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Vingança e Amor: Um Novo Destino

Vingança e Amor: Um Novo Destino

Autor:: Si Si Qing Wang
Gênero: Xuanhuan
O cheiro de álcool e perfume batia forte, me cegando com flashes e zumbidos de aplausos. Então, o estalo forte no meu rosto. Um tapa de Sofia Albuquerque, minha noiva. Ela era linda no vestido branco, mas seu olhar era puro nojo. "Meu avô te salvou, que azar o dele", ela sussurrou, as unhas vermelhas cravando no meu braço. "Distraído até no dia do nosso casamento? Inútil." Eu sorri por dentro. Eu entendi. Nos últimos dez anos, desde que o avô de Sofia me salvou de um acidente e me fez prometer cuidar dela, minha vida virou um inferno. Na vida anterior, eu aceitei me casar para pagar as dívidas dela. Foi o começo do fim. Fui atropelado, envenenado, preso injustamente. Enquanto isso, a família Albuquerque prosperava. O pai de Sofia foi promovido, a irmã dela teve o salário dobrado. Até o inútil do Ricardo Mendes, amigo de infância dela, virou empresário de sucesso. E eu? Morri inexplicavelmente na rua, meu corpo devorado por cães. A última coisa que vi foram Sofia e Ricardo, rindo sobre meu cadáver. Ele segurava meu seguro de vida. "João, ainda bem que o mestre era bom", ela disse. "Sugou toda a sorte desse desgraçado..." "Obrigado, irmão. Agora o dinheiro e a mulher são meus", Ricardo cuspiu. "Espero que você me veja do inferno, gastando seu dinheiro, dormindo com sua mulher e criando o seu 'filho'!" 'Filho'? Abri os olhos. Eu tinha voltado para o dia do casamento. Minha vingança começava ali.

Introdução

O cheiro de álcool e perfume batia forte, me cegando com flashes e zumbidos de aplausos.

Então, o estalo forte no meu rosto.

Um tapa de Sofia Albuquerque, minha noiva.

Ela era linda no vestido branco, mas seu olhar era puro nojo.

"Meu avô te salvou, que azar o dele", ela sussurrou, as unhas vermelhas cravando no meu braço.

"Distraído até no dia do nosso casamento? Inútil."

Eu sorri por dentro. Eu entendi.

Nos últimos dez anos, desde que o avô de Sofia me salvou de um acidente e me fez prometer cuidar dela, minha vida virou um inferno.

Na vida anterior, eu aceitei me casar para pagar as dívidas dela. Foi o começo do fim.

Fui atropelado, envenenado, preso injustamente.

Enquanto isso, a família Albuquerque prosperava. O pai de Sofia foi promovido, a irmã dela teve o salário dobrado.

Até o inútil do Ricardo Mendes, amigo de infância dela, virou empresário de sucesso.

E eu? Morri inexplicavelmente na rua, meu corpo devorado por cães.

A última coisa que vi foram Sofia e Ricardo, rindo sobre meu cadáver.

Ele segurava meu seguro de vida.

"João, ainda bem que o mestre era bom", ela disse. "Sugou toda a sorte desse desgraçado..."

"Obrigado, irmão. Agora o dinheiro e a mulher são meus", Ricardo cuspiu. "Espero que você me veja do inferno, gastando seu dinheiro, dormindo com sua mulher e criando o seu 'filho'!"

'Filho'?

Abri os olhos.

Eu tinha voltado para o dia do casamento.

Minha vingança começava ali.

Capítulo 1

A família da minha noiva me usou.

Eles fizeram um ritual para roubar minha sorte e eu morri de uma forma brutal.

Mas eu renasci.

Agora, eu vou me vingar.

O cheiro de álcool e perfume caro enchia o salão. As luzes dos flashes explodiam sem parar, me cegando. Um zumbido agudo perfurava meus ouvidos, misturado com o som de aplausos e conversas altas.

"Pá!"

Uma dor ardente no meu rosto esquerdo me trouxe de volta à realidade.

O tapa de Sofia Albuquerque, minha noiva, confirmou tudo. Eu havia renascido.

Ela estava linda no vestido de noiva branco, mas seu rosto era uma máscara de puro nojo.

"Meu avô te salvou, que azar o dele," ela sussurrou, a voz baixa e cheia de veneno para que só eu ouvisse. Suas unhas, pintadas de um vermelho sangue, cravaram no meu braço.

"Distraído até no dia do nosso casamento? Inútil."

Abaixei a cabeça, um sorriso frio se formando nos meus lábios, escondido de todos.

Dez anos atrás, um acidente de carro. Eu, um órfão sem ninguém no mundo, fui salvo pelo avô de Sofia. Antes de morrer no hospital, o velho me fez prometer que cuidaria de sua neta, que me casaria com a família Albuquerque como forma de gratidão.

Eu cumpri a promessa. E desde então, minha vida foi um desastre atrás do outro.

Na minha vida anterior, eu não entendia. Sofia acumulou uma dívida milionária investindo em ações. Para ajudá-la, eu aceitei me casar e me mudar para a mansão da família dela. Foi o começo do meu fim.

Uma maré de azar me engoliu. Fui atropelado por uma moto e quebrei a perna. Tive uma intoxicação alimentar grave por beber um simples copo de água da casa deles. Fui até preso injustamente, acusado de roubo por um erro que não cometi.

Enquanto isso, a família Albuquerque prosperava. O pai de Sofia, Fernando, foi promovido a diretor. A irmã mais nova dela teve o salário dobrado da noite para o dia. Até o amigo de infância inútil dela, Ricardo Mendes, virou um empresário de sucesso, fechando negócios que pareciam impossíveis.

E eu? Eu morri de uma forma inexplicável nas ruas, meu corpo abandonado e devorado por cães de rua.

A última coisa que vi foram Sofia e Ricardo, olhando para o meu cadáver. Eles não choravam. Eles riam.

Ricardo segurava um documento do seguro de vida.

"João, ainda bem que o mestre que encontramos era bom," Sofia disse, a voz cheia de alívio. "Ele sugou toda a sorte desse desgraçado..."

Ricardo a abraçou, o olhar triunfante. Ele se aproximou e cuspiu no meu corpo mutilado.

"Obrigado, irmão. Agora o dinheiro e a mulher são meus," ele disse, com um sorriso cruel. "Espero que você me veja do inferno, gastando seu dinheiro, dormindo com sua mulher e criando o seu 'filho'!"

'Filho'?

Abri os olhos.

E estava de volta ao dia do casamento.

"Minha querida esposa está certa," respondi docilmente, a voz calma. Minha mão, dentro do bolso do paletó, amassou o roteiro da cerimônia até virar uma bola de papel.

Sofia me olhou com desconfiança, mas o mestre de cerimônias a chamou. Ela se afastou, o vestido arrastando no chão.

Assim que ela saiu, Ricardo se aproximou, segurando duas taças de vinho.

"João," ele disse, com um sorriso falso. "Ouvi dizer que você não consegue satisfazer a Sofia, é verdade?"

Ele elevou a voz de propósito. Vários convidados se viraram para olhar, as conversas diminuindo.

"Quer que eu cumpra seus deveres de marido por você? Afinal... você não serve pra nada, não é?"

Algumas mulheres riram abertamente, me olhando com uma mistura de desdém e pena.

Olhei para a taça que ele me oferecia. O vinho tinha uma cor estranhamente escura. Na vida anterior, Sofia me forçava a beber "remédios para virilidade" todos os dias. Ela dizia que era para o meu bem, para a nossa futura família. Mas quanto mais eu bebia, pior minha saúde ficava. No final, eu mal conseguia segurar um garfo.

"Ricardo, sempre tão prestativo," eu disse, pegando a taça. Ergui o copo contra a luz, observando o líquido. "Essa cor... não tem algo a mais aqui dentro?"

O rosto de Ricardo mudou. A máscara de amigo caiu por um segundo, revelando pânico. Ele agiu rápido. Arrancou a taça da minha mão e, fingindo um tropeço, derramou todo o conteúdo na minha calça.

"Olhem todos!" ele gritou, apontando para a mancha escura na minha roupa. "O João nem consegue segurar uma taça de vinho! Não é à toa que na cama também não dá conta!"

As risadas explodiram pelo salão. O pai de Sofia, Fernando, me observava de longe, o rosto frio e impassível, como se assistisse a um espetáculo divertido.

Meu colega de trabalho, Pedro, se aproximou discretamente.

"João, quer que eu te apresente um curandeiro? Conheço um bom," ele sussurrou, piscando para mim. Ele era uma das poucas pessoas que se preocupava de verdade.

"Claro," respondi, limpando a calça com um guardanapo. Sorri para ele. "Me apresente vários, pra eu ter opções."

A surpresa no rosto de Ricardo foi evidente. Ele abriu a boca para dizer algo, mas o mestre de cerimônias anunciou o discurso da noiva.

Em meio aos aplausos, Ricardo teve que engolir sua raiva e esconder a expressão cruel. Ele se aproximou do meu ouvido enquanto passava por mim.

"Louco!" ele sibilou.

Sofia subiu ao palco. Ao passar por mim, seu salto alto pisou com força no meu pé. Ela nem olhou para trás.

"Hoje, eu também tenho uma boa notícia para anunciar," ela disse ao microfone, com um sorriso doce para a plateia. Seus olhos, no entanto, me fuzilavam com frieza.

"O projeto do parque comercial da Zona Leste será de responsabilidade de Ricardo Mendes."

Apertei os punhos dentro dos bolsos. Aquele era o meu projeto. Eu trabalhei nele por três meses, virei noites sem dormir. Na vida anterior, eu explodi. Discuti com ela na frente de todos, exigi uma explicação. Fui publicamente humilhado, forçado a passar por um vexame para provar minha "virilidade" e competência.

"João Lima, você tem alguma objeção?" Sofia perguntou, estreitando os olhos. Ela batucava a unha longa no microfone, um gesto de impaciência.

O salão ficou em silêncio. Todos os olhares se voltaram para mim.

"Claro que sim," minha voz soou clara e firme.

Sofia apertou os dedos no microfone. Ricardo já exibia um sorriso vitorioso, pronto para o meu surto.

"Eu acho que..." fiz uma pausa, sentindo a tensão no ar. "...Ricardo é realmente mais adequado que eu para esse projeto."

Adicionei a frase com um sorriso calmo no rosto.

O salão explodiu em murmúrios. Os convidados estavam confusos.

Sofia franziu a testa, o nojo em seu rosto se aprofundando. Ricardo ficou de boca aberta, sem entender.

"João Lima, o que você está aprontando de novo?" ela me olhou, incrédula.

Nesse momento, um garçom desajeitado esbarrou nela, derramando um pouco de vinho tinto em seu pulso.

A garçonete, uma jovem assustada, pegou um guardanapo apressadamente.

"Desculpe, Srta. Sofia, me desculpe! Vou limpar para a senhora..."

Sofia recuou como se tivesse levado um choque elétrico.

"Não precisa!" sua voz soou estranhamente aguda. Ela protegeu o pulso esquerdo com a outra mão. "Eu mesma faço."

Capítulo 2

Observei o gesto dela. Sofia estava protegendo uma pulseira vermelha, de linha, que estava amarrada em seu pulso esquerdo.

Algo me pareceu muito estranho.

Sofia sempre odiou usar qualquer tipo de adorno nos pulsos. Ela dizia que a incomodava, que a sufocava. Uma vez, eu a vi jogar no lixo uma pulseira de diamantes que valia um milhão de reais, um presente de um parceiro de negócios do pai dela. Ela simplesmente disse: "Isso me irrita."

E agora, essa pulseira barata, de linha, que parecia até meio desbotada, a deixava tão nervosa?

Três taças de vinho depois, a melhor amiga de Sofia, Marina, subiu ao palco. Ela usava um vestido justo e saltos altíssimos, balançando um documento com bordas douradas. Um sorriso zombeteiro estava em seus lábios.

"Queridos amigos e familiares, hoje é um dia de grande alegria!" ela disse, a voz alta e teatral. "Nossa querida Sofia acolheu um cão de rua e ainda fez uma festa de casamento para ele! Que comovente!"

Risadas explodiram na plateia. Alguns assobiaram. Outros brindaram, como se estivessem assistindo a uma peça de comédia.

Marina limpou a garganta, fingindo seriedade, e começou a ler o documento com voz de locutora.

"De acordo com a Cláusula Primeira do 'Acordo de Casamento': O Sr. João Lima passará a adotar o sobrenome 'Albuquerque' a partir de hoje. Os filhos do casal pertencerão à família Albuquerque e o Sr. João Lima não terá direito a nenhuma herança da família."

O acordo era exibido em uma tela gigante atrás dela, com as cláusulas mais importantes ampliadas em letras garrafais.

[O cônjuge masculino deverá arcar com todas as tarefas domésticas, incluindo, mas não se limitando a, lavar, cozinhar e servir água para a cônjuge feminina lavar os pés.]

[Não é permitido contato com pessoas do sexo oposto sem a permissão expressa da cônjuge feminina, sob pena de multa de 500 mil reais por ocorrência.]

[A cônjuge feminina tem o direito de rescindir o casamento a qualquer momento, e o cônjuge masculino deverá sair da residência da família sem direito a nenhum bem.]

Os convidados riam a valer. Alguns batiam na mesa, exagerando na comédia.

"Isso não é um empregado de luxo? Hahahaha!" gritou um primo de Sofia.

"Sofia, você está arranjando um marido ou adotando um animal de estimação?" zombou outra amiga.

Sofia estava de pé, segurando uma taça de champanhe, com um sorriso vitorioso no rosto. Seus olhos me varriam de cima a baixo, como se estivesse apreciando meu constrangimento e humilhação.

Depois que Marina terminou de ler, outras amigas de Sofia a cercaram, todas rindo e zombando.

"Sofia, você tem um coração de ouro mesmo, acolhendo um homem de um nível tão baixo."

"Pois é, na minha opinião, deveria fazê-lo assinar um contrato de escravidão vitalícia!"

Na minha vida anterior, para satisfazer a vaidade ridícula dela, eu me humilhei. Eu me curvei para essas pessoas esnobes. Quando Sofia teve febre uma vez, eu dirigi de madrugada por toda a cidade para comprar um remédio específico, e as amigas dela riram, dizendo que era "o romance pobre dos fudidos".

Agora, pensando bem, o olhar delas para mim era exatamente o de quem vê um cão de rua abanando o rabo, esperando um afago.

Antes, meu coração se partia ao ouvir essas coisas. E agora?

Eu balançava minha taça de vinho, observando-as se exibir no palco, como um bando de macacos ridículos em um circo.

"Certo," concordei prontamente quando me perguntaram se eu assinaria.

O rosto de Sofia ficou pálido por um instante. Ela esperava resistência, uma briga, um show. Minha concordância a desarmou.

Ricardo se aproximou imediatamente dela, colocando a mão na cintura de Sofia como se fosse por acaso, um gesto de posse.

"Sofia, não fique zangada, o João deve estar cansado," ele disse, me lançando um olhar de falsa preocupação. "Quer que eu te leve para a sala de descanso, João?"

Foi então que eu vi.

No pulso dele, uma pulseira vermelha. Idêntica à de Sofia.

De repente, muitas coisas fizeram sentido. Na vida anterior, toda vez que eles se encontravam às escondidas, algo ruim acontecia comigo. Eu pisava em fezes de cachorro no dia seguinte, perdia um projeto importante, ou, na pior das vezes, fui espancado por agressores desconhecidos no estacionamento da empresa e quebrei três costelas.

Eu sempre achei que era apenas uma maré de azar.

"Não precisa," dei um passo para trás, me afastando dele. Virei-me para Sofia. "Estou um pouco cansado, vou voltar para casa primeiro."

"Você fica aí!" Sofia gritou, me puxando pela gravata com força. "João Lima, você está de propósito me constrangendo hoje, não está?"

Ela rangeu os dentes, a fúria brilhando em seus olhos.

"Não se esqueça de quem te deu comida! Sem a família Albuquerque, você não é nem um cachorro!"

Ricardo fingiu tentar acalmar a situação.

"Sofia, Sofia, não faça isso, tem muita gente olhando..."

Mas ao dizer isso, ele elevou a voz de propósito.

"O João pode estar com a autoestima baixa, afinal, ele sabe que não é digno de você..."

Algumas risadas abafadas ecoaram na multidão.

"Me. Solta."

Falei palavra por palavra, em voz baixa, mas firme o suficiente para que apenas ela ouvisse. Havia um tom na minha voz que ela nunca tinha ouvido antes.

Ela hesitou por um segundo, surpresa. Então, sua raiva voltou e ela apertou ainda mais a gravata.

"Você ousa me dar ordens?"

Com um movimento rápido e preciso, soltei os dedos dela da minha gravata. Ajeitei o colarinho e me dirigi à saída, sob o olhar atônito de todos no salão.

Por trás, ouvi o grito histérico de Sofia.

"João Lima! Vá embora! Se tiver coragem, nunca mais volte para a minha casa!"

Não olhei para trás.

Segui direto para o estacionamento.

Ao passar pela mesa onde Sofia estava sentada antes, peguei a pequena garrafa do "vinho revigorante" que ela havia preparado especialmente para mim. Eu sabia que ela o deixaria ali.

Guardei no bolso do paletó e saí para a noite fria. A vingança estava apenas começando.

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