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Viciado na minha esposa de duas caras

Viciado na minha esposa de duas caras

Autor:: Winded
Gênero: Moderno
Julien pensava que estava se casando com uma mulher frágil que precisaria de sua proteção enquanto estivessem juntos. Mas para sua surpresa, Kelsey revelou-se o completo oposto do que ele imaginava. Kelsey se tornou tão feroz quanto uma fera selvagem. Várias vezes, foi relatado que ela se envolveu em brigas. "Senhor, sua esposa agrediu o irmão do seu amigo." "Dê a ela algum remédio para reduzir o inchaço nas mãos," Julien ordenou, sem saber o que fazer. "Senhor, sua esposa agrediu seu primo." "Se ele ainda estiver vivo, mande-o para o hospital." "Senhor..." Incapaz de aguentar mais, Julien perguntou: "O quê? Quem ela agrediu desta vez?" "Senhor, ela não agrediu ninguém. Na verdade... ela fugiu com seu filho." Julien deu um soco na mesa e ordenou: "Tragam aquela mulher de volta agora. Não me importa o que custe!" Embora Julien estivesse cansado de todas as brigas, ele não entendia por que não conseguia deixá-la ir. Como uma paixão irresistível, ele estava preso. Será que esse vício lhe faria algum bem?

Capítulo 1 : Eu Vi Cada Parte de Você

"Encontre-me no Clube Grandeur. Preciso que venha me buscar."

Ao ler essa mensagem, Kelsey Lawson, que estava prestes a adormecer, sentou-se ereta na cama, sobressaltada.

Ela rapidamente trocou de roupa e dirigiu-se ao local especificado na mensagem.

Ao chegar ao clube, encontrou Julien Stanley, visivelmente embriagado.

Quando Kelsey entrou na sala privada, as pessoas lá dentro pararam e olharam para ela com leve surpresa.

Então, como se decidissem ignorar sua presença, continuaram com suas atividades.

O ar na sala parecia abafado. Incomodada pelo cheiro forte de fumaça, Kelsey instintivamente franziu a testa, incapaz de se acostumar com o odor.

Acenando com a mão para afastar a fumaça, ela caminhou mais para dentro da sala.

Sob a luz suave do teto, avistou Julien em um canto, encostado na parede. Seus traços bonitos, pele delicada e cílios excepcionalmente longos chamaram sua atenção, assim como o cativante sinal preto perto do olho esquerdo.

Acelerando seus passos, Kelsey aproximou-se dele.

Ela se inclinou, tocando suavemente a bochecha de Julien. "Julien, acorde," ela sussurrou, sua voz uma carícia suave.

Movido pelo tom gentil familiar, os olhos de Julien abriram-se lentamente.

Seu olhar, carregado de um charme sonolento, encontrou o dela. Kelsey não sabia se ele realmente a reconhecia. Ele deu um leve sorriso e murmurou, "Você está aqui."

"Sim," Kelsey respondeu em um tom baixo. Então, ela se abaixou para colocar o braço de Julien sobre seu ombro.

Julien levantou-se em colaboração.

Apoiar um homem com mais de um metro e oitenta era desafiador para Kelsey, que tinha apenas um metro e sessenta e cinco.

Mas Julien, não completamente incapacitado pela embriaguez, conseguiu ficar de pé com a ajuda dela.

Enquanto Kelsey escoltava Julien para fora da sala privada, fragmentos de conversa chegavam aos seus ouvidos.

"Ela é a nova namorada de Julien? A que está com ele há mais de três meses?"

"Sim, é ela."

"Ela se parece bastante com aquela mulher."

"Bem, deve ser por isso que ela durou mais de três meses com Julien. Mas, não importa a semelhança, ela é apenas uma substituta. O coração de Julien pertence a outra pessoa. Você não percebeu? Ele começou a beber muito logo depois que aquela mulher anunciou seu casamento."

As vozes se enfraqueceram conforme Kelsey se afastava.

Ela conduziu Julien pelo longo corredor, finalmente chegando ao elevador.

Juntos, entraram no elevador.

Lá dentro, Julien, incomodado pelo álcool, abraçou-a como um urso, encostando a cabeça em seu pescoço.

Kelsey acariciou a parte de trás de sua cabeça, perguntando suavemente, "Em qual andar está seu carro?"

"No subsolo," Julien respondeu, sua voz áspera.

"Certo, entendi." Kelsey assentiu, encostando-se na parede do elevador enquanto Julien a agarrava como um grande cachorro.

Ela tinha um leve aroma de leite. Talvez o hábito diário de beber leite fosse a razão de ainda carregar uma fragrância semelhante, mesmo estando bem na casa dos vinte.

Julien achou o cheiro dela bastante atraente.

Ele se inclinou, inalando o aroma de seu pescoço, então beijou suavemente o canto de sua boca. "Querida, você tem um cheiro tão bom."

Havia companhia no elevador.

Envergonhada por suas ações e palavras doces, Kelsey rapidamente beliscou sua cintura e sussurrou, "Estamos no elevador. Por favor, não."

Percebendo que não estavam sozinhos, Julien arqueou as sobrancelhas com leve irritação, mas cessou seu comportamento galante.

Ao chegarem ao nível do subsolo, Kelsey levou cerca de cinco minutos para localizar o Bugatti Veyron de Julien.

Ela abriu a porta do passageiro e ajudou Julien a entrar.

Após prender o cinto de segurança dele, Kelsey moveu-se para o lado do motorista e acomodou-se no carro.

Sentando-se com compostura no banco do motorista, ela afivelou o cinto, deu partida no motor com habilidade e manobrou o carro suavemente para fora da vaga.

Executando um drift, dirigiu o carro esportivo para fora do estacionamento subterrâneo do clube.

O rugido do motor ecoou no estacionamento silencioso.

Eventualmente, o carro parou em frente à vila de Julien.

Uma vez estacionado, Kelsey ajudou Julien a sair do carro e a entrar na vila, finalmente guiando-o até o quarto no terceiro andar.

Kelsey havia acabado de jogá-lo na cama espaçosa e estava prestes a deixar o quarto.

No entanto, Julien segurou sua mão, implorando, "Não vá."

Ela hesitou, olhando para trás por cima do ombro.

Sob a luz cintilante do lustre de cristal, o olhar de Julien, ligeiramente turvo pela embriaguez, encontrou o dela. O sinal preto perto do olho esquerdo parecia particularmente marcante naquele momento.

"Não vá," ele repetiu.

Seu aperto se intensificou sutilmente, e de repente, Kelsey se viu caindo sobre ele.

Antes que pudesse organizar seus pensamentos, a mão de Julien segurou a parte de trás de sua cabeça, puxando-a para um beijo pesado com o aroma de álcool.

Ele havia bebido uísque, uma variedade particularmente forte de álcool.

Era apenas um beijo, e ainda assim, Kelsey sentiu uma onda de tontura, como se tivesse bebido a bebida ela mesma.

Perdida no momento, ela se deleitou no beijo, incerta se era o aroma embriagador do álcool na respiração de Julien ou seu abraço habilidoso que a intoxicava.

Sem perceber, ela mudou de posição.

Inicialmente, Kelsey estava deitada sobre Julien, mas agora ele a havia manobrado para baixo dele, seus beijos se tornando mais fervorosos.

Sua mão percorreu seu corpo, lentamente removendo suas roupas, peça por peça.

A temperatura do quarto parecia subir.

Lá fora, a lua, como se guardasse um segredo, ocultando-se timidamente por trás das nuvens.

Após o ato, a voz de Julien, tingida de tristeza, sussurrou em seu ouvido, "Não sou tão bom quanto ele?"

Kelsey, suas bochechas coradas, estava deitada na cama, respirando suavemente mas constantemente.

Ela estava exausta, mas o sono a evitava.

Momentos depois, ela se virou, aconchegando-se no abraço de Julien.

Seu rosto enterrado contra o peito dele, ela falou em uma voz cheia de solidão e tristeza. "Julien..."

O toque estridente do telefone de Kelsey rompeu a tranquilidade da manhã.

Julien, até então em sono profundo, despertou.

Seu rosto, tão atraente que atraía muitos, agora exibia um traço de selvageria.

Com um franzir de cenho, ele lentamente abriu os olhos, pesados de sono.

Ele sentiu um leve movimento em seus braços e olhou para baixo.

Kelsey, aninhada em seus braços, estava lá, pacificamente adormecida. Gradualmente, seus cílios tremularam como leques delicados, e suas sobrancelhas se juntaram ligeiramente. Lentamente, seus olhos abriram-se.

Encontrando seu olhar, ela piscou e lhe ofereceu um doce sorriso. "Bom dia," ela disse.

Os olhos de Julien lingeraram em uma marca no ombro nu dela, levando-o a engolir antes de responder com uma voz profunda e suave. "Bom dia."

O telefone continuou seu toque insistente.

Kelsey pretendia se levantar e atender o telefone, mas sua nudez a impedia de fazê-lo.

Mordendo o lábio, ela virou-se para Julien. "Você poderia fechar os olhos por um momento?"

Julien, não compreendendo imediatamente seu pedido, perguntou diretamente, "Por que deveria fechar meus olhos?"

"Preciso atender o telefone, mas estou nua," ela confessou, sua voz tingida de timidez.

Enquanto falava, seu rosto e orelhas se tornaram de um vermelho profundo.

Julien não pôde conter uma risada diante de seu constrangimento.

Com um sorriso provocante, ele sussurrou em seu ouvido, "Por que sentir vergonha agora?"

Ele acrescentou brincando, "Afinal, eu já vi cada parte de você."

Capítulo 2 Vamos nos casar

Não era a primeira vez que faziam amor, e Julien se perguntava por que ela estava tão tímida agora.

Julien, percebendo seu comportamento, pensou que ela estava fingindo ingenuidade.

Kelsey estava sem palavras.

Enquanto o telefone continuava tocando, sua paciência se esgotava. Ela rapidamente virou o rosto de Julien, pegou o cobertor e se enrolou nele como um casulo.

Exposto ao ar fresco, Julien ergueu uma sobrancelha surpreso.

Kelsey então saiu apressada da cama, pegando seu celular do chão. Era uma ligação de sua colega de quarto, Jenna Higgins.

Ao olhar para Julien, ela acidentalmente o viu deitado nu na cama. Assustada, ela fechou os olhos rapidamente e virou-se.

Atender o telefone na frente de Julien não parecia apropriado.

Com o celular na mão, Kelsey juntou suas roupas do chão de forma desajeitada, segurando-as debaixo do braço enquanto se arrastava para o banheiro, parecendo uma mariposa em um casulo.

Julien a observava, divertido com sua postura desengonçada, mas seu sorriso logo desapareceu, substituído por um olhar de frieza distante.

Quando Kelsey voltou do banheiro após terminar a ligação, Julien estava parcialmente vestido, recostado no travesseiro e fumando um cigarro, com o torso nu.

As feições de Julien possuíam um encanto que parecia cativar o mundo. Enquanto fumava, olhando para Kelsey com olhos semi-cerrados e sedutores, ele emanava um charme irresistível.

Kelsey lembrou-se do primeiro encontro deles. Ele era o mesmo então: cínico, desafiador, exalando uma aura de solidão arrogante, como um lobo solitário em uma selva urbana.

Notando o retorno de Kelsey, Julien acenou para ela de forma casual, como se chamasse um animal de estimação.

"Venha aqui," ele chamou.

A voz de Julien, preguiçosa e ao mesmo tempo cativante, alcançou os ouvidos de Kelsey, trazendo-a de volta ao momento presente.

Ela se aproximou com um sorriso.

Ao se aproximar, Julien envolveu-a com o braço, puxando-a para seu colo.

"Quem estava no telefone?" ele perguntou, exalando lentamente anéis de fumaça enquanto sua mão esquerda traçava sua cintura esguia.

"Era minha colega de quarto. Ela estava se perguntando por que eu não voltei ontem à noite, preocupada que algo pudesse ter acontecido comigo. Ela só queria ter certeza de que eu estava bem," Kelsey explicou.

"Tudo bem," Julien respondeu indiferente, como se a pergunta fosse apenas uma formalidade.

Ele apagou o cigarro no cinzeiro de cristal e então, segurando suavemente o queixo de Kelsey, a puxou para um beijo com o forte aroma de tabaco.

A expressão de Kelsey mudou para desconforto.

Após o beijo terminar, ela sentiu apenas tontura e começou a tossir por causa da fumaça.

Apesar de não ser a primeira vez que Julien a beijava após fumar, ela lutava para se acostumar ao gosto.

No entanto, como ele era um fumante inveterado, Kelsey percebeu que teria que se ajustar gradualmente ao hábito dele se quisesse manter o relacionamento.

Perdida em seus pensamentos, Kelsey foi trazida de volta à realidade pela proposta inesperada de Julien. "Vamos nos casar, Kelsey."

"O quê?" ela respondeu, sua surpresa evidente.

"Você não quer se casar comigo?" As sobrancelhas de Julien se arquearam, um traço de desagrado era evidente em seu rosto.

Kelsey apressadamente o tranquilizou. "Como poderia ser? Estou apenas um pouco surpresa. Por que uma decisão tão repentina?"

"Você acha que é muito repentino? Eu acho que é o momento certo," Julien comentou casualmente.

"Então, vamos nos casar?" ele perguntou novamente.

Kelsey encontrou o olhar dele, percebendo uma razão subjacente por trás da pergunta.

Passou pela sua cabeça que ele poderia não ter a intenção genuína de obter um certificado de casamento com ela.

Talvez fosse motivado pela notícia do casamento de outra mulher.

Independente disso, ela sorriu e concordou, "Está bem."

Para ela, a alegria de estar com ele para a vida toda superava qualquer razão que ele tivesse para se casar com ela.

Julien parecia sério ao instruir, "Vá para casa e pegue seus documentos. Encontre-me no Cartório."

"Está bem," Kelsey respondeu, um toque de surpresa em sua voz.

Ela não havia previsto a seriedade dele, mas não tinha reservas.

"Vou para casa agora," ela disse, fazendo menção de sair do colo dele.

Mas Julien tinha outros planos. Ele a empurrou suavemente de volta para a cama, beijando-a. "Não há pressa. Vamos aproveitar este momento primeiro."

Kelsey se viu sem palavras.

Já fazia quase um mês desde que Kelsey visitara sua casa pela última vez.

Ela e sua irmã adotiva, Elodie Lawson, haviam sido sequestradas, mas seus pais optaram por resgatar Elodie primeiro. Essa decisão apenas aprofundou a crescente fissura entre ela e seus pais.

Após sair do táxi e pagar a tarifa, Kelsey seguiu em direção à grandiosa mansão.

Ao avistar o retorno de Kelsey, uma funcionária se aproximou apressadamente dela.

"Senhorita Lawson, bom dia." A funcionária a cumprimentou.

"Bom dia," Kelsey respondeu com um leve aceno e se moveu para entrar na casa.

A funcionária avançou rapidamente, interrompendo Kelsey em seu caminho. Ela hesitou antes de falar. "Senhorita Lawson..."

Observando a funcionária bloquear seu caminho, Kelsey não pôde deixar de olhá-la com uma expressão perplexa. "Qual é o problema?" ela perguntou.

A funcionária, parecendo um tanto constrangida, olhou para ela antes de falar. "A senhora Lawson e a senhorita Elodie Lawson estão recebendo convidados na sala de estar."

Compreendendo a implicação, Kelsey assentiu. "Vou usar a entrada dos fundos, então."

Com essa decisão, ela se dirigiu diretamente à entrada traseira da mansão.

Enquanto se afastava, a funcionária não pôde deixar de olhar para ela com um sentimento de pena.

Quem imaginaria que a filha mais velha do segundo filho da Família Lawson teria que usar a entrada dos fundos para entrar em sua própria casa?

Se isso se tornasse público, certamente chocaria os outros.

No entanto, Kelsey havia se acostumado a esse tipo de tratamento.

A mente de Kelsey voltou a três anos atrás. A primeira vez que sua mãe, Luísa Lawson, a levou a uma festa de jantar após seu retorno, Kelsey causou um incidente que deixou Luísa se sentindo humilhada. Desde aquele momento, Kelsey se encontrou em uma posição extremamente desconfortável dentro de sua própria família.

Agora, segurando seus documentos, Kelsey se preparava para partir.

Ao descer as escadas, ela cruzou com Elodie, que estava subindo.

Elodie havia sido adotada pelos pais de Kelsey após o desaparecimento de Kelsey.

Durante aquele tempo difícil, Luísa culpava a si mesma por perder sua filha e passou muitas noites sem dormir.

Em um esforço para levantar seu ânimo, Gerardo Lawson, pai de Kelsey, foi a um orfanato e adotou uma menina que tinha uma ligeira semelhança com Kelsey. Ele esperava que isso desviasse a atenção de Luísa e trouxesse alguma alegria à sua vida.

Seu plano havia dado certo. Luísa havia abraçado Elodie como se ela fosse sua filha perdida há muito tempo, enchendo a jovem de amor e carinho.

Com o tempo, mesmo após o retorno de Kelsey, Luísa continuou a favorecer Elodie, sua filha adotiva. Talvez fosse porque Elodie era a que ela havia criado pessoalmente.

O carinho de Luísa por Elodie superava o por sua filha biológica.

Na verdade, aos olhos de Luísa, Kelsey parecia inadequada em comparação com Elodie, o que levou Luísa a ter desdém por sua própria carne e sangue, tornando difícil para ela aceitar Kelsey.

Elodie, vestida com uma roupa extravagante que valia R$ 2.700 da coleção de verão de uma marca de luxo, e usando saltos que custavam mais de R$ 1.500, exalava a aura de uma princesa aristocrática.

Por outro lado, Kelsey parecia bastante simples em sua vestimenta - uma camiseta básica e jeans sem marca que pareciam ter sido comprados em uma barraca de rua.

Ao ver a vestimenta modesta de Kelsey, um leve traço de desgosto passou brevemente pelos olhos de Elodie.

No entanto, ela rapidamente substituiu isso por um sorriso amigável e cumprimentou Kelsey. "Kelsey, bom dia."

Capítulo 3 Elodie

Por educação, Kelsey ofereceu um sorriso a Elodie e respondeu: "Bom dia."

Elodie se aproximou e estendeu a mão como se fosse segurar a de Kelsey. "Kelsey, por que você não tem ido para casa ultimamente? Ainda está chateada com a mamãe?"

Kelsey evitou seu toque discretamente, respondendo: "Não, não estou."

Ao ver Kelsey desviar da mão, Elodie mostrou uma expressão abatida. "Kelsey, você me culpa?"

Kelsey, parecendo perplexa, franziu a testa. "Por que pensaria isso?"

Elodie, com um olhar cauteloso, mordeu o lábio e continuou com um tom magoado: "Eu nunca quis roubar o amor dos seus pais de você. Eu não sabia que mamãe escolheria me salvar primeiro. Achei que ela iria..."

Incapaz de tolerar mais a falsa fachada, Kelsey a interrompeu: "Eu não te culpo. Suas preocupações não têm fundamento. Tenho outras coisas para fazer. Preciso ir agora."

Com medo de que Elodie insistisse em agir como uma irmã amorosa, Kelsey encerrou a conversa e começou a se afastar.

No entanto, Elodie não estava pronta para desistir. "Kelsey, você raramente vem para casa. Por que não fica para o almoço antes de ir?"

"Não, obrigada." Kelsey recusou enquanto passava por Elodie, descendo as escadas.

De repente, um grito assustado ecoou atrás dela.

Kelsey virou-se rapidamente, apenas para ver Elodie caindo pelos degraus.

Preocupada, ela franziu a testa e perguntou: "Você está..."

Antes que pudesse terminar de falar, um grito indignado ecoou do andar de baixo. "Kelsey, o que você fez com a Elodie?"

De repente, uma mulher bem vestida correu escada acima e colidiu com ela.

O impacto causou uma dor aguda no ombro de Kelsey, fazendo-a estremecer.

Luísa, vendo o tornozelo inchado de Elodie, estava furiosa. Ela repreendeu Kelsey sem reservas: "Você tem ideia de como os pés são vitais para uma dançarina? Como pôde empurrá-la? O que estava pensando?"

O claro desprezo nos olhos de Luísa causou uma pontada no coração de Kelsey. Ela desviou o olhar e respondeu friamente: "Eu não a empurrei."

Elodie rapidamente interveio: "Mamãe, foi um mal-entendido. Kelsey não me empurrou. Eu tropecei e perdi um degrau. Não foi culpa dela."

Luísa, ajudando Elodie a se levantar, parou chocada com as palavras da filha.

Ela olhou para Kelsey, seus lábios se abrindo como se fosse falar, mas seu orgulho a impediu de dizer qualquer coisa.

Elodie aproveitou o momento para se desculpar pelo comportamento de Luísa. "Kelsey, mamãe não quis te acusar. Ela só está realmente preocupada comigo."

Kelsey olhou para baixo, um brilho misterioso em seus olhos.

"Tome cuidado, o chão está escorregadio. Talvez seja melhor evitar usar salto alto em casa." Depois de oferecer esse conselho, Kelsey se virou e foi embora.

Elodie a observou ir com um sorriso malicioso nos lábios, mas fingiu preocupação e voltou-se para culpar Luísa. "Mamãe, você foi um pouco dura agora há pouco."

Com os lábios fortemente pressionados, Luísa respondeu: "Pensei que ela estivesse agindo por ciúmes. Lembrei-me de como ela ainda estava brava comigo por ter salvado você primeiro daquela vez."

Ao ouvir essas palavras, Kelsey parou abruptamente.

Elodie fingiu simpatia por Kelsey. "Ela tem se sentido incomodada com esse assunto. Com seu mal-entendido, sua tristeza deve ter se aprofundado."

Em vez de reconhecer seu erro, Luísa transferiu a culpa para Kelsey. "Se ela não tivesse agido tão mal, eu não teria tido tal mal-entendido."

Expressando sua desaprovação, Elodie comentou: "É verdade, Kelsey teve seus problemas na adolescência. Mas ela não melhorou significativamente?"

Luísa, sentindo-se exasperada, respondeu: "Não vamos desenterrar o passado. Às vezes me pergunto o que fiz em uma vida passada para merecer uma filha tão peculiar e irracional. Ela era descuidada com os homens e até fez um aborto em tenra idade."

Após uma pausa, Luísa suspirou novamente: "Se ao menos ela pudesse ser metade tão boa quanto você."

Ao ouvir isso, um lampejo de frieza passou pelos olhos de Kelsey. Ela não ouviu mais a conversa delas, mas apressou seus passos, deixando a vila para trás.

-

Kelsey chegou ao edifício da Prefeitura exatamente quando Julien estava chegando.

Hoje, Julien estava vestido de forma estilosa, usando um casaco preto, calças cargo e um par de botas Dr. Martens pretas.

Seu cabelo estava profundamente repartido de lado, revelando sua testa larga.

O penteado complementava suas feições fortes, fazendo-o parecer bastante distinto.

Julien usava um par de óculos de sol apoiados em seu nariz proeminente.

Ele não era uma celebridade, mas atraía mais atenção do que uma.

Quando Kelsey se aproximou, Julien retirou os óculos de sol e os colocou no bolso do casaco, depois caminhou em direção a ela com as mãos casualmente nos bolsos.

Sempre exibindo um ar rebelde e arrogante, Julien nunca tentava minimizar sua presença, mesmo diante de Kelsey, apesar do casamento iminente. Ele ergueu o queixo com um ar indiferente e perguntou: "Trouxe tudo o que precisa?"

Fitando suas feições marcantes, Kelsey deu um leve aceno, respondendo suavemente: "Sim."

"Vamos então", disse Julien, acenando ligeiramente antes de entrar na Prefeitura.

"Está bem." Kelsey o seguiu obedientemente. Apesar de não ter pernas curtas, ela achou desafiador acompanhar o ritmo dele.

Talvez devido aos arranjos prévios de Julien, eles conseguiram o certificado de casamento rapidamente.

Em cerca de dez minutos, eram oficialmente um casal casado, reconhecido legalmente.

Assim, Kelsey e Julien se casaram após um namoro de três meses.

O casamento era normalmente uma ocasião alegre, mas não havia tal alegria evidente no rosto de Julien. Em vez disso, ele parecia estar realizando uma tarefa necessária com um senso de dever, não de prazer.

Julien olhou para Kelsey e sugeriu num tom neutro: "Que tal eu te levar de volta para a escola?"

"Certo", concordou Kelsey.

Enquanto estavam na estrada, o telefone dele tocou abruptamente.

O identificador de chamadas mostrava "Eileen", o que fez Kelsey olhar para Julien instintivamente.

Desconhecendo seu olhar, Julien atendeu a chamada, usando um fone de ouvido Bluetooth, tornando a conversa inaudível para Kelsey.

Ela só captou a resposta de Julien. "Fique de olho nela. Estarei aí em breve."

Após encerrar a chamada, ele parou o carro e disse a Kelsey: "Você deveria pegar um táxi para a escola. Tenho outro assunto para resolver."

"Certo", respondeu Kelsey, sem fazer perguntas.

Ela calmamente desabotoou o cinto de segurança e saiu do carro.

No momento em que a porta se fechou, Julien acelerou, deixando um rastro de escapamento em seu rastro, que atingiu o rosto de Kelsey.

Ela ficou ali, momentaneamente sem palavras.

Seu marido recém-casado acabara de deixá-la na estrada para encontrar outra mulher, mas Kelsey não sentiu aborrecimento.

Hoje, ela não tinha aulas, então não havia pressa para voltar à escola.

Em vez disso, ela seguiu para um cemitério.

Em uma das lápides, havia uma foto de um homem com o rosto mais gentil imaginável. Seus olhos brilhavam como estrelas, e seus lábios se curvavam levemente, lembrando uma brisa leve de verão.

"Ashton, estou aqui para te ver", ela sussurrou.

Kelsey olhou para o nome gravado na lápide, agachando-se lentamente.

Ela estendeu a mão para tocá-la, sua voz tingida de tristeza. "Eu me casei hoje. O nome dele é Julien Stanley. Ele é bastante bonito e me trata bem."

Uma brisa suave acariciou o rosto de Kelsey, como se a confortasse.

Ela fechou os olhos, encostando a bochecha na superfície fria da lápide. "Eu sinto tanto a sua falta", murmurou.

Ela se lembrou de uma pequena pinta preta perto do olho esquerdo de Ashton.

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