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Vingança da Mãe Quebrada

Vingança da Mãe Quebrada

Autor:: Wu Shi Xian
Gênero: Moderno
O cheiro de desinfetante e tinta fresca grudava no meu nariz enquanto deixava meu pequeno Lucas na creche, seus olhos brilhando de animação. Menos de uma hora depois, meu celular tocou. "Senhora Sofia? Houve um incidente com seu filho, Lucas." Dirigi como uma louca. Chegando lá, a cena era um pesadelo: fitas amarelas da polícia, sussurros abafados e uma poça de sangue escuro onde meu filho brincava feliz. Meu ar sumiu. "Onde está o meu filho? ONDE ESTÁ O LUCAS?" A gerente, fria, me direciona a um delegado que me mostra um vídeo. Na tela, uma mulher com as minhas roupas, o meu rosto, sorria cruelmente enquanto arrastava Lucas. Era eu. "O que é isso? Isso não sou eu!" eu gritei. Mas minha voz era abafada pelas acusações. "O vídeo é claro. A senhora é a única suspeita." Meu mundo desabou quando a confissão de Marcos, meu ex-marido, selou meu destino. "Sua monstra! O que você fez com o nosso filho?" Eles me algemaram. O Delegado Mendes desenterrou minha depressão pós-parto, insinuando que eu havia tido um surto psicótico. A hipnose do Dr. Almeida me fez "ver" o assassinato, as minhas mãos tirando um objeto metálico da bolsa e o golpeando repetidamente. Eu confessei, acreditando no horror que minha mente me mostrava. Minha vida estava arruinada. Mas um brilho gélido nos olhos de Patrícia, a nova mulher do meu ex-marido, no momento em que eu era levada, perfurou a névoa da minha autoacusação. Era a mesma expressão do vídeo, o mesmo olhar. "FOI VOCÊ!" Eu berrei, uma fúria renascida me impulsionando. "SUA VADIA! FOI VOCÊ!" Agora, presa novamente, acuso Patrícia de me incriminar com um "deepfake" e de usar o psicólogo para implantar falsas memórias. E não é só por ódio; é por dinheiro. É pelo fundo de investimento do Lucas. E ela não agiu sozinha. "Ela tem um filho secreto com o gerente da creche, Delegado! Pergunte a ele sobre o filho!" Minha vida está em jogo. Minha inocência está em jogo. A verdade sobre a morte do meu filho está em jogo. Eu vou expor a teia de mentiras e vingar meu anjo, ou perecerei tentando.

Introdução

O cheiro de desinfetante e tinta fresca grudava no meu nariz enquanto deixava meu pequeno Lucas na creche, seus olhos brilhando de animação.

Menos de uma hora depois, meu celular tocou.

"Senhora Sofia? Houve um incidente com seu filho, Lucas."

Dirigi como uma louca. Chegando lá, a cena era um pesadelo: fitas amarelas da polícia, sussurros abafados e uma poça de sangue escuro onde meu filho brincava feliz.

Meu ar sumiu. "Onde está o meu filho? ONDE ESTÁ O LUCAS?"

A gerente, fria, me direciona a um delegado que me mostra um vídeo. Na tela, uma mulher com as minhas roupas, o meu rosto, sorria cruelmente enquanto arrastava Lucas. Era eu.

"O que é isso? Isso não sou eu!" eu gritei. Mas minha voz era abafada pelas acusações.

"O vídeo é claro. A senhora é a única suspeita."

Meu mundo desabou quando a confissão de Marcos, meu ex-marido, selou meu destino. "Sua monstra! O que você fez com o nosso filho?"

Eles me algemaram. O Delegado Mendes desenterrou minha depressão pós-parto, insinuando que eu havia tido um surto psicótico. A hipnose do Dr. Almeida me fez "ver" o assassinato, as minhas mãos tirando um objeto metálico da bolsa e o golpeando repetidamente.

Eu confessei, acreditando no horror que minha mente me mostrava. Minha vida estava arruinada.

Mas um brilho gélido nos olhos de Patrícia, a nova mulher do meu ex-marido, no momento em que eu era levada, perfurou a névoa da minha autoacusação. Era a mesma expressão do vídeo, o mesmo olhar.

"FOI VOCÊ!" Eu berrei, uma fúria renascida me impulsionando. "SUA VADIA! FOI VOCÊ!"

Agora, presa novamente, acuso Patrícia de me incriminar com um "deepfake" e de usar o psicólogo para implantar falsas memórias. E não é só por ódio; é por dinheiro. É pelo fundo de investimento do Lucas. E ela não agiu sozinha.

"Ela tem um filho secreto com o gerente da creche, Delegado! Pergunte a ele sobre o filho!"

Minha vida está em jogo. Minha inocência está em jogo. A verdade sobre a morte do meu filho está em jogo. Eu vou expor a teia de mentiras e vingar meu anjo, ou perecerei tentando.

Capítulo 1

O cheiro de desinfetante e tinta fresca do novo centro de recreação infantil grudava no meu nariz, um cheiro que deveria significar limpeza e segurança. Deixei meu pequeno Lucas, de cinco anos, no portão colorido, seus olhos brilhando de animação. Ele acenou para mim, um sorriso puro no rosto, antes de correr para dentro, para o mundo de brinquedos e risadas que Patrícia, a nova mulher do meu ex-marido, havia construído. Marcos insistiu que era o melhor lugar da cidade, um presente para compensar Lucas pela nossa separação. Eu hesitei, mas cedi. Pelo meu filho, eu cederia qualquer coisa.

"Tchau, meu amor. A mamãe volta logo."

Essas foram minhas últimas palavras para ele.

Menos de uma hora depois, meu celular tocou. Era um número desconhecido. Atendi, esperando ser do centro de recreação para dizer que Lucas tinha se adaptado bem.

"Senhora Sofia?" A voz era fria, oficial. "Precisamos que a senhora venha ao centro de recreação 'Mundo Mágico' imediatamente. Houve um incidente com seu filho, Lucas."

Um incidente. A palavra era vaga, clínica, mas meu coração congelou. "O que aconteceu? Ele está bem?"

Houve uma pausa do outro lado da linha, uma pausa que se estendeu por uma eternidade. "Apenas venha, senhora. É urgente."

Dirigi como uma louca, a cidade passando como um borrão. Estacionei de qualquer jeito, o carro subindo na calçada, e corri para dentro. A cena que me esperava não era de um incidente. Era um pesadelo. Fitas amarelas da polícia isolavam a área de brinquedos, a mesma para onde Lucas tinha corrido tão feliz. Havia policiais por toda parte, rostos sérios, sussurros abafados. E no chão, perto do escorregador em forma de girafa, uma poça de sangue escuro e pegajoso manchava o tapete emborrachado.

Meu ar sumiu. Um grito ficou preso na minha garganta. "Onde está o meu filho? ONDE ESTÁ O LUCAS?"

Uma gerente de aparência severa, o crachá com seu nome balançando no pescoço, me interceptou. Seus olhos não demonstravam pena, apenas uma frieza calculada. "Senhora, por favor, mantenha a calma."

"Calma? Olhe para aquilo! O que aconteceu com o meu filho?"

Ela não respondeu diretamente. Em vez disso, fez um sinal para um policial que segurava um tablet. "Delegado, esta é a mãe."

O delegado, um homem de meia-idade com olhos cansados, virou o tablet para mim. "Senhora, precisamos que veja isto."

Na tela, uma gravação de câmera de segurança começou a tocar. Mostrava a área de brinquedos. Mostrava Lucas, brincando perto do escorregador. E então, mostrava uma mulher se aproximando dele. A mulher usava as mesmas roupas que eu estava vestindo. Tinha o meu cabelo, o meu rosto. Era eu.

Assisti, horrorizada, enquanto a figura na tela, a minha figura, agarrava Lucas com uma violência que me fez querer vomitar. Assisti enquanto "eu" o arrastava para um canto fora do alcance principal da câmera. A gravação era granulada, mas a brutalidade era inconfundível. O vídeo terminou.

"O que é isso?", sussurrei, o corpo tremendo. "Isso não sou eu. Onde vocês conseguiram isso?"

"É do nosso sistema de segurança", disse a gerente, a voz cortante. "A senhora voltou. E a senhora..." Ela parou, como se a palavra fosse muito horrível para ser dita.

"Não!", eu gritei. "Eu estava em casa! Eu nunca voltei! Isso é uma mentira! É uma montagem!"

O delegado me olhou com uma mistura de pena e repulsa. "Senhora, o vídeo é claro. A senhora é a única suspeita no ataque brutal ao seu filho."

"Ataque? Onde ele está? Ele está no hospital?"

Um silêncio pesado caiu sobre a sala. O olhar do delegado me disse tudo o que eu precisava saber, a verdade que minha mente se recusava a aceitar. Lucas não estava no hospital. Lucas não estava em lugar nenhum.

"Não... não, não, não..."

Minhas pernas cederam. Dois policiais me seguraram antes que eu atingisse o chão. Eles me levantaram, suas mãos firmes nos meus braços, me tratando não como uma mãe em luto, mas como uma criminosa perigosa.

"A senhora está detida."

Enquanto eles me arrastavam para fora, passando pela fita amarela e pelo horror, vi Marcos chegando. Meu ex-marido. Seus olhos estavam arregalados de pânico, mas quando ele viu os policiais me segurando, sua expressão mudou. A gerente correu até ele, mostrou-lhe o tablet. Vi o rosto de Marcos se contorcer em uma máscara de incredulidade, depois de dor, e finalmente, de puro ódio. Seus olhos encontraram os meus.

"Sua monstra!", ele gritou, a voz rasgada pela dor e pela acusação. "O que você fez com o nosso filho? O QUE VOCÊ FEZ?"

O mundo girou e ficou preto. A última coisa que ouvi foi o som das câmeras dos repórteres que já se aglomeravam do lado de fora, transformando minha tragédia pessoal em um espetáculo público.

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Capítulo 2

A sala de interrogatório era pequena, fria e cheirava a café velho e desespero. Eu estava sentada em uma cadeira de metal, as mãos algemadas na mesa. Na minha frente, o Delegado Mendes me observava com aqueles olhos cansados, como se já tivesse visto todos os tipos de maldade humana e eu fosse apenas mais um exemplar previsível.

"Vamos começar de novo, Sofia", disse ele, a voz calma, mas firme. "Onde você estava depois que deixou seu filho no centro de recreação?"

"Eu já disse. Eu fui para casa. Eu estava em casa o tempo todo", minha voz saiu rouca, fraca.

Ele suspirou e tocou a tela do tablet que estava sobre a mesa. A imagem congelou em um close-up do rosto da mulher no vídeo. O meu rosto. Mas havia algo terrivelmente errado. A mulher sorria. Não era um sorriso de alegria, mas um esgar frio, cruel, quase triunfante, enquanto ela arrastava a pequena figura de Lucas.

"Explique essa expressão, Sofia. Uma mãe que está apenas disciplinando o filho não sorri assim. Isso é o rosto de alguém que sente prazer no que está fazendo."

Meu estômago se revirou. "Isso não sou eu! Eu não sei o que é isso, mas não sou eu! É uma farsa!"

"Nossa equipe técnica confirmou a autenticidade do vídeo. Sem sinais de manipulação digital. É tecnologia de ponta, Sofia. Impossível de falsificar com essa qualidade."

"Então sua tecnologia está errada!", eu gritei, me inclinando para frente, as algemas cortando meus pulsos. "Eu tenho um álibi! Eu cheguei em casa, fiz um café, liguei a TV. Eu estava em casa!"

O delegado pegou uma folha de papel. "Nós puxamos os registros do seu celular. Às 10h17, o horário em que o vídeo foi gravado, seu celular se conectou a uma torre que cobre exatamente a área do centro de recreação. Você não estava em casa, Sofia. Você estava lá."

O ar saiu dos meus pulmões. Como? Como isso era possível? Eu me lembrava de estar na minha cozinha. Eu me lembrava do gosto do café. Era uma memória real. Tinha que ser.

A porta da sala se abriu e a gerente do centro de recreação entrou, acompanhada por um policial. Ela se sentou na cadeira ao lado do delegado, evitando meu olhar.

"Senhora, pode nos contar novamente o que viu?", pediu o delegado.

A mulher respirou fundo, como uma atriz se preparando para o palco. "Sofia chegou de manhã para deixar o menino. Ela já parecia... estranha. Agitada. Olhando para os lados. Ela carregava uma bolsa grande, muito maior do que o normal para alguém que só está deixando uma criança."

"É mentira!", eu a interrompi. "Eu estava com minha bolsa de sempre!"

"Ela parecia obcecada com as câmeras de segurança", continuou a gerente, ignorando-me. "Perguntou onde elas ficavam, se funcionavam o tempo todo. Eu achei estranho, mas não pensei muito na hora."

Era uma teia de mentiras, cada palavra uma nova malha me prendendo.

"E quando ela voltou?", perguntou Mendes.

"Ela foi direto para a área de brinquedos. Eu não a vi entrar, ela deve ter usado uma entrada lateral. A próxima coisa que soubemos foi quando uma das crianças começou a gritar. Fomos ver e... e o menino tinha sumido. Havia apenas... sangue." A gerente cobriu o rosto com as mãos, um soluço falso escapando de seus lábios.

Eu me virei para ela, a raiva me dando uma força que eu não sabia que tinha. "Olhe para mim", eu disse, a voz baixa e perigosa. "Olhe nos meus olhos e diga a verdade. Você sabe que eu não fiz isso. Por que está mentindo?"

Ela finalmente levantou o rosto. Seus olhos estavam frios, impenetráveis. "Eu vi o que eu vi. E eu vi como você olhava para o seu filho. Sempre com uma impaciência, uma raiva contida. Como se ele fosse um fardo."

Uma dor aguda atravessou meu peito, mais forte que qualquer golpe físico. Ela estava pegando o amor mais puro da minha vida e o torcendo em algo feio e monstruoso.

"Você é um monstro", sussurrei, as lágrimas finalmente escorrendo pelo meu rosto.

O Delegado Mendes se levantou. Para ele, a história estava completa. A mãe instável, o álibi desmentido, o vídeo incriminador, a testemunha ocular. O caso estava encerrado.

"Chega por hoje", disse ele. "Levem-na de volta para a cela."

Enquanto os policiais me puxavam da cadeira, eu continuei olhando para a gerente, que agora sorria discretamente para a mesa. Um sorriso quase idêntico ao do vídeo. E eu soube, com uma certeza aterrorizante, que eu era uma peça em um jogo que eu nem sequer entendia.

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