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Vingança de Sofia: Um Amor Proibido

Vingança de Sofia: Um Amor Proibido

Autor:: Hui Hui Xiao Gu Liang
Gênero: Moderno
O som da festa de casamento parecia um zumbido distante enquanto eu tentava abrir meus olhos pesados. Uma dor aguda na nuca me paralisou, e o cheiro de flores baratas e champanhe azedo enchia o ar. A última coisa que me lembro é o rosto distorcido da minha mãe, a sensação fria do metal da estátua e o som do meu crânio batendo no chão de mármore polido do salão. Fui traída, morta pela minha própria mãe, Beatriz, no dia em que minha prima, Juliana, se casava com meu noivo, Ricardo, com a conivência dos meus pais, Alberto e Beatriz, que haviam roubado minha herança e identidade. Eles me incriminaram, me trancaram, e quando eu tentei lutar, minha mãe me golpeou, me dando por morta para proteger sua farsa. Mas, de alguma forma, eu estava viva, com a dor da traição fresca e a consciência de um segredo guardado: uma voz misteriosa me revelou que minha "morte" era um plano para me levar ao palácio como futura rainha, mas minha fuga anterior forçou minha mãe a improvisar, e agora eu tinha uma segunda chance. Eu não estava morta, mas renascida; não mais a Sofia ingênua da fazenda, mas uma rainha em espera, de volta ao momento exato da minha queda, com os olhos fixos na família que me traiu. Desta vez, a história seria reescrita com fogo e sangue, e eu, Sofia, a legítima herdeira, voltaria para tomar o que era meu e muito mais.

Introdução

O som da festa de casamento parecia um zumbido distante enquanto eu tentava abrir meus olhos pesados.

Uma dor aguda na nuca me paralisou, e o cheiro de flores baratas e champanhe azedo enchia o ar.

A última coisa que me lembro é o rosto distorcido da minha mãe, a sensação fria do metal da estátua e o som do meu crânio batendo no chão de mármore polido do salão.

Fui traída, morta pela minha própria mãe, Beatriz, no dia em que minha prima, Juliana, se casava com meu noivo, Ricardo, com a conivência dos meus pais, Alberto e Beatriz, que haviam roubado minha herança e identidade.

Eles me incriminaram, me trancaram, e quando eu tentei lutar, minha mãe me golpeou, me dando por morta para proteger sua farsa.

Mas, de alguma forma, eu estava viva, com a dor da traição fresca e a consciência de um segredo guardado: uma voz misteriosa me revelou que minha "morte" era um plano para me levar ao palácio como futura rainha, mas minha fuga anterior forçou minha mãe a improvisar, e agora eu tinha uma segunda chance.

Eu não estava morta, mas renascida; não mais a Sofia ingênua da fazenda, mas uma rainha em espera, de volta ao momento exato da minha queda, com os olhos fixos na família que me traiu.

Desta vez, a história seria reescrita com fogo e sangue, e eu, Sofia, a legítima herdeira, voltaria para tomar o que era meu e muito mais.

Capítulo 1

O som alto da música da festa de casamento parecia um zumbido distante em meus ouvidos. Minhas pálpebras tremeram, pesadas como chumbo. Tentei abrir os olhos, mas uma dor aguda na nuca me paralisou. O cheiro de flores baratas e champanhe azedo enchia o ar.

Lentamente, a consciência retornou. Onde eu estava?

A última coisa de que me lembrava era a escuridão. O rosto da minha mãe, distorcido pela ambição, flutuava na minha memória. A sensação fria do metal da estátua que ela usou para me golpear. O som do meu próprio crânio batendo contra o chão de mármore polido do salão.

E então... nada.

Mas agora, eu estava viva.

Forcei meus olhos a se abrirem. A luz forte do lustre de cristal quase me cegou. Pisquei várias vezes, tentando focar. Eu estava deitada no chão, atrás de uma grande cortina de veludo vermelho. O barulho da festa estava do outro lado.

Reconheci o lugar. Era o salão de festas onde Juliana, minha prima, estava se casando com o meu noivo.

Não, não meu noivo. Ex-noivo.

Meu corpo inteiro doía. Levei a mão à nuca e senti o sangue seco e pegajoso em meu cabelo. A dor era real. Eu não estava morta.

Mas como? Eu tinha certeza de que minha mãe tinha me matado.

Uma voz fria ecoou em minha mente, uma memória do limbo escuro onde eu flutuei após o golpe. "O veneno era falso, Sofia. Um sonífero forte. Seus pais planejaram sua 'morte' para que você pudesse ser levada ao palácio sem escândalo. Você foi escolhida para ser a nova rainha."

A voz não pertencia a ninguém que eu conhecia, mas soava poderosa, inquestionável.

Rainha? Palácio? Que loucura era essa?

E então, outra memória, mais nítida. "Mas sua recusa em beber o sonífero e sua fuga do depósito arruinaram o plano. Sua mãe, desesperada para manter o acordo com o palácio, improvisou. Ela não sabia que o Rei, nosso mestre, já havia previsto sua teimosia e providenciado uma segunda chance. Você está voltando, Sofia. De volta ao momento em que tudo deu errado. Desta vez, não falhe."

Uma segunda chance.

Eu me sentei, ignorando a tontura. Olhei para minhas mãos. Elas tremiam, mas não de medo. De raiva.

Eu me lembrava de tudo.

Dez anos. Dez anos eu passei na fazenda da família, cuidando da nossa avó doente, enquanto meus pais e minha tia me garantiam que estavam cuidando dos negócios da família na cidade grande para mim. Eu era a herdeira, a única neta. Era meu dever cuidar da matriarca. Eu acreditei neles. Fui leal.

Quando a vovó finalmente descansou, voltei para a cidade, sonhando em reencontrar meus pais e meu noivo, Ricardo, com quem eu estava prometida desde a infância.

Mas a recepção foi um pesadelo.

Minha prima, Juliana, a filha da minha tia, me recebeu na porta da minha própria casa com um sorriso vitorioso. Ela usava minhas roupas, minhas joias. Ela agia como a dona de tudo.

"Prima! Que surpresa," ela disse, com a voz pingando falsidade. "Pensei que você nunca mais sairia daquele fim de mundo."

Meus pais estavam ao lado dela, com expressões constrangidas.

"Mãe? Pai? O que está acontecendo?" perguntei.

Minha mãe, Beatriz, forçou um sorriso. "Sofia, querida. Tanta coisa mudou. Juliana tem nos ajudado tanto... Ela é como uma filha para nós."

Naquela noite, descobri a extensão da traição. Juliana, com a ajuda dos meus pais, havia falsificado documentos, transferindo toda a fortuna da família para o nome dela. Ela havia seduzido Ricardo, o filho de um empresário influente, convencendo-o de que ela era a verdadeira herdeira com quem ele deveria se casar para unir as famílias.

Eu fui chamada de louca, de mentirosa. Quando tentei lutar, eles me incriminaram por roubo, usando documentos forjados que me mostravam tentando "roubar" as joias da família. Fui arrastada para fora da minha casa e trancada em um depósito abandonado no porto.

"Você vai ficar aqui até aprender seu lugar," meu pai, Alberto, disse com uma frieza que congelou minha alma. "Juliana vai se casar com Ricardo. É melhor para todos."

Mas eu não aceitei. No dia do casamento, usei um pedaço de metal enferrujado para arrombar a fechadura e escapei. Corri pelas ruas, suja e desesperada, até chegar ao salão de festas.

Eu invadi a cerimônia no momento em que o padre perguntou se alguém tinha algo contra a união.

"Eu tenho!" gritei, minha voz rouca. "Essa mulher é uma ladra! Ela roubou minha identidade, minha casa, meu noivo!"

O silêncio no salão foi total. Todos os olhares se viraram para mim. Vi o choque no rosto de Ricardo, a fúria no de Juliana.

Mas foi o olhar da minha mãe que me quebrou.

"Quem é essa mulher?" Beatriz perguntou ao segurança, com a voz alta e clara. "Eu não a conheço. Deve ser uma parente distante e louca da fazenda. Tirem-na daqui!"

Parente distante.

Aquilo doeu mais do que qualquer golpe físico.

Meu pai se aproximou, seu rosto uma máscara de pragmatismo. Ele segurava uma taça de vinho.

"Beba isso, Sofia," ele ordenou em voz baixa. "Vai te acalmar. Depois conversamos."

Eu senti o cheiro estranho vindo da taça. Veneno. Eles queriam me silenciar para sempre.

Recusei, derrubando a taça no chão. O líquido escuro manchou o tapete branco.

Foi quando minha mãe perdeu o controle. Desesperada, ela agarrou uma pequena estátua de bronze de uma mesa de canto e me atingiu na cabeça. Com toda a sua força.

E agora, eu estava de volta. No mesmo lugar, no mesmo momento. O som da festa continuava. Eu podia ouvir a voz de Juliana, rindo, do outro lado da cortina.

A raiva borbulhou dentro de mim, quente e poderosa. Eles não iriam se safar. Não desta vez.

Levantei-me, meu corpo ainda protestando de dor. Rasguei um pedaço da barra do meu vestido sujo e amarrei-o firmemente na minha cabeça para estancar o sangramento. A dor me mantinha focada.

Abri a cortina de veludo.

A cena era exatamente como eu me lembrava. Juliana, radiante em seu vestido de noiva branco, estava de braços dados com Ricardo. Meus pais estavam ao lado deles, sorrindo para os convidados.

Ninguém havia me notado ainda.

Respirei fundo. A antiga Sofia, a garota leal e ingênua, morreu naquele depósito. A mulher que estava ali agora era outra pessoa. Uma rainha em espera, com uma segunda chance para a vingança.

Caminhei para frente, saindo das sombras. Meus passos eram firmes.

A primeira a me ver foi Juliana. Seu sorriso congelou. O copo de champanhe em sua mão tremeu.

"Você..." ela sussurrou, o pavor em seus olhos.

Todos os olhares se viraram para mim. Um murmúrio percorreu o salão.

Eu não perdi tempo com palavras.

Avancei diretamente para Juliana. Ela recuou, mas eu fui mais rápida. Minha mão agarrou seu cabelo, puxando sua cabeça para trás com força. Com a outra mão, dei-lhe um tapa no rosto. O som ecoou pelo salão silencioso.

"Ah!" Juliana gritou, mais de choque do que de dor.

"Sua ladra," sibilei, minha voz baixa e cheia de veneno.

Ricardo tentou intervir, mas eu o encarei com um olhar tão feroz que ele parou no meio do caminho.

Soltei Juliana, que caiu no chão, choramingando.

Virei-me para a multidão chocada. Minha voz soou alta e clara, sem nenhum traço do desespero de antes.

"Meu nome é Sofia. A verdadeira herdeira da fortuna da família. E eu voltei para pegar o que é meu."

Encarei meus pais, cujos rostos estavam pálidos de horror.

"A festa acabou," anunciei.

Desta vez, a história seria diferente. Eu mesma a escreveria. Com o sangue dos meus inimigos.

Capítulo 2

O rosto da minha mãe, Beatriz, contorceu-se em uma máscara de fúria e pânico.

"Seguranças! Tirem essa louca daqui agora!" ela gritou, a voz estridente quebrando o silêncio atordoado do salão. "Ela não é minha filha! Minha filha é Juliana!"

Alguns convidados começaram a cochichar, lançando-me olhares de desprezo e pena.

"Coitada da Beatriz, ter que lidar com uma parente invejosa e desequilibrada."

"Eu ouvi dizer que ela passou anos isolada na fazenda. Deve ter perdido o juízo."

"Que vergonha! Invadir o casamento da prima desse jeito. Que tipo de monstro faz isso?"

As palavras deles não me atingiram. Eram apenas ruídos de fundo. Meu foco estava nos três rostos que me traíram. Minha mãe, meu pai e Juliana, que ainda estava no chão, soluçando dramaticamente.

Meu pai, Alberto, se recompôs mais rápido. Seu rosto pragmático e calculista se firmou. Ele se aproximou de mim, desta vez sem uma taça na mão, mas com a mesma intenção sinistra nos olhos.

"Sofia, já chega," ele disse em um tom baixo e ameaçador. "Você está causando uma cena. Vamos para casa e resolver isso em particular."

"Casa?" Ri, um som seco e sem alegria. "Que casa? A casa que vocês deram para ela?" Apontei para Juliana.

Alberto cerrou os punhos. Ele olhou em volta, vendo os olhares curiosos dos convidados, incluindo o pai de Ricardo, um homem cuja aliança de negócios ele cobiçava desesperadamente. Ele não podia perder o controle ali.

Ele fez um sinal discreto para um garçom. O homem se aproximou rapidamente com uma bandeja. Nela, uma única taça de vinho tinto. A mesma taça. O mesmo veneno falso.

"Beba isso," meu pai disse, sua voz um pouco mais suave, tentando parecer razoável. "Você está claramente abalada. Isso vai te ajudar a se acalmar."

Desta vez, eu não recusei.

Peguei a taça da bandeja, meus olhos fixos nos dele. Vi um lampejo de alívio em seu rosto. Ele achava que eu tinha cedido. Ele achava que tinha vencido.

Levei a taça aos lábios sob o olhar atento de todos. "Já que insistem tanto," eu disse, com um pequeno sorriso. "Um brinde. À família."

Esvaziei a taça em um único gole. O líquido era amargo, com um gosto químico que eu não tinha notado da primeira vez. Era um sonífero poderoso, exatamente como a voz em minha mente havia dito. O plano deles era me drogar e me levar para o palácio.

Meu "assassinato" pela minha mãe foi um ato de desespero quando o plano original falhou. Mas agora, eu estava colocando o plano de volta nos trilhos. O plano deles, mas com os meus termos.

Entreguei a taça vazia de volta ao garçom. Meus pais me observavam, esperando.

Eu lhes dei o que eles queriam.

Cambaleei para a frente, minhas pálpebras tremendo. Levei a mão à garganta, fingindo engasgar.

"O... o que era isso?" murmurei, minha voz fraca.

"Sofia!" minha mãe gritou, correndo para o meu lado, desempenhando perfeitamente o papel de parente preocupada. Era uma performance digna de um prêmio.

Caí de joelhos, o mundo começando a girar de verdade agora. O sonífero era rápido.

"Ela desmaiou!" meu pai anunciou para a multidão. "A pobre coitada deve estar exausta. Vamos levá-la para descansar."

Dois seguranças, que antes estavam prontos para me arrastar para fora, agora me levantavam com cuidado. Enquanto me carregavam para fora do salão, vi os rostos dos meus pais por cima do ombro deles.

Eles não pareciam preocupados. Pareciam satisfeitos.

"Livrem-se dela," ouvi minha mãe sussurrar para o meu pai, achando que eu já estava inconsciente. "Certifique-se de que os homens do palácio a levem para longe. Não quero nunca mais ver o rosto dela."

Meu pai assentiu, seu rosto sombrio. "O acordo está feito. Ela será a rainha deles, e nós teremos o poder e a influência que merecemos. Juliana garantirá nossa posição na sociedade através de Ricardo. Tudo está como deveria ser."

A escuridão me envolveu, mas desta vez, não era assustadora. Era parte do plano. Meu plano.

Fui carregada por uma porta dos fundos, para um beco escuro. Os seguranças me colocaram no banco de trás de um carro preto sem identificação. Nenhum deles falou uma palavra.

O carro partiu em silêncio. Fiquei deitada, fingindo estar completamente apagada, mas mantive meus olhos ligeiramente abertos, observando a cidade passar pela janela.

Depois de uns vinte minutos, o carro parou em uma área industrial deserta. Vi meu pai sair de seu próprio carro e se aproximar de uma figura alta e imponente que esperava nas sombras.

Mesmo à distância, reconheci o selo real no casaco do homem. Era um dos guardas de elite do Rei.

"Está feito," disse meu pai ao guarda. "Ela está no carro. Inconsciente."

O guarda não disse nada. Apenas entregou ao meu pai uma maleta de couro. Meu pai a abriu. Mesmo na penumbra, vi o brilho das barras de ouro lá dentro.

"Este é o primeiro pagamento," disse o guarda, sua voz grave e sem emoção. "O resto virá após o casamento real. Lembre-se, Alberto, a partir de agora, Sofia não existe mais. Ela é propriedade do Rei. Qualquer tentativa de contato será considerada traição."

"Entendido," meu pai respondeu, fechando a maleta. "Ela nunca foi nada além de um obstáculo. Agora, ela finalmente tem alguma utilidade."

Ele se virou e foi embora, sem nem mesmo olhar uma última vez para o carro onde sua filha estava.

O guarda entrou no banco do motorista do meu carro e partiu em outra direção. O silêncio era pesado. Eu sabia que estava sendo levada para o palácio. Para o meu novo destino.

Fechei os olhos, deixando o sonífero finalmente me levar. A vingança estava em andamento. Meus pais pensaram que tinham me vendido para garantir seu futuro. Eles não tinham ideia de que tinham acabado de me entregar a coroa e a espada que eu usaria para destruí-los.

A próxima vez que eu acordasse, não seria mais Sofia, a herdeira traída.

Eu seria a Rainha.

E meu reinado começaria com fogo e sangue.

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