Bell J. Rodrigues
2° Edição
Uberlândia - MG
VENDIDA PARA O SR.JONES - O don da máfia.
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Sinopse.
A vida nunca foi gentil com a Lúcia.
Após perder a mãe ainda jovem, ela viu o pai afundar em um luto destrutivo, tornando-se áspero, violento, algo que jamais viu. Ela não o reconhecia mais, só o via desperdiçando o pouco dinheiro da família em bebidas e mulheres.
A única razão para Lúcia continuar lutando é Pedro, seu irmão mais novo e a única luz em meio à escuridão.
Juntos, os dois tentam sobreviver.
Mas tudo muda na noite em que Lúcia é vendida pelo próprio pai.
Sem aviso. Sem escolha. Sem misericórdia.
Agora, ela pertence a um homem tão perigoso quanto poderoso: o Don da máfia, alguém acostumado a controlar tudo e todos ao seu redor. Um homem dominante, implacável... e dono do destino de Lucia.
Forçada a viver sob o mesmo teto que ele, Lúcia descobre que o verdadeiro inferno não começou naquele dia, ele está apenas começando.
E escapar das mãos do Don pode custar muito mais do que sua liberdade.
POV Lucia V. Cooper.
Cresci forjada no sofrimento. Há sete anos, minha mãe foi arrancada de mim e isso acabou transformando meu coração em uma pedra de gelo.
Meu pai deixou de ser o homem amável para curar seu luto com álcool e mulheres, e o único acalento que sobrou para mim foi meu irmãozinho.
Para ele, sim, eu podia dar todo meu amor.
Depois do luto, consegui me recuperar e dou o maior amor ao meu irmão, pois ele precisa.
Agora, com meus dezoito anos, consegui um trabalho de meio período no centro da cidade, em uma loja: ajudo a atender clientes, organizar as roupas e afins.
É uma loja simples, mas muita gente a frequenta. Nossa cidade é um pouco pequena, em Bampton é uma charmosa vila, eu gosto daqui.
Fico o dia todo na loja e volto para casa por volta das seis para começar a janta mais cedo. Meu pai só fica em bares bebendo enquanto eu tento manter nossa casa. E mal dá para pagar a conta de água e luz, graças aos céus ganhamos cesta básica da dona da loja em que trabalho, se não fosse por ela passaríamos fome.
Ela viu nossa situação e quis ajudar, só por ter oferecido o trabalho a mim nos ajudou bastante, mas com a cesta básica ela nos salvou.
Meu irmão trabalha nas casas de homens ricos, arrumando o jardim, coisas assim.
Eu sentia que eu podia fazer mais pelo meu irmão, afinal, não era justo, uma criança de doze anos trabalhar para ajudar a sustentar nossa família.
Meu pai, que deveria ser nosso refúgio, era apenas um pobre coitado, que afogava todas as suas mágoas em doses da cachaça mais barata que podia encontrar.
Mas mesmo assim, o dinheiro usado para comprar essas porcarias daria para pagar algumas contas. Ele nunca para em trabalho, ele presta serviços por uns meses sendo demitido porque chega no trabalho bêbado e desorientado, portanto não posso confiar no meu pai nessa questão, por isso me virei e consegui o trabalho.
Todo o fardo de alimentá-lo acabava ficando em minhas costas.
Nossa casa, como é longe da cidade grande e moramos na vila, podemos criar alguns animais, pois o terreno da casa é bem grande. Mas foi por pouco tempo, a gente tinha algumas vacas, galinhas, algumas ovelhas, era um bom investimento, mas tudo se perdeu quando minha mãe morreu e meu pai vendeu todos os animais. Foi muito chocante. Ele fez isso e gastou todo o nosso dinheiro com bebidas e prostitutas. Eu e meu irmão nos sentimos só, mas sempre que posso, falo para ele que é uma fase e tudo voltará ao normal. E sempre digo que o amo, aliás, sou a irmã mais velha e devo protegê-lo.
Mas não vai melhorar. Estou mentindo para ele.
Chegando em casa, meu irmão ainda não chegou, deve estar finalizando o serviço. Eu entro em casa e começo a fazer uma sopa de carnes e legumes.
Ganhamos carne na última cesta e alguns legumes, isso é muito bom porque só estávamos comendo arroz e salada. Era o que tínhamos. Ainda bem que agora temos um tipo de mistura.
Começo a sopa e deixo no fogo baixo e vou tomar um banho.
Lavo minhas madeixas escuras, ensaboo todo meu corpo e logo enxaguo e me seco.
Coloco um vestido simples de mangas curtas. Escovo os cabelos e passo um creme que ganhei.
Volto ao fogão e está quase pronto. Assim que termino, escuto vozes do lado de fora.
" Você não pode subir hoje, minha filha deve estar em casa fazendo a janta. Volte amanhã à tarde, que ela não estará em casa. Até amanhã."
Escuto sons de lábios se beijando e me viro, fazendo uma careta.
Vou até nosso minúsculo sofá e me sento. Olho para a parede e penso que meu irmão já devia ter vindo.
- Onde está seu irmão?
É assim que meu pai me deseja boa noite.
- Já devia ter chegado, vou lá buscá-lo.
Ele me olha sério e diz.
- Vai fazer essa janta logo que eu vou lá. - Ele diz, me olhando de cara feia, resmungando, e sai de casa.
Ele está bêbado, mas pelo menos não tentou avançar em mim.
Fico do lado de fora esperando os dois, olho a lua se formando no céu. É tão linda.
Eu então sussurro...
" Como queria que minha mãe estivesse aqui agora, seria tudo mais fácil."
Mas, infelizmente ela se foi... preciso lidar com isso sozinha.
De repente, algo me chamou atenção...
Um carro parou ao meu lado... o vidro está um pouco aberto, e o homem fica me olhando... fixamente. Não consigo ver direito quem é.
Um medo toma meu corpo.
Quem será esse homem? Ainda mais a essa hora, é melhor eu entrar.
O homem que está ali, continua a me olhar pela janela do seu carro, que parece ser uma marca cara.
Ele sai do automóvel devagar e vem até mim, lentamente.
Começo a ficar com medo, mas quanto mais ele se aproxima, mais fico travada... esse homem estranho e alto... é tão bonito. Sinceramente, é bem lindo, atraente, tem uma expressão séria e perigosa, mas tem uma beleza surreal.
Olhos claros, cabelos loiros na altura da nuca, parece másculo e... bem mais velho do que eu.
- Boa noite. É filha do senhor Rodolfo?
Respondo após balançar a cabeça devagar.
- Sou sim. E o senhor é?
Ele sorri, se aproximando, e diz:
- Sou Jones Krim. Prazer, e você é?
Respondo sendo educada.
- Sou Lúcia.
Ele acena devagar com a cabeça.
- Não é perigoso uma moça como você estar aqui fora sozinha?
Eu o respondi à altura, corajosamente, mesmo sendo jovem... bom, estou em frente de casa, e não sou nenhuma tola.
- Eu... só estou esperando meu pai, ele foi na rua de baixo, buscar o meu irmão. - falo, cruzando meus braços, respirando fundo.
Ele me dá uma olhada e depois olha para a escuridão.
- Entendo... eu posso esperar aqui com você, Lúcia? Preciso resolver assuntos sérios com o seu pai. - aquilo, despertou minha atenção.
Me virei para o encarar, estava curiosa.
No que meu pai se meteu agora?
- Ahh, tudo bem. Ele vai chegar rápido. - respondi, encarando seus olhos, que pareciam estar sorrindo para mim.
Desviei o olhar e fiquei olhando para a rua, em busca do meu pai e meu irmão. Queria que eles voltassem logo... e que meu pai não tivesse arrumado mais uma nova confusão, por favor... isso não.
Pov Lucia V. Cooper's.
O tal do Jones ficou ali comigo, alguns minutos até meu pai voltar.
Esse homem... não é estranho, será que é um CEO ou algo assim? Parece bem rico.
Roupa elegante, tem um relógio caro no braço esquerdo, a colônia dele é forte, cabelos bem arrumados, com certeza é rico.
Coisa boa que meu pai se meteu, não é.
Um tempo depois, em total silêncio, consigo ver meu pai e meu irmão ao lado dele, meu pai parecia zangado, estava dando algum sermão no Pedro, coitado.
Quando eles estão na nossa frente, o homem do meu lado, Jones, olha fixamente para meu pai, expressão séria.
- Rodolfo, boa noite.
Meu pai fica meio travado, parece que ficou até branco.
Isso não é um bom sinal.
- Oi, Jones. Que prazer em vê-lo. - Meu pai o cumprimentou.
Eu ergui meus braços e Pedro veio até mim, o abracei e beijei sua cabeça, ele estava frio, tinha que ir tomar banho rápido.
- Podemos conversar? - perguntou Jones.
Meu pai olha para mim e para meu irmão antes de concordar com um meneio de cabeça e diz:
- Claro. Filho entra com sua irmã. Podem comer sem mim. Eu já entro. - disse, tombando a cabeça um pouco.
Só espero que nessa situação, ele consiga conversar com esse homem.
Eu e meu irmão nos entreolhamos e obedecemos.
Sentamos e tomamos nossa sopa. Depois que meu irmão termina de tomar o caldo, ele diz todo contente.
- Estava muito gostoso, amei, irmã.
Sua voz é tão doce que lembra-me um pouco a mamãe. Só Deus sabe o quanto de saudade sinto dela. Queria tanto que ela estivesse aqui e o visse crescer.
Não tenho dúvidas de que meu irmão será um grande homem. Mesmo sem ter nossa mãe por perto para nos aconselhar, eu que vou ter que instruí-lo em um bom caminho.
Esse era o papel de nosso pai, porém, infelizmente, ele anda precisando de instrução sobre qual caminho deve-se andar, infelizmente. Ele precisa de ajuda. Mas quem pode ajudá-lo?
Ele não ouve ninguém.
Eu digo ao meu irmãozinho:
- Que bom que gostou, pode repetir, maninho. - Digo, sorrindo e o olhando.
- Já estou cheio. Agora vou brincar um pouco. - Ele beija meu rosto e vai até seu quarto todo contente.
- Lembre-se do banho. - falo antes dele virar o corredor, ele apenas disse um tá bom e foi para seu quarto.
Ele ama o brinquedo que meu pai comprou para ele, e esse brinquedo que ele ganhou foi antes da mamãe morrer, ele é muito apegado ao brinquedo.
Às vezes pergunto-me se estou fazendo certo em deixá-lo crescer tão rápido. Digo, amadurecimento precoce. Mas aí lembro que o mesmo está acontecendo comigo, então não se tem muito o que fazer. Infelizmente, nossa âncora se foi e não nos resta mais nada, a não ser lutarmos diariamente para mantermos a casa e nossa barriga cheia. Como dizia a mamãe "saco vazio não para em pé".
Após o jantar, eu fico na sala esperando os dois lá de fora terminarem a conversa. Confesso que sou uma menina curiosa.
Porém, veja bem; meu pai não é um homem a quem eu deva confiar cem por cento. Depois de seus últimos comportamentos, tenho mais que me preocupar, sim, com o que ele faz e com quem anda.
Levanto-me e fico em pé atrás da porta escutando.
Consigo escutar as vozes deles.
- Como eu vou pagar? Não tenho nada para dar ao Senhor - Essa é a voz do meu pai. Ele parece nervoso.
Mas, ouvi a resposta do Jones.
- Você tem uma coisa, a qual você ofereceu para todos, se lembra? E bom... essa é a única preciosidade que tem. Você tem pouco tempo para aceitar minha oferta, se não, sabe o que acontece com devedores. - Ele parece um homem perigoso, com certeza é.
Meu pai está devendo a ele, mas o que ele poderia vender a ele? Nossa casa? Era tudo que nos restava...
Volto a colar meu ouvido atrás da porta e reconheço a voz exaltada do Jones.
- E o que vai fazer com ela? A machucar?
Ela quem? Estou ainda mais confusa.
- Isso não é da sua conta. - Ele parece ameaçador. - Você tem um mês para cumprir minha oferta, caso contrário, irá pagar com a sua vida. - sua voz ficou mais firme, grave... assustadora.
Do que será que estão falando, meu Deus? O que meu pai fez dessa vez?
- Até breve. - Jones despede-se de meu pai.
Fico perdida em pensamentos. Quando escuto o carro arrancar, parece que está com pressa ou irritado com algo.
Rapidamente, eu sigo até a pia devagar, sem fazer muito barulho, e começo a lavar as louças para disfarçar que estava os ouvindo.
Não posso deixar que descubra que eu estava ouvindo sua conversa atrás da porta. Ele já deixou bem claro que não gosta que eu me intrometa em assuntos particulares. Se não fizesse tanta besteira, eu não me preocuparia tanto.
Meu pai entra e tranca a casa como se estivesse com medo de algo. Nunca lhe vi assim. Quando a mamãe morreu, dormimos até com a casa aberta porque nossa única preocupação naquele momento foi chorar, e hoje, vendo-o fechar tudo desesperado, me deixa assustada.
Se antes eu tinha dúvidas de que ele fez algo de errado, agora tenho certeza de que meu pai aprontou alguma coisa. Só não sei o que é ainda. Não vou perguntá-lo agora para dar bandeira que estava escutando atrás da porta.
- Pai! - Seu olhar me assusta um pouco. Mas volto à minha postura de antes e completo no que estava falando: - A janta ainda está quente.
- Ah... eu já vou. - falou pensativo, olhando para frente.
Ele liga nossa televisão e eu termino a louça e antes de subir para meu quarto vejo meu pai pela última vez naquela noite e vou me deitar.
Pov Lucia V. Cooper's.
Um mês depois....
Passou um mês e agora sou a gerente da loja, as coisas melhoraram um pouco. Não ganho tanto como em outras lojas, porque essa loja ainda é pequena e nossa cidade também. Mas consegui quitar as dívidas, pelo menos as contas e algumas coisas que comprei para a casa. Agora, posso comprar carne duas vezes por mês, isso já é ótimo.
Meu pai é o mesmo, confesso que às vezes parece que ele se preocupa comigo, me olha de um jeito estranho, triste... mas depois, ele sai para beber. Ele não soube lidar bem com o luto e agora sua vida é assim.
Meus horários de serviço agora são melhores, trabalho somente à parte da tarde. Parte da manhã, dedico a arrumar a casa e, de noite, faço a janta mais cedo e vou ler alguns livros.
Minha mãe tem alguns livros na sua estante, estão empoeirados, mas nada que uma limpeza não resolva. E amo muito ler esses livros, mesmo que as histórias não sejam reais, eles me dão esperança no "amor".
Eu nunca amei ninguém além da minha família, não sei se isso é pra mim.
Pelo que sei, minha mãe cresceu na igreja ouvindo de Deus e serviu a Ele até a morte. Ela encontrou o amor, foi amada, nos amou. Mas ela partiu, Deus a levou. Nunca me indignei com ele. Foi a hora dela, mas tivemos tão pouco tempo.
Lembro de uma frase que ela sempre falava:
" NÃO DESISTA DE DEUS, ELE NÃO DESISTE DE VOCÊ. "
Isso sempre fica martelando na minha cabeça. E sempre digo isso ao meu irmão. Oramos toda noite juntos e tentamos sempre não reclamar da nossa vida e sim agradecer. Queremos parecer com nossa mãe, sermos uma boa pessoa.
******
No dia seguinte, é minha folga.
Vou até o mercado com meu irmão e compramos algumas roupas, estávamos precisando. Pedro ficou contente, havia muito tempo que não compramos nada, só pagamos.
Comprei para ele dois pares de roupa e um tênis de que ele ficou apaixonado, e para mim dois simples vestidos, gosto de roupas simples, combina comigo.
Depois, Pedro fica encarando um lindo caminhão verde. Ele fecha a cara e sabe que suas economias não vão pagar o caminhão que tanto deseja.
Eu coloco minha mão em seu ombro. Ele se vira para mim e eu digo:
- Pode pegar. - Digo sorrindo para ele.
Ele fica espantado e diz:
- Mas e suas economias?
- Bom... eu junto de novo, meu livro pode esperar, depois você me paga o livro.
Eu pisco para ele, e meu irmão me abraça forte e enche meu rosto de beijos.
Compro o caminhão para ele e, quando estávamos indo para a estrada de pedra que segue até a nossa amada vila, somos surpreendidos...
Aparece um carro escuro, bem chique, na nossa frente. Pego na mão do meu irmão e respiro fundo, atenta.
O vidro se abaixou e percebi quem era na mesma hora.
- Boa tarde, jovens.
Seria difícil não reconhecer aqueles olhos verdes, cabelo perfeito, aquela colônia. É o Jones.
Reparo que ele continua com o mesmo jeito elegante.
- Que tal uma carona? - eu não respondi, não o conhecia, então por que ir com ele?
Mas, ele pareceu entender meu olhar.
- Bom, Lúcia, eu sou o dono do bar onde seu pai se encontra todas as noites. Ele nos deve uma boa grana, preciso lembrar a ele de pagar, se não, fico no prejuízo. - ele soltou um leve sorriso, me olhando.
Que droga! Por que meu pai faz isso comigo?
Todo nosso dinheiro vai para ele. aff
- Hummm, tudo bem. - assenti.
Ele abre a porta pra mim e eu e meu irmão entramos.
Ficamos em silêncio durante o percurso até chegar à nossa vila.
De vez em quando, percebi Jones me olhando.
E isso me deixou nervosa... com vergonha, na verdade. Por que ele me olha assim? Desvio o olhar, prestando atenção do outro lado do vidro.
Minutos depois, chegamos... não moro longe do trabalho.
Eu saio do carro com Pedro e segurando as sacolas.
Pedro entra em casa e vai guardar seu caminhão, todo animado.
Encontro meu pai do lado de fora, perto do jardim.
Quando ele percebe que Jones está ali, os dois se cumprimentam, secamente.
- Que coincidência, Rodolfo. Encontrei seus filhos, mas os trouxe em segurança para você.
- Obrigado.
Meu pai responde seco e segura meu braço.
O que está acontecendo?
- Ora. Ora. O que acha que está fazendo? - Diz Jones, sério, fitando meu pai.
- Levando minha filha para dentro, para a gente conversar. - Ele arfa para o Jones, eu francamente não sei o que está havendo.
- Não temos nada para conversar. - Jones chama um de seus guardas-costas que estava no carro conosco, eu nem prestei atenção nele.
Meu Deus, o que está acontecendo aqui afinal?