Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Vingança de Sofia: O Escritório Devolvido
Vingança de Sofia: O Escritório Devolvido

Vingança de Sofia: O Escritório Devolvido

Autor:: Meng Meng Da Xiao Xue Qiu
Gênero: Romance
Minha vida parecia perfeita, um império construído com o homem que eu amava. Eu, Sofia, designer de interiores de sucesso e vice-presidente da nossa empresa, estava no auge da minha licença-maternidade, cuidando do nosso filho, Lucas. Até que, um dia, uma foto no Instagram congelou o meu sangue. Era a estagiária, Bruna, sentada na MINHA cadeira de couro italiano, no que costumava ser o MEU escritório, com a legenda: "Meu novo escritório! Um sonho realizado. Obrigada, Pedro, por acreditar em mim!". Pedro. Meu marido. A raiva me subiu à garganta. Cheguei à empresa e me deparei com meu escritório descaracterizado, transformado em algo barato e impessoal. Bruna sorria presunçosamente. Enfrentei Pedro, a irritação dele clara, o desprezo chocante: "Seu escritório estava sendo pouco usado ultimamente, desde que o Lucas nasceu. Não seja dramática, Sofia." Eu o encarei, a traição evidente, a humilhação profunda. "Eu quero o meu escritório de volta, Pedro. Agora." Ele riu. "E o que você vai fazer? Me processar?" Naquele instante, a raiva deu lugar a uma clareza fria. Peguei meu celular. Um e-mail para o CEO da Lira Corp, meu velho amigo de família, o contrato multibilionário que ele tanto queria, agora em "espera indefinidamente" por "divergências éticas significativas". O telefone dele tocou 55 minutos depois, e a voz de Pedro era um grito de pânico e fúria. "Você é louca! Você sabotou o maior contrato da história da empresa por causa de uma porra de um escritório?!" "Não era por causa do escritório, Pedro. Era por causa do respeito." A guerra tinha acabado de começar.

Introdução

Minha vida parecia perfeita, um império construído com o homem que eu amava.

Eu, Sofia, designer de interiores de sucesso e vice-presidente da nossa empresa, estava no auge da minha licença-maternidade, cuidando do nosso filho, Lucas.

Até que, um dia, uma foto no Instagram congelou o meu sangue.

Era a estagiária, Bruna, sentada na MINHA cadeira de couro italiano, no que costumava ser o MEU escritório, com a legenda: "Meu novo escritório! Um sonho realizado. Obrigada, Pedro, por acreditar em mim!".

Pedro. Meu marido. A raiva me subiu à garganta.

Cheguei à empresa e me deparei com meu escritório descaracterizado, transformado em algo barato e impessoal.

Bruna sorria presunçosamente.

Enfrentei Pedro, a irritação dele clara, o desprezo chocante: "Seu escritório estava sendo pouco usado ultimamente, desde que o Lucas nasceu. Não seja dramática, Sofia."

Eu o encarei, a traição evidente, a humilhação profunda.

"Eu quero o meu escritório de volta, Pedro. Agora."

Ele riu. "E o que você vai fazer? Me processar?"

Naquele instante, a raiva deu lugar a uma clareza fria. Peguei meu celular.

Um e-mail para o CEO da Lira Corp, meu velho amigo de família, o contrato multibilionário que ele tanto queria, agora em "espera indefinidamente" por "divergências éticas significativas".

O telefone dele tocou 55 minutos depois, e a voz de Pedro era um grito de pânico e fúria.

"Você é louca! Você sabotou o maior contrato da história da empresa por causa de uma porra de um escritório?!"

"Não era por causa do escritório, Pedro. Era por causa do respeito."

A guerra tinha acabado de começar.

Capítulo 1

Eu vi a foto no Instagram, uma imagem que parou meu mundo por um instante.

Era o meu escritório.

Ou melhor, o que costumava ser o meu escritório de design de interiores, um espaço que eu mesma projetei, cada detalhe pensado para inspirar criatividade.

Na foto, uma jovem estagiária chamada Bruna sorria para a câmera, sentada na minha cadeira de couro italiano.

A legenda dizia: "Meu novo escritório! Um sonho realizado. Obrigada, Pedro, por acreditar em mim!".

Pedro. Meu marido.

A raiva subiu pela minha garganta, quente e amarga, eu senti meu estômago revirar.

Larguei o celular no sofá da sala, peguei as chaves do carro e dirigi até a empresa dele, a nossa empresa, onde eu era vice-presidente.

Não me anunciei na recepção, subi direto para o andar da presidência.

A porta do meu antigo escritório estava aberta, e a cena era ainda pior ao vivo.

Minhas pranchetas, meus livros de arte, minhas amostras de tecido, tudo tinha sumido.

No lugar, havia uma decoração barata, com flores de plástico e quadros com frases motivacionais genéricas.

Bruna estava lá, retocando o batom usando um pequeno espelho.

Ela me viu e sorriu, um sorriso presunçoso.

"Sofia, que surpresa!"

Eu a ignorei.

Passei direto por ela e entrei no escritório de Pedro sem bater.

Ele estava ao telefone, mas levantou os olhos, surpreso ao me ver.

Ele gesticulou para que eu esperasse.

Eu não esperei.

Fui até a mesa dele, peguei o telefone de sua mão e encerrei a chamada.

"O que diabos você está fazendo, Sofia?" ele perguntou, a irritação clara em sua voz.

"O que Bruna está fazendo no meu escritório?" minha voz saiu fria, controlada.

Pedro suspirou, recostando-se na cadeira como se eu fosse um incômodo.

"Ah, isso. Eu precisava de um espaço para ela, e o seu escritório estava sendo pouco usado ultimamente, desde que o Lucas nasceu."

Ele disse isso com uma naturalidade que me chocou.

"Pouco usado? Pedro, eu estava trabalhando de casa durante a licença-maternidade, não me aposentei. Aquele espaço é meu. Eu o projetei. É a sede do meu negócio de design."

"Não seja dramática, Sofia. É só um escritório, podemos arranjar outro para você. Bruna é uma jovem promissora, precisa de um lugar para começar."

"Um lugar para começar? No meu escritório? Com o seu apoio público no Instagram?"

"Foi só um post, um incentivo. Você está exagerando."

Eu o encarei, vendo pela primeira vez a profundidade do seu descaso.

Ele não via o problema, não via a humilhação, não via a traição.

"Eu quero o meu escritório de volta, Pedro. Agora."

"Não posso simplesmente expulsá-la, Sofia. Isso seria cruel."

"Você tem uma hora," eu disse, virando-me para sair. "Uma hora para tirar cada coisa dela de lá e colocar tudo meu de volta no lugar. Se em uma hora isso não estiver feito, você vai se arrepender."

Ele riu, um riso de escárnio.

"E o que você vai fazer? Me processar?"

Eu não respondi, apenas saí do seu escritório e voltei para o meu carro.

Sentei-me no banco do motorista e peguei meu celular.

Abri meus e-mails e encontrei o último que Pedro me encaminhou na noite anterior.

Era sobre o contrato da Lira Corp, um projeto de expansão multibilionário que ele vinha perseguindo há meses.

Eu era a principal arquiteta do relacionamento com o CEO da Lira, um velho amigo da minha família.

Pedro precisava da minha influência para fechar o negócio.

Eu escrevi um novo e-mail, curto e direto, para o CEO da Lira.

"Assunto: Reavaliação da Parceria. Prezado Sr. Martins, devido a uma reestruturação interna e divergências éticas significativas, sugiro que coloquemos nossa proposta de parceria em espera indefinidamente. Lamento qualquer inconveniente. Atenciosamente, Sofia."

Enviei.

Então, esperei.

Cinquenta e cinco minutos depois, meu celular tocou, era Pedro.

Sua voz era um grito distorcido de pânico e fúria.

"O QUE VOCÊ FEZ, SOFIA? O QUE VOCÊ FEZ?"

"Eu te dei um aviso, Pedro."

"A Lira Corp acabou de cancelar tudo! Eles disseram que não fazem negócios com empresas que têm 'divergências éticas'. Que porra você disse a eles?"

"Eu disse a verdade, que não posso mais endossar a forma como você conduz os negócios."

Houve um silêncio chocado do outro lado da linha.

Depois, um som de algo quebrando.

"Você é louca! Você sabotou o maior contrato da história da empresa por causa de uma porra de um escritório?"

"Não era por causa do escritório, Pedro. Era por causa do respeito, algo que você claramente esqueceu o que significa. Você ainda tem três minutos."

Desliguei.

Dois minutos depois, recebi uma mensagem de texto dele.

"Está feito. O escritório está sendo esvaziado."

Fui para casa.

Naquela noite, quando Pedro chegou, ele não disse uma palavra.

Ele me evitou, o rosto uma máscara de raiva contida.

Eu sabia que ele havia cedido, mas a guerra estava longe de terminar.

Como um lembrete final do meu poder, esperei ele adormecer.

Fui até a sala de estar, onde ele mantinha sua preciosa coleção de arte.

Peguei uma escultura de bronze que ele comprou em um leilão por uma fortuna, uma peça que ele amava mais do que a maioria das pessoas.

Levei-a para a varanda.

E a deixei cair.

O som do metal batendo no concreto, dez andares abaixo, foi satisfatório.

No dia seguinte, a escultura amassada e quebrada estava na mesa de centro quando ele desceu para o café.

Ele olhou para ela, depois para mim.

Seu rosto estava pálido.

Ele não disse nada.

Apenas pegou sua pasta e saiu para o trabalho.

O silêncio dele era uma aceitação, um reconhecimento de que ele havia me subestimado, e agora, a rachadura entre nós era um abismo.

Capítulo 2

Nosso casamento não começou com amor, começou com um contrato.

Uma aliança comercial entre duas famílias poderosas.

O pai dele era um magnata da construção, meu pai, um gênio do mercado financeiro.

Juntos, nossos impérios se complementavam perfeitamente.

Pedro e eu éramos os herdeiros, e nosso casamento era a fusão definitiva.

Lembro-me do nosso primeiro encontro, arranjado pelos nossos pais em um restaurante caro.

Falamos de negócios, de estratégias de mercado, de aquisições.

Havia um respeito mútuo, uma admiração pela inteligência e ambição um do outro.

Ele era charmoso e eu, calculista.

Formávamos uma boa equipe.

"Vamos fazer isso funcionar", ele me disse naquela noite, erguendo sua taça de vinho. "Seremos imbatíveis, Sofia."

E por um tempo, fomos.

Construímos a empresa juntos, ele como CEO, eu como vice-presidente e a mente criativa por trás dos designs mais inovadores.

Nossas reuniões de diretoria eram como um balé perfeitamente coreografado, nossas mentes trabalhando em sincronia.

O respeito profissional lentamente se transformou em algo mais.

As longas noites no escritório se tornaram jantares íntimos, as discussões de negócios se misturaram com confissões pessoais.

Descobri seu senso de humor seco, ele descobriu minha paixão secreta por filmes antigos.

O afeto cresceu de forma orgânica, uma planta surpreendente brotando no solo pragmático do nosso acordo.

Começamos a nos amar, ou pelo menos, uma versão de amor que se encaixava em nossas vidas ocupadas.

Era um amor tranquilo, baseado na parceria e na admiração.

Quando descobri que estava grávida de Lucas, foi uma surpresa.

Não havíamos planejado, mas a notícia cimentou nossa relação.

Pedro ficou eufórico, ele viu Lucas como a prova final do nosso sucesso, o herdeiro da nossa dinastia.

"Agora temos tudo, Sofia", ele disse, com a mão na minha barriga. "Uma família, um império. Tudo."

O nascimento de Lucas nos aproximou ainda mais.

Ver Pedro segurando nosso filho pela primeira vez, com uma expressão de admiração e vulnerabilidade que eu nunca tinha visto, fez meu coração se encher de um calor genuíno.

Eu acreditei, naquele momento, que nossa aliança comercial havia se transformado em um casamento de verdade, sólido e duradouro.

Então, Bruna apareceu.

Ela foi contratada como estagiária de verão, uma entre dezenas.

Mas desde o início, ela se destacou, não por seu talento, que era medíocre, mas por sua ambição descarada.

Ela encontrava todas as desculpas para estar perto de Pedro.

Trazia café para ele, elogiava suas gravatas, ria de todas as suas piadas, por mais sem graça que fossem.

No início, eu não me importei, era o comportamento típico de uma estagiária querendo impressionar o chefe.

Mas a atenção de Pedro para com ela começou a me incomodar.

Ele a mencionava nos jantares, "Bruna teve uma ótima ideia hoje", "Bruna é tão esforçada".

Ele começou a levá-la para reuniões com clientes, algo que normalmente era meu papel.

A desculpa era sempre a mesma: "Você está ocupada com o Lucas, Sofia. Estou apenas tentando te aliviar um pouco."

Mas não parecia alívio, parecia substituição.

A linha entre o profissional e o pessoal começou a ficar borrada.

A gota d'água foi o incidente do escritório, mas a verdade é que o copo já estava transbordando há muito tempo.

A aparição de Bruna expôs a fragilidade do nosso casamento.

Revelou que o afeto que eu pensei que tínhamos construído não era forte o suficiente para resistir à adulação barata de uma jovem ambiciosa.

Revelou que, para Pedro, talvez eu ainda fosse apenas parte de um acordo comercial, uma parceira valiosa, mas, em última análise, substituível.

A destruição da escultura não foi apenas um ato de vingança, foi um grito de dor.

Foi a minha maneira de dizer que ele havia quebrado algo muito mais valioso, algo que, diferentemente do bronze, não poderia ser consertado.

Nossa parceria, nosso afeto, nosso futuro.

Tudo estava em pedaços no chão.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022