Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Vampiro dos Meus Sonhos
Vampiro dos Meus Sonhos

Vampiro dos Meus Sonhos

Autor:: Cassandra Branca
Gênero: Romance
Livro 4 Uma mestiça com sangue humano, testemunha de uma traição cruel. Um vampiro obsessivo que não perde uma oportunidade de a assediar. Christine era uma Dhamphir que somente pensava no amor como algo puro sem interesse , até ser usada por Eduardo, um vampiro sem escrúpulos que julgava poder tudo, sobre todos os que o rodeavam. Depois de Christine fugir de suas garras , ela encontra asilo no clã dos Independentes, onde conhece Nicholas um Guerreiro letal que a perturbava intensamente mesmo depois de uma desilusão amorosa. Não entendia como seu coração poderia de novo tentar amar, mas ele a deixava quente como o Inferno. Seria Christine capaz de voltar acreditar no amor, ou a perseguição de Eduardo colocaria fim a tudo aquilo que ela desejava...sua liberdade e seu atraente vampiro... Nicholas!

Capítulo 1 C.

"Não podia desistir! Não agora que estava tão perto de conseguir. Faltavam mais uns metros para alcançar a minha desejada liberdade." Esse pensamento me deu força e coragem para avançar com meus planos .

O sol estava quase a espreitar no horizonte , altura certa em que Eduardo estaria adormecido assim como os restantes habitantes daquela casa . Os humanos , escravos de sangue começavam a chegar para as suas tarefas diárias, colocando em ordem uma mansão que mais parecia um palácio, onde seu mestre e seus ocupantes restabeleciam suas energias longe da luz do dia. somente nisso prestavam atenção, suas tarefas, nada mais ao seu redor . Uma moça passeando pelos jardins não era algo com que se deviam preocupar, assim como eu esperava, me ignorariam, sem se importarem se entrava em combustão ou simplesmente desaparecia em segundos daquele lugar . Era exatamente o que pretendia fazer, o mais rápido que me fosse possível .Suspirando fico ali ainda nas sombras , esperando a hora certa para correr para bem longe dali. Ainda não conseguia esquecer aquela noite maldita, o dia que a minha vida mudou para sempre.

Eduardo, um homem que antes me tinha fascinado, seduzida por sua beleza e postura dominante, agora me repugnava. Crescendo de perto de todos os vampiros guerreiros era normal na adolescência começar a ter sentimentos e desejos por um deles , mas Eduardo era o eleito da minha atenção. Uma jovem entrando na sua maturidade sexual, hormonas ao rubro e libido se descontrolando , podia dizer que era natural, mas descobrir mais tarde que afinal era somente mais uma nas mãos de alguém sem escrúpulos , já não era tão normal assim. Acreditava que Eduardo era leal aqueles que servia, principalmente sendo o co -regente do clã. Como podia estar tão enganada?

Seus olhos cor de amêndoa, seu cabelo curto , com fios dourados caindo em escadinhas sobre seu rosto tirava qualquer uma do sério, mas eu, não somente o desejava , eu o idolatrava. Seu carisma alem de sua beleza acompanhada com um sorriso de matar , me fez deseja-lo e ama-lo com todos os poros de meu ser. Seu corpo talhado para o combate não ajuda a controlar a minha libido , já que ele o usava como arma de sedução. Uma arma que utilizava sem qualquer pudor, não era de admirar que andasse sempre rodeado de mulheres, no entanto, ele nem se importava que elas se oferecessem as seus pés, apesar de ser seletivo. Na minha ingenuidade , pensara que eu era a escolhida, para a eternidade.

Inferno!!! Como pude me enganar tanto acerca daquele vampiro? Como pude ser tão cega ?

Em pouco tempo a mascara caiu, tudo mudou quando me deixei levar pela luxúria e a ideia de que o amor não era unilateral. Vinte e três anos me guardando para aquela noite especifica, como uma donzela esperando seu belo príncipe encantado, acabando por se revelar uma desilusão. Estava tão equivocada, Eduardo não era nenhum príncipe, mesmo me mostrando o prazer carnal sem qualquer limite, essa era uma noite que não iria esquecer nunca, pelo pior motivo ...o horror de descobrir que ele era cruel, calculista e ganancioso. Nessa fatídica noite, Eduardo me reclamou como mulher , mas também reclamou a liderança do clã Camarilla, depois de nosso Mestre Olson Nuval aparecer morto.

Nessa noite tudo parecia um sonho para mim, depois de um curto sono derivado a uma noite longa de prazer , me dei conta que Eduardo não estava na cama, nem mesmo no quarto, o que era estranho. Sua extraordinária capacidade de se recuperar junto com o fato de ser insaciável, me dizia que ele tinha planos para não me deixar sair daquela cama tão cedo.

O perfume que predominava era intenso, o rubor atinge as faces , sabia a razão. Me levanto , procurando a roupa que horas antes fora espalhada pelo cómodo num desejo desenfreado, aos poucos recolho cada peça , me vestindo sem pressas mas com a ideia de que seria melhor voltar para meu quarto. Não desejava comentários sobre o que se passava entre nós dois , seria mais fácil os encarar sem embaraço. Não sabia até que ponto Mestre Olson reagiria a noticia de ter ocupado a cama de seu co -regente , afinal ele me tinha recolhido aos seis anos de idade , me cuidando, mesmo sendo mestiça. Orfã e abandonada aprendi a amar meu Mestre como um pai, meu crescimento entre eles se tornou mais fácil com sua proteção e atenção, graças a ele aprendi a lidar com os dois mundos sem ter que me sentir diferente , deslocada. Alem de um enorme agradecimento, lhe devia respeito. Sendo assim na minha mente a ideia era que seria melhor que ficasse em segredo de estado. Longe do olhar, longe do coração, como dizia o ditado. Mas esse foi o meu segundo erro.

Ao tentar evitar que tudo fosse descoberto , eu tento voltar ao meu quarto, pé ante pé e em extremo silencio . Abrindo um pouco a porta , vigio o corredor, e logo relaxo ao perceber que estava deserto, me esgueiro rapidamente colada a parede, como se estivesse dentro de um filme de espionagem , atenta a cada cómodo distribuído ao longo do caminho. Tudo corria bem até que quase perto do corrimão das escadas do primeiro andar, uma das portas se abriu, pulando em pãnico de imediato me escondo atras de uma das enormes colunas que ornamentavam a mansão. Esperava que quem quer que fosse saísse rapidamente, pois por mais uns segundos estaria em seu quarto, sem prejudicar ninguem.Os nervos começavam a surgir , fazendo meu estômago se contrair dolorosamente pela demora em que algo acontecesse, mas para meu espanto a porta entreaberta se manteve assim uns segundos e para meu horror as palavras que surgiram depois , me deixaram completamente de joelhos e com vontade de fugir dali na mesma hora .

Sem dúvida era a voz de Eduardo elogiando um bom trabalho, tudo estaria bem se o macho em questão não tivesse agradecido, acrescentando que Olson não tinha percebido de onde o golpe tinha surgido, depois do veneno o ter limitado.

"Oh Meu Deus !!!! "Levo a mão a boca quando os soluços começam , junto com as lágrimas correndo em meu rosto, me deixo cair de joelhos em choque , meu corpo paralisa , mesmo quando percebo que o silencio se instala no ar e a porta se abre ainda mais. Queria correr , fugir para longe ,mas meu corpo não obedecia aos meus comandos, uma sombra se aproxima, sabia quem poderia ser e não queria encara-lo, não agora , não tinha forças para isso.

Eduardo se ajoelha na minha frente , levantando meu queixo coloca um dedo nos meus lábios para que permanecesse em silencio e as ameaças surgiram logo depois. Na verdade , a quem podia falar?Alguem acreditaria em mim? Uma simples mestiça , aceite por pena, sem qualquer estatuto dentro do clã. Seria a minha palavra contra a dele e pior... eu era seu maldito álibi. Seu odor ainda permanecia em meu corpo, uma prova que ele necessitava para que todos os vampiros não duvidassem de sua defesa . Tinha sido um peão num jogo macabro , onde ele planeara me usar, me deixar presa as suas vontades e suas ordens. Mas eu não lhe pertencia , nem mesmo pertencia ao clã Camarilla, e fora dali poderia tentar provar que ele era um assassino cruel.

Enquanto faziam o luto por meu Mestre, observei que era impossível continuar a viver nessa casa. Eduardo não me dava tréguas , me assediando como se lhe pertencesse, me ameaçando e isso tinha que acabar. Minhas lágrimas teriam que cessar, minha atitude de zombie caminhando pelos corredores daquela mansão sem saber que lugar ocupava, cumprindo ordens de alguém que eu abominada , tinha que terminar. Eduardo tinha conhecido a moça ingénua e burra naquela noite , ele pensava que podia me forçar em sua cama sempre que quisesse , mas estava enganado ,agora lhe daria a conhecer a mulher determinada e capaz de vingar a morte de seu mestre.

Sem qualquer dúvida , ele iria pagar , não importava como, mas ia. E o começo da minha jornada começava aqui, uma manhã onde o sol brilhava intensamente , aquecendo minha pele gelada. Pois é, sou uma Damphir, metade humana, metade vampiro. Ando á luz do dia, preciso de comida, não tenho presas e não bebo sangue. Mas tenho força de vampiro e mais alguns extras que meu sangue misto me proporciona,alwm da vantagem de andar á luz do dia enquanto eles tinham que se proteger era uma boa margem para fazer o que devia ter feito logo após aquela noite.

Meu luto se sobrepôs á vontade de agir mas agora estava pronta para seguir em frente. Mesmo que significasse estar longe de alguns dos meus amigos e todos aqueles que considerava família por causa de um vampiro traidor com a mania da grandeza.

Essa lembrança de imediato me traz lagrimas nos olhos e eu olho para o céu , que naquele momento era iluminado pelo sol quente, me dando a oportunidade que tanto esperava. Olho ao redor , apreciando uma utima vez a mansão imponente ao longe, salvo pelos raios solares que começavam a iluminar cada detalhe de sua estrutura antiga, se notava sombria e obscura. Suspiro como um lamento silencioso, em uma despedida acompanhada por tristeza além de alívio. Era o certo! A justiça só seria feita se me afastasse dali!

Num só impulso, pulo o muro de dois metros que envolvia o lugar onde tinha vivido praticamente a minha vida inteira .Finalmente... ia conseguir ficar longe de Eduardo... e principalmente ... de sua insanidade.

Capítulo 2 Capitulo

Pego a mochila e corro em direção a uma vasta floresta, algo que escondia nossa localização dos olhares humanos, depois de uma hora sem parar , dou com a visão da cidade. Finalmente poderia relaxar, mas não muito, apesar da esperança de encontrar a morada Independentes antes do anoitecer, devia continuar alerta.

Os Independentes, eram vampiros com uma forte lealdade para com os de sua raça, entre eles havia uma busca pela liberdade individual. Todas as actividades dos Independentes se centravam na lealdade e cumprimento da lei entre eles. Existiam para estragar os planos de alguns antigos, ou mesmo impedir líderes recentes de espalhar sua dominação sobre os outros. Assim foi criado um clã, vampiros suficientemente fortes para se defenderem deles e defenderem aqueles que não conseguiam lutar contra a opressão. Um clã formado para aplicar as leis, e as fazerem cumprir. Vampiros sem clãs se juntavam ou pediam asilo quando a razão era válida e justificável devido a crimes ou abusos.

Respirando fundo várias vezes ajeito o cabelo depois da correria, tentando passar despercebida entre os pedestres que enchiam as calçadas. Humanos concentrados nas suas rotinas diárias , não se preocupando com uma ameaça latente entre eles , apesar das regras que proibiam os vampiros de se alimentarem sem consentimento, ainda existiam renegados que não respeitavam a vida humana, apesar do castigo ser a morte , muitos arriscavam pelo prazer da caça. No fundo estar sob a proteção desses defensores da lei era um meio eficaz de afastar Eduardo até poder ter provas para o acusar e o fazer pagar por seu crime.

Olhando ao redor procuro a marca que indica os estabelecimentos geridos por simpatizantes de vampiros , conseguindo uma informação válida sobre os defensores dos mais fracos, depois de várias que não deram frutos e somente me fizeram perder um tempo precioso . Para meu alivio ainda tinha algumas horas até ao anoitecer , talvez Eduardo dentro da sua própria insanidade me esquecesse por um tempo, afinal ele pensava que eu seria uma menina obediente aos seus desejos, assim estaria relaxado , não imaginando que eu desaparecera nessa noite . Bastardo! Que vontade de arrancar suas presas uma a uma enquanto o observava se engasgar em seu próprio sangue.

Sem perder mais tempo e me livrando de tais pensamentos violentos sigo para o bar noturno indicado pelo humano escravizado por sangue. Proprietário de uma transportadora, suas informações não eram muito detalhadas sobre o clã, mas a informação de que o bar era um dos intermediários em suas entregas mensais era o suficiente. Mestres tinham a lealdade de certos humanos , dispostos em pontos estratégicos , úteis aos seus negócios , os viciavam com seu sangue, assim eles fariam qualquer coisa para ter mais uma dose . Lealdade comprada à força, eu diria , mas resultava, certos assuntos teriam que ser tratados à luz do dia , assim eles eram um meio seguro para serem a mão invisível dos seres da noite .

Bares góticos, um bom disfarce no meio dos humanos , que não tinham nem ideia que os donos e a maioria dos frequentadores eram vampiros procurando dadores dispostos a uma troca de fluidos. Qualquer tipo de fluido, devo acrescentar. Tinha visitado poucos na minha ainda curta vida , mas sabia como tudo funcionava, apesar de não ser participante desse tipo de eventos , era uma boa observadora. Um sorriso sem graça desponta em meus lábios, lembrar desses tempos alegres com Andreia me deixavam nostálgica . Era tão sem noção do que se passava realmente ao meu redor. Droga! Me sentia tão estúpida por não ter visto como aquele mundo era realmente.

Ao entrar, a escuridão no lugar ainda vazio fez mudar a cor dos meus olhos , uma Dhamphir se adaptava as condiçoes que à medida iam surgindo, perante o dia e a luz do sol habitualmente meus olhos eram castanhos claros , mas com a visão vampírica se tornavam cinzentos. Imaginava que estariam dessa cor no momento em que olhei ao redor, o que me permitia ver a aura de cada ser, os distinguindo entre os humanos.

Algumas luzes psicadélicas iluminavam o local, dando o estilo de sombras em todos os lugares , mesmo assim conseguia perceber o barman humano que freneticamente limpava os copos que seriam usados nessa noite em questão. Robustos sofás, ocultos nas sombras davam privacidade a quem quisesse estar longe dos olhares dos demais, predispostos estrategicamente para troca de sangue entre outras coisas , imaginava.

Quatro mesas eram distribuídas aleatoriamente em frente aos instrumentos musicais que provavelmente seriam usados na atracão da noite. Contando com o barman, notava a presença de mais dois humanos, sentados em uma das mesas do centro , sua ansiedade era latente,talvez a primeira vez num lugar assim. Sua indumentaria excessivamente revestida de correntes e um exagerado eyeliner mostrava que tentavam se ambientar, muito cedo na minha opinião.

O bar Darkness, era famoso por suas noites de arromba , mas somente mais pela noite dentro , não ao entardecer. Mas meu interesse residia na segunda mesa, um trio ao longe, com postura relaxada sem se importarem com os presentes , conversando animadamente. Podiam até passar despercebidos para os poucos clientes, mas para mim, sua aura era luminosa. Vampiros ! Aproximei-me cautelosa , mas confiante .

__ Oi !- mostro um sorriso amigavel, apesar de forçado. __ Posso vos dar uma palavrinha ?

Como habitual num vampiro , sou detalhadamente analisada dos pés à cabeça como se tentassem ler os meus mais profundos segredos pela linguagem corporal, postura , até pelo olhar. . Podiam sonhar com isso , nunca iria acontecer, conseguia bloquear minha mente , quase imune a todos os seus poderes naturais .

__ Pode perguntar o que quiser doçura! – Um deles rapidamente se recostou na cadeira mostrando seu amplo peito descoberto sob a camisa preta e justa, seu sorriso sensual mostrava a pretensão de me derreter. Podia até achar engraçado se me encontrasse noutra situação que não aquela . Ser seduzida seria impossível nos próximos tempos, minhas cicatrizes eram recentes em relação a homens . Sem mais rodeios , encaro os três , um a um pausadamente .

__ Preciso de asilo. – Olhei ao redor , me certificando que mais ninguém entrara entretanto. Sentia nas minhas entranhas que meu tempo escasseava. __ È urgente! Sei que aqui, de todos os presentes , só vocês tem a informação que preciso, neste caso, a morada, o resto eu posso tratar. A tensão que se instalou entre os três me envolveu, apesar das trocas de olhares e comunicações secretas , permaneciam em silencio. __ Por favor , não estou brincando, cada segundo que passa , estou em maior perigo!

__ Calma moça! - A mulher finalmente decide intervir, mostrando um sorriso amigável, mesmo assim notava a desconfiança enquanto estudava minha reação.

__ Sou Beatriz! Meus amigos aqui... - assinalando cada um deles continuou.__ Olonso e Alleandro. Na minha humilde opinião achava que não era hora para muitas apresentações , afinal estava em fuga , precisava de ajuda, proteção, mesmo assim, retribuo o cumprimento, suspirando impaciente.

__ Muito prazer. Meu nome é Christine!

__ Noto que não é humana totalmente! O que realmente você è? E mais , como você sabe quem somos?

Beatriz se mostrava firme com as perguntas , apontando para uma cadeira insistiu para que socializasse um pouco. Percebia que não obteria ajuda em meus termos e sim nos dela, assim achava melhor seguir a corrente . Só desejava que a corrente não me levasse para longe num maremoto gigante e fatal. Resignada me sento ao mesmo tempo que Alleandro se levanta, se afastando. Meu olhar segue seus movimentos , levando seu celular ao ouvido me deixou esperançosa. Menos mal, talvez obtivesse uma resposta em breve.

__ Consigo perceber quem são porque sou mestiça. -Declarei como se fosse algo natural, o que não era . Mas o nervosismo tomava conta de mim, clientes começavam a surgir , cada vez mais barulho , mais confusão, isso significava que tinha escurecido o suficiente para que vampiros andassem pelas ruas da cidade, o que indicava que meu tempo tinha terminado .

Um assobio rapidamente me tirou de um dos pensamentos mais sombrios, imaginar a reação de Eduardo ao descobrir que me tinha rebelado contra seu poder. Isso me assustava, droga , mais do que tinha imaginado.

_ O quê é? - Olonso me olhava com descrença, o que fez com que o encarasse rudemente.

__ Nada ,não! Só fiquei surpreso. Dhamphirs são raras entre nós. Seu sorriso mostrava duas presas bem alinhadas e afiadas sob o lábio superior, confirmando que eu estava certa, vampiros puros. __ Podemos te ajudar! Alleandro está tratando disso nesse momento.

As palavras de Beatriz soaram de imediato na minha mente, me tranquilizando, uma respiração profunda de alivio acompanhou o meu agradecimento mental e verbal .

__ Nicholas respondeu ao meu chamado, em um minuto estará aqui. - Alleandro olhou Beatriz e Olonso antes de me encarar com um meio sorriso. __ Você terá que esperar e falar diretamente com ele.

Mesmo sendo uma boa noticia , não relaxei, esperava que fosse literalmente um minuto, não tinha tanta certeza do tempo que ainda teria, esperar ali como um alvo a ser atacado, não era propriamente uma das minhas ideias iniciais.

Eduardo tinha a rapidez própria de um vampiro centenário com poderes extremamente desenvolvidos. Eu, pelo contrario, uma mestiça com poderes sobrenaturais mas ainda por desenvolver, com apenas 23 anos de experiência no mundo vampiro, não me parecia uma rival á altura para o vencer. Estava perdida , sem dúvida alguma.

Capítulo 3 Capitulo

Eduardo abriu os olhos com um sorriso estampado em seus lábios. Depois de uma curta mas eficaz conversa com Christine na noite interior , tinha a certeza que ela, o estaria esperando, obedientemente ,em seu quarto. Apesar de sua resistência, finalmente ela tinha percebido que ele era mais forte, nas suas vontades e seus desejos.Afinal era seu Mestre agora , lhe devia total obediência , além de lhe pertencer totalmente .E se ele decidira reivindicá-la , somente uma escolha Christine poderia ter , que era ...aceitá-lo.

Eduardo tinha-a prevenido subtilmente que devia dormir durante o dia ,em vez de andar a explorar a cidade como habitualmente. A partir daquele momento, ela estaria de novo em sua cama, as vezes que ele desejasse . O serviria com seu delicioso corpo,intocado por qualquer outro homem. Sorrindo perante aquele pensamento, ele se mostra orgulho e satisfeito. As coisas avançavam como tinha planeado, demorara algum tempo até conseguir levar seu plano avante, mas finalmente o dia de assumir a liderança do Clã Camarilla , tinha chegado. Seus planos não estavam totalmente em prática , mas em breve tudo estaria bem encaminhado.

Christine não sabia que seria uma vampira , tencionava transformá-la ainda nessa noite , uma mestiça não tinha qualquer utilidade para ele , além de ser mais difícil de a controlar com a capacidade de sair á luz do dia . Ele não queria pontas soltas em seus planos e Christine podia se tornar um dos seus pontos mais fracos ,se não a mantivesse sob seu olhar atento, a toda a hora .

Depois de um duche relaxante , Eduardo enxuga seu cabelo dourado , o penteando cuidadosamente para trás ,depois de colocar uma loção hidratante. Enquanto aprecia seu corpo ao espelho, esboça um amplo sorriso, orgulhoso do que vê. Atirando a toalha para a poltrona , veste uma camisa cor de sangue , acompanhada por um terno cinza escuro ,Ralph Lauren , terminando com seus sapatos pretos, brilhantes , ainda por estrear. Gostava de se destacar com seu bom gosto, afinal tinha que mostrar sua superioridade, se aprimorando como um rei ,para se encontrar com sua bela mestiça, para que ela se mostrasse submissa. Ostentando um sorriso convencido ele se aproxima do quarto de Christine ,seus olhos se estreitando logo de imediato. Estranho, ela deveria estar ali ,o esperando pacientemente.

Sem nenhuma subtileza, a porta é escancarada com brutalidade , Eduardo olha ao redor , esquadrinhando cada lugar, o quarto estava vazio, mas seu perfume continuava no ar. Desceu a escada e dirigiu-se á cozinha que se encontrava também estranhamente vazia. Era um dos lugares que quase nunca visitava naquela mansão , mas hábito natural de Christine já que se teria que alimentar algumas vezes ao dia. Nunca pensou que uma Dhamphir perturbasse tanto seus sentidos .

No inicio, Eduardo pouco notava a fêmea, uma adolescente quase insignificante crescendo entre vampiros poderosos, mas sua beleza foi notada quando a libido reagia ao seu redor. Seu odor o deixava com tesão , ainda mais quando o desafiava ,com olhares e sorrisos inocentes , até que se tornou um objetivo. Tomá-la antes de qualquer outro o excitava mais do que pensara , um desafio delicioso que o entusiasmava .

Olson a protegia como a filha que desejara e nunca teve , isso o impedia de avançar diretamente, mas ao elaborar seu plano de tomar o clã se juntou o desejo de ter Christine. *Porque não tomar ambos ao mesmo tempo? " Exatamente como aconteceu, na noite que aquela inocente e ingênua fêmea caiu na sua cama , ele se tornara Mestre . Não foi fácil apanhar Olson desprotegido, mas tinha alcançado o objetivo, só isso importava . Danos colaterais, era difícil de os evitar , Christine fora uma testemunha parcial da sua traição, além de um delicioso alibi, por isso ,mais uma razão para mante-la bem perto . E onde seria mais perto senão do seu lado, na sua cama . Ao longe Andreia seguia caminho com Matias, sentindo que algo inédito o rodeava , Eduardo enrugou a testa, o macho que a acompanhava era muito anti-social, uma boa aquisição para seu clã , visto que era um forte soldado, mas não muito adepto a fazer amizades intimas.

Ameaçar Christine na noite anterior, tinha sido uma das opções para a convencer a ficar do seu lado, embora que uma ameaça dirijida a ela própria ,não surtiria efeito, ela tinha uma personalidade desafiante , determinada a contrariar tudo o que não concordava ,mesmo em risco de sofrer consequências físicas . Mas como bom observador , sabia que sua amiga Andreia era um alvo ideal para ameaçar e alcançar seu objetivo, o que se revelou ser certo, ela concordara na hora, com suas condições. Durante a semana de luto , Eduardo se afastara dos demais habitantes da casa para cuidar da burocracia da passagem de estatuto de co-regente para Mestre , o que levou algum tempo , mas um novo casal no clã era novidade , até para ele .

__ Matias! – Eduardo soava um pouco aborrecido quando acenou a ambos.__ Não sabia que tinha reclamado Andreia. Porque não fui avisado? __ Com a morte do nosso Mestre foi difícil chegar a você.- Segurando suavemente a mão de sua companheira, a tranquilizando quando se sobressalta com aquele encontro, ele acrescenta.__ Ocupado com os trâmites da sucessão ,deixei a informação para mais tarde.- Matias o encarou firme como sempre, sua expressão não se alterava.__ Afinal a minha vinculação não o afeta em nada, verdade?

__ Com certeza , tudo está bem ,fico feliz por vocês. – Eduardo o felicita dando uma palmadinha nas costas , tinha que admitir que era uma surpresa mas nada que o afetasse diretamente . Bom , Andreia estaria mais protegida dele , na verdade. Enrugando a testa por um segundo fica pensativo. __ Por um acaso viram Christine ?

__ Não a vejo desde que fui reclamada. – Andreia sorriu envergonhada, era raro saírem do quarto. __ Gostava de a ver, para partilhar a notícia.

Andreia estava a dizer a verdade em relação a Christine, mas a reclamação tinha sido no dia anterior. Sabia que algo se passava quando Matias foi ter ao seu quarto e confessou seus sentimentos. Explicou-lhe que Christine o tinha procurado para que a reclamasse naquela mesma noite, não queria que ela fosse um alvo de vingança de Eduardo por algo que viesse a fazer. Estando vinculada ninguém lhe poderia tocar, nem mesmo o Mestre de seu clã. Eduardo solta uma exalação , avançando em passos largos , os ignorando por completo quando segue para seu escritório.

__ Você sabe se Christine saiu cedo pela manhã? - Desconfiado e começando a ficar de mau humor , se atira na poltrona .

__ Não faço ideia , mas posso verificar ! - André seu braço direito e seu único amigo leal, colocava em dia os documentos que ele teria de assinar. Eduardo observava André se afastando, já tinham passado centenas de anos e ele ainda estava do seu lado, protegendo as costas um do outro . Um irmão de sangue que lhe devia sua vida e nunca questionava suas ordens ,sempre se prontificando a fazer o que mandava , sua lealdade era inquestionável, o único que levaria uma bala por ele. Não passara muito tempo , ele estava de volta mas seu semblante dizia que Eduardo não ia gostar das noticias que trazia.

__ Ninguém viu Christine sair. - André faz uma pausa antes de o encarar com uma expressão sombria.

__ Mas ela abandonou a mansão.

__O QUÊ????- Sentia em seus ossos toda a transformação que a raiva provocava ,seus olhos escureceram, suas presas surgiram, ameaçadoras e mortais .__ Ela não era capaz! – Rosnou as palavras , correndo para o seu quarto. Eduardo abre as gavetas com tanta força que quase as destrói. A roupa ainda estava dobrada, seu roupeiro, depois de uma breve inspeção, se encontrava normal, tudo parecia estar no mesmo lugar ,o que de imediato o fez relaxar . Conhecia cada canto do seu quarto, cada peça de sua roupa, até porque Christine se contentava com pouca coisa , algo que iria mudar depois de assumir a responsabilidade por tudo relacionado a ela.

Se preparando para girar e sair de repente algo lhe chama atenção, algumas cruzetas estavam vazias. De novo , com seu olhar de vampiro, analisa o cômodo em detalhe ,alguns objectos pessoais usados diariamente tinham desaparecido. Objectos que nunca levaria se fosse voltar daqui a umas horas.

__ Ela FUGIU?- Sua voz ameaçadora ecoa em toda a mansão , a cólera subindo por seu rosto. Como ela ousara desafia-lo, ela nunca iria ganhar um confronto com ele, um vampiro poderoso, centenário. __ EU NÃO POSSO ACREDITAR!!!- Atirando todas as roupas para o chão .__ André chama o Tattoo..- Com raiva ele rosna enlouquecido. __AGORA , JÁ!

Eduardo não podia acreditar que Christine o tinha abandonado, que tinha fugido da única casa que conhecia. Sendo uma mestiça por vezes não era aceite totalmente por alguns da raça, nunca imaginara que arriscasse sair do único local onde sabia que era como uma deles, totalmente. Christine estava enganada se julgava que se iria livrar dele, esquecia que era um vampiro centenário? A encontraria onde quer que fosse, tinha a vantagem de horas, talvez, mas a sua esperteza , quando começasse a escurecer, não a levaria tão longe assim . Mais hora menos hora, estaria sob sua alçada de novo, aí acabariam as hesitações. Iria ensiná-la a respeitá-lo, a obedece-lo, depois disso nunca mais se atreveria a provoca-lo novamente. Seria vampira, SUA CRIA, SOMENTE , SUA.

__ Mestre? - O homem entroncado ostentando a tatuagem de um dragão na cabeça amplamente rapada, entra respeitosamente com olhar baixo .

__ Pega em alguns homens e procurem Christine.- Eduardo se encontrava ainda irritado , andando de um lado para outro.

__Nao a quero magoada, mas façam o que tiverem que fazer, para a trazer de volta.

__Tem alguma ideia onde possa ter ido?

__ A única hipótese que tem é encontrar proteção...-Rodnando frustrado com essa ideia ele pára abruptamente o encarando ameaçador.__ Sondem por aí... procurem na área ao redor das Casas que dão asilo.-Gritando ele se aproxima irritado.__ Dividam-se ,se for preciso e logo que a encontrem me avisem. -Eduardo enquanto pensava nisso ficava mais descontrolado. A raiva cresceu ao ponto de ter vontade de matar alguém. Era o único que devia protege-la, cuidar dela, dar-lhe prazer. __ DESPACHEM-SE!!!!! Anoiteceu á pouco, não teve muito tempo ainda para encontrar ajuda.

__ Partimos imediatamente! - Tattoo abandona sem demoras o local, não dando asas para ser o alvo de sua raiva.

__ Christine! Christine... - Eduardo resmungou entre dentes, a cólera era evidente ,seu lacaio sabia o quanto ele podia ser cruel quando se descontrolava . __ Com isto acabou a minha simpatia.- Respirando fundo , seu olhar se fixa na porta que bate ao ser fechada sem hesitação.Sua voz fria e ameaçadora soando no silêncio macabro que se instalava . __ Como não vieste a bem... então ...virás mesmo a mal.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022