhava para Falcone. Era uma festa para seus súditos; Eu duvidava que ele tivesse algum amigo. Homens como ele não podiam pagar por esse luxo.

- Mas, claro, você não tem mais olhos para os outros homens agora que está noiva de Cosimo, - continuou Anastásia, arrastando-me de volta à realidade.

Eu não sabia o que dizer a isso. Sua voz tinha sido estranha. Ela estava com ciúmes? Seu pai provavelmente já estava procurando um partido apropriado para ela, assim logo ela estaria comprometida também.

- Vamos nos casar em breve. - Falei em tom apaziguador.

- Você colocou as mãos no solteiro mais cobiçado, isso é certo, - ela disse com um sorriso tenso. Então ela soltou uma gargalhada e bateu sua taça contra a minha. - Estou brincando, não pareça tão chocada.

Eu ri, aliviada. Eu realmente não queria brigar com Anastásia por Cosimo. Todas nós casaríamos com bons partidos.

A música começou e eu tomei outro gole da minha bebida. Eu estava começando a relaxar graças ao álcool se espalhando em meu sangue e quase não percebendo os olhares curiosos ocasionais dos outros convidados. Na próxima festa, eu já seria uma deles e alguém estaria no centro das atenções. Trish batia o pé no chão de madeira no ritmo da música e cantarolava alguns trechos antes que Anastásia lhe lançasse um olhar. Eu tive que reprimir uma risada. A dinâmica entre elas era ridícula às vezes.

Para minha surpresa, eu percebi que meu guarda-costas tinha desaparecido de vista para me dar privacidade com meus amigos. Lentamente mas certamente, esta noite estava ficando boa.

Eu sabia que Talia me escutaria contar detalhes sobre a festa quando eu voltasse esta noite, mas nossos pais tinham razão quando insistiram que ela era muito jovem para um evento social na casa de Falcone. Claro que não lhe diria isso novamente. Seria difícil o suficiente fazê-la me perdoar, embora alguns sutis rumores provavelmente a amansaria. Não que eu fosse uma socialite experiente. Eu teria que confiar em Trish e Anastásia para isso. O aborrecimento com meu pai ressuscitou em mim. Talvez ele tenha se recusado a me levar a uma reunião social até agora, porque ele pensou que eu o envergonharia na frente de seu chefe. Eu o ouvi dizer a minha mãe várias vezes o quão terrível e brutal era Falcone, por isso não era exagero que meu pai pensou que eu poderia me acovardar com medo diante daquele homem, o que era ridículo. Ele ainda era humano, não o monstro que papai sempre o fazia parecer, e mesmo que fosse, duvidava muito que ele odiasse me ver encolher de medo. Provavelmente o excitaria se fosse o homem que papai descrevera.

- Eles são um pouco velho demais para o meu gosto, - disse Trish, então tomou outro gole de seu champanhe, voltando ao nosso tópico anterior.

- Eu não me importo. Eu quero ser tratada como uma princesa pelo meu marido e homens mais velhos são mais propensos a isso, do que rapazes mais novos, - disse Anastásia. Ela me deu um sorriso. Por alguma razão, ele parecia falso. - Pelo que ouvi dizer o acordo entre sua família e Cosimo está quase concluído, sua festa de noivado será em breve.

Eu fiz uma careta ao ouvir a palavra - Acordo - quando me veio à possibilidade de me casar com Cosimo. Mas com toda a honestidade, era provavelmente o termo que se encaixava melhor em todo o arranjo. Eu dei um pequeno encolher de ombros, tentando agir indiferente. Eu não queria falar sobre ele esta noite, especialmente porque o tema parecia irritar Anastásia.

- Oh meu Deus, Falcone convidou o monstro, - sussurrou Trish, segurando meu braço e quase me fazendo derramar o champanhe sobre seu vestido. Eu segui seus olhos castanhos em choque para um canto do salão onde um homem alto e musculoso se apoiava contra uma parede. Ele estava vestido com uma camisa branca que se esticava perfeitamente contra seu enorme peito, um terno preto e sapatos pretos. Na verdade ele não parecia tão diferente dos outros homens na sala, exceto pela falta da gravata, se você levasse apenas o seu traje em consideração. Mas o resto dele, Deus tenha misericórdia.

Ele parecia muito domesticado para alguém como ele. Ou pelo menos ele tentou. Não enganava ninguém com sua natureza. Parecia irradiar como uma nuvem escura de perigo sobre ele. Era quase palpável, mesmo de longe.

Papai o mencionara uma ou duas vezes em voz baixa, mas eu nunca o tinha visto, e ele definitivamente não era do tipo que aparecia nas reportagens do jornal. Eu duvidava que qualquer jornalista fosse louco o suficiente para arriscar a ira de um homem como ele.

- O Bastardo, é como a maioria das pessoas o chamam, - acrescentou Anastásia. Ela parecia um gato que tinha visto um pássaro. Eu sabia por que ela estava tão animada. Até agora nada de interessante tinha acontecido, mas Anastásia provavelmente esperava que isso tivesse o potencial para algumas fofocas.

- Qual é o nome verdadeiro dele? - Perguntei. Tentei uma vez, mas o olhar que ela me deu não me fez perguntar outra vez.

- Eu não sei seu nome verdadeiro. Ninguém sabe. As pessoas o chamam de - Growl - na sua frente, e - O bastardo - pelas costas.

Eu dei a ela um olhar. Sério? Ambos eram nomes que ele não poderia ter escolhido para si mesmo. Alguém tinha que saber seu nome. Pelo menos, Falcone. Ele sabia tudo sobre seus súditos. - Por que as pessoas o chamariam assim?

Anastásia encolheu os ombros, mas não olhou para mim. - Há algo errado com suas cordas vocais desde o acidente horrível. É por isso que ele tem aquela grande cicatriz.

Eu não conseguia ver a cicatriz na posição que estávamos. Estávamos muito longe. Presumi que Anastácia tivesse obtido esta informação através de fofocas também. - Que tipo de acidente?

- Eu não sei. Algumas pessoas dizem que a máfia russa fez isso, outros dizem que ele tentou se matar porque não está bem da cabeça, mas ninguém sabe ao certo, - Anastácia respondeu em voz baixa.

Quem tentaria se matar assim? E Growl não parecia ser um cara que cometeria suicídio. A primeira história com a máfia soou muito mais provável. - Então eles o chamam de Growl, porque é o como se parece quando ele fala? - Perguntei.

Anastácia mal parecia registrar minhas palavras, mas Trish assentiu com a cabeça em confirmação.

Não perguntei por que o chamavam de bastardo. Isso eu poderia presumir. As pessoas em nosso mundo não olhavam de bom grado para as crianças que nasciam fora do casamento. Era antiquado e ridículo, mas algumas coisas nunca mudam. Eu não sabia quem eram seus pais. Não podiam ser membros do alto escalão da sociedade, isso era certo.

Eu dirigi meus olhos novamente para o homem. Ele parecia completamente indiferente ao que estava acontecendo ao seu redor, como se essa festa fosse apenas mais um de seus deveres. Mas algo me dizia que apesar do tédio aparente, ele estava em alerta. Eu duvidava que algo passasse despercebido de sua atenção. Ele estava segurando uma taça de champanhe em suas mãos, mas ainda estava cheia. O cristal elegante parecia pequeno comparado a ele e eu estava maravilhada que ele ainda não a tivesse esmagado na mão. Como se ele pudesse ler minha mente, ele virou a cabeça e olhou diretamente para nós. Trish soltou um suspiro e tremeu ao meu lado, derramando algumas gotas de sua bebida no chão de madeira caro. Ela realmente não poderia ter agido de forma mais suspeita se ela tivesse tentado. Depois de um momento, Trish e Anastácia baixaram a cabeça, quebrando o contato visual. Talvez para fazê-lo acreditar que não estavam o observado, ou talvez simplesmente não pudessem suportar o poder de seu olhar. Agora eu entendia por que meus pais e até meus amigos pareciam tão aterrorizados quando conversavam sobre ele. Mesmo a distância, seus olhos quase fizeram meus joelhos se curvarem.

Não foi só o medo que fez meu coração acelerar; Havia algo perto da emoção também. Era como assistir a um tigre através do vidro do seu recinto e se maravilhar com seu poder. Só que aqui a única coisa que o impedia de atacar, era as regras sociais, mesmo que alguém como ele fosse obrigado. A coleira que Falcone colocava não era física ou visível, mas estava ali.

Eu me perguntava o que estava acontecendo em sua cabeça. Como ele se sentia rodeado de pessoas com as quais quase não tinha nada em comum? Ele era um deles, mas ainda assim, não realmente. Um homem das sombras porque ninguém o queria na luz. Quando percebi o quanto eu estava olhando, desviei o olhar, mas a palpitação no meu pulso continuou errática tempos depois. Eu não tinha certeza de quando tempo eu não me sentia assim... Viva pela última vez. Minha vida sempre serpenteava em caminhos predeterminados, mas esta noite parecia uma aventura.

- Oh meu Deus, isso foi assustador, - Anastácia sussurrou. - Ele deveria ter ficado no buraco de onde ele saiu.

Eu não podia dizer nada. Minha língua parecia estar presa no céu da minha boca.

- Ele ainda está olhando? - Eu perguntei eventualmente, meus olhos fortemente fixados sobre as bolhas da minha taça.

- Não, ele se foi, - Anastácia disse sem alívio. - Eu não posso acreditar que ele veio aqui. Pessoas como ele devem ficar entre si e não fingir que pertencem ao nosso meio.

Olhei para o canto onde ele tinha estado antes, mas como Anastácia havia dito, ele tinha ido embora. Por alguma razão, eu fiquei incomodada porque não sabia para onde ele tinha ido. Ele era uma das pessoas que você gostaria de acompanhar porque temia que pudessem chegar furtivamente perto de você. E eu poderia jurar que ainda podia sentir seus olhos sobre minha pele. Eu tremi. A paranoia geralmente não era meu estilo.

Procurei ao redor, mas ele estava longe de ser visto. Eu afastei a ridícula sensação de ser vigiada. Não era de meu feitio começar a agir como paranoica. Se eu fizesse algo para se envergonhar aqui, este seria um dos poucos lugares que eu seria convidada novamente. Ou pior, Cosimo decidiria que eu não estava apta para se tornar sua esposa. Mamãe e papai nunca me perdoariam se isso acontecesse.

- Olha quem está vindo, - disse Trish em voz baixa, e por um momento, meu coração parou, eu realmente pensei que fosse Growl.

Eu virei para ver de quem ela estava falando e senti o calor subir em minhas bochechas. Cosimo estava a caminho. Ele estava vestido com um terno cinza, cabelos loiros escuros e óculos sob o nariz.

- Parece um corretor. - Comentou Trish em voz baixa.

Ele conseguiu o dinheiro de Falcone, então isso não estava muito longe. O terno era sua segunda pele. Eu nunca o tinha o visto em outra coisa. Era um forte contraste do homem que eu estava espionando há poucos segundos atrás.

Trish e Anastásia deram um passo para o lado, amontoando-se e fingindo dar a Cosimo e eu um pouco de privacidade, o que realmente era apenas fingimento, pois eu sabia que elas estariam observando nossos lábios, memorizando nossas palavras.

Eu duvidava que elas fossem usá-las contra mim. Elas eram minhas amigas, afinal, mas eu não queria arriscar.

Cosimo parou um pouco perto demais e levou a mão aos lábios. Quase revirei os olhos para o gesto, embora uma pequena parte de mim saboreou os olhares apreciativos que Trish e Anastásia trocaram.

- Você quer dançar? - ele perguntou, com voz suave e uniforme. Que, assim como o terno, sempre foi o mesmo. Trish o havia comparado a uma máquina bem lubrificada uma vez. O termo se encaixava muito bem. Seus olhos corriam para minhas amigas, mas ele não disse nada. Eu não segui o seu olhar, preocupada que Anastásia ficasse chateada. Às vezes eu não tinha certeza do que diabos estava acontecendo com ela.

Deixei que ele me guiasse em direção à pista de dança, consciente dos olhares curiosos das minhas amigas em nós, e elas não eram as únicas nos olhando. Meus pais também tinham voltado a sua atenção para nós. Eu quase me encolhi com tanta atenção.

Não tropece, eu disse a mim mesma uma e outra vez quando nós começamos a nos mover conforme a música.

Como nós dançávamos intimamente, eu esperei por uma vibração, por algo, uma pequena palpitação no meu pulso, mas nada aconteceu. Não que Cosimo parecesse que estava loucamente apaixonado por mim. Não que o amor era necessário para um casamento, mas teria sido bom, no entanto. Cosimo tentou uma conversa. Sobre o tempo, como adorável meu vestido parecia, isso e aquilo que ele pensou que eu talvez possa estar interessada. Ele não poderia ter ido mais longe.

Minhas amigas ainda estavam observando Cosimo e eu. Embora 'observar' não fosse o termo certo para o olhar que Anastásia estava me dando. Eu realmente esperava que ela encontrasse um bom homem para ela em breve. Conhecendo-a como conhecia, ela provavelmente estava apenas chateada que pela primeira vez eu estava na liderança, mesmo que eu não teria me importado se meu pai tivesse tido mais tempo para encontrar alguém para mim. Eu forcei meu olhar longe de sua cara feia e deixei meus olhos se estabelecerem no canto onde Growl estava. Ele não estava mais lá.

- Minhas amigas e eu notamos um homem encostado ali mais cedo, - eu disse, nem mesmo tendo certeza do que Cosimo tinha estado divagando antes que eu o interrompesse. - Minhas amigas me disseram que seu nome era Growl. Ele parecia...

Cosimo aumentou seu aperto nas minhas costas. - Ele não deve ficar onde ele não pertence, - disse Cosimo com uma rispidez e isso me surpreendeu, então ele me deu um olhar encorajador. - Não se preocupe. Você está segura. Ele sabe que não é permitido chegar perto de mulheres como você.

Eu abri minha boca para mais perguntas, mas Cosimo balançou a cabeça. - Vamos falar de outra coisa.

Não havia mais nada que eu quisesse falar, mas Cosimo e eu continuamos uma pequena conversa. Mas eu não parava de olhar o lugar onde Growl havia estado.

Cosimo levou-me de volta para as minhas amigas e um olhar passou entre Anastásia e ele. Sua carranca, obviamente, não tinha passado despercebido por mim. Se eu fosse mais corajosa, eu a teria confrontado e lhe perguntado qual era o problema, mas eu definitivamente não queria nenhum problema em minha primeira festa.

Cosimo desculpou-se e foi em direção a um grupo de homens, incluindo Falcone. Trish me entregou uma taça de champanhe. - Como foi?

- Bom, - eu disse automaticamente, sem querer admitir a elas que eu não poderia me importar menos sobre meu noivado.

- Vocês pareciam bonitos juntos, - Anastásia disse docemente. Pegando-me de surpresa, e eu me senti relaxar na mesma hora. Aparentemente, Anastásia tinha percebido que não havia razão para ela estar com ciúmes de mim e Cosimo.

Capítulo 3 3

CARA

Eu me perdi no meio do caminho; As três taças de champanhe que tinha bebido, realmente não ajudaram muito. Esta casa era um labirinto, obviamente construído para impressionar e intimidar, e não tanto como um lugar para se sentir confortável e atualmente viver. Pelo menos eu nunca poderia imaginar me sentir confortável em um lugar como este, mas talvez a pintura quase em tamanho natural de Falcone tinha algo a ver com isso também. Seus olhos assombrados pareceu me seguirem onde quer que eu fosse.

Eu me atrapalhei com meu celular na minha bolsa e o puxei para fora, mas hesitei no último instante. Quão embaraçoso seria se eu chamasse Anastásia ou Trish e lhe dissesse à verdade, que eu consegui me perder ao ir procurar o banheiro feminino? A atmosfera entre nós tinha sido tensas desde a minha dança com Cosimo de qualquer maneira. Não havia necessidade lhes dar mais munição contra mim.

Pela primeira vez, eu desejei que Talia estivesse aqui. Nós iriamos rir sobre isso juntas, e ela me zoaria sobre isso por um longo tempo, mas nunca fora de sua malícia. Ela não contaria para outras pessoas.

Fiz uma pausa, percebendo que eu nem sequer confiava nas minhas duas melhores amigas. Eu balancei minha cabeça. Este era o mundo em que eu vivia. Você não pode confiar nas pessoas, nem mesmo nas pessoas que você chamava de seus amigos, isso é o que meu pai sempre disse. Eu sempre fui relutante em acreditar nele. Eu coloquei meu telefone de volta na minha bolsa. Eu não ia ligar para elas, de maneira nenhuma.

Mamãe também estava fora de questão de qualquer forma.

E Cosimo. Não, eu não preciso de outra razão para que seja estranho entre nós. E não havia diferenças entre ele e um estranho. Eu tinha um pressentimento que isso não mudaria até dia do nosso casamento e talvez muito tempo depois.

Com um suspiro, eu continuei. Em algum momento eu teria que ver algo que eu reconheceria e encontraria o meu caminho de volta para a festa.

Virei em outro corredor desconhecido – eles realmente pareciam ser todos iguais – foi quando vi alguém no corredor apenas alguns passos a minha frente. Finalmente, alguém que poderia ser capaz de me apontar à direção certa!

Minha alegria se transformou em choque, então em medo quando eu percebi quem eu tinha encontrado.

Growl.

Ele não se moveu. Apenas ficou lá. Era como se ele já estivesse neste corredor por um tempo.

À espera de uma vítima, talvez, minha mente hiperativa sugeriu.

Mas tanto quanto eu queria zombar interiormente da ideia, eu tinha a sensação de que não era assim tão distante. Medo e fascínio começaram uma batalha em mim, e eu me lembrei de que ele não iria me tocar. Meu pai era muito importante para Falcone, e isso significava que eu era também. Talvez Growl fosse um assassino implacável, pouco mais do que uma máquina de matar e um monstro, mas ele era definitivamente um monstro inteligente ou ele não teria chegado tão longe. E ainda assim eu esperava que meus guarda-costas viriam me encontrar em breve. Mesmo que eles tivessem me visto deixando à festa? Eles tentaram dar liberdade as minhas amigas e eu. Mas agora eu queria que eles não tivessem feito isso.

Os olhos de Growl não demonstraram nada enquanto me observavam. Uma de suas muitas tatuagens espreitou fora. Eu nunca tinha visto elas, mas você não pode ser uma parte da sociedade e não ouvir as histórias. Mesmo vestido com um terno, disfarçado como um de nós, ele não conseguia esconder quem ele era. Suas tatuagens a mostra era uma pequena dica do monstro debaixo do traje caro. Eu me perguntava como ele ficaria sem o terno. Calor subiu em minhas bochechas com o pensamento ridículo. Eu definitivamente tinha bebido muito.

Uma carranca atravessou seu rosto antes dele desaparecer e eu perceber quanto tempo eu estava olhando para ele de novo, julgando-o. Eu provavelmente não tinha conseguido esconder meus pensamentos muito bem. Um erro que poderia arruinar tudo em nosso mundo. Meus pais me ensinaram como funcionavam as coisas.

A porta atrás dele, parecia vagamente familiar. Levava ao lobby principal. Eu não me movi. Fazer o caminho de volta para a festa, significava ir para perto dele.

Era ridículo. Eu não era qualquer uma. E não estávamos em qualquer lugar. Ele não faria nada. Mesmo que ele tivesse regras uma delas era que eu estava fora dos limites, assim como todas as meninas de famílias como a minha. Não importa o quanto absurda à declaração de Anastásia soou, era verdadeira.

Eu inclinei meus ombros e dei alguns passos determinados em direção a Growl. Chegando mais perto meu pulso acelerou. Growl era o caçador e eu era a presa, o que não fazia sentido desde que ele não tinha se movido desde a minha chegada ao corredor. Estou a pensar sobre isso, ele nunca chegou a falar quando eu estava me aproximando.

- Eu sou Cara, - eu disse com voz apressada. Talvez se eu pudesse fazê-lo falar, ele não pareceria tão perigoso, mas ele não reagiu só me olhou com uma expressão ilegível, e depois a porta se abriu atrás dele, e minha mãe apareceu.

Seus olhos pousaram em mim, em seguida, mudou-se para Growl, e sua expressão tornou-se rígida.

- Cara, eu e seu pai estávamos procurando por você. Volte para o salão, - disse ela, ignorando completamente o homem no corredor com a gente.

Eu balancei a cabeça e corri passando por Growl. Seus olhos, âmbar escuro me seguiram, mas ele permaneceu em silêncio. Quando olhei de volta para ele, uma emoção percorreu meu corpo e eu tive que parar de olhar por cima do ombro.

No momento em que eu e minha mãe estávamos fora do corredor e em uma sala deserta, ela agarrou meu braço em um aperto esmagador. - O que você estava pensando em ficar sozinha com aquele... Aquele homem, - ela praticamente cuspiu a última palavra. Seus olhos estavam arregalados e quase frenéticos. - Eu não posso acreditar que eles o deixaram entrar. Seu lugar é em uma gaiola com algemas, longe de qualquer pessoa decente.

Suas unhas cravaram em meu braço.

- Mãe, você está me machucando.

Ela me soltou e eu finalmente reconheci a emoção no seu rosto.

Não era raiva, mas preocupação.

- Eu estou bem, - eu disse com firmeza. - Eu me perdi e me deparei com ... - Eu procurei em minha mente por um nome diferente de Growl, um que não parecesse muito com um apelido, ao redor da minha mãe, mas fiquei de mãos vazias.

- Cara, você não pode sair andando por aí, sem pensar nas consequências de suas ações.

- Eu estava procurando o banheiro. Eu não estava passeando por aí, - eu disse.

- Cosimo é um bom partido. Não vá estragar tudo agora.

Pisquei, incapaz de acreditar nos meus ouvidos. - É com isso que você está preocupada?

Mamãe respirou fundo e colocou sua mão no meu rosto. - Estou preocupada com você. Mas isso também inclui a sua reputação. Neste mundo, uma mulher não é nada sem uma boa reputação. Para um homem, isso é uma questão diferente. Eles podem fazer o que eles quiserem e isso ainda vai ajudar a sua reputação, mas somos obrigadas a seguir diferentes padrões. Precisamos ser tudo o que eles não são. Precisamos compensar as suas falhas. Isso é o que significamos para eles. Nós, você, precisa ser gentil e dócil e virtuosa. Os homens querem tudo e devemos manter nossos desejos firmemente trancados, Mesmo que os homens não possam.

Não era a primeira vez que ela dizia algo assim para mim, mas a maneira como ela acentuou a palavra - desejo - em seu discurso me deixou preocupada de que ela sabia da reação do meu corpo com a proximidade de Growl.

Ela não precisava ter se preocupado. Meu medo sobre esse homem, de tudo o que ele representava e do que ele era capaz, superou qualquer pequena arrepio de excitação que meu corpo poderia ter sentido ao seu redor.

GROWL

Growl as assistiu sair do corredor. A porta se fechou e ele estava sozinho novamente. Seu aroma de baunilha ainda permanecia no ar.

Doce. As meninas gostavam sempre de escolher aromas doces. Ele não entendia por que elas tentavam parecer ainda mais inofensivas por cheirar como uma flor delicada.

Ele puxou o colarinho. Muito apertado. O tecido contra sua cicatriz, que ele tanto odiava. Este terno, esta camisa, não eram ele.

O olhar no rosto de sua mãe tinha o lembrado do porque ele odiava eventos como este. As pessoas não o queriam por perto. Eles queriam que ele fizesse o trabalho sujo, e eles apreciavam falar merdas sobre ele, mas eles não o queriam ele próximo.

Ele não dava à mínima.

Eles não eram nada para ele.

Ele sabia que eles o viam como um animal de circo. Ele foi o escândalo da noite. A menina com cheiro doce, também, tinha estado a observá-lo. Ele tinha visto ela e suas amigas o observando do outro lado do salão.

Mas a menina com cheiro doce o surpreendera. Ele sabia sobre sua família. É claro. Falcone tinha falado sobre seu pai e sua família com muita frequência nas últimas semanas. Cara.

Ela não tinha fugido gritando, apesar de ter ficado sozinha no corredor com ele. Ela ainda não parecia muito assustada. É claro que tinha estado com medo; havia sempre o medo, mas tinha havido um 'que' de curiosidade também. Porque ele era um monstro que eles temiam e os fascinavam também.

Ele não se importava. Ela era apenas uma menina. Uma menina da sociedade com um vestido bonito e um rosto ainda mais bonito. Ele não deu a mínima para sua beleza. Não significou nada. Foi fugaz, poderia ser levada em um piscar de olhos. Mas seus olhos haviam a procurado várias vezes durante a noite. Ele tinha imaginado rasgando seu vestido bonito fora de seu corpo, imaginou também passar as mãos não dignas sobre suas curvas. Em seguida, ele forçou o olhar e deixou o salão do baile antes que ele pudesse fazer algo muito estúpido. Ela era alguém que ele não deveria ter. Alguém que não deveria sequer imaginar ter. Ela era alguém para admirar de longe. E era melhor assim.

CARA

Naquele dia, pouco depois de voltarmos para casa e eu estava deitada na cama, meus dedos encontraram o ponto ideal entre as minhas pernas, respondendo à necessidade que tinha me atormentado desde que eu tinha visto Growl. O manto da escuridão lavou minha resistência e minha preocupação em ser pega. Até mesmo quando as palavras de minha mãe ecoaram na minha cabeça isso não foi capaz de me parar. - Seja adequada, seja virtuosa. Isso é pecado. - A imagem do temível homem tinha causado um formigamento doce no meu núcleo, e eu era incapaz de resistir. Errado, minha mente gritava, mas eu bani o pensamento até que finalmente meu corpo estremeceu com a liberação.

Mas segundos depois, uma sensação familiar de estar suja tomou conta de mim. Este era o pecado. Minha mãe não tinha parado de dizer essas palavras para mim desde o dia em que ela me pegou tocando-me há dois meses. Eu não tinha caído em tentação as minhas necessidades pecadoras desde então, até esta noite.

Eu respirei fundo, desejando que meu coração parasse de tremer. Desejando que meu corpo parasse de me lembrar o que eu tinha feito.

Desde que minha mãe me pegou havia uma tensão entre nós. Eu mal podia suportar. Ela evitou meus olhos enquanto eu evitava os dela. Eu estava quase feliz que meu casamento estava se aproximando rapidamente, assim eu finalmente poderia escapar do seu julgamento. Eu ainda sentia uma onda de vergonha quando me lembrava daquele dia do flagrante e de seu olhar em choque. Não tinha sido a primeira vez que eu tinha me tocado, mas a primeira vez que eu realmente entendi que era errado. Eu tinha jurado a mim mesma naquela época nunca deixar meu corpo se sobrepor sobre meu cérebro novamente e agora eu tinha quebrado essa promessa. Na proteção da noite, eu ousei deixar meus dedos vaguearem de novo, tudo por causa de um homem a quem eu não deveria sequer pensar, muito menos fantasiar. Era errado.

Eu era fraca e pecadora, mas nos breves momentos de prazer, eu me senti mais viva do que em qualquer outro momento da minha vida.

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