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Virgindade Leiloada

Virgindade Leiloada

Autor:: Taize Dantas
Gênero: Bilionários
Sempre tendo vivido na pobreza, Virginia lutava para ter condições financeiras melhores, pois ela desejava dar o melhor para os seus pais. Então, quando sua melhor amiga sugere que elas poderiam conseguir muito dinheiro leiloando a própria virgindade, Virginia não pensa duas vezes antes de entregar seu único "bem" para aquele que desse o maior lance. Ela só não esperava que o destino lhe pregasse uma peça, onde o que era para ser apenas um negócio, acaba virando prazer e que ela se apaixonaria pelo homem mais a arrematou em um leilão.

Capítulo 1 Prólogo

Virgínia

A caminhada do ponto de ônibus até a minha casa era cansativa, ainda mais após ter passado uma hora e meia em pé dentro de um transporte público completamente lotado. Mas isso fez parte da minha rotina e só me restava aceitar.

Cheguei em casa ansiando por me sentar e colocar os meus pés em cima de qualquer coisa, pois eles estavam latejando na sapatilha. Por mais confortável que o fabricante insiste em dizer que ela era, não existia possibilidade de passar quase o dia todo em pé, de uma maneira agradável.

- Mãe! - Chamei, após jogar a minha bolsa sobre o sofá duro e desgastado da sala de estar, da modesta casa em que morava com meus pais há vinte anos. - Mãe!

Ela não respondeu e a preocupação logo tomou o lugar do cansaço e eu saí praticamente correndo pela pequena casa, procurando algum sinal de dona Beth, popularmente conhecida como a minha mãe.

Só voltei a respirar normalmente ao ver que minha mãe estava apenas dormindo tranquilamente em seu quarto.

Provavelmente o cansaço de mais um dia de trabalho tinha a deixado tão exausta, ao ponto de ter deitado cedo e não ter acordado mesmo quando gritei por ela.

Pensei no quanto os meus pais já tinham trabalhado na vida, e como sempre tentaram me oferecer o melhor que a falta de condições financeiras nos permitia e me prometi, mais uma vez, que faria qualquer coisa para conseguir dar uma vida confortável para eles, ao menos agora, em sua velhice.

Eu faria realmente qualquer coisa, desde que não fosse algo que fosse prejudicar alguém.

Voltei para a sala e fui olhar as mensagens e chamadas perdidas que tinham em meu celular, dado que eu não tocava no aparelho desde que havia saído do trabalho, duas horas atrás.

Meu pai chegou naquele momento e também parecia exausto. Depois de um dia de trabalho como pedreiro e já estando com quase sessenta anos, era bastante compreensível aquilo.

- Oi, pai!

Aproximei-me do melhor pai que alguém poderia ter e tentei o abraçar, que se esquivou, estendendo a mão para me impedir de fazer o que pretendia.

- Estou todo sujo, filha. 

- Não me importo. - Falei em tom carinhoso e mesmo contra sua vontade, dei um abraço apertado no senhor Francisco e beijei seu rosto.

- Menina teimosa. Sempre fazendo o que tem vontade. - Apesar das palavras, seu tom era carinhoso também. - Vou tomar um banho e podemos jantar.

- Mamãe já está dormindo. - Comentei, já me preparando para ir ajeitar algo para comermos.

- Ela me ligou avisando que iria dormir mais cedo. - Ele informou. - Mas nosso jantar está no forno.

- Então vou esperar pelo senhor e jantamos juntos.

Meu pai concordou com um gesto e foi para o seu quarto, enquanto eu fui ler minhas mensagens.

Mariana: Amiga, descobrir uma maneira de nós conseguirmos muito dinheiro.

Mariana: E só afeta a nossa vida e a de ninguém mais!

Sorri ao ler o que a minha melhor amiga, que era completamente maluca, mas que eu amava como uma irmã, me enviou, o coração já acelerado.

Virgínia: Muito dinheiro?

Mariana: Muito mesmo!

Virgínia: Tem certeza?

Mariana: Estou falando de milhares de reais, amiga.

Fiquei imediatamente curiosa sobre como poderia ganhar tanto dinheiro assim, sem ser através de um prêmio na loteria, mas não importava o que fosse, era muito dinheiro para eu perder essa oportunidade.

Eu tinha certeza que a Mariana não estava me chamando para cometer um assalto ou qualquer outra coisa do tipo.

Virgínia: Seja o que for, eu topo!

Capítulo 2 Virgínia

Virgínia

Quando entrei no clube  Season Hot  com a Mariana, o nervosismo tomava conta de todo o meu corpo, mas fechei os olhos e pensei no dinheiro que poderia mudar a vida dos meus pais e quando os abri novamente, me enchi de autoconfiança e segui em frente. Eu faria aquilo.

Mariana havia descoberto um clube secreto, o qual contava com uma forma bem inusitada de divertimento para aqueles que tinham muito dinheiro.

O clube oferecia leilões aos quais os homens poderiam arrematar diversos tipos de "bens", desde um encontro com a mulher que escolhesse, como também poderia ser uma noite de sexo ou até mesmo a virgindade de alguém, que tanto poderiam ser de mulheres, como de homens também.

Apesar da prática ser algo que eu poderia considerar muito grotesca, todas as pessoas que estavam em leilão tinham vindo por conta própria, assim como eu e minha amiga viemos, mas claro que a motivação era o dinheiro, uma vez que os valores poderiam chegar a milhares de reais.

Entendi que apesar de todos estarem ali por vontade própria, o fato de um homem arrematar sexo ou, pior, uma virgindade em um leilão daquele tipo dizia muito sobre ele.

Pensar que eu teria que me entregar a uma pessoa assim, me trouxe um calafrio na espinha. Foquei novamente no dinheiro, era ele que estava me levando a estar ali naquela noite.

Ao olhar em torno do ambiente, constatei que havia um bar bem "normal" e que o lugar estava bem movimentado. Olhei para a Mariana e ela fez um gesto com a cabeça, indicando que nós fossemos até o balcão, onde tinham algumas pessoas atendendo aos clientes.

Depois de nos informar para onde deveríamos ir, seguimos naquela direção, onde fomos instruídas a procurar a Pamela, que era a responsável pela organização dos leilões.

- Vocês são as amigas Luan, que irão participar do Leilão de virgens?

A mulher estava vestida de maneira bastante sensual e era absolutamente linda, e olhou para nós duas de maneira avaliativa, ao questionarmos se ela seria a Pamela.

- Sim, somos nós. - Mariana respondeu e sua voz mostrava a incerteza em suas palavras.

- Nós estamos totalmente dispostas a isso. - Resolvi intervir.

O Luan, que trabalhava com a Mariana em uma loja de varejo no centro da cidade, era também garçom do clube e nos explicou que eles só aceitavam pessoas que mostrassem que estavam de fato dispostas a ir até o fim com aquele negócio, pois não queriam arriscar que o "bem" arrematado acabaria por desistir da barganha.

- Como sabem, sou a Pamela. Eu vou orientar vocês sobre como será feito o nosso leilão e vocês podem desistir a qualquer momento. – Ela falou simpática, deixando transparecer a satisfação com a nossa confirmação. - Contudo, após subir ao palco, vocês não terão mais essa opção.

Nós nos olhamos com um certo temor, eu e a Mariana, mas eu fiz um gesto discreto para ela, para que soubesse que eu continuaria firme até o desfecho daquela história.

- Como a Virgínia falou, nós não pretendemos desistir. - A minha amiga garantiu, agora de uma maneira mais firme.

- Me acompanhem, então.

Nós a seguimos até um corredor longo e estreito que seguia a decoração de todo o espaço, em tons de prata e branco, tudo muito claro, totalmente o inverso do que imaginei para um ambiente daquele tipo.

Chegamos rapidamente em frente a uma porta, que ela abriu e nos mandou entrar.

Se tratava de uma sala bem espaçosa por sinal, e onde tinham várias pessoas dentro, todas muito jovens e em variados estágios de nudez.

Compreendi que a sala seria uma espécie de camarim e que as pessoas que ali estavam deveriam participar das "atrações" da noite.

Logo que a Mariana me contou sobre o clube e o que acontecia nele, o meu primeiro pensamento foi recusar, pois temia que alguém me visse naquele lugar e a história se espalhasse, chegando até os meus pais, que já eram idosos e ficariam muito tristes se soubessem o que eu estava prestes a fazer.

Mas o Luan nos contou que todos que estavam ali usavam máscara para preservar a sua identidade e aquilo me deixou mais tranquila.

Porém, naquela sala não havia ninguém de máscara ainda e temi encontrar algum conhecido. Por mais improvável que fosse, tudo era possível.

Olhei bem para todos e não reconheci ninguém, o que me fez suspirar de alívio.

- Vocês trouxeram a roupa, conforme a nossa orientação por telefone?

- Sim. Está aqui conosco. – Respondi.

- Ótimo. Vocês podem se trocar aqui e quando for o momento de se apresentarem em nosso salão, eu mesma virei buscá-las.

Ela saiu e nos deixou na sala, a insegurança mais uma vez querendo tomar conta.

- Estou nervosa. – Confessei para a Mariana.

- Também estou, mas vamos fazer como você repetiu durante toda a semana, desde o momento em que contei sobre essa possibilidade louca. – Ela falou com um sorriso nervoso em seu rosto. - Vamos manter a calma e pensar apenas no dinheiro.

Nós nos aproximamos das outras pessoas, pois ainda nos encontrávamos paradas próximo a porta de entrada, mas sem manter nenhum tipo de diálogo, apenas nos dirigindo aos reservados, em um estilo de provador que existiam na sala e começamos a nossa transformação.

A Pamela havia nos orientado a trazer conosco um traje que nos deixasse o mais sensual possível, mas não uma lingerie, como eu e a Mariana tememos que seria.

Nós aproveitamos que eu trabalhava em uma loja de aluguel de trajes de gala e selecionamos vestidos magníficos e sensuais.

O que escolhi era vermelho e contratava maravilhosamente com a minha pele cor de oliva, assim como também eram os meus olhos. Eu tinha estatura mediana e meu corpo era cheio de curvas, minhas pernas eram torneadas e ficaram visíveis pela fenda da saia do vestido e meus seios eram cheios e empinados, o que foi perfeitamente valorizado pelo decote generoso da roupa.

A Mariana começou a me maquiar quando as primeiras pessoas passaram a ser chamadas. A grande maioria era constituída de mulheres, mas também havia homens e eles foram todos chamados antes de nós duas.

- Muito linda essa minha amiga! – Mariana falou ao terminar a minha maquiagem, tentando parecer tranquila, mas não estava.

- Você também está muito linda, Mari. – Também fingi despreocupação.

Pâmela chegou naquele momento e fez um sinal discreto, pedindo para que nós a acompanhássemos novamente. Ela chamou mais duas outras garotas que também estavam na mesma sala que nós.

Fomos levadas até próximo a uma porta discreta que ficava no final de um outro corredor, diferente daquele pelo qual entramos e ali a decoração se tornava mais obscura, em tons de marrom escuro e bege.

- Vocês devem me aguardar aqui. – Ela orientou, entrando pela porta e nos deixando à sua espera. – Coloquem isso, por favor.

Cada uma de nós recebeu uma máscara, tal qual as usadas em baile de máscaras e ficamos aguardando por seu retorno em silêncio. Ninguém falou nada, aparentemente a ansiedade pelo que estava prestes a acontecer havia tomado conta de nós.

Rapidamente a Pâmela retornou, abrindo a porta e pedindo para que a gente passasse pela mesma e entramos no que parecia ser um palco.

Olhei em torno e tudo era bastante escuro e não dava para ver as pessoas que ali estavam.

Apesar disso, notei que haviam mesas espalhadas por todo o ambiente, com exceção do tablado no qual estávamos. O palco, ao contrário do restante do que parecia ser um salão, estava completamente iluminado, dando destaque a nós, mas ainda assim as luzes eram difusas.

- Temos aqui quatro garotas dispostas a oferecer algo valioso em troca do valor certo. – Pâmela falou em um microfone. – E então, quem dá mais? – Fez a pergunta exibindo um sorriso radiante.

Ela então chamou uma das garotas e a apresentou como "Spring ", a Mari foi apresentada como "Winter", a outra como "Autumn" e eu fui a "Summer". Ela abriu o leilão com a garota Inverno e o valor sugerido logo foi aumentando de maneira estrondosa.

Assim aconteceu com as três antes de mim e todas conseguiram algo em torno de trezentos mil reais.

Eu fiquei ainda mais ansiosa para que chegasse a minha vez, pois era bastante dinheiro para mim, e seria possível fazer tanta coisa com aquele valor que eu não pensei em mais nada, esqueci qualquer nervosismo e só esperei pelo meu momento.

Este chegou e a cada lance, meu coração acelerava mais e mais. Eu já estava me sentindo mal, de tanto nervosismo, quando percebi que havia tido início uma disputa entre dois homens, por mim!

Com o tempo que já estava naquele ambiente, a visão se acostumou e consegui ver mais coisas e percebi que cada vez que um deles, o que estava usando uma camisa de mangas compridas azul claro com uma gravata em um tom mais escuro, dava um lance, o outro, um homem que estava usando terno cinza escuro com gravata vermelha, aumentava o valor, passando a frente.

O valor já havia chegado a quinhentos mil reais e a minha respiração estava seguindo o ritmo das batidas do meu coração.

- Quinhentos e cinquenta. - O de camisa azul gritou em um tom decidido que trouxe um arrepio à minha espinha, o que me deixou consternada.

- Eu dou seiscentos. - Falou logo em seguida o cara de terno e gravata.

Eu demorei a acreditar no que estava acontecendo. Eles estavam falando de centenas de milhares de reais como se fosse algo banal. Para mim aquilo era muito dinheiro!

Mesmo pagando a porcentagem que o clube estabeleceu, correspondente a dez por cento do valor, eu ainda ficaria com muito dinheiro.

- Um Milhão de Reais. – O de camisa azul falou aquilo e olhou para o outro homem parecendo muito determinado.

Eu olhei de um para o outro, a sensação de estremecimento me fazendo fraquejar. Aonde eu tinha me metido?

- Um milhão de Reais. Alguém dá mais? – Pâmela perguntou, olhando para todos.

Diante do silêncio que se formou, Pâmela deu o leilão por encerrado e orientou aos "ganhadores" a procurarem por ela na gerência, para realizar os respectivos pagamentos e receber o seu "bem".

- Um milhão de Reais!

Eu estava me sentindo maravilhada com o valor que havia conseguido alcançar. Era dinheiro suficiente para fazer algo verdadeiramente bom para a minha família. Eu poderia começar um negócio, não precisaria trabalhar tão longe de casa. Eram tantas possibilidades!

Eu sabia que ainda precisava cumprir com a minha parte naquela barganha e que não seria nada fácil, mas iria prender a respiração e só pensar no dinheiro.

Aquele valor não me tornava rica, mas facilitaria bastante a minha vida, e este fato por si só já me deixava eufórica.

- Amiga, você vai ganhar um milhão de Reais! – Mari falou em meu ouvido ao me abraçar feliz.

- Você tem trezentos mil, Mari! – A apertei em meus braços.

- Estou muito feliz, Vi. Poderemos abrir a nossa própria loja de roupas exclusivamente desenhadas por mim.

- Sim!

- Venham por aqui, garotas. – A Pâmela nos chamou.

Precisamos nos afastar uma da outra e nos olhamos com entendimento, pois era chegada a hora de enfrentar aquilo para o qual nos disponibilizamos e cada uma seguiu na direção indicada pela Pâmela.

– Cada uma de vocês irá ficar no quarto que tem o nome da estação que representam.

- Agora chegou a parte mais difícil. – Mari comentou, fingindo um estremecimento.

- Vamos pensar o tempo todo no dinheiro que vamos conseguir e nos planos que nós temos e tudo vai passar bem rápido. – Falei para tentar acalmar a minha amiga.

Mas eu realmente pretendia agir daquela maneira e foi com esse pensamento que entrei no quarto que trazia na porta a palavra "Summer".

Capítulo 3 Murilo Fernandes

Murilo Fernandes

Eu me conhecia o suficiente para saber que era um homem extremamente competitivo e a verdade é que eu jamais entrava em algo para perder.

E naquela noite não foi diferente.

Quando o meu primo me convidou para acompanhá-lo até um clube para tomar alguns drinques, eu aceitei rapidamente. Não tinha a mínima ideia de que o clube para o qual eu havia sido convidado oferecia serviços bem "inusitados".

Aquiles me convidou a participar de um leilão e eu apenas aceitei por curiosidade, uma vez que ele não me contou sobre o que seria esse leilão.

Quando faltavam poucos minutos para ter início a atração principal daquele salão, uma vez que no clube Season Hot tinham outros ambientes, vi se aproximar da mesa ao lado da nossa, o meu maior concorrente, Ethan Constantino.

Nós éramos rivais nos negócios e nos tornamos inimigos declarados quando a minha noiva me deixou para ficar com ele, há apenas alguns meses. Eu ainda não havia engolido aquela história e estava engasgada na minha garganta, essa era a verdade.

Então quando anunciaram o início do leilão e eu vi entrar no palco quatro belíssimas jovens, eu não pude acreditar no que estava prestes a acontecer diante dos meus olhos.

- Eu não acredito que você me arrastou para um leilão de mulheres, Aquiles! – Falei me sentindo muito chateado.

Jamais teria concordado em participar de algo tão torpe como o que iria acontecer naquele momento.

- Você não teria vindo se eu tivesse contado. – Aquiles respondeu fazendo pouco caso.

- Exatamente! Não posso colaborar com isso de forma alguma.

- Silêncio. – O homem sentado próximo a nós pediu e percebi que uma mulher que fazia as vezes de apresentadora do leilão, estava apresentando as belas jovens.

O leilão teve início e era em um molde bem simples, com cada um que pretendia oferecer um lance levantando uma placa com um número, o que eu entendi que deveria identificar cada um, provavelmente para não usar os nomes das pessoas e gritando valores como lance.

Apesar da raiva, decidi ver até onde aquilo iria e uma das jovens me chamou a atenção de imediato.

Ela havia sido denominada como verão e eu pude entender muito bem porquê. Ela estava deslumbrante em um vestido vermelho sem alças e que deixava muito dos seus belíssimos seios à mostra.

Quando ela se mexia, a fenda do vestido expunha também as suas maravilhosas pernas e eu não conseguia tirar os olhos da boca vermelha e bem desenhada que a garota tinha, apesar de não conseguir ver seu rosto direito, pois todas elas usavam máscaras.

- Linda e ainda por cima virgem! – Aquiles falou ao meu lado e me dei conta que ele se referia a morena de vestido vermelho.

- Como você sabe que ela é virgem? – Questionei intrigado.

Meu primo soltou uma gargalhada que chamou a atenção de quem estava nas mesas vizinhas e vários homens fizeram sinal pedindo silêncio.

- Por que é um leilão de virgens, oras!

Eu estava tão compenetrado em admirar a beleza estonteante da jovem que não prestei atenção às palavras da mulher que fez a apresentação das jovens.

Como uma garota tão encantadora poderia estar vendendo sua virgindade em um leilão? Me perguntei, sentindo a raiva tomar posse das minhas emoções.

- Estão abertos os lances para "Summer"! – A mulher falou ao microfone e logo alguns homens estavam levantando uma placa com seu número de identificação e gritando valores.

- Duzentos mil! – Reconheci de imediato a voz de Ethan Constantino e a raiva aumentou ainda mais.

Pensei sobre onde estaria a Bruna naquele momento, aquela traidora que um dia chamei de amor, e se ela teria conhecimento que o seu futuro marido frequentava leilões de virgens, inclusive oferecendo lances altos.

Antes que pudesse me controlar, estava pegando uma placa com um número em cima da mesa e me lancei também na disputa.

- Trezentos mil.

Eu não queria compactuar com aquilo, mas jamais poderia deixar que o Ethan arrematasse a bela morena que havia conseguido mexer com meus sentidos, apenas ao olhar para ela.

- Quatrocentos Mil. – Ele rebateu o meu lance.

Uma disputa teve início naquele instante, onde o que estava em jogo não era apenas quem iria dar o maior lance, e eu estava disposto a pagar o que fosse preciso, mas Ethan Constantino não sairia daquele clube com mais uma vitória sobre mim.

Depois de mais alguns lances das duas partes, ofereci o valor de um milhão de Reais e então Ethan pareceu enfim desistir, não aumentando o valor do seu lance e uma sensação de triunfo se espalhou por todo o meu corpo, pois daquela vez eu fui o vencedor.

- Por um milhão de Reais, o número trinta acaba de arrematar a bela Summer!

A mulher confirmou no microfone o bem que eu tinha acabado de adquirir, pensei com cinismo.

- Para quem estava me dando sermões, eu diria que você entrou na brincadeira bem rápido. – Aquiles falou em tom de deboche. – Mas conheço muito bem a sua motivação e a garota não está entre elas.

- Admirável a sua perspicácia. – Falei com ironia.

Na verdade, o meu primo estava enganado em certo ponto. A belíssima morena de vestido vermelho não só estava entre as minhas motivações para entrar naquele embate com meu único inimigo, como eu diria que ela foi o maior motivo.

O fato é que eu me interessei por ela assim que a vi e não aceitaria de forma alguma que ele acabasse por ter mais uma das coisas que eu queria.

Apesar de aquela não ser a melhor maneira de conquistar uma mulher, a situação na qual ela se colocou foi a única responsável.

- O leilão de hoje está encerrado. Obrigada pela participação de todos e aproveitem bem a noite de vocês.

Depois de falar isso, a apresentadora saiu do palco, seguida pelas quatro "estações do ano" e somente então olhei na direção do meu rival, que retribuiu o olhar com ódio evidente.

Não sabia como aquilo surgiu, mas era nítido que ele me odiava e queria tudo o que me pertencia. Exibi um sorriso de contentamento que o deixou com cara de perdedor e olhei novamente para o palco, sem saber qual deveria ser o próximo passo.

- O que devo fazer agora? – Questionei ao meu primo, tendo em vista que ele parecia conhecer muito bem o funcionamento do lugar.

- Aqueles que deram os lances mais altos deverão procurar a Pamela, a apresentadora. Ela está na gerência. É só seguir por aquela porta.

Fiz conforme a orientação do meu primo e depois de conversar com a tal Pâmela e fazer o pagamento do valor que eu havia oferecido como lance, uma das garçonetes foi chamada para me levar até onde estava a garota que eu havia acabado de ganhar em um leilão.

Apesar de bizarro, eu senti um formigamento de excitação ao pensar na bela morena, mas tentei me conter. Aquilo não era certo e eu não deveria seguir por aquele caminho.

Todas as minhas boas intenções caíram por terra quando passei pela porta indicada pela garçonete.

Eu tinha sido levado para um quarto, que possuía uma grande cama com dossel bem no centro do cômodo e a belíssima morena vestida com uma lingerie de tirar o fôlego estava ao lado dela.

Aquilo foi demais para mim. Ela era naturalmente tentadora e estava usando apenas um sutiã preto bordado e cheio de fitas douradas que deixava entrever uma boa parte dos seus seios cheios e empinados, assim como uma calcinha minúscula e transparente, que me permitiu ver com extrema nitidez o triângulo no meio de suas pernas, que exibia uma lista de pelos pubianos que faria qualquer um cair rendido aos seus pés.

- Oi. – Foi tudo o que consegui falar.

Mesmo por trás da máscara, eu consegui perceber que ela tinha grandes olhos, que me encararam com certo temor que acabaram por me desestabilizar.

Eu não poderia ir em frente com aquilo.

- Você realmente não precisa fazer isso, Summer.

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