Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > LGBT+ > Vendido para dois mafiosos. (Romance gay)
Vendido para dois mafiosos. (Romance gay)

Vendido para dois mafiosos. (Romance gay)

Autor:: Jihyo_Gostosa
Gênero: LGBT+
LIVRO 1: VENDIDO PARA DOIS MAFIOSOS. LIVRO 2: I LOVE YOU. LIVRO 3: CONQUISTADO PELOS GÊMEOS MORELLI. ----------------------------------------------------------------------------------- Acordo com um barulho do lado de fora do meu quarto, arregalo os olhos ao ver meus pais de joelhos no chão e um homem muito alto com a arma na cabeça dele. Meu pai estava com a expressão de dor no rosto, ele vira seu rosto para o topo da escada, onde nossos olhos se encontram. O mesmo dá um sorriso malicioso, engulo seco na hora. ━ Ali!! ━ Meu pai aponta para mim, fazendo o homem me olhar. ━ Ele pode ser o pagamento para o chefe de vocês. E-E-Ele.... O que? Só que nem deu tempo de pensar direito, o homem pegou meu pulso com força e saiu me arrastando. Olho para os meus pais que sorria, logo as lagrimas se formaram em meus olhos. E-E-Eles... Estão me vendendo? Foi vendido para um Homem pelos meus pais???

Capítulo 1 ⋘ CAPÍTULO UM ⋙

Thomas Cooper.

O carro para e olho para a janela vendo que estávamos no aeroporto. Arregalo os olhos por isso.

Eu vou ser levado para longe? Porque isso só acontece comigo?

━ My budem. ( Vamos) ━ Ele me empurra para eu continuar andando.

Sigo em frente e reparo que tinha outros homens no local.

━ Kto etot mal'chik? (Quem é esse garoto?) ━ Um homem loiro fala algo ao se aproximar de nós.

━ Oplata. ( O pagamento.)

O homem me olha de cima a baixo, fazendo eu ficar assustado pelo seu olhar frio.

━ Pravil'no. ( Certo. )

Ele da as costas para nós e segue até o jatinho que estava parado. Engulo seco ao ser empurrado novamente para continuar andando, seguro o soluço que queria sair da minha garganta, ao entrar no jato. ━ O que vai acontecer comigo? Para onde estão me levado? Quem são essas pessoas? São tantas perguntas, mais nenhuma respondida.

Sento na poltrona e o cara puxa o cinto, prendendo na minha cintura. Ele se afasta, fazendo eu soltar um suspiro de alivio. Olho para janela e mordo os lábios ao sentir as lagrimas caindo pela minha bochecha.

Eu odeio eles por estar estragando a minha vida. Eu nunca vou perdoa-los por isso, nunca.

****

Sou acordado pelo o homem que me trouxe a esse lugar.

━ Davay davay. ( Vamos, chegamos.)

Ele ainda não entendeu que eu não entendo o que ele fala?

Solto um suspiro e sigo o mesmo para fora do jatinho, reparo no lugar que estamos e arregalo os olhos ao ver o lugar.

Que lugar é esse? Onde eu estou?

Ele pega meu braço e sai me arrastando como sempre, mordo os lábios para impedir de soltar um gemido de dor pela força a sua mão. ━ Tinha um carro parado esperando, ele abre a porta e entro sem falar nada, mesmo se eu falasse, eu não entenderia o que ele diz. Logo o carro começa a andar e apoio minha bochecha no meu joelho.

Eu já estou cansado de chorar, do que adianta chorar, nada vai mudar. Estou em um lugar que eu nunca vi.

Fecho os olhos ao lembrar do que o meu pai falou.

━ Ele pode ser o pagamento para o chefe de vocês.

Pagamento? Pagamento de quer? O que eles fizeram?

Solto um suspiro e sinto o carro parar, olho pro lado e não vejo nada de interessante, só carros passando. Viro meu rosto para outro lado e vejo um lugar bastante grande, o homem que me trouxe sai do carro e dá a volta, abrindo a porta para mim. Ele novamente segura meu braço, me puxando para fora do carro sem nenhuma delicadeza. ━ O mesmo sai me arrastando para dentro do local, olho tudo em volta e vejo que.... Um cassino? O que eu estou fazendo em um cassino?

Ele me puxa para um corredor enorme e dobra a esquina, onde tem uma grande escanda, o mesmo me puxa para continuamos andando. ━ Vejo uma porta preta e o mesmo para diante de ela e da duas batida de leve.

━ Mezhdu. (Entre) ━ Meu corpo se arrepia totalmente ao ouvir a voz grave do homem.

O mesmo abre a porta e entra me puxando junto. Olho para frente e arregalo os olhos ao ver dois homens na sala.

Engulo seco ao ter atenção dos dois sobre mim, me sentia tão pequeno perto deles.

━ Ob"yasnyat'. ( Explique.) ━ O homem sentado fala algo, pelo seu tom, ele não estar contente.

━ Kupery, oni otdali rebenka v kachestve platy, boss. ( Os Cooper, deram o garoto como forma de pagamento, chefe.)

Mordo os lábios e olho para baixo querendo muito chorar.

━ Ostav'te nas v pokoye. ( Nos deixe sozinhos.)

━ Da ser. ( Sim, senhor )

O homem que me trouxe se curva e sai me deixando sozinho com eles.

Socorro.

━ Kak Vas zovut? (Qual é o seu nome?) ━ Pergunta o homem que estar sentado na mesa.

━ E-E-Eu.... N-N-Não entendo. ━ Digo gaguejando muito de nervosismo.

━ Qual é o seu nome? ━ Impossível, a voz dele já é grave, falando inglês ficou mais ainda.

━ T-Thomas Cooper. ━ Respondo em um tom baixo.

━ Quantos anos?

Abaixo a cabeça, olhando para os meus pés.

━ Vinte e um, senhor. ━ Eu só queria estar bem longe daqui.

━ Bom. ━ Olho para ele que cruzou as pernas, dando a ele um ar de superioridade. ━ Do que você sabe?

Olho para ele sem entender.

━ Sabe... O que? ━ Questiono sem entender.

━ Você sabe o porque de estar aqui? ━ Me encara com seus olhos frios, nem consigo ficar encarando, rapidamente abaixo meu olhar, para meus pés.

━ N-Não muito... Só.. Que eu fui dado como forma de pagamento... Pagamento de que? ━ Tomo coragem de olhar para ele por segundos na verdade, logo desvio para o chão.

━ Seu pai achou uma ótima ideia de pedi dinheiro emprestado meu, só que quando eu fui cobra-lo, o mesmo achou certo em fugir. Como se fosse possível fugir de mim.

Então é isso? Minha vida não significa nada para eles? Eu sábia que eles me odiavam, só que eu não imaginava que tanto.

━ O-O-O que vai acontecer comigo? ━ Pergunto querendo saber a resposta.

Ele me olha e desvia o olhar para o homem do seu lado.

━ Kak ty dumayesh', Deymon? (O que você acha, Damon?) ━ Eu queria muito saber o que ele falou para esse homem todo sério.

━ On kakoy-to milyy. My mozhem sdelat' yego svoim pokornym, tak kak nam nuzhen yeshche odin. (Ele até que é bonitinho. Podemos fazer ele nosso submisso, já que precisamos de outro.) ━ Ele diz dando uma risadinha, que fez meu corpo se arrepiar de medo.

━ Fakticheski, posledniy byl zanozoy v zadnitse. ( De fato, o ultimo foi um pé no saco.)

Ele suspira e me olha com seus olhos azuis gelado.

━ Tenho uma proposta para você, Thomas. ━ Diz de repente.

Meu coração começa a bater mais rápido do que o normal.

━ O-O-O que... Séria?

Ele dá um sorriso de lado.

━ Queremos você como nosso... Submisso.

Arregalo mais uma vez os olhos, meu corpo todo começou a tremer e as minhas pernas ficar bambas.

━ S-S-S-Submisso? ━ Pergunto e imploro que eu tenha ouvido errado.

━ Sim, isso mesmo que você ouviu. Veja bem, garotos como você a gente leva para o bordel. ━ O ar sumiu dos meus pulmões. ━ Só que o ultimo submisso que tínhamos, foi um grande pé no saco. Então simplesmente matamos ele e agora estamos atrás de outro.

Eu vou ter uma ataque cardíaco.

━ Então pode escolher, ser nosso ou ser levado para o bordel.

Ele não estar me dando nenhuma opção.

━ Tudo bem. ━ Digo derrotado, eu não tinha escolha. ━ Eu aceito.

Assino a minha sentença com esses demônios. Os dois dão sorrisos de lado, quase idênticos.

━ Meu nome é Lúcifer D'Angelo, esse ao meu lado é o meu irmão, Damon D'Angelo.

Não é que são demônios mesmo, tem até o nome deles.

━ Você agora é nosso, Thomas. Melhor não se esquecer disso. ━ Diz friamente.

Como se isso fosse possível.

VOTEM.

COMENTEM.

Capítulo 2 ⋘ CAPÍTULO DOIS ⋙

Thomas Cooper.

Ainda me encontrava parado, olhando para os dois assustado com toda essa situação. Como a minha vida ficou tão complicada? Fui vendido, fui levado para longe, agora devo ser submisso deles.

Como um submisso age?

- Desculpa. - Olho nervoso para eles. - Mas.. Como um submisso age?

Os dois se entre olham e voltam a olhar para mim.

- Você vai aprender com o tempo. Agora, venha aqui. - Respiro fundo várias vezes e dou passos trêmulos até ele.

Dou a volta pela mesa e passo pelo Damon que não tirava os olhos de mim. Isso fez eu me sentir como uma presa, entre leões.

- Você é virgem? - Tão direto.

Sinto meu rosto pegar fogo.

- Pela sua expressão, vejo que sim. - Diz me olhando fixamente, eu não aguento ficar olhando diretamente nos olhos dele, isso fez eu abaixar o olhar.

Minha mente rapidamente grita "perigo".

- Como você é nosso agora, pode nos chamar pelo nome. - Fala e logo segura minha cintura, me puxando para o seu colo.

Coro violentamente pelo seu ato, que me pegou desprevenido.

- Vamos. Tente me chama pelo meu nome. - Diz me olhando fixamente, sem desviar.

Não dá, não dá, não dá, perto demais.

- Vamos, gatinho. Diga meu nome. - Sua mão passa pela minha coxa, que fez eu arfar com esse ato.

- L-L-Lúcifer. - Ele dá um pequeno sorriso de lado.

- Muito bem. Aqui vai seu prêmio.

Prêmio?

Arregalo os olhos ao sentir seus lábios nos meus. Sua mão segura a minha nuca, enquanto a outra segura a minha cintura. O mesmo adentra sua língua na minha garganta, sem querer acabo soltando um pequeno gemido. - Ele separa nossa boca e passa o polegar nos meus lábios.

- Você é nosso. Nunca se esqueça disso.

Ainda estava fora de mim ao ser beijado por ele. - Coro ao som da minha barriga roncando.

Ah, eu não tinha comido quando tinha ido pro quarto. Foi o castigo que eles acharam justo por eu ter queimado a comida.

- Bom, como terminamos as coisas aqui, podemos ir embora. - Saiu rapidamente do seu colo, quase caindo se não fosse o braço do irmão dele me segurando.

Olho para ele surpreso.

- O-Obrig..... - Sou interrompido pelo seus lábios.

- Humm. - Apoio minhas mãos em seu peitoral, parecia que eu estava tocando em pedra, de tão duro que é.

Sua língua adentra a minha boca, fazendo as minhas pernas ficarem bambas com isso. Ele segurava a minha nuca com tanta força, mais não ao ponto de me machucar. Sua boca devorava a minha com tanta ferocidade, sentia o ar indo embora. - Rapidamente viro o rosto para puxar o ar, minha respiração era pesada demais.

- Sim, você é nosso. - Diz soando tão possessivo.

Ainda estou respirando muito rápido com o que acabou de acontecer.

- Vamos. - Sou tirado dos meus pensamentos com a voz do Lúcifer.

Olho para o mesmo que tinha se levantado da cadeira.

- Vamos para sua nova casa. - Fala e logo me olha. - Você vai aprender aos poucos sobre ser submisso. Então por isso iremos pegar um pouco leve com você.

- Leve? - Pergunto sem entender.

- Sim, leve. Como você é novo nisso, não iremos levá-lo nesse momento. - Continuo confuso e o mesmo percebe isso, que dá um sorriso. - Não iremos fazer sexo com você momento.

Coro forte com suas palavras.

- Você é virgem e ainda não sabe muitas coisas, então iremos pegar leve. Por enquanto. - Abaixo a cabeça.

Por enquanto? Jesus.

- Vamos.

Eles andam até a porta e sigo os mesmos de cabeça baixa. Eu estou com tanto medo do que vai acontecer daqui pra frente, eu não quero ir pro bordel. - Descemos as escadas e vejo muitos homens armados, Engulo seco.

-My uzhe ukhodim, sledite za veshchami. (Nós já estamos indo, fiquem de olho nas coisas.) - Ignoro o que ele disse, porque não entendo mesmo.

- Da ser! (Sim, senhor!!) - Franzo a testa e logo ignoro.

Eu só quero saber onde eu estou, nem tiver a chance de perguntar.

Sigo eles dois que começam andar novamente, saímos do cassino e vejo um carro muito luxuoso.

- Entra. - O Damon diz ao abrir a porta do carro.

Entro e fico ao lado do Lúcifer, logo o mesmo entra fechando a porta. Sentia ansiedade do meu corpo, junto com o nervosismo ao ficar no meio dos dois.

- O-O-Onde eu estou? - Pergunto em um tom baixo. Não quero fazer eles ficarem irritados comigo.

- Rússia. - Lúcifer diz calmamente.

Arregalo os olhos.

O que!!!!????

- R-R-Rússia?

Eu não acredito nisso, tão longe de onde eu morava. Realmente nem dá pra fugir, nem conheço esse lugar e nem sei falar a língua deles.

- Com o tempo você se acostuma, não se preocupe com isso. - Lúcifer fala a apoia sua mão na minha coxa, dando um pequeno aperto. Isso fez eu suspirar com seu ato.

Resolvo ficar quieto, não falar mais nada. Olho para as minhas mãos e fico brincando com os meus dedos.

Que vida.

****

Abro os olhos e pisco algumas vezes ao sentir a claridade do sol em minha face. Observo o lugar e vejo que estou em um quarto enorme e muito lindo.

Sem querer acabo soltando um "Uau". Observo cada canto do quarto e me pergunto, como foi que eu cheguei aqui? - Tomo um pequeno susto ao som de batida na porta.

- A-Ah.. Entra! - Será que é eles?

A porta é aberta por uma mulher bem jovem.

- Bom dia, senhor. - Franzo a testa com esse senhor.

- Senhor? Porque estar me chamando assim? - Pergunto, realmente muito confuso com essa situação.

A mesma me encarar surpresa.

- Os chefes, eles ordenaram que todos lhe chamassem de senhor.

- Porque? - Ela continua me olhando surpresa.

- P-Porque o senhor é o novo submisso deles. Sempre que chega um submisso novo, nós temos que tratá-los com respeito. Essa é a nossa ordem.

Olho para frente e solto um suspiro.

- Enfim, senhor. Eu me chamo Jéssica, eu sempre fui escolhida para preparar as roupas dos submissos.

- Preparar? Como assim?

- Eu devo escolher suas roupas.

Eu iria até perguntar o porquê, mais lembrei que é a ordem deles.

- Tudo bem.

Ela da um sorriso gentil.

- Eu irei organizar seu banho, já volto. - A mesma vai caminhando em direção a uma porta, percebo que é o banheiro.

Como a minha vida mudou. Fui dado como pagamento para eles, agora eu sou submisso deles. Tenho um quarto muito lindo, devo ser tratado muito bem, isso é uma loucura.

- A banho está pronto, senhor. - Saiu dos meus pensamentos com a voz dela.

- Obrigado. - Sorriu agradecido.

Desço da cama e caminho em direção ao banheiro, entro e fico muito surpreso com o tamanho.

Meu Deus, dá pra morar aqui de boa de tão grande que é.

Vejo a banheira cheia e tinha algumas coisas dentro dela, aproximo e o cheiro bem gostoso adentra as minhas narinas. - Retiro as minhas roupas, e percebo que na verdade, eu estava o tempo todo de pijama, acabo corando muito com isso.

Relaxo um pouco na água e respiro fundo várias vezes. Observo as minhas cicatrizes em meu corpo, cicatrizes que ganhei por aqueles que deveriam ser pais.

Eles ainda vão me querer como submisso ao saber que meu corpo é cheio de cicatrizes?

Solto um suspiro com isso e logo levanto da banheira, entrando no box e ligando o chuveiro. - Começo lavar meu corpo e meu cabelo.

Só quero ver onde tudo isso vai dá, quando eles verem minhas cicatrizes com toda certeza vão me mandar pro bordel.

Saiu do banheiro vestido um roupão após ter feito toda higiene pessoal. E encontro a Jéssica parada, ao lado da minha cama, será posso chamar de meu? Enfim.

- O que faz parada aí? - Questiono sem entender sua ação.

- Todos os outros submissos, me mandavam ficar esperando eles saírem do banho. - Franzo a testa.

- Porque? - Ela da de ombro e do nada arregala os olhos.

- M-M-Me perdoe, senhor. - Ela rapidamente caí de joelho, deixando-me surpreso.

- O-O que?

- Eu não deveria da de ombro, eu sinto muito, me perdoe. - Ela abaixa a cabeça até o chão.

Aproximo rapidamente da mesma.

- Pare com isso, eu não me importo com o que você faz ou fala. Eu não sou igual os outros, isso me deixa horrorizado ao ver isso. Então por favor, levante-se. - Estendo a mão para ela, a mesma pisca algumas vezes e segura a minha mão.

A puxo para cima e dou um pequeno sorriso.

- Não se preocupe com isso, eu não vou fazer nada com você. Você é um ser humano, deve ter sua opinião sobre as coisas.

Ela abaixa a cabeça.

- Os outros nos ordenava a fazer tudo que eles queriam, se nós não obedecesse, éramos punidos. - A mesma fala suavemente.

Como alguém pode ser tão cruel?

- E-Eles deixavam isso acontecer? - Pergunto, um pouco receoso.

Ela rapidamente ergue sua cabeça para cima, me assustando um pouco.

- Não! Eles não sabiam. Se eles soubessem o que seus submissos estavam fazendo, eles os matariam sem pena alguma. - Isso é realmente cruel.

- Porque não contaram? - Questiono curioso.

Ela olha para suas mãos.

- Queríamos ver eles felizes. Os nossos chefes são bons homens, quer dizer, o senhor Damon é um homem muito bruto e frio, também bastante assustador. Mas, eles nos deram um lugar, uma casa, um trabalho, uma nova vida.

Nova vida né.

- Enfim, senhor. Eles estão o aguardando na sala de jantar, para pode tomar café juntos. Estamos muito atrasados, vá se vestir. - Ela aponta pra roupa em cima da cama.

É algo muito..... Digamos, vulgar, eu não gosto disso.

- Jéssica?

- Hum, sim?

- Tem algo menos.... Vulgar?

Ela me olha e acena.

- Claro, irei pegar.

A mesma vai até.... Aquilo ali é um closet? Nossa.

Alguns minutos depois ela volta com outras peças de roupa.

- Aqui, senhor.

É uma calça jeans preta e uma blusa de manga azul.

- Obrigado, Jéssica. Já volto.

Pego a roupa e rapidamente vou até o banheiro me vestindo. Me olho no espelho e vejo que tava melhor do aquela roupa e o meu pijama. - Saiu do banheiro e aproximo dela.

- Bom? - Pergunto um pouco nervoso.

- Maravilhoso, senhor.

Eu não sei se ela fala a verdade ou só estar dizendo isso com medo de algo acontecer.

- Obrigado.

- Vamos, eles estão esperando.

Aceno e sigo a mesma para fora do quarto.

VOTEM.

COMENTEM.

Capítulo 3 ⋘ CAPÍTULO TRÊS ⋙

Thomas Cooper.

Olho para todos os lugares, esse corredor é imenso demais. - Vejo algumas fotos e nenhum dos dois estão.

- O que você quis dizer com nova vida? - Pergunto bastante curioso.

Ela parecia pensar e logo começa a falar.

- Eu fui sequestrada e entregue a casa de prostituição. - Arregalo os olhos por isso.

Meu Deus.

- Lá é um lugar horrível de se viver. Mas, aquele lugar foi invadido pelos homens dos chefes. Eles dois pegaram todas as mulheres e jovens, nós tirando daquele lugar. Nos deram trabalho, uma casa, uma nova vida.

Eles não são tão cruéis assim então, né? Quer dizer, eles ia me levar pro um bordel! Acho que são sim.

- O que eles são? - A mesma olha para mim e logo volta a prestar atenção no corredor.

- Chefes da máfia Rússia.

O que!!!???? Meu Deus.

- M-Máfia? - Ela acena.

- Eu tive a mesma reação quando soube quem eles eram de verdade. Mais depois eu nem liguei, já estou acostumada.

Ela dobra a esquerda e logo descemos as escadas, esse lugar é bastante enorme. Com toda certeza eu irei me perder, se eu tentar voltar para aquele quarto.

- Por aqui.

Sigo ela até uma porta branca, a mesma abre ela e vejo os dois sentados em volta da mesa.

Meu Deus.

- Estar atrasado. - A voz fria do Lúcifer, fez eu sair da minha mente.

- Sinto muito, senhor. A culpa foi minha. - Jéssica diz curvando sua cabeça pra baixo.

Que merda ela tá falando?

- Não. - Os três olham para mim. - Não foi ela que me atrasou, foi eu. Eu que comecei a conversar com ela, fazendo perguntas e a mesma só respondia. Isso fez eu me atrasar, sinto muito.

Não acredito que falei tudo isso sem gaguejar.

- Saia! - Damon diz rudemente, isso fez a minha pele se arrepiar de medo.

A mesma rapidamente sai da sala, nós deixando sozinhos.

- Você é interessante. - Lúcifer fala me fitando. - Primeiro submisso que usa roupas normais. - Coro ao lembrar daquela roupa.

- E-Eu sinto muito. - Ele dá uma risadinha.

- Sente pelo o que? Por não usar a roupa? - Dou um pequeno aceno receoso. - Você gostou dela?

Não, definitivamente não!!

- Seja sincero. - Ele acrescenta.

- Não.

- Não o que? - Engulo seco.

- Eu não gostei da roupa.

- Porque?

- Porque... Porque é muito vulgar, eu não me sentiria bem ao usar aquilo. - Como eu estava de cabeça baixa, não tinha visto os sorrisos maliciosos nos rostos deles.

- Muito bem. Sente-se para comer, creio que esteja com fome, já que não comeu nada ontem. Após ter adormecido no carro.

Eu nem lembro de ter apagado.

- Sinto muito. - Damon bufa.

- Já estou me irritando com você pedindo desculpas por tudo. Cale a boca e venha comer, antes que eu dobre você nos meus joelhos e lhe dê uns tapas nessa sua linda bundinha. - Sinto meu rosto pegar fogo com seu comentário.

Ando até a mesa e me sinto ao lado do Lúcifer, porque tenho certeza se eu não sentasse perto dele, algo aconteceria.

- Então, gostou do seu quarto? - Lúcifer pergunta após dá um gole do seu café.

- Meu quarto? - Então é realmente meu?

- Sim. Seu quarto, você é nosso agora e receberá as melhores coisas. - Diz tão natural. - Agora coma.

Começo a me servir com poucas comidas, eu nunca comi muito na minha antiga casa. Então o meu corpo se acostumou a comer pequena porção de alimento.

- Porque tão pouca comida? - Damon questiona, olhando para o meu prato.

- Eu não sinto muita fome de manhã. - Os dois me olham estranho.

- Você deveria estar morrendo de fome, depois que não comeu ontem a noite. - Lúcifer diz sério.

Olho para o meu prato e aperto com força a colher em minhas mãos.

- De verdade, eu realmente não sinto muita fome de manhã, a fome só vem na hora do almoço ou na janta. - Digo suavemente.

- Tudo bem, espero que no almoço você coma mais do que isso. - Diz o Damon tão série, como se soubesse que eu estava escondendo algo.

Claro que eles devem saber que eu estou escondendo algo. São chefes da máfia.

- Enfim, você não gostou aquele tipo de roupa, certo? - Lúcifer pergunta.

- Sim.

- Como estamos ocupados hoje, iremos mandar a Jéssica ir com você ao shopping, para comprar novas roupas pra você.

Arregalo os olhos por isso.

- O-O-O que? Não. - Balanço as minhas mãos em forma de negação. - V-V-Vocês não precisam gastar as coisas comigo. - Abaixo a cabeça, olhando para meu colo.

Do nada meu rosto é segurado e virado, olho nos olhos azuis frios do Lúcifer.

- Eu vou repetir mais uma vez. Você é nosso agora, o que gastamos com você, recebemos o dobro de volta. Então só cale a boca e nos deixe... Talvez, mimar você. - Ele me dá um pequeno beijo e logo volta se sentar direito na cadeira.

Ainda estava estático no lugar, como esse homem pode ser assim? Volto a olhar para o meu prato e começo a comer em silêncio.

O que vai acontecer agora? Eu pertenço a eles dois e não tenho voz para nada. Eu não estou pronto para nada na verdade, nunca tive um relacionamento, nem sei o que se faz em um.

A porta foi aberta pela Jéssica que parecia muito nervosa.

- Que porra é essa!!!!? Já falamos que quando estivermos comendo, não queremos interrupção!!! - Damon diz alto muito irritado.

- YA-prostite, ser. No... Byvshaya pokornaya lordov, nakhodyas' v komnate, zhelaya ikh uvidet'. (E-Eu sinto muito, senhor. Mas... O antigo submisso dos senhores, estar lá na sala, querendo vê-los)

Não entendi nada, mais pela expressões dos dois, não é algo bom. E também, eu não sei se foi a minha imaginação, só que o lugar ficou bem gelado.

- Vamos. - Lúcifer se levanta, assim como o Damon.

Levanto também os seguindo para fora da sala de jantar. O ar da sala parecia realmente frio demais, eu não sei o que a Jéssica falou para deixa-los assim, só que não é algo bom. - Chegando na sala principal, vejo um garoto muito bonito.

- Que merda você faz aqui, Derek? - Me encolho pelo tom de voz do Lúcifer.

O tal de Derek olha para o Lúcifer.

- P-Por favor, meu senhor. Me aceite de volta como submisso de vocês. Eu realmente sinto muita falta de vocês.

Fico surpreso com isso.

E-Ele era um submisso deles? Meu Deus.

- Sério? - A voz ríspida do Damon, fez eu pula de susto. - Você quer voltar a ser nosso? - O garoto acena rapidamente.

- Sim, senhor. Por fav... - O garoto nem terminou de falar pelo tapa que Damon deu em seu rosto, o fazendo cair no chão com força.

Dou um passo para trás por isso.

Damon aproxima do garoto, puxando seu cabelo com força, forçando o garoto a olha-lo.

- Você se acha especial? Só porque lhe fodemos. Deixe-me lhe dizer, não queremos você. Nós já encontramos alguém muito melhor. - Coro um pouco por isso.

O garoto me encara mesmo com dor, ele me olhava com ódio. Damon puxa com força o seu cabelo, o forçando a ficar em pé.

- Porque eu não te mato agora? Era para eu ter feito isso, só que Lúcifer me impediu. - O garoto olha para ele assustado.

- P-P-Por favor, s-s-senhor. - Damon dá um soco em seu estômago, o fazendo se curvar de dor.

- Você é um inútil. Acha que iremos lhe aceitar depois do que você fez? Nos trair. Achando que nós não iriamos descobrir. - O garoto chorava, não sábia se era pela dor ou pelas palavras do Damon. - Tão ridículo.

Ele joga o garoto no chão e se aproxima em passos lentos de mim, permaneço no lugar com medo do que ele vai fazer.

O mesmo passa o braço pela minha cintura e a sua outra mão, na minha nuca. Arfo surpreso pelo seu beijo feroz, sua língua adentra a minha boca, seu beijo é tão selvagem que chegava a deixar as minhas pernas bambas. Apoio as minhas mãos em seu peitoral, ele aprofunda mais ainda o beijo, que passo o braço pela sua cintura, que é pra apoia-me, se não eu caio no chão.

Ele separa o beijo e lambe meus lábios, minha respiração estar rápida demais. Ainda estava com os braços envolta da sua cintura, quando percebo isso, me afasto com muita vergonha. Ele se vira para o garoto, olho de relance para Lúcifer que estar com um pequeno sorriso de lado.

- Ele é nosso. Não queremos mais submissos inúteis, como você. Agora cai fora daqui, antes que eu atire na sua cabeça. - O garoto estar com rosto molhado em lagrimas. - Anda!!! - Rosna irritado, o assustando, quer dizer, não só ele.

Ele sai da mansão correndo.

- Leon!!!! - Grita do nada.

Logo a porta é aberta pelo um homem alto.

- Ser? ( Senhor? )

Eu nem tinha percebido que ele estava com uma arma na mão, só percebi quando o mesmo atirou no ombro do tal Leon. - Cubro a minha boca para conter o grito de terror com essa ação.

- Kakogo khrena ty pustil syuda etogo ublyudka!!!? (Porque deixou esse miserável entrar aqui, porra!!!?) - Ele grita muito irritado.

- YA-ya-ya sozhaleyu, boss. On... Skazal, chto vy zhdali yego. Prosti menya boss. (E-E-Eu sinto muito, chefe. Ele... Disse que os senhores estavam esperando ele. Me perdoe patrão.) - O homem diz algo, pelo tom da sua voz, ele estar muito nervoso, acho também de dor.

- V sleduyushchiy raz sprosite nas, prezhde chem kogo-to vpuskat'. (Dá próxima vez, pergunte a nós antes de deixar alguém entrar.)

- Da, nachal'nik. Mne ochen' zhal', etogo bol'she ne povtoritsya. (Sim, patrão. Eu sinto muito, isso não vai se repetir. )

- YA nadeyus', chto eto tak. A teper' ubiraysya otsyuda. (Assim espero. Agora, caia fora daqui. )

- Da ser. Izvineniye. (Sim, senhor. Com licença.) - O homem sai com a mão no ombro, que sangrava muito.

- Você exagerou, irmão. Não devia ter atirado no Leon. - Bem, ele é sensato. - Não devia ter atirado nele na frente do nosso gatinho. Ele ficou muito assustado. - Arregalo os olhos e olho para Lúcifer que estar com sorriso malicioso no rosto.

Retiro o que eu disse, ele não é sensato. É horrível.

VOTEM.

COMENTEM.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022