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Vingança da Alma Ferida

Vingança da Alma Ferida

Autor:: Hu Min Xue
Gênero: Romance
Minha vida virou de cabeça para baixo com a morte de Laura, a esposa do meu irmão gêmeo, Pedro. No velório, minha sogra, Dona Ana, fez uma exigência absurda à minha esposa Sofia: que ela gerasse um filho para Pedro, já que Laura não podia ter herdeiros. Meu pai e a família apoiaram a ideia doentia. Eu me recusei, firme, agarrando a mão de Sofia para tirá-la daquele círculo de insanidade. Ela me jurou amor, disse que nunca faria algo assim. Mas, horas depois, eu a encontrei nos braços de Pedro, no jardim, sussurrando: "Foi o único jeito de Lucas não desconfiar". A traição esmagou meu mundo. Vivi dias de agonia, testemunhando a farsa de Sofia, que fingia ser minha dedicada esposa enquanto se encontrava secretamente com Pedro. A família me acusava de egoísmo por não "apoiar" meu irmão. A humilhação atingiu o auge quando ela anunciou a gravidez. Grávida do meu irmão, e eu sabia. Mas a farsa não parou: Pedro passou a morar em casa sob o pretexto de "cuidar da Sofia", e eu, o traído, era o vilão. O desespero me consumiu. Eu não entendia por que eles me torturavam assim, por que ninguém via a verdade. Mas eu não ia mais aguentar. Decidi que me livraria de tudo.

Introdução

Minha vida virou de cabeça para baixo com a morte de Laura, a esposa do meu irmão gêmeo, Pedro.

No velório, minha sogra, Dona Ana, fez uma exigência absurda à minha esposa Sofia: que ela gerasse um filho para Pedro, já que Laura não podia ter herdeiros. Meu pai e a família apoiaram a ideia doentia.

Eu me recusei, firme, agarrando a mão de Sofia para tirá-la daquele círculo de insanidade. Ela me jurou amor, disse que nunca faria algo assim. Mas, horas depois, eu a encontrei nos braços de Pedro, no jardim, sussurrando: "Foi o único jeito de Lucas não desconfiar".

A traição esmagou meu mundo. Vivi dias de agonia, testemunhando a farsa de Sofia, que fingia ser minha dedicada esposa enquanto se encontrava secretamente com Pedro. A família me acusava de egoísmo por não "apoiar" meu irmão.

A humilhação atingiu o auge quando ela anunciou a gravidez. Grávida do meu irmão, e eu sabia. Mas a farsa não parou: Pedro passou a morar em casa sob o pretexto de "cuidar da Sofia", e eu, o traído, era o vilão.

O desespero me consumiu. Eu não entendia por que eles me torturavam assim, por que ninguém via a verdade. Mas eu não ia mais aguentar. Decidi que me livraria de tudo.

Capítulo 1

A morte de Laura, esposa do meu irmão Pedro, foi um choque. Elas eram gêmeas, Sofia e Laura. Eu me casei com Sofia, e Pedro com Laura, em uma cerimônia dupla que foi o assunto da cidade. Agora, o luto pairava sobre todos nós, denso e sufocante.

No velório, Dona Ana, minha sogra, agarrou meu braço. Seus olhos, vermelhos e inchados, me encararam com uma intensidade que me assustou.

"Lucas", ela sussurrou, a voz rouca pela dor. "Pedro está destruído. Ele precisa de um herdeiro. Laura não pôde dar isso a ele."

Eu não entendi onde ela queria chegar. Apenas concordei com a cabeça, tentando oferecer algum conforto.

Mas então ela olhou para Sofia, minha esposa, que estava ao meu lado, e a proposta veio, fria e absurda.

"Sofia", disse Dona Ana, "você precisa gerar um filho para o seu cunhado. Para Pedro."

O ar ao nosso redor congelou. Sofia arregalou os olhos, incrédula. Eu senti uma onda de repulsa.

"Mãe, que loucura é essa?", Sofia disse, a voz trêmula.

"Não é loucura! É uma solução! Vocês são família!", ela insistiu.

Meu pai, João Silva, que sempre preferiu Pedro, se aproximou. Ele colocou a mão no ombro do meu irmão, que chorava silenciosamente.

"Lucas, sua sogra tem razão. Pense no seu irmão", disse meu pai, com aquele tom de ordem que ele sempre usava comigo.

Eu não conseguia acreditar. Eles estavam pedindo que minha esposa servisse de barriga de aluguel para o meu irmão. Era doentio.

"De jeito nenhum", eu disse, firme. "Isso não vai acontecer."

Peguei a mão de Sofia e a puxei para longe daquele círculo de insanidade.

Mais tarde, em casa, a pressão continuou por telefone. Minha família, a família dela. Todos agindo como se o pedido fosse a coisa mais natural do mundo.

Eu olhei para Sofia. Lembrei de como nos conhecemos, de como ela era a única pessoa que parecia me ver, o Lucas, e não apenas o irmão mais novo e menos importante de Pedro. Ela me apoiou quando abri meu pequeno estúdio de design, enquanto Pedro recebia um cargo de diretoria na empresa do meu pai. Sofia era meu porto seguro.

"Eles são loucos, Lucas", ela disse, me abraçando forte. "Eu nunca faria isso. Eu sou sua esposa. Eu te amo."

Naquela noite, durante uma reunião de família para discutir os detalhes do funeral, a discussão ressurgiu.

Dona Ana, com o rosto banhado em lágrimas, implorou a Sofia. Meu pai argumentou sobre o "bem da família". Pedro permaneceu em silêncio, o retrato do sofrimento, um mártir.

E então, Sofia se levantou.

"Já chega!", ela disse, a voz ecoando na sala silenciosa. "Eu amo o Lucas. Sou a esposa dele. A dor de vocês não lhes dá o direito de destruir nosso casamento com essa proposta nojenta. A resposta é não. E é final."

Um alívio imenso me inundou. Eu olhei para ela com gratidão e amor. Ela me defendeu. Ela nos defendeu.

Mas a noite ainda não tinha acabado.

Horas depois, acordei e não a vi na cama. Achei que ela poderia estar na cozinha, bebendo um copo d'água. Desci as escadas em silêncio. A casa estava escura.

Fui até o jardim dos fundos, um lugar que ela gostava de ir para pensar. E foi lá que eu os vi.

Escondidos pela sombra de uma grande mangueira, estavam Sofia e Pedro.

Ele a segurava pela cintura, o rosto enterrado em seu pescoço. A mão dela acariciava os cabelos dele. Não era um abraço de consolo entre cunhados. Era íntimo. Secreto.

"Calma, meu amor", eu a ouvi sussurrar, a voz cheia de uma ternura que me revirou o estômago. "Eu tive que dizer não na frente de todos. Era a única maneira de Lucas não desconfiar de nada. Mas nós vamos dar um jeito. Eu prometo."

Pedro levantou o rosto e a beijou. Um beijo longo, desesperado.

Eu fiquei paralisado. O ar não entrava nos meus pulmões. O chão parecia ter desaparecido sob meus pés.

A mulher que me jurou amor, que me defendeu com tanta veemência, era uma mentirosa.

Meu porto seguro era uma farsa. E a traição não era apenas dela. Era do meu próprio irmão.

Naquele momento, meu mundo, construído sobre a base frágil de confiança e amor, desabou completamente.

Capítulo 2

Não dormi naquela noite. Fiquei sentado na poltrona do nosso quarto, olhando para a cama vazia, e depois para a porta, esperando ela voltar. Quando finalmente entrou, na ponta dos pés, fingiu surpresa ao me ver acordado.

"Lucas? Perdeu o sono, amor?", ela perguntou, a voz suave e preocupada.

Apenas a encarei. O cheiro do perfume de Pedro estava nela. Um perfume caro que meu pai lhe deu de aniversário. Eu me senti um idiota. Um palhaço.

Passei o dia seguinte em um nevoeiro de dor e raiva. Cada palavra dela, cada toque, era como veneno. Ela continuava a desempenhar o papel da esposa dedicada, me trazendo café, perguntando como eu estava, enquanto eu só conseguia ver a imagem dela nos braços do meu irmão.

A pressão da família não parou. Minha mãe me ligou.

"Filho, seja compreensivo. Pedro está sofrendo tanto."

"E eu?", eu quis gritar. "E a minha dor? Ninguém se importa?"

Mas eu não disse nada. Apenas desliguei.

Sofia, percebendo meu silêncio, tentou se aproximar.

"Eu sei que está sendo difícil para você, Lucas. Mas nós vamos superar isso juntos. Eu e você."

Ela segurou meu rosto entre as mãos, os olhos cheios de uma falsa sinceridade. Senti vontade de vomitar.

Nos dias que se seguiram, a farsa continuou. Em público, Sofia era a esposa que defendia ferozmente seu casamento. Em particular, eu sabia que ela encontrava maneiras de se encontrar com Pedro. Uma vez, ela disse que ia ao shopping com uma amiga. Usei o rastreador do carro e a vi parada em frente a um motel de beira de estrada por duas horas. O mesmo motel onde Pedro disse que ia "esclarecer a cabeça".

Eu comecei a definhar. Não comia direito. Mal dormia. As olheiras escuras sob meus olhos eram um testemunho constante da minha agonia. No trabalho, eu não conseguia me concentrar. Perdi um cliente importante.

Pedro, por outro lado, parecia florescer em meio ao seu "luto". Ele tinha um brilho nos olhos, um ar de satisfação. A dor da perda de sua esposa parecia ter sido substituída pela emoção do romance proibido.

Um dia, meu pai me chamou ao seu escritório.

"Lucas, olhe para você. Está um trapo. Tudo isso por egoísmo. Seu irmão precisa de apoio, e você só pensa em si mesmo. Sofia é uma mulher muito mais sensata que você."

A raiva me sufocou. Eu queria gritar a verdade na cara dele. Queria expor o filho perfeito e a nora maravilhosa. Mas a humilhação me paralisou. A verdade era tão suja, tão vergonhosa, que eu não conseguia pronunciá-la.

Eu estava preso.

Decidi que precisava sair. Sair daquela casa, daquela cidade, daquela família. Comecei a procurar empregos no exterior, qualquer coisa que me levasse para longe daquela toxicidade. Encontrei uma vaga em uma empresa de design em Portugal. Era perfeito.

Eu estava finalizando os preparativos para o divórcio, juntando provas, planejando minha fuga silenciosa, quando Sofia chegou em casa uma noite, com um sorriso radiante no rosto.

Ela segurava um pequeno teste de farmácia branco.

"Lucas...", ela disse, com lágrimas nos olhos. Lágrimas de alegria, eu supus. "Nós vamos ter um bebê. Eu estou grávida."

Meu coração parou. Grávida. Olhei para a barriga dela, e o único pensamento que tive foi: o filho é de Pedro. Ela estava me aprisionando ainda mais naquela mentira.

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